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Lamento desiludir-te, filha

No meio de uma acalorada discussão, a pequena perguntou " achas que ter 10 anos é só mandar?!!!".
Não quis desiludi-la, até porque a conversa não era comigo, mas a vontade que tive foi dizer-lhe que a irmã está mesma convencida que sim. E consta que a coisa tem tendetend a piorar. Deus nos guarde.

A culpa não é do sol, como não seria da chuva!

A culpa não é do sol, como não seria da chuva! A culpa é do desinteresse, da falta de identificação, da incapacidade de perceber que todos podemos e devemos contar.
Paralelamente temos fenómenos como os da extrema direita a ganhar força. Porque há aqueles que votam. Por cá teremos um provável vencedor que representará 9% da população. 30% de 30% é o que dá, certo? ( Raciocínio roubado, claro, que sou péssima a matemática).
É triste.

Sem palavras

Se este blogue tivesse rubricas, este post iria directamente para a "Sem palavras".
Quando nos sentimos um trapo velho, angustiados por uma falha cometida, e encontramos uma Amiga que em vez de nós passar a mão pelo pêlo nos diz que efetivamente estivemos mal só podemos ficar sem palavras.
Há momentos em que precisamos mesmo destas chamadas de atenção.
Dificilmente existiria alguém tão diferente de mim. Não partilhamos gostos, musicais ou outros, muito menos os mesmos ideais. Mas também dificilmente encontraria alguém de quem gostasse tanto e me fizesse rir naquele momento de angústia.
Obrigada miúda.

3 longos meses

Era sábado e estava sol.
Nada prenunciava o murro no estômago que acabaria por levar.
3 longos  meses passaram e continuo a ler cada comentário sobre a tua partida, como se estivesse a receber aquele murro pela primeira vez.
E que grande partida me pregaste, Amigo. Tão ilógica e incompreensível aos olhos da razão.
Dia após dia elaboro teorias, mais ou menos consistentes, sobre o lugar em que estarás, o que vês e sentes.
Com elas procuro respostas que me capacitem a perceber isto tudo.
De certo só tenho a tua imensa vivacidade e sorrisos, imagens sempre presentes e com as quais tento perpetuar-te aqui na terra.
O resto o tempo o dirá.

Ser equipa

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O basket, entretanto tornado paixão, surgiu cá em casa pela necessidade das patroas praticarem um desporto de equipa. Trabalhar corpo e competências sociais, de forma resumida.

E tem sido uma delícia assistir ao crescimento deste grupo (a foto retrata uma ínfima parte), a forma como vão começando a dominar a bola, a fazer jogo de equipa, a lidar com as frustrações.

Ontem foi dia do Torneio Ticha Penicheiro e lá rumámos ao Barreiro. Os jogos foram intensos.

As minhas crias deixaram lá suor e sangue (o dente de leite caído à Leonor voltou, o mesmo não se poderá dizer da pele do joelho da Tita).

Lágrimas essas, se as houvesse, teriam sido de alegria, tanta foi a animação e a adrenalina que fez com que aquela miudagem tivesse força para fazer a viagem de regresso toda a cantar e brincar.

Ser equipa é isto. Tão bom.

Distracção boa

De repente dei conta que caminhávamos de mão dada, já bem pertinho da escola.
Ela, que no alto dos seus 10 anos já morre de vergonha de me ouvir cantar na rua e medo que me exceda nas manifestações de afectos públicas, ia serena e alheia a eventuais olhares alheios.
Estaria, provavelmente, distraída mas foi tão bom que me calei bem caladinha e fui ali a aproveitar o momento.

O que cabe numa década de vida?

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Uma década se passou, desde que dei à luz a Leonor. Talvez o mais correcto seja desde que a Leonor me deu à luz. Lembro-me do 1.º pensamento que tive quando a senti cá fora. "Prova superada". Assim mesmo "prova superada". Naquele momento só ela interessava.  Tinha a missão de a colocar no mundo em segurança e nada mais importava. Os anos passaram. Diz o calendário e provam-no as imagens. Aos meus olhos será eternamente bebé. O meu colo nunca será pequeno para a acolher. E tanta coisa coube nesta década de vida, que iniciou ontem. Tanta  coisa e tão pouca planeada. Assim é a vida. Uma caixinha de surpresas. Certo só o Amor que nasceu no dia em que a soube gerada e se multiplica a cada segundo, assim como o orgulho de a ver crescer, tão segura e desenvolta. Parabéns Leonor. Que vivas sempre entre estrelinhas e unicórnios. Na mãe terás sempre, prometo, terra firme.