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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

No privado é que é bom (ao contrário)

Ontem assisti a uma cena que me fez pensar. Uns pais foram com o seu bebé de 1 ano às urgências de um hospital privado porque estava com problemas respiratórios. A recepcionista, 5 estrelas, apressou-se a procurar um médico e voltou com o recado do doutor de que seria melhor irem ao hospital.
Para além do hospital privado não ter pediatra àquela hora, o médico ia jantar pelo demoraria uma hora.
Até consigo perceber a razão de ciência, embora me tenha incomodado o facto de não ter vindo fazer uma avaliação sumária ao bebé cujos pais optaram por esperar. Hora e meia depois, lá foram atendidos.
Com isto reforcei a convicção que a única diferença entre os dois hospitais é a maior comodidade que o privado oferece, factor importante sem dúvida mas algo secundário quando está em causa a saúde. Quanto à  qualidade técnica nem me vou pronunciar. Há um certo hospital  a precisar desesperadamente de concorrência.

A prenda de Natal que eu deveria pedir, segundo a minha mais velha

Segundo a Leonor, e por motivos que ainda não consegui apurar, eu deveria pedir ao Pai Natal um spa de bolas anti stress.
Admito que seja notória a necessidade, questiono-me é se a santa da minha filha tem noção do inestimável contributo que, juntamente com a sua santa irmã, dá para a elevação dos referidos níveis de stress.

Lúcia-lima

Se há sabores e odores que fazem viajar no tempo, o do chá de Lúcia-lima é um deles.
Foram tardes sem conta, passadas à lareira a ouvir as histórias de primos alentejanos que sinto conhecer sem nunca ter visto, que a avó Bena não se cansava de repetir enquanto bebericavamos o chá de folhas colhidas no jardim da tia Lurdes.
Grandes e ternas memórias.

O dia de Acção de Graças aos olhos da Leonor

-Mãe, a professora de inglês disse que no dia de Acção de Graças se come peru assado e tarte de abóbora mas eu acho que nesse dia as lojas deviam dar tudo de graça.

Intuindo a lógica do raciocínio, mas querendo perceber até que ponto estaria influenciadas pelas notícias sobre a Black Friday, quis saber porque dizia isso.

Então, porque seria uma acção de graça!, foi a resposta.

Afinal apegou-se só à literalidade das palavras, no significado que lhes conhece e que torna o raciocínio efectivamente lógico.
Adoro estas nossas conversas filosóficas.

Sou mesmo (a)normal

Naqueles dias em que me enfiam numa sala com malta de areas diferentes da minha, chego a sentir-me um alien. É esquisito perceber que toda a gente está em sintonia a achar que determinada coisa é preta enquanto eu a vejo de mil cores. A minha formação mostra-me que a interpretação de um texto está longe de ser matemática e acreditem que isso já me trouxe alguns constrangimentos que não aconteceriam se a mesma sala estivesse cheia de malta da minha área. Mas suponho que é esta diversidade de leituras e opiniões  possíveis que dá graça ao dia a dia.
Disto tudo concluo. Sou mesmo (a) normal.

Somos todos Heróis

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Não me canso de dizer que poder falar sobre a minha doença aos outros e sentir que, com isso, os ajudo é uma forma de lhe dar sentido. Foi também com a ajuda de outros testemunhos que consegui forças para superar aquele pesadelo. E estamos cá uns para os outros. Por isso, não hesitei um segundo quando a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas me convidou a contribuir para o livro de testemunhos que estava a idealizar. Foi com inegável orgulho que participei na sessão de lançamento, mas também com muita emoção. Aquele momento fez-me reviver muitas memórias, nem sempre fáceis, mas acima de tudo ajudou-me a recordar quão afortunada sou. Pela vida, família e amigos que tenho, só posso agradecer a Deus. Teria/tenho muito mais a dizer do que aquilo que transpus para o papel, hoje teria escrito de outra forma, provavelmente, mas foi o que consegui. E foi de coração aberto que contei a história do nascimento da Leonor e da Benedita, que na minha mente serão sempre representadas pela fi…

Lançamento do livro "Somos Todos Heróis" - apareçam amanhã no Pavilhão Rosa Mota

O lançamento do livro “Somos Todos Heróis”, editado pela Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, para o qual tive a enorme alegria de contribuir com o meu testemunho, irá realizar-se amanhã, dia 19 de Novembro de 2016, às 17:30 horas, no Pavilhão Rosa Mota – Porto.

