quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Quando temos quem coma as passas por nós

Quando temos Amigas que se oferecem para comer as passas por nós, num acto simbólico de partilha de sonhos para o ano que se avizinha, o coração fica tão quente que nem vos conto.


Obrigada Catarina. Beijinho grande. Obrigada por fazeres parte da minha vida.

Desejos para o Ano Novo

Ando aqui dividida entre formular, ou não, resoluções de Ano Novo.


Lembro-me da minha Amiga Eva, que não prescinde delas, e de outra Amiga que diz que este ano só vai formular uma, pois nunca as cumpre e assim ficará com uma maior margem de manobra.


Eu coloco, ainda, uma terceira hipótese, a de não formular nenhuma.


Admito que gosto imenso deste sentimento, maioritariamente generalizado, de que o final do ano é sinónimo de final de um ciclo e que o Ano novo será como uma nova vida. Esta esperança acaba, indubitavelmente, por nos impulsionar e ajudar a ir em frente.


Por isso sei que, de forma expressa ou não, acabo sempre por formular as tais resoluções. No final do ano passado estipulei como objectivo, para 2015, o  de reduzir o número de fretes e acho que o atingi.


Os fretes ainda  estão acima do desejável, que a minha capacidade de dizer não é muito fraquinha, mas com calma a coisa há-de dar-se.


Assim, e na sequência daquele desejo, o que anseio em 2016 é muita Paz de espírito e capacidade de discernimento para enfrentar e superar todos os desafios que forem surgindo.


A todos vocês, que me acompanham nesta viagem blogosférica que me dá tanto gozo, desejo o mesmo.


Muita Paz de Espírito e Capacidade de discernimento. E 2016 será, certamente, um Ano Feliz.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Juro que mordo

Juro que mordo a próxima pessoa que, à pergunta como correu o Natal?, me responda com um encolher de ombros "já passou".

Isso sei eu. A resposta será "bem ou mal".

É que não há pachorra para lamúrias (a menos que tenham razão de ser, naturalmente).

Já em pequena era tótó

Segundo a minha mãezinha, eu já em pequena era tótó. Ficava onde me deixavam, obedecia ao que me diziam ... A única vez que tentei passar a perna aos meus pais, fui apanhada com a boca na botija, a deitar fora parte da comida que tinha no prato.


E porque é que me lembro agora disso? Por muitas razões. Uma delas tem a ver com o facto de a Tita só querer ouvir, antes de dormir, histórias reais de quando a mãe e as tias eram pequenas o que me limita muito em termos de reportório.


Já perdi a conta ao número de vezes em que contei o episódio, que terá sido o mais emocionantes da minha infância, do dia em que me perdi na Feira dos 28 e uma feirante me sentou na sua bancada para ser vista por alguém conhecido.



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A ceia da Tita

- Mãe. tenho fome!
- Tens? Então vais beber um leitinho ou comer um iogurte.
- Mas eu não gosto disso! Eu gosto é de pão, chouriço e camarões!


E é isto.

A partir de agora só pode melhorar

O dia começou com uma dolorosa canelada dada, em cheio, na esquina de um móvel.

A partir de agora só pode melhorar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em modo de reflexão

Por variadíssimas razões, não consegui preparar e viver este Natal do modo que desejava.


A consoada e almoço de dia de Natal foram muito bons, com 18 pessoas à mesa e juntamente com as boas lembranças daqueles que já não estão cá connosco, terão sido das únicas coisas me lembraram a razão de tanta luz e papel de embrulho.


Tudo o resto foi vazio, no meu caso pessoal, que não vivi a época naquilo que tem de essencial.


Estou, por isso, em modo de reflexão.



sábado, 26 de dezembro de 2015

Altura de repensar a vida

Às vezes é preciso um pontapé no rabo para parar e repensar a vida. Acho que levei um, na noite de Natal, ao receber um creme de dia e um creme de noite como prenda dos meus pais.


A gente pensa que é eternamente jovem ...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O dia em que falei com o Vitor Urbano

Um dos meus passatempos preferidos, durante muitos anos, era ir aos jogos do Beira-Mar. Não perdia um que fosse em casa e ia a muitos na zona norte. Conhecia todos os jogadores e treinadores, que admirava e de quem coleccionava cromos e recortes de entrevistas.


O Vitor Urbano foi treinador do Beira-Mar nesses tempos. Nunca falei com ele, apesar de conhecer muito bem a mãe, até ontem.


