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A mostrar mensagens de 2015

Quando temos quem coma as passas por nós

Quando temos Amigas que se oferecem para comer as passas por nós, num acto simbólico de partilha de sonhos para o ano que se avizinha, o coração fica tão quente que nem vos conto.


Obrigada Catarina. Beijinho grande. Obrigada por fazeres parte da minha vida.

Desejos para o Ano Novo

Ando aqui dividida entre formular, ou não, resoluções de Ano Novo.


Lembro-me da minha Amiga Eva, que não prescinde delas, e de outra Amiga que diz que este ano só vai formular uma, pois nunca as cumpre e assim ficará com uma maior margem de manobra.


Eu coloco, ainda, uma terceira hipótese, a de não formular nenhuma.


Admito que gosto imenso deste sentimento, maioritariamente generalizado, de que o final do ano é sinónimo de final de um ciclo e que o Ano novo será como uma nova vida. Esta esperança acaba, indubitavelmente, por nos impulsionar e ajudar a ir em frente.


Por isso sei que, de forma expressa ou não, acabo sempre por formular as tais resoluções. No final do ano passado estipulei como objectivo, para 2015, o  de reduzir o número de fretes e acho que o atingi.


Os fretes ainda  estão acima do desejável, que a minha capacidade de dizer não é muito fraquinha, mas com calma a coisa há-de dar-se.


Assim, e na sequência daquele desejo, o que anseio em 2016 é muita Paz de espírito e ca…

Juro que mordo

Juro que mordo a próxima pessoa que, à pergunta como correu o Natal?, me responda com um encolher de ombros "já passou".

Isso sei eu. A resposta será "bem ou mal".

É que não há pachorra para lamúrias (a menos que tenham razão de ser, naturalmente).

Já em pequena era tótó

Segundo a minha mãezinha, eu já em pequena era tótó. Ficava onde me deixavam, obedecia ao que me diziam ... A única vez que tentei passar a perna aos meus pais, fui apanhada com a boca na botija, a deitar fora parte da comida que tinha no prato.


E porque é que me lembro agora disso? Por muitas razões. Uma delas tem a ver com o facto de a Tita só querer ouvir, antes de dormir, histórias reais de quando a mãe e as tias eram pequenas o que me limita muito em termos de reportório.


Já perdi a conta ao número de vezes em que contei o episódio, que terá sido o mais emocionantes da minha infância, do dia em que me perdi na Feira dos 28 e uma feirante me sentou na sua bancada para ser vista por alguém conhecido.



A ceia da Tita

- Mãe. tenho fome!
- Tens? Então vais beber um leitinho ou comer um iogurte.
- Mas eu não gosto disso! Eu gosto é de pão, chouriço e camarões!


E é isto.

A partir de agora só pode melhorar

O dia começou com uma dolorosa canelada dada, em cheio, na esquina de um móvel.

A partir de agora só pode melhorar.

Em modo de reflexão

Por variadíssimas razões, não consegui preparar e viver este Natal do modo que desejava.


A consoada e almoço de dia de Natal foram muito bons, com 18 pessoas à mesa e juntamente com as boas lembranças daqueles que já não estão cá connosco, terão sido das únicas coisas me lembraram a razão de tanta luz e papel de embrulho.


Tudo o resto foi vazio, no meu caso pessoal, que não vivi a época naquilo que tem de essencial.


Estou, por isso, em modo de reflexão.



Altura de repensar a vida

Às vezes é preciso um pontapé no rabo para parar e repensar a vida. Acho que levei um, na noite de Natal, ao receber um creme de dia e um creme de noite como prenda dos meus pais.


A gente pensa que é eternamente jovem ...

O dia em que falei com o Vitor Urbano

Um dos meus passatempos preferidos, durante muitos anos, era ir aos jogos do Beira-Mar. Não perdia um que fosse em casa e ia a muitos na zona norte. Conhecia todos os jogadores e treinadores, que admirava e de quem coleccionava cromos e recortes de entrevistas.


O Vitor Urbano foi treinador do Beira-Mar nesses tempos. Nunca falei com ele, apesar de conhecer muito bem a mãe, até ontem.


Moramos na mesma rua e a idade deu-me uma segurança que faz com que não tenha problemas em parecer tolinha, como devo ter parecido quando o interpelei, assim do nada, e estendi a mão para o cumprimentar.


Parecia uma adolescente, a conhecer um ídolo, com a diferença que na adolescência jamais teria tido esta lata.


Mas pronto. Fiquei contente e parece-me que ele também não desgostou saber que seguia o seu trabalho e só queria desejar-lhe um bom Natal!

Quando as tradições são arrasadas por um gato

Ninguém me tinha avisado que um gato pode revirar a vida da família que o acolhe.


À conta do Boris, acho que a árvore de natal vai acabar e a comidinha para o Pai Natal e renas, idem, idem, aspas, aspas.

Eu sabia que tinha de faltar qualquer coisa!

Fiz de tudo para não ter de comprar nada hoje.


Tudo, pensava eu, porque a Leonor lembrou-me de algo que já no ano passado me escapou. A cenoura para as renas!

Que chatice! O Pai Natal não veio!

Levantou-se, silenciosamente, esgueirou-se até aos restos da árvore de natal destruída pelo gato e apareceu na cozinha desiludida.


As primeiras palavras do dia foram um lamento. "Que chatice! O Pai Natal não veio!".


Pobre Tita. Baralhou-se toda com as datas!

Notícias da Allianz

Lembram-se do meu "quid pro quo" com a Allianz, que contei aqui?


Pois, finalmente, quebraram o silêncio e, como não há fome que não dê em em fartura, recebi duas cartas de uma assentada (gostaria de poder escrever resposta/pedido de desculpas) tive direito a duas, recebidas no mesmo dia.


Na datada de 14 de Dezembro pedem informações sobre a patologia relativa ao certificado de incapacidade, não renovado por sinal.


Estranhei que não pedissem relatório médico actualizado e se limitassem a pedir uma informação minha e, pelos vistos, não fui a única a estranhar pois no dia 15 alguém se lembrou de o fazer (e recebi o tal 2.º pedido de esclarecimento.


Sobre a reclamação apresentada, lamentavelmente, nem uma palavra. Por sua vez a entidade supervisora ASF, a quem reportei também a situação, também ainda não acusou (sequer) a recepção da reclamação.


No meio disto tudo, ainda tive de gramar, duas vezes, com um agradecimento pela confiança depositada na Allianz.


São uns brincalhões es…

6 anos sem quimio

Hoje o dia é de festa. Faz 6 anos que coloquei um PONTO FINAL na quimio.


Como não podia deixar a data em branco, vou ... trabalhar.


