sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Cabelos

Não tenho jeito para tratar de cabelos mas este facto que não impediu que Deus me presenteasse com duas cachopas.


Entre a minha, suada, rotina matinal está o momento de lhes pentear as crinas o que (diga-se em abono da verddade) nem sempre consigo pois é extremamente difícil fazê-lo enquanto galgam casa fora a fugir.


Mas D.ª Maria Leonor já resolveu a questão. Diz que vai passar a pentear-se mais cedo, para poder ser o pai a fazê-lo.


Ora isso é que é falar. Já agora que lhe peça para fazer o resto, a ingrata.

Mãe, uma escrava ao seu dispor

Ando a ser chantageada e ameaçada.


À mínima coisa (leia-se ralhete), D.ª Maria Leonor diz que vai contar ao avô Fernando pois "é o teu pai e vai dar-te uma palmada no rabo". O mais preocupante é que corro o risco de levar mesmo, pois o avô Fernando passa a vida a ralhar-me por causa das suas ricas netinhas.


A espertinha já chegou ao ponto de me tirar uma foto com o telemóvel para "mostrar ao avô Fernando que estás sempre no computador em vez de tratar de nós". E é que a mostrou mesmo.


Na sua óptica, aqui a escrava tem de estar 100% ao seu dispor e no exacto segundo em que lhe dá na telha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Conversa ao pequeno-almoço

Leonor - Mãe, estás sempre a trocar-nos o nome!!! Não vês que eu sou mais alta e a Tita mais baixa! Tita - Mas nós somos quase gémeas! Leonor - Ai não somos não; além disso tu tens o cabelo castanho e eu o cabelo dourado! Tita - Ah, mas a Íris e a Bianca também são gémeas e uma tem cabelo loiro e outra castanho! E assim continuou a conversa, comigo deliciada a ouvi-las, sem conseguir tirar o partido de ninguém. A verdade é que, no caso, ambas estão correctas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Acréscimo excepcional da actividade da empresa

Se a Troika visse tantos contratos de trabalho a termo certo motivados por acréscimo excepcional da actividade da empresa como eu vejo todos os dias, repensava a neessidade de intervir em Portugal.

Sou (era) mesmo inocente

E dizia eu que é muito difícil fazer mudanças tendo uma criança de 3 meses e outra de 2 anos.


Ah,ah,ah


Pelos menos não iam aos caixotes tirar o que já estava guardado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O filme da minha vida

Carro novo e nova casa.


Se fizessem um filme sobre a minha vida, neste momento, o título só poderia ser "as aparências iludem".


Ah,ah,ah

Óscares



Se este fosse um blogue fashion estaria agora a comentar os vestidos das celebridades e a sua passagem pela passadeira vermelha.


Mas não é
... para não variar, nem 1 filme dos  nomeado vi.




Em bom rigor, nem nomeado nem por nomear (excepção feita aos Pinguins de Madagascar).




Mas isso também não interessa nada.  Gosto é de ver os vestidos das celebridades.


Fiquei a saber agora que a Jennifer Anniston ia muito giro. E que a Irina não levava roupa interior (anda muito bem informado o meu maridinho)




Mas isso também não interessa grande coisa. O que me importa é que a Simone de Oliveira vai concorrer ao Festival da Canção 2015 e estou curiosa (sem ironia).



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Faz-me me mal ir à Igreja"

A Leonor é uma caixinha de surpresas.


Depois de uma manhã a cantar música Pimba, da sua autoria", fez questão de passar a tarde comigo na Igreja onde aumentou o seu reportório musical.


Já passva muito da hora em que devia estar a dormir e continuava a cantar "Quando o Espírito de Deus habita em mim ....".


A certa altura desabafou "faz-me mal ir à Igreja; não consigo para de cantar".


Grande mal este de que sofre a minha filha.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Pimba

"Dá-me um carinho, dá-me um abraço, dá-me um beijinho, olha o que eu te faço!"


Esta é a banda sonora que se ouvia cá em casa, às 09h, pela boca da Maria Leonor.