Moramos na mesma rua e a idade deu-me uma segurança que faz com que não tenha problemas em parecer tolinha, como devo ter parecido quando o interpelei, assim do nada, e estendi a mão para o cumprimentar.


Parecia uma adolescente, a conhecer um ídolo, com a diferença que na adolescência jamais teria tido esta lata.


Mas pronto. Fiquei contente e parece-me que ele também não desgostou saber que seguia o seu trabalho e só queria desejar-lhe um bom Natal!

Quando as tradições são arrasadas por um gato

Ninguém me tinha avisado que um gato pode revirar a vida da família que o acolhe.


À conta do Boris, acho que a árvore de natal vai acabar e a comidinha para o Pai Natal e renas, idem, idem, aspas, aspas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Eu sabia que tinha de faltar qualquer coisa!

Fiz de tudo para não ter de comprar nada hoje.


Tudo, pensava eu, porque a Leonor lembrou-me de algo que já no ano passado me escapou. A cenoura para as renas!

Que chatice! O Pai Natal não veio!

Levantou-se, silenciosamente, esgueirou-se até aos restos da árvore de natal destruída pelo gato e apareceu na cozinha desiludida.


As primeiras palavras do dia foram um lamento. "Que chatice! O Pai Natal não veio!".


Pobre Tita. Baralhou-se toda com as datas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Notícias da Allianz

Lembram-se do meu "quid pro quo" com a Allianz, que contei aqui?


Pois, finalmente, quebraram o silêncio e, como não há fome que não dê em em fartura, recebi duas cartas de uma assentada (gostaria de poder escrever resposta/pedido de desculpas) tive direito a duas, recebidas no mesmo dia.


Na datada de 14 de Dezembro pedem informações sobre a patologia relativa ao certificado de incapacidade, não renovado por sinal.


Estranhei que não pedissem relatório médico actualizado e se limitassem a pedir uma informação minha e, pelos vistos, não fui a única a estranhar pois no dia 15 alguém se lembrou de o fazer (e recebi o tal 2.º pedido de esclarecimento.


Sobre a reclamação apresentada, lamentavelmente, nem uma palavra. Por sua vez a entidade supervisora ASF, a quem reportei também a situação, também ainda não acusou (sequer) a recepção da reclamação.


No meio disto tudo, ainda tive de gramar, duas vezes, com um agradecimento pela confiança depositada na Allianz.


São uns brincalhões estes senhores. Eu é que não me voluntariei para palhaça!

6 anos sem quimio

Hoje o dia é de festa. Faz 6 anos que coloquei um PONTO FINAL na quimio.


Como não podia deixar a data em branco, vou ... trabalhar.


Resmungos à parte, tenho de admitir que é uma benção poder fazê-lo.


Bom dia a todos!

sábado, 19 de dezembro de 2015

Passar do Disney Junior para o Disney Channel



Constato que a passagem do Disney Junior para o Disney Channel é uma evidência da vertiginosa aproximação da adolescência.


Deus me ajude,

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Pai Natal não existe! Pronto, começou

Tita - sabes mãe, o Pai Natal foi à escola de música.
Leonor - sim, mas não era o mesmo que estava no Fórum! Olha, o Pai Natal não existe!

A Tita não ouviu e eu fiz-me de mouca. Felizmente a conversa ficou por ali. Se a Leonor deixar de acreditar, a Tita vai logo pelo mesmo caminho.

E eu? Não estou preparada para o fim deste encantamento à volta do velhote da barbas brancas!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Borda d´água e Seringador

Decidi dedicar-me à agricultura. A partir de agora o almanaque Borda d´água e o Seringador serão a minha leitura de mesa de cabeceira.

Nunca vacilem em frente a 2 criancinhas adoráveis

- Tita, lavaste as mãos?
- Lavei!
- Estás a mentir-me Tita. O teu nariz está a crescer.


(segue-se o momento irresistível em que leva a mão ao nariz e troca os olhos para tentar confirmar o crescimento)


- Não estou nada. O  meu nariz não cresceu!
- Pois não Tita, mas tu mentiste-me!
- Ah, vês! Tu é que mentiste mãe! O nariz da Tita não cresceu! Tu mentiste à Tita! Tu mentiste à Tita!


