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Todos os meus amigos têm/fazem!

Ser mãe de pré-adolescente, ainda por cima gaja, é sinónimo de viver em permanentes, e acesas, discussões que acabam (quase invariavelmente) com a famosa frase "todos os meus amigos têm/fazem".
Sendo um dos argumentos mais baixos que se pode utilizar, no meu modesto entender, é daqueles que mais me custa rebater. Acredito saber o que é melhor para a minha filha mas não posso ter a pretensão de achar que os outros pais estão todos errados.
Dou muitas vezes comigo a pensar nisto, até que inspirou e expiro até me voltar o discernimento.
Cada um sabe de si e das suas circunstâncias. E nem todos os amigos terão/farão aquilo que a patroa cismou no momento.
Dá sempre que pensar, em todo o caso.

Não sei em que mundo vivo

Por variados motivos que não vêm ao caso (nada de cuidado) estes tempos têm sido atribulados e só suportáveis porque há pessoas que, no meio dos seus mil e um afazeres, estão sempre disponíveis.
Não falo dos meus pais, retaguarda  impressionante e sem os quais não viveria, mas de Amigos e conhecidos que, por estes dias, me têm oferecido o seu tempo, os seus sorrisos, ombros e ( importantíssimo) sabido respeitar a minha ausência e necessidade de silêncio.
Cada um, da sua maneira, tem sido uma peça chave neste a que chamo o "caminho das pedras".
E é por isso que hoje, no meio dos meus pensamentos, dei por mim a questionar em que mundo vivo. Não é, certamente, naquele de que tanta gente se queixa no qual as pessoas são, dizem, cada vez mais egoístas.
O meu mundo está cheio de gente capaz de transformar as tais pedras em bolas de sabão. 
Espero que o vosso também.

Fica sempre algum perfume na mão de quem oferece flores!

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Hoje foi dia de receberes flores, querida avó. Tu, que ao longo da vida tantas semeaste com o coração, ficou-te o perfume nas mãos. E que bom é continuar a recebê-las de ti, no sorriso nunca negado a quem te rodeia.
Parabéns pelas 86 primaveras e que saibamos nós seguir-te o exemplo. O mundo seria tão mais florido.

Novo ciclo

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Formosas e (in)seguras lá foram elas a caminho de um novo ciclo, comigo sempre a tentar manter a distância necessária a que sintam que sendo livres nunca estarão sós.

Sinais dos tempos!

Falávamos sobre o meu quinto ano e sobre o facto de ir a pé para casa e fazer o meu almoço.
A criatura, de olhos esbugalhados, perguntou porque é que o avô me deixava fazer isso e a ela jamais permitir o mesmo. Boa questão. Sinais dos tempos!

Aquela altura do ano em que me sinto uma péssima mãe!

Questiono-me, frequentemente se estarei a ser boa mãe sendo certo que sinto dar o meu melhor. Mas há alturas pré-definidas em que sinto ser péssima. Uma delas é no início do ano escolar, quando tenho de indicar a dosagem do Benuron e do Brufen.
Sei lá eu!

Terceiro ano! Vai-se ver lixada!

Terceiro ano! Vai-se ver lixada! É assim, com exacerbado racionalismo, que a patroa mais velha encara a nova etapa da vida da irmã.
Já está, obviamente, proibida de partilhar esta percepção com a visada mas algo me diz que esta será só mais uma ordem que violará com gosto.
Com irmãs destas ...

Que importa?

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Que importa lembrar nomes e relações de parentesco se a raiz do Amor está fortemente presa ao coração, lugar onde nascem os afectos cuja memória é intocável?

Lancheiras - aquele odiozinho de estimação!

E diz-me de volta às lancheiras, cuja preparação abomino.
A árdua tarefa de escolher lanches minimamente saudáveis e que agradem às esquisitinhas. O eterno receio de mandar pouca coisa, desvanecido ao final de cada dia ao ver a comida que volta para trás e renovado no dia seguinte ....
Uma canseira.

E a discussão mais estéril do dia foi sobre ....

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... os livros escolares, naturalmente, com a patroa pequena muito zangada por ter menos do que a irmã.
Ainda pensei intervir mas percebi que qualquer explicação sobre o facto de ter menos coisas  que a irmã não ser, sempre e necessariamente, mau se  revelaria prematura e por isso mesmo inútil.
Em todo o caso é giro perceber como, em pleno século XXI, a recepção dos livros novos ainda causa a excitação que se vivia no tempo dos afonsinhos.

Setembro é mês de lembrar as doenças malignas do sangue

Nunca saberei o que fez com que as minhas células começassem a trabalhar desordenadamente dando origem a um linfoma.
Uns dirão que a culpa é do meu sedentarismo. Outros de leite que sempre bebi ou das gomas que comi. Existem mil e uma teorias, mais ou menos empíricas, sobre comportamentos de risco mas o certo é que no que toca às causas das doenças malignas do sangue pouco se sabe.
Porquê, então, consciencializarmo-nos sobre elas? Assim se repente vejo algumas razões. A necessidade de estar atento aos sinais que o corpo nos dá; a percepção de que não acontece só aos outros e o deixarmos de cair na tentação de culpabilizar quem fica doente. Tudo razões que se podem resumir na valorização da vida e de tudo o que vivemos. Falemos pois, sem medos e rodeios, do cancro.

Nova música da (na) minha vida

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Nova música da (na) minha vida de pois de numa manhã, faz hoje uma semana, ter marcado o início de uma viagem marcante. Perdoai-me a lamechice, mas há alguma inevitável. Talvez resquício da teenager sonhadora que um dia fui.

Não é minha irmã, é a minha cruz!

- Vai chamar a tua irmã!
- Não é minha irmã, é a minha cruz!


Ser mãe

Ser mãe é, também, viver na constante incerteza entre estar a assistir a momentos  de sofrimento atroz da crias ou a ser mero alvo fácil de chantagem psicológica.

Mãe, nós salvamos-te a vida!

E a meio da conversa, a patroa mais pequena saiu-se  com um " mãe, tu tiveste-nos mas nós salvamos-te a vida!".
Fiquei meia engasgada perante aquele q me pareceu um comentário profundo e cheio de significado. Afinal foi isso que aconteceu, no sentido mais literal, mas achei que não era hora para falar de algo tão delicado.
Afinal, o comentário estava longe daquilo que pensei. Foi só a forma simples de traduzir o facto de as manas darem despesa, mas existirem serviços em que tenho desconto na segunda filha. Algo bem mais material, portanto, e perfeitamente em enquadrado na conversa sobre economia doméstica que estávamos a ter.
Mas sim, salvam-me a vida diariamente.

Atão doutora, isso vai ou quê?

Tenho a certeza que se nós cruzassemos hoje, seria esta a primeira pergunta que farias.
A diferença é que hoje não precisaria de te responder. Há 6 meses que estás aí em cima, a zelar por todos os que te são queridos.
Sabes, melhor do que ninguém, que as coisas vão, entre altos e baixos, vamos seguindo. Devemos-te isso. Beijinhos, engenheiro.

Coerência dos nossos tempos

- Mãe, a comida do chinês é bué boa! Os douradinhos estavam um bocado moles mas não faz mal!

Sei lá, foram tantas!

- Vamos lá relembrar a tabuada. Até qual aprendeste?
- Sei lá, foram tantas!
 Nota: a coisa promete.

Fuga ao óbvio, pelos caminhos de Portugal

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Nada como uma dor de barriga para dar discernimento

- mãe, quando chegarmos a casa quero comida saudável. A tua comida não sabe tão bem (desculpa que te diga) mas faz melhor!