Farias hoje anos, cá na terra, se a luta não te tivesse obrigado a partir.
Por cá, não te esquecemos, nem hoje nem nunca.
Apesar de a saudade ser uma constante, e frequente o impulso de te telefonar para contar o que me vai acontecendo, sei que estás bem.
E é isso que me conforta, padrinho, depois de tanto te ter visto sofrer.
Tchim, tchim aí onde estejas.
domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
Festa da Vista Alegre 2013
Começa dia 5 de Julho a festa em honra de Nossa Senhora da Penha de França (a chamada festa da Vista Alegre).
A quem não conhece o local, onde nasceu a fábrica da Vista Alegre, aconselho a visita.
A capela, que me diz muito pois foi lá que dissemos "SIM", faz em Outubro 6 anos, é lindíssima.
Para quem gosta de cacos e cacarecos é o paraíso. A Loja de Oportunidades é um espectáculo e há sempre uma pecinha que nos faz imensa falta. Isto para não falar da "loja boa" (haja dinheiro).
Uma verdadeira tentação para quem, como eu, anda a pensar iniciar-se na teoria minimalista.
Podem encontrar o PROGRAMA da festa AQUI.
A quem não conhece o local, onde nasceu a fábrica da Vista Alegre, aconselho a visita.
A capela, que me diz muito pois foi lá que dissemos "SIM", faz em Outubro 6 anos, é lindíssima.
Para quem gosta de cacos e cacarecos é o paraíso. A Loja de Oportunidades é um espectáculo e há sempre uma pecinha que nos faz imensa falta. Isto para não falar da "loja boa" (haja dinheiro).
Uma verdadeira tentação para quem, como eu, anda a pensar iniciar-se na teoria minimalista.
Podem encontrar o PROGRAMA da festa AQUI.
Febre e dores no regresso ao trabalho
É sabido que o que é bom acaba depressa. Escusava era de acabar tão depressa e de forma tão atribulada.
5.ª feira foi o último dia das minhas, merecidas, férias. Como tive sorte com o tempo planeava, na minha inocência, ir até à praia ao final da tarde.
Devia saber que, com duas crias, é difícil executar planos.
A Leonor acordou da sesta com o diabo no corpo e chorou umas boas duas horas (já não me lembrava de uma birra destas).
O mau acordar da pequena, juntamente com o seu pézito quase em ferida depois de uma ataque brutal de mosquitos, fizeram-me perceber que o regresso ao trabalho seria mais duro do que o normal.
Depois de, finalmente, a conseguir acalmar e tratar o pé, peguei na Benedita ao colo. Senti-a ferver, mas pensei ser do calor, pois de resto estava normalíssima.
Nada mais errado. Sem que eu tivesse percebido, a minha mais nova estava cheia de febre, para cima de 39º, e assim continuou noite fora.
Na manhã seguinte ficou com a avó, enquanto a Leonor foi para o infantário. Por volta das 15h30, ligam-me do infantário a dizer que a Leonor tinha acordado da sesta com o pé roxo e estava cheia de dores.
Telefonei ao papá, que voou de Santa Maria da Feira até Aveiro para levar a Leonor ao hospital.
Assim que chegou à escola, telefonou-me a dizer "a tua filha é uma fiteira. Não quis vir comigo, calçou as crocs e desatou a correr em direcção aos amiguinhos".
Apesar do stress todo, tive de me rir. São mesmo coisas à Leonor. Quando está connosco, apoia o pé no calcanhar e manca. Aquilo tem de lhe doer, pois o pé está mesmo feio e parte das picadelas é na sola, mas fugir ao pai e recusar-se a sair da escola já é coisa de artista profissional.
Seja como for, e ainda que por pouco tempo, respirei de alívio.
Nem cinco minutos depois, liga-me a minha mãe "A Tita tem 39, 7º". Lá ligo eu ao papá. "Olha, já que não levas a Leonor ao hospital, leva a Benedita".
Felizmente, o papá manteve a serenidade e resolveu seguir o conselho da pediatra que disse que ainda era cedo para a ver, uma vez que não tinha mais sintomas, e que só se justificava, caso a febre se mantivesse durante 48 horas.
Quando cheguei a casa, a rapariga estava bem, dormiu lindamente e ainda não acordou. À partida, a coisa está controlada.
Até sou uma mãe descontraída, mas desta vez stressei, admito. Até porque estivemos na Madeira e o dengue é uma possibilidade.
E foi assim o meu regresso ao trabalho.
5.ª feira foi o último dia das minhas, merecidas, férias. Como tive sorte com o tempo planeava, na minha inocência, ir até à praia ao final da tarde.