Resmungos à parte, tenho de admitir que é uma benção poder fazê-lo.


Bom dia a todos!

A vida pode ser muito injusta!

Estão todos de férias cá em casa!  Todos menos, ... adivinhem quem!

Passar do Disney Junior para o Disney Channel

Constato que a passagem do Disney Junior para o Disney Channel é uma evidência da vertiginosa aproximação da adolescência.


Deus me ajude,

O Pai Natal não existe! Pronto, começou

Tita - sabes mãe, o Pai Natal foi à escola de música.
Leonor - sim, mas não era o mesmo que estava no Fórum! Olha, o Pai Natal não existe!

A Tita não ouviu e eu fiz-me de mouca. Felizmente a conversa ficou por ali. Se a Leonor deixar de acreditar, a Tita vai logo pelo mesmo caminho.

E eu? Não estou preparada para o fim deste encantamento à volta do velhote da barbas brancas!

Borda d´água e Seringador

Decidi dedicar-me à agricultura. A partir de agora o almanaque Borda d´água e o Seringador serão a minha leitura de mesa de cabeceira.

Nunca vacilem em frente a 2 criancinhas adoráveis

- Tita, lavaste as mãos?
- Lavei!
- Estás a mentir-me Tita. O teu nariz está a crescer.


(segue-se o momento irresistível em que leva a mão ao nariz e troca os olhos para tentar confirmar o crescimento)


- Não estou nada. O  meu nariz não cresceu!
- Pois não Tita, mas tu mentiste-me!
- Ah, vês! Tu é que mentiste mãe! O nariz da Tita não cresceu! Tu mentiste à Tita! Tu mentiste à Tita!


Fim de conversa por KO da mãe.

Irrebatível

- Leonor, tens de fazer os TPC antes do basket, senão fica muito tarde para os fazeres!
- Mas mãe, não pode ser porque no basket vou correr e as memórias fogem. Tem de ser depois, para ficarem na cabecinha!

O poder da rainha e os vários ângulos da história

Ando numa de reparar nas "curiosidades" da vida e uma delas (que me fascina) é o facto de a história (contrariamente ao que pensava em pequena) estar longe de ser matemática.

O meu pai dizia-me que a história podia ser diferente consoante quem a contava e, na altura, aquilo parecia-me loucura. Agora percebo perfeitamente o que queria dizer. O ser humano está longe de conseguir ser objectivo no que transmite.

Depois existem as variáveis que podem ter a ver, simplesmente, com análises incompletas ou baseadas em factos errados.

E assim chego à conversa desta manhã. Porque é que, a dado momento da história, a rainha passou a ser uma das peças mais influentes do xadrez?


Exaltação à Virgem Maria e à figura feminina? ou influência da rainha Isabel "a católica?"

Se eu fosse mais nova

Se eu fosse mais nova, estava agora a entupir-me de gomas, a pedido da cabeça

Mas como já o fiz ontem (por mera estupidez), e tenho a figadeira de relações cortadas comigo, há que aguentar a ressaca e confiar na amiga almofada.

Questão existencial do dia - haverá problemas insolúveis, tipo dores com as quais nos habituamos a viver?


O dia em que os pães se multiplicaram

Quando estava a arranjar a lancheira da Leonor, cheguei à conclusão que o pão tinha acabado. Lá a compus com fruta, mas fiquei pesarosa pois também não prescindo do pãozinho ao lanche.


Estávamos já na rua, quando vi que a cachopa tinha um pão de leite embalado no bolso do casaco , daqueles que o avô lhe dá todos os dias, e disse "olha que sorte, tens um pãozinho no bolso e podes pô-lo na lancheira".


Foi uma daquelas coincidências que são mais que isso pois vim a perceber que o casaco era da Tita.


O meu engano (isto de distinguir casacos pela etiqueta nem sempre é fácil, principalmente com as pressas matinais) assemelhou-se à multiplicação dos pães na era moderna.

Tita e a bisa

O dia de ontem foi dedicado à bisa.


De manhã, enquanto a Leonor foi ao basket, a Tita foi uma autêntica terapeuta do riso. Fez macacadas que originaram gargalhadas há muito não vistas, pôs a bisa a colorir desenhos, fazer pulseiras. Um mimo.


No final do dia, já cansada, a bisa começou a ficar irritada e disse que queria ir para a casa dela.


Atenta, a Tita disse-lhe "mas esta é a tua casa!". Resposta da bisa: "Ai é?, Então vão vocês para a vossa!".


E assim terminou um dia dedicado aos mimos. Há que aproveitar todos os minutos, os bons e os maus.

Tita e a escrita

Com isto de ter uma mana na escola primária e meninos até os 6 anos na salinha da pré, a Tita decidiu que há-de começar a escrever à força.


Anda sempre de papel e lápis em riste, a pedir que soletre as palavras que vai seleccionando. Como não sabe mais de metade das letras, acabo por ser eu a escrever parte das palavras.


Às vezes acaba por ser chato, ter de estar sempre a interromper o que estou a fazer para a ajudar mas não há como não admirar a sua tenacidade. E babar com os elogios das senhoras que estão no cabeleireiro e ficam pasmadas por uma menina de 4 anos conseguir escrever Mafalda.



Seguros/doenças oncológicas - ponto de situação

Lembram-se DESTE desabafo? Pois bem, a minha entidade empregadora reclamou junto da seguradora Allianz. Eu e outra colega na mesma situação reclamámos também e apresentámos uma exposição à ASF.


Ponto de situação - tudo na mesma, como a lesma.


Nem uma carta a acusar a recepção das reclamações.


Bem sei que não passou um mês e, provavelmente, ainda não houve tempo para inserir a reclamação no excel o que aumenta a minha indignação.


Entretanto irei levantar a questão junto de outras entidades, com o intuito de que seja pensada. Não pelo caso concreto mas por todas as implicações que este tipo de casos têm na vida de muita gente.


Pode não dar em nada, mas pelo menos cumprirei aquele que sinto ser um dever de cidadania. Ando a ficar uma refilona de primeira.

O dia em que a festa me passou ao lado

Foi há 7 anos, no dia do jantar de Natal do trabalho, que me disseram "vai à consulta e volta qualquer que seja o resultado".


Lá fui, recebi o resultado "minha querida vai ter de vir comigo ao IPO", o consolo do papá "vamos ultrapassar isto os 3" e o meu corpo regressou para ir a uma festa que me passou completamente ao lado.


Sei que todos os anos repito a mesma história, mas também sei que me entendem. É inevitável recordar o dia em que a minha vida mudou radicalmente, facto do qual me vou apercebendo a cada momento e nos mais variados pormenores.


Atenção que não é um lamento. Só uma constatação. De há 7 anos para cá já renasci várias vezes e sabem como adoro nascimentos. Por mim fazia festa todos os meses.

