quinta-feira, 31 de maio de 2012

Crise vocacional

Com tanta coisa para dizer, ainda não vos contei que a minha filha Leonor se encontra a atravessar  uma crise vocacional.

Quando tinha já o hábito vestido, e a procissão de Santa Joana estava mesmo a começar, começou a sua grande dúvida interior e agarrou-se às minhas pernas. Como mãe compreensiva que sou, dei-lhe tempo e espaço.

A pequena tem de tomar uma decisão livre. Não insisti que fosse na procissão e telefonei ao avô para que a viesse buscar para dormir a sesta. Resultado, fugiu do convento ainda antes de entrar.

Apesar do período de reflexão, ou talvez por ele, anda sempre a cantar "O meu Jesus chegou" (ainda não descobrimos quem a ensinou ou se será mesmo um chamamento interior)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Só boas notícias

Queria ter-vos contado ontem mas, depois de ter o post escritinho, houve uma pequena criatura de 3 anos que consegui fazê-lo desaparecer e já não deu para o refazer. O meu sogro teve consulta e diz o médico que a operação foi um sucesso. Está limipnho e não necessita de tratamentos adicionais. Poderá fazer uma vida sem limitações. Para além de partilhar esta boa notícia, não posso deixar de passar a mensagem que transmitiu relativamente à alimentação. Falavam concretamente, em enchidos mas será aplicável ao resto. Não há nada que comprove que o consumo de enchidos origine cancro. Há é estudo que mostram haver uma alta incidência de cancro em pessoas que consumiam enchidos. Pode não parecer, mas é diferente. A causa do cancro pode ter sido outra. Ou seja, uma rodelinha de paio de vez em quando não matará ninguém. Tal como me disse a nutricionista do IPO, como em tudo, o que é necessário é equilíbrio e moderação. A outra grande notícia que marcou o dia foi a de que a consulta do guerreiro de Mr Hodgkin, Pedro Tavares, correu muito bem e já vai retirar o cateter. Meu caro, espero que não queiras ficar com ele de recordação. A mim tiraram-me logo as expectativas. Disseram que o iam lavar para usar noutro paciente (às tantas até foi em ti). PS Cristina Nico, estás a dever-me uma alheirazinha :)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tá tá

A Maria pequena já começa a dizer umas palavritas Olá olá (sem necessidade de tradução) Pá pá (papá ou mamã, consoante a necessidade) Ta ta (Tita, a própria) Tá tá (já está) Tudo o resto exprime com linguagem gestual. Umas vezes com beijinho e festinhas, outras com unhas e dentes

Piquenicar

Hoje vai ser um dia importante e especial.Terá início um novo conceito - terapia do riso ao ar livre. Vou piquenicar com a Elite e algo me diz que será memorável. Graças à pê pê da Leonor, que caiu para debaixo da cama e fez com que a proprietária me arrancasse, aos berros, de um sono profundo, o forno já está a bombar. Vamos ter quiche, meninas. Até jáaaaaaaa

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Já caminha

A minha Maria pequena começou a caminhar este fim de semana. 2.º dia, 1.ª pisadura na cara.

Agora, sim, saberei o que é ser a dobrar com uma a fugir para a direita e outra a fugir para a esquerda.

Tenho imensas expectativas nesta fase. Acredito que, em vez de stressar, vou aproveitar o outro lado possível da situação. Calçar as sapatilhas e ficar com uma resistência física daquelas de fazer inveja.

Ontem comecei a treinar. Fui até ao shopping e deixei a Leonor à solta, tipo lebre nas maratonas. Aquilo é que foi correr atrás dela. No regresso, a Maria grande estava cansada e quis colinho da mãe. Foi altura de tonificar os músculos dos braços.


Tivesse eu começado os treinos mais cedo e acho que ainda me conseguia qualificar para os Jogos Olímpicos.