Devia saber que, com duas crias, é difícil executar planos.
A Leonor acordou da sesta com o diabo no corpo e chorou umas boas duas horas (já não me lembrava de uma birra destas).
O mau acordar da pequena, juntamente com o seu pézito quase em ferida depois de uma ataque brutal de mosquitos, fizeram-me perceber que o regresso ao trabalho seria mais duro do que o normal.
Depois de, finalmente, a conseguir acalmar e tratar o pé, peguei na Benedita ao colo. Senti-a ferver, mas pensei ser do calor, pois de resto estava normalíssima.
Nada mais errado. Sem que eu tivesse percebido, a minha mais nova estava cheia de febre, para cima de 39º, e assim continuou noite fora.
Na manhã seguinte ficou com a avó, enquanto a Leonor foi para o infantário. Por volta das 15h30, ligam-me do infantário a dizer que a Leonor tinha acordado da sesta com o pé roxo e estava cheia de dores.
Telefonei ao papá, que voou de Santa Maria da Feira até Aveiro para levar a Leonor ao hospital.
Assim que chegou à escola, telefonou-me a dizer "a tua filha é uma fiteira. Não quis vir comigo, calçou as crocs e desatou a correr em direcção aos amiguinhos".
Apesar do stress todo, tive de me rir. São mesmo coisas à Leonor. Quando está connosco, apoia o pé no calcanhar e manca. Aquilo tem de lhe doer, pois o pé está mesmo feio e parte das picadelas é na sola, mas fugir ao pai e recusar-se a sair da escola já é coisa de artista profissional.
Seja como for, e ainda que por pouco tempo, respirei de alívio.
Nem cinco minutos depois, liga-me a minha mãe "A Tita tem 39, 7º". Lá ligo eu ao papá. "Olha, já que não levas a Leonor ao hospital, leva a Benedita".
Felizmente, o papá manteve a serenidade e resolveu seguir o conselho da pediatra que disse que ainda era cedo para a ver, uma vez que não tinha mais sintomas, e que só se justificava, caso a febre se mantivesse durante 48 horas.
Quando cheguei a casa, a rapariga estava bem, dormiu lindamente e ainda não acordou. À partida, a coisa está controlada.
Até sou uma mãe descontraída, mas desta vez stressei, admito. Até porque estivemos na Madeira e o dengue é uma possibilidade.
E foi assim o meu regresso ao trabalho.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Estilo minimalista
Quando mudei de casa, fiquei horrorizada com a quantidade de tralha acumulada em 3 anos.
Pior que isso, a tralha acumulada da qual não me lembrava, o que demonstra a sua inutilidade.
Há dias li uma reportagem sobre o estilo de vida minimalista e voltei a lembrar-me das mudanças.
Não faz sentido, de facto, juntar tanta coisa que para nós é inútil mas para outras pessoas pode servir de muito.
Claro que há posições muito extremadas entre os chamados minimalistas, mas como em tudo há que ter meio termo.
Os argumentos a favor do minimalismo são vários. Eu fico-me pela partilha com quem, efectivamente, irá usufruir de coisas que estão em bom estado (obviamente) e, estupidamente, estão arrumadas a um canto.
Cá em casa comecei nas gavetas da roupa das cachopas e já tenho ali umas saquinhas para oferecer.
Deixo o tema, para reflexão.
Pior que isso, a tralha acumulada da qual não me lembrava, o que demonstra a sua inutilidade.
Há dias li uma reportagem sobre o estilo de vida minimalista e voltei a lembrar-me das mudanças.
Não faz sentido, de facto, juntar tanta coisa que para nós é inútil mas para outras pessoas pode servir de muito.
Claro que há posições muito extremadas entre os chamados minimalistas, mas como em tudo há que ter meio termo.
Os argumentos a favor do minimalismo são vários. Eu fico-me pela partilha com quem, efectivamente, irá usufruir de coisas que estão em bom estado (obviamente) e, estupidamente, estão arrumadas a um canto.
Cá em casa comecei nas gavetas da roupa das cachopas e já tenho ali umas saquinhas para oferecer.
Deixo o tema, para reflexão.
Unhas de gel podem causar cancro de pele?
Depois do post sobre as unhas de gelinho, a minha amiga Gigi disse-me que nunca tinha feito pois tinha ouvido falar em contra-indicações.
Contrariamente ao que é meu costume, resolvi investigar na net e encontrei este artigo no Portal de Oncologia Português.
