Um dos sonhos de juventude do meu pai era ter uma guitarra eléctrica.
Como a bolsa não era grande, limitava-se a vê-la numa montra.
Assim que teve oportunidade, comprou uma só para a ter em casa.
Claro que nunca aprendeu a tocar e a guitarra ainda só serviu para partir um candeeiro.
Já eu, sempre tive um fascínio por histórias de detectives e imaginava as suas reuniões em sótãos (sempre gostei de sótãos).
Como em miúda, não tive um sótão, apaixonei-me por um apartamento com montes de divisões no piso superior.
Passado menos de 4 anos, cá estou eu de casa às costas novamente.
Conclusão 1 - o imaginário infantil condiciona as decisões tomadas na fase adulta
Conclusão 2 - acho melhor fazer as vontadinhas todas às cachopas (há quem diga que já o faço)
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