Estou tão orgulhosa das minhas meninas

domingo, 27 de maio de 2012

Extreme Couponing

Eu sabia que a entrada da TV Cabo em minha casa ia ser uma tentação do demo, mas, na minha inocência, pensava que o problema seria só o Canal Panda. Acontece que a Zon resolveu disponibilizar, pelo mesmo preço do pacotezinho básico que tínhamos escolhido, mais uma série de canais. Entre eles, o AXN e esse perigo que é o TLC. E agora, mãe de família e dona de casa, dou por mim aos domingos de manhã a ver aqueles programas fúteis, óptimos para quem, como eu, aproveita todos os segundinhos disponíveis para não usar o cérebro. Entre esses programas está o Extreme Couponing. Há dias dizia que era gaja para me viciar em compras com cupões. Pois é, acho que aconteceu. Claro que estou a caricaturar um bocado. Estou longe de fazer o mesmo que aqueles americanos que compram toneladas de produtos só para os poderem ver nas prateleiras. A verdade é que sempre fui poupada (as minhas irmãs dizem que é forretice) e adoro ir a hipermercados (então quando estou com a neura, não há melhor escape). Logo, junto o útil ao agradável. E é interessante, para mim que normalmente ando na vida a ver passar os navios, estar atenta às jogadas de marketing verdadeiramente brilhantes que muitas destas promoções encerram. Como é óbvio, "não há almoços grátis". Isto dos cupões tem servido para umas boas risadas com amigas. Podia ter-me dado para outra coisa, deu-me para isto. Para quem me tem perguntado onde arranjo os cupões, cá vai (que eu não escondo o jogo, Suzzz). Se virem bem, começam a estar por todo o lado. Jornais, revistas, sites das marcas, na casa dos amigos (eh, eh os últimos da colecção cravei-os ontem)... Depois, não faltam blogues fantásticos que fazer um verdadeiro serviço público e ajudam a programar as compras, aproveitando as promoções. Deixo aqui dois exemplos http://descontos.blogs.sapo.pt http://criatividade-em-movimento.blogs.sapo.pt As autoras destes blogues gostam destas coisas da poupança e vão partilhando dicas espectaculares. Claro que,até para isto, é preciso ter sorte. Moro, e trabalho, perto de uma série de hipermercados pelo que posso ir passando por vários, sem que gaste mais gasolina do que aquilo que poupo nas compras. Um hobbie como outro qualquer (quero acreditar)

São mais calminhas, as meninas

Acho piada às teorias generalistas tipo "as meninas são mais calminhas". Até pode ser verdade, mas, como quase sempre, razão tem o povo ao dizer que não há regra sem excepção. E cá em casa, quis o destino, que me viessem parar duas excepções. A Maria Leonor voltou à fase Rambo. Quando desobedemos a sua alteza real, aí vai molho. Em casa recorre às caneladas e no infantário à chapadona. Para proteger a integridade física dos amiguinhos, a educadora senta-a sempre nas pontas, ligeiramente afastada, de modo que que a sua delicada mãozinha não chegue à cara de quem teve o azar de ficar ao lado. Já a Maria Benedita recorre à sua vozinha maviosa, unhas aguçadas e dentes que parecem estiletes para mostrar a sua posição, sempre contrária à nossa, naturalmente. Com a rebeldia própria da idade e de quem ainda não tem medo da vida, gosta de se atirar para o chão a espernear. Por acaso tem tido sorte, há sempre uma mão amiga para lhe proteger a nuca. Esta veneta das minhas meninas leva-me a crer que não é só aquilo que a mãe faz durante a gravidez que pode influenciar os bebés. Os gostos de adolecência, pelos vistos, determinam muita coisa. Por isso, meninas que possam estar a ler, pensem bem nos filmes que escolhem ver. Se tiverem o Schwarzenegger, Dolph Lundgren, Stallone (e afins) inflirão uenciar o vosso futuro, mais do que imaginam.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Para um combatente de Mr Hodgkin

