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A mostrar mensagens de Janeiro, 2018

Diagrama de caule e folhas

E, de repente, a minha vida foi invadida por um por um desconhecido de nome "diagrama de caule e folhas". Lá se foi a minha esperança de conseguir acompanhar o estudo de matemática. E ainda o terceiro ano não vai a meio!

Vou ser quase tia

Pensei  escolher o título "Vou ser tia" a este post mas lembrei-me que metade da malta não lê o texto e ia originar uma onda de  boatos acerca das minhas irmãs.
Não vou ser tia, mas quase, filho de prima é quase sobrinho. Certo?
Estou (estamos todos na família) radiante. Vem aí um pilas. Será todo um mundo novo para mim, que só sei mudar fraldas a cachopas.
uma alegria.

A parada está alta

-Mana, tu nem sabes ler hemorragia nasal!
-E tu não sabes escrever isso!
-Ai sei, começa por i!

Porque a amo tanto

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Cada dia me convenço mais que a memória afectiva é eterna.
No meio da sua fragilidade a minha avó, que ontem não soube sequer qual o meu nome mas me sorriu e beijou com o mesmo amor de sempre, mantém firme a sua convicção e a agradecer a família que tem.
Grande mistério este o da meu humana. Grande avó esta que Deus me deu e eu amo tanto.

A visita do bispo

A semana ficou marcada, cá no burgo, pela indignação que alguns pais sentiram pelo facto de o bispo de Aveiro ter visitado uma escola.
Terá havido, inclusive, pais quem preferisse que a filha faltasse à escola nesse dia.
Eu também fiquei chocada, mas com a intolerância.
Não percebo como se pode achar que uma visita episcopal coloca em causa a laicidade do Estado. Que dizer então das outras espiritualidades que entram nas escolas e que ninguém questiona, como o yoga, reiki e até a meditação. Como católica podia ficar indignada. E as vezes que falam de Gandhi  ou do Dalai Lama?
Perdoem-me os que discordarem mas essa indignação assemelha-se a discriminação. Acho que todos, sem excepção, queremos que os nossos filhos sejam tolerantes e respeitadores da diferença. Que façam as suas escolhas de vida, em consciência e de forma livre. Não sei é como isso se consegue sem os deixar contactar com diversas crenças e vivências. Só se pode respeitar aquilo que se conhece, em minha opinião.
Nisto tu…

«A favor do justo tempo de serviço do sobrevivente oncológico»

Um destes dias recebi, de uma colega, este apelo

"Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «A favor do justo tempo de serviço do sobrevivente oncológico.» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT81505

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos"


Pouco depois cruzei-me com ESTA crónica  da Cocó na Fralda na qual é contada a história da autora.

Não consigo dizer-vos como esta iniciativa me tocou interiormente. Não que, pessoalmente, sinta esta necessidade mas porque no seu preâmbulo levanta questões que se me colocam diariamente e relativamente às quais sinto uma grande incompreensão por parte da comunidade, médica inclusive.

Mas este post não é sobre mim, pelo que vos pouparei aos meus desabafos. Convido-vos, só, a ler e su…

Apaixonei-me

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Sorriso na voz

-Que é isto,mãe?
A pergunta foi feita de um modo que exalava alegria. Posso até dizer que a cachopa tinha um sorriso na voz.
Curiosa, especialmente porque o amanhecer costuma ser tudo menos animado, virei-me para perceber o que a Tita tinha visto. E lá estavam as fotos de duas belas tigelas de caldo verde, devidamente guarnecidas com chouriço.
Nisto sai à mãezinha, minha rica menina.

Dia de sorte

Mr. Boris, o lorde, decidiu ir explorar o mundo ao apanhar uma janela aberta.Por sorte, deve ter ficado assarapantado com o reboliço e paralisou perto de casa. Também por sorte, houve alguém que o reconheceu (afinal vivemos em casa dele) e veio devolvê -lo à procedência. Nem quero imaginar as minhas noites sem os seus miados e corridas pela casa. Foi um dia de sorte, indubitavelmente.

Semana começa de forma auspiciosa

E a minha começou com a ameaça da patroa mais velha fazer as malas e ir embora por não conseguir viver com alguém  (imaginem quem) que faz barulhos irritantes enquanto come.
A coisa promete, portanto!