As especialistas citadas não afirmam, categoricamente, que os raios ultra-violeta emitidos pela máquina usada para secar o verniz sejam potencialmente cancerígenos, mas aconselham a que aguardemos até termos dados científicos que permitam saber, com maior segurança, os potenciais/eventuais riscos desta técnica.
Mais uma prova de que a ciência tem muito a explorar no que ao cancro diz respeito.
Tenho de dar o braço a torcer e admitir que a mana caçula tinha a sua razão quando torceu o nariz à maquineta, que eu desconhecia até faz hoje uma semana.
Da minha parte, e antes de começar a hiper-ventilar com os nervos (o que está feito, feito está), vou perguntar a opinião da minha onco-hematologista.
Assim, e até Novembro (data em que terei a próxima consulta) não deverei repetir a dose.
Bem basta a asneirada que faço com a alimentação, com a qual não tenho o mínimo cuidado.
Não vale a pena correr riscos desnecessários, por mais pequenos e improváveis que sejam.
Apesar de gostar do efeito visual do gelinho, vivo bem sem ele. Já quanto aos enchidos e outras iguarias pouco saudáveis não poderei dizer o mesmo.
Contrariamente ao que é meu costume, resolvi investigar na net e encontrei este artigo no Portal de Oncologia Português.
As especialistas citadas não afirmam, categoricamente, que os raios ultra-violeta emitidos pela máquina usada para secar o verniz sejam potencialmente cancerígenos, mas aconselham a que aguardemos até termos dados científicos que permitam saber, com maior segurança, os potenciais/eventuais riscos desta técnica.
Mais uma prova de que a ciência tem muito a explorar no que ao cancro diz respeito.
Tenho de dar o braço a torcer e admitir que a mana caçula tinha a sua razão quando torceu o nariz à maquineta, que eu desconhecia até faz hoje uma semana.
Da minha parte, e antes de começar a hiper-ventilar com os nervos (o que está feito, feito está), vou perguntar a opinião da minha onco-hematologista.
Assim, e até Novembro (data em que terei a próxima consulta) não deverei repetir a dose.
Bem basta a asneirada que faço com a alimentação, com a qual não tenho o mínimo cuidado.
Não vale a pena correr riscos desnecessários, por mais pequenos e improváveis que sejam.
Apesar de gostar do efeito visual do gelinho, vivo bem sem ele. Já quanto aos enchidos e outras iguarias pouco saudáveis não poderei dizer o mesmo.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
As unhas da sopeira
Durante a nossa viagem em busca dos golfinhos e baleias perdidos, que se devem ter rebolado a rir de nós, tirei esta foto a fugir para o fashion.
Afinal, foi a minha estreia nas unhas de gelinho.
A questão é que nunca serei fashion e uma das provas está, precisamente, nas minhas unhas de sopeira.
Supostamente, o gelinho duraria 2 semanas. Passada que está uma delas, já tive de arrancar parte dele à dentada (bela imagem).
A mana Joaninha diz que estou dentro do período de garantia e a esteticista vai reparar o estrago. A ver vamos.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Células dendríticas
Ao ver a reportagem que ontem passou na TVI sobre as células dendríticas, recuei 4 anos da minha vida.
Nessa altura fui confrontada com a necessidade de fazer quimioterapia para liquidar um linfoma de Hodgkin.
Não me foi apresentada nenhuma alternativa de tratamento e eu nem questionei. Estava paralisada pelo medo e tenho como princípio confiar nos profissionais que me rodeiam.
A única coisa que fiz foi, depois de muita insistência dos meus pais, consultar um homeopata.
Como contei aqui, a experiência não podia ter sido mais traumatizante. Entrei lá em busca de ajuda, mais para minimizar os efeitos secundários da quimio, e o senhor queria obrigar-me a desistir do tratamento convencional, optando pelo tratamento que me faria (na altura explicou-me em que consistia mas estava tão aparvalhada que não fixei nadinha).
Esta opção implicava, desde logo, que não contasse nada "aos da medicina convencional" (um pequeno pormenor).
Ao longo da consulta, o senhor fartou-se de falar do lobbie da indústria farmacêutica e da indústria leiteira.
Não duvido que estes lobbies existam, mas tudo isto me faz imensa confusão.
Imaginava a medicina como uma ciência"exacta" e custa-me acreditar como, em pleno século XXI, se continuam a discutir possibilidades de tratamento do cancro com base em critérios (e acusações) meramente económicos.
Mesmo sabendo que, infelizmente, é o dinheiro que move o mundo, era suposto que os estados investissem numa investigação séria e fundada, quanto mais não fosse, já que falamos em dinheiro, para controlar os enormes gastos que suportam com tratamentos oncológicos.