Este post é dirigido, especialmente, a um combatente de Mr. Hodgkin, que conheci recentemente. Tens-me feito algumas perguntas sobre a minha experiência na nova fase que agora estás a passar (pós tratamentos). Já falámos sobre algumas situações, imagino (porque também as senti e sinto) que as tuas dúvidas e ansiedades sejam mais do que muitas, e só espero que, por pouco que seja, consiga ajudar-te. Terminei a quimio em Dezembro de 2009, a 2 dias da noite de consoada. Não fiz radio porque, à partida, a coisa estava feia. O linfoma estava no estadio IV (ou seja espalhado acima e a baixo do diafragma e, como tal, não localizado). Assim, lá fiz 6 ciclos de quimio (12 sessões), sob a "ameaça" de que, caso não resultasse, teria de fazer outro tipo de quimio que obrigaria a internamento. Graças a Deus, nada disso foi necessário. Em Agosto foi-me retirado o cateter. Ia ansiosa, claro, mas não custou nadinha. Vai descansado. Durante o tempo que o tive, nunca me colocaram restrições. Fiz a vida normal, dentro do contexto. Peguei na Leonor ao colo, sei lá, tudo normal. Aliás, a minha médica nunca fez nenhuma observação sobre eventuais limitações à vida normal. Disse foi que eu nunca mais seria uma pessoa normal, eh,eh (acho que nunca fui). Na altura nem quis saber o que queria dizer com aquilo. Tempos mais tarde perguntei-lhe e respondeu-me que, tendo feito quimio, estava mais sujeita a outro tipo de tumores. Se calhar, não devia dizer isto mas provavelmente já o leste nalgum lado (se o próprio médico não to disse). É uma realidade com a qual vamos ter de viver. Com isso e com momentos de alguma tensão porque sentimos (ou achámos que sentimos) um gânglio ou outra porcaria qualuqer. Acho que faz parte do processo. Para mim, importante é irmos aproveitando cada momento e tentar (dentro do que nos é possível) não fazer futurologia. Podemos ter uma recidiva, sim, mas também podemos não ter (e vamos acreditar nisso). Da mesma forma que muitas pessoas que não têm os chamados "comportamentos de risco", como eu (se não contarmos com as asneiras alimentares) acabam por ser metidas nestas andanças. Diferenças, físicas, em mim, noto poucas. Há as 3 cicatrizes de cateter e biópsias, a unha do dedo do pé que ficou meia esquisitóide e pouco mais. Sinto-me muito cansada, quando estou fora de casa (fisicamente falando), mas também nunca tive grande preparação física, pelo que a resistência é pouca. Não sei se terá alguma ligação à quimio. Será uma das perguntas a fazer na consulta, em Julho. Quanto ao facto de te sentires inútil só tenho uma coisa a dizer "esquece". Quando o senti, lixei-me. Resolvi aprender a ligar a máquina de lavar roupa (até aí tarefa do meu marido) e foi até hoje. E como eu detesto tratar da roupa ... Vai ficar tudo bem. Tenho a certeza. Um dia destes terás mais um elemento para a equipa de futebol, como tanto queres. PS Há miúdas que também gostam de futebol. BEIRAAAAAAAAAAAAAAAA

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Suzzz, és a minha ciumenta preferida

Tenho de jogar no totoloto :) Beijos grandes e até amanhã. PS fizeste bem em dar-me nas orelhas

Também não estou a ver

E diz a minha avó, sem qualquer tipo de ironia, "A Leonor é esperta como um alho, não sei a quem sáirá assim".

Apresento-vos a Silvina

Há dias falei no postal que a Silvina me enviou de Moçambique (via Paris) e várias pessoas me perguntaram quem ela é. Sou um bocadinho possessiva no que diz respeito às Amigas, mas hoje abro uma excepção. A Silvina é uma Amiga, que ainda só conheço virtualmente, mas com quem hei-de ir tomar um cafézinho a Paris (havia a possibilidade de ela vir a Aveiro comer uns ovos moles, mas prefiro começar pelo princípio, eh,eh). Gosto dela e ela de mim. Preocupamo-nos uma com a outra. Coisas da Amizade, que nem sempre tem de ser física (e ainda bem porque se for a pensar nas Amigas que vivem perto de mim e que estou meses sem ver, ficava preocupada). Podem conhecê-la no blogue, espectacular, que escreve http://episodiosderadio@blogs.sapo.pt , mas atenção, a Amiga é minha (eh, eh). Bisous ma chérie Silvina. PS E mais não digo, para não manchar a tua reputação

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Prémio Mãe Blogger e outros assuntos

