domingo, 30 de agosto de 2015

Por que a vida é melhor depois do cancro?

Ontem deparei-me com ESTE post com um título muito chamativo e (para mim) incomodativo.

Quando digo incomodativo refiro-me ao facto de me fazer meditar sobre um assunto que me toca muito.

Instintivamente, e mesmo antes de ler o conteúdo, lembrei-me de algo que disse a um amigo a quem foi diagnosticado um linfoma de Hodgkin durante a gravidez da namorada. Disse-lhe eu, na 1.ª visita após o diagnóstico, que se havia momento ideal para receber aquela notícia era naquele momento em que estava prestes a ser pai pois nunca teria um incentivo maior para reagir à doença.

Disse-e depois de pensar muito se o devia dizer, pois sei que soa a "lugar comum" e se há algo que quem está doente dispensa são "lugares comuns". Por isso mesmo senti necessidade de frisar que o dizia de forma sentida e tendo em conta a minha experiência pessoal.

Quando olho para a Leonor tenho a certeza que se não a tivesse no ventre quando recebi o diagnóstico da doença teria, provavelmente, pirado.

Também lhe disse outra coisa que sei soar a cliché " a partir de agora tudo muda, passamos a dar valor às coisas mais pequenas, aquelas que nos farão mais felizes e deixamos de ter paciência para parvoíces".

E não, não é cliché. Acho que toda a gente que já passou pela doença diz o mesmo.

Claro que isto não significa (pelo menos no meu caso) que deixe de me zangar com muitas coisas o que faz com que (assim que me apercebo da estupidez) me chateie à brava comigo própria.

Acho que tenho obrigação de ser mais inteligente emocionalmente mas, ao mesmo tempo, percebo que é sinal que o cancro não muda tudo. Com o que isso tem de bom e de mau.

Vale a pena ler o post. Como dizem as autoras do blogue "cancro não é escolha. bom humor é".

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