Não confiei naquele homeopata e mesmo que me tivesse inspirado confiança não sei se teria coragem para recusar o tratamento convencional.
Admiro profundamente a coragem daqueles que procuram outras formas de tratamento, especialmente quando os resultados não são, ainda, muito conhecidos.
Apesar de ser uma escolha pessoal, essa decisão, tomada num momento tão conturbado e de tantas interrogações interiores, acaba por ser uma forma de contribuir para a evolução do conhecimento e beneficiar todos aqueles que se vêem confrontados com diagnósticos semelhantes.
Como disse, não sei se teria essa coragem. Discernimento para pesquisar alternativas não tive, isso de certeza.
Tal como acontece a muitos pacientes oncológicos, entre a decisão dos médicos de prescrever um protocolo de quimio e o início do tratamento passaram pouquíssimos dias.
Não tinha tempo, nem cabeça, para pensar se existiriam alternativas. E agora, apesar de as coisas terem corrido muitíssimo bem, é muito estranho ouvir a facção anti quimio falar no lobbie da indústria farmacêutica e todos os riscos que corro por ter confiado na medicina convencional.
Só queria que esta malta da ciência se entendesse. Acredito que nuns casos a quimio seja a única solução. Noutros talvez não.
Acima de tudo, queria que o sistema estivesse melhor preparado para esclarecer, de forma desinteressada, quem leva com a bomba que é saber que tem cancro.
Apesar dos pesares, não me arrependo de ter confiado nos meus queridos médicos (JCD e AES) a quem admiro muito e por quem nutro grande carinho.
Nessa altura fui confrontada com a necessidade de fazer quimioterapia para liquidar um linfoma de Hodgkin.
Não me foi apresentada nenhuma alternativa de tratamento e eu nem questionei. Estava paralisada pelo medo e tenho como princípio confiar nos profissionais que me rodeiam.
A única coisa que fiz foi, depois de muita insistência dos meus pais, consultar um homeopata.
Como contei aqui, a experiência não podia ter sido mais traumatizante. Entrei lá em busca de ajuda, mais para minimizar os efeitos secundários da quimio, e o senhor queria obrigar-me a desistir do tratamento convencional, optando pelo tratamento que me faria (na altura explicou-me em que consistia mas estava tão aparvalhada que não fixei nadinha).
Esta opção implicava, desde logo, que não contasse nada "aos da medicina convencional" (um pequeno pormenor).
Ao longo da consulta, o senhor fartou-se de falar do lobbie da indústria farmacêutica e da indústria leiteira.
Não duvido que estes lobbies existam, mas tudo isto me faz imensa confusão.
Imaginava a medicina como uma ciência"exacta" e custa-me acreditar como, em pleno século XXI, se continuam a discutir possibilidades de tratamento do cancro com base em critérios (e acusações) meramente económicos.
Mesmo sabendo que, infelizmente, é o dinheiro que move o mundo, era suposto que os estados investissem numa investigação séria e fundada, quanto mais não fosse, já que falamos em dinheiro, para controlar os enormes gastos que suportam com tratamentos oncológicos.
Não confiei naquele homeopata e mesmo que me tivesse inspirado confiança não sei se teria coragem para recusar o tratamento convencional.
Admiro profundamente a coragem daqueles que procuram outras formas de tratamento, especialmente quando os resultados não são, ainda, muito conhecidos.
Apesar de ser uma escolha pessoal, essa decisão, tomada num momento tão conturbado e de tantas interrogações interiores, acaba por ser uma forma de contribuir para a evolução do conhecimento e beneficiar todos aqueles que se vêem confrontados com diagnósticos semelhantes.
Como disse, não sei se teria essa coragem. Discernimento para pesquisar alternativas não tive, isso de certeza.
Tal como acontece a muitos pacientes oncológicos, entre a decisão dos médicos de prescrever um protocolo de quimio e o início do tratamento passaram pouquíssimos dias.
Não tinha tempo, nem cabeça, para pensar se existiriam alternativas. E agora, apesar de as coisas terem corrido muitíssimo bem, é muito estranho ouvir a facção anti quimio falar no lobbie da indústria farmacêutica e todos os riscos que corro por ter confiado na medicina convencional.
Só queria que esta malta da ciência se entendesse. Acredito que nuns casos a quimio seja a única solução. Noutros talvez não.
Acima de tudo, queria que o sistema estivesse melhor preparado para esclarecer, de forma desinteressada, quem leva com a bomba que é saber que tem cancro.
Apesar dos pesares, não me arrependo de ter confiado nos meus queridos médicos (JCD e AES) a quem admiro muito e por quem nutro grande carinho.
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