Dias houve em que conseguia levantar-me cedo e escrever umas coisitas no blogue, arrumar a cozinha (que à noite fico completamente inoperacional), apanhar brinquedos, estender roupa, acordar 2 garotas, lavá-las, dar-lhes o pequeno almoço, lavar-me, tomar o pequeno almoço, vestir-me, sair de casa a correr, meter-nos no carro às 3, deixá-las no infantário e chegar ao trabalho às 08h58, pronta para entrar às 09h00. Ultimamente, o cansaço (porque será?)só me deixa fazer o mínimo essencial, que é tratar de mim e das cachopas (mais delas, claro está) e chegar ao trabalho depois das 09h00. Já vão longe os tempos em que o Prof. Pereira escrevia nas minhas fichas "aluna muito assídua e pontual". A pontualidade já era e a assiduidade tem meses (em Julho vou retomar a ronda às várias especialidades do IPO). Por isso não tenho respondido a várias das vossas questões. Feita a explicação, aqui vai (daquilo que me lembro). O período de votação no prémio mãe blogger só inicia em Junho (creio que dia 7); por enquanto decorre a fase de inscrições. A seu tempo darei informações. Concorro por mero gozo e sem qualquer tipo de expectativa, até porque já vi que a concorrência é muito forte. Para além disso, não sei bem se este blogue pode ser considerado um baby blogue, apesar de a temática dominante nos últimos tempos serem as criancinhas. Sempre é mais simpático do que falar só de cancro, embora dificilmente consiga dissociar o cancro do que quer que seja que me aconteça na vida. O certo é que nunca tive intenção de fazer disto um blogue temático. Escrevo sobre o que me vai apetecendo e quando posso. Quanto ao prémio, a mala para levar para a maternidade, e se o vier a ganhar, já sei a quem o dar (mas não digo publicamente). Às meninas que me têm falado num possível livro, nem sei bem que dizer. Fico vaidosa (e muito, porquê negá-lo, por acharem que tenho jeito para a coisa) mas também acho que sou demasiado desorganizada para isso. Quem sabe um dia... Até que esse dia chegue (se chegar) vou fazer um workshop de escrita criativa que é algo que há muito pensava fazer e vou partilhar com o meu eterno companheiro de vida. Será, mais uma, experiência a dois. Estou, essencialmente, numa fase de arrumação do sótão (leia-se ideias) e de fazer algo de que gosto.

sábado, 19 de maio de 2012

14 meses de rebeldia

A brincar, a brincar já se passaram 14 meses.

A minha Titocas está, escusado será dizer, um espectáculo. Já dá dois passinhos seguidos, até se espetar no meio do chão.

Diz olá olá e pá pá (esta nunca lhe perdoarei, era suposto dizer má má em 1.º lugar, que eu é que teve as dores).

 E, sei  que não vão acreditar, cantarola a música da Clarinha (de um compositor clássico cujo nome não me recordo). Mas é mesmo verdade, a miúda já tenta cantar, tal como a mana.

Depois de uns meses em que andou esquecido, o CD da Ana Faria "Brincando aos Clássicos" voltou aos tops do meu carro. Primeiro, a música n.º 2, depois a n.º 1 e a seguir a n.º 3, sempre na mesma ordem, que elas devem ter feito um pacto para me enlouquecer.

É giro ver como mostra a sua forte personalidade e gostos, nomeadamente pelo wrestling (que pratica na Leonor).

Uma mulher feita, a minha mais nova.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Coucou Silvina