Fim de conversa por KO da mãe.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Irrebatível

- Leonor, tens de fazer os TPC antes do basket, senão fica muito tarde para os fazeres!
- Mas mãe, não pode ser porque no basket vou correr e as memórias fogem. Tem de ser depois, para ficarem na cabecinha!

O poder da rainha e os vários ângulos da história

Ando numa de reparar nas "curiosidades" da vida e uma delas (que me fascina) é o facto de a história (contrariamente ao que pensava em pequena) estar longe de ser matemática.

O meu pai dizia-me que a história podia ser diferente consoante quem a contava e, na altura, aquilo parecia-me loucura. Agora percebo perfeitamente o que queria dizer. O ser humano está longe de conseguir ser objectivo no que transmite.

Depois existem as variáveis que podem ter a ver, simplesmente, com análises incompletas ou baseadas em factos errados.

E assim chego à conversa desta manhã. Porque é que, a dado momento da história, a rainha passou a ser uma das peças mais influentes do xadrez?


Exaltação à Virgem Maria e à figura feminina? ou influência da rainha Isabel "a católica?"

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Se eu fosse mais nova

Se eu fosse mais nova, estava agora a entupir-me de gomas, a pedido da cabeça

Mas como já o fiz ontem (por mera estupidez), e tenho a figadeira de relações cortadas comigo, há que aguentar a ressaca e confiar na amiga almofada.

Questão existencial do dia - haverá problemas insolúveis, tipo dores com as quais nos habituamos a viver?


O dia em que os pães se multiplicaram

Quando estava a arranjar a lancheira da Leonor, cheguei à conclusão que o pão tinha acabado. Lá a compus com fruta, mas fiquei pesarosa pois também não prescindo do pãozinho ao lanche.


Estávamos já na rua, quando vi que a cachopa tinha um pão de leite embalado no bolso do casaco , daqueles que o avô lhe dá todos os dias, e disse "olha que sorte, tens um pãozinho no bolso e podes pô-lo na lancheira".


Foi uma daquelas coincidências que são mais que isso pois vim a perceber que o casaco era da Tita.


O meu engano (isto de distinguir casacos pela etiqueta nem sempre é fácil, principalmente com as pressas matinais) assemelhou-se à multiplicação dos pães na era moderna.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tita e a bisa

O dia de ontem foi dedicado à bisa.


De manhã, enquanto a Leonor foi ao basket, a Tita foi uma autêntica terapeuta do riso. Fez macacadas que originaram gargalhadas há muito não vistas, pôs a bisa a colorir desenhos, fazer pulseiras. Um mimo.


No final do dia, já cansada, a bisa começou a ficar irritada e disse que queria ir para a casa dela.


Atenta, a Tita disse-lhe "mas esta é a tua casa!". Resposta da bisa: "Ai é?, Então vão vocês para a vossa!".


E assim terminou um dia dedicado aos mimos. Há que aproveitar todos os minutos, os bons e os maus.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Tita e a escrita

Com isto de ter uma mana na escola primária e meninos até os 6 anos na salinha da pré, a Tita decidiu que há-de começar a escrever à força.


Anda sempre de papel e lápis em riste, a pedir que soletre as palavras que vai seleccionando. Como não sabe mais de metade das letras, acabo por ser eu a escrever parte das palavras.


Às vezes acaba por ser chato, ter de estar sempre a interromper o que estou a fazer para a ajudar mas não há como não admirar a sua tenacidade. E babar com os elogios das senhoras que estão no cabeleireiro e ficam pasmadas por uma menina de 4 anos conseguir escrever Mafalda.



sábado, 12 de dezembro de 2015

Seguros/doenças oncológicas - ponto de situação


Lembram-se DESTE desabafo? Pois bem, a minha entidade empregadora reclamou junto da seguradora Allianz. Eu e outra colega na mesma situação reclamámos também e apresentámos uma exposição à ASF.


Ponto de situação - tudo na mesma, como a lesma.


Nem uma carta a acusar a recepção das reclamações.


Bem sei que não passou um mês e, provavelmente, ainda não houve tempo para inserir a reclamação no excel o que aumenta a minha indignação.


Entretanto irei levantar a questão junto de outras entidades, com o intuito de que seja pensada. Não pelo caso concreto mas por todas as implicações que este tipo de casos têm na vida de muita gente.


Pode não dar em nada, mas pelo menos cumprirei aquele que sinto ser um dever de cidadania. Ando a ficar uma refilona de primeira.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O dia em que a festa me passou ao lado

Foi há 7 anos, no dia do jantar de Natal do trabalho, que me disseram "vai à consulta e volta qualquer que seja o resultado".