O lançamento do livro está integrado no evento “Porto Saúde”, organizado pela APLL e pelo Porto Lazer, que  terá início no dia 19 de Novembro, às 11:00 horas, e encerrará no dia 20 de Novembro, às 20:00 horas. O evento tem entrada gratuita e um programa muito interessante, que inclui rastreios de saúde, concertos, animação para crianças, etc,etc,etc. Podem ver o Programa no site da APLL ou Facebook. Apareçam.

Adivinhem foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia

Contei AQUI mais uma tirada da minha patroa mais nova. Esta manhã, julgava ter a solução para que a cachopa saísse de casa feliz e contente. As padas de Vale d´Ílhavo.

Pois estava redondamente enganada. A patroa ficou ofendidíssima quando lhe ofereci uma com queijo. Tentei corrigir o meu erro e oferecer manteiga mas acho que só acirrei a fúria.

Adivinhem qual foi o rastilho para a 1.ª discussão do dia.


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Que raio de mãe sou eu, que não tem bacon em casa para rechear uma pada de Vale d´Ílhavo para a sua filha comer ao pequeno almoço?

Um doce para quem adivinhar

Estávamos a comentar como são boas as tostas de queijo feitas com padas de Vale d' Ilhavo quando uma voz estranha à conversa exclamou "eu gosto é com bacon".
Por acaso, duvido que a dona da voz alguma vez tenha provado a iguaria, mas tenho a certeza que deve ser boa. A cachopa tem sensibilidade gastronomica.
Um doce para adivinhar sobre quem estou a falar.

Como se desmotiva uma mãe

Uma pessoa arrasta-se da cama a custo. Tenta concentrar-se e encontrar formas de auto-motivação que lhe dêem coragem para sair e enfrentar a ventania (no sentido amplo do termo) que vai na rua.
Está a meio do processo e ouve uma vozinha adorável "mãe, vem deitar-te um bocadinho comigo". Por pouco não se enche de febre psicológica.
Que bela forma de desmotivar uma mãe.

João Pedro Pais ou a importância de vivermos de coração aberto

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Quando fui convidada para um concerto do João Pedro Pais não fiquei particularmente animada. Gosto de algumas músicas mas não simpatizava particularmente com o rapaz.
Mas o momento era importante e lá fui. Levei o coração aberto, até porque a vida já me ensinou que só assim deve ser vivida, sob pena de nos passar muita coisa ao lado, e não me arrependi.
O João Pedro Pais surpreendeu-me muito e o concerto foi muito acolhedor, num espaço agradável que ajudou a que o momento fosse vivido de forma tão intimista quanto bem disposta.
Gostei



A sem H

Pior que receber sms publicitárias de stands de  automóveis é  recebê -las com erros ortográficos, tipo os cartazes do Fernando Medina.
Os A sem H dão-me nos nervos.

A 6 meses dos 40 anos

E pronto, estou em contagem decrescente para os 40 anos. Faltam só 6 meses. Iupiiiiii

Ressuscitou

Hoje só vejo fenomenos do Entroncamento.
Não é que, passados 14 anos, vejo ressuscitar um arguido dos meus tempos de estágio  (que na altura nunca me apareceu à frente e foi julgado na ausência, diga-se). Ele há cada uma. Estou esperançosa que seja sinónimo de redenção.

Minha santa menina

A Tita é um poço de emoções e surpreende-nos a cada momento. Nos dias de catequese da mana, não há quem a demova de participar. Os lanches partilhados que se fazem no final são uma forte motivação, é certo, mas fa-lo porque efectivamente gosta. Trata-se de pura devoção e é ela quem nos empurra para a missa ao domingo.
Continuando assim, vai fazer a catequese duas vezes, a minha santa menina.

