quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Desejos das meninas para 2015

A Leonor anda eufórica com a chegada de 2015, ano em que fará 6 anos, irá para a primária e, está convicta, lhe cairá o 1,º dente.


Para ela está tudo tão interligado que acho mesmo que acredita que os factos ocorrerão todos em simultâneo, já amanhã.


A pequena, por seu lado, foi contagiada pelo entusiasmo da irmã e procura utilidade para todas as prendas de Natal que recebeu de modo a que as possa "levar para a primária".


No que toca aos seu projectos pessoais, limita-se a sonhar com o dia em que fará 4 anos. "4 anos, mãe; vou fazer 4 anos!", diz-me com os olhos a brilhar.


Perante objectivos tão importantes, quanto pueris, percebo que qualquer um que possa traçar será fútil.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Habitual meditação de fim de ano

Não consigo fugir à meditação de fim de ano e, estando nesse processo, decidi relembrar a que fiz no final de 2013 (podem ler aqui).

A minha surpresa não podia ser maior, ao ver aquilo que desejei que acontecesse em 2014 - recuperar a serenidade!

Isto porque estava convencida que não tinha alcançado nada daquilo a que me tinha proposto, de uma lista de 5 míseros pontos.

- Não li 6 livros (mas gostei dos que li; aliás só termino livros dos quais goste)
- Não escrevi um livro (mas escrevi 1 página e mais de 500 posts no blogue)
- Não tive aulas de canto (mas fiz uma aula experimental)
- Não bordei um quadro (mas bordei uns pontos)
- Não caminhei 1 única vez antes das patroas acordarem (aqui o falhanço foi redondo)

Apesar disso RECUPEREI aquilo que mais queria, a tal serenidade que me tinha sido roubada por uns infelizes sem alma.

O ano foi intenso ao nível das emoções; foi o ano em que ficámos sem a presença física do nosso patriarca.

Contudo, e apesar da dureza das circunstâncias em que a partida ocorreu, sinto (e sem qualquer tipo de demagogia) que o Amor se fez ainda mais presente na família e, mais uma vez, saímos fortalecidos de mais uma prova que a vida nos colocou no caminho (isto sem prejuízo de, exteriormente, continuarmos sempre a embirrar uns com os outros).

Foi também um ano marcado por uma  notícia que ninguém quer receber, a da doença de uma Amiga, e que me levou a pegar nas armas para, juntamente, com ela dar mais uma coça ao parvo do linfoma.

E foi o ano em que cruzei a meta (mental) dos 5 anos pós quimio.

Foi por isso, e apesar das adversidades, um ano especial.

Em 2015, para além dos óbvios e mais ou menos (in)confessáveis, o meu grande propósito é o de diminuir o número de fretes.

Estou uma rapariga cada vez mais hedonista, ainda que consciente que a minha vontade nao é livre e, acima de tudo, que a minha liberdade começa onde a dos outros acaba o que a torna algo difícil de gerir.

A todos quantos me lêem um excelente ano de 2015, pleno de objectivos alçançados e com o mínimo de fretes possível.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Da gripe em família

A minha rino-faringite (se é que algum dia o foi) virou gripe. Já não me lembrava de ter uma destas, nem de ser tão pouco resistente à febre.

Mas pior do que a febre e de uma tosse horrorosa, que quase faz os pulmões e brônquios saltarem boca fora, é estar enfiada em casa com estas duas terroristas, igualmente doentes.

Contrariamente aos pais, as pequenas têm uma excelente reacção à febre e é frequente ser surpreendida pelo termómetro quando, segundos antes, andavam a saltar, berrar e esgadanhar-se uma à outra.

Depois de uns dias a ameaçar, hoje foi dia de também o papá encostar às boxes.

De modos que a dúvida, neste momento, é que pijamas escoler para a passagem de ano sendo que nem aos saldos podemos ir.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Antibiótico, pois claro.

Depois de 3 idas ao médico, eis que foi receitado antibiótico à Leonor (eu tive mais sorte, que só precisei de ir lá duas vezes.

Aparentemente passámos da fase em que se receitava antibiótico por "dá cá aquela palha" para a fase de experimentar o sistema imunitário ao máximo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Arrumada para a sucata

Estou arrumada para a sucata.

Mas para que é que a malta tem faringe? Dói como tudo. E piora com a medicação. Ou então é da idade.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Rino-faringite (à dúzia é mais barato)

Uma das prendas de Natal que recebemos cá em em casa veio em dose dupla :  rino-faringite para a Leonor e sua mamã.