A vergonha dói mais que um puxão de orelhas

Eu era uma rapariga que não dizia asneiras, que era, mas o stress da vida adulta (e a falta de comprimidos para o combater) alteraram esta realidade.


Eis pois que, esta manhã, estava eu a sair de casa super atrasada, carregada que nem uma mula, e a Leonor aos gritos, quando o Boris resolveu fugir de casa.


Acto contínuo, desato a descer as escadas para o apanhar e foi inevitável um "PQP o gato" que saiu entredentes, embora no preciso momento em que me cruzei com uma vizinha.


Se a vergonha matasse tinha ficado ali mesmo.


Acho que devo um pedido de desculpas à mãe do Boris.


Se calhar, tenho de me virar para os comprimidos.

Acabem com as luzinhas azuis, por favor!

Por esta altura, vêem-se inúmeros atentados ao bom gosto com luzes de Natal indescritíveis.


Mas mais do que a miscelânea de cores, o que me dá nos nervos são as luzinhas azuis intermitentes que fazem com que julgue avistar o INEM a cada instante.


Onde andam as singelas luzes branquinhas?


Alguém que acabe com as azuis, por favor!

Eu queria ser tu

Estava a Tita ao meu colo quando, sem nada que o fizesse prever, e disse "eu queria ser tu"!
No meio do espanto tentei que me explicasse porquê, mas só repetia "eu queria ser tu"!
Não cheguei a perceber o verdadeiro alcance do desejo que manifestou. Só sei que, independentemente, dele o nó na garganta ficou bem apertadinho e faz-se sentida cada vez que revejo a cena mentalmente.
Se ela soubesse ...

Esta sai à mãe

Depois de ter preferido ir à catequese, preterindo o shopping, "por causa do lanche partilhado", eis que a Tita se estreia nas filhós de Natal que, por sinal, apreciou ao ponto de comer 4 ou 5.


Esta sai à mãe e delira com comida.


Deus te conserve esse metabolismo, minha filha, ou estarás perdida!

As prendas de Natal da Leonor

A Leonor anda muito empenhada a tratar das prendas de Natal para os avós. Já fez uma para a avó. Agora procura uma para o avô. E tudo seria normal, não fosse andar a vasculhar as coisas do pai. Até tenho medo de ver sair do embrulho umas cuecas ou meias rotas.
Uma animação.

Starwars

Vejo tanta animação à volta do Starwars que é impossível não me questionar se serei normal.


É que não consigo achar piadinha nenhuma à trama e seus personagens.


Coisa igual!

Não sei que faça à minha vida

À medida que o tempo vai avançando, aumenta a complexidade de ser mãe.
Desengane-se quem pensa que a dificuldade maior são os primeiros meses.
A cada ano, nova fase e cada uma mais desafiante.
Tinham-me avisado que a entrada na escola primária seria uma prova de fogo mas confesso não ter valorizado muito, até porque os dois primeiros meses foram canja. Entretanto, começaram os testes à nossa paciência e jogo de cintura.
O comportamento da Leonor tem piorado de dia para dia. Na linguagem, tiques e postura parece uma teenager na fase mais parva.
E o comportamento está a reflectir-se nos resultados até porque a matéria começa a complicar-se e a minha mais velha não lida muito bem com contrariedades e coisas que não domine à primeira.
Chora porque sim e porque não e culpa o mundo (em regra representado pela mãe) por tudo que lhe corra menos bem, aqui incluídos os ditados.
Sinceramente, andamos um pouco perdidos e a ouvir conselhos de um lado e doutro, que vão desde a "palmada na hor…

O que levaria para uma ilha deserta?

Passei anos a questionar-me o que levaria para uma ilha deserta. Finalmente fez-se luz.


Seria, sem dúvida alguma, a minha almofada. A melhor terapeuta, remédio, confidente ... Quase diria que não há stress que não resolva.


E assim se soluciona uma dúvida com muitos anos.


E vocês, que levariam para a ilha?

URGENTE - como afastar gatos de árvores de natal?

Alô, especialistas em felinos.


Algumas dica infalível para afastar gatos de árvores de Natal ? (NOTA - não temos cão).


A sensação que tenho é a de há um terramoto permanente cá em casa, ao ver os galhos sempre a abanar e encontrar bolas pela casa toda (incluindo piso inferior).


Algo me diz que isto não vai acabar bem.

Musgo no presépio. Sim ou não?

Ontem perguntei, no facebook, se alguém de sabia dizer onde arranjar musgo e recebi um texto que resumo :


"Sabia que um pequeno tufo de musgos pode conter até 5 espécies diferentes? Sabia que algumas destas espécies podem estar ameaçadas, vulneráveis, ou mesmo em risco de extinção, e são protegidas pela Legislação Nacional e Europeia ou em Livros Vermelhos?".


A ideia da entidade que o escreveu é acabar com a tradição do musgo e líquenes no presépio, a bem da preservação de algumas espécies.


Não posso dizer que esta causa me fosse desconhecida pois já no ano passado tinha ligo algo sobre o assunto, mas devo admitir que não aprofundei e não sei até que ponto esta será uma causa pela qual valha a pena lutar. Faltam-me dados objectivos que permitam perceber o eventual problema em toda a sua extensão.


Ainda no fim de semana estive com uma professora de físico-quimica que procurava musgo e sei tratar-se de alguém esclarecido e sensível às causas ambientais.


Imagino que existam o…

Vai-te embora mau tempo!

Eu até gosto de elefantes ... lá na savana ou no zoológico.


Ando fartinha de ver trombas. É que a coisa contagia. Apre!


Vai-te embora mau tempo!

António Costa Ribau

Estávamos a comentar uma notícia, quando a Leonor quis saber de quem falávamos.


Respondemos que não conhecia a pessoa, ao que muito rapidamente respondeu: sei, sei, estão a falar do António Costa Ribau!


Está visto quem é que manda, na cabecinha da cachopa.

Quero este Feriado já!!!!

Sou rapariga de me conformar facilmente (mal ou bem), mas há coisas que me ficam atravessadas na garganta.


Hoje devíamos todos ficar em casa a fazer a árvore de Natal e o presépio. Não me peçam para justificar. É o que sinto.


Perante tamanha injustiça, vi-me obrigada a antecipar a árvore de Natal para Novembro (a minha mãe só não me bateu, perante tamanha heresia, porque não calhou).


O presépio ficará para hoje à noite, se as patroas vierem calminhas (coisa que acho pouco provável) e as forças deixarem.


Quero este feriado já!!!!

Teremos sempre Portalegre

O que vale, é que haja o que houver, teremos sempre Portalegre.