Supernanny

Ao sábado de manhã cedo, único momento em que sou senhora de me sentar no sofá e fazer algum zapping, é frequente parar a ver americanices no TLC. Noivas a discutir com as damas de honor acerca da escolha do vestido, malta com obesidade mórbida a preparar-se para cirurgias ... uma imensidão de questões mundanas, a acontecer em frente a câmaras de televisão. E eu ali, emparvalhada a ver e sempre a remoer a mesma pergunta "como é possível que existam famílias a exporem-se desta forma?". A conclusão é sempre a mesma - só podia ser na América.  Mas não,  não é só na América que acontece. Aliás, segundo apurei, o formato do Supernanny nem sequer nasceu nos States. Dado isto, eu serei a última pessoa a poder criticar o Supernanny. Ver programas estrangeiros semelhantes e vir depois criticar o português, faria de mim mais parva do que o facto de ser capaz de os ver. Não me orgulho, acreditem, e em minha defesa só consigo alegar que não os procuro. Lá calha, no meio do zapping, e ne…

Percursos pedestres nas manhãs de sábado

-Casa-catequese
-Catequese-casa-pavilhão
-Pavilhão - catequese
-Catequese - pavilhão
-Pavilhão -talho-padaria-casa
-Casa-pavilhão
-Pavilhão -casa
Mais volta, menos volta, assim se passa a manhã. A correr.
Pensando bem, talvez não precise de me inscrever no ginásio.

Cabras sapadoras

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais manifestou-se contra a expressão "cabras sapadoras" que consta de um projecto lei sobre a gestão de combustível florestal. A revolta é tanta que chega a ser insultuosa para as bichanas. Eu cá, não percebo o motivo da indignação. As cabras irão, efectivamente, fazer trabalho de sapa. Para além disso, acho-as amorosas. Seja como for, aguardo ansiosa a resposta do PAN a tão vil ataque à honra do gado caprino.

As insonias do Boris

Tenho duas crianças em casa que, regra geral, dormem lindamente. Depois tenho um gato com insonias, que está a deixar-me à beira da loucura. Ninguém merece.

Porque é que o mar é azul?

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Avóspedagem

Sabem que me derreto com idosos e todos os projectos que contribuam para o envelhecimento activo e acompanhado.

Quando envolvem mistura de gerações então, fico rendida.

Podem ver   AQUI  um projecto delicioso. Claro que é preciso ter sorte, com os jovens e com os idosos, mas isso aplica-se a tudo na vida.

Completa

De longe olho-vos aos três.
Nas cumplicidades em que não caibo,
Vejo realizados todos os sonhos.
Preenchida, sem me encher, do Amor
Que de infinito consegue ser,
Mais inteiro que a perfeição.
Convosco sou mais que eu,
Sou também o que de mim fazem.
 Invencível. Feliz. Completa.

Tita à descoberta do terço

Ontem, à hora de dormir, a Tita descobriu "aquilo que a avó Sissi rezava" e quis saber com o se fazia. Expliquei-lhe que cada sequência de contas equivalia a 10 Ave Maria e que se iam intercalando com o Pai Nosso. De repente começou a rezar à sua maneira, enquanto ia desfiando as contas. No final, ficou muito admirada porque o terço "não chega para a Ave Maria". Afinal a cachopa tinha percsbido que era uma conta por frase. Lá tornei a explicar e ficou decidida a rezar o terço todo mas o sono acabou por a vencer e adormeceu de terço na mão, tal qual a bisa.

The Cranberries - When You're Gone

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Há anos que não ouvia Cranberries, depois de anos a ouvi-los. Hoje calou-se a sua voz e era inevitável relembrar as músicas que marcaram uma parte da minha vida. Tinha só 46 anos. Mais uma partida prematura.

E por falar em aparelho reprodutor

Estava eu, descontraída, a experimentar chapéus de Carnaval com as patroas, quando dou com a mais pequena a apalpar umas mamas avantajadas. Logo ao lado, toda uma parafernália de objectos falicos. Resumindo e concluindo, alguém achou por bem misturar os carnavais todos no mesmo corredor. Eu não levei a mal, apesar de achar a ideia esquisita  (influências ocidentais, certamente). Às cachopas, passou ao lado. Carnaval é  carnaval.

Era uma vez a vida - sistema reprodutor

É impressão minha ou a malta da minha geração, com cachopos no terceiro ano, anda toda a rever o "Era uma vez a vida"?
Nada como as coisas do nosso tempo.

Material escolar

Longe de mim querer ser venenosa, mas eu ficaria chateada (para não utilizar vernáculo sinónimo) se tivesse passado horas da minha mocidade a etiquetar dezenas de lápis e canetas e, quatro meses depois, os visse perdidos pela casa ou substituidos por outros, só por terem bonequinhos.

Ser Refém do Amor

ESTE será, porventura, o texto mais lindo que li sobre a eutanásia.

Leiam atentamente e demorem na parte final. Garanto que valerá a pena.

Tópico para reflexão

Hoje deixo aqui um tópico para reflexão, a mesma que tenho vindo a fazer nos tempos mais recentes.

Porque é que aceitamos determinados comportamentos de algumas pessoas como aceitáveis, e até  engraçados pelo menos à distância, e os de outras achamos execráveis?

