quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O que pode haver de especial em comprar um pão com manteiga?

Deve haver poucas coisas mais banais do que comprar um pão com manteiga.


No entanto, é esta banalidade que marca o meu dia.


Foi a 1.ª compra que a Leonor fez sózinha no bar da escola.


Sem autorização prévio, ignorando o facto de ter outro na lancheira e sem sequer saber se teria saldo (que é isso?) no cartão.


Temos mulher, hoje toda vaidosa do seu feito.

Na segunda semana de escola

Ainda a segunda semana de escola não ia a meio e D.ª Maria Leonor já foi mudada de lugar para ver se controla a língua.


Continua a acalmar-me a naturalidade e inocência com que confessa os delitos praticados.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PNR

Campanha eleitoral é sinónimo de tesourinhos deprimentes, em sentido lato.

Os tempos de antena ou são inócuos ou ridículos. Dentro dos ridículos há os que dão para rir e outros que dão vontade de chorar ao perceber o ponto a que chega a estupidez humana.

Os do PNR, por exemplo, estão nesta última categoria.

Depois de ouvir falar no medo que têm de ser subjugados pelos povos refugiados só me ocorrem ideias brejeiras quanto à origem do medo da dita subjugação.

Vale-me o facto de ser uma lady que me coibe de expressar todos os pensamentos.

Pergunta incómoda

- Mãe, nós temos lareira em casa?!!!

- Não, porquê?

- Então como é que o Pai Natal vai fazer?!!!

E pronto. Vamos ter conversa para os próximos 3 meses sendo que tudo farei para que continuem a acreditar no Pai Natal quanto mais não seja porque é á única figura (para além do pai) a quem têm respeito e que me dá imensa jeito invocar em momentos complicados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Qualquer dia vou presa

Já perdi a conta às "consultas" de dermatologia que dei, à conta de o meu linfoma se ter começado a manifestar através de um problema cutâneo.

Até agora tenho "diagnosticado" tudo como eczema e aconselhado SEMPRE a procurar um dermatologista encartado, assim só para tirar as teimas.

Se a Ordem dos Médicos sabe disto, estou feita. Lá vai chegar a participação ao Ministério Público.

Se começarem a investigar a sério, vai ser um escândalo. Imagino que andem por aí muitos "doutores".

O que vale é que nenhum médico lê o meu blogue :)

domingo, 27 de setembro de 2015

Aquela ténue fronteira entre necessidades do organismo e gula

O meu organismo está, constantemente, a pedir-me para comer porcarias.

Para iludir a consciência, chamo-lhe carência de nutrientes, por azar, pouco consensuais.

sábado, 26 de setembro de 2015

A Leonor e a Catarina Martins

Vim hoje a saber que a Leonor não suporta a Catarina Martins. Detesta vê-la na televisão e outdoors.


A razão só ela saberá. Juro que não a influenciamos cá em casa.

Farias um teste para saber quanto tempo tens de vida?

No meio de uns desabafos, e depois de dizer que se soubesse que tinha pouco tempo de vida mmandava tudo às urtigas e tal e coisa, uma Amiga perguntou se faria um teste para saber quanto tempo de vida.


Pelos vistos estaria a falar de testes médicos, que alguns médicos lhe aconselhavam e outros não.


Não sei que raio de testes serão esses. Sei é que viver (entenda-se tomar decisões) em função do tempo que, previsivelmente, temos de vida é não só um risco como um grande erro.


Entre outras coisas, ninguém nos garante que não aparece um carro desmandado ou outro imponderável que dá cabo da previsão.




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O exame de medicina do Vasco

Além de sábia, uma inventora. Hoje sinto-me igual ao Vasco.

(Trabalhos) de casa

I


- Trouxeste trabalhos de casa?
- Hoje não.
- Tens a certeza, Leonor?
- Tenho !!!
- Deixa-me cá ver o caderno.


Et voilá, lá estavam eles.


Nova função da mãe - inspectora de cadernos e mochila.




II


- Como é a professora de ... ?
-É meia maluca. Não deixa os meninos irem à casa de banho.
- Mas quem é que queria ir, eras tu?
- Sim. Eu e a M.  (sinal de alerta)
- Se a professora não vos deixou ir foi que percebeu que estavam na brincadeira.
- Pois, nós queríamos ir para depois fugir da escola.
- Já vi que se portaram mal na aula. E os outros meninos, como se portaram?
- Os outros estavam a tomar atenção à professora. Nós é que estávamos a falar.


Medo. Muito medo, mas quem diz a verdade não merece castigo (muito menos quando vai contando as coisas com esta inocência)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como o voto pode ser influenciado pela estética



Este Boletim de Voto, da Criada Malcriada, fez-me lembrar um episódio delicioso de uma senhora amiga da família que vê muito mal e, há muitos anos, se orgulhava de ter votado "naquele da patinha da galinha"


Aulas de Religião e Moral

Quando fui matricular a Leonor na escola, levava  em branco a parte do formulário relativa a Religião e Moral.