Obrigadinha Pai Natal!

E não é que o Pai Natal tem papel de embrulho igual ao cá de casa?!!!

Ele há cada uma. Não é que o Pai Natal tem papel de embrulho igual ao cá de casa? (segundo observou a Leonor).


Este ano ainda escapou (a Leonor acredita que o Pai Natal faz o papel, por acaso igual ao que comprei numa loja), mas terei de aprimorar a técnica se quiser que esta magia se mantenha mais algum tempo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O que (vos) desejo neste Natal

O que (vos) desejo neste Natal é o mesmo que desejo nos outros dias do ano.


Em resumo, que todos os dias sejam Natal.


Com mais, ou menos, luzes e embrulhos, desejo que a Paz, Amor, Saúde sejam constantes na vida de cada um para que, sem medos, possam ir à luta por aquilo que desejam. E que tenham a Felicidade de ver a vossa família unida.


Se a tudo isto se somarem uns trocos nos bolsos, ainda melhor.


Assim, o que vos desejo é aquilo que quero para mim.


Um doce e Santo Natal

Blackout no SCP

Sou só eu que acha que decretar um blackout no Sporting foi a única coisa sensata que o Bruno de Carvalho fez?


Duvido é que o próprio consiga manter-se caladinho. O que é pena.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Em modo preparação da consoada

E eis que a família se encontra em modo preparação da consoada




- Lampreia de ovos- check


- Pudim de côco - check


- Bolachinhas - check


- Pão de ló - check


- Leonor cheia de febre - check   :(

Partiram adiantados

Todos aqueles que amamos partem adiantados, independentemente da idade que tenham.

A vontade era amarrá-los com uma corrente, presa aos nossos tornozelos e não os deixarmos ir.

Resta a certeza de que a vida terrena é só um momento e a morte uma passagem para a eternidade.

Neste Natal enquanto nós festejamos cá em baixo pai e filho festejarão lá em cima e estaremos todos juntos numa distância que é só física.

Para eles (meu avô e tio/padrinho), esta belíssima música

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

My Favorite things

Pára tudo que dia 25, pelas 14h00, vai acontecer serviço público na RTP1.


Eu, que não vejo o Música no Coração há uns 2 ou 3 aninhos, vou ficar de nariz colado ao écran.




That´s one of "My Favorite things"

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jogo sujo

Ultimamente, estou no centro de uma disputa entre as minhas filhas.


As pequenas fazem de tudo para se evidenciar perante mim, preferencialmente evidenciando as falhas uma da outra.


Esta semana cada uma delas trouxe um presépio feito na escolinha.


A Leonor ficou toda orgulhosa quando disse que o presépio seria para a minha colecção. Já a Tita, mais racional, diz que o presépio é dela.


Claro que a mana mais velha aproveitou a deixa para jogar sujo e dizer que se não me dava o presépio era porque não gostava de mim.


Nesta guerra vale tudo, mas a Tita não vacila. Assegura que gosta muito de mim, mas isso não significa que tenha de me dar o presépio.

Por favor, internem-me!!!

A próxima vez que me ouvirem dizer que vou fazer bolo rei, internem-me.




É um favor que fazem.


Não fosse o Amor e a Amizade que me impeliram a entrar nesta loucura, já tinha voado tudo pela janela.

5 anos livre de drogas!

Há 5 anos, neste mesmo dia, escrevia este post a anunciar ao mundo a última sessão de quimio.


A partir daí fui fazendo uma contagem decrescente, mais ou menos (in)consciente, tendo como meta o dia 22 de Dezembro de 2014. Aquele em que ouviria a palavra "CURA".


E eis que o dia chegou. Dir-se-á (eu própria o sei) que é "só" mais um dia.


Mas o "só" que mudou ao longo desta jornada de 5 anos foi tudo na minha vida, desde as cores que vejo aos cheiros que sinto, passando por aquilo que dou e, em dobro, recebo.


Ainda não tive alta, tal como imaginaria fosse acontecer em Dezembro de 2014 e sei que tudo será igual de hoje em diante, eu é que me sinto diferente a cada dia que passa. E cada vez mais feliz.









sábado, 20 de dezembro de 2014

O puto e a pu ...............

Cá em casa vivemos a deslumbrante fase de descoberta das palavras.


As mais recentes são o puto e a pu ....


