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Tratada abaixo de gato

- Toma conta do Boris, está sempre a saltar para a mesa da cozinha e eu estou a fazer o almoço!


- Fecha a porta da cozinha responde, placidamente, enquanto continua refastelado no sofá a ver o AXN!


Cá em casa sou tratada abaixo de gato!

A minha rainha

Acordou às 04h da manhã e, sem noção das horas, começou a vestir-se para enfrentar um novo dia.

Meia atordoada fui ter com ela, sorri-lhe e disse que ainda era madrugada.

Devolveu-me o sorriso, deixou-se guiar para o quarto, voltou a enfiar o pijama e voltámos ambas para a cama.

Demorei a cair no sono novamente, culpa do nó que me apertava a garganta.

Pensei e revivi, mentalmente, muitos momentos de carinho. Relembrei muitos momento de cumplicidade. Acima de tudo percebi que, neste momento, só tenho dois caminhos. Lamentar-me por aquilo que a maldita doença lhe está a fazer ou aproveitar todos os momentos em que estou junto dela e guardar a imagem de todos os sorrisos com que me presenteia, sempre que lhe chamo "minha rainha".

A escolha é tão óbvia que me serenizou.

Seminário sobre Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais - 5 de Junho (Biblioteca Municipal de Aveiro) - participação gratuita

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Uma das minhas maiores dificuldades

Uma das minhas maiores dificuldade´s é explicar às minhas filhas em que consiste (e qual a utilidade) o meu trabalho.


E a dificuldade acresce quando tenho de lhes pedir que me poupem o neurónio,
porque me cansei muito a trabalhar. Isto porque, em regra, o trabalho se resume a 3 tarefas (aparentemente) leves e pacíficas- FALAR, ESCREVER E LER.


Há dias, aonteceu novamente:


- Então conta-me lá o que fizeste hoje no teu trabalho.


"- Já te disse, Tita, falei ao telefone, escrevi no computador, li uns documentos.


- Só?!!! E mais?


- Mais? Ah ... tive uma reunião com uma senhora.


- Uma reunião? E de que falaram?


- A senhora tinha um problema lá na fábrica.


- Um problema na fábrica? Isso não é nada, eu quero saber qual é o problema !!!"


Bem, pelos vistos há outro problema. O de explicar-lhes o conceito (actualmente muito esvaziado, é certo, de segredo profiussional).



Novela FIFA

Gosto pouco de novelices na vida real.


Esta da FIFA, em particular, chega a entristecer-me e fazer ter saudades do tempo que era uma miúda inocente (leia-se crente na verdade, desportiva entre outras).


Nesse tempo  acreditava piamente não existirem guerras (para mim eram coisas do tempo dos reis e envolviam, necessariamente, espadas). Acreditava também que a história que aprendia na escola eram somente factos objectivos e achava uma heresia a afirmação de que havia várias versões dos mesmos factos, consoante as convicções de quem os relatava.


Acreditava ainda que ganhavam sempre os melhores e chegava a resmungar com o meu pai quando me tentava "abrir" os olhos (neste ponto, e perdoem-me o comentário, acho que o facto de o papá ser portista não ajudava).


Apesar de ter uma relutância grande em "abrir" os olhos, acho que era bem mais feliz quando os tinha cerrados.


Caso para dizer que a ignorância é uma benção.



Maravilhada com a fiscalidade verde

Esta história de cobrar impostos pela utilização de sacos de plástico faz-me lembrar a criatividade dos meninos que vi no Brasil que, a troco de umas moedas, andavam atrás de nós na praia para nos regar os pés ou ajudar a apanhar conchinhas.


Só por me reavivar esta memória, do longínquo ano 2000, já valeria a pena pagar 10 cêntimos/saco.


Mas hoje, a medida fez-me recuar ainda mais nas memórias. Ao tempo tempo em que a minha avó me deixava na farmácia, sentada na minha cadeirinha, enquantoia às compras e eu via a "doutora da farmácia", uma querida Amiga da família e responsável pela minha colecção de livros da Anita, embrulhar os medicamentos em papel pardo.


Estou, pois, maravilhada com a fiscalidade verde ainda que alguma coisa me diga que qualquer dia vai chegar à floresta e aos seus sub-produtos.

E, de repente, fui invadida por uma vontade louca de viajar

Não me perguntem porquê (que até sou muito caseirinha) mas fui invadida por uma vontade louca de viajar.


Por motivos vários, há algum tempo que não o faço.


Não sou esquisita quanto aos destinos, mas tenho o meu top de preferências.


Malta, Cabo Verde, as 7 ilhas açoreanas que ainda não conheço e a Eurodisney são alguns dos lugares que fazem parte dos meus planos.


E porque é que o partilho?


 1.º porque ando numa daquelas fases de pouca inspiração, no que à escrita se refere (o que é a forma elaborada de dizer que não tenho nada de interessante para escrever)


2.º porque nunca se sabe se não andará algum mecenas por aí perdido na blogosfera (e não custa tentar a sorte)