Estava longe de saber que era uma das AEC disponíveis e pensava que seria só para o 2.º ciclo.


Quando me disseram que era para os meninos do básico, nem hesitei em assinalar a actividade com uma cruzinha.


Tenho as minhas convicções e as melhores recordações das aulas (e professores) de Religião e Moral onde, por exemplo, fiquei a conhecer o "Principezinho".


A turma tem só 7 meninos e a aula coincide com a de desporto, o que faz com que a cachopa só tenha esta 2.ª actividade 1 vez por semana.


O papá torce o nariz, porque queria que tivesse mais actividade física e em breve começará a catequese.


Mas acho que mal não lhe fará até porque, sendo Portugal um Estado laico, imagino que as aulas de Religião e Moral sejam distintas da catequese. A ver vamos o que a Leonor aprenderá.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O silêncio

-Notas alguma coisa diferente cá em casa, Leonor?
- Sim, já reparei que a Tita não está.
-E o que´é que está diferente?
- O silêncio!


(e a limpeza à mesa, acrescentou o pai)

Trabalhos de casa - esse admirável mundo novo

Hoje os trabalhos de casa já foram a sério. Copiar o nome completo, escrevendo 3 vezes cada um dos vocábulos.


Aparentemente, a tarefa colocou a rapariga eléctrica. Nota-se, entre outras coisas, que ainda tem de aprender a sentar-se em posição de trabalho. Concentração também é um conceito que lhe passa ao lado. Olha para todo o lado, sai da mesa vezes sem conta, chama os pais mil vezes por minuto.


Quer atenção, tal como quando começou a bater palminhas e mandar beijinhos.


É tudo novo, para ela e para nós.


A fase é de descoberta conjunta. Uma maravilha.







Eu gostava era de ser mosca

Se eu fosse uma mosca (como adorava ser), acompanhava a Leonor e ficava dentro da escola o dia todo.


Juro que não iria incomodar. Queria era ver a rotina de um dia de aulas, a forma como interage com professora e amigos, como consegue pegar no tabuleira à hora do almoço (na escola dos grandes), enfim tudinho.


Esta coisa de ter de a deixar à porta e não poder dar uma palavrinha à professora (como fazia com a educadora) é uma mudança muito grande aqui para a mamã.


E bombardear a cachopa com perguntas, às  quais responde com meias palavras (isto quando responde) é algo que sei ser contraproducente e sei terei de controlar.


Será pedir muito, transformar-me em mosca. Só por um dia?

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Já vos disse que detesto afiar lápis?

Os primeiros trabalhos de casa foram singelos e resumiram-se a pintar um desenho.


A aluna, aplicadíssima, começou a fazê-los assim que chegou a casa. E tão depressa começou, como começou aos gritos porque a irmã andava de roda dela a empecilhar.


Lá entrou a mãe em acção e incentivou a pequena a fazer um desenho, na outra ponta da casa.


Dirimido o conflito, dei por mim a afiar lápis de cor que deve ser uma das coisas que mais detesto fazer na vida. Devo ter uma inaptidão natural para a tarefa. Arghh.


Ao meu lado, o gato Boris fazia o favor de espalhar as aparas pela casa fora.


Que lindo final de tarde, o meu.


Os próximos tempos afiguram-se assim, ternurentos e emocionantes.

Pessoas que despertam o pior que há em nós

No sábado, a meio de um belo passeio, assisti a uma cena deplorável.


Enquanto passava uma arruada da coligação, um vendedor de livros antigos resolveu comentar da forma mais audível possível que o cancro se tinha enganado na pessoa e em vez de atingir a mulher devia era a atingir o nosso 1.º Primeiro Ministro.


Aquilo revolveu-me as entranhas de tal forma, que fiquei estacada no meio da rua com vontade de descer dos saltos, atirar-me ao pescoço do energúmeno e desancá-lo ali em público.


Até aqui tudo normal, no meio da anormalidade dita pelo homem. O que já  não será tão normal é que uma das coisas que me apeteceu foi desejar que lhe aparecesse um cancro na língua.


Acho que este meu impulso, irracional e contido mas que ainda assim aconteceu, foi o que mais me perturbou. Basicamente, estaria a fazer o mesmo que o senhor fez.




Há, de facto, pesoas que despertam o pior de nós. Ou então será só a confirmação do facto de que "violência gera violência".

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E pronto, o 1.º dia já passou

Contrariando os meus receios, a entrada da Leonor na escola primária foi muito suave.


Entrou na sala, escolheu um lugar na 2.ªfila, mesmo ao lado de uma amiguinha, começou na converseta e nunca mais olhou para mim.


Fiquei, assim, com o coração serenizado.


