segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

1.º cuidado a ter na escolha do infantário

O 1.ºcuidado a ter na escolha do infantário é a leitura do regulamento.

Infantários que encerrem dia 24, 26 e 31 de Dezembro são de rejeitar liminarmente.

É uma amiga, experiente, quem o diz.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Leituras


Gos ... gos to

Dizer que se gosta de alguém é difícil, talvez por expor aquilo que nos é mais íntimo.

Mas a dificuldade vai além da parte sentimental. A palavra é complicada de dizer.

Basta ver a Tita responder à pergunta "gostas da mamã".

A língua enrola-se-lhe toda, mas não desiste. Gos ... gos to diz a pequenita, ao mesmo tempo que sorri e me abraça certa de que me deixou KO.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Obrigada Baptista da Silva

Poucas coisas me têm divertido tanto, ultimamente, como este "fait divers" originado pelo Baptista Silva.

Para além da criatividade que todos temos de lhe reconhecer, é um excelente exemplo da importãncia que a imagem e um bom paleio têm quando queremos alcançar alguma coisa.

Um ser bem falante, que apresenta um cartão de visitas bem feitinho e diz que vem de uma organização estrangeira tem as portas abertas.

Não sei qual terão sido as suas intenções, para além da dar tanga ao pessoal, mas achei brilhante.

Baptista da Silva só se esqueceu que os ex-colegas de cela também vêem televisão e, como tal, rapidamente seria desmascarado.

Foi rápido o estrelado, mas algo me diz que não será efémero. A história ficará na memória como uma das coisas que fez rir os portugueses num ano que foi tudo menos engraçado.

É bem provável que a proeza valha mais um processo crime a Baptista da Silva e uma, provável, condenação. Que o nosso PR não se esqueça dele nos próximos indultos.

Aposto que nunca viste a Tosca

D.ª Maria Leonor é uma caixinha de surpresas.

Em plena sessão de cinesiterapia, que sempre acreditei não iria acontecer por desistência da fisioterapeuta, e depois de muito de gritar sai-se com um "aposto que nunca viste a Tosca".

A seguir salta do colo da fisioterapeuta para ir colocar o dvd da sua 1.ª ópera.

A fisioterapeuta ficou tão desconcertada que só conseguiu dizer " ai Leonor, tens mau feitio e vês estas coisas".

Reposta da surpresa, lá conseguiu finalmente estabelecer diálogo com a sua peculiar paciente que lhe foi explicando a trama.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desperdício alimentar - lembrete para 2013

Há cerca de uma semana ouvi o resultado de um estudo que concluiu que cada português deita para o lixo uma média de 90 kgs de comida por ano.

Pareceu-me um exagero, mas fez com que ficasse mais atenta ao desperdício alimentar cá em casa.

E de facto, muitas vezes nem nos apercebemos da comida que vai para o lixo.

Que atire a 1.ª pedra quem nunca se enganou na medida do arroz ou da massa, nem cozinhou carne a mais porque estava congelada toda junta, se esqueceu do tupperware com sobras de um jantar ou teve preguiça de arranjar legumes que, com o tempo, acabaram por ficar velhos.

E enquanto isto nos acontece, há milhões de pessoas a passar graves privações. E não é só comida que deitamos fora, é dinheiro que se fossemos juntando (se deitámos fora é porque se tratou de uma despesa desnecessária) daria, após algum tempo, para um pequeno mimo.

Para quem, como eu, não é criativo, há montes de blogs com ideias para aproveitar restos de comida. Aliás, não me canso de dizer que muitos dos pratos mais apreciados actualmente nasceram da necessidade de aproveitar restos (olhem as pizzas, açordas e tripas à moda do Porto).

Outra ideia que ajuda, a poupar comida e tempo, é planear as refeições de forma a que o resto da lata de cogumelos usados ontem sejam utilizados amanhã noutro prato.

Esta é uma rotina que, periodicamente, tento implementar mas vou sempre abandonando por desorganização crónica.

Em conclusão, vale tudo menos deitar comida fora em 2013. O bolso ea sociedade agradecem.

Gestão de emoções - desejo para 2013


Há dias falava com alguém, que me dizia que o cansativo não é trabalhar (e é alguém que trabalha muiiiito), mas gerir as emoções.

Aquilo que esperam e exigem de nós. Os julgamentos sumários quando não damos resposta no mesmo segundo.

Percebi bem o que me estava a dizer. Sinto exactamente o mesmo.

Gerir emoções e feitios, e andar com paninhos quentes de um lado para o outro, é das coisas mais esgotantes que pode haver. Viver em sociedade é difícil.

Todos somos e sentimos de forma diferente, mas poucos se preocupam em perceber porque é que o outro é ou sente daquela forma.

Poucos tentam ir além das aparências e procurar saber porque é que aquela pessoa não atendeu o telefone na hora em que precisámos, porque é que falou de forma menos simpática (...).

A tendência imediata é criticar e elaborar teorias da conspiração absurdas. E vamos vivendo num clima de constantes guerrilhas que vai minando tudo à volta.

Falta muita  tolerância neste mundo em que vivemos e é no sentido de inverter esta situação que vão os meus desejos para 2013.

Olhemos menos para o nosso umbigo e mais para o daqueles que nos ladeiam.

A vida tornar-se-á, certamente, mais leve.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Quanto vale saber escarrar

Em 1.º lugar peço desculpa pelo título pouco simpático, e até nojento, mas preciso mesmo de desabafar.

A Leonor não sabe escarrar (verbo utilizado pela pediatra) e recusa-se, terminantemente, a tentar fungar.

Como resultado destas suas características, encharca os pulmões e daí até à febre é um instantinho.

À conta disto já lá vão cerca de 200 euritos este mês, entre consultas, medicamentos e sessões de cineseterapia.

O que custa não é propriamente o dinheiro, apesar de conseguir imaginar 1001 maneiras de o empregar melhor, mas aturar uma menina que, já em condições normais, é temperamental (como gosta de dizer a avó Lili).

A Benedita consegue escarrar e já funga muito bem. As proezas não são, porém, suficientes e a rapariga tem tendência a entupir os canais auditivos e, consequentemente, fazer febre.

Este mês não me posso queixar dos custos, pois foi à pediatra na onda da irmã.

Agora imaginem estas duas enfiadas em casa, doentes. E imaginem a Leonor a acordar da sesta e ir directamente para o colo da fisioterapeuta para fazer a sua ginástica respiratória.

A Leonor berrou durante uma hora. A Benedita, que nem é muito de colo, aproveitou todos os segundinhos de distracção para se aninhar no colo da fisioterapeuta que devia estar a maldizer a sorte que lhe calhou hoje na rifa.

Como se não bastasse, o papá telefonou a dizer que ia a caminho do médico. Mais uma amigdalite ou não me chame eu Susana Alice.

Tem sido um circo o dia todo e a palhaça sou eu, naturalmente, que só me apetece fugir de casa.

Ainda se segue o banho e as nebulizações.

Socorroooooooooooooo, tirem-me deste filme.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Linda homenagem a Dona Canô





Faleceu, aos 105 anos, Dona Canô. A mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania era uma simpatia e recebia com um  grande sorriso os turistas que lhe iam tocar à campainha de casa.

Fui uma das que por lá passou, em Abril de 2000, e que ficou enternecida com a sua humildade.

Não é à toa que os brasileiros tanto a admiravam e viam como exemplo de mãe.

No momento da sua partida, aqui fica uma singela homenagem.

Carta ao Pai Natal

Caro Pai Natal,

sei que, habitualmente, as cartas são escritas antes do Natal mas, na impossibilidade de o contactar de outra forma (foi tão rápido a comer os biscoitos e beber o leite que  nem dei por si), recorro à presente.

Começo por agradecer a sua generosidade. Este ano esteve particularmente umaginativo. Gostei muito da cana de pesca.

 Imagino que a seguir ainda venha a decsobrir uns vouchers perdidos para utilizar num qualquer serviços de babysitting, já que me parece que pescaria não rima com criancinhas.

Não posso, porém, deixar de fazer um reparo. No entusiasmo da quadra festiva, acabou por arranjar um belo sarilho cá em casa.

 Quando se oferecem duas bonecas a duas irmãs, das duas uma. Ou não se oferece carrinho para as mesmas ou oferecem-se dois carrinhos. Um por boneca.

Mas, mas nunca, um  só carrinho. Adivinho tempos de fortes disputas à conta do instinto maternal das minhas meninas.

São lapsos destes que podem desvirtuar o espírito natalício. Paz viste-a.

A evitar futuramente, combinado?

domingo, 23 de dezembro de 2012

Do Ruca à Tosca numa mesma manhã

Já aqui dei conta do eclectismo, musical, de D.ª Maria Leonor.

Ultimamente fica encantada, sempre que ouve música clássica e ópera.

O papá, bastante mais erudito que eu, a esse e outros níveis, anda deliciado e não perdeu a deixa.

Vai daí, ofereceu à pequena um DVD com a Tosca, de Puccini.

E a pequena adorou. Só ontem, viu a ópera duas vezes, sendo que a mesma tem uma duração superior  a duas horas.

O pápá está encantado e eu, que sou mais pop, acho piada, .. durante os 5 primeiros minutos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A todos um doce e sereno Natal

Para vos desejar um doce e sereno Natal, escolhi uma foto do presépio que veio aumentar a colecção este ano.

É o presépio mais lindo que já vi, não tivesse sido feito pela minha cria mais velha lá na escolinha.

E porque os nossos votos são sinceros e singelos, também a foto é caseirinha (reparem só na qualidade e luminosidade). Foi tirada por mim, claro está, que como se vê necessito desesperadamente de um curso de fotografia.

A todos um Feliz Natal, são os votos da família Neves Pinto

Feliz Natal Silvina Chérie

Silvina chérie,

para não variar, no meio de toda a minha desorganização, deixei passar o tempo e quando vi já não tinha forma de te fazer chegar o meu postal de Natal em tempo útil.

O teu não falhou e encheu-me o rosto com um sorriso, misturado com as cores  rosáceas de quem se sente envergonhado a valer. A tua letra perfeitinha põe os meus gatafunhos a um canto escuro.

Obrigada chérie por, entre outras coisas, fazeres com que continue a acreditar no carteiro.

Que este Natal, e ano novo, te tragam muito sushimi, viagens e festinhas do Lambard.

Um beijinho muito grande desta que nunca te esquece.

PS
A Benedita pergunta quando voltam a lambuzar-se, juntas, com uma tripa de chocolate

3 anos já lá vão

Faz hoje 3 anos que fiz a minha última sessão de quimio.

Lembro-me da ansiedade com que esperei  por aquele dia e de chegar ao fim com uma enorme vontade de chorar, causada provavelmente pela descida da adrenalina.

O Pai Natal chegou mais cedo a minha casa, em 2009 e nunca o bacalhau cozido da consoada me soube tão bem.

Apesar da distância e de tudo o que já se passou entretanto, ainda consigo sentir o cheiro do Hospital de Dia. Acho que nunca deixará de me agoniar.

As memórias não me abandonam, mas é tempo de fazer contas à vida.

