Na sequência do post a que chamei Entre altos e baixos , no qual falei do facto de a família se encontrar a combater um novo cancro, recebi uma imensidão de mensagens e telefonemas de pessoal amigo, preocupado em dar-nos uma palavra de alento.
Não por acaso, muito desse pessoal acompanha-me desde sempre, e em particular desde que iniciei a minha luta pessoal no longínquo ano de 2008.
Fiquei muito sensibilizada pelo apoio que recebi e devo a todos um enorme agradecimento.
Devo também uma explicação aos demais. Na altura quis preservar a privacidade da minha prima/irmã pois só a ela cabia o direito de expor a situação publicamente.
Mas o raio da miúda é dura como os cornos e decidiu partilhar a sua experiência com o cancro no colo do útero (faltava no CV da família) no blogue bilingue que criou My Cervical Journey que aconselho a seguirem AQUI
Numa altura em já só faltam metade dos tratamentos de quimio e radio e nada mais posso do que estar presente da forma possível, atendendo aos milhares de Kms de distância, reforço aqui o apelo que a nossa "galinhola" mais tem feito nos últimos tempos - estejam atentas aos sinais do vosso corpo.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Segunda semana
Já estamos na segunda semana de aulas e, aparentemente, sobrevivemos ao regresso à escola.
O furacão mais pequeno surpreendeu-me, como sempre, pela alegra e descontracção com que encarou este novo ano. A mana está um pouco receosa e a sentir o peso da sua condição de finalista.
Tudo a correr normalmente e eu , com sorte, conseguirei decorar o horário das actividades lá para meados do terceiro período.
O furacão mais pequeno surpreendeu-me, como sempre, pela alegra e descontracção com que encarou este novo ano. A mana está um pouco receosa e a sentir o peso da sua condição de finalista.
Tudo a correr normalmente e eu , com sorte, conseguirei decorar o horário das actividades lá para meados do terceiro período.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Pergunta provocadora, mas de resposta fácil
A minha irmã do meio perguntou-me, de forma provocadora, porque levava as miúdas à catequese e não deixava que fossem elas a escolher ir um dia mais tarde?
A pergunta é extremamente pertinente e não é a 1.ª vez que ma fazem.
Por sua vez, a resposta é fácil.
Obviamente serão elas a escolher continuar a ir, ou não, à catequese no momento em que sentir que faz sentido deixá-las ser elas decidir. Tal como acontecerá como relativamente às actividades extracurriculares, roupa, etc, etc, etc.
Neste momento vão, porque quero transmitir-lhe os princípios que me transmitiram a mim e que gostava fossem aqueles que vão nortear a sua vida.
Para que elas tenham essa liberdade de escolha precisam, porém, de conhecer e por isso a ida à catequese.
Ninguém pode escolher o que não conhece. Não lhes vou negar o acesso ao conhecimento de outras religiões, mas por tradição familiar (e a palavra tradição vem do latim Traditio, que significa entrega (de valores no caso)) é isto que tenho para lhes dar o necessário para a tal escolha futura.
A pergunta é extremamente pertinente e não é a 1.ª vez que ma fazem.
Por sua vez, a resposta é fácil.
Obviamente serão elas a escolher continuar a ir, ou não, à catequese no momento em que sentir que faz sentido deixá-las ser elas decidir. Tal como acontecerá como relativamente às actividades extracurriculares, roupa, etc, etc, etc.
Neste momento vão, porque quero transmitir-lhe os princípios que me transmitiram a mim e que gostava fossem aqueles que vão nortear a sua vida.
Para que elas tenham essa liberdade de escolha precisam, porém, de conhecer e por isso a ida à catequese.
Ninguém pode escolher o que não conhece. Não lhes vou negar o acesso ao conhecimento de outras religiões, mas por tradição familiar (e a palavra tradição vem do latim Traditio, que significa entrega (de valores no caso)) é isto que tenho para lhes dar o necessário para a tal escolha futura.
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Mãe, ela chamou-me burra!
Podia imaginar 1001 formas de terror psicológico mas nunca aquele que as minhas filhas exercem sobre mim quando estou no chuveiro e uma delas irrompe pela casa de banho a gritar "mãe, ela chamou-me burra!", logo seguida pela outra que a desmente categoricamente em voz ainda mais estridante.
Se sou alguém para dar conselhos a futuras mamãs, cá vai: jamais percam de vista a chave da casa de banho. Pode salvar-vos parte da sanidade mental.
Se sou alguém para dar conselhos a futuras mamãs, cá vai: jamais percam de vista a chave da casa de banho. Pode salvar-vos parte da sanidade mental.
Primeiro confiar ou desconfiar?
Ao ouvir as notícias sobre a nomeação da nova Procuradora- Geral da República lembrei-me de alguém que em tempos me disse ter como lema "primeiro confiar e, só depois, desconfiar se lhe forem dados motivos".
Revejo-me totalmente neste lema e não pretendo inverter a ordem das coisas.
