Depois do nosso, frustrado, almoço romântico fomos até ao mercado da Costa Nova.
Estava eu a passear no meio das bancas do peixe, quando uma peixeira me olha nos olhos e me diz "quer um polvinho, minha querida? Está a 4, 5€, mas a si faço-lhe a 4€".
Não sei se sou eu que ando carente, a peixeira é uma excelente comercial que me fez sentir única, ou as duas coisas.
Só sei que vim de lá com uma sacada de polvo, eu que nem acho piada nenhuma ao bichinho.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Ainda há gente boa neste mundo e grão a grão enche a galinha o papo
No último post falava da crueldade humana, mas a verdade é que ainda há gente boa neste mundo.
Há dias, quando ia pagar o parque de estacionamento, uma desconhecida que ia tirar o carro esticou o talão dela e disse-me "está pago até às 18h51m, quer aproveitar?".
Estava eu a procurar o telemóvel, para ver as horas, quando ouço alguém "então ainda dá para meia hora!".
Olhei e vi que era o fiscal da empresa que gere o estacionamento aqui no burgo
(só a título de curiosidade, devo dizer que tenho a maior admiração pela empresa para a qual este senhor trabalha, que deve ser uma das maiores empregadoras da Região a avaliar pela quantidade de funcionários que tem em cada m2 de estacionamento pago).
Agradeci à senhora, ao fiscal, aceitei o talão e fui pô-lo no tablier do carro.
O gesto daquela desconhecida poupou-me 50 cêntimos.
Pode não parecer muito mas, se pensarmos bem, basta poupar 50 cêntimos por dia para chegarmos ao fim do ano com 182, 50€ no mealheiro.
E é assim, temos de ser uns para os outros!
Há dias, quando ia pagar o parque de estacionamento, uma desconhecida que ia tirar o carro esticou o talão dela e disse-me "está pago até às 18h51m, quer aproveitar?".
Estava eu a procurar o telemóvel, para ver as horas, quando ouço alguém "então ainda dá para meia hora!".
Olhei e vi que era o fiscal da empresa que gere o estacionamento aqui no burgo
(só a título de curiosidade, devo dizer que tenho a maior admiração pela empresa para a qual este senhor trabalha, que deve ser uma das maiores empregadoras da Região a avaliar pela quantidade de funcionários que tem em cada m2 de estacionamento pago).
Agradeci à senhora, ao fiscal, aceitei o talão e fui pô-lo no tablier do carro.
O gesto daquela desconhecida poupou-me 50 cêntimos.
Pode não parecer muito mas, se pensarmos bem, basta poupar 50 cêntimos por dia para chegarmos ao fim do ano com 182, 50€ no mealheiro.
E é assim, temos de ser uns para os outros!
O ponto a que chega a crueldade humana
A humanidade está perdida.
Há crianças* que acordam aos gritos, às 07h00 da manhã de um sábado, acordam a família toda (e provavelmente a vizinhança), entre a qual se encontra uma criança de 2 anos que fica assustada pelo estardalhaço.
Até aqui tudo seria quase normal.
A crueldade deste pequeno ser humano é especialmente visível pelo facto de, após a mãe ter acalmado a mana mais pequena e se preparar para a acalmar a ela, ter adormecido profundamente como se nada fosse, deixando-as feitas parvas no meio do quarto.
* Pelo menos cá em casa
Há crianças* que acordam aos gritos, às 07h00 da manhã de um sábado, acordam a família toda (e provavelmente a vizinhança), entre a qual se encontra uma criança de 2 anos que fica assustada pelo estardalhaço.
Até aqui tudo seria quase normal.
A crueldade deste pequeno ser humano é especialmente visível pelo facto de, após a mãe ter acalmado a mana mais pequena e se preparar para a acalmar a ela, ter adormecido profundamente como se nada fosse, deixando-as feitas parvas no meio do quarto.
* Pelo menos cá em casa
sábado, 2 de novembro de 2013
E quem não tem placas de lasanha ....
... pode usar macarrão ou outro tipo de massa.
Sou uma rapariga que, com frequência, começa a construir as casas pelo telhado.
Há dias resolvi fazer lasanha de marisco. Tudo correu lindamente até ao momento em, depois de tudo cozinhado, que resolvi pegar na caixa das placas de lasanha e percebi que não chegavam para aquilo que precisava.
Depois de me insultar interiormente, resolvi pôr a cabeça a funcionar e decidi cozer macarronete "al dente", que misturei com o marisco e bechamel, cobri com queijo ralado e levei ao forno a gratinar.
A ideia luminosa não é da minha autoria, mas achei interessante partilhar este improviso que resultou muito bem.
Sou uma rapariga que, com frequência, começa a construir as casas pelo telhado.
Há dias resolvi fazer lasanha de marisco. Tudo correu lindamente até ao momento em, depois de tudo cozinhado, que resolvi pegar na caixa das placas de lasanha e percebi que não chegavam para aquilo que precisava.
