Nenhum pai ou mãe, digno de assim ser chamado, tem maior ambição na vida do que ver os seus filhos felizes.
E essa ambição é tão grande quanto a tentação de nos substituirmos a eles, nas dores e frustrações. Acontece que as dores e frustrações são inerentes à vida em sociedade e achar que dar o corpo às balas para as sofrer em vez dos filhos é, para além de uma grande utopia, meio caminho andado para que cresçam sem resistência às contrariedades.
A saúde, amizades, vitórias, amores (...) não se compram. A incapacidade de o perceber, especialmente quando visíveis em atitudes dos pais é algo assustador.
Ver uma mãe entrar em campo, a contestar a decisão de um treinador, tirar a camisola ao filho e atirá-la violentamente em direcção ao alvo da sua fúria, porque viu o seu filho chorar na sequência de um castigo surgido após uma série de condutas antidesportivas do garoto é revelador deste equívoco. E é particularmente crítico quando o miúdo integra uma equipa e, como tal, é ensinado pelos…