Já o pai não pode dizer pois, quando a foi buscar, deparou-se com a filha mais velha a caminhar de mão dada com um amiguinho. Ah,ah, ah, o pobre está para morrer.



Sobre o papel das mãos, na guerra e na paz

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.


Manuel Alegre


Um bom dia internacional da Paz e que das nossas mãos só ela saia.

Querida Leonor

Querida Leonor,


chegou o grande dia. A partir de hoje começam as responsabilidades, para já pequeninas como tu.


Alheia ao significado do dia, dormes serenamente enquanto eu me divido num misto de emoções.


Estou orgulhosa da menina perspicaz e reguila em que te tornaste e certa de que estás à altura deste novo desafio.


Estou também muito emocionada pois para mim este não é só mais um dia. Os dias da tua vida nunca são só mais um, mas este ainda é mais especial.


 Este é um  daqueles dias em que pensava, nos dias em que tive medo  de não estar cá para partilhar tudo contigo. Este é um dia no qual tenho a felicidade de estar presente.


Boa sorte minha princesa rainha.

sábado, 19 de setembro de 2015

Final da novela. Não gostei

Fui seguindo a novela Mar Salgado de forma  muito irregular, por causa das patroas. Claro que, apesar da irregularidade, consegui estar sempre minimamente actualizada dada a tendência dos autores de novela (possivelmente enusiasmados com as audiências) para "encher chouriços".


O final foi aquele que se esperava, com amores reatados, muitos beijinhos, abraços, sem esquecer o castigo dado aos maus.


Tinha tudo para ser enternecedor mas, lamentavelmente, alguém decidiu que o castigo dos maus (no caso, o castigo da peste da Patrícia) iria para além de uma condenação na justiça. Vai daí, assim que a menina entra na prisão, entra em cena a justiça popular, simbolizada numa enorme carga de pancada.


Não gostei. Era perfeitamente escusado e foi uma ideia, no mínimo, infeliz.


Bem sei que estou a falar de uma novela, mas a verdade é que os ânimos do povo andam tão exaltados que já há gente a mais a achar normal (na vida real) a justiça popular. Podia ter sido evitado, digo eu.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O mais difícil nos dias que correm

Um padre disse-me hoje que o mais difícil nos dias que correm é sentir-mo-nos amados por Deus.


A afirmação deixou-me a pensar. Pena não ter tido oportunidade de continuar a conversa.



Leonor e a escola primária

2.ª feira começa uma nova etapa na vida da Leonor. A escola primária.


A Leonor diz que não está preparada para dar esse passo porque "não sabe escrever". E eu explico-lhe que é para ensinar a ler e a fazer outras coisas fixe que existe a escola.


Diz também que nós não estamos nada preocupados com a escola primária porque ainda não comprámos o material escolar. E eu explico-lhe que estávamos só à espera da reunião com  a professora para saber qual o material necessário.


E é neste estado de (alguma) ansiedade e tentativas de a serenizar que vivemos estes dias.


A minha bebé mais velha está tão crescida ...



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A ver o 2.º debate e a pensar

A ver o 2.º debate entre Passos Coelho e António Costa e a questionar-me o que se chama a alguém que só conta metade da história.


Saber quais os valores que se podem repor (coisa simpática), mas não saber como os mesmos serão compensados parece-me, no mínimo, estranho.


Gabo a paciência dos jornalistas que (apesar das insistências) não conseguem obter respostas às suas perguntas.


PS
Quem inventou este modelo de debate, com "3 árbitros", devia estar com os copos.


Razão tinha o taxista, há pouco entrevistado na rádio, "não há alternativa, há alternância".

O dia em que a Tita passou por louca

Tal como seria de esperar, a cusca da Tita acabou por descobrir a caixinha com os 2 dentes da Leonor, que a fada dos dentes supostamente teria levado, numa das minhas gavetas.


Quando, admirada, me mostrou o achado, tentei distraí-la mas o melhor que conseguir foi tirar os dentes da caixa antes de lha devolver. Depois de passada a excitação, lá me devolveu a caixa.


Fiquei (como está bom de ver) com um problema entre mãos, pois a pequena foi logo a correr ter com a mana para lhe contar que tinha encontrado a caixa.


A partir daí foi de rir.


A Leonor recusou-se, terminantemente, a acreditar que a mana tinha visto a caixa e muito menos os dentes (que afinal não lhe tinham escapado) e achou que a Tita estaria a delirar.


Depois de alguma discussão, a que assisti deliciada, lá resolvi intervir e dei uma explicação esfarrapada qualquer (tipo, a caixa ficou mas a fada levou os dentes).


Não quis desfazer esta mística à volta da fada (que nunca tive a sorte de conhecer), mas tinha de defender a sanidade mental da Tita.


Até ser mãe, nunca liguei a estas coisas da fada dos dentes e do Pai Natal. Achava até que seria impossivel a alguma criança acreditar nestas figuras espalhadas por todo logo.