Impotência

Se o mundo tivesse caído mesmo sobre mim, como me pareceu ter caído hoje, não pesaria tanto de certeza.
Como pesa a impotência de não poder senão amar sem que, com isso, se evitem as quedas.

Acordem-me na Primavera

Dou-me mal com o inverno. Afecta-me a mente e o corpo parece que encolhe.


Acordem-me na Primavera, por favor!

A professora é que sabe

Algum dia teria de ser e foi ontem.


Estava o papá, cheio de boas intenções, a tentar ensiná-la e ouviu em troca "não e assim! A professora é que sabe!


Já à tarde o avô se tinha queixado que tinha tentado ajudá-la a juntar as letras, mas tinha ouvido que agora não era assim que se ensinava e tinha medo de a confundir.


Tem muito que se lhe diga esta história da escola primária. Acho que vou inscrever-me em explicações.



A resolução que subscreveria sem hesitar

"Resolvi chegar ao escritório uma hora mais tarde. Assim, estou muito mais descansado e fresco quando lá chego e evito aquela primeira hora descontroladora do dia de trabalho, durante o qual o meu sistema nervoso, ainda lento, e o meu corpo fazem de todas as pequenas tarefas um tormento. Descobri que, se chegar tarde, o trabalho que executo é de muita mais qualidade".


Em "Uma conspiração de estúpidos"

Os portugueses (aos olhos de uma taxista brasileira)

- Menina, sabe que eu tenho reparado que aqui há mais gente com mau hálito?! Acho que é da carne. Gente, vocês comem muita carne. Lá no Brasil, á carne é quase só para dar gosto ao arroz e feijão. Mas vocês .... Depois, a carne fica apodrecendo no estômago ....Meu namorado (na verdade não é mais, pois saiu de casa faz 40 dias, me dava 250€ para as despesas mas era pouco. Ele comia muita carne. Na verdade eu até economizei depois de ele sair de casa.




PS
Vou acreditar que não me estava a dar nenhum recado subliminar. Eu como muita carne, na verdade. Aiiii.

Tudo dividido com régua e esquadro

- Mãe, já te zangaste comigo. Agora tens de te zangar com a Tita!



Que grande susto/obrigada Linha de Saúde 24

Ontem de manhã, a Tita resolveu despenhar-se de um banco e bater com a cabeça no chão.

Aparentemente ficou bem, mas passado algum tempo começou a ficar mais paradita e acabou por vomitar.

O meu impulso foi levá-la ao hospital mas o papá manteve o sangue frio e sugeriu que ligássemos primeiro para a Linha Saúde 24.

Assim fiz e fui respondendo às perguntas da enfermeira que fez uma avaliação clínica e nos deu algumas orientações muito importantes, para além de tentar despistar a hipótese de ter havido alguma agressão.

Basicamente, ficámos vigilantes e com indicações de a deixar dormir, se quisesse (sempre sob vigia).

Assim foi. A cachopa acabou por dormir 3 horas seguidas e acordou fresca como uma alface.

Esta noite dormi com ela, por precaução (na verdade, foi também um pretexto para o fazer. Gosto tanto.).

De manhã, recebi uma chamada da Linha de Saúde 24, para saber se a Tita tinha passado bem a noite.

Um excelente trabalho que não posso deixar de realçar, até para lembrar os …

Sobre a morte (na perspectiva física e espiritual)

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Fiquei apaixonada pelo Fernando Santos e pela sua vivência espiritual.


Este é o testemunho que todos os que se questionam sobre a morte deviam ouvir. É qualquer coisa fenomenal. Em especial por volta do minuto 10 e seguintes.


Ouçam mesmo.



Filme para adultos

Ontem arranjámos babysitter (obrigada Nice) e resolvemos ir ao cinema.


Quando expliquei à Leonor o que iríamos fazer,começou a dizer que queria ir connosco o que me obrigou a explicar que o filme era para adultos. Claro está que me arrependi da expressão assim que a disse pois se a cachopa começar por aí a repeti-la existirão logo umas mentes mais criativas a imaginar outro tipo de filmes.


E lá fomos nós, em cima da hora e ainda sem bilhete, com esperança de ir ao cinema num sábado à noite.


Claro está que havia uma fila gigantesca que nos demoveu da ideia e o filme para adultos (que por acaso era o 007) converteu-se num passeio para ver as iluminações de Natal.


Seja como for, soube bem esta singela escapadinha a 2.



Fraca

Dores,
Piores que as minhas
São as que em ti sinto
Que me travam a língua
E prendem os braços
Impedindo que tas tire
Ou sequer divida
Fraca que sou
Prefiro as minhas.
Desculpa.

E nós temos flores

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Este video já tem uns dias e foi visualizado por milhões de pessoas, mas é tão lindo que serão poucas todas as partilhas. Para pensar

Predisposição para votar a favor

E eis que o meu dia começa de forma completamente diferente do habitual. Pela 1.ª vez na vida, concordo com as afirmações de Jerónimo de Sousa as quais considero de uma lucidez impressionante.


Diz JS que apesar do acordo (seja lá ele qual for, digo eu), não pode garantir que o PCP aprove o Orçamento de Estado a apresentar pelo PS pois não se podem assinar cheques em branco e estamos a falar de um documento que ainda não foi elaborado.Admite sim "uma predisposição para votar a favor".


Tem toda a razão, na minha perspectiva. Agradeço a frontalidade e a forma como revela as garantias de governabilidade à esquerda, advenientes da tão proclamada maioria no parlamento.



Ser mãe não é um emprego e os advogados ajudam as pessoas

- A mãe do D. não trabalha na escola, porque é mãe dele!
-Oh Tita, ser mãe não é um emprego. Ela é mãe, mas também trabalha na escola esclareceu a Leonor.


Ao ouvir esta conversa deliciosa, não resisti a meter o bedelho.


- Pois Tita, não vês a mãe? Sou tua mãe e trabalho.Sabes o que é que eu faço?


- Não!


-Sou advogada.


-Que é isso?


- Ahhh..... Leonor, sabes explicar?


- Os advogados ajudam as pessoas e têm muitas reuniões.


E cá está, quem sou eu para contrariar a definição imparcial desta criança?

Ainda na sequência da história com o seguro de saúde

Ainda na sequência da história com o seguro de saúde, e peço desculpa se me estou a tornar chata, mas ando com esta questão atravessada na garganta.


Ora vejamos. Para o Estado, o atestado multiusos emitido na sequência de doença oncológica tem validade de 5 anos, necessitando de ser revalidado após análise clínica.


Para as seguradoras (quero acreditar que não para todas), uma vez paciente oncológico sempre paciente oncológico. Manda o algoritmo


Agora pergunto. Acham normal? Ou seráo facto de ser juiz em causa própria que me está a toldar o raciocínio?

