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Quem não chora não mama

Quem não chora não mama.


A expressão pode parecer brejeira, mas se virmos bem até tem um significado profundo se entendida como capacidade de ir à luta e irresignação.


Pessoalmente, admiro a arte de "chorar" com elegância.


Pena que nem todos os que querem utilizá-la a tenham.

Como o relógio enviesa o Carpe Diem

Estou cada vez mais comodista e resistente àquilo que tem de ser feito por imposição de algo ou alguém.


Há anos que deixei de usar relógio e fujo de tudo aquilo que me obriga a cumprir horas, para além das que devo cumprir necessariamente.


Essa foi uma das razões que me levou a não me inscrever no coro gospel. Se me inscrevesse era para ir sempre e não me apetecia ter de ir em dias nos quais a vontade fosse estender-me no sofá para relaxar após o stress do trabalho (NOTA: é raríssimo conseguir estender-me no sofá).


Admito que pareça estranho, mas explica-se por variadas razões que nem vale a pena explanar.


A questão é que já faço fretes demais e por isso não hesito em evitar os evitáveis, sendo que na noção de frete incluo tudo aquilo que não me apetece fazer no momento (mesmo que goste muito de o fazer).


Só que (e há sempre um que), o relógio não pára. E há sempre algo que me limita. Seja a hora do almoço, seja a hora de deitar.


No meu mundo ideal, as pessoas comiam quando tivessem f…

Essa é uma longa história

Há pouco a Leonor reparou na minha cicatriz do local onde tive o cateter e perguntou-me o que era aquilo.


Lá lhe disse que tinha tido ali uma coisinha onde me colocavam um medicamento especial numa altura em que estive  doente.


Temi que me fizesse perguntas mais complicadas de responder mas limitou-se a perguntar o nome da coisinha.


Não lhe contei que foram os seus pontapés, ainda dentro do útero, que me fizeram enfrentar a doença de cabeça erguida. E que  saber que a tinha à minha espera em casa após cada tratamento ajudou à eficácia do tal remédio especial.


Essa é uma longa história que um dia lhe contarei.

A morte do peixinho

Alguns amigos ficaram preocupados com a Tita, quando comuniquei o falecimento do seu peixinho pelo que me sinto no dever de os serenizar.


A Tita reagiu muito bem. Tão bem que quando se apercebeu que o bicho já nadava de lado, em vez de se condoer, começou a ralhar-lhe.


Na manhã seguinte, quando constatou a ocorrência, a sua preocupação foi a de se assegurar que daí em diante o peixinho da Leonor seria seu também.


Não seu porquê mas as minhas filhas gostam de ser proprietárias.


Quem ficou realmente afectado com a perda foi o cuidador do peixinho e papá cá de casa.



Acordas, ou não?

Acorda minha bela adormecida. Vá lá, chegou o príncipe.

Depois de dizer isto umas 20 x em tom suave, sem obter qualquer tipo de reacção, eis que a Leonor decide resolver a questão.

TITA, ACORDA. O TEU PEIXINHO MORREU!

E a Tita saltou da cama, para correr em direcção ao aquário.

PS E o peixinho morreu mesmo

Comida saudável, mas nem sempre

A professora da Leonor está a abordar o tema da alimentação e faz a avaliação dos lanches, atribuindo uma cor distinta consoante os considere mais ou menos saudáveis.


Para a Leonor está fora de questão levar para a escola algo que não seja "sodável", que torne as pessoas "obesas" e "estrague os dentes".


É um orgulho para ela chegar a casa e dizer-nos que o seu lanche foi considerado "sodável"; hoje leva fruta, só com o objectivo de alcançar um "sodável mais".


Mas como diz o povo "longe da vista, longe do coração" que, com as devidas adaptações, ficaria no caso concreto"longe da vista da professora, as procupações com a alimentação "sodável" esfumam-se" e fora da escola há que comer pizzas, "medicodonalds" e ovos kinder.


É como as dietas que começam sempre no dia seguinte.

Se querem conhecer uma criança, vejam-lhe a lancheira

Uma das novidades que a escola pública trouxe à vida da Leonor foi a lancheira (já agora deixem-me expressar o meu orgulho por ainda não me ter esquecido dela nenhum dia).


E eu nunca pensei que algo tão simples me viesse a mostrar tanto sobre a personalidade da minha filha.


A Leonor lida mal com contrariedades e fica muito zangada quando não consegue fazer as coisas à 1.ª e isso reflecte-se até na lancheira.


A cachopa traz para casa o pão (devidamente embalado em plástico) que lhe dão na escola porque "se o comesse ia ser a última a acabar o lanche".


E, contrariamente ao que eu estabeleci, resolveu começar a comer o iogurte de manhã e beber o pacote de leite à tarde. Podia pensar-se que era porque prefere assim, mas com a Leonor nada é tão linear como possa parecer.


A decisão de trocar o lanche teve só a ver com o facto de a auxiliar que a acompanha à tarde não lhe pedir para espalmar o pacote do leite o que a faz sentir mais segura.


Apesar de o motivo que originou a troa nã…