Mas ao ver o brilho nos olhinhos delas só de pensar que eles existem, e as acompanham, não tive como me render.


Um pouco de fantasia nunca fez mal a ninguém.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Socorro

E ao 2.º dia de escola, 2.º drama.


A cachopa encolhe-se toda ao entrar na escola e parece um gato a roçar-se nas minhas pernas. À medida que me mexo, acompanha-me e tenta colocar-se entre mim e a porta de saída.


A despedida é dramática, com muitas lágrimas (dela) e nós na garganta (meus).


O resto da (minha) manhã é passado com uma neura descomunal.


 A dela, presumo que seja normalíssima depois de ter ficado com a certeza que me arrasou.


E para a semana, a dose será dupla.


Socorro. Elas torturam-me.

Aquilo que eu mais queria ter

Aquilo que eu mais queria ter (para além do prato de natal da VA) era o metabolismo que tinha aos 20 anos. Isso é que era.

Gosto tanto disto, Pai Natal

O Prato Natal 2015 da Vista Alegre foi criado pelo artista plástico António Conceição e representa a adoração do Menino Jesus.
As variações tonais de azul  representam a felicidade e a perseverança.
Por entre as imagens de Maria, José e do Menino Jesus, nascem apontamentos dourados numa simbologia de luz e de alegria.
A Edição exclusiva é limitada a 60.000 exemplares.
E não, não é publicidade. É pedinchice pura.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Primeiro dia da Tita na pré

Cumprindo a sua vontade expressa, D.ª Maria Benedita entrou hoje oficialmente na pré-primária.


Apesar de já conhecer a professora (que foi a da mana no ano passado) e a sala, a pequena entrou muito envergonhada e sem me largar a mão.


Na hora em que tive de a deixar, depois de mil beijinhos e outras tantas lágrimas limpas, foi necessário arrancá-la de mim.


Mesmo sabendo que ficou muito bem entregue, e que neste momento deve estar a brincar sem sequer se lembrar da minha existência, estou como o tempo.  Triste e cinzenta.

Dia Mundial do Linfoma

 Hoje assinala-se o Dia Mundial do Linfoma, o bicharoco que me bateu à porta há 7 anos.


O objectivo é dá-lo a conhecer, para que todos estejam atentos a possíveis sintomas.


O linfoma é um cancro do sistema linfático. Ninguém conhece aquilo que o origina, nem existirá forma de o prevenir. Por isso, importante mesmo é quen não descuremos pequenos sinais para que procuremos o médico o mais cedo possível.


Entre os sintomas mais comuns estão:


Febre
Suor (especialmente à noite)
Fadiga ou cansaço
Dor abdominal
Perda de peso inexplicada
Pele áspera
Comichão


No meu caso, o rapazote resolveu mostrar-se através de uma pequena ferida na pele (semelhante a um furúnculo) e, só mais tarde, apareceu uma comichão insuportável.


Não tive nenhum dos outros sintomas que referi e estava a viver uma gravidez "santa".


Apesar do precalço, como sabem os que por aqui vão passando, a Leonor nasceu linda e saudável, de parto normal. A isso ajudou o facto de o linfoma ser um dos cancros com maior taxa de sobrevida.


Depois de a Leonor nascer, começou a batalha contra o linfoma que (neste caso concreto) passou por 6 ciclos de quimioterapia (12 sessões).


Em resumo, e indo ao que interessa neste dia, há que estar atento ao nosso corpinho.


E, caso o linfoma nos bata à porta, mostrar-lhe quem manda.


A todos aqueles que vivem o problema. deixo o convite a partilharem experiências e medos (são tantos). A mim ajudou/ajuda.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Parabéns, minha rainha




Todos os (meus) dias são teus.
Este em especial, do qual tanto gostas, ainda mais.
Parabéns, minha rainha, pelas 82 primaveras.

domingo, 13 de setembro de 2015

Instinto maternal

Acredito que existam mulheres sem instinto maternal, mas lá que ele é inato à grande maioria lá isso é.

Nada o origina, já nasce com a gente.

As meninas brincam, lá em cima, e só as ouço falar sobre "as filhas". A Tita acabou de mandar calar a sua que, por sinal "ainda está na barriga".

A Leonor embala a dela, pois "está a treinar para quando for grande".

E não digam que é por lhe impingirmos bonecas, que as cachopas também têm carrinhos e jogos,  entre muita outra tralha.

É assim, porque é. Nem tudo tem de ter explicação.

sábado, 12 de setembro de 2015

Carta de Amor

Sempre estudei/trabalhei ao som da música. Gosto de ter um som ambiente do qual, a maior das vezes, chego a alhear-me. Ainda esta semana, a chefe perguntou como conseguia estar a ouvir aquele "rock pesado" (acho que era Pearl Jam). Sou o mais eclética possível nas escolhas. Gosto de um pouco de tudo. Mas esta Maria Bethania torna o estudo/trabalho impossível. É impossível alguém concentrar-se ao som de letras tão lindas. O reportório é escolhido a dedo. Ouçam esta carta de amor. Atentem, só por exemplo, na primeira letra.