3 anos passaram, está percorrido mais de meio caminho para chegar à minha meta. Os 5 anos que alguém convencionou serem o tempo suficiente para se pronunciar, com segurança, a palavra cura.






sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Serviço de babysitting precisa-se

Pais de duas crias procuram babysitter para a noite de 29 de Dezembro.

É desejo destes pais dar um saltinho até Guimarães para ver os Resistência.

Exige-se do(a) babysitter que tenha uma dose de coragem a roçar a loucura (requisito difícil de compatibilizar com a responsabilidade que o cargo impõe.


A menos que surja uma solução milagrosa, parece mais provável os Resistência virem a casa destes pais do que eles terem ordem para rumar a norte.

Desabafo da Leonor

Desabafo da Leonor (esse poço de santidade) após uma ataque de fúria da Tita que envolveu pratos pelos ares:

"Nós não podemos ter esta irmã; esta menina é impressionada".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O sentimento de culpa de uma mãe

Isto de, não saber distinguir os sinais de que algo pode estar mal, é terrível.

Devia ter estranhado quando ontem, ao chegar a casa, encontrei a Leonor a falar pelos cotovelos e a contar tudo o que tinha feito durante o dia. Normalmente fecha-se em copas.

Fiquei tão contente, ao vê-la assim, que quando se recusou a jantar pensei que estava a fazer fitas.

Ameacei com a proibição de ir à piscina e telefonemas ao Pai Natal. De nada valeu.

Depois perguntei-lhe o que queria. Respondeu que só queria colo. Armei-me em mãe disciplinadora e pu-la de castigo no sofá, com a a promessa de que não comeria nada até ao dia seguinte.

Afastei-me e quando me tornei a virar para ela, vi-a encolhida no sofá. A pobre estava mesmo doente e eu a pensar que era birra.

Já fomos ao médico e não é nada grave, mas sinto-me um trapo. Estou cheia de remorsos.

O que vale é que tenho testemunhas. Nada indicava a doença súbita.

Mas o pior de tudo é ver uma cria doente. Se pudesse transferia a doença para mim.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Filhos criados, trabalhos dobrados

Sem querer desanimar ninguém, posso comprovar que o ditado popular "filhos criados, trabalhos dobrados" não podia estar mais certo.


Quem tem filhos bebés está sempre à espera do dia em que eles serão mais autónomos para poder descansar.

Pois bem, meus amigos, nada mais enganador. Sei do que falo e as minhas filhas estão longe de estar criadas.

Cada vez que uma delas passa para nova etapa do seu desenvolvimento, aumenta o meu stress (sobretudo, e curiosamente, o matinal).

Até a Tita começar a andar, as saídas de casa eram relativamente simples. Pouisava-a num sítio e só tinha de correr atrás da Leonor. Agora tenho de correr atrás das duas.

Até a Tita começar a coordenar os movimentos, dava-lha a comida num instante. Agora nem me posso aproximar. A cozinha e a cachopa ficam numa lástima à hora das refeições.

Agora é a Leonor que cisma em vestir-se sózinha. Aquilo que demorava 5 minutos, dura agora uma eternidade porque a pequena, apesar de não querer admitir, ainda tem dificuldade em enfiar cuecas e afins.

Pequenos exemplos da multiplicação dos meus trabalhos e canseiras que, já estou a ver, só terão tendência a crescer.

Na minha cama com outra

É uma pouca vergonha.

Fica uma mulher a trabalhar até tarde e quando chega à cama vê o seu lugar ocupado por outra.

A mesma que, dias antes e à falsa fé, lhe espetou uma dentada na coxa cuja marca comprova a selvajaria da agressão (perpetrada, refira-se por cima de umpar de calças de ganga e collants).

Não fosse a traidora tão fofinha, apesar da forma musculada como se manifesta, e teria sido expulsa`de imediato.

Como tenho coração mole, deitei-me na pontinha da cama, deixada livre por D.ª Maria Benedita e seu papá.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Problemas

Cheguei a casa dos avós, para ir recolher as crias, e encontrei o avô preocupadíssimo.

"Olha que lá no infantário dizem que a Leonor é a única que só vai uma vez por semana à piscina e que a miúda fica muito triste. E o professor também".


Desabafo - quem dera que as tristezas da minha filha sejam sempre desta grandeza e gravidade

Precisão - A Leonor é a única que só vai à piscina uma vez por semana ... de entre aqueles que têm a possibilidade de ir à psicina

sábado, 15 de dezembro de 2012

Não vejo a Casa dos Segredos

Não vejo a Casa dos Segredos e custa-me perceber quem o faz. Não vejo, mas vou estando a par do que lá vai acontecendo.

 É difícil ficarmos alheios ao fenómeno quando somos bombardeados por ele e o facto de o meu avôzinho ser leitor, incondicional, do Correio da Manhã faz com que não consiga evitar títulos sonantes com as novidades mais relevantes de cada dia.

Custa-me acreditar que aquelas personagens e vidas sejam reais, tal a pobreza de conteúdo.

Tenho dificuldade em aceitar que exista tanta gente a querer ser famosa, independentemente do motivo. Não era suposto que o falem de mim, bem ou mal, mas falem fosse interpretado à letra.

Acima de tudo, não quero crer que o Estado tenho pago as mamas da Petra (última pérola que li).

Ninguém merece.

No rescaldo da festa de Natal


 
Os dias que antecederam a festa de Natal da escolinha foram algo angustiantes. Como contei antes, a Leonor trouxe um recado da educadora para que a mamã fizesse um fato de mãe Natal. Pedido complicado de satisfazer para quem, em termos de manualidades, não vai além do ponto cruz.
 
A minha amiga Verónica veio em meu auxílio e mostrou-me uns videos que ensinavam a fazer uns tutus muito giros e simples.


Gostei da ideia mas, sabendo eu que o tule não é muito fácil de cortar, fiz batota e comprei o tutu já prontinho.

Não bastava o meu sentimento de culpa por não ter sido capaz de confeccionar o fato, ainda tive de ouvir da boca de Dona Maria Leonor "mãe, a Bela disse que era para fazer o fato e não para comprar".

Confesso que fiquei com receio de traumas futuros, mas terminada a festa parace-me que nem crreu mal.

A miúda estava gira e, apesar da sua má disposição crónica, até participou no desfile (nunca pensei que aceitasse subir ao palco).

A Tita também actuou com os amiguinhos, deixando-me de lagriminha no olho (coisa nada difícil, especialmente nesta época natalícia).

Finda a festa, fiquei KO. Devo dizer que é cansativo andar de educadora para educadora a levar e trazer crianças.

Mas o orgulho sentido ao ver as minhas crias supera largamente o cansaço provocado pelo trabalho que dão e emoções que despertam.


O regresso dos Resistência - 29 de dezembro em Guimarães,


O que eu cantei estas letras.

O que eu gostava de ir a Guimarães dia 29.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Jantar de Natal

Hoje é dia de jantar de Natal no meu trabalho e é-me difícil descrever o simbolismo e carga psicológica que tem para mim.

Foi no dia deste jantar de Natal que, há quatro anos, recebi o diagnóstico de linfoma.

Fui à consulta, depois de chefe e colegas de terem dito, "vais e voltas qualquer que seja o diagnóstico".

Voltei, mas a nuvem que tinha dentro da cabeça era tal que só corpo esteve presente.

No ano seguinte, o jantar realizou-se poucos dias antes da última sessão de quimio e fiz questão de estar presente.

O dia é, assim, de recordações pesadas. Talvez por isso me sinta tão cansada.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Parabéns mãe

Ultimamente não tenho dedicado posts a aniversariantes mas esta é especial.

Contra ventos e marés, carregou-me 9 meses no ventre, e fez de mim a mulher e mãe que sou.

Parabéns mãe. Um beijinho

As sombras de Grey - quem leu?

A trilogia "As sombras de Grey", e o conceito "mommy porn" andam nas bocas do mundo.

Tenho lido vários comentários sobre a obra, mas não a própria.

Se até agora tinha curiosidade moderada sobre este best seller, fiquei cheia dela quando me disseram que eu não tinha perfil para ler a história que tem dispersado tanto o interesse do mulherio.

Logo eu, uma mommy (leia-se mamã) inveterada.

Já leram? Recomendam? Porquê?

Prendas úteis

A outra metade da minha laranja apareceu-me, este ano, com o conceito de prendas úteis.

Na sua teoria, que subscrevo totalmente, este Natal devemos oferecer um ao outro algo de que necessitemos.

Da minha parte, não há muito a saber. Um fim de semana (sou muito comedida) no Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões. Sem crianças (ponto importante) e satisfaziam-se as minhas necessidades mais imediatas.

Não sei é se terei sido muito convincente. Tendo sido, temo bem que a necessidade não possa ser satisfeita. Duvido que alguém se arriscasse a ficar com as ferinhas durante um fim de semana inteiro. Os próprios avós maternos já ameaçaram demitir-se das funções de lhes preparar e dar o jantar durante a semana.

Acho que terei de passar para a necessidade n.º 2.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Golpe baixo Nônô

Pode ser meia estouvada, mas de burra não tem nada

A Nônô já percebeu que a ameaça com o facto de o Pai Natal não dar prendas às meninas que se portam mal pode ser muito eficaz e não se cansa de a dirigir à Tita.

Só se esquece que tem lindos e reluzentes telhados de vidro.

A nova cara da Alexandra Lencastre

Nas minhas deambulações pela net, deparei-me com a nova cara da Alexandra Lencastre e fiquei aterrada.

Não que esteja feia, mas porque está irreconhecível e aparenta ser bastante mais velha o que, presumo, não tenha sido o objectivo.

Esta coisa das plásticas causa-me imensa confusão. Há plásticas necessárias, obviamente, mas há outras que só podem ter origem numa patologia de personalidade.

Talvez pelas centenas de vezes que tenho sido picada, à conta de linfomas e gravidezes, custa-me perceber como é que alguém se submete, voluntariamente, a situações de dor.

Mas não é só isso. Regra geral, as plásticas por motivos meramente estéticos (pelo menos na cabeça de quem as decide fazer) correm mal. E não queria estar na pele de quem tem de viver o resto da vida com uma imagem distorcida, na verdadeira acepção do termo, originada por um devaneio.

Quanto aos "profissionais" que aceitam efectuar tais atrocidades, era enviá-los todos partir gelo para a Sibéria. Não merecem outra coisa.

Presépio de brincar - onde encontrar?

Alguém sabe onde conseguirei encontrar presépios de brincar?

As meninas já têm o da Playmobil e um da Imaginarium.

Este ano só encontro outro da Imaginarium (um bocadinho fora do orçamento).

Se alguém poder ajudar, agradeço.

Ó Nônô, papa, Nônô

Juntar, ao pequeno almoço, uma pequena palradora com uma pequena que tem mau acordar é algo para se tornar numa mistura explosiva.

Durante a 1.ª meia hora do dia, a Leonor não suporta vozes humanas, especialmente dirigindo-se a ela.

Já a Tita vive a fase da descoberta da construção frásica e vocabulário associado.