Nem a vale a pena dizer mais nada.


Imaginem só a animação que por aqui se vive.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Às vezes conseguem ter piada, mesmo de manhã

Estava eu a tomar o meu banho matinal de 30 segundos (aqueles que as patroas me concedem), quando ouço bater à porta da casa de banho.

Estranho (muito) já que uma das minhas maiores lutas, de momento, é conseguir que a Leonor comece a bater à porta antes de entrar e, ainda por cima, a porta estava entreaberta.

Momentaneamente acreditei (santa ignorância) que a cachopa já tinha interiorizado o ensinamento e disse-lhe para podia entrar.

Com o seu jeito teatral disse "mãe, tens de ir lá abaixo ver o que a Tita fez!!! Deu com a mão na garrafa do iogurte e entornou-o todo!!!".

Irritada com mais uma queixinha parva, respondi-lhe que não precisava de se ter dado ao trabalho de subir as escadas para denunciar a irmã e que quando eu chegasse lá abaixo iria ver e limpar.

Vaidosa, disse-me que queria ser ela a limpar ao que eu reagi com um "Muito bem! Vês, tinha sido muito mais bonito da tua parte se tivesses feito isso logo, em vez de vires aqui fazeres queixinhas."

A conversa terminou com a resposta, elucidativa, da Leonor - "Está bem, eu vou. Vamos fingir que eu não vim fazer queixinhas".

Às vezes conseguem ter piada, mesmo de manhã e com a mesa cheia de iogurte seco.




Porque acredito no espírito natalício

Acredito verdadeiramente, e cada vez mais, no espírito natalício.


Para os crentes o Advento é tempo de esperança que (indo à origem etimológica da palavra) significa "espera alegre".


E porque a alegria é contagiante sinto, de facto, que nesta época ela anda no ar.


Não prescindo dos presentes, enquanto símbolo de Amizade, e daria muitos mais se pudesse.


Se calhar tenho gestos e palavras com pessoas que não vejo há séculos, outras das quais nem gostarei assim tanto e outras até que só "conheço" do facebook.


Mas não assumam isto como falsidade (NOTA-aqui refiro-me a comentários que tenho lido sobre esta época e que não me eram dirigidos particularmente).Acreditem no espírito natalício e entrem na onda, não esquecendo que cada um de nós tem o seu papel e "comportamento gera comportamento".


Continuação de um feliz Advento





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Confesso-me aterrorizada

Isto de ser mãe, às vezes dá medo. Medo de não conseguir domar as feras.


Hoje é um daqueles dias em que estou aterroriza, muito provavelmente à conta de um amanhecer daqueles bem difíceis.


Amanhã será outro dia, ou não.


Nem quero pensar na adolescência.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Com vinagre não se apanham moscas e eu sou uma caloteira

 Sou assinante da revista Cruzada desde o colégio (já lá vai mais de 1/4 de século).


A revista tem-me acompanhado ao longo da vida e nas mais diversas moradas.


Na semana passada recebi uma cartinha muito simpática, com um calendário de 2015 e uma pagela de Nossa Senhora.


Junto, e sem qualquer comentário, vinha uma factura. Tudo seria normal e sem reparos, não fosse a data da factura ser 1 de Janeiro de 2014.


Ou seja, esta caloteira que vos escreve esqueceu-se de pagar a assinatura do ano 2014 e o Secretariado Nacional do Apostolado da Oração foi de uma subtileza tocante.


A carapuça serviu-me de tal modo que não só regularizei o débito como liquidei o valor da assinatura referente ao ano de 2015.











As minhas filhas têm vergonha de mim. Sniff,sniff

O meu pai sempre me avisou "filho és, pai serás".

Depois de anos com vergonha de ouvir a minha mãe cantar (mesmo sem público), é a vez de ser mandada calar pelas minhas filhas.

As cachopas já têm vergonha de mim.

Socorrooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

domingo, 14 de dezembro de 2014

E a Tita, que pede ao Pai Natal?

Um Nenuco?


Uma barbie?


Um puzzle?




Nahhhhhhhhhhhhhh


Um frigorifico, claro. Perguntei-lhe se quer que venha cheio de chouriços, mas a cachopa diz que e dos de brincar.

A Leonor escreveu ao Pai Natal ... e emocionou-me

A Leonor acredita que o Pai Natal ouve tudo o que as crianças dizem e, por isso, não se preocupa em escrever-lhe.