A fazer, em tempo de mudança de estação

A mudança de estação é sempre um pouco stressante cá em casa, especialmente quando passamos do tempo soalheiro para o cinzentão.


Quer queiramos quer não, a diminuição do tempo em que temos luz directa influencia muito o estado de espírito.


Depois há as questões de ordem prática. O que vestir e calçar, nestes dias que não são carne, nem peixe?


Com as cachopas então é um problema. Andaram o Verão todo de pés ao léu e não querem, nem por nada, calçado fechado. Tudo aperta.


E, se calhar, aperta mesmo.


O crescimento das criaturas tem o ritmo da luz e se há altura em que o percebemos é na mudança de estação.


É engraçado (até começarmos a fazer contas) pegar naquela camisola que ainda há poucos meses estava enorme e constatar que a manga já fica a 3/4.


Ainda assim tenho momentos de negação e acho que se esticar bem a roupa, ela fica no ponto. Estes momentos resultam em situações como a que aconteceu à Leonor esta semana - saiu de casa com umas leggings que a faziam parecer o menino Zequinha (bem diz a Tita , que eu não sei tratar das minhas filhas).


Esta é pois a altura de me enfiar nos armários (delas e meus) para fazer uma selecção, perceber aquilo que nunca mais será usado cá em casa e que dará jeito a outros.


A metodologia (quanto à roupa e sapatos delas) é sempre a mesma. O que não serve à Leonor passa para o lado da Tita. O que não serve à Tita vai para um saquinho.


No fim de semana já foi a 1.ª leva.


No que a mim diz respeito, já alcancei uma vitória. Consegui desfazer-me de umas calças que (com enorme probabilidade) nunca mais iria conseguir fazer passar nas ancas.


Destralhar, para além de necessidade, é também um dever cívico. A meu ver.


Estou sempre a bater na mesma tecla, mas acho inconcebível que tenhamos guardadas, e a ganhar pó, coisas que possam ser úteis a outros. NOTA - aplicável a brinquedos


Por isso, bora lá?


PS


Aproveito para dizer que tenho esta viatura (sem criança incluida) para emprestar. Se conhecerem alguém interessado, apitem por favor.




Bom fim de semana.





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Tu não sabes tratar das tuas filhas!

- Mãe, tu não sabes que ainda está calor para vestir calças?!!! Tu não sabes tratar das tuas filhas!!!


(Tita, 4 anos)




E quem melhor para o julgar do que uma das minhas vítimas)

PASSEIO DA MEMÓRIA - dia 20 de Setembro

ASSEIO DA MEMÓRIA 2015 | 20 DE SETEMBRO DE 2015 | CAIS DA FONTE NOVA | AVEIRO
O Passeio da Memória é o grande evento anual da Alzheimer Portugal, que assinala o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Consiste numa caminhada solidária, revertendo os fundos das inscrições na íntegra para a Alzheimer Portugal. Tem como objetivos informar e consciencializar para a importância de reduzir o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado.
Programa provisório:
9.00H: Acolhimento dos participantes;
9.15H: Exercícios de aquecimento;
9.30H: Inicio da Caminhada;
12.30H: Términus da Caminhada – exercícios de alongamentos e animação, da responsabilidade do Ginásio Holmes Place Aveiro.
Participe com toda a família, mobilizando amigos e conhecidos!!
A inscrição é obrigatória e o valor de 5,00 euros por pessoa ajudará a comparticipar nas despesas associadas à logística da iniciativa.
Cada participante receberá no dia do Passeio um pequeno KIT: sacola, t-shirt, boné, garrafa de água, bolachas e peça de fruta.

• E-mail: complexosocial@scmaveiro.ptgeral.aveiro@alzheimerportugal.org  
• Sede da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro (Rua de Coimbra, nº 27)
• Complexo Social da Moita da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro (Oliveirinha)
• Centro de Infância Casa da Cruz (Rua Bento Moita nº 14 - Esgueira)
• Centro Infantil de Aveiro (Urbanização Chave Bloco K, r/c)

Contamos com a presença de todos!!!

Aquele momento em que nos sentimos uma mãe inútil ...

... é quando a professora convida os pais a irem à escola, ensinar aos meninos algo sobre a sua profissão e percebemos que não temos nada que possamos mostrar (atenção às piada, tá?).

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tive um sonho

Esta noite tive um sonho.
Sonhei que havia um debate sobre o futuro do país, entre os principais partidos candidatos à vitória nas legislativas.
Um debate em que não se dissecava o passado, nem apontavam dedos.
Um debate em que os eleitores seriam esclarecidos sobre a forma como aqueles que querem tomar as rédeas do país se propõem concretizar as boas intenções anunciadas.
Um sonho bom, que não passou disso.