A minha credibilidade e o peso na consciência da Tita

- Tita, estás a mentir à mãe! - Não estou! - Ai estás. O teu nariz está a crescer! - Não está nada, gritou enquanto levava a mão ao nariz e corria para se ver ao espelho.

O que eu já me ri com isto

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Só para desanuviar o ambiente.

Seguros/doenças oncológicas - A minha indignação

Sempre disse, relativamente aos seguros, que o melhor é não precisar deles, tais os entraves e fugas ao cumprimento por parte das seguradoras.

Mas a verdade é que nunca tinha tido nenhum problema com eles, até este momento.

A minha entidade empregadora decidiu subscrever um seguro de saúde de grupo.

 Preenchi o boletim de adesão com rigor e verdade, dizendo estar em remissão de um linfoma de Hodgkin desde Dezembro de 2009 e não ter qualquer tipo de incapacidade certificada.

Confesso que não estava à espera do balde de água fria que recebi, ao ler uma cartinha (de poucas linhas) que dizia tão, somente, isto:

“em virtude de estado(s) clínico(s) pré-existente(s) não nos é possível aceitar o seguro em referência, pelo que o mesmo não tem efeito”.



Não conseguiria (por mais que tentasse) expressar o que sinto desde que tive conhecimento desta decisão, desde logo pela carga psicológica que encerra.



A dita seguradora que, por ora, não divulgarei, não se dignou a pedir um relatório médico actualizado…

La piazza è mia

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Todas as praças/ruas têm o seu tolo. Hoje cruzei-me com o da minha. Haja pachorra e estupidez natural

Hoje vai haver espetáculo

D.ª Maria Leonor regressa hoje à escola, depois de uma semana de baixa.
Só que não é muito aconselhável que ande a correr como uma doida, e a suar, pois ainda tem bastante tosse.
Perante as advertências, reage muito mal. Na sua perspectiva, não vale a pena ir à escola se não puder brincar e, por isso, NÃO VAI!
Já usámos todos os argumentos sensatos que conhecemos, tentando desconstruirateoria, mas começa sempre a espernear.
Estou mesmo a ver que, daqui a pouco, vamos ter espectáculo.

Hoje foi dia de brincar em família

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Temos a casa (mais propriamente o chão) cheia de brinquedos.  A variedade é muita mas, na hora H, as cachopas acabam a brincar com as coisas mais insuspeitas. Garrafinhas de iogurte, caixas de papelão, roupa da mãe, etc,etc,etc. Ou seja, gostam mesmo é de dar asas à imaginação e facilmente esquecem os brinquedos que brincam sózinhos. Nas alturas festivas debato-me sempre com um dilema quanto às prendas a dar-lhes. Para além de achar tudo caríssimo, sei que será mais alguma coisa para ficar espalhada pela casa. Até que, cortesia da Science4you, chegaram cá a casa uns brinquedos educativos/científicos que preencheram o domingo da família (Boris incluído) e nos deixaram completamente rendidos. Desde modelagem, a pinturas de areia, foi uma animação. Claro que meteu muita discussão à mistura, mas se assim não fosse nem se fazia a festa. Acho que as patroas já não vivem sem uma boa bulha. Foi um belo momento de partilha. Acho que este Natal será muito mais fácil escolher os presentes. PS…

Uma conspiração de estúpidos

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Estar a ler ´"Uma conspiração de estúpidos", neste momento, parece ironia do destino. De facto, não me ocorre frase melhor para descrever o actual momento.


Mas adiante, o que me leva a partilhar esta obra de John Kennedy Toole não é o título mas o que me levou a começar a lê-la.


Tinha o livro cá em casa há muito tempo, vindo nem sei de onde, e há dias fui ler a sinopse e o resumo da vida do escritor.


O que me fascinou e despertou curiosidade foi ter ficado a saber que este livro, que ganhou o prémio Pulitzer de Ficção em 1981, só foi publicado depois da morte do escritor, graças ao inconformismo da mãe que, convencida do seu valor e certamente querendo cumprir um sonho do filho, batalhou, batalhou até conseguir convencer alguém a editá-lo, coisa que  filho não conseguiu.


Este livro, cómico e completamente esquizofrénico, terá sido o segundo e último que John Kennedy Toole e está a prender-me a atenção. Admito que ainda não sei se por gostar ou pelo reconhecimento e admiração…

Este dedo parece que adivinha

Quando a vejo ranhosa, tenho a certeza que mais dia menos dia virá a febre e, tempos depois, o antibiótico.


Uma vez mais assim foi. A febre andou a jogar ao gato e ao rato connosco. Uns dias aparecia, outros não como foi o caso no dia em que teve consulta na médica de família.


E a cachopa sempre na iminência de ser mandada para a escola no dia seguinte. Até que a dita começou a ser mais persistente. Tal como o meu dedo me dizia, lá chegou o antibiótico e a recomendação de repouso e recolhimento até 2.ª feira.


Para mim continua a ser um mistério como é que20 Kgs de gente conseguem andar a correr a guerrear  com a irmã, na sala de espera de um consultório médico, quando o termómetro assinala 38,5º.

Não é de babar?

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Perdoem-me a imodéstia.

Que mal vestida!

Cruzo-me com a patroa mais pequena e ouço "que mal vestida que esta mãe está!".
Quando o dia começa assim ...

S. Martinho rima com carinho

Tenho um carinho particular pelo dia de S. Martinho, desde logo pelo  nascimento da minha irmã mais nova e depois porque me causa uma sensação de aconchego, que atribuo à lenda que lhe deu origem (das mais bonitas que conheço), e apela à partilha, em redor da fogueira ou de uma mesa a comê-las, quentes e boas.

Há uns anos atrás por esta hora estaria, com os amiguinhos do colégio, na Santa Rita a assar castanhas. Hoje cumpri a tradição à hora do almoço. As castanhas assadas no forno não têm o mesmo sabor, mas também já não tenho 8 anos. Tudo tem a sua hora.

Para quem não conhece a lenda, aqui fica a partilha (texto de autor desconhecido).


A Lenda de S. Martinho

Em Portugal, o Outono e a chegada definitiva do tempo frio são comemorados no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, comem-se sardinhas, assam-se castanhas, bebe-se vinho novo e água-pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reúna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre.…

Já fui mais sãzinha, já

Percebemos que já fomos mais sãzinhas da cabeça, quando damos por nós a programar ir a determinada frutaria propositadamente, só para comprar os vegetais favoritos de uma porquinha da índia, a saber: pimentos e pepinos.

A coisa não seria tão grave se suportássemos bem o cheiro dos pimentos, o que definitivamente está fora de questão.

Mas ela merece.