Lá fui, recebi o resultado "minha querida vai ter de vir comigo ao IPO", o consolo do papá "vamos ultrapassar isto os 3" e o meu corpo regressou para ir a uma festa que me passou completamente ao lado.


Sei que todos os anos repito a mesma história, mas também sei que me entendem. É inevitável recordar o dia em que a minha vida mudou radicalmente, facto do qual me vou apercebendo a cada momento e nos mais variados pormenores.


Atenção que não é um lamento. Só uma constatação. De há 7 anos para cá já renasci várias vezes e sabem como adoro nascimentos. Por mim fazia festa todos os meses.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A vergonha dói mais que um puxão de orelhas

Eu era uma rapariga que não dizia asneiras, que era, mas o stress da vida adulta (e a falta de comprimidos para o combater) alteraram esta realidade.


Eis pois que, esta manhã, estava eu a sair de casa super atrasada, carregada que nem uma mula, e a Leonor aos gritos, quando o Boris resolveu fugir de casa.


Acto contínuo, desato a descer as escadas para o apanhar e foi inevitável um "PQP o gato" que saiu entredentes, embora no preciso momento em que me cruzei com uma vizinha.


Se a vergonha matasse tinha ficado ali mesmo.


Acho que devo um pedido de desculpas à mãe do Boris.


Se calhar, tenho de me virar para os comprimidos.

Acabem com as luzinhas azuis, por favor!

Por esta altura, vêem-se inúmeros atentados ao bom gosto com luzes de Natal indescritíveis.


Mas mais do que a miscelânea de cores, o que me dá nos nervos são as luzinhas azuis intermitentes que fazem com que julgue avistar o INEM a cada instante.


Onde andam as singelas luzes branquinhas?


Alguém que acabe com as azuis, por favor!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Eu queria ser tu

Estava a Tita ao meu colo quando, sem nada que o fizesse prever, e disse "eu queria ser tu"!
No meio do espanto tentei que me explicasse porquê, mas só repetia "eu queria ser tu"!
Não cheguei a perceber o verdadeiro alcance do desejo que manifestou. Só sei que, independentemente, dele o nó na garganta ficou bem apertadinho e faz-se sentida cada vez que revejo a cena mentalmente.
Se ela soubesse ...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Esta sai à mãe

Depois de ter preferido ir à catequese, preterindo o shopping, "por causa do lanche partilhado", eis que a Tita se estreia nas filhós de Natal que, por sinal, apreciou ao ponto de comer 4 ou 5.


Esta sai à mãe e delira com comida.


Deus te conserve esse metabolismo, minha filha, ou estarás perdida!

As prendas de Natal da Leonor

A Leonor anda muito empenhada a tratar das prendas de Natal para os avós. Já fez uma para a avó. Agora procura uma para o avô. E tudo seria normal, não fosse andar a vasculhar as coisas do pai. Até tenho medo de ver sair do embrulho umas cuecas ou meias rotas.
Uma animação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Starwars

Vejo tanta animação à volta do Starwars que é impossível não me questionar se serei normal.


É que não consigo achar piadinha nenhuma à trama e seus personagens.


Coisa igual!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Não sei que faça à minha vida

À medida que o tempo vai avançando, aumenta a complexidade de ser mãe.
Desengane-se quem pensa que a dificuldade maior são os primeiros meses.
A cada ano, nova fase e cada uma mais desafiante.
Tinham-me avisado que a entrada na escola primária seria uma prova de fogo mas confesso não ter valorizado muito, até porque os dois primeiros meses foram canja. Entretanto, começaram os testes à nossa paciência e jogo de cintura.
O comportamento da Leonor tem piorado de dia para dia. Na linguagem, tiques e postura parece uma teenager na fase mais parva.
E o comportamento está a reflectir-se nos resultados até porque a matéria começa a complicar-se e a minha mais velha não lida muito bem com contrariedades e coisas que não domine à primeira.
Chora porque sim e porque não e culpa o mundo (em regra representado pela mãe) por tudo que lhe corra menos bem, aqui incluídos os ditados.
Sinceramente, andamos um pouco perdidos e a ouvir conselhos de um lado e doutro, que vão desde a "palmada na hora certa" à "paciência de Job" sem saber o que resultará.