Problemas que Setembro traz

Com Setembro, e o fim do verão, chega um problema que começa a ser recorrente cá em casa - conseguir enfiar sapatos/sapatilhas às patroas.


Já estava desacostumada disto. As manhãs voltam a estar ao rubro ... e a escola ainda não começou.

Presunção de culpa da mulher

Ele - Porque é que esta toalha está aqui? Estava lavada!
Ela - Quando cheguei já estava aí. Não fui eu quem lhe mexeu!
Ele - Então quem foi?!!!

Este diálogo real, no qual "ela" sou eu e "ele" o meu excelso marido é revelador da chamada presunção de culpa da mulher.

Tudo (mas literalmente tudo o que não esteja bem aos olhos de um homem) se presume ter sido feito pela mulher, ainda que em casa vivam outros seres vivos (humanos ou não).

O ónus da prova cabe, pois, à mulher.

Posso estar injusta e ter uma vivência (que começou em casa dos avós) que não corresponde ao regime regra mas aí conto com a experiência das outras mulheres que por aqui passem.

Confirmam esta reflexão?


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O AVEIRENSE



Aqui vai uma descrição sobre o aveirense, gamada algures no face, à qual acrescento "tens fome? !!! come um home!".




E se o mundo acabar mesmo no dia 28?

Parece que está prevista uma lua vermelha para a madrugada de dia 28 e as teorias apocalípticas levantam (pela enésima vez) a possibilidade de o mundo acabar.


Esta possibilidade levanta-me várias questões.


Para já, acho a data péssima. Os meus dias até ao final do mês vão ser, tudo indica, de cão lazarento e não gostaria nada de passar os últimos dias a trabalhar.


De forma mais séria, pergunto-me se estaria pronta para partir. A resposta não podia ser mais fácil.


Não estou pronta e, acima de tudo, não tenho vontade.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Trocámos a filha na escola

Com a passagem da Leonor para o 1.º ano e a entrada da Tita para a pré, deu-se o caso curioso de a nossa mais nova ir para a turma em que andava a irmã.


Na prática, vai reencontrar amiguinhos que já foram da sala dela na escola anterior e fazer outros que já o são da mana.


Com o papá a assumir, novamente, o cargo de representante dos pais, a sensação que tenho é a de que trocámos a filha na escola.


Na reunião de apresentação poucas novidades, para além da inflação brutal da mensalidade do Complemento de Apoio à Família. Passar de 35€/mês para 50€/mês é uma diferença jeitosa ao final de um ano

As notícias são sempre as mesmas!

Ver o noticiário  faz(ia) parte da minha rotina quando vou almoçar a casa dos meus avós.
Nos raros dias em que a televisão estava desligada e pedia o comando ao meu avô ele respondia-me, invariavelmente, "porque é que queres ver? as notícias são sempre as mesmas!".
E eu resmungava, retorquia que ele dizia isso pois passava o dia a ver os sucessivos noticiários que iam dando. Mas que eu não o podia fazer. Que estava a trabalhar e era só naquele bocadinho que ficava a saber o que se passava no mundo.
A "discussão" era sempre igual e terminava sempre com o meu avô a ligar a televisão.
A sensação que tenho ultimamente é precisamente essa "as notícias são sempre as mesmas", só mudam as pessoas.
E eu, que até gosto pouco de mudanças, continuaria a ver os notíciários com o mesmo gosto de sempre não fosse serem tão tristes.
Que saudades das nossas embirrações, avô.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Mãe chamada à terra

A história da Carochinha e do João Ratão é uma das minha preferidas pois era uma das que a minha avó me contava.

Ontem, deliciada com a escolha da Tita, comecei a contá-la. "Era uma vez uma carochinha que estava a varrer a cozinha quando, de repente, econtrou uma moedinha...".

Eis senão quando, uma voz muito segura, me fez voltar à realidade. "Oh, de certeza que a moeda era dela!".

E de facto ... Como é que eu nunca percebi isso. Se a cozinha era da Carochinha, claro que a moedinha devia ser dela. Não há nada de encantador na história. Que desilusão.

Quem ajuda os sem-abrigo e pobres em Portugal?


A reacção negativa (chamemos-lhes desmesurada para utilizar um eufemismo) de muitas pessoas à intenção de acolher a apoiar refugiados anda a incomodar-me e são muitos os pensamentos que me assolam.

Andava caladinha, porque achava que podia ser eu que estava a complicar a coisa, mas hoje deparei-me com uma resposta da Plataforma de Apoio aos Refugiados que reflecte muito do que me vai na alma e não resisto a partilhar.

Mas não resisto a umas palavrinhas minhas.

