Ao sábado de manhã cedo, único momento em que sou senhora de me sentar no sofá e fazer algum zapping, é frequente parar a ver americanices no TLC. Noivas a discutir com as damas de honor acerca da escolha do vestido, malta com obesidade mórbida a preparar-se para cirurgias ... uma imensidão de questões mundanas, a acontecer em frente a câmaras de televisão. E eu ali, emparvalhada a ver e sempre a remoer a mesma pergunta "como é possível que existam famílias a exporem-se desta forma?". A conclusão é sempre a mesma - só podia ser na América.
Mas não, não é só na América que acontece. Aliás, segundo apurei, o formato do Supernanny nem sequer nasceu nos States.
Dado isto, eu serei a última pessoa a poder criticar o Supernanny. Ver programas estrangeiros semelhantes e vir depois criticar o português, faria de mim mais parva do que o facto de ser capaz de os ver. Não me orgulho, acreditem, e em minha defesa só consigo alegar que não os procuro. Lá calha, no meio do zapping, e ne…