Os amanheceres cá em casa estão cada vez mais animados, com a Tita a repetir até à exaustão as suas duas mais recentes frases "Ó Nônô, acorda, Nônô" e "Ó Nônô, papa, Nônô" e a Leonor a fumegar pelo nariz, com vontade de se agarrar ao pescoço da irmã.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Emparedadas

Segundo a bisavó Silvina, as meninas só deviam estar autorizadas a brincar numa divisão da casa pois é uma vergonha se alguém chega de repente e vê o estado em que elas são capazes de deixar os sítios por onde vão passando.

Esta teoria tem graça, por diversos aspectos.

1.º por vir de quem vem. A bisavó Silvina teve a casa cheia de crianças toda a vida (a idade muda-nos mesmo).

Depois porque a avó Silvina nunca viu o estado da minha casa no domingo à noite, isto é depois daquelas índias terem passado dois dias lá metidas.

Apesar de  a teoria não ser descabida, parece-me completamente inaplicável.

As minhas crias gostam de espaço para expandir as suas energia e criatividade.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aqui, que o meu senhorio não ouve

A Tita iniciou uma nova fase do seu desenvolvimento. As pinturas murais.


Primeiro risca paredes, móveis e tudo o que lhe aparecer à frente (sei de um pai que vai enfartar quando vir o  seu mais recente trabalho), depois come os lápis de cor.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Irmãs de sangue

O choro da Tita era daqueles de quem tinha acabado de levar tareia da irmã.

Corri a socorrê-la e lá estava ela, estatelada no chão da pastelaria.

Peguei nela ao colo, dei-lhe beijinhos, ralhei com a Leonor e serenizei um senhor que olhava atónito.

Disse-lhe "isto é normal, a mais velha não vai ficar a rir-se muito tempo".

Mas o senhor continuava a olhar, aterrado, e nem reagiu.

Quando cheguei à casa percebi. Tinha o casaco cheio de sangue, vindo directamente dos beiços da Tita.

Desta vez a coisa correu menos bem, mas nada que abalasse muito a pequena. Um minuto depois de lhe limpar a boca voltou para o ringue.

Pais de Quatro

Sou admiradora confessa do trabalho do João Miguel Tavares, desde o Governo Sombras às crónicas dominicais no Correio da Manhã, onde vai relatanto as suas (desventuras) enquanto pai de quatro criancinhas.

Quando descobri que tinha um blogue http://paisdequatro.clix.pt , tornei-me imediatamente seguidora e não me desiludi.

Este blogue é escrito a quatro mãos (devia ter percebido pelo plural do título) pelo JMT e pela mulher, Teresa Mendonça.

Vale a pena visitar.

Motel Eclipse

Mantivemos os preços. Suportamos o aumento do IVA.

Preços especiais para vendedores, com oferta do pequeno almoço.

PS

O motel não sei como será, mas o anúncio de rádio é uma loucura

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ex presidente da ACAPO morreu ao cair de muro sem protecção

Uma das primeiras notícias que vi esta manhã foi a da morte de José Adelino Guerra, ex presidente da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal que terá caído de um muro sem protecção.

Lamento esta morte estúpida, cujos motivos estúpidos também já se fizeram sentir na minha família (a minha avó Alice, que não cheguei a conhecer, morreu ao cair numa obra).

E lamento tantos acidentes e problemas de mobilidade causado por obstáculos urbanísticos, falhas de segurança e pessoas sem noção do que existe ao seu redor, que, na impossibilidade de entrar com o carro em casa ou no ginásio, insistem em estacionar em cima de passeios.

Como sabem, os primeiros meses de vida da Leonor coincidiram com a fase em que fiz quimio.

Nessa altura comecei a deparar-me com a necessidade de evitar todo o tipo de desníveis. Coisas que até à data nunca me tinham incomodado, revelaram-se muito difíceis.

Nas vezes em que me atrevia a sair sózinha com a Leonor, revia mentalmente, 1001 vezes, o percurso que poderia fazer. O carrinho era pesado e a força pouca. Foi aó que tive verdadeira noção daquilo por que passariam as pessoas invisuais e com problemas de mobilidade. Naqueles dias tive medo de cair numa cadeira de rodas (como muitas das pessoas que via no IPO) e ficar ainda mais limitada.

São impressionantes, às vezes até escandalosas, as aberrações arquitectónicas que existem por aí e que tornam quase impossível a movimentação de pessoas com limitações físicas ou que têm carrinhos de bebés. Não sei como se licenciam certas obras. É certo que as coisas têm vindo a melhorar, mais ainda assim há muito a fazer.

Depois há o acomodados, ou distraídos, que estacionam em todo o lado, sem se lembrar que há quem não tenha facilidade em encolher a barriga para passar por uma nesga de terreno entre carros ou carros e casas. E há quem, pura e simplesmente, não consiga ver os carros.

Algo que dá que pensar e nos deveria preocupar a todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Violência doméstica - esclarecimento

Antes que o meu olho esquerdo comece a ficar arroxeado, e o meu homem mal falado, quero deixar aqui dito publicamente que, por vezes, as aparências iludem.

Hoje levei um senhor pontapé, em cheio no olho esquerdo. Posso dizer que vi estrelas e fiquei com a zona envolvente do olho a arder.

A agressão foi real, mas não partiu do meu marido.

Foi obra da minha, nem sempre meiga, filha mais velha. Quem mais.

Poupar em medicamentos - dicas para mamãs

Estando grande parte das mamãs, a atravessar a fase das brinquiolites, amigdalites e ranhos em geral, lembrei-me de partilhar a minha experiência para ver se ajudo a poupança com medicamentos e consultas.

Mamãs de 1.ª viagem, não corram para a farmácia após consulta no pediatra. Tentem passar 1.º por casa, certamente se surpreenderão com a quantidade de embalagens de BEN-U-RON, Actifed, Ventilan e quejandos que por lá têm.

Mamãs de 2.ª viagem, aceitem todas as receitas que o pediatra vos quiser passar. Não se fiem na memória. Após se sentirem confiantes, o suficiente, para seguir a dica acima é bastante provável que o stock acabe (está-se mesmo a ver que foi isso que me aconteceu ontem).

Já agora, quando forem ao pediatra para auscultar, na sequência de consulta anterior, uma das crias, aproveitem e levem a outra que, provavelmente, já anda a ameaçar adoecer também.

Espero ter sido útil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A gravidez de Kate Middleton

Para gáudio do povo, Kate Middleton  anunciou oficialmente a sua gravidez. A notícia veio dar alegria a muita gente, súbditos ou não de sua majestade, que adora viver a vida alheia.

Ao que parece, existe um batalhão de jornalistas à porta do hospital onde a princesa se encontra internada por complicações com a gestão, internamenti  que vem apimentar a história e torná-la ainda mais interessante para muitos.

É perante "notícias" (chamar-lhe-ia mais cusquices) como estas que levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me ter cruzado, e casado, com um plebeu.

Não admiro, em nada, a vida da realeza e outras figuras públicas que imagino seja terrivelmente solitária.

Esta coisa de não poder dar um passo sem que milhões de pares de olhinhos estejam cravados nas nossas costas deve ser horrível.

E se há pessoas que fazem por ser notícia, outras devem existir que dispensavam sê-lo especialmente em momento tão especiais quanto este que a princesa agora vive.

Aveiro - campanha de recolha de brinquedos e roupa

Até dia 21 de Dezembro, a Associação de Amigos e Amiguinhos de Aveiro está a promover uma campanha de recolha de brinquedos e roupa.

Quem quiser aderir pode dirigir-se à loja 4 do Mercado Manuel Firmino (mesmo ao lado do Fórum), 6.ªs e sábados das 10h às 20h e domingos das 14h às 20h.

Mais uma nobre iniciativa que merece todo o nosso acolhimento.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Revolta de uma mãe explorada

"Mãe, tenho ranho"

"Mãe, anda CÁ que eu tenho ranho"

"Não me ouves dizer que tenho ranho, ANDA CÁ!"

A certa altura subiram-me os calores e enfrentei a madame, que estava refastelada no sofá.

Olhei-a de frente e disse "olha lá minha menina, se tens ranho levanta-te e vai buscar um lenço de papel que eu não sou tua criada".

Por milésimos de segundo, ficou assustada. Percebi-o pela forma como arregalou os olhos. Mas tão depressa se assustou como se esqueceu da minha firme reacção.

Não a vi levantar-se do sofá. Acho que optou por lamber o muco nasal. Argh!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Drogas Legais

Têm sido muitas as notícias recentes, que dão conta daquilo que as drogas legais, adquiridas nas chamadas "smartshops", vão provocando  aos seus consumidores.

Só na Madeira, já morreram quatro pessoas este ano. Em todo o Portugal, foram cerca de 30 internamentos em pouco mais de um mês.

Isto é uma coisa que me faz imensa confusão, especialmente porque, ao que parece, os consumidores não são propriamente jovenzinhos imberbes a querer ser mais crescidos (o que desculparia, em parte, a tolice).

A média de idades andará pelos 30 anos, trata-se de adultos que, supostamente, deveriam ter uma personalidade mais bem formada e não necessitar de ajuda para conseguir socializar.

Sempre achei uma estupidez a conversa "fixe, vamos sair e beber".  Na minha 1.ª Queima das Fitas (ainda no pavilhão Rosa Mota), fiquei chocada com a imagem das ambulâncias a passar entre o pessoal que estava a assistir aos concertos. Era suposto ser uma festa, mas havia malta a ir parar ao hospital por causa do álcool.

Quando falamos de jovenzinhos podemos até tentar justificar com tentativas, parvas, de afirmação. Quando falamos de adultos, não há justificação possível.

Quem precisa de ajuda para se divertir tem um problema. Problema esse que, a meu ver, se resolve com apoio médico ou espiritual.

Não serão, definitivamente, as drogas, ainda que legais, a solução.

Tenho mesmo receio destas parvoíces e por isso um dos meus maiores anseios é o de que as minhas filhas se mantenham decididas e a pensar pela sua cabecinha, como tudo indica que sempre serão.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aveiro, 7 de Dezembro - RASTREIO DE MEDULA ÓSSEA

Para quem ainda não teve oportunidade de se registar como dador de medula óssea, aqui está mais uma oportunidade.

Dia 7 de Dezembro, entre as 09h00 e as 13h00, na ADASCA,  Mercado Municipal de Santiago, 1.º piso, em Aveiro.

Seria uma bela prenda de Natal. Um pouco de vida, sem qualquer tipo de custo.

Peço que o façam por mim, que não o posso fazer pois já estive na iminência de precisar, e por todos aqueles que lutam pela vida.

E divulguem. É outra forma de ajudar.



Como é difícil perceber as mães

- O que é emprestar, mãe?

- Emprestar é quando o dono de um brinquedo nos deixa  brincar com ele, mas depois temos de o devolver

- o dono ou a dona, não é mãe?

- sim, o dono ou a dono

- o que é o dono, mãe?

- o dono, bem o dono é ´... aquele que tem o brinquedo

E por esta altura comecei a gaguejar e a ver a minha vida andar para trás.

Sei que a explicar foi pouco rigorosa, mas pareceu-me excessivo utilizar a palavra proprietário.

As mães enrolam muito a língua, começo agora a ter noção.

E se a Tita tem uma otite....

... a Leonor vai atrás e arranja uma amigdalite.