Tenho pena que a Dr. ª Joana Marques Vidal não tenha sido reconduzida mas a verdade é que confio (até eventuais sinais contrários) que a Dr.ª Lucília Gago venha fazer um trabalho de continuidade.
E é curioso como, em abstracto, defensores da continuidade e da saída têm razão nos argumentos contrários apresentados.
Senão vejamos, se a Dr. ª Joana Marques Vidal tivesse feito um péssimo trabalho aqueles que defendem a continuidade estariam a fazer outra leitura da Constituição.
O que é lamentável é que a previsão legal não seja mais clara e permita duas leituras completamente díspares criando uma novela que se poderia ter evitado.
Confiemos, portanto.
Revejo-me totalmente neste lema e não pretendo inverter a ordem das coisas.
Tenho pena que a Dr. ª Joana Marques Vidal não tenha sido reconduzida mas a verdade é que confio (até eventuais sinais contrários) que a Dr.ª Lucília Gago venha fazer um trabalho de continuidade.
E é curioso como, em abstracto, defensores da continuidade e da saída têm razão nos argumentos contrários apresentados.
Senão vejamos, se a Dr. ª Joana Marques Vidal tivesse feito um péssimo trabalho aqueles que defendem a continuidade estariam a fazer outra leitura da Constituição.
O que é lamentável é que a previsão legal não seja mais clara e permita duas leituras completamente díspares criando uma novela que se poderia ter evitado.
Confiemos, portanto.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Perguntar a origem étnico-racial é discriminação?
NESTE ARTIGO questiona-se se perguntar a origem étnico -racional é preconceito. Obviamente esta é uma questão cuja resposta não é matemática.
Importa, antes de mais, saber de que falamos quando nos referimos a discriminação. E, sendo rigorosos nos termos, distinguir discriminação de preconceito.
Discriminação será distinguir alguém por motivos arbitrários. Preconceito é aquilo que teremos de superar para não cairmos em situações de discriminação.
E, não me venham com histórias, preconceitos todos temos de forma instintiva. Alguém supõe, num primeiro contacto, que um brasileiro não saiba sambar, deteste futebol e abomine o carnaval?
Saber a origam étnico-racional podem ser importante para 1001 coisas. Perceber as diferenças é meio caminho andado para desfazer preconceitos. Claro que não deve nunca confundir-se esse conceito con o de nacionalidade, como parece que aconteceu no famoso questionário que circulou em algumas escolas.
Por isso, e à boa maneira de um jurista, depende do contexto e da intenção.
Importa, antes de mais, saber de que falamos quando nos referimos a discriminação. E, sendo rigorosos nos termos, distinguir discriminação de preconceito.
Discriminação será distinguir alguém por motivos arbitrários. Preconceito é aquilo que teremos de superar para não cairmos em situações de discriminação.
E, não me venham com histórias, preconceitos todos temos de forma instintiva. Alguém supõe, num primeiro contacto, que um brasileiro não saiba sambar, deteste futebol e abomine o carnaval?
Saber a origam étnico-racional podem ser importante para 1001 coisas. Perceber as diferenças é meio caminho andado para desfazer preconceitos. Claro que não deve nunca confundir-se esse conceito con o de nacionalidade, como parece que aconteceu no famoso questionário que circulou em algumas escolas.
Por isso, e à boa maneira de um jurista, depende do contexto e da intenção.
Vidas que continuaram _ 1
Começo hoje a partilha de histórias de vida que me inspiram e deixam a pensar.
A 1.ª é do Nuno Vitorino. Leiam que vale a pena
http://nunovitorino.com/nuno-vitorino/
A 1.ª é do Nuno Vitorino. Leiam que vale a pena
Em 1995, tive um acidente. Um amigo, sem querer, disparou uma arma de fogo sobre mim.
A bala acertou-me na cervical e fiquei tetraplégico. Uma tetraplegia incompleta que me dá algum movimento de braços.
A bala acertou-me na cervical e fiquei tetraplégico. Uma tetraplegia incompleta que me dá algum movimento de braços.
Fui atleta paralímpico de natação, dou palestras, motivo outros a seguirem o seu sonho, porque apesar de muitas vezes os olhos não verem ou as pernas se transformarem em duas rodas, existe sempre um coração que sente!
Vivo a vida ao máximo e … faço surf, salto de paraquedas, treino todos os dias para surfar ondas grandes. Sou acima de tudo um viciado em adrenalina.
Sou fundador da SURFaddict – Associação Portuguesa de Surf Adaptado.
Em 2013 fui eleito pela Surf Portugal um dos melhores surfistas portugueses. Pela primeira vez um surfista de Surf Adaptado constou deste TOP.
Em 2014 fui eleito por um site de surf brasileiro, surfistapaulistano.com, um dos 5 surfistas mais inspiradores do mundo.
Muito mais que o reconhecimento, inspiro os outros a serem melhores. Inspiro-me no lema “Nós não queremos saber se é difícil, apenas se é possível!”
Sim, porque no fundo tudo é possível!”
Sim, porque no fundo tudo é possível!”
— Nuno Vitorino
Conheçam mais AQUI
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