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Nada como uma dor de barriga para dar discernimento

- mãe, quando chegarmos a casa quero comida saudável. A tua comida não sabe tão bem (desculpa que te diga) mas faz melhor!

A preparar a mana para o terceiro ano

-No terceiro ano vais aprender os sinais de trânsito mais básicos, tipo o stop e o sentido proibido. Depois vais para o quarto ano e esqueces tudo. Começas a dar as fracções e isso ...

Mãe sem palavras

Com o acelerado crescimento das minhas crias e, consequente aumentar de atenção ao mundo que as rodeia, cresce também o número de vezes em que fico sem palavras.
A última aconteceu quando, depois de explicar que a porquinha da Índia não terá filhotes já que não tem contacto com machos, a mais velha respondeu que "as mulheres também já não precisam de homem para ter filhos!".
Confesso que há temas cuja abordagem junto das crianças me transcende e este é um deles.
Fico-me pelo tradicional "não sei onde é que elas ouvem estás estas coisas!" e aguardo que o tempo as faça crescer em entendimento e me traga o discernimento necessário para as esclarecer.

O chamado realismo

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Em visita às antigas termas da Curia (aproveito para recomendar que façam o mesmo), deparei-me com o chamado realismo. Ao descrever a história de um edifício, questiona-se o narrador se este estará a caminho de uma nova ruína. É provável, diria.

Que grande responsabilidade, ser neta!

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É grande a responsabilidade de ser neta, responsabilidade proporcional ao orgulho sentido só de o ser.
Ser neta do professor Matos e da Dona Silvina é a herança maior que carregarei sem outro peso que não o da tal responsabilidade de, sendo impossível igualar-lhes a grandeza, ser ao menos dela testemunha.
Aos meus avós, da sua sempre neta

Fase do armário, é verdade!

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Sempre fui totó, como diria a minha mãe. Até diria mais, ainda sou.
Mas, apesar dos pesares, também tive a minha fase do armário.
Obrigada prima, pela prova da minha tímida rebeldia (ou terão sido 4 mãos daninhas para me incriminar?).
Acusem-se, prima e sis, ou calem-se para sempre.

Medos - hoje como há 10 anos!

Há 10 anos, por estes dias, preparava -me para iniciar a quimioterapia. Entre deixar de amamentar a Leonor, com apenas 2 meses, e ir cortando o cabelo,  pela elevada probabilidade (que acabou por não se verificar) de ficar sem ele, os medos eram muitos. O principal era, sem dúvida, o de a minha filha crescer sem mim.
Passada uma década, tudo parece não ter sido assim tão difícil. O tempo é amigo da memória, no que a mim diz respeito.
E é curioso fazer a retrospectiva e perceber quantos medos a vida já me trouxe depois daquele, o maior de todos. Perceber quão mutáveis são as realidades e quão importante é  não permitir que os medos ( inevitáveis, diga-se o que se disser) nos tolham os sentidos e decisões.
Hoje, como naqueles dias, tenho medos. Outros. Mas hei-de conseguir superar a sensação.