Hoje lá fomos nós à pediatra.

 É provável que a Leonor tenha pequenos episódios de apneia do sono durante a noite, o que explicará o seu mau humor matinal, já que a apneia impede um bom descanso.

E eu sempre a dizer que a moça tem mau feitio. Mãe má.



domingo, 2 de dezembro de 2012

A nossa árvore de Natal, e presépio, ontem


A manhã de ontem foi dedicada à árvore de Natal e presépio.

Numa, elucidativa, descrição do papá, digamos que temos dois símbolos do Natal interactivos.

Era o papá a pôr uma bola de um lado e a Tita a tirar do outro. O presépio tem escapado incólume, até ver, apesar de a moça andar cheia de vontade de espetar lá um Nenuco.

Mais cedo do que imaginava, descobriu que um dos objectos que iríamos pendurar era feito de chocolate e lambuzou-se toda.

A Leonor, que já se acha mutio crescida, resolveu assumir o papel de delatora e vai-nos avisando sobre as investidas da irmã.

Feliz Natal. Oh Oh Oh

Dica para jantar de Natal animado e económico

Agora que estamos em Dezembro e começam os jantares da Natal, há que puxar pela imaginação para conseguirmos gerir o orçamento e conseguir juntar o útil (€) ao agradável (amigos).

Deixo-vos aqui uma ideia testada ontem e que resultou em pleno.

Cravar a casa a um dos elementos do grupo e escolher um menu de que todos gostem e possam cozinhar em conjunto.

No nosso caso escolhemos francesinhas. Há 1002 maneiras de fazer o molho, basta procurar no amigo google e é super rápido.

Tem ainda a vantagem de sabermos os ingredientes que estamos a usar, o que as torna ligeiramente mais saudáveis do que as comidas fora de casa.

Foi uma animação, desde a feitura à degustação e o jantar, em ambiente familiar e acolhedor, ficou bem económico.

Só vantagens.

Houve determinadas pessoas, do sexo masculino, que vieram ao cheiro, mas tiveram azar. Chegaram tarde.

Caso tenham sugestões para este tipo de partilha entre amigos, digam. Gostaria de receber as vossas ideias.



Francesinha não é tosta mista

Existe em Aveiro uma confusão ancestral entre francesinha e tosta mista.

Há uns bons 25 anos (ou mais), a minha mãe foi ao Porto e à hora do lanche pediu uma francesinha com um copo de leite. O empregado fez cara esquisita e a minha mãe só percebeu o motivo, depois de uma longa espera. Foi nesse dia que soube que aquilo a que chamava francesinha era, na realidade, uma tosta mista.

Já outra senhora que conheço, chegou a Aveiro e pediu uma francesinha. Trouxeram-lhe ... uma tosta mista. Isto há cerca de 20 anos.

Pensava que, com a globalização, este equívoco aveirense se tinha desfeito. O que não falta são sítios onde comer francesinha em Aveiro. Estava enganada.

Há quem continue a achar que francesinha e tosta mista são uma única coisa. A prova tive-a hoje quando, numa padaria, pedi para me cortarem o pão de forma em fatias com a espessura indicada para fazer francesinhas.

Devia ter desconfiado quando o senhor me disse que a máquina estava mesmo preparada para isso. A dúvida, sobre se seria um daqueles que baralha os conceitos, ainda me aflorou o espírito mas achei que seria impossível que se mantivesse a confusão.

Quando olhei para as fatias vi que o senhor partir o pão de forma perfeita .... para fazer tostas mistas.

Nada que não se contornasse. Duas fatias em cima e duas em baixo, a francesinha marchou. E estava bem boa, tanto quanto a companhia.

Mas é sempre bom estar alerta. Quem tiver desejos de comer francesinha em Aveiro deve estar alerta.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Os filhos são um empréstimo de Deus

Acabei de ouvir a Helena Sacadura Cabral, referindo-se ao falecimento do filho Miguel Portas, dizer que "os filhos são um empréstimo de Deus".

A frase ficou a ecoar na minha cabeça e faz-me sentir mais pequena que uma ervilha.

A isto chama-se sentir fé e só esta pode explicar tamanha serenidade perante a maior dor que uma mãe pode alguma vez sentir.

O exemplo desta mulher, que já admirava antes, lembra-me a minha avó (também ela uma mulher de fé) e a forma como viveu, estoicamente, toda a doença do meu padrinho.

Felizes os filhos que tanto Amor recebem, estejam onde estiverem.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

APAV - campanha de recolha de donativos em Aveiro


Hoje e amanhã, mesmo em frente à entrada para o Continente de Aveiro, haverá uma banca da APAV-Associação Portuguesa de Apoio à Vítima a vender alguns artigos para angariar fundos.

Quem puder, não deixe de contribuir. A causa é nobre e, infelizmente, são cada vez mais os casos que a APAV acompanha.

O cócó da Benedita

Sendo este um, quase, baby blogue, até parece mal que nunca aborde um dos temas preferidos de uma mamã que se preze, o cócó da sua cria.

Na última reunião da escolinha, a educadora avisou que iam começar a levar ao pote um grupinho de meninos, cujos pais seriam individualmente.

Uma das auxiliares fez-me sinal, a dizer que a Tita estaria entre os eleitos. Inchei logo como um perú, apesar de a selecção se relacionar apenas com o facto de ser uma das mais velhas da sala (mas isso agora não importa nada).

A Tita já pede para fazer cócó no pote e deleito-me a ouvir os seus progressos, sempre que a vou buscar ao infantário.

Não que seja uma coisa bonita, que não é convenhamos, mas porque é mais uma conquista da pequena piolhosa.

E não há como resistir ao sorriso dos nossos filhos, sempre que lhes batemos palmas e damos os parabéns.

PS A previsivel descida da conta das fraldas, também é algo que ajuda à festa

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mãe Natal(a)

Este ano a salinha da Leonor vai actuar na festa de Natal.

Ao que parece, os meninos puderam escolher a personagem que querem encarnar e a Leonor optou pela Mãe Natal(a).

Tudo muito bem, não fora o objectivo de que o fato seja personalizado e feito adivinhem por quem.

Dizia o recado mandado pela educadora que os meninos vão ficar muito orgulhosos da mamã.

Achei a ideia linda e ternurenta, duvido é que a minha filha se venha a sentir orgulhosa dos meus dotes artísticos.

Não sei costurar e sou a pessoa mais desprovida de capacidade criativa que conheço.

Não sei como me desenvencilhar desta.

Podiam ter-me pedido para cantar ou fazer de rena, mas não. Pedem-me para costurar.

Ó vida. Se alguém tiver uma ideia de génio, por favor partilhe.

Trata-se de uma questão de honra e  expectativas  criadas a uma criança de 3 anos.

A ambição de Leonor

Há meninas que sonham ser bailarinas, outras querem ser professoras ou médicas.

Depois há a Leonor que ambiciona ser motorista de pesados.

Já tentei explicar-lhe que os motoristas de longo curso passam, frequentemente, algumas temporadas fora de casa o que implica dormir fora de casa (coisa que milady detesta), mas continua firme no seu propósito.

Antecipo morte por arrependimento

Como amante da época natalícia, em todo o seu significado e símbolos, não resisto a fazer o presépio e montar a árvore de Natal.

Toda a vida tive esse ritual. A minha avó fazia um presépio enorme por cima de uma fofa camada de musgo, com figurinhas de barro, com direito a lago e tudo (um espelho no qual pousava dois patinhos de plástico).

Na árvore de Natal pendurava chocolates que resistiam até ao dia de Natal (como diz a minha mãe, eu era mesmo totó).

As minhas filhas saem a mim em muitas coisas, menos na pacatez.

E é por isso que antecipo a minha morte por arrependimento. Sei que vou arranjar lenha para me queimar, mas não me importo.

Este fim de semana faremos um lindo presépio e penduraremos chocolates na árvore.

Tão certo como dois e dois serem quatro, vou ter ovelhas tresmalhadas, misturadas com chocolate esmigalhado, pela casa toda.

Mas pensando bem, não será muito diferente do que já acontece. Há que ter fé.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A jogar Ping Pong com a Segurança Social

Como não tenho mais que fazer na vida (pensam eles), eis que ando numa de jogar ping pong com a Segurança Social.

Tudo porque em 2009 (como contei no último post) resolvi armar-me em chica esperta e não só interrompi a licença parental e ainda tive a lata de os tentar sensibilizar para o termo compensação.

Este mês fui notificada para devolver um valor e, ao mesmo tempo, tive a (in) grata surpresa de receber 3 transferências feitas pelos meus mais recentes amigos.

Menos mal que o valor transferido é bastante superior àquele que terei de devolver.

Mas é chato, muito chato, dirigir-me à Loja do Cidadão para tentar esclarecer o imbróglio (neste momento não sei se devo ou se tenho a receber) e vir de lá ainda mais baralhada.

Não bastou o facto de a funcionária não saber que me dizer, para além de "está aqui uma grande confusão", ainda tive de ouvir "então a senhora estava a gozar a licença parental e depois é que ficou doente?!!!". Quase  pedi desculpa pela audácia, antes de sair de lá a bufar por todos os lados.

Em resumo, tudo na mesma como a lesma. O conselho que recebi foi enviar carta registada com Aviso de Recepção a pedir esclarecimentos.

Não deixa de ser irónico que em plena era da informática, e após milhares de Magalhães distribuídos pelos lares portugueses, o remédio (espero eu) esteja na tradicional cartinha e, cheira-me, no afamado "Livro Amarelo".

Arre, que é preciso ter pachorra.

Mais de 3 anos?!!!

Em Setembro de 2009 tive a estúpida ideia de exercer uma faculdade. Tinha uma bebé de 4 meses e estava a fazer quimio durante o período de gozo da licença parental. Decidi então suspender a licença, meter baixa e depois retomar a licença. Este exercício de uma faculdade legal, ia permitir-me ter algum tempo, pós quimio, para me restabelecer antes de regressar ao trabalho.

Devia ter desconfiado na confusão que iria causar à Segurança Social, quando a funcionária que me atendeu na Loja do Cidadão, ao ver o certificado de incapacidade temporária para o trabalho, arregalou os olhos e disse "mas a senhora está de licença, não pode meter baixa...". Lá teve de chamar metade dos colegas, para trocar impressões (...), até aceitar o documento.

Foi o início de uma saga que esta semana, passados 3 anos e meio, teve mais um episódio.

Recebemos o indeferimento do requerimento dos 10 dias úteis de gozo facultativo referentes à licença parental exclusiva do pai. Tudo porque o gozo desses dias terá coincidido com o período em que eu estava de baixa.

Ou seja, numa situação normal eu estaria a gozar a licença e o pai podia estar comigo. Como tive o azar de ficar doente numa altura em que era suposto estar de licença, o pai não devia ter ficado comigo.

Basicamente, foi feita uma interpretação literal da lei. Acho é que viola o seu espírito.

Tudo me chateia nesta situação. Bem sei que a Segurança Social não ia andar atrás de mim para saber se eu estava com gripe, piolhos ou cancro. Estou inserida no sistema informático e o sistema faz o seu trabalho.

