Há dias, numa conferência, ouvi um banqueiro (mesmo) explicar a um dos participantes que para chegar onde está teve de abandonar a zona de conforto.
Que gosta mesmo é de estar na terra onde nasceu, a fazer milho e criar vacas (o que faz sempre que pode), mas teve de abandonar a comodidade de ter um emprego que lhe permitisse sair e ir ter com os amigos ao café e sair do país, ficar longe da família e dar no duro.
A resposta (excelente por sinal) foi provocada pelo tom de crítica, e alguma inveja à mistura, com que a pergunta (já não me lembro qual) foi feita.
E, como nada é por acaso, encaixou em mim como uma luva.
No espaço de uma semana ouvi este discurso duas vezes, sendo que a primeira delas foi referente a mim.
Neste momento estou na minha zona de conforto, a viver na cidade onde sempre quis viver e a demorar 10 minutos entre casa e o trabalho (com tempo para parar e despejar as crianças nas respectivas escolas).
Como comodista e medricas que sou, gosto desta zona de conforto.
A parte menos boa é a de me sinto inibida de me lamentar de algumas coisas (o que é uma chatice) e muitas vezes tenho vontade de me auto-flagelar (o que não convém).
domingo, 12 de outubro de 2014
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