Como se desarma uma mãe

Depois de um dia de tropelias e brigas com a irmã, estava eu a ralhar e a dizer que eram horas de dormir, quando fui interrompida por aquele anjinho. " E Jesus, mamã? Temos de rezar a Jesus!".
Um doce esta minha Tita.

40 anos. É obra!

Faz hoje 40 anos que os meus pais disseram o sim.40 anos de muita cumplicidade e turras. 40 anos de um grande exemplo de vida em família.
40 anos que me fazem acreditar no Amor eterno. Aquele que resiste a ventos e marés e permanece firme no compromisso de prevalecer na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Todos os dias da vida.
Parabéns aos meus marretas preferidos.

A ignorância é uma benção

Ontem, na catequese, falava-se sobre a verdade e, em determinado contexto, o padre Armando disse que a ignorância pode ser muito boa.
De facto, se há certeza que se tem consolidado em mim é a de que a ignorância é mesmo uma benção.
Lamentavelmente  parece que, a este nível, vou ser como a minha avó. Saber demais sobre algumas pessoas e não por procurar, muito menos querer saber mas por esse conhecimento vir ter comigo de todas as formas e feitios. E eu que me ria quando a minha avó dizia que não tinha culpa de saber a vida da vizinhança toda.
Bem feita.

Eu só queria ter

Eu só queria ter tantos contos de réis quantos os sapatos de Barbie que encontro perdidos pela casa.

Será a obrigação de fazer trabalhos de casa violadora da Convenção dos Direitos das Crianças?

Muito se tem falado ultimamente da pertinência de obrigar as crianças a fazer trabalhos de casa e a temática faz-me regressar mentalmente à meninice.
Fui altamente massacrada com trabalhos de casa. O professor Pereira não brincava em serviço e os sábados de manhã, passados na sala do piano do meu avô eram um martírio.
Lembro-me do pai da minha melhor amiga, a Xana, que era professor, ser frontalmente contra os tpc e ter a admiração dos miúdos todos.
Apesar da minha experiência não ser das melhores, acho positivo que os meninos comecem a ter habitos de estudo. Tudo na devida proporção, naturalmente, e aí entrará a razoabilidade dos professores.
Sinceramente não me parece que sejam os deveres que impedem as crianças de brincar. Aliás, até permitem que os pais estejam mais proximos daquilo que é o seu dia a dia e das suas aprendizagens. Tudo, repito, com conta pesp e medida o que nem sempre acontece com as milhentas actividades extracurriculares em que as inscrevemos.

Uma vez inscrita em Religião e Moral para sempre inscrita

Quando inscrevemos a Leonor no Conservatório foi-nos dito que o horário seria definido em função do da escola. Só não nos disseram que não teriam em conta as AEC.
Resultado, quando foi publicado o horário do Conservatório, percebemos que seria inconciliável com as AEC de Religião e Moral e música, nas quais a patroa tinha insistido em inscrever-se.
Pensei que a coisa se resolvesse facilmente, dado o motivo do impedimento. Mas há  sempre um mas e neste caso fiquei atonita com o sistema. A legislação que regula a disciplinnão admite o cancelamento da inscrição pelo que a solução é justificar a falta às aulas até ao final do ano.
Confesso que me fez espécie isto
que só pode tratar-se de um esquecimento do nosso legislador para já não falar do arcaísmo do sistema que obriga a maratonas entre duas escolas públicas para comprovar horários num e noutro lado. Um filme que só visto.

O nosso Halloween

Ontem era uma daquelas noites em que daria a ponta do dedo mindinho da mão esquerda para ficar sossegadinha no meu sofá.
Mas como Deus sabe que sou uma molengona, resolveu compensar-me com amigos cheios de genica.
Quando já estávamos  dentro do autocarro da Joana.  Éramos 3 adultos e 4 crianças e lá fomos fazer um périplo por casa de avós e amigos, numa versão moderna do Halloween que só me faz lembrar aquelas peregrinações a Fátima feitas por etapas em que se regressa a casa de carro no fim de cada uma e retoma o caminho no dia seguinte.
Gostei. Obrigada por me sacudirem, Joana e Gilberto.