Na 1.ª metade da vida

De repente parece que começo a gostar de filosofar, eu que sempre abominei filosofia.


Outras vezes sou assolada por vontades (passageiras, diga-se) de voltar a estudar algo que não sei o quê.


Talvez seja do aproximar dos 40 e as questões existenciais que dizem surgir nessa altura (já vos disse que faço hoje 38 anos e meio eque adoro festejar o dia 10, independentemente do mês?).


Seja como for e estou só (tudo a correr bem) na 1.ª metade da vida.


A avaliar tudo o que já fiz, e vivi, até agora presumo ter tempo espaço para fazer ainda muitas coisas diferentes.

Vacina da meningite

Há uma nova vacina contra a meningite no mercado, que não faz parte do Plano Nacional de Vacinação.

Aproveitando que a Leonor tinha consulta na médica de família, quis saber a opinião dela sobre esta vacina.

De forma resumida, o que disse foi que ela própria está indecisa quanto ao ministrar a vacina ao filho já que a vacina é muito recente e não existirem muitos dados sobre os possíveis efeitos secundários.

Percebo a resposta, atendendo ao "estado da arte" mas, enquanto mãe, será das situações mais desconfortáveis que já vivi (já tinha acontecido o mesmo relativamente à vacina da gripe A e na altura, depois de consultar a pediatra, optámos por não a dar).

A decisão é chata de tomar pois podemos "pecar" qualquer que seja, sendo que existe sempre o cenário (em que quero acreditar) de nunca mais ter de me lembrar que um dia tive de escolher.

Entretanto já sei (por interposta pessoa pois ainda não a questionei) que a pediatra das meninas (cuja opinião será decisiva, d…

Tola sim, tolinha não

Pensava eu que era tolinha ... até ver a notícia sobre 3 mulheres que se pegaram à pancada, na sequência de um desentendimento entre 2 crianças que estariam a disputar um brinquedo na Feira de Brinquedos do Continente.

Afinal sou só tola.

Deve ser a maneira dela dizer que me ama

Para a Tita, eu faço tudo mal. Desde pentear a lavar os dentes, passando pela simpática tarefa de limpar o rabo.


Hoje perguntei-lhe se queria trocar-me por uma mãe que soubesse fazer tudo aquilo bem.


Perante a pergunta, arregalou os olhos, pensou uns segundos e disse que podia fazer tudo sózinha o que interpretei como um não.


Deve ser a maneira dela dizer que me ama. Ou então tem receio que venha outra pior.

38.6º

Assim que me enfiei na cama dela, para os mimos matinais, senti-a a escaldar.


38.6º marcava o termómetro.


Virei costas para ir buscar o xarope e, qando vi, já se tinha escapulido para ir ver os desenhos animados.


São um fenómeno da natureza estas criancinhas.


Com menos 1 grau de temperatura e já não me mexia.


Agora quer ir andar de bicicleta.


Que saudades tinha das viroses (essa coisa que nunca ninguém viu, mas todos acusam).


Começaram com a Tita, na semana passada, e agora apanham D.ª Maria Leonor na curva.

Quando a morte é notícia

Ontem ouvi um cronista que, a propósito do falecimento do cineasta José Fonseca e Costa, lamentava as vezes em que a morte é notícia  e que suplantam o reconhecimento do mérito e valor expressado em vida.


De facto, acho que (uns mais dos que outros) padecemos todos de uma grande dificuldade em expressar admiração e elogiar os que nos rodeiam.


Talvez por ter tido uma experiência pessoal muito forte que me fez temer o fim da vida, tornei-me mais expansiva ao nível dos afectos. Quando estava doente, sentia uma vontade, quase irreprimível e por vezes embaraçosa, de dar abraços e beijos a quem se cruzava comigo.


Gosto de mostar os afectos e também lamento todas as vezes em que não conseguimos exteriorizar todos os sentimentos bons que alguém ou algo nos inspiram.


Apesar disso, quando ouvi aquela expressão "quando a morte é notícia", detive-me na ideia de que se isso acontece é porque a obra que nos foi deixada perdurará no tempo e nas memórias, como se o seu autor fosse imortal. …

Sobre o Amor às letras e à Interpretação

Eis que, passados muitos anos passados sobre a opção que tomei relativamente ao meu futuro profissional, descubro que o culpado de tudo é o art.º 9 do Código Civil que, poeticamente, nos ensina que a letra/palavra é o ponto de partida da interpretação e, simultaneamente, o seu limite.

E que este limite é quase tão abrangente quanto aquilo que quisermos que seja, desde que não nos falte a razoabilidade e consigamos que o nosso pensamento tenha um mínimo de correspondência com aquilo que lemos.

Mais mundanamente, o art.º 9 do Código Civil é também o culpado de eu conseguir ver 1001 significados possíveis numa frase em que só se diz "gosto de pão com queijo" o que nem sempre me facilita a vida, é certo, mas me dá um gozo daqueles.


Artigo 9.º
(Interpretação da lei)

1. A interpretação não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as…

Cenas matinais

Imaginem 3 alminhas a sair de casa.


A mais velha esbaforida, a toque do relógio.


A do meio em estado de euforia, daqueles originado por uma boa bulha.


A mais pequena lavada em lágrimas, depois de 1001 birras e outras tantas "picadelas" recebidas da do meio (a tal que estava eufórica).


Depois passa a vizinha que, em vez de consolar a pequena, resolve elogiar a "carinha de felicidade" da do meio o que a faz inchar como um perú, enchendo-a de razão para continuar a picar a outra.


Enquanto isso, a pequena continua lavada em lágrimas e a mais velha esbaforida.


Felizmente foi só uma questão de 3 minutos até as entregar ao avô e poder ir trabalhar. Arre.

Precioso

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Sou só eu que acha que o JJ ficou com ar de vampiro nerd e que esta capa parece encomenda do LFV para o envergonhar?

Das coisas que me deixam doida (além da contratação colectiva)

... é ainda haver quem queira selecionar a modalidade de contrato de trabalho ( a termo ou sem termo), em função do número de dias a que o colaborador terá direito. Desiludam-se. É igual. Nananana

As paixões antigas são tramadas

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Perdi a conta ao número de horas que passei a ouvir Madredeus, creio que durante a secundária e faculdade. Estupidamente, porque um grupo só o é no conjunto (passe a redundância), para mim os Madredeus acabaram com a saída da Teresa Salgueiro. E o mais curioso é que, depois disso, não segui nem o grupo (que continuou e muito bem), nem a carreira a solo da Teresa Salgueiro. Não sei se foi por ter ficado amuada mas não me agradava nenhuma das sonoridades. Enfim. Mas com a divulgação do novo disco, e nova voz dos Madredeus (Beatriz Nunes, acho que a paixão se está a reacender. Pelos vistos estaria só adormecida. Como não consigo entrar video desta fase actual, volto à antiga. As paixões antigas são tramadas. Para vocês - Coisas Pequenas

Mas o que é que se passa com os homens?