Mas ontem surpreendeu-me, e comoveu-me, quando me disse que tinha escrito um postal ao Pai Natal, a pedir-lhe que eu não ficasse doente outra vez.


Quando as meninas vêem as minhas cicatrizes e perguntam como as fiz, respondo-lhes que a mamã esteve doente e os doutores tiveram de lhe tirar um bichinho, nada mais do que isso.


Um dia (quando for crescida) havemos de falar sobre o que vivemos juntas.







sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

6 anos depois ....


Eu sei que todos os anos conto a mesma história, mas quanto a isto não há volta a dar.
Foi no dia do jantar de Natal do meu trabalho que ouvi, antes de sair para a consulta onde iria saber o resultado da biópsia, "vai e volta, independentemente do resultado".

E eu fui e voltei para o jantar, apesar do "minha querida, vai ter que vir comigo ... ao IPO".

E é isto que quero partilhar, juntamente com uma foto tirada hoje ... antes de mais um jantar de Natal.



Vai-te matar!

Percebemos que há coisas da vida que escapam ao nosso controlo quando a nossa filha de 5 anos se vir para nós e diz "vai-te matar!".

Parece que está a crescer e ganhar asas a piolhosa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Longe levaremos Teu nome


De saber-Te rochedo

Vivemos sem medo

Por saber-Te nascente

Queremos ser foz

Tornar o Amor presente

Deixar-Te desaguar em nós

E longe levaremos Teu nome

Àqueles não o lembrem

Sentindo de Ti a fome
Aspirando sem saber a quem

Do mordomo ao contabilista, passando pelo motorista

Longe vão os tempos em que a culpa era do mordomo. Parece que agora é do contabilista, já para não falar do motorista.


Para mim, e depois daquilo que ouvi ontem, a culpa será dos arquitectos da teia (grandes cabecinhas aquelas)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

250.000 euros

Com 250.000€ seria uma mulher ainda mais feliz.

Não é pedir muito, pois não?

Um estado de alma

Há dias recebi um daqueles e.mails institucionais, disparados para 1001 caixas de correio, com uma mensagem de Natal.


Terá sido, dentro do género, o e.mail mais singelo que recebi. Não tinha figuras alusivas, nem grande rigor estético. Dizia tão somente "O Natal não é um momento, é um estado de alma" e não me podia ter tocado mais.


Acredito plenamente que o Natal não é (ou pelo menos não deve ser) um momento, mas também acredito no "espírito natalício" que parece pairar sobre nós em Dezembro.


Aquele "espírito" que faz com que arranjemos momentos, que ao longo do ano foram difíceis de encontrar, para estar com amigos que não vemos desde Dezembro do ano passado.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aceitam-se encomendas

O meu homem tem-se revelado cada vez mais prendado.


Depois dos bolos de aniversário das cachopas vieram as conservas, o molho de tomate, os iogurtes e agora o pão-de-ló de Ovar.




Mais uns tempinhos e começo a aceitar encomendas que isto dos talentos tem de ser colocado a render.

domingo, 7 de dezembro de 2014

De pequenina se começa a espalhar boatos

(Versão da Tita)


- Sabes, Leonor, a X não vai ter prendas de Natal porque tirou notas à mãe!


(Versão Original)


- Sabes, Tita, a X não vai ter prendas de Natal porque tirou más notas na escola.

Escrito está o destino

Escrito está o destino
De quem se resigna à sorte
Vendo todo o fim na morte
E esquecendo o seu espectro divino

sábado, 6 de dezembro de 2014

Se isto não é o diabo, então não sei que será

Vai que hoje estava a folhear uma revista de culinária e deparei-me com uma receita de lasanha de alheira.


Se isto não é o diabo, então não sei que será.

Qual Passos Coelho, qual Merkel?

Qual Passos Coelho, qual Merkel?


A culpa de todos os males do mundo é das mães. Pelo menos aos olhos das minhas crias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Só eu não tenho amigos destes ....

Já que hoje estou numa de reflectir sobre a Amizade, partilho esta notícia que chega a ser comovente.

Só eu é que não tenho Amigos assim ...

Mas deixem que vos diga que as liberalidades dos meus Amigos são bem boas, a diferença é a sua intangibilidade.

