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Direito a cuscar mochilas

Acabei de ser repreendida pela patroa mais velha pois tive a ousadia de "cuscar" a sua mochila.
Não sabe a pequena que uma mãe tem direitos inatos  que são, no caso,  simultaneamente deveres pois sabia ter um recado da professora na caderneta.
De modos que sim, tenho o direito/dever de cuscar a mochila. Temos pena.

O dicionário dos meus sonhos

Passei dias a ouvir as patroas discutir sobre se devíamos, ou não, comprar um dicionário à mais pequena, com a mais velha a dizer que não valia a pena "gastar dinheiro aos pais se já tinham o dela em casa" e aquela a gritar que tinha direito a ter o seu próprio dicionário e queria que fosse cor de laranja!

Naturalmente comprámos o bendito dicionário cor de laranja, pois há coisas que não se negam a ninguém e muito menos a uma criança, e eis que em vésperas do 1.º dia de aulas passei a noite a sonhar com a professora a ralhar-me porque a pequena não levava o dicionário para a escola há mais de 5 dias, envergonhada por ter de lhe confessar que, nesse dia, me tinha esquecido também da mochila!

Pelos vistos estaria mais ansiosa com o regresso à escola do que a própria que saiu do carro sem olhar para trás, deixando-me no meio do passeio, a morrer de vontade de ir a correr cobri-la de beijos.

Linfoma: o misterioso cancro do sangue

Resolvi dar a este post o título de uma notícia publicada no dia 15 de setembro (Dia da Consciencialização sobre o linfoma) que podem ler na íntegra AQUI. 

O resumo, feito pelo JN, diz tudo aquilo que quero dizer.

"É uma doença que pode ser detetada pelo inchaço de gânglios em várias partes do corpo. No entanto, também pode não dar sinais. E como não se conhecem as causas da maioria desse tumor maligno, não é possível prevenir" (sublinhado meu).

E porquê esta partilha? Pela importância de estarmos atentos às mudanças no nosso corpo e não deixarmos arrastar uma ida ao médico mas também, e acima de tudo, para tentar combater extremismos relativos a estilos de vida "saudáveis" e a quase instintiva culpabilização de quem é "apanhado" pela doença (palavras daquele odioso homeopata), pelo facto de não comer só esparguete de semente de uva preta e recusar terminantemente ingerir sumo de beterraba.

Ninguém tem culpa de ficar doente e, lamento informar os donos da ver…

Friozinho na barriga

Fui desafiada e aceitei. Comecei este fim de semana uma nova experiência de vida. A responsabilidade é proporcional ao friozinho que sinto na barriga. A alegria de saber que poderei contribuir para que a minha comunidade seja dinâmica e colaborativa também.

85 anos de Amor.

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Sempre a conheci assim, a cuidar de nós, como se tivesse nascido só para nos fazer feliz. E faz, muito, que nos deu tudo aquilo que é preciso para sorrir. Amor incondicional, princípios inabaláveis. Carregamos, pois, a imensa responsabilidade de os conseguirmos transmitir aos outros. Por nós e para nós, sua família, mas também por todos os que com ela se cruzaram ao longo destes 85 anos, a minha avó deu tudo de si. Só coisas boas, pois outras não lhas conheço. Sem dúvida alguma, obra de Deus na terra. Pergunto-me muitas vezes que fiz para a merecer. Pergunta tola, talvez. Tenho só a certeza que só a merecerei se conseguir ser um bocadinho do que ela é no mundo. Objectivo difícil, tantas são as minhas imperfeições, mas tudo farei para o alcançar. Parabéns querida avó.

Não basta ter relógio, dahhh!

A patroa mais nova está muito preocupada com o facto de este ano terem abolido as campainhas da escola e ficar sem saber a que hora deve entrar.
Tentei sossega-la lembrando que tem mais do que um relógio em casa e é só questão de se habituar a usá-lo.
Coitada da pobre, que me lembrou que setia excelente caso soubesse já ver as horas!

Triste e frustrada

Triste e frustada, é assim que me sinto relativamente ao ponto de situação da causa que abracei nos últimos tempos, a defesa de uma vida digna até ao fim.

Como sabem, resolvi expor a uma série de entidades situação real, muito ilustrativa da falta de condições que se verifica, na grande maioria dos casos, ao nível dos cuidados paliativos.

A ideia é alertar para um problema vivido por milhares, talvez milhões,  de pessoas e tentar que essas tais entidades olhem para o problema com olhos de ver.

Tristemente, constato que só consegui que uma série de funcionários públicos gastasse tem a redigir ofícios sem conteúdo, dando conta de os serviços terem remetido o meu email para outro serviço. A Casa Civil remeteu o email para o Gabinete do PM, que o enviou para o Gabinete do Ministro da Saúde. De notar que tive o cuidado de mandar o email com todos os destinatários visíveis e de dar a conhecer ao Gabinete do PM a resposta que o Gabinete do Ministro da Saúde me tinha dado já há  mais de um mê…