Segundo a própria, a letra é da sua autoria e a música já está à venda.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

As mulheres devem fazer a barba? - questionário sobre nova tendência

Como se pode ler AQUI há uma nova tendência no mundo da cosmética (não se posso ousar chamar-lhe dermatologia) - sim, há mulheres que fazem a barba (e não falo daquelas que, declaradamente, precisavam de o fazer).


Que vos parece?

Leonor cortejada

Da lancheira da Leonor saiu, ontem à tarde, um desenho que me deixou sem saber se havia de rir ou chorar.


Do lado superior direito vê-se um anjo com arco e flecha; a trajectória da flecha está devidamente assinalada até um grande coração vermelho.


Depois vê-se a flecha a sair do coração e a acertar num menino; do menino, a flecha parte em direcção à menina.


Tudo numa lógica de espantar, se pensarmos que o João Francisco tem 6 anos acabados de fazer e a "Mari Leonor" (é assim que ele escreve o nome da amada) ainda nem 6 fez.


És um querido João Francisco, mas se te apanho nem sei que te faço.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O que a droga faz às pessoas

Percebemos o mal que a droga faz à cabeça das pessoas quando damos por nós no youtube a procurar uma música do Hodgkin.


PS
Não cheguei a escrever o nome, mas tive o impulso pois foi o 1.º nome que me ocorreu enquanto pensava em cantores que gosto de ouvir. Poor me

E dura, dura

O desfile de carnaval das escolinhas das meninas foi adiado para hoje, por causa da chuva.


Ontem chegou o recado de uma das escolas, a agradecer a disponibilidade dos pais e a pedir desculpas antecipadamente, caso o desfile tenha de ser adiado novamente, seja pelas condições climatéricas seja por efeito da greve do pessoal auxliar (estas greves marcadas à 6.ª feira matam-me).


E assim continuamos em modo carnaval.


Quem pensa que são só 3 dias está enganado.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Estava a ver que não

Estava a ver que este ano ninguém me ligava, depois da 3.ª feira de carnaval, a perguntar se a 3.ª feira de carnaval é feriado ou não.


Hoje foi o dia.


Seria bom, se significasse planeamento do próximo ano. Lamentavelmente, trata-se só do planeamento do mapa de férias desta ano e a dúvida resume-se a saber se aquele dia que "deram" aos trabalhadores deve ser considerado 1 dia de férias.


Haja pachorra.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Maluco atrai maluco. Confirma-se

Para acabar o dia em beleza, eis que um vizinho nos chama para ver os OVNI´s com os seus binóculos.



E já só falta um mês

Ontem, na nossa habitual conversa antes de dormir, a Leonor lembrou-me que temos de falar sobre a festa de aniversário da Tita. A nossa pequena está prestes a fazer 4 anos.


E eis que, findo o Carnaval, começamos a preparar a próxima grande festividade  do ano. Tudo entre caixotes e sacos de coisas para dar ou reciclar.


A malta quer é festarolas. E já só falta 1 mês!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Façam-se homens e resolvam isso com os punhos*

Aquele momento em que a discussão está acesa é viciante, especialmente quando a discussão é estúpida e os argumentos ainda mais ( aqui cabem quase todas). Falo por mim.


Por isso não me admiro que os presidentes dos nossos  "grandes"  (e outros que tais) não consigam parar.


Ou melhor, admirar até me admiro pois, supostamente, estamos a falar de profissionais e não propriamente da malta que se dedica à bola por carolice.


Mas adiante. O baixo nível que as discussões atingem, e que vamos vendo ao longo dos anos com os mais variados interveniente, chega a ser deprimente.


Até me apetece dizer "façam-se homens e resolvam isso com os punhos". *


* Ironia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Há alternativas aos shoppings, em dias de chuva e nos outros

Ontem o tempo esteve farrusco, por estes lados.


Com os primos suecos cá, em pleno Carnaval, havia que organizar uma saída.


A 1.ª ideia (e mais evidente) foi levá-los até ao shopping, mas a vontade para me enfiar num sítio cheio de gente não era nenhuma.


Vai daí, puxei pelo neurónio e lembrei-me do Museu do Brincar em Vagos. Os miúdos adoraram (e as graúdas então nem se fala), aliás é impossível não gostar de um espaço tão acolhedor.