Depois de me insultar interiormente, resolvi pôr a cabeça a funcionar e decidi cozer macarronete "al dente", que misturei com o marisco e bechamel, cobri com queijo ralado e levei ao forno a gratinar.
A ideia luminosa não é da minha autoria, mas achei interessante partilhar este improviso que resultou muito bem.
Almoço romântico
Resolvi desafiar o meu marido para uma saída dois.
Pensando eu que seria mais fácil empandeirar as miúdas durante a tarde do que à noite, pedi aos meus sogros que ficassem com elas para ir almoçar com o filho deles.
Sempre solícitos, lá vieram os avós de Ermesinde até Aveiro. O plano era simples, os avós levavam as netas a almoçar a um restaurante e nós íamos almoçar os dois na outra ponta da cidade.
Assim que alapámos o rabo no restaurante, tocou o telemóvel. Era o meu sogro, desesperado porque a Leonor estava a chorar como uma Madalena pela mãe. O papá ainda tentou acalmá-la à distância mas não houve hipótese.
Resultado, avós e netas tiveram de sair do restaurante onde tinham acabado de entrar para ir ter com os pombinhos que, entretanto, mudaram de uma mesa para duas pessoas para outra de seis.
E assim acabámos por ter um romântico almoço familiar.
Pensando eu que seria mais fácil empandeirar as miúdas durante a tarde do que à noite, pedi aos meus sogros que ficassem com elas para ir almoçar com o filho deles.
Sempre solícitos, lá vieram os avós de Ermesinde até Aveiro. O plano era simples, os avós levavam as netas a almoçar a um restaurante e nós íamos almoçar os dois na outra ponta da cidade.
Assim que alapámos o rabo no restaurante, tocou o telemóvel. Era o meu sogro, desesperado porque a Leonor estava a chorar como uma Madalena pela mãe. O papá ainda tentou acalmá-la à distância mas não houve hipótese.
Resultado, avós e netas tiveram de sair do restaurante onde tinham acabado de entrar para ir ter com os pombinhos que, entretanto, mudaram de uma mesa para duas pessoas para outra de seis.
E assim acabámos por ter um romântico almoço familiar.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Sapatos da marca lançada pela Rihanna são feitos em Portugal
O que é português é bom e esta é só uma das provas.
É o bomque é terminar uma semana de trabalho com notícias como esta.
Pena que haja muitos novos ricos, parolos, que achem que ir comprar sapatos a Itália é que é chique.
Desventuras da mãe de um morcego
Este ano, a "popessora" Bela fez umas asas de morcego para os meninos da sala cor de rosa e pediu aos pais que os vestissem de preto.
Desorganizada como sou, resolvi procurar a camisola preta com antecedência pelo que me dediquei à tarefa no fim de semana passado.
Encontrei a dita camisola e fiquei toda orgulhosa desta tentativa de me organizar. Claro que estranhei não ver a camisola durante a semana, mas pensei que a teria pousado numa das prateleiras e a encontraria facilmente.
Chegado o grande dia, pelas 07h30m, estava eu a sacudir um lençol saído da máquina de lavar roupa, vejo uma camisola preta a voar.
Estava desfeito o mistério. A bendita camisola tinha ido, por engano, para lavar.
Temi logo pela minha vida, já que tinha de sair de casa daí a pouco com uma aspirante a morcego cheia de expectativas.
Acho que nunca fiz tanto step na vida, tal foi o subir e descer escadas para controlar os aquecedores e a posição da camisola (só faltava incendiar a casa à conta do Halloween).
Stress à parte, a missão foi superada e a cachopa teve a camisola seca a tempo.
À noite juntou-se um grupo, muito simpático, de crianças, pais e "popessoras" e lá fomos pelas ruas brincar ao "doces ou travessuras".
Desorganizada como sou, resolvi procurar a camisola preta com antecedência pelo que me dediquei à tarefa no fim de semana passado.
Encontrei a dita camisola e fiquei toda orgulhosa desta tentativa de me organizar. Claro que estranhei não ver a camisola durante a semana, mas pensei que a teria pousado numa das prateleiras e a encontraria facilmente.
Chegado o grande dia, pelas 07h30m, estava eu a sacudir um lençol saído da máquina de lavar roupa, vejo uma camisola preta a voar.
Estava desfeito o mistério. A bendita camisola tinha ido, por engano, para lavar.
Temi logo pela minha vida, já que tinha de sair de casa daí a pouco com uma aspirante a morcego cheia de expectativas.
Acho que nunca fiz tanto step na vida, tal foi o subir e descer escadas para controlar os aquecedores e a posição da camisola (só faltava incendiar a casa à conta do Halloween).
Stress à parte, a missão foi superada e a cachopa teve a camisola seca a tempo.
À noite juntou-se um grupo, muito simpático, de crianças, pais e "popessoras" e lá fomos pelas ruas brincar ao "doces ou travessuras".
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