Que lugar há para a nossa humanidade, relativamente a estas últimas pessoas?

Questão difícil, pelo menos para mim.

O meu telemóvel é melhor que o vosso!

Não é para me gabar, mas aposto que o meu telemóvel é melhor que o vosso. Tem 1001 funcionalidades. Só não recebe, nem faz, chamadas. Um espectáculo de máquina!

Um oásis no meio do deserto

Ligar a televisão ao início da manhã e começar o dia com a notícia de um sindicato a afirmar que não acompanha um pré-aviso de greve porque não embarca em questões demagógicas foi um mesmo que encontrar um oásis no meio do deserto.

Haja alguma réstea de bom senso nas cabeças deste mundo!

Vender aquecedores no Sahara

Vi a NOTÍCIA da ocorrência de neve no deserto do Sahara e não pude deixar de sorrir.

Afinal há mercado para a venda de aquecedores para aquelas bandas. Tiro-te, ainda mais, o chapéu, Sofia Costa. Tens mesmo olho para o negócio 😉.

Surpresaaaaaaaaaaaaaaaaa

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Quando fez 30 anos, o meu marido (então namorado),  preparou-me um jantar surpresa.

Sucede que se atrasou a ir buscar-me e ainda me disse que tinha de passar novamente por casa por se ter esquecido da carteira e eu, cheia de pêlo na venta como diria a minha avó,  tive a lata de amuar no seu dia de aniversário.

Não sabia era que fazia tudo parte da surpresa que, mero pormenor, era suposto ser feita por mim e não pelo aniversariante.

O que vale é que o rapaz estava apaixonado e relevou a minha estupidez. Em todo o caso, carreguei esta culpa durante 12 anos.

É verdade. Acho que me redimi com o jantarzinho surpresa dos  42 anos do homem da minha vida, miraculosamente, mantido no segredo dos deuses e descobri que gosto tanto de preparar surpresas como de as receber.

No meio de uma série de aventuras e imprevistos, tudo correu mil vezes melhor do que alguma vez poderia esperar.

Aos Amigos, presentes ou por impossibilidade ausentes, o meu muito obrigada. Foi um momento especial dedicado a u…

Quem nunca foi apalpado?

Estava a ler esta crónica muito boa do Paulo Farinha, na qual descreve, de forma hilariante, uma cena vivida em criança depois de ter apalpado uma rapariga, e senti-me transportada aos tempos do ciclo preparatório.

Não sei se no 5.º ou 6.º ano, era moda os rapazes andarem atrás das raparigas para as apalparem.

Foram muitos os apalpões que recebi e outras tantas as caneladas que dei como resposta. Foi mesmo muito raro o dia em que não andei à pancada no ciclo, mas nunca me acanhei. Eu sei que é difícil ver-me assim; eu própria tenho dificuldade mas a verdade é que o meu paizinho ensinou-me uns truques para responder aos rapazes.

Não sabia o que era assédio e acho que os rapazes que o faziam também não. Eram só palermóides à data mas, pensando bem, há comportamentos que se não forem censurados vão sendo encarados como naturais. E os palermas deixam de o ser para passarem a ser verdadeiros anormais.

E por isso é importante falar sobre assédio e sobre aquilo que é ou não aceitável. É imp…

Stephen Hawking - e há 33 anos queriam desligar-lhe a máquina!

Faz hoje 76 anos o Stephen Hawking. Há 33 anos queriam desligar-lhe as máquinas de suporte de vida. A mulher não deixou e ele cá está, vivo e muito válido.

Dá que pensar, não dá?


Parabéns querida Amiga

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Lena,

neste teu dia, para além do tradicional desejo de muitas felicidades, queria acima de tudo agradecer-te por fazeres parte da minha vida.
Não digo mais, porque ambas temos dito tudo uma à outra.
Deixo só uma prova dessa alegria que é ter-te muito Amiga.
Gosto muito de ti.

Brunuzuela - tenho de actualizar o atlas cá de casa

A Tita tem um colega que veio da "Brunuzuela". Já me sentia jurassica por não saber escrever sem acordo ortográfico. Agora percebo que ateos conhecimentos de geografia estão ultrapassados. Oh Deus!

Quem é que resiste?

Olhei para ela e vi que tinha a camisola encharcada. Antes que abrisse a boca, desarmou-me, como sempre. "Mãe, lavei-te aquela taça. Eu sei que me sujei toda, mas foi só para nãote dar trabalho numa coisa!"

Antes dos TPC, a família. Sempre!

- Estás a ver Leonor, a mãe avisou-te para ires fazendo os tpc aos poucos. Não te custava tanto!
- Mas mãe, a tia estava cá. Tinha de passar tempo com ela!

Venha o S. Goncalinho, a Feira de Março, o 10 de Junho e a Restauração

E sigam as festas. Feliz 2018 a todos.