Coucou Silvina que seria de mim, sem uma Amiga como tu? Obrigada pela mensagem de Parabéns e por me lembrares, pelo 2.º ano consecutivo, de actualizar o perfil. Obrigada também pela surpresa. Tenho concluído que há poucas coisas melhores do que abrir a caixa do correio e encontrar algo que não publicidade e contas para pagar. O meu professor da escola primária (professor Pereira) dizia que "só se adora a Deus". Como gosto do verbo adorar, e sem querer ser herege, vou ignorar esse ensinamento e dizer-te que ADOREI o postal, em si e em tudo o que significa. O carinho que senti com essa tua lembrança da minha humilde pessoa é algo inexplicável. Claro que o postal quase provocava uma contenda familiar. Quando vi um postal de Moçambique pensei, realmente os CTT lá da terra são lentos. É que o meu homem, e pai das minhas filhas, esteve em Moçambique no mês de Março e uma das minhas irmãs, gestora da conta de postcrossing da Leonor, encarregou-o de mandar um postal à catraia. Diz o homem que em Moçambique não há serviços postais, pelo que postal de Moçambique nem vê-lo. Resultado, vi o postal e, depois de constatar que não era do meu eleito, arranquei escada a cima, pronta a disparar. "Ainda bem que não há correios em Moçambique". Candidamente, respondeu-me "já sabia que ias dizer isso" (sou demasiado previsível, ao que parece). "Vai lá baixo e vê o carimbo". Lá engoli em seco e tive de me penitenciar pela precipitação. O postal foi enviado de França. Quanto a inspirar-me para uma alimentação saudável anti-cancro, lamento mas é uma batalha, mais do que perdida, para a qual não estou virada. Um dia hei-de voltar aos meus desabafos sobre essa questão. Para deixar aqui um cheirinho, posso só dizer-te que ontem comi um arroz de cabidela de leitão que me fez lamber os beiços, assim como o próprio do leitão e a sua pele bem estaladiça. Não deve dar lá muita saúde ao corpo, mas a minha alma ficou regalada. Um grande beijo chérie.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Como quase matei o meu marido

"Olha, hoje conheci uma senhora que tem um casalinho com a diferença de 22 meses, como as nossas meninas, e já está grávida do terceiro". Quando me virei para ele, vi-o completamente lívido a tentar balbuciar qualquer coisa como "não te ponhas com ideias". E não estou com ideias, juro. O facto de ir candidatar-me a um concurso de blogs cujos prémios são malas para levar para a maternidade é a mais das pura das coincidências. Sem stress

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dia de festa

A princesa rainha, D.ª Maria Leonor, fez ontem 3 anos e teve uma festa à altura da sua condição real. Papás, manas, avós, padrinhos, tios, primos e muitos (e bons)amigos juntaram-se para celebrar a vida. Aqui a mãe babada andava há meses a sonhar com este dia, mas nem em sonhos a festa teria sido tão perfeita. Tivemos a alegria de contar com o avô Augusto que, numa prova de que o Amor tudo ajuda a suportar, mesmo as dores físicas, fez questão de estar com a sua Leonor neste dia. A presença do avô Augusto originou, aliás, uma grande salva de palmas, após as lindas palavras que o padrinho Rui proferiu. Nem tive tempo de te agradecer, meu Amigo, mas em breve hei-de redimir-me Ao final do dia, houve um inevitável momento de retrospectiva feito a dois (mamã e papá). Desde a gravidez ao parto, lembrámo-nos dos momentos de alegria vividos, e também dos muitos momentos de angústia causados por Mr. Hodgkin. No final, o saldo é francamente positivo. Valeu a pena cada minuto de angústia. A alegria é, em muito, superior a tudo o resto. A festa serviu, ainda, para relembrar que sou a pior anfitriã que há no mundo. MAs não é de admirar, pois se sou incapaz de organizar a gaveta das meias, difcilmente seria capaz de organizar festas. Entre outros esquecimentos, houve o das moelas, carinhosamente preparadas pela avó Lili. Espero que me perdoes mãe, mas quem sai ao seus ... E obrigada, madrinha Dina, por reparares que faltava 1 vela. A idade está dar cabo de mim, estava cheia de convicção quando coloquei só 2. A pinhata fez um sucesso, especialmente entre alguns adultos. A tia Eva tentou matar uma das convidadas. Houve de tudo Em resumo, foi um dia intenso num fim de semana cheio de emoções.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

É já amanhã

Amanhã prevê-se um dia em cheio, com muito coração e tudo e tudo, não é Aninhas? Vou realizar um sonho de infância e participar na Procissão em Honrta de Santa Joana Princesa, a padroeira de Aveiro. É certo que o sonho incluía ir vestida de anjinho mas, atendendo aos meus provectos 35 anos, já não me parece muito apropriado. A minha Leonor vai de Santa Joana e estou ansiosa para ver como corre. Isto de ter filhos filhos é bom para realizar os sonhos dos pais. REspero que não descambe em toxicodependência.

