Não há como falar com uma criança, que atravessa a "fase dos porquês", para um adulto se sentir ignorante.
É curioso perceber a dificuldade de explicar aos pequenotes certos conceitos interiorizados em nós de tal forma que até nos esquecemos que não nascemos a sabê-los.
Isto para não falar das vezes que concluímos que, em bom rigor, não sabemos, de todo, o significado de palavras que usamos frequentemente e muito menos a origem de fénómenos metereológicos e outras coisas do género.
Há dias a Leonor viu uns desenhos animados nos quais o eco era retratado como sendo uma montanha, com boca e olhos, que falava.
Por sorte, o papá também viu o mesmo epísódio, o que ajudou a compreender a questão "pai, onde é que vivem os ecos?".
Até o papá encarreirar numa explicação adequada à idade e capacidade de compreensão da cachopa foi um fartote de rir.
Aquela fase inicial da escolha das palavras foi mesmo gira.
Entretanto, juntei-me à conversa que terminei com a promessa de a levarmos a um sítio em que se faça eco para que possa ouvi-lo.
De modos que é isso.
Se alguém puder sugerir-nos alguns, a malta agradece.
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