Não faltam causas a apoiar. Podemos ajudar pessoas (crianças, adultos, idosos, doentes ou saudáveis); podemos ajudar animais (cães, gatos, golfinhos ...); podemos ajudar colectividades (desportivas, artísticas ...), podemos ajudar ..., podemos ajudar ...

Então ajudemos a causa que escolhermos. Façamos algo construtivo, nem que seja calar-nos (perdemos tantas boas oportunidades de o fazer) e deixar os outros ajudar a causa que escolheram.


Resposta da Plataforma de Apoio aos Refugiados

"Quem ajuda os sem-abrigo e os pobres em Portugal são as mesmas organizações que estão a organizar o acolhimento dos refugiados. Infelizmente, os que tradicionalmente fazem esta pergunta, encontram-se pouco entre os que ajudam os pobres e os sem-abrigo

O apoio aos mais pobres é assegurado, para além da Segurança social, com as várias prestações sociais, por uma rede de instituições de particulares de solidariedade social, espalhadas pelo país (representadas pela CNIS na Plataforma de Apoio aos Refugiados) e por instituições religiosas (como os membros da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal ou a Comunidade Islâmica, também membros da PAR). Acresce que, no que toca às pessoas sem-abrigo, duas das principais organizações que apoiam estas pessoas, como a Comunidade Vida e Paz ou a CAIS, estão também presentes na Plataforma. Assim é evidente que, não só há muito trabalho já feito no apoio às pessoas mais pobres em Portugal, como este vai continuar, sem ser prejudicado pelo acolhimento aos refugiados. São estas mesmas organizações, sempre disponíveis para servir os que mais precisam, que estarão disponíveis para uns e para outros. 

Também importa que quem faz esta pergunta, caso não esteja empenhado no apoio concreto aos mais pobres, se mobilize para fazer alguma coisa por eles em Portugal pois, caso contrário, a pergunta feita é só uma desculpa para não fazer nada...por ninguém. Haverá sempre muito trabalho a fazer, quer pelos pobres em Portugal, quer pelos refugiados em qualquer parte do mundo. 
Felizmente o que temos encontrado por estes dias é que quem ajuda os mais pobres portugueses, há muito tempo, e são muitos, foram os primeiros a voluntariar-se para ajudar também os que precisam hoje de refúgio por o seu país estar em ruínas".

Se fosse a fazer a vontade à alma ...

 Entregava-as aos avós, voltava para casa e esparramava-me no sofá a ver o AXN e comer gomas.

domingo, 6 de setembro de 2015

O sushi é típico de Aveiro? A sério?

Há momentos em que me sinto uma marciana (se calhar por o ser mesmo).


Uma famosa blogger da nossa praça vem a Aveiro no próximo semana, pede sugestões sobre coisas típicas de aveiro (para além dos ovos moles, salienta) e enchem-lhe a caixa de comentários com indicações sobre um restaurante de sushi.


No comments.

3 pessoas a lavar umas escadas

Um destes dias entrei no meu prédio e deparei-me com 3 pessoas (pai, mãe e filha) a lavar as escadas.


Aquele quadro que, à 1.ª vista, poderia dar origem a uma piada sobre polícias (que andam sempre aos pares) ou alentejanos, tocou-me bastante.


Já não é a 1.ª família que vejo a partilhar estas tarefas. Também no meu local de trabalho, a senhora da limpeza (para quem a vida não tem sido muito simpática) se faz acompanhar do marido que a ajuda durante toda a jornada.


É esta partilha de momentos (especialmente os mais duros) que define o Amor e é por isso que "3 pessoas a lavar umas escadas" merece este post.

sábado, 5 de setembro de 2015

Seremos todos assim tão estúpidos que não mereçamos mais?

Acordo, vou dar uma vista de olhos pela actualidade, e deparo-me com o facebook inundado de um video deprimente no qual um estafeta da TELEPIZZA, super assustado, é bombardeado com perguntas por um bando de jornalistas plantado à porta do apartamento do Sócrates.


O qe se passou naquele momento (resta saber se a pizza não terá sido encomendada por um jornalista - que não me admirava nada) é de tão baixo nível que me questiono se seremos todos assim tão estúpidos que não mereçamos uma imprensa melhor. Aparentemente há quem nos julgue assim.


NOTA: A "líder" da entrevista era uma "jornalista" do CM (fez uma triste figura, diga-se de passagem, mas seria difícil fazer melhor no caso conreto), mas havia outros órgãos de comunicação social à roda do mocinho.



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Oração da noite

- " Meu Deus, dai-me força para aturar estas meninas mal comportadas!".

- "Meus Deus, dai forças à mãe só para aturar a Tita!"

Risco calculado



Quando soube que a Joana Amaral Dias estava grávida achei muito giro. Adoro tudo o que envolva o surgimento de novas vidas.

