Estamos nisto juntos
É difícil manter a clareza de espírito quando recebemos a notícia de que uma pessoa, de quem gostamos muito, tem cancro. Especialmente se essa pessoa foi das quem sofreu mais com o nosso.
E a dificuldade aumenta se essa pessoa, que trabalhou mais de 50 anos, se tinha reformado há menos de um mês, para gozar um, mais que merecido, descanso.
Apesar de continuar a acreditar que tudo tem a sua razão de ser e há-de ter um lado positivo, sinto-me meia perdida num momento em que a família se prepara para travar nova batalha contra um inimigo silencioso e traiçoeiro. Pensava que a minha experiência, enquanto paciente e familiar próxima de pacientes de cancro, me tinha dado alguma imunidade e capacidade de discernimento para encontrar as palavras mais adequadas. Mas não é o que estou a constatar. Nada nos prepara para isso. Tal como quando recebi a notícia, o silêncio tem sido o meu refúgio. Sempre disse que bem pior do que passar por um cancro era passar peloa cancro de alguém que amamos…
E a dificuldade aumenta se essa pessoa, que trabalhou mais de 50 anos, se tinha reformado há menos de um mês, para gozar um, mais que merecido, descanso.
Apesar de continuar a acreditar que tudo tem a sua razão de ser e há-de ter um lado positivo, sinto-me meia perdida num momento em que a família se prepara para travar nova batalha contra um inimigo silencioso e traiçoeiro. Pensava que a minha experiência, enquanto paciente e familiar próxima de pacientes de cancro, me tinha dado alguma imunidade e capacidade de discernimento para encontrar as palavras mais adequadas. Mas não é o que estou a constatar. Nada nos prepara para isso. Tal como quando recebi a notícia, o silêncio tem sido o meu refúgio. Sempre disse que bem pior do que passar por um cancro era passar peloa cancro de alguém que amamos…