Carta de Séneca a Lucílio

(Carta IX)
 
Para que me esforço para obter um amigo? Para que eu tenha por quem eu possa morrer, para que eu tenha a quem seguir no exílio, à morte de quem eu me oponha e impeça. 
Isso que tu descreves, do que se aproxima em vista do que é vantajoso, do que se espera que haja algo a ganhar, é comércio, não amizade. Não duvides que o amor possui algo similar à amizade: que se possa dizer aquele afecto [ser] uma amizade enlouquecida. 
Acaso alguém ama por causa do lucro? Acaso alguém ama por causa da ambição ou da glória? O próprio amor, por si mesmo indiferente a todas as outras coisas, inflama os espíritos para o desejo da Beleza não sem esperança de ternura mútua. E então? A causa do que é digno forma aliança com um afecto torpe?
«Não se trata», dizes tu, «agora [de discutir] isto, se a amizade deve ser buscada em razão de si mesma». 
Pelo contrário, nada é mais necessário. Com efeito, se deve ser procurada em razão dela mesma, só pode atingi-la quem se basta. «De que modo então a atinge?» Do mesmo modo que atinge a coisa mais bela, não [sendo] atraído pelo lucro nem atemorizado pela inconstância da fortuna. Trai a majestade da amizade quem a procura em vista da circunstância favorável.

PS

E eu, ignorante, que até esta semana desconhecia as cartas de Séneca a Lucílio

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

São os ciúmes, Senhor. São os ciúmes

E esta manhã estava tudo a correr na perfeição até que ... (e há sempre um quê), D.ª Maria Leonor percebeu que eu iria levar a irmã à escola e por isso  não me teria a mim, sua escrava de eleição, a vestir-lhe o bibe.


Vai dai começa o berreiro em plena rua, com a particularidade de o tom aumentar à medida que se afastava, a espernear, ao colo do avô.


Os ciúmes são tramados.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Coisas que me dão nos nervos

Tenho uma opinião muito própria, e eventualmente pouo demagógica, sobre a contratação colectiva. Aquilo dá-me nos nervos, por variados motivos.


Mas já que tenho de levar com ela, gostaria que alguém informasse os senhores que alimentam o site do GEP com as actualizações do Boletim do Trabalho e Emprego que a listagem de CAE´S já vai na revisão 3 (publicada há uns tempinhos, no longínquo ano de 2007).


Em todo o caso, se for para fazerem o que fizeram com o site do Diário da República e começar a cobrar pesquisas básicas é melhor deixarem estar. Assim como assim já estou habituada a recorrer à tabela de conversão.

O diabinho que há em mim

O diabinho que há em mim andou sereno durante algum tempo até que resolveu despertar.


Tudo aconteceu esta noite, sob a forma de sonho assim a fugir para o pesadelo.


O danado anda mortinho por arranjar um pretexto que me solte a língua e me leve a dizer umas quantas verdades a uma criatura presunçosa e sem princípios com a qual, lamentavelmente, me cruzei em tempos.


Por sorte, o anjinho bom que co-habita com o diabinho vai levando a sua avante mostrando-me, a cada momento, que há casos (muitos até) em que o silêncio é a melhor resposta.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Se pudesse tomava todas as dores dos meus

Desde que fiquei doente, que o que mais peço a Deus é que se alguém tiver de ter dores que seja eu e não os meus.


Hoje peço-o de forma especial, porque sinto os Amigos como parte de mim.



A gestão do conhecimento no casamento

Depois de uma manhã passada a falar de um tema tão importante quanto intangível como é a gestão do conhecimento, lembrei-me de uma importante dica que nos foi dada durante o curso de preparação para o matrimónio.


Dizia-nos o senhor diácono que todos os meses, no dia em que assinala mais um mês de casados, o casal devia parar uns minutos para fazer um ponto de situação.


Estava a falar precisamente na importância da gestão do conhecimento.


Nos primeiros meses tentámos cumprir religiosamente. Agora fazêmo-lo com menos frequência mas posso asseverar que, é de facto, muito importante esse momento.


E vou terminar por aqui, antes de me transformar em conselheira matrimonial de trazer por casa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A nossa pintainha está doente

1h 30 da matina e andava esta alma de Deus a limpar o conteúdo do estômago da Tita.


A pintainha está doente (embora a recuperar à velocidade da luz) com aquilo que o médico definiu como "amadurecimento de uma doença qualquer", provavelmente uma daquelas famosas viroses que toda a gente conhece mas nunca ninguém viu.


Durante o dia andou prostrada, quase matando os avós de tristeza e preocupação, mas começa a ir ao sítio.


Nada pára a Tita, nem uma virose.