Mensagens

Alguém me explique como se eu fosse muito burra

Palavra que não consigo perceber como é que alguém coloca filhos como testa de ferro de negócios ilícitos.

Queixinhas

Há poucas coisas mais irritantes do que passar o dia a ouvir queixinhas de 2 irmãs endiabradas, com direito a entoação parva e tudo.


Mas há pouco tive de me rir. A Tita veio queixar-se que a irmã lhe tinha batido e antes que pudesse ir investigar, a Leonor apressou-se a esclarecer "ai não, não bati. Ia bater mas ela fugiu".


Mais uma queixa infundada.

Ai como dói

Estávamos de saída para levar a Leonor ao xadrez, e aproveitar uma bela manhã se sol, quando as meninas decidiram fazer uma birra descomunal.


Tiveram azar, pois o coração do papá mantém-se mais firme do que o meu, em situações críticas como esta, e já não foram a lado nenhum.


O castigo foi merecido, mas ainda assim doeu à mãe.



Qualquer dia tenho a CPCJ à porta.

Tenho um pai galinha que se transformou num avô ainda mais galinha.


Não há um santo dia em que eu, a mãe despreocupada, não receba um ou dois ralhetes seja por telefone seja presencialmente.


Ou as meninas estão com calçado desadequado ao tempo, "parecem umas pelintras de tão mal vestidas", estão (invariavelmente) "mal agasalhadas", têm de se deitar mais cedo (etc,etc,etc).


Juro que se não conhecesse a peça (leia-se o Amor que nos tem) já tinha ido  deixar as cachopas na roda dos enjeitados, na esperança que alguém mais capaz as acolhesse.


Mas não estou livre de ter a CPCJ à porta.

Igualzinha ao bisavô materno

A Leonor é uma miúda de hábitos que cumpre religiosamente ... até ao dia em que lhe dá uma veneta e muda sem explicação.

Durante uns 3 anitos, só comia papa Blédina de frutos variados ao pequeno almoço.

Entretanto começou a aceitar papa de outra marca.

Hoje quando lhe dei aquela que já foi a sua papa de eleição disse-me que nunca tinha gostado daquilo.

É igualzinha ao bisavô materno.

Imagino-os a ter conversas profundas lá no céu

1.º partiu o meu avô, depois o Anthimio de Azevedo, agora o Sousa Velozo e eu recordo-os com um sorriso, enquanto os imagino a ter conversas profundas lá no céu.


Isto se o meu avô estiver para aí virado, que quando não lhe apetecia falar punha  a malta toda a correr.


Que saudades!

A presunção de inocência é uma quimera

Devo confessar que fui uma das pessoas que sorriu ao saber da detenção do Sócrates.

E também me tenho rido com as 1001 piadas que vão fazendo no facebook (há malta muito criativa).

Nunca simpatizei com o nosso ex-PM e metem-me confusão todas aquelas histórias que, ao longo do seu percurso político, têm ficado por esclarecer.

Apesar disso, tento manter presente na minha mente um dos princípios mais basilares que aprendi na faculdade o de presunção da inocência até sentença transitada em julgado e rejeito veementemente "julgamentos na praça pública".

O meu sorriso foi pois de satisfação por ver a justiça investigar uma situação a fundo e não de vingança que é sentimento que dispenso.

Existem locais próprios para aferir responsabilidades e acho que a justiça portuguesa começa a dar provas de estar cada vez mais atenta e actuante.

Mas é obviamente difícil acreditar nos princípios. Acho que faz parte da condição humana acreditar naquilo em que se quer acreditar, em função dos afe…