Mas acho indecente que demorem 3 anos e meio a tratar de uma situação destas e que a mesma ocorra no mesmo mês em que fizeram uma transferência para a nossa conta de um valor cuja origem desconhecemos.Mais um imbróglio para resolver e fazer perder tempo.

Também sei que, dada a minha profissão, era suposto ter estado mais atenta e antecipado este indeferimento. Mas na altura, confesso que tal nem me passou pela cabeça. As minhas preocupações eram outras.

Estou danada com isto.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ter filhos depois da quimioterapia - LEMBRETE

Já escrevi várias vezes sobre a questão da (in)fertilidade pós quimioterapia, mas nunca é demais voltar ao tema.

Há muitos jovens adultos, de ambos os sexos, que diariamente se deparam com o diagnóstico de cancro e a necessidade de se submeterem a tratamentos que, entre vários outros efeitos secundários, podem provocar infertilidade.

Gostava de salientar o "podem provocar" porque não acontece em todos os casos (sou prova viva).

Podendo acontecer, é importante que os pacientes se informem sobre todas as possibilidades de preservação da fertilidade para que a doença se limite a adiar um projecto de vida, não o destruindo.

É possível preservar óvulos e espermatozóides, existem tratamentos com altas taxas de sucesso. O importante é que todos os envolvidos no processo (médicos e pacientes) estejam alertas para esta questão.

E é nesse sentido que aqui deixo novo lembrete para todos aqueles (homens e mulheres) que se preparam para travar a batalha contra o cancro. Informem-se sobre a forma de acautelar o vosso sonho.

O cancro não tem de acabar com esse sonho.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

É bom voltar a casa, mas custa



Ao que parece, já não são só os papás que estão rendidos ao Alentejo. As crias também.

Contrariamente às nossas previsões, portaram-se lindamente. Fartaram-se de brincar com os primos, viram um bezerrinho acabado de nascer, fizeram festinhas aos coelhinhos, andaram de carro de mão...

Foi uma festança pegada.

Portaram-se mesmo bem até (tinha de haver um até) ao momento de entrar no carro para regressar a casa.

A Benedita berrou a viagem toda (são só 300 e tal quilómetros). Ora porque tinha sono, mas não adormecia. Ora porque queria a chupeta, atirada para longe, nos nos momentos de fúria (só parámos o carro 3 vezes à conta da chupeta), ora porque a Leonor lhe estava a tirar as meias.

Foi por um triz que o papá (que já deitava fumo pelas orelhas) não as deixou na berma da autoestrada.

Bem tentava aplicar a minha diplomacia e distraí-las, mas não tive grande sucesso. As minhas cantorias funcionaram pouco tempo (não sei porquê, mas acabavam por as enervar).

Quase me desfiz na viagem. Com um braço a fazer festas no pé de uma e outro a fazer festas na perna da outra (não experimentem), estou toda partidinha. Não sei se amanhã me conseguirei mexer.

Mas lá chegámos, sãos e salvos, cheios de histórias para contar.

domingo, 25 de novembro de 2012

É a loucura

Adoro Portalegre e adoro farinheira.

Juntar os dois é coisa para me levar à loucura, mas não sem antes ter uma grande dor de barriga.

Mas prontos, ao menos fico feliz por uns instantes.

Mais um ano que cumprimos o ritual sagrado de vir até ao Alto Alentejo comemorar o aniversário do afilhado mais novo, Afonso, e sua mana Ana Rita.

sábado, 24 de novembro de 2012

Apresento-vos o trabalho da Lobinha





 
Há dias abri o meu e.mail e encontrei uma mensagem irresistível que, com a autorização da autora, vou transcrever:
 
Olá Susana
eu sou a Ana Lobo, acabei de criar um projecto a que chamei Lobinha, o nome original está relacionado com o facto de ter sido mãe à 15 meses e como acontece a todas as mães, foi graças à minha princesa que este projecto nasceu. Quando a minha filha nasceu, a minha vida deu uma volta de 180º, para além de ter sido despedida ainda na licença de maternidade, tive de encaixar na minha cabeça que para poder estar com ela tinha de abdicar da minha carreira de editora de vídeo, que era uma grande parte da minha identidade. A partir desse ponto tirei um curso do livro infantil com a maravilhosa Margarida Fonseca Santos, e iniciei esta nova forma de viver a vida, através dos olhos de uma criança.
 
Gostava de te convidar a visitar a minha página de facebook - www.facebook.com/alobinha 
 
 
Houve qualquer coisa que me tocou nesta simples apresentação . A certa altura, a Ana Lobo dizia que este projecto é " a oportunidade de criar algo que me permita ser uma mãe mais presente, como o meu coração pede".
 
Já estava rendida, mas mais fiquei quando visitei a página e vi o trabalho.
 
Fiz logo a minha encomenda que chegou ontem por correio.
 
Confesso que as fotos não fazem jus ao trabalho, que superou as minhas  expectativas.
 
As meninas adoraram e começaram logo a 3.ª guerra mundial, pois não queriam largar as molduras.
 
Uma excelente ideia para presentear miúdos e graúdos.
 
Visitem a página no facebook, não se vão arrepender. Já agora, ajudem a divulgar o projecto.

75 seguidores

Há dias, este meu "amorzinho" chegou aos 75 seguidores.

Não gosto da palavra, que me soa a fanatismo, mas gosta do que ela representa no caso concreto.

É giro saber que há tanta gente a passar por aqui e a acompanhar as minhas divagações e baboseiras.

Este número deve fazer rir os bloggers à séria, mas para mim significam muito.

Dou, assim, as boas vindas à Ingrid, uma menina (para mim que que já tenho mais 14 anos que ela) a quem foi diagnosticado linfoma de Hodgkin e que se está a revelar uma verdadeira lutadora, cheia de fé e boa disposição. Tudo coisas que fazem Mr. Hodgkin ficar aziado.

Querida Ingrid, tenho visitado o teu blogue mas ainda não consegui deixar comentários. Tentei inserir os códigos vezes sem conta, mas o blogger deve achar que sou um robot :)

A todos os meus seguidores, adicionados ou não, o meu muito obrigada.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Toda a verdade sobre o presépio

O livro sobre a infãncia de Jesus, recentemente lançado pelo Papa Bento XVI pôs meio mundo a dissertar sobre o presépio.

Teria, ou não vaca e jumento? Bento XVI faz um enquadramento histórico e doz que a Bíblia não menciona os animais que, provavelmente, terão começado a integrar o presépio nas representações iconográficas. Isto porque um presépio era o sítio onde se guardavam e alimentavam os animais.

A explicação faz todo o sentido. Faz-me lembrar as representações de Jesus que o mostram como um homem de pele e olhos claros, coisa que todos sabemos ser pouco provável tendo em conta a sua origem.

Não sei se havia vaca e jumento no presépio e duvido que, a esta distância, algum dia venhamos a saber a verdade- Seja como for, para mim é indiferente. Importante é aquilo que o presépio representa.

Mas devo dizer que o meu senhor marido tem uma teoria que me parece inabalável e que subscrevo.

Podia não existir mais nenhum animal, mas o jumento estava lá, de certeza, pois foi o meio de transporte de Maria e José até Belém. E uma vez que tentavam esconder-se, tinham de esconder o jumento também.

Tem lógica o raciocínio. É um pensador, este meu marido.



Fim do mundo marcado para 23 de Dezembro

Ora bem, segundo os maias, o dia do juízo final acontecerá dia 23 de Dezembro.

Não duvido que assim seja, para algumas pessoas. É óbvio que esse dia tem de chegar para todos nós. Só não acredito é que seja para todos em simultâneo.

A coisa mais certa que temos, segundo a minha mãezinha, é a morte. Infelizmente, ou se calhar não, ninguém sabe (à excepção dos perús) qual será o seu dia.

Por isso o melhor é ir gozando e fazendo tudo o que temos para fazer, não vá o diabo tecê-las.

Isso lembra-me umas quantas coisas que planeio fazer. Coisas simples, mas ainda assim muito importantes, e que envolvem outras pessoas. Coisas de afecto, gargalhadas e baboseiras que não posso mais adiar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Doadores" de medula desistentes

A psicóloga que há dentro de mim tem imensa curiosidade em perceber o motivo pelo qual há muitos "doadores" de medula óssea que se negam a sê-lo, quando são chamados por serem compatíveis com alguém cuja vida depende das suas células.

Não me entra na cabeça. A sério. E pelos vistos são mais do que muitos em todo o mundo.

E gostava de conhecer os seus motivos, pois  sou daquelas que acha que tudo, em especial as reacções emocionais, tem uma justificação seja ela mais ou menos razoável.

Desafio uma destas pessoas a dar o seu testemunho, prometendo anonimato se assim o pretenderem.

Sem uma explicação plausível, a minha vontade é escarrapachar o nome e cara dessas pessoas nas montras de padarias e talhos e enfiá-las uns tempitos nos cuidados intensivos de uma qualquer unidade de oncologia.

Não é justo que alguém negue o direito de outrem à vida, especialmente se esse direito depende de algo tão inócuo quanto a doacção de medula óssea.

Estamos a falar de algo que se regenera, não de um órgão vital. Qual é o medo?

Não percebo, mas gostaria.

Os amores de Leonor

Sabes mãe, em tenho um "amorado". Foi assim mesmo que a Leonor me anunciou o  2.º namorado em 15 dias.


Como uma boa conversa entre mulheres, esta ocorreu  na casa de banho lugar onde gosta de fazer as suas confidência e contar como correu o dia.

Nem estou bem em mim. Lembro-me que até à idade adulta não ousava dizer o nome de um amigo, quanto mais de um namorado, à frente do meu pai.

Agora compreendo a dureza  que deve ser, para um pai, conhecer os namorados de 3 filhas.

Começo até a perceber, o que me parece preocupante, os pais das personagens dos livros de Camilo, que enviavam as filhas para um convento.


E ainda só passaram 3 anos e meio.

Vou precisar de muita força.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os novos avós

Muito se fala nas famílias monoparentais e nas famílias compostas por casais do mesmo sexo como exemplos de novas estruturas familiares cada vez mais comuns.

Só não ouço ninguém falar nos novos avós.

No meu tempo os avós ficavam em casa para tratar dos netos.

Agora tudo mudou. Vai um casal todo desmandado, prontinho, a plantar as crias em casa dos avós para ir jantar a 2 e ouve a avó dizer "às 20h tenho um concerto".

E pronto, assim se destrói um sonho de há meses. Um jantar a 2, algo tão simples quanto importante para um casal.

Já era tempo de ops estudiosos se debruçarem sobre esta nova realidade. Os avós com vida própria.

Dúvidas existencialistas de uma mãe

Devo ser, aos olhos de muito boa gente, uma má influência para as minhas filhas.

Quando entro em casa dos avós, só ouço "então Leonor, estavas a portar-te tão bem antes da mãe chegar...", "Tita, come. Estavas a comer tão bem antes da mãe chegar".

Ontem, o meu pai abriu-me a porta de casa, fez um gesto de silêncio, encaminhou-me para a sala e fechou a porta da cozinha. A Tita estava a almoçar.

Posso estar enganada, mas era suposto ser ao contrário. Há algo aqui que não bate certo.