A tarde foi tão animada que terminou com uma monumental birra da prima C, que não queria vir embora, e serviu para me relembrar que existem alternativas aos shoppings para entreter as crianças.


O próximo programa há-de ser no Museu Marítimo de Ílhavo e Aquário dos bacalhaus, lamentavelmente fechados na 3.ª feira de Carnaval.



Da brincadeira ao boato

A Tita pôs a mão na minha barriga e eu disse-lhe para ter cuidado com o mano.


Nunca hei-de esquecer a cara de espanto que fez (simplesmente deliciosa) e que me fez perceber o sarilho em que tinha acabado de me meter.


Assim que consegui parar de me rir, expliquei-lhe que estava só a brincar e não tinha nenhum mano na barriga.


Aparentemente aceitou a explicação, mas no dia seguinte disse ao pai "A mãe está grávida".


Comecei a dizer que não, que tinha sido uma brincadeira, ao que me responde "estás meu Amor, estás".


Só me apetece rir. Ah,ah,ah. Daqui a pouco já todo Aveiro sabe da minha gravidez carnavalesca.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Olha os namorados, primos e casados



Auto-estima lá no topo

- Tita, o que é a coisa mais valiosa que está cá em casa?

- Sou eu!

- E tu sabes o que quer dizer valiosa?

- Tita!

Sobre o carnaval e o sofrimento

Ontem era o dia do cortejo de carnaval das escolinhas das meninas.

Juntamente com as professoras, andaram dias a tratar das fatiotas.

A da Leonor era de camponesa; a Tita nunca conseguiu explicar qual seria a sua.

Andava super angustiada pois, por motivos de trabalho, não podia ir vê-las desfilar.

À hora em que o cortejo deveria saber começou a chover e a ventar.

Resumindo, não houve cortejo para ninguém e eu quase fui às lágrimas a pensar no desapontamento que as minhas patroas estariam a sentir.

Em bom rigor (e para não variar) acho que o entusiasmo relativamente ao carnaval é mais (muito mais) meu do que delas.

Já estava que convencida que o carnaval (nestas idades) é para os pais e não para os filhos.

Agora tenho também a certeza que a festividade foi inventada por alguém que só queria fazer as mães sofrer.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como o imaginário infantil condiciona as decisões tomadas na fase adulta

Um dos sonhos de juventude do meu pai era ter uma guitarra eléctrica.
Como a bolsa não era grande, limitava-se a vê-la numa montra.
Assim que teve oportunidade, comprou uma só para a ter em casa.
Claro que nunca aprendeu a tocar e a guitarra ainda só serviu para partir um candeeiro.

Já eu, sempre tive um fascínio por histórias de detectives e imaginava as suas reuniões em sótãos (sempre gostei de sótãos).
Como em miúda, não tive um sótão, apaixonei-me por um apartamento com montes de divisões no piso superior.
Passado menos de 4 anos, cá estou eu de casa às costas novamente.

Conclusão 1 -  o imaginário infantil condiciona as decisões tomadas na fase adulta
Conclusão 2 - acho melhor fazer as vontadinhas todas às cachopas (há quem diga que já o faço)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Febres e dores (na cabeça)

Quando andava na escola primária ficava sempre com febre à 3.ª feira à noite, véspera do dia da ginástica.


Como era roliça, a "Bolinhas" como me chamava o professor, detestava aquilo pois expunha aos olhos de todos as minhas limitações.


Agora é a vez de a Leonor sentir dores de barriga na escola, como contei há dias. A cachopa é muito fechada e orgulhosa, o que nos obriga a algum saber para conseguir tirar-lhe alguma informação.


Como sabem, achámos muito piada pois pensámos que as dores de barriga eram só para conseguir ir almoçar com a tia Dulce. Acontece que nos nossos tête à tête antes de dormir fiquei a saber que o motivo era outro.


A Leonor não quer almoçar na escola porque não quer ser a última a acabar de comer, ou seja por uma questão de orgulho. Ando a tentar explicar-lhe que metade dos seus genes foram transmitidos por uma família de pastelões e que há pessoas que gostam de comer mais devagar. Nada a fazer.