Vamos esperar que os 7 sejam mais calmos, ou ficaremos tolinhos de vez.



sábado, 5 de dezembro de 2015

O que levaria para uma ilha deserta?

Passei anos a questionar-me o que levaria para uma ilha deserta. Finalmente fez-se luz.


Seria, sem dúvida alguma, a minha almofada. A melhor terapeuta, remédio, confidente ... Quase diria que não há stress que não resolva.


E assim se soluciona uma dúvida com muitos anos.


E vocês, que levariam para a ilha?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

URGENTE - como afastar gatos de árvores de natal?

Alô, especialistas em felinos.


Algumas dica infalível para afastar gatos de árvores de Natal ? (NOTA - não temos cão).


A sensação que tenho é a de há um terramoto permanente cá em casa, ao ver os galhos sempre a abanar e encontrar bolas pela casa toda (incluindo piso inferior).


Algo me diz que isto não vai acabar bem.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Musgo no presépio. Sim ou não?

Ontem perguntei, no facebook, se alguém de sabia dizer onde arranjar musgo e recebi um texto que resumo :


"Sabia que um pequeno tufo de musgos pode conter até 5 espécies diferentes? Sabia que algumas destas espécies podem estar ameaçadas, vulneráveis, ou mesmo em risco de extinção, e são protegidas pela Legislação Nacional e Europeia ou em Livros Vermelhos?".


A ideia da entidade que o escreveu é acabar com a tradição do musgo e líquenes no presépio, a bem da preservação de algumas espécies.


Não posso dizer que esta causa me fosse desconhecida pois já no ano passado tinha ligo algo sobre o assunto, mas devo admitir que não aprofundei e não sei até que ponto esta será uma causa pela qual valha a pena lutar. Faltam-me dados objectivos que permitam perceber o eventual problema em toda a sua extensão.


Ainda no fim de semana estive com uma professora de físico-quimica que procurava musgo e sei tratar-se de alguém esclarecido e sensível às causas ambientais.


Imagino que existam opiniões contrárias. Por isso gostava de saber a vossa sensibilidade sobre isto e receber informação que possam ter.


Na dúvida, evitarei o musgo. Não quero andar com a consciência pesada, mas tenho de tomar uma posição consciente :)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Vai-te embora mau tempo!

Eu até gosto de elefantes ... lá na savana ou no zoológico.


Ando fartinha de ver trombas. É que a coisa contagia. Apre!


Vai-te embora mau tempo!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

António Costa Ribau

Estávamos a comentar uma notícia, quando a Leonor quis saber de quem falávamos.


Respondemos que não conhecia a pessoa, ao que muito rapidamente respondeu: sei, sei, estão a falar do António Costa Ribau!


Está visto quem é que manda, na cabecinha da cachopa.

Quero este Feriado já!!!!

Sou rapariga de me conformar facilmente (mal ou bem), mas há coisas que me ficam atravessadas na garganta.


Hoje devíamos todos ficar em casa a fazer a árvore de Natal e o presépio. Não me peçam para justificar. É o que sinto.


Perante tamanha injustiça, vi-me obrigada a antecipar a árvore de Natal para Novembro (a minha mãe só não me bateu, perante tamanha heresia, porque não calhou).


O presépio ficará para hoje à noite, se as patroas vierem calminhas (coisa que acho pouco provável) e as forças deixarem.


Quero este feriado já!!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Impotência

Se o mundo tivesse caído mesmo sobre mim, como me pareceu ter caído hoje, não pesaria tanto de certeza.
Como pesa a impotência de não poder senão amar sem que, com isso, se evitem as quedas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Acordem-me na Primavera

Dou-me mal com o inverno. Afecta-me a mente e o corpo parece que encolhe.


Acordem-me na Primavera, por favor!

A professora é que sabe

Algum dia teria de ser e foi ontem.


Estava o papá, cheio de boas intenções, a tentar ensiná-la e ouviu em troca "não e assim! A professora é que sabe!


Já à tarde o avô se tinha queixado que tinha tentado ajudá-la a juntar as letras, mas tinha ouvido que agora não era assim que se ensinava e tinha medo de a confundir.


Tem muito que se lhe diga esta história da escola primária. Acho que vou inscrever-me em explicações.