A juntar a isto, a Leonor diz que o pai é careca porque eu ralho muito alto.

Ó meu Deus. Quem sou eu, de onde venho, para onde vou?

Assinado

Mãe com dúvidas existencialistas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chegou o Dia Nacional do Pijama

Não sei quem andava mais ansiosa com o Dia Nacional do Pijama se a Leonor (à Tita ainda lhe passa um pouco ao lado) ou eu.

Achei giríssima a ideia de assinalar a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, e o seu direito a crescer em família, de uma forma tão fofinha.

A Tita aderiu à iniciativa de forma tão espontânea que ficou de pijama, em casa dos avós, a curar uma otite.

Já a Leonor não podia deixar de fazer das suas.

À saída de casa, ficou parada no meio do passeio a chorar.

Ainda eu não tinha chegado ao pé dela, para ver o que se passava, já lá estava uma vizinha toda preocupada.

De facto, ver uma criança no meio da ruaa chorar, vestida de pijama, com pantufas e almofada assusta qualquer um. Ainda por cima se essa criança tem uma grande marca vermelha na cara que parece sinal de varicela.

Lá descansei a vizinha, explicando a razão de ser da farpela e culpando o raio dos mosquitos que insistem em tentar devorar-me a filha.

Em seguida tratei de saber a razão do choro da Leonor, que já desconfiava fosse de pouca gravidade.

Pois a menina valente, que passa o dia a ameaçar os pais de morte, não saía do sítio com medo de uma pena de galinha que estava no chão.

Isto só a mim. A sério.

Entre vivos e mortos, salvaram-se todos e a Leonor lá foi para o infantário, toda contente por levar 2 pequenas casinhas (a sua e a da mana) com uma ajuda simbólica para os meninos que não têm a sua sorte.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Com as gengivas em chaga

A Tita é arisca.

Pedir-lhe um beijinho ou abraço é arriscar levar uma estalada.

Dá beijinhos e abraços quando bem lhe apetece. Não adianta forçar.

Para meu desgosto, nunca gostou de ser embalada. Prefere que me deite ao lado dela para me sujeitar ao seu estranho ritual de adormecimento, meter os dedos na minha boca.

A tontinha tem o vício de enfiar os deditos, todos quantos couberem, na minha boa e aí ficar a escarafunchar. Claro está que acaba por espetar as unhas e, com frequência, faz-me uivar de dor.

Este fim de semana então foi um fartote. Como esteve doente, exagerou na dose, e tenho as gengivas em chaga.

É certo que também me consolei a dar-lhe colo, coisa que dispensava pois só aconteceu devido à febre, mas a pequena podia ter outra forma de sentir a mamã. Isto dói.

domingo, 18 de novembro de 2012

Os efeitos alucinogéneos do Ben-u-ron

A Tita acordou mortiça, com 39.1 de febre.

Meia hora depois do Ben-u-ron, é este o seu estado e o da minha sala.

Será milagre? Ou efeito alucinógeneo do Ben-u-ron?

sábado, 17 de novembro de 2012

No Dia Mundial do Não Fumador

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Não Fumador.

Não vou colocar aqui frases, ou imagens chocantes (que acho de extremo mau gosto). Nem sugerir que todos devíamos passar o dia numa unidade de oncologia (as de cabeça e pescoço ou pulmãoseriam bons exemplos). Afinal, todos sabemos (ou temos obrigação de saber) os malefícios do tabaco para os fumadores activos e passivos.

Aproveito só para deixar duas ou três ideias que ouvi hoje numa entrevista dada por um médico. O essencial para deixar de fumar é tomar a decisão e definir o dia.

Outro ponto que me pareceu importante foi o de que está errada a ideia de que só 2 ou 3 cigarros por diz não farão mal. Fazem.

Posto isto, não posso deixar de fazer uma homenagem a um corajoso Não Fumador.

Alguém que um dia, depois de milhares de cigarros fumados, decidiu viu deixar de fumar. E deixou só porque quis. Esta determinação que o caracterizava em tudo e tanto me orgulha não foi porém suficiente. O mal já lá estava. E após 2 anos de uma luta dolorosa e desigual partiu.

Como sei que lá onde está, continua sempre a acompanhar-me aqui fica um grande beijinho.

Parabéns Zézinho, meu querido padrinho. Hoje é tembém o teu dia

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A verdadeira história do desaparecimento dos pais da Pipi das Meias Altas

Ando intrigada sobre o motivo  do desaparecimento dos pais da Pipi das Meias Altas e, acima de tudo, com receio que tenha sido ela a causá-lo.

Passo a explicar, a minha filha mais velha imita a Pipi em tudo. São asneiras atrás de asneiras. Os pais da Pipi nunca aparecem na histórica.

Será que lhes deu sumiço? Será que posso estar descansada?

Estas dúvidas e angústias, aparentemente ridículas, aumentaram hoje, quando a minha filhinha se virou para mim hoje e disse "o teu pai está no lixo. Matei-o".

Se deixar de dar notícias ....

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mãe falhada

Depois de duas reuniões no infantário, uma de cada salinha, pude confirmar aquilo de que já suspeitava. Se não fosse o infantário, as minhas filhas eram umas verdadeiras selvagens,

Vá-se lá saber porquê, mas não tenho mão nelas. Um exemplo muito simples basta para ilustrar a gravidade da questão.

A Benedita, uma piolhosa de 20 meses, não admite que a ajude a comer, muito menos permite que lhe coloque o babete. As refeições são, por isso, uma javardice.

Há dias, cheguei ao infantário e perguntei "A Tita deixa pôr o babete?". A auxiliar olhou para mim como se eu fosse uma anormal, provavelmente por achar a resposta óbvia. "Cai", como diria a própria Tita. "Claro que sim".

Lá tive de explicar que em casa isso é impensável e assumir que sou uma mãe completamente falhada ao nível da autoridade.

Eu bem faço cara feia e aplico castigos, mas ao que parecer sou pouco convincente

Não que me orgulhe disso, mas também não me preocupa demasiado. 

Pelo menos vou-lhes transmitindo (ou procuro transmitir) alguns princípios e isso para mim é o mais importante. A semente há-de ficar lá.

Selvagens sim, mas com valores.




Compromissos

Novembro

Dia 19 - piscina
Dia 20 - dia do pijama
Dia 22 - ida ao Lugar dos Afectos
Dia 28 - ida ao Teatro Aveirense

Dezembro

Dia 15 - festa de Natal


Aos 3 anos (e meio, como diz orgulhosamente), a pequena Maria Leonor começa a precisar de quem lhe organize a agenda. Nem quero imaginar o dia em que a Tita lá chegar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Procuram-se testemunhos de mães que tenham sofrido muito para o ser

Fui contactada pela produção do Programa "Querida Júlia", SIC, que está a preparar um programa com o tema "Passei muito para ter este filho" e me pediu contactos de mães que possam dar o seu testemunho.

Se for o vosso caso (ou o de alguém que conheçam), mandem-me por favor o contacto através da caixa de comentários, que eu transmitirei à jornalista.

Fiquei de dar resposta amanhã de manhã.

Obrigada

Dicionário beneditês

Cai - palavra utilizada para responder afirmativamente.

Contrariamente ao vocábulo NÃO, que pronuncia perfeitamente, a palavra "cai" raramente sai da boquinha de D.ª Maria Benedita.

Em Greve

Há já alguns dias que o meu corpo apela insistentemente que eu adira à greve o que até teria alguma piada, se pensarmos que uma das minhas tarefas de hoje é, precisamente, recolher informação sobre os efeitos da adesão nas empresas cá da terra.

Seja do frio, seja do facto de este ano ainda não ter conseguido tirar umas férias de jeito (e sem preocupações de trabalho) ando cá com uma moleza que não queiram saber.

A minha vontade é de hibernar uns tempitos, o que me poderia ajudar-me também a perder alguma desta camada adiposa, vulgo pneu.

Não o podendo fazer, resta-me começar a mudar fraldas e dar papas, para a seguir começar a jornada de luta.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

3 Anos e meio

Faz hoje 3 anos e meio que a  nossa mais velha veio animar a nossa (percebo agora) monótona vida.

Para ser sincera, não me lembro do que fazia antes da sua chegada. A miúda preenche tanto as nossas vidas que parece impossível não ter feito sempre parte delas.

Apesar de todas as fases do seu desenvolvimento terem encanto, estou a gostar particularmente desta.

É giro ver como está a ficar uma senhorinha e faz imensa companhia. Temos diálogos inacreditáveis.

Esgota todas as minhas energias, a piolhosa. Mas o balanço não podia ser mais positivo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Natal - começam as encomendas

Há já algum tempo, mais propriamente desde Setembro, que percebi que o conceito materialista começa a ser conhecido da Leonor.

Na altura do baptizado da Benedita, fez-lhe alguma confusão que só uma das minhas amigas tenha levado prenda para ela e perguntou "e as outras?".

Lá expliquei que a festa era da mana e que por isso as prendas eram para ela, mas deu para ver que já começa a reparar nessas coisas.

Agora com o Natal a chegar, e toda a publicidade a brinquedos, já começou a fazer as suas encomendas.

"Sabes mãe, eu quero um Nenuco. Daqueles que tem um pratinho, uma colher, um copo... Mas tu não vais dar, pois não mãe? Sabes mãe, não é um jogo. É um boneco e eu tenho de tratar dele".

Claro que a miúda tem 520 Nenucos, com os respectivos pratinhos, colheres e copos. Mas com argumentos destes, mesmo a puxar ao sentimento, fica difícil resistir.

A dúvida está no momento em que devo comprar o presente. Imagino que daqui até ao dia 24 de Dezembro, arranje 1001 argumentos, igualmente tocantes, para igual número de presentes.

Outra grande dúvida é será que vai ficar traumatizada se não lhe der bonecos?

Gosto muito, acho lindos, até os comprava para mim mas é tal o exagero que me sinto tentada a optar por livros (para não variar).

O Natal não é isto, eu sei, mas ando encantada com o poder argumentativo da minha mais velha.





domingo, 11 de novembro de 2012

Gostar da Troika


Acabo de colocar Viseu no top da 10 piores cidades para quem, como eu, tem problemas em fechar a boquinha.

Definitivamente não poderei (eu nem a minha Benedita que sofre do mesmo mal) passar por lá muitas vezes.

Viriatos, rotundinhas e troikas são coisas para nos fazer mãe e filha muito felizes, .... antes de uma crise de figadeira.

Obrigada Catarina. Como sempre, foi muito bom e especial estar contigo.

PS

Há muitas Marias na terra. Estas troikas (lanches com queijo, chouriço e fiambre) são de lamber os beiços

25 Aninhos

Lembro-me, como se fosse hoje, de receber a notícia da gravidez da minha mãe e da ansiedade de  ir ver a minha irmã mais nova no dia em que nasceu.

E num ápice se passaram 25 anos.

Completa hoje um quarto de século a menina que saiu do ninho directamente para a Suécia, onde se transformou numa excelente profissional e dona de casa.

Um orgulho para a família Matos Neves.