O outro motivo é porque há um menino da outra sala que lhe bate. Pelos vistos o menino bate a todos, pelo que não será nada pessoal.


A Leonor falou-me disto a custo e não queria, por nada, que eu contasse à professora.


Logicamente, não pude guardar reserva e falei com a professora e auxiliares da escola, enquanto rezei a todos os santinhos para que o avô se contivesse e evitasse ir à escola desancar o menino que perturba a sua amada neta.


Nisto tudo, e num tom mais sério, há duas coisas que me preocupam. Uma é o feitio da Leonor, com o qual  vou aprendendo a lidar devagarinho.


A outra é perceber que não nos chegam 1000 olhos para perceber o que pode estar a acontecer de errado com os nossos filhos pois muitas vezes camuflam os sinais.


É a tal aprendizagem constante.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ah, ah,ah

"Escusas de estar com essa conversa, mãe! É sempre a mesma coisa. Assim que ligo a televisão, dizes-me que é tarde e que amanhã de manhã vou fazer uma birra do caraças.
Eu já sei que é tarde!"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Resultado de um fim de semana passado a destralhar

O resultado de um fim de semana passado a destralhar é francamente desmotivador.


Só vejo traquitanas espalhadas por todo lado e a sensação é que, em vez de diminuir, o volume está a aumentar.


A ajudar, tenho as meninas que passam a vida a espreitar para os sacos onde ponho as coisas que separo e me fazem o favor de as voltar a colocarno sítio de onde sairam.


Dureza

domingo, 8 de fevereiro de 2015

As dores de barriga da Leonor

Na 5.ª feira à noite recebi o recado da professora da Leonor. A minha não tinha comido nada, queixava-se de dores de barriga e andava muito murchita.


Em casa não notámos nada. A Leonor jantar normalmente e esteve sempre bem disposta.


6.ª feira à tarde a professora telefonou ao papá a dizer que era melhor alguém buscar a Leonor pois estava com os mesmos sintomas da véspera.


O papá lá pediu à tia Dulce que fosse buscar a doentinha.


Passado algum tempo o diagnóstico. A Leonor recuperou milagrosamente, com a mera presença da tia e estava a lanchar uma torradinha com um carioca de limão.


Pelos vistos, chegou a confidenciar a alguém que queria ir almoçar com a tia Dulce.


Segundo parece a minha mais velha anda com dores de barriga psicológicas.

A caminho da oitava casa

Estive a fazer contas à vida e concluí que vou a caminho da minha 8.ª casa.


Talvez daí o meu cada vez maior desapego a coisas materiais, exceptuando livros e peças da Vista Alegre (bem podia ser a algo mais leve, caramba).

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Coisas que fazem doer a minha alma

Deitar fora colectâneas de legislação (não comentada) que custaram 9 contos de réis (!!!) do tempo dos afonsinhos, mas não o suficiente que as fizesse valor alguma conta num antiquário.


Digam lá se não é de fazer doer a alma.

Chamem-me inculta, insensível, o que quiserem

Chamem-me inculta, insensível o que quiserem mas há coisas que não entendo.


E uma delas é esta notícia.


Sem querer ofender o Paul Gauguin,lá onde estiver.

O chamado pontapé no rabo

Estamos a iniciar um dos nossos planos para 2015. Mudar de casa.


Ontem quando desabafava com uma Amiga sobre o facto de ter de pôr o coração ao largo e desfazer-me de coisas inúteis e poeirentas como os apontamentos da faculdade, ela disse-me "Minha Neves, olha que que a legislação já mudou muito desde que saiste da faculdade. Não vale a pena guardar códigos ...".


E pronto, esta lembrança de que "já não vou para nova" foi o chamado pontapé no rabo, mas de incentivo.


Bora lá destralhar.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Só nós duas



Sempre que posso, dou o meu testemunho sobre o que é estar grávida e receber o diagnóstico de cancro. Acredito que esta partilha é importante para quem passa pela doença.


Claro que há também o lado egoísta (já aqui confessado muitas vezes) qu ese prende com o orgulho que sinto na nossa história e quando digo nossa, refiro-me a mim e à Leonor (sem nunca esquecer todos os que comigo sofreram e, claro, a vitória final que baptizámos como Benedita).