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A resolução que subscreveria sem hesitar

"Resolvi chegar ao escritório uma hora mais tarde. Assim, estou muito mais descansado e fresco quando lá chego e evito aquela primeira hora descontroladora do dia de trabalho, durante o qual o meu sistema nervoso, ainda lento, e o meu corpo fazem de todas as pequenas tarefas um tormento. Descobri que, se chegar tarde, o trabalho que executo é de muita mais qualidade".


Em "Uma conspiração de estúpidos"

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Os portugueses (aos olhos de uma taxista brasileira)

- Menina, sabe que eu tenho reparado que aqui há mais gente com mau hálito?! Acho que é da carne. Gente, vocês comem muita carne. Lá no Brasil, á carne é quase só para dar gosto ao arroz e feijão. Mas vocês .... Depois, a carne fica apodrecendo no estômago ....Meu namorado (na verdade não é mais, pois saiu de casa faz 40 dias, me dava 250€ para as despesas mas era pouco. Ele comia muita carne. Na verdade eu até economizei depois de ele sair de casa.




PS
Vou acreditar que não me estava a dar nenhum recado subliminar. Eu como muita carne, na verdade. Aiiii.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tudo dividido com régua e esquadro

  - Mãe, já te zangaste comigo. Agora tens de te zangar com a Tita!



Que grande susto/obrigada Linha de Saúde 24

Ontem de manhã, a Tita resolveu despenhar-se de um banco e bater com a cabeça no chão.

Aparentemente ficou bem, mas passado algum tempo começou a ficar mais paradita e acabou por vomitar.

O meu impulso foi levá-la ao hospital mas o papá manteve o sangue frio e sugeriu que ligássemos primeiro para a Linha Saúde 24.

Assim fiz e fui respondendo às perguntas da enfermeira que fez uma avaliação clínica e nos deu algumas orientações muito importantes, para além de tentar despistar a hipótese de ter havido alguma agressão.

Basicamente, ficámos vigilantes e com indicações de a deixar dormir, se quisesse (sempre sob vigia).

Assim foi. A cachopa acabou por dormir 3 horas seguidas e acordou fresca como uma alface.

Esta noite dormi com ela, por precaução (na verdade, foi também um pretexto para o fazer. Gosto tanto.).

De manhã, recebi uma chamada da Linha de Saúde 24, para saber se a Tita tinha passado bem a noite.

Um excelente trabalho que não posso deixar de realçar, até para lembrar os papás aflitos que antes de voar para o hospital (consoante o caso, naturalmente) têm aqui um importante apoio.

De referir que esta manhã, fui dar com a cachopa em cima de uma cadeira a tentar alcançar não sei o quê, mas quando caiu  estava placidamente à mesa a voluntariar-se para me ajudar a fazer um bolo.

É precisa muita cautela com estes monstrinhos, mas muita sorte também.

Felizmente não passou de um susto valente.

domingo, 22 de novembro de 2015

Sobre a morte (na perspectiva física e espiritual)

Fiquei apaixonada pelo Fernando Santos e pela sua vivência espiritual.


Este é o testemunho que todos os que se questionam sobre a morte deviam ouvir. É qualquer coisa fenomenal. Em especial por volta do minuto 10 e seguintes.


Ouçam mesmo.



Filme para adultos

 Ontem arranjámos babysitter (obrigada Nice) e resolvemos ir ao cinema.


Quando expliquei à Leonor o que iríamos fazer,começou a dizer que queria ir connosco o que me obrigou a explicar que o filme era para adultos. Claro está que me arrependi da expressão assim que a disse pois se a cachopa começar por aí a repeti-la existirão logo umas mentes mais criativas a imaginar outro tipo de filmes.


E lá fomos nós, em cima da hora e ainda sem bilhete, com esperança de ir ao cinema num sábado à noite.


Claro está que havia uma fila gigantesca que nos demoveu da ideia e o filme para adultos (que por acaso era o 007) converteu-se num passeio para ver as iluminações de Natal.


Seja como for, soube bem esta singela escapadinha a 2.



sábado, 21 de novembro de 2015

Fraca

Dores,
Piores que as minhas
São as que em ti sinto
Que me travam a língua
E prendem os braços
Impedindo que tas tire
Ou sequer divida
Fraca que sou
Prefiro as minhas.
Desculpa.

E nós temos flores

Este video já tem uns dias e foi visualizado por milhões de pessoas, mas é tão lindo que serão poucas todas as partilhas. Para pensar

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Predisposição para votar a favor

E eis que o meu dia começa de forma completamente diferente do habitual. Pela 1.ª vez na vida, concordo com as afirmações de Jerónimo de Sousa as quais considero de uma lucidez impressionante.