Parabéns Xuaninhaaaaaaaaaaaaaaa.

sábado, 10 de novembro de 2012

Dia Nacional do Pijama

20 de Novembro é o dia Nacional do Pijama e as nossas criancinhas estão a ser incentivadas a ir de pijama para a escolinha.

A Leonor, como é bom de imaginar, anda numa excitação e quase todos os dias de manhã me tenta convencer que chegou o dia.

A ideia é gira e o objectivo ainda mais.

O Dia Nacional do Pijama é um dia solidário feito pelas crianças até aos 6 anos para nos sensibilizar, adultos, para o direito de uma criança crescer numa família.

Celebra-se a dia 20 de Novembro, por a data coincidir com o Dia Internacional da Convenção dos Direitos da Criança.

As pequenotas trouxeram para casa um pequeno mealheiro "A Casa dos Pijamas" para recolher, junto de familiares, vizinhos e amigos, um pequeno donativo a ser entregue à Associação que está a dinamizar a iniciativa - Mundos de Vida (www.mundosdevida.pt).

O mealheiro traz-me à memória o Professor Pereira, meu professor da escola primária, que nos incentivava a fazer aquilo a que chamava "renúncias" e que consistia em juntar o dinheiro que deixassemos de gastar em doces, por exemplo, e as moedas que pudéssemos encontrar na rua, dinheiro que seria doado a quem mais precisa.

Uma ideia gira, esta do Dia Nacional do Pijama. Cá em casa vamos aderir.

Isabel Jonet e o Banco Alimentar contra a fome

Nas minhas deambulações pela net, encontrei o alarido feito à volta das declarações feitas pela Isabel Jonet numa entrevista à SIC.

Fui procurar o video e fiquei estupefacta. A senhora está coberta de razão.

É óbvio que o país e as famílias criaram um estilo de vida muito acima das suas possibilidades e agora a factura está a cair-nos em cima.

Provavelmente não se exprimiu da melhor forma, nem o exemplo do bife terá sido o mais adequado. Podia ter dito, por exemplo, se não temos dinheiro para ir ao cinema, vamos ao clube de video alugar um filme. Se não temos dinheiro para comprar uma calças de ganga da marca xpto, compramos da marca abcd. Se não temos dinheiro para tomar o pequeno almoço no café, tomamos em casa.

É claro (pelo menos para mim) que a Isabel Jonet não se referia a quem nem sequer tem condições para fazer essas escolhas.

A crítica dirigia-se também a quem está à espera que o Estado e instituições como o BA venha resolver as suas carências, sem nada fazer para as minimizar.

Tenho o exemplo de um pai que mandou um filho a casa da minha avó com um bilhete a dizer que não "tinha comida para por na panela". E a minha avó mandou a comida, mesmo sabendo que na véspera esse pai tinha ido mandar instalat um cd no carro (é verídico, eu tinha estado nessa casa, na véspera).

E como estes há muitos outros exemplos. Claro que aqui o que há é, também, pobreza de espírito.

Mas há que trabalhar junto destas pessoas que gastam o pouco que vão tendo em inutilidades, confiantes que a comida e outras necessidades básicas estarão sempre garantidas.

Percebo que haja quem se incomode porque quem fez as declarações é de Cascais (que associamos de imediato a um elevado nível de vida) e ache que quem vive bem não tem direito de fazer estes reparos, mas é uma inevitabilidade mudar os nosso hábitos de consumo.

E mesmo que o que disse fosse uma enorme estupidez sem fundamento, não entendo como é que se pode confundir a pessoa com a instituição. Essa história de dizer que, por causa das declarações da Isabel Jonet, nunca mais se contribui para o Banco Alimentar contra a Fome causa-me confusão.

Certamente existirão, em todos os lados (trabalho, ginásio, ... e até família), pessoas com as quais discordamos. É isso que retira valor às entidades, ao trabalho realizado, aos laços familiares?

Não creio.




Crise dos quase quarenta

"...nos anos setenta, ou seja há 40 anos ...". Ouvir esta expressão, proferida hoje por um economista, foi como receber um soco no estômago.

Anos setenta?! Há quarenta anos?! Eu nasci nos anos setenta ... caramba.

Nunca me tinha apercebido de estar tão próxima dos 40 anos. É certo que os 40 são os "novos 30", como me dizia alguém há dias, mas não deixam de ser 40.

Vou ter de interiorizar o facto. Acho que estou a passar a crise dos quase quarenta.

Ai de mim.....

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O ritual da papa

D.ª Maria Leonor, contrariamente ao seu alter ego, Pipi das meias altas, é moça de gostos refinados.

O momento da papa é sagrado. Tem a sua tigela favorita, embora nos dias bons transija em utilizar outra e uma forma especial de degustar a papa.

A serviçal (que ora vos escreve) coloca uma fina camada de água na tijela e espalha a papa, de forma a que cubra toda a água, sem se diluir. Não se pode ver uma nesga de água e o pózinho tem de estar o mais seco possivel.

E a papa. A papa esse tem de ser Bledina, frutos variados. Ninguém me paga a publicidade, mas o raio da para (esta que pelos vistos será especial) tem marcado de tal forma os meus inícios de dia que já merecia umas acçõezinhas da Milupa.

Que ninguém tente enganá-la. Ela conhece o cheiro, a cor e a textura. Nem vale a pena dar-lhe outra variedade, dentro da mesma marca. É a de frutos variados e mais nada.

A rapariga tem uma costela do bisavô Emílio Matos.

Daqui a uns tempos vai ser capaz de jurar a pés juntos que nunca na vida gostou da papa, mas até lá entope-se de farinha (como ela diz).

Sò para a minha paciência

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cuidado com o que os vossos filhos vêem

O diabo entrou-me em casa, transfigurado em dvd´s da Pipi das Meias Altas.

A avó está a fazer a colecção à Leonor e tem sido o caos.

Se bem se lembram, a Pipi é uma menina muito travessa que se está a revelar tudo menos uma boa influência.

A Leonor sabe de cor todas as falas e imita a Pipi em tudo, até nas lutas com os outros meninos (sendo que cá em casa os outros meninos são ...a Benedita).

Hoje engalfinharam-se as duas no chão, mas Pipi perdeu o round. Já a Benedita ficou um enorme rolo de cabelo da irmã nas mãos. Zangada, a Leonor exigiu o cabelo de volta, dizendo que é muito caro.


No meio desta animação toda, tenho momentos que não se ria ou chore.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quilo a Quilo toma o cachalote forma

A amabilidade das minhas médicas do IPO, que faz com que se articulem para marcar as consultas no mesmo dia, tem-me valido algumas humilhações.

Em vez de uma, tenho de me pesar duas vezes no mesmo dia. Bem tento escapar-me à 2.ª pesagem, mas sem sorte.

Mais 4 quilos desde a última vez que lá fui, ou seja 4 quilos por mês, numa espiral de gordura que ameaça não parar de aumentar.

E pior do que isso é que saio de lá tão derreada que tenho de me enfiar na Hussel do shopping fronteiriço, onde acabo sempre por emborcar um saco de gomas.

Que culpa tenho eu de precisar de açúcar para me acalmar?

Alguém que me cosa a boca, por favor, que já não vou para nova.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Remissão total

Hoje foi dia de revisão. Tive consulta de onco-hematologia e nefrologia no IPO e as médicas dizem que só querem tornar a ver-me lá em Março.

Continuo a perder proteinuria na urina, mas nada que preocupe muito.

As boas notícias deviam ter-me deixado aos pulos de contentamento, mas não. Parece que me passou uma carroça em cima.

Deve haver um explicação lógica para o que sinto, quero acreditar, mas cada ida lá torna-se mais complicada que a anterior. Assim como as análise parecem cada vez mais dolorosas (e eu sou aquela gaja que teve parto sem anestesia e já foi picada dezena de vezes).

Presumo que tenha baixado a guarda que tive de erguer na fase activa da doença.

Enfim, o que interessa é que está tudo bem. Amanhã já devo estar fresca como uma alface.

O poder curativo de um beijo

As minhas meninas estão piamente convencidas que os beijinhos da mãe e do pai curam todas as dores do mundo.

Seja esmurradela, seja picada de insecto, é vê-las a correr para nós, a pedir beijinhos no local da lesão.

Nós, enternecidos, damos-lhe beijos até anestesiar a dor.

Tudo muito lindo e comovente.

O problema é que a crença está tão enraizada que não olha a horas.

Esta noite, eram 02h30m estava eu a beijar uma picadela de insecto.

Haja Amor

domingo, 4 de novembro de 2012

Surpresaaaaaaaaaaaaaaaaa


Há festas de licenciatura que demoram mais tempo a preparar, do que certas licenciaturas a tirar (rima e é verdade).

Esta foi uma delas, mas o resultado final não podia ter sido mais brilhante, tão brilhante quando a nossa doutora loira.

Mais uma terapia do riso inesquecível e de meter inveja aos nossos homens (que agora querem seguir-nos as pisadas e formar o seu próprio grupo).

Não podia ser mais perfeita e completa esta amizade, que começou entre as mulheres e contagiou os homens.

Mais uma vez, Parabéns loira. Se dúvidas houvesse quanto ao ditado popular "há sempre uma excepção que confirma a regra" estariam mais que esclarecidas´. eh,eh,eh

Página 52

O trabalho (que exige muito da cuca) e as minhas adoráveis filhas, fazem com que, de há tempos para cá, seja incapaz de ler mais do que  páginas seguidas  de um livro.

O intervalo entre cada duas páginas é tão longo que nunce sei bem em que página parei da última vez. A coisa resolver-se-ia com um simples marcador de livro, não fosse a pedrada que me dá ser tão forte que nem tenho destreza para fazer a marcação. Fecho o livro e atiro-o para o chão.

Com isto tudo, ainda não passei da página 52 do livro que comecei a ler no Natal passado.

Isto, com muita força de vontade e recorrendo ao método, aprendido com a minha mãezinha da chamada leitura diagonal, que implica ler as 2 primeiras linhas da página, as duas do meio e as duas últimas.

Só não consegui ainda chegar às performances da mestra, que é capaz de ler um livro de 200 páginas em 5 minutos.

E tenho pena, ó se tenho. Gosto tanto de ler. Mas não dá, o que é que hei-fe fazer? Ou bem que leio diários da república ou bem que leio romances.

Espero ter tempo para ler 10% dos livros que gostaria de ler, durante a minha reforma, mas algo que me diz que não. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Beijo na boca mata mãe do coração

Ontem, quando fui buscar as meninas à escolinha, estava longe de pensar naquilo que iria ver.

A Maria Leonor andava a brincar com um menino, que vim a saber ser novo na sua salinha.

Na hora de ir embora, chamou-o "R... anda cá falar comigo".

O R. assim fez, aproximou-se da donzela, esticou-se e espetou-lhe um beijo nos lábios.

Fiquei pregada ao chão, a hiper-ventilar e sem saber o que fazer.

Ela, como se nada fosse, virou-se serenamente e deu-me a mão.

Ainda julguei ter visto mal e perguntei "Leonor, o menino deu-te um beijo no nariz?". "Não, mãe, foi na boca".

Juro que me apeteceu chorar. Não estava preparada.

Bolas, imagino como será a sensação daqui a uns anos. Quando os beijos forem a sério.