Sou eu que tenho um nariz demasiado sensível ou os homens decidiram começar a tomar banho em perfume?

Tenho sofrido sucessivos, e diários, ataques à minha integridade física, à conta do cheiro que deixam nos corredores e salas de reunião e só ainda não vomitei (em diversas ocasiões) por mero acaso.

Quem avisa o nosso "sexo forte" que um só pump é suficiente (isto quando não é demasiado)?.

Continuo a votar no gel de banho.

SOS - Receitas precisam-se

Às almas caridosas que por aqui vão passando, lanço um apelo desesperado. Por favor, partilhem receitas rápidas que possam ser feitas no final de um dia de trabalho por uma mulher trabalhadora. As ideias andam fracas; o homem enjoou as massas; as patroas são selectivas ... Helpppppppppppppp me! Pleaseeeeeeeeeeeeeee!

Adele - Hello

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Já ouvi várias vezes a nova música da Adele e continuo sem perceber o motivo da histeria que se criou à volta dela. O que sei é que não queria estar na pele da Adele. Deve ser terrível estar a ser, constantemente, julgada e sujeita a críticas tão violentas pelo simples facto de mostrar um trabalho. Porque é que quem não gosta não se limita, simplesmente, a abster-se de ouvir ao invés de agredir. Mundo de doidos!

Dúvidas difíceis de esclarecer

A 5 meses de chegar aos 5 anos (a cachopa já sonha com o dia), a cabecinha da Tita anda cheia de dúvidas tão difíceis de esclarecer quanto pertinentes. - Mãe, quando estávamos na tua barriga havia lá dentro uma casa de banho? - Mãe, como é que mamávamos quando estávamos dentro da tua barriga? - Mãe, porque é que os adultos têm pais? - Mãe, como é que aqueles (bonecos siameses) fazem xixi? .... Devo dizer que, apesar de me fazerem sorrir, estas questões (das quais seleccionei uma ínfima amostra)me revelam o quão ignorante sou. Há delas que me deixam mesmo sem resposta.

Ouçam ...

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Vou querer sobreviver ao dia de amanhã (e a todos os outros amanhãs) E se há flores por abrir ....

Consentimento informado

Pai - eu vou tentar colar a cabeça à boneca, mas há a possibilidade de estragá-la. Posso tentar, mesmo assim?


Acho que é a isto que se chama consentimento informado.



Aos voluntários da Liga Portuguesa contra o Cancro

Hoje, ao contribuir para o peditório da LPCC, não pude deixar de lembrar (com carinho e um nózinho na garganta) os voluntários que todos os dias doam parte do seu tempo aos pacientes do IPO.

Pela companhia, carinho e aquele cheirinho a café, um grande bem haja.

"Aquelas meninas devem dar cabo dos pais"

Saímos de casa e uma vizinha meteu-se com a Leonor que, com o ar mais cândido do mundo, baixou a cabeça e não respondeu. A senhora ainda insistiu e acabou por dizer "então, vocês falam tanto e agora não me respondes? Lá em casa até dizemos "aquelas meninas devem dar cabo dos pais!". Sentindo-me compreendida, aproveitei para me desculpar e disse "devem ouvi-las a elas e a mim; peço desculpa, mas às vezes tiram-me do sério!" Simpaticamente, respondeu-me que só as ouvia a elas, coisa que (naturalmente) acho impossível. Mas pronto, deu para ver o que a vizinhança pensa de nós.

Meu Amor pequenino

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Um dia hei-de conseguir escrever assim. Que bela, singela e profunda declaração sobre um Amor que é tudo menos pequeno.

Batalhas de flores

Está a chegar o dia 1 de Novembro e as  conversas/discussões do costume sobre "aquele que este ano não veio ao cemitério!; "o outro que trouxe um arranjo pequeno, com poucos verdes!" e ainda "o outro que nunca enfeita a campa do pai e da mãe!". Não tenho a tradição de enfeitar campas, nem sinto necessidade de ir ao cemitério para me sentir próxima daqueles que me são queridos e já partiram da vida terrena. Tenho a graça de os ter acompanhado sempre, especialmente nos tempos mais duros, e os manter vivos em mim.  Respeito muito quem o faz. Só abomino a mesquinhez de ignorar as pessoas em vida e "honrá-las" na morte com limpezas de lápides e competição de flores.

O sítio que dói mais aos meninos

- Sabes, pai, o G. anda sempre atrás de nós no recreio e dá-nos pontapés. E nós também lhe damos a ele.


- Tens de fazer queixa à funcionária. Não quero que batas aos outros, só se tiveres de te defender!


- Mas eu já já sei qual é o sítio onde dói mais aos meninos!. É na p.!



Dores nos ossos

Tem dores nos ossos? Todos temos, não é?


E que tal parar para pensar no porquê dessas dores?


...


...


Temos dores porque ... temos ossos e, acima de tudo, porque estamos VIVOS!


NOTA: ensinamento, só aparentemente básico, que recebi este fim de semana e me fez sentir na obrigação de partilhar.

1,ºs testes

Passado o 1.º mês de aulas, é tempo de fazer os 1.ºs testes.


A adaptação da Leonor à escola primária não podia estar a correr melhor. A cachopa é super responsável e assim que chega a casa vai fazer os deveres, sem que seja necessário andar atrás dela.


Claro que se distrai imenso pelo meio, mas nada de muito stressante a avaliar por relatos que vou ouvindo de amigas. Obviamente, simultaneamente, tenho a pequena a querer fazer os deveres também e a delirar sempre que acha que conseguiu escrever uma palavra. Uma delícia, a minha Tita.


O único problema que existe na escola será ... a língua que não lhe cabe dentro da boca.


Ontem foi mudada de lugar pela 2.ª vez, mas nada que coloque em causa a aprendizagem segundo a professora.


 (Pormenor, ontem era dia de o pai ir reunir com a professora. Se bem me lembro, no meu tempo esse era o dia em que ninguém movia um músculo na sala de aula, na esperança que a professora esquecesse as queixas que tinha para apresentar).


Em resumo, tudo corre sobr…

Luaty Beirão

A forma de luta escolhida por Luaty Beirão provoca em mim grandes dúvida existenciais.


Debato-me entre a sensação de achar que devia admirá-la e a convicção (mais forte) de que Luaty seria muito mais útil à causa que defende caso se mantivesse vivo e de boa saúde.







Porque também há polícias bons

Hoje fiz uma coisa feia e (como tinha de ser) fui apanhada com a boca na botija.