Diz JS que apesar do acordo (seja lá ele qual for, digo eu), não pode garantir que o PCP aprove o Orçamento de Estado a apresentar pelo PS pois não se podem assinar cheques em branco e estamos a falar de um documento que ainda não foi elaborado.Admite sim "uma predisposição para votar a favor".


Tem toda a razão, na minha perspectiva. Agradeço a frontalidade e a forma como revela as garantias de governabilidade à esquerda, advenientes da tão proclamada maioria no parlamento.



Ser mãe não é um emprego e os advogados ajudam as pessoas

- A mãe do D. não trabalha na escola, porque é mãe dele!
-Oh Tita, ser mãe não é um emprego. Ela é mãe, mas também trabalha na escola esclareceu a Leonor.


Ao ouvir esta conversa deliciosa, não resisti a meter o bedelho.


- Pois Tita, não vês a mãe? Sou tua mãe e trabalho.Sabes o que é que eu faço?


- Não!


-Sou advogada.


-Que é isso?


- Ahhh..... Leonor, sabes explicar?


- Os advogados ajudam as pessoas e têm muitas reuniões.


E cá está, quem sou eu para contrariar a definição imparcial desta criança?

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Ainda na sequência da história com o seguro de saúde

Ainda na sequência da história com o seguro de saúde, e peço desculpa se me estou a tornar chata, mas ando com esta questão atravessada na garganta.


Ora vejamos. Para o Estado, o atestado multiusos emitido na sequência de doença oncológica tem validade de 5 anos, necessitando de ser revalidado após análise clínica.


Para as seguradoras (quero acreditar que não para todas), uma vez paciente oncológico sempre paciente oncológico. Manda o algoritmo


Agora pergunto. Acham normal? Ou seráo facto de ser juiz em causa própria que me está a toldar o raciocínio?

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Seguros/doenças oncológicas - A minha indignação


Sempre disse, relativamente aos seguros, que o melhor é não precisar deles, tais os entraves e fugas ao cumprimento por parte das seguradoras.

Mas a verdade é que nunca tinha tido nenhum problema com eles, até este momento.

A minha entidade empregadora decidiu subscrever um seguro de saúde de grupo.

 Preenchi o boletim de adesão com rigor e verdade, dizendo estar em remissão de um linfoma de Hodgkin desde Dezembro de 2009 e não ter qualquer tipo de incapacidade certificada.

Confesso que não estava à espera do balde de água fria que recebi, ao ler uma cartinha (de poucas linhas) que dizia tão, somente, isto:

“em virtude de estado(s) clínico(s) pré-existente(s) não nos é possível aceitar o seguro em referência, pelo que o mesmo não tem efeito”.



Não conseguiria (por mais que tentasse) expressar o que sinto desde que tive conhecimento desta decisão, desde logo pela carga psicológica que encerra.



A dita seguradora que, por ora, não divulgarei, não se dignou a pedir um relatório médico actualizado limitando-se a catalogar-se como uma "bomba relógio" pouco apetecível em termos comerciais,  segundo aquela que será a sua estratégia comercial.



A agravar a minha mágoa e revolta, veio a explicação de alguém que, a tentar justificar o injustificável, disse que o que aconteceu foi culpa de um algoritmo e resultou somente da introdução (cega) de dados no sistema informático.


No meio dos meus desabafos, por aquilo que acho  ser uma verdadeira discriminação (digam o que disserem há aqui violação do princípio da igualdade) vão-me dizendo para não ligar, "que as seguradoras são assim".


Ao que respondo que, se são, não deviam ser. Digo-o por mim e por todos quantos passam/passaram e passarão por situações semelhantes.


Já é altura de as pessoas deixarem de ser tratadas como números. E se há legislação, já de 2006, que proibe este tipo de práticas, há que fazer cumpri-la.


Estou decidida a denunciar a questão junto das entidades competentes.


Por outro lado, e continuando a falar de estratégias comerciais, começam a surgir os seguros especiais para doentes oncológicos, o que não será por acaso e reflecte o actual estado de arte e a cada vez maior taxa de sobrevida.


Algo me diz que ainda hei-de ser contactada por um comercial da seguradora que agora me está a descartar.


Podem ler a notícia  AQUI.


Peço, a quem tenha histórias semelhantes, que as partilhe (pode ser por mensagem privada) .