Ao longo da doença fui escrevendo (pouco) um diário e, na fase dos tratamentos, aqui no blogue.


Material para um livro não faltaria e a ideia anda a ser maturada há muito. Talvez um dia avance.


Mas o livro, para estar completo, tinha de abordar pensamentos que só eu e a Leonor conhecemos.


Medos e angústias que vivemos juntas, enquanto a minha adorada filha se desenvolvia no meu útero.


Questiono-me muitas vezes, quando olho para a Leonor, se ela terá conseguido perceber aquilo que, por medo de magoar quem nos rodeava, nunca consegui exteriorizar (nem no diário).


Se as (muitas) vezes que chorei e rezei, com a mão na barriga,  a terão marcado de alguma forma. Se a sua personalidade estará condicionada por aqueles momentos de tão grande angústia.


Racionalmente, creio que não mas há momentos em que não consigo evitar estas interrogações.


Não amo a minha filha mais do que as outras mães amam as suas, mas esta ligação é algo de inexplicável.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os nossos amanheceres - actualização

Na parte em que tenho intervenção (acordar, lavar rabos, vestir e por o pequeno-almoço em cima da mesa), os nossos amanheceres têm sido ligeiramente mais calmos (o que tira 3/4 da piada aos meus desabafos).

Agora a parte crítica é quando as deixo sózinhas à mesa, a tomar o pequeno almoço, e me vou arranjar pois nunca sei se as tornarei a ver com vida.

A Tita fica irritadiça quando ouve a voz da Leonor logo pela manhã. A Leonor, por sua vez, gosta do efeito que provoca na Tita. A partir daí o circo pega fogo e só ouço guinchos que me fazem lembrar gatos à bulha.

Motivo de orgulho nacional

E num dia frio e tristonho, um motivo de orgulho nacional para nos levantar o ânimo - há mobiliário português no cenário do filme "As 50 sombras de Grey".


Caso para dizer, "o que é nacional é bom".


Pode ser que contribua para terminar de vez com a atitude saloia que é ir a Itália comprar sapatos feitos em Felgueiras

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Enjoada

Já estou enjoada de ouvir falar sobre a 3.ª feira de Carnaval e analisar Convenções Colectivas de Trabalho.

(desabafo de final de dia)

O cancro não manda aqui

Hoje assinala-se o Dia Mundialda Luta contra o cancro.


Esta luta envolve várias frentes, desde a da pesquisa científica até às reacções humanas.


Ao nível da pesquisa seria de desejar que tudo estivesse muito mais evoluído (nem quero pensar que os lobbies sejam uma realidade).


Já relativamente às reacções humanas a evolução tem sido enorme. O cancro deixou de ser aquela"coisa ruim", a doença prolongada, para passar a ter um nome.


E é muito mais fácil combater aquilo que se conhece.


Pode parecer um pormenor, mas está longe de o ser. E,além disso "o diabo mora nos detalhes"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Eleições para a FIFA - a anedota


Não é que domine o assunto mas, por aquilo que vou lendo, as eleições para a FIFA conseguem ser mais anedóticas (not) do que as presidenciais em Portugal.

Relativamente à candidatura do nosso Figo, parece que Portugal está dividido entre o apoio da Federação e o descrédito sentido pela opinião pública, que aqui retrato através do JMT .

O certo é, que a continuarem as desistências da corrida, ainda nos arriscamos a ter um presidente português.

Pelo menos era giro (o presidente).

"Sabe mais que o padre da paróquia"

A Tita é muito temperamental.


Quando se irrita (o que acontece frequentemente) vai tudo pelos ares (literalmente falando).


Mas depois tem o lado oposto e muita manha.


Agora, sempre que faz uma asneira, procura o meu olhar com o dela e começa a repetir até à exaustão - "Mamã és linda; mamã és linda; mamã és linda ....".


Claro está que me derreto toda e me esqueço imediatamente da gravidade do delito.


Como diria o meu pai,"sabe mais que o padreda paróquia".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Preciso de ir à bruxa

Fosse eu supersticiosa e já tinha ido à bruxa.


Bolas ...

Os senhores do Comité Olímpico andam distraídos!

