segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Contos de réis

Eu só queria ter tantos contos de réis quantas as vezes que percorro a casa à procura de chupetas e outros objectos que tais.



domingo, 4 de agosto de 2013

Como era a vida antes do google?

- Sabes onde é Taboeira?

- Claro, é onde eu trabalho.

- E onde fica o parque de merendas?

- Ah, isso não sei.

- Diz aqui (no google) que é ao lado de um lago.

- Então continua a pesquisar, que deves encontrar mapas.

E assim descobrimos um local, bem agradável por sinal, para fazer um piquenique dominical.

 

Solidariedade entre mães

Ontem levei as meninas aos insufláveis que estão na Feira do Artesanato.

Tudo correu lindamente ... até à hora de vir embora pois, como está bom de ver, as cachopas recusaram-se a sair e foram encostar-se ao canto mais afastado da saída, onde ficaram inalcançáveis.

No momento em que me preparava para descalçar e entrar no insuflável, houve uma mãe, com um problema igual ao meu, que se antecipou e fez o mesmo que eu pensava fazer.

Perdi a vergonha e pedi-lhe para me agarrar a Tita. A senhora deu-me o filho dela para as mãos, agarrou a Tita e fizemos a troca das criancinhas, num exemplo de verdadeira solidariedade entre mães.

Com metade do problema resolvido, lá convenci a Leonor a sair do insuflável. Saiu, efectivamente, mas fugiu-me para o insuflável do lado e foi o cabo dos trabalhos tirá-la de lá, conseguir calçá-la e arrastá-la (os berros) para o carro.

Quem disse que os fins de semana são bons para descansar?

sábado, 3 de agosto de 2013

Brancos, pretos, amarelos e assim assim

Na sala da Leonor há meninos de ascendência angolana, ucraniana e brasileira e a educadora Bela comunicou aos pais que, no próximo ano lectivo, vai trabalhar a questão da multiculturalidade.

Quem vê os meninos a brincar, diria ser escusado tratar o tema. Na verdade, as crianças não vêem diferenças entre si. Ali são todos iguais.

A necessidade (e dificuldade) de abordar o tema nasce de nós, os adultos, que não perdemos uma oportunidade para apontar diferenças e, ainda que muitas vezes inconscientemente, não as deixamos passar despercebidas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Brincar aos pobrezinhos

A questão já foi falada mais de 1000 vezes, mas não consigo evitá-la.

Hoje li este artigo de opinião sobre a polémica causada à volta da entrevista dada pela Cristina Espírito Santo e estou plenamente de acordo com o autor.

A meu ver, o que se passa é que há pessoas que, pelas circunstâncias da sua vida, estão tão longe daquilo que é a verdadeira pobreza que não têm noção de algumas realidades.

E  não é preciso ir à Comporta para o perceber. Basta ver pessoas que acham normalíssima a ideia de se cobrar 2€ para entrar na festa de Natal do infantário e nem se lembram que, provavelmente, algumas das famílias não terão disponibilidade para gastar 2€ por semana em pão.

Por um lado ainda bem que assim é, pois significa que não têm dificuldades financeiras.

O problema será se não tiverem a sensibilidade necessária para tentar perceber as dificuldades dos outros e, dentro das suas possibilidades, contribuir para as minimizar.

Mas isso daria muito "pano para mangas".


Carago não, carago

Há dias, a Tita estava a resmungar comigo (coisa que faz frequentemente, aliás) e terminou com qualquer coisa semelhante a "carago, mãe".


Atónita, mas ao mesmo tempo com vontade de rir, quis certificar-me se tinha ouvido bem.

- Disseste carago, Tita ?

E ela, nada.

- Mas tu disseste carago?

À vigésima vez que fiz a pergunta, a tia Dulce não se conteve e chamou-me à razão. " Se não disse, vai dizer agora, não achas?".

É verdade, vá-se lá perceber este gozo que paizinhos e restante família sentem ao ouvir as criancinhas dizerem os primeiros palavrões.

É assim um misto entre "isso não se diz" e o "é tão giro".

Mas sim, a minha Tita diz carago e porra. A Leonor prefere dizer, 1000 vezes ao dia, cócó e xi xi, que acredita ser o pior insulto que se pode fazer a alguém.

Espero que se vão ficando por aí, as minhas ladies.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O que uma mãe faz por amor ao (seu) pai



Depois de ter comprado um equipamento do FCP para cada neta, o avô Fernando quase morria se as meninas não fossem ao fotógrafo.

Como boa filha, que tento ser, permiti. Amor a quanto obrigas.

Mas queria deixar bem claro. Permiti porque acredito na capacidade de discernimento das minhas filhas. A seu tempo escolherão o seu clube, de forma livre e esclarecida. Só tenho pena que quando isso acontecer, provavelmente, já não exista o clube dos meus amores - Sport Club Beira Mar que, pelo andar da carruagem, um dia destes passará a ser só uma lembrança.

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...