segunda-feira, 15 de julho de 2013

Alzheimer, uma doença da família

Li há dias que o Alzheimer é uma doença da família.

Nada mais verdadeiro. Não será só o Alzheimer, é certo, pois numa família a sério todas as dores são partilhadas. Mas o Alzheimer é-o particularmente, pela exigência em termos psicológicos.

Não é fácil lidar com quem começa a perder as faculdades mentais, especialmente quando esse alguém é uma pessoa que amamos e cuidou de nós a vida toda, com uma energia que julgávamos inesgotável.

Pois bem, toda a energia tem fim. O Alzheimer não tem cura, ponto final. Pode ser controlado, dentro do possível, mas não tem cura.

Aceitar esta realidade é duro, mas creio que é o primeiro passo para que os cuidadores consigam exercer a árdua tarefa da criar qualidade de vida ao paciente.

O Alzheimer bateu à porta da minha família e temos mais um grande teste pela frente. Estou certa que o iremos superar, sendo certo que superar não significa vencer.

Superar o Alzheimer será retribuir, com muita paciência, o Amor que sempre recebemos e reforçar a união que sempre nos caracterizou.

Como também li, os pacientes de Alzheimer perdem a memória (em especial a recente) mas não os sentimentos.

Contamos, por isso, com o sorriso terapêutico da Tita, que tem feito milagres.

Os tempos que se avizinham serão duros, mas não deixaremos que a doença seja mais forte que a nossa capacidade de amar. E é só isso que importa, no momento, amar.

4 comentários:

  1. tens razão, a Tita tem sido uma verdadeira terapeuta, neste caso em concreto!

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  2. Querida, um beijinho muito grande.

    É de facto mais um desafio que vão ter de ultrapassar.

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  3. Um beijinho muito grande. Muita força! Que o amor vença sempre e que a tua querida Tita e a Mana iluminem a família com os seus sorrisos lindos.

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  4. Muita força! Um beijinho muito grande.

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Obrigada por dar vida a este blog.