Depois vi uma mensagem no facebook, na qual explicava o motivo de ter tornado pública a gravidez (nem uma palavra sobre a revista).

 Tudo normalíssimo, apesar de ter estranhado a necessidade de dar uma explicação sobre algo tão natural e básico.

A 1.ª vez que vi esta foto pensei que fosse manipulada. Juro. Veio-me logo à cabeça o famoso video viral da turista francesa grávida na sequência de one night stand, que afinal não era francesa, nem estava grávida (e a pena que eu tive que não fosse uma história real).

Depois percebi ser verdade. Não percebi  foi o objectivo pelo qual acedeu ao convite da Cristina, muito menos o momento (considerando que, independentemente do que pense sobre os ideais da JAD, imaginava que fosse uma política com cabecinha e que não necessitasse de AGIR desta forma  para chamar a atenção).

Até percebia que quisesse eternizar o momento, numa sessão fotográfica (há tanta gente que o faz), mas talvez o deixasse para o album de família (digo eu, que sou quadrada).

Em todo o caso, o que me ocorre sobre esta capa de revista é:

O PS devia olhar para a ficha técnica da revista e "caçar" o marketeer lá do sítio (diferente de colocar o António Costa em fotos semelhantes, por favor). Há que tirar o chapéu a quem faz correr tanta tinta (e a converte em dinheiro lícito).

Porque é que o homem está vestido? Será um acto pseudo feminista?

E o cachet? Irá direitinho para financiar a campanha e ajudar o AGIR a difundir os seus ideais e esclarecer os portugueses sobre o caminho a tomar? 



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Nó na garganta

Mais uma vez, tive esperança que um milagre acontecesse e este dia não chegasse.

O que é certo é que chegou e apesar de saber que estás bem melhor, depois de tanto sofrimento, não consigo evitar este nó na garganta.

Lembro-me da última vez que te vi e da forma como me ajudaste a ultrapassar o constrangimento de te ver ali, onde sabemos que só está quem já tem o destino marcado. Perguntaste-me pelas meninas.

Lembro-me do meu padrinho, da Rita, da Guida, da Teresa, da Cá, da Ana. Lembro-me de demasiadas pessoas.

O milagre aconteceu, só que era assim que o sonhava.

Continuas a viver, aí no céu. E já não sofres.

Só podia ser assim, Ângela, depois do exemplo que nos deixaste.

Bipolar. Quem não o é?

 Para começar o dia a bombar, eventualmente a descarregar pequenas fúrias escondidas.


Grande Seu Jorge.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

E há quem não aprenda nada com os sustos

O MEC, cujos textos cada vez mais me deleitam, escreve ESTE apontamento a que chama "Benditos sustos".

Não podia estar mais de acordo com conteúdo, no qual encontrei um excelente pretexto para expressar um lamento que me anda a atormentar nos últimos dias.

Se há coisa que me entristece é ver que há quem aprenda pouco (ou mesmo nada) com os sustos e continue a (não) viver, no apego a coisas materiais e tendo o umbigo com centro do mundo.

Não é essa a vida que quero. E não é essa a vida que vou viver.

Sempre com a devida responsabilidade (que o vil metal não pode ser desprezado, naturalmente) vou continuar a privilegiar a imaterialidade dos pequenos prazeres da vida.

Nada paga um sorriso na cara daqueles que amamos.


Método das 28 palavras

Em vésperas de uma nova etapa na vida da Leonor posso dizer que nunca, como agora, me identifico com o meu avôzinho (leia-se outras gerações avessas à mudança).


Pois que agora é só métodos de ensino completamente diferentes daqueles que aplicaram na minha pessoa.


Vim a saber que aprendi a ler de acordo com o método analítico sintético, ou seja palavra a palavra, passando depois para as sílabas e depois para as palavras completas e (com grande probabilidade) a minha filha aprenderá segundo um método (das 28 palavras) completamente inverso que parte da palavra completa (associada à imagem) e só no final chegará ao alfabeto.


Ó senhores! Irei eu conseguir actualizar-me. É que já a ouço a ralhar e rir-se da minha completa ignorância.


Multibanco? Que é isso? Os meus patacos vão para debaixo do colchão.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Para o ano renuncio ao direito a férias. Está dito.

Os últimos dias de trabalho, antes das férias, são um stress. A preocupação de deixar tudo orientado dá cabo dos nervos de qualquer um.


Sobre o regresso ao trabalho, o volume do mesmo que se acumulou e os maus hábitos instalados em adultos e criancinhas, é melhor nem falar.


Para o ano renuncio ao direito a férias. Está dito.

BICHOS

Há muitos tipos de bichos. Os que provocam as catástrofes humanitárias, os que pouco ou nada fazem para lhes pôr cobro, ou que as ignoram.

Belíssima, ESTA crónica do JMT sobre a falta de humanidade de quem não sofre na pele, nem na alma.