35 já ninguém mos tira

E é assim, 35 ános já cá cantam. O dia foi intenso. Tive direito a tudo, desde uma auditoria da APCER ao 1.º gatinhar da Benedita e a uma carinhosa chapadona da Leonor, quando estendi a bochecha para que me desse os parabéns. Recebi também um contacto de "companheiro" da luta contra Mr. Hodgkin, que espero poder ajudar. Muitas mensagens, muitos telefonemas. Em resumo, muito mimo. Sou, sem dúvida, uma trintona (quase quarentona) cheia de sorte. Venham muitos mais 35, 1 de cada vez para que possa saborear cada momento, mesmo aqueles em que sou espancada pelas minhas filhas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não te preocupes, continuo igualzinha

Hoje, sem querer, assustei uma amiga ao mostrar a minha carteirinha de cupões de desconto. Não consigo deixar de sorrir, sempre que me lembro da cara da minha querida Evita, de olhar aterrorizado, a dizer "Neves, tu não és organizada"!!!. Pois não, pois não Evita. Fica descansada que continuo igualzinha. Mas eu tinha avisado que era menina para me viciar em cupões. Há quem adore comprar roupa, eu adoro comprar mercearias e detergentes. Que fazer? Cada maluco tem a sua mania. Claro que isto passa, mais uns diazinhos e não sei onde pus a carteirinha mas, até lá, vou-me divertindo e divertindo os outros, pelo que tenho visto.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

E tu, como te sentes?

Quando o cancro chega, atinge tudo e todos. Às dores de quem tem de enfrentar cirurgias e, duros, tratamentos, somam-se os medos, angústias e incertezas de quem o vive na pele e daqueles que o rodeiam. ´ Tal como na gravidez, em que o pai fica frequentemente para 2.º plano, na doença é muito fácil esquecer os amigos e familiares que, apesar de essenciais à recuperação, regra geral sofrem em silêncio. Não está certo nem errado. É assim que as coisas, naturalmente, se passam. É normal que quem tem o dever de apoiar não se sinta no direito de exteriorizar a dor; é normal que quem rodeia tenha dúvidas e faça todas as perguntas possíveis e imaginárias, sem ter noção de que algumas dessas perguntas (pelo facto de colocarem hipóteses muito duras) ferem profundamente o destinatário. Com o tempo, este "esquecimento" de apoiar quem tem como papel apoiar tem vindo a desaparecer. A própria Liga POrtuguesa contra o Cancro tem consultas, gratuitas, de onco-psicologia para familiares de pacientes oncológicos, o que é de louvar. Quero com este postlembrar a importância da pergunta, que quase sempre fica por fazer, "E tu, como te sentes?"

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pingo Doce

O dia ficou, decididamente, marcado pela campanha promocional do Pingo Doce. Fá assumida de hipermercados, não faltei à chamada. Fui a um pequenino, aqui à beira de casa e tudo correu muito bem. Acho alguma piada (embora cada vez menos) aos argumentos, estafados, de que o facto de os hipers e shoppings abrirem em dias feriados (em especial no 1.º de Maio) é um atentado ao direito dos trabalhadores. Se calhar sou ingénua, mas vejo o trabalho como forma de revitalizar a economia. Não se esqueça que o comércio alimenta a indústria, o que acaba por dar emprego a muitas outras pessoas (para além daquelas que tiveram de trabalhar hoje). Mas adiante. O que chateia nesta acção do Pingo Doce é ver que causou desarmonia em muitas famílias (para não falar dos clientes que se acotovelaram nas lojas). Num espaço de cinco minutos ouvi duas pessoas a queixar-se dos familiares, que não avisaram que o Pingo Doce estava, praticamente, em saldos. E isto é algo que me ultrapassa. A cada dia que passa tenho menos paciência para as pessoas que se chateiam por tudo e por nada. Que, à mínima coisa, discutem e chegam a cortar relações com familiares e amigos. Obviamente que a culpa não é da Jerónimo Martins. A culpa é de quem não está bem com o mundo, mas nada faz para que a situação mude. Mais do que o impedimento de participar em arruadas, preocupa-me a falta de tolerância e de aceitação da diferença. Mas isso sou eu, que me diverti à brava com a minha mãe, enquanto arrastava os sacos cheios de compras. E que tive duas amigas a avisar-me da promoção.