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Da série coisas que me enervam

Ora, parece que o Tribunal de Contas descobriu um valor jeitoso de valores indevidamente pagos a falecidos.

É inconcebível, de facto, nesta era da informática mas choca-me ainda mais a imensidão de malta que nestes anos tem andado a receber o dinheirito e não achou sequer estranho.

Certamente, a mesma malta que reclama que a Segurança Social funciona mal, a saúde está uma desgraça, a justiça ainda pior.

Convençam-se de uma coisa, todo o sistema social (como os outros, de resto) exige recursos.

Sendo eles escassos, e a árvore das patacas uma figura mítica, é necessário que esses mesmos recursos sejam bem geridos. Isso exige que o sistema informático funcione, a informação circule mas também que quem recebe valores indevidos não seja conivente com as falhas do sistema.

E não me venham dizer que a culpa é das reformas e outros subsídios baixos (que são, sem duvida) porque,enquanto não remarmos todos para o mesmo lado, nunca subirão.

E é isto que me vai na alma

Chuva, a versão ateia que só os aveirenses perceberão

- Espero que não chova no dia do meu aniversário!
- Tens de falar com o S. Pedro!
- São Pedro?!!! Tenho é de falar com a Feira de Março



Termino o dia com uma certeza, no meio de inúmeras dúvidas

Há momentos na vida em que levamos abanões com tal impacto que é obrigatório parar para reflectir.
Um dia ouvi a notícia que o meu linfoma estadio IV tinha uma taxa de sobrevida de 65%. Dentro do contexto nem era mau mas, ainda assim, aterrador. Ao meu lado tive muita gente que nunca me deixou duvidar do Amor que me tinha, fazendo-me acreditar que iria fazer-lhes falta. Meio caminho para a cura, portanto.
Hoje, 10 anos passados, despedi-me de um dos meus maiores amigos. Um daqueles que ajudou a tornar o fardo da doença mais leve.
Jovem, saudável, cheio de planos ... uma partida incompreensível, se acreditarmos que a vida acaba aqui. Porquê ele e não eu, que podia fazer parte dos 45%? Esta é, entre outras, uma dúvida que me assola.
Terei de fazer um longo caminho para perceber o sentido disto tudo.
Uma certeza tenho, em resposta a todos quantos nestes dias me perguntaram se o Simão era da minha família. O conceito de família está longe de se limitar a uma ligação genética. Creio que nã…

Se eu pudesse

Se eu pudesse ia aí acima, puxava-te por um pé e obrigava-te a assentar no chão, enquanto te dava um ralhete.

Obedece à "madrinha" diria! Tu irias sorrir, responder-me-ias que sim (dizias sempre) e continuarias a surfar na tua nuvem, ignorando-me com aquele teu jeito singular.

Sinceramente, penso que o mundo ficou pequeno demais para a tua grandeza de carácter e (como diria a nossa Gena) foste à frente para preparar a festa do reencontro.

E eu, que tinha tantas expectativas quanto à possibilidade de me arranjares um "tacho" aqui na terra, vivo agora consolada pela certeza de teres partido feliz e sentir ter agora o melhor dos intermediários junto do Criador.

Só assim terá algum sentido.

Mas não me conformo...




Até ao céu

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Ainda não acredito. Não sei se algum dia acreditarei. De ti só sei seres Amigo sempre presente, incapaz de me dizer não. Presente quando precisava de ultrapassar obstáculos, quando metia metia gasolina, em vez de gasóleo; para me dar música ou ajudar a segurar a 2.ª voz.  Guardião da palavra passe deste blogue, cuja origem muito te deve e ficará eternamente sem o prefácio que ias prometendo em tom de gozo, sinto que nada será agora como dantes. Faltará a selfie da praxe em todas as igrejas e capelinhas. A Amizade essa permanecerá alterada, gravada no coração e em tantos momentos bons partilhados. Até ao céu, engenheiro. PS(D): não fizemos a tatuagem, mas talvez a venhamos a fazer (deixa só ver se inventam um método indolor, que a tua Amiga é uma maricas)

Já acordada?!!! Que canseira!

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Choupette Lagerfeld e o cúmulo da falta de piada

Depois de ver reportagens com pais venezuelanos a deslocar-se a pé à Colômbia para arranjar comida e vacinas para os filhos, não consigo sequer sorrir ao ler  ESTA notícia sobre milionária gata do Karl Lagerfeld.

Devia haver limites para a estupidez humana, digo eu com os nervos.