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A mostrar mensagens de Julho, 2019

O chamado realismo

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Em visita às antigas termas da Curia (aproveito para recomendar que façam o mesmo), deparei-me com o chamado realismo. Ao descrever a história de um edifício, questiona-se o narrador se este estará a caminho de uma nova ruína. É provável, diria.

Que grande responsabilidade, ser neta!

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É grande a responsabilidade de ser neta, responsabilidade proporcional ao orgulho sentido só de o ser.
Ser neta do professor Matos e da Dona Silvina é a herança maior que carregarei sem outro peso que não o da tal responsabilidade de, sendo impossível igualar-lhes a grandeza, ser ao menos dela testemunha.
Aos meus avós, da sua sempre neta

Fase do armário, é verdade!

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Sempre fui totó, como diria a minha mãe. Até diria mais, ainda sou.
Mas, apesar dos pesares, também tive a minha fase do armário.
Obrigada prima, pela prova da minha tímida rebeldia (ou terão sido 4 mãos daninhas para me incriminar?).
Acusem-se, prima e sis, ou calem-se para sempre.

Medos - hoje como há 10 anos!

Há 10 anos, por estes dias, preparava -me para iniciar a quimioterapia. Entre deixar de amamentar a Leonor, com apenas 2 meses, e ir cortando o cabelo,  pela elevada probabilidade (que acabou por não se verificar) de ficar sem ele, os medos eram muitos. O principal era, sem dúvida, o de a minha filha crescer sem mim.
Passada uma década, tudo parece não ter sido assim tão difícil. O tempo é amigo da memória, no que a mim diz respeito.
E é curioso fazer a retrospectiva e perceber quantos medos a vida já me trouxe depois daquele, o maior de todos. Perceber quão mutáveis são as realidades e quão importante é  não permitir que os medos ( inevitáveis, diga-se o que se disser) nos tolham os sentidos e decisões.
Hoje, como naqueles dias, tenho medos. Outros. Mas hei-de conseguir superar a sensação.

O que está errado nesta história?

- Mãe, agora não posso falar. Vou para uma reunião!
Fim de chamada.

Coisas que preocupam na passagem para o quinto ano

O que é que preocupa uma criança que passa para o quinto ano? O intervalo de 5 minutos, pois se nem em 30 consegue comer o pão que leva na lancheira!
Coisas triviais para nós, adultos, peritos em antecipar preocupações.
Que posso desejar mais senão que as preocupações da patroa mais velha tenham sempre estes fundamentos existencialistas.

Tocante

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Quando vi o Boris entrar na gaiola da Tosca, deitar-se e percebi que a Tosca não demonstrava nenhuma agitação, contrariamente ao que acontece quando ele ousa meter a pata na gaiola, percebi que algo se passava.
Aliás só aí percebi que o pobrezinho não devia estar nada bem.
Lá o levei ao veterinário mas, ainda assim, longe de imaginar o cenário.
O bichano está com uma insuficiência renal aguda e eu divido-me entre a imagem ternurenta que me tocou e despertou os sentidos e a culpabilização por não ter notado nada de muito diferente antes.
Tocante, em todo o caso, esta relação de amizade entre dois animais.

Duas certezas inabaláveis

Tenho poucas certezas inabaláveis mas há duas que me parecem inquestionáveis.

O pão de manteiga da vizinha é sempre melhor que o da nossa casa

Isso e as mães dos amigos.

Tão certo como dois mais dois serem quatro.

É a vida. Não foi por falta de aviso
 Filho és, pai serás.

Numa análise superficial

Numa análise superficial, dir-se-ia que a permanente obrigatoriedade de respirar é incompatível com vírgulas; pontos finais e parágrafos.

Mergulhar e vir à tona, só rapidamente e na estrita medida do necessário.

Eventualmente sim, percebida qual seja a unidade de mensuração.

Questões difíceis estas as que envolvem diferenciar a vida da sobrevivência.