Acho que é hoje que envio a rapariga para um convento de freirinhas contemplativas.







sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Por segundos voltei a ser eu

A 1.ª coisa que os nossos adoráveis filhos fazem ao nascer é sacar-nos a identidade.

Deixamos de ser a Susana ou a Joaquinha para ser "a mãe da ..." ou, simplesmente ~"mãe".

Para alguém habituada a ser tratada nas palminhas das mãos, por toda a família, esta perda de identidade é dose.

Até à Leonor nascer, a minha avó não saía da casa sem me perguntar "queres alguma coisa da rua?" (entenda-se um bolinho ou umas gomas).

Ontem fui, sózinha,  a casa da minha avó e quando cheguei ela perguntou-me "queres um daqueles bolinhos de gema, que tu também gostas muito?".

Fiquei deliciada, com o gesto e com o bolinho (para quem não sabe, trata-se de um bolo seco com uma grande crosta de açúcar com ... açúcar).

Os bolos estão lá para as meninas. Todos os dias, a minha avó tira 2 da caixa e guarda numa caixinha pequena, para dar às meninas sem que elas vejam os outros (segundo diz).

E assim, por breves segundos, voltei a ser eu, a menina do mimo.

Foi muito bom.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rastafari

Conhecem algum rastafari? Podem dizer quais os primeiros sinais de conversão a essa filosofia e se incluem nós no cabelo?

Por falar em nós no cabelo, alguma dica infalível para os desfazer, sem ser à tesoura?

Será que algum dia vou ter paz?

Raça das garotas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Doces ou travessuras


Joana Vasconcelos ?!!!

Apesar da minha, confessa, falta de sensibilidade para a arte contemporânea, sou apreciadora do trabalho da Joana Vasconcelos.

Contudo, não posso deixar de referir que a sua criatividade fica a anos luz da das minhas filhas.

A última obra de arte foi um lindo tapete feito pela Benedita com pensos higiénicos.

A genialidade foi tanta que até confundiu a sua mestre Leonor que  me chamou aos gritos "mãe, a Tita está a mexer nas tuas fraldas".

Percebe-se porque é que tenho medo de visitas inesperadas. é que é preciso uma elevada perspicácia e abertura de espírito para aceitar estes devaneios criativos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mudança de hora

Até me considero uma rapariga com grande capacidade de adaptação, mas devo estar a ficar velha.

Esta mudança de hora, cuja razão de ser ainda não consegui perceber, está a deixar-me doida.

Isto de, às 18h, olhar pela janela do Gabinete e não ver um palmo à frente do nariz mexe-me com os nervos.

Sinceramente, dispensava bem a horinha que ganhámos este fim de semana.

Faz-me falta a luz. Que neura.

Sopro de Still

A pequena Maria Leonor tem um sopro de Still, também designado "sopro inocente".

Segundo a cardiologista, este sopro é muito frequente em crianças da sua idade e irá desparecer com o tempo.

Vida normal, sem qualquer tipo de recomendação.

Esclarecida que está a questão e agora que posso brincar com ela, só me oferece dizer que só mesmo o sopro é que é inocente nesta criança que me leva à loucura.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Código Morse

É incrível o número de ordens que uma pirralha de 19 meses consegue dar só com a sílaba ti e o dedo indicador esticado.


"ti, ti", dedo indicador apontado para a própria (presa na cadeira de comer a papa)

"ti ti", dedo indicador apontado para o chão


Tão simples de perceber. E os adultos que complicam tanto, com palavras, pontuação e salamalaques.

Tita e Lala

A Tita e a "Lala" têm 19 meses e andam juntas na escolinha desde os 5. Toda uma vida portanto.

A empatia entre as duas pestinhas foi imediata desde o 1.º momento.

Não vivem sem se esgadanhar uma à outra.

São capazes de se matar pelo colo da educadora e auxiliares e mais de metade das 3 frases que, uma e outra, são capazes de articular inclui o nome da rival.

Tanta rivalidade vai acabar, tenho esse pressentimento, numa amizade para o resto da vida.



Dia das bruxas

A Leonor anda eufórica com o dia das bruxas.

Não se cansa de dizer que na 4.ª feira vai passear pelas ruas a dizer "doces ou travessuras" e que quem não der doces vai levar com farinha na cabeça.

Por falar em cabeça, eu bem puxo pela minha mas, assim de repente, não me ocorre brincadeira mais pedagógica.

domingo, 28 de outubro de 2012

La Palisse não diria melhor

"Tu és a mãe. Não és tu quem manda cá em casa".

Pois, claro. Só mesmo eu é que não tinha percebido ainda essa lapalissada.

Dica de poupança da Leonor

Já que estou numa de dicas de poupança, dou-vos uma que a Leonor segue à risca.

Para limpar o rabiosque chegem, e sobram, 2 quadradinhos de papel higiénico. E ai de quem ela veja tirar mais do que isso do rolo.

A pobre ainda desconhece o conceito de proporção.

Ideias para poupar nas prendas de Natal

Estando a aproximar-se o Natal, há que pensar na forma de poupar nas prendas de Natal, o que implica pegar em papel e caneta para fazer a lista de pessoas que pretendemos presentear e, claro, elaborar o nosso orçamento.

Comprar com antecedência é importante, para evitar as compras de última hora, naqueles momentos em que as lojas estão à pinha e  já não há tempo para procurar o melhor preço.

Penso que isto será o básico.

No que diz respeito às prendas em si, há ideias giras que permitem passar momentos divertidos com aqueles que mais amamos, sem gastar muito dinheiro.

Uma delas, que acho o máximo, é oferecer um envelope com uma raspadinha. A malta diverte-se a raspar, ajuda a Santa Casa da Misericórdia e, com sorte, ganha uns eurozitos.

O Amigo Invisível é outra ideia que me parece fantástica para implementar na família. Faz-se um "sorteio" prévio, para decidir quem dá a quem e cada pessoa só compra uma prenda.

Gosto também de prendas conjuntas e, ultimamente, tenho cravado as minhas manas. Juntamo-nos as 3 e sempre dá para oferecer algo melhor aos papás, gastando menos individualmente.

Haja criatividade, Amor e não nos esqueçamos que as prendas são um símbolo das oferendas levadas ao Menino Jesus pelos Reis Magos.

Poupemos, aqueles que ainda o conseguem fazer. E, sobretudo, escolhamos uma instituição e/ou família a quem ajudar neste Natal pois, infelizmente, há muitas pessoas para quem este post não faz o menor sentido.



O Hodgkin, logo existo recebeu um rebuçado

Hoje, o meu calcanhar de Aquiles e irmã mais nova, resolveu premiar o Hodgkin, logo Existo com o Liebster Award, prémio que tem como objectivo premiar os blogues com menos de 200 seguidores, como o meu humilde cantinho.

Gostei do rebuçado e nem o facto de ter vindo de alguém que é do meu sangue (e por isso pouco imparcial) lhe tirou o gostinho.

Não só é uma honra ser premiada pela autora de um dos meus blogues favoritos, Boneca de Neve (a miúda escreve bem que se farta), como acho imensa piada ao desafio que me faz recuar aos tempos da escola secundária.

Houve um ano em que circularam vários cadernos por toda a turma com perguntas sobre os gostos de cada um e ia sendo linchada em praça pública por ter dito que considerava o Alberto João Jardim uma pessoa inteligente. Passados 20 anos continuo a achar o mesmo. Diga-se de passagem que sempre achei piada a gente que não fecha bem a mala.

Passo assim, e tal como solicitado, a enumerar os 11 melhores momentos de sempre:

- quando, tinha eu 10 anos, recebi a notícia de que a minha mãe estava grávida da minha irmã mais nova

- todos aqueles domingos, em que chovia torrencialmente e o meu pai estava até à última para decidir se íamos, ou não, ver o Beira-Mar (acabávamos sempre por ir)

- aquele em que, muitos anos depois, tornei a beber leite de morango (levou-me à infância)


- o telefonema que recebi, em pleno autocarro, e no qual a Sílvia me disse a última nota que faltava para acabar o curso

- a manhã em que, do nada, me caiu nas mãos um bilhete para um jogo do Euro 2004

- o pedido de casamento e oferta do anel de noivado (apesar da decisão estar tomada e comunicada de antemão ao pai da noiva)

- o dia do casamento

- o dia do nascimento da Leonor

- o dia em que ouvi a médica dizer que o PET estava limpinho

- o dia do nascimento da Benedita

- os baptizados das minhas filhas

Pronto, fiz um bocadinho de batota e indiquei 12 momentos. É que é difícil fazer esta selecção.

Peço desculpa à minha mana, mas vou subverter as regras do jogo e colocar 11 questões a quem me lê:

1- Em pequeno queria ser ...
2 - Hoje sou ...
3- Destino de sonho ...
4 - Livro de uma vida ...
5 - Livro de culto ...
6 - Ditado popular favorito ....
7 - Sonho por realizar ...
8 - A coisa mais irritante do mundo
9 - Ser poeta é ...
10 - Dica de poupança ...
11 - Música para sonhar ...

E pronto, hoje deu-me uma de adolescente. Deve ser influência da musiquinha romântica que ouvi hoje na viagem entre Santa Maria da Feira e Aveiro.

Aguardo, ansiosamente, as vossas respostas.

sábado, 27 de outubro de 2012

Eis-nos chegados à fase dos recortes

E pronto, eis-nos chegados à fase dos recortes.

D.ª Maria Leonor aprendeu a técnica na escolinha e agora vai tudo a eito.

O chão da minha casa já era, frequentemente, coberto de folhas A4. Agora é multiplicar essas folhas A4 por 1001 pedacinhos.

Não sei se ria se chore. Para já, tenho quase a certeza que um dia destes vamos ter recortes de coisas que nunca deveriam ser recortadas, tipo cartas e fotos. Depois é a guerra com a pequena, que quer fazer tudo o que a mana faz.

Mais pulgas para eu me coçar, é certo. Mas enquanto me lembrar do sorriso e do "obrigada mãe" que ela fez quando lhe entreguei a tesoura que o bisavô Emílio tinha guardado para ela, só posso sorrir.

Só não sei se sorrirei quando chegar à fase da picotagem. Espero bem que na escolinha nuunca se lembrem de ensinar a técnica.

É que já nos estou a ver a fugir com o rabo ao alfinete.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Grupo de Ajuda Mútua - Núcleo Aveiro da Associação Alzheimer

 
O GAM (Grupo de Ajuda Mútua) é um grupo de pessoas familiares ou cuidadoras de pessoas com Doença de Alzheimer, que partilham um mesmo problema e que se reúnem de forma periódica, para exporem as suas dificuldades, tentando procurar solução em conjunto para diferentes situações com que se vão deparando.
 
O GAM reúne-se habitualmente na primeira sexta-feira de cada mês, no Centro de Saúde de Aveiro, das 17.30h às 19.00h.
 
Datas da próximas reuniões:
 
- 16 de Novembro;
- 07 de Dezembro.
 
Os cuidadores interessados deverão contactar a Santa Casa da Misericórdia de Aveiro- Núcleo Aveiro da Associação Alzheimer Portugal, através do 234 940 480/6.