3 anos e meio depois, cá estou novamente na cidade dos meus amores.
Enquanto me lembrar, nunca mais mudo de casa e se mudar deixo os móveis todos. Pensava que "dar a ferro", como dizem na terra do meu marido, fosse a coisa mais odiosa do mundo, mas enganei-me. Não há nada pior que o ato, físico, da mudança.
Não deixa, contudo, de ser interessante perceber que não usamos (e provavelmente nunca iremos usar) metade da cangalhada que temos em casa. Ou seja, poderíamos viver com metade, ou menos, daquilo que temos.
Além disso fiquei com a certeza que nesta família não há asmáticos, a avaliar pelo pó descoberto em sítios insupeitos, descobertos depois de desmontar os móveis.
Os próximos tempos adivinham-se animados, a arrumar cacos e cacarecos.