Cometi a imprudência de falar ao telemóvel enquanto conduzia e fui avistada por um GNR que, curiosamente, estava dentro do parque de estacionamento para onde me dirigia.


Podia ter tentado escapar e seguir sem entrar no estacionamento, mas resolvi entrar e estacionar (verdade seja dita, pensei que o militar se deixasse estar no sítio pois, provavelmente, estaria à espera de um colega).


Mas tal não aconteceu e dirigiu-se a mim, pedindo os documentos. Assim que lhos estendi, perguntou se sabia porque o estava a fazer.


Respondi que sim e que não ia mentir-lhe. Que sabia ter sido um erro.


Começou ali uma conversa pedagógica. Falou-me dos riscos e que daria lugar a um mês sem carta.


Pedi-lhe para não me "fazer isso" mas continuou a conversa. No momento em que iria apontar os dados, devolveu-me a carta, ao mesmo tempo que disse "Susana, tem de ter mais cuidado".


Agradeci muito e não me irei e…

Custa a crer

Custa a crer que a manhã de sábado se tenha esfumado entre catequese e xadrez.


Ainda bem que este fim de semana será mais longo, ainda que esta mudança de hora seja coisa para me dar nos nervos.

Lógicas da batata

- A sopa principal de Cabo Verde é o caldo verde e a professora de inglês da Leonor chama-se teacher.


E quem sou eu, para infirmar algo tão lógico?

Fui (mais ou menos) mosca por minutos

Ontem de manhã tive uma crise de saudades das minhas patroas (não as via há cerca de 2 horas) e quando descobri que me tinha esquecido de entregar um documento na escola, percebi que tinha o pretexto ideal para ir espreitá-las.



E lá fui eu, à escola. Entrei, fiquei um bocado a ver a Tita à distância. Depois aproximei-me e dei-lhe um beijo repenicado.


Fiz o tinha a fazer (que, em bom rigor, era nada pois podia ter entregue o documento hoje. E pus-me na rua, à coca, para ver se conseguia avistar a Leonor (só me faltavam os óculos escuros e o lenço na cabeça).


Passados alguns minutos, lá a vi mas (ainda não sei como) contive o ímpeto de correr para a abraçar (felizmente ainda tenho uma réstea de bom senso).


Fiz figurinha de parva, eu sei, mas fiquei consoladinha de ver as minhas meninas a brincar com os amigos na maior das descontracções.


É um descanso sabê-las tão bem entregues durante o dia.

Pede às meninas que o Pai Natal dá

Um dos meus momentos favoritos do dia é aquele em que nos enfiamos as 3 na cama e conversamos, sobre tudo e nada.


O tema que está na ordem do dia é, naturalmente, a lista de pedidos ao Pai Natal que (só à conta das minhas patroas) já deve ter enchido um camião TIR.


Eu vou aproveitando para expressar os meus desejos também e não é só para me divertir com as reacções delas (que acham o máximo ver a mãe a pedir coisas ao Pai Natal). Quem sabe se o senhor se comove e atende os meus pedidos? Não custa tentar

Eu é que sou o presidente da Junta

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Faz-me lembrar uma novela da actualidade.

Coisas que me mexem com os nervos

Não sei se será do avançar da idade, mas há cada vez mais coisas a mexer-me com os nervos.

Uma delas é a contratação colectiva.

Chamem-me anti-democrática ou o que quiserem mas era coisa com que eu acabava (ou pelo menos alterava radicalmente vá, que não sou assim tão ditadora).

A riqueza da poesia

Cá por casa, as patroas andam entusiasmadas a descobrir as palavras e a fazer rimas.


A Leonor revela algum jeito e gosta de o fazer enquanto assassina um cavaquinho velho que o avô lhe deu para brincar, o que faz com que a avó esteja convicta que virá a ser letrista.


Já a pequena Tita não passa de uma óbvia, e estafada, "Leonor, horror" que tem originado alguns momentos de tensão, a acrescer a todos os outros que se sucedem a ritmo frenético.


É a riqueza da poesia.

Esgueira, Esgueira, Esgueira

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Antes da Leonor nascer, dizia ao papá que queria que fosse jogadora de futebol nas escolinhas do Beira-Mar e ele ria-se, imaginando uma actividade menos "musculada" para a princesa.
Quis o destino que a opção recaísse no basket e o clube fosse (por questões de ordem prática) um pouquinho mais ao lado.
Não sei se será sol de pouca ou muita dura. Sei é que a jogadora tem um estilo muito próprio (reparem bem na camisola presa nos calções)
Sei também que é uma ternura ver estes pequenotes jogar "como gente grande" e vale bem o sacrifício ter de sair de casa de manhã cedo em domingos chuvosos.
E que me arrisco a ser expulsa dos pavilhões, se não conseguir conter a emoção (ou pelo menos se o papá não estiver ao meu lado para me segurar o braço e obrigar a portar-me decentemente.






Método de ensino (incentivo) pouco ortodoxo

- Sabes como é que incentivei a Leonor a pegar melhor na caneta?


- Não. Como foi?


- Perguntei se queria ficar com uma letra igual à tua e ela respondeu "isso não, tenho medo".


- És mesmo parvo!


- Mas ela ficou motivada!

Não faço questão

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Nem sou fã do género, mas há sempre uma excepção à regra.

Gritar, berrar e guinchar

Neste momento, as minhas patroas estão a ter uma conversa filosófica sobre a eventual diferença entre gritar e berrar.

D.ª Maria Leonor defende serem verbos sinónimos. Já D.ª Maria Benedita entende serem coisas diferentes. Para ela, berrar implica choro.

Eu, que ouço a conversa ao longe, medito sobre o tema e questiono se não seriam possível terem o mesmo diálogo sem guincharem uma com a outra.

Se calhar não.

Coisas que a Tita sabe

- Mãe, para a escola temos de levar pão escuro. É mais saudável! E o pão de forma branco tem muita "gorgura".

- Muito bem Tita. Mas não é "gorgura", é gordura.

- Pois, "dordura".

À beira da loucura

Percebemos que estamos à beira da loucura quando (aproveitando a ausência das patroas) ligamos a TV para ouvir notícias e só passado algum tempo percebemos que continuámos no Disney Junior.


Medooooooooo

Bilhetinhos de amor

Abri a  lancheira da Leonor e lá estava um bilhetinho de amor.


Num pedacinho de papel, via-se um menino e uma menina, ligados por um coração. E um nome, em letra manuscrita.


Corri logo a perguntar se o J. era o mesmo da estória de ontem. A cachopa diz que não. Que este só gosta dela "como Amiga" (ao tempo que não ouvia esta expressão).

Não sei se ria se chore