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Ao fim de sete anos a novidade (não) acaba

Tinha pensado partilhar este lindo texto do Miguel Esteves Cardoso na 2.ª feira, dia em que comemoramos sete anos de casados, mas faz todo o sentido que o faça hoje.


Não me lembrava (o que, no caso, é excelente) mas faz hoje 1 ano que tivemos de enfrentar (os dois) um duro desafio.


De um momento para o outro, aquilo que podia ser simples transformou-se num pesadelo com laivos de novela mexicana.


A prova foi dura mas saímos vitoriosos e o Amor saiu, sem dúvida, reforçado.


Como se costuma dizer "o que não nos mata torna-nos mais fortes".


E não, ao fim de sete anos de casamento a novidade não acaba.


Todos os dias são diferentes, todos os dias somos diferentes e é isso que dá sabor à vida.

Reencarnações

Este fim de semana puliquei no facebook duas fotos minhas em criança e recebi vários comentários que diziam que a Tita é muito parecida comigo e me fizeram inchar de vaidade.


Por acaso nem consigo ver assim tantas semelhanças, mas a verdade é que gostei de saber que existe quem as veja.


Fez-me recordar os tempos em que passeava com a minha avó materna e perguntavam se era minha mãe (foi avó aos 43) e comentavam a nossa semelhança.


Apesar de saber que não éramos nada parecidas, gostava de acreditar nisso.


Coisas do Amor, acho eu, e da vontade de perpetuar quem amamos.


Mas os comentários sobre a parecença da Tita comigo lembraram-me também uma fase somplicada da vida.


Não sei se alguma vez o cheguei a desabafar com alguém mas houve tempos em que as parecenças da Leonor comigo me faziam confusão.


Estava em pleno tratamento de quimio, não sabia como as coisas iriam correr, olhava para a Leonor e parecia ver a minha fotocópia em pequena. Assim, como se eu estivesse a reecarnar nela.


Durou …

Socorro! As minhas filhas têm um tablet.

Nunca gostei de ver crianças a brincar com gadgets. Aflige-se imenso vê-las naquele estado de alheamento, de olhos fixos no ecran e a dar ao dedo, especialmente em momentos de convívio.


Até agora, as minhas cachopas brincavam com o tablet da avó ou das tias mas esporadicamente.


Mas ontem tudo mudou. O avô achou que estava na hora das meninas terem o seu próprio tablet e vai de lhes comprar um.


As cachopas estão radiantes, obviamente, e eu de sobrolho franzido.


O papá diz que é só inveja de nem saber mexer no bicharoco (coisa que as patroas dominam), mas é mais do que isso.


Já estou a imaginar os conflitos que vou ter de gerir entre as comproprietárias do tablet que até por causa de alfinetes armam guerras.


Desejem-me sorte.

Richard Branson a presidente

Vivemos, é inegável, num mundo de aparências em que se confunde o múmero de horas "dado à casa" com mérito e motivação ainda é uma palavra utilizada por líricos e académicos.
Mas às vezes surgem excepções como Richard Branson que, apesar de representarem menos do que uma gota de água no oceano, nos deixam a sonhar com a possibilidade de um dia começarmos a ver para além das aparências.
Vejam só a teoria (que supostamente irá testar) relativamente às férias dos colaboradores e transcrevo abaixo.
Esperemos que o grupo piloto não defraude expectativas e que a ideia comece a ser replicada.
Eu voto em Richard Branson para a presidência.
"O milionário Richard Branson, oferece férias ilimitadas aos 170 trabalhadores que fazem parte da sua equipa pessoal, no Reino Unido e Estados Unidos. A ideia é simples, Branson explica: "eles podem sair quando e por quanto tempo quiserem", desde que não prejudiquem a empresa.
O empresário escreveu no seu blog que os funcionários p…

2 semanas na pré

Contrariando os meus receios, a adaptação da Leonor à pré está a ser muito boa.


E eu também já estou a entrar no novo sistema.


Com todas as coisas menos boas que possa ter, por causa da limitação de recursos, tenho de admitir que este sistema, com toda uma série de regras às quais não estávamos habituadas, estimula a autonomia dos miúdos e obriga os pais a serem mais participativos.


Claro que na 2.ª semana, a Leonor já tinha abandonado o ar de menina responsável e começou a utilizar uma linguagem mais brejeira, mas acho que faz parte do processo de socialização.


Tudo a correr bem, portanto, e é o que interessa.


Para o resto, pimenta na língua.

Se a mãe da porquinha Peppa consegue, eu também consigo!

Sabes, a mãe da porquinha Peppa consegue assobiar. E tu mãe, também consegues?


Depois de ouvir esta pergunta, feita pela Tita, o meu pensamento imediato foi "se a mãe da porquinha Peppa consegue, eu também consigo!


De modos que dei comigo a competir com uma porca o que, tenho de admitir, não é propriamente abonatório.

A avó da Alice ficou em prisão preventiva

A triste história da Alice é conhecida de todos.


Por razões que só agora se irão apurar ao certo, o pai resolveu escondê-la da mãe e conseguiu a colaboração da avó.


A Alice foi levada para outro país e morava num sótão, arredada de tudo aquilo (e aqueles) que conhecia.


Assim esteve 2 anos, até que o pai foi detido e acabou por confessar onde estava a filha. Agora é a avó a ter o mesmo destino.


A Alice não é, infelizmente, caso único.São muitas as crianças usadas como arma de arremesso entre os pais. O mais chocante desta história é a avó ter encoberto a situação e ajudado o filho. Sei bem o que é o amor de mãe, mas este caso já me parece patológico.


Imagino que em situações de ruptura emocional seja difícil manter a razão, mas custa-me perceber como é que os pais ficam tão cegos que não percebem o mal que fazem aos filhos.


Só posso desejar que a Alice seja feliz, depois de toda esta novela mexicana e que todos os pais deste mundo (entre os quais me incluo) tenham muito juizinho.