Os senhores do Comité Olímpico (ou lá quem selecciona as modalidades olímpicas) andaam distraídos!

Para quando uma competição de pais que levam filhos birrentos à escola, em 2.ª feiras chuvosas?

Isso é que era. Há poucas coisas a exigir mais agilidade e sangue frio.

90 Anos

Fazes hoje 90 anos, aí onde estás.

Recordo-me, muito bem, do dia em que celebraste os 89 connosco e de como ninguém imaginava que hoje não estivesses aqui.

Recordo-me também do orgulho que sentias ao assinalar mais 1 ano de vida e constatar (com um humor que achávamos negro) que havia outros a "ir à tua frente".

As meninas insistem em comprar um bolo (nunca negavas um docinho). E querem cantar-te os parabéns, na rua. Acho qu se sentem mais próximas de ti quando não existem obstáculos entre elas e o céu.

Espero que o S Pedro providencie a festa.

Nós por cá, faremos a nossa. Nem que seja só com lembranças.

Parabéns avô.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Desistir de viver - jamais

 
 
Esta semana a minha mana do meio
 foi a uma sessão de autógrafos da Sofia Lisboa e ofereceu-me um livro no qual a autora escreveu "Querida Susana, esta história também é sua! Parabéns pela vitória. Beijinho. Sofia Lisboa".
 
 
Escusado será dizer que, além de muito contente pela surpresa que a mana me fez, fiquei muito sensibilizada com a dedicatória.
 
Já há algum tempo tinha agradecido (aqui no blogue) à Sofia pela partilha da sua inspiradora luta contra o cancro.
 
Agora, depois de ler o seu livro de uma assentada, não posso deixar de confessar quão pequena me sinto perante tão dura experiência. Perto de tudo aquilo que a Sofia passou (e superou) a minha história parece "peanuts".
 
 
 
Uma vez mais,
 obrigada Sofia. Tem toda razão, desistir de viver não é solução.
 

7 Vidas


- Como vai chamar-se a menina, perguntou o funcionário do registo civil?

- Vitória. Vitória de Fátima respondeu a avó, comovida.

Vitória não fora uma criança desejada e a mãe não de cansava de lho fazer sentir, parecendo retirar prazer ao contar todas as tentativas que fez para abortar.

Quis Deus que a pequena vingasse e se tornasse na mais bonita da aldeia, encantando com o seu porte elegante e os olhos verdes, espelhados, com pupilas verticais.

Quando tinha quinze anos foi acometida de febres altas que a faziam delirar e murmurar palavras imperceptíveis que soavam a miados de gato.



Com a avó sempre à cabeceira da cama a colocar-lhe  pachos de água fria na fronte, e quando já ninguém acreditava, o milagre aconteceu. Vitória sobreviveu, e mais uma vez sem mazelas.



Mais tarde foi a toxoplasmosque lhe trouxe insuportáveis dores musculares e de cabeça.

Os azares foram-se sucedendo ao longo da vida, fazendo aumentar os cotos de velas espalhados pela casa mesmo em frente às imagens dos santinhos de devoção da avó.

 

Por seis vezes esteve à morte e outras tantas dela escapou, como se lhe fosse superior.

 

Desta vez era um cancro que, apesar de metastizado por todo o corpo, não a impedia de percorrer a aldeia  a pedalar na velha pasteleira que fora do avô.

 

Atrás de si, sempre a uma distância suficiente para lhe dar liberdade ou atacar quem pudesse querer-lhe mal, seguia  uma gata persa cujos olhos se assemelhavam aos de um mocho inspirando respeito aos que se cruzavam com o bichano vindo ninguém sabe de onde.

 

Começou a correr o boato de que Vitória de Fátima tinha poderes sobre-humanos e de todos os lados chegavam pessoas em busca de inspiração e cura para os mais  variados males.

 

Vitória a todos ouvia, indecisa entre permitir que se mantivessem na ilusão de acreditar naquilo que a eles dava vida ou explicar-lhe que, tendo nascido no dia 4 de Outubro, dia de S. Francisco de Assis (santo protector dos animais) tinha tão somente a sorte de poder partilhar as 7 vidas daquela gata que inexplicavelmente a seguia.