La piazza è mia

Todas as praças/ruas têm o seu tolo. Hoje cruzei-me com o da minha. Haja pachorra e estupidez natural

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hoje vai haver espetáculo

D.ª Maria Leonor regressa hoje à escola, depois de uma semana de baixa.
Só que não é muito aconselhável que ande a correr como uma doida, e a suar, pois ainda tem bastante tosse.
Perante as advertências, reage muito mal. Na sua perspectiva, não vale a pena ir à escola se não puder brincar e, por isso, NÃO VAI!
Já usámos todos os argumentos sensatos que conhecemos, tentando desconstruirateoria, mas começa sempre a espernear.
Estou mesmo a ver que, daqui a pouco, vamos ter espectáculo.

domingo, 15 de novembro de 2015

Hoje foi dia de brincar em família

Temos a casa (mais propriamente o chão) cheia de brinquedos.
 
 A variedade é muita mas, na hora H, as cachopas acabam a brincar com as coisas mais insuspeitas.
 
Garrafinhas de iogurte, caixas de papelão, roupa da mãe, etc,etc,etc. Ou seja, gostam mesmo é de dar asas à imaginação e facilmente esquecem os brinquedos que brincam sózinhos.
 
Nas alturas festivas debato-me sempre com um dilema quanto às prendas a dar-lhes. Para além de achar tudo caríssimo, sei que será mais alguma coisa para ficar espalhada pela casa.
 
Até que, cortesia da Science4you, chegaram cá a casa uns brinquedos educativos/científicos que preencheram o domingo da família (Boris incluído) e nos deixaram completamente rendidos.
 
Desde modelagem, a pinturas de areia, foi uma animação. Claro que meteu muita discussão à mistura, mas se assim não fosse nem se fazia a festa. Acho que as patroas já não vivem sem uma boa bulha.
 
Foi um belo momento de partilha.
 
Acho que este Natal será muito mais fácil escolher os presentes.
 
PS O papá ia delirar com o drone.







 
 
 
 

Uma conspiração de estúpidos

Estar a ler ´"Uma conspiração de estúpidos", neste momento, parece ironia do destino. De facto, não me ocorre frase melhor para descrever o actual momento.


Mas adiante, o que me leva a partilhar esta obra de John Kennedy Toole não é o título mas o que me levou a começar a lê-la.


Tinha o livro cá em casa há muito tempo, vindo nem sei de onde, e há dias fui ler a sinopse e o resumo da vida do escritor.


O que me fascinou e despertou curiosidade foi ter ficado a saber que este livro, que ganhou o prémio Pulitzer de Ficção em 1981, só foi publicado depois da morte do escritor, graças ao inconformismo da mãe que, convencida do seu valor e certamente querendo cumprir um sonho do filho, batalhou, batalhou até conseguir convencer alguém a editá-lo, coisa que  filho não conseguiu.


Este livro, cómico e completamente esquizofrénico, terá sido o segundo e último que John Kennedy Toole e está a prender-me a atenção. Admito que ainda não sei se por gostar ou pelo reconhecimento e admiração pela tenacidade daquela mãe que tudo fez para perpetuar a obra do filho.


A título de curiosidade, o 1.º livro " A Bíblia de Neon" veio a dar o nome a um album dos Arcade Fire.










Curioso como esta história confirma o que penso e escrevi AQUI

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Este dedo parece que adivinha

Quando a vejo ranhosa, tenho a certeza que mais dia menos dia virá a febre e, tempos depois, o antibiótico.


Uma vez mais assim foi. A febre andou a jogar ao gato e ao rato connosco. Uns dias aparecia, outros não como foi o caso no dia em que teve consulta na médica de família.


E a cachopa sempre na iminência de ser mandada para a escola no dia seguinte. Até que a dita começou a ser mais persistente. Tal como o meu dedo me dizia, lá chegou o antibiótico e a recomendação de repouso e recolhimento até 2.ª feira.


Para mim continua a ser um mistério como é que20 Kgs de gente conseguem andar a correr a guerrear  com a irmã, na sala de espera de um consultório médico, quando o termómetro assinala 38,5º.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

S. Martinho rima com carinho


Tenho um carinho particular pelo dia de S. Martinho, desde logo pelo  nascimento da minha irmã mais nova e depois porque me causa uma sensação de aconchego, que atribuo à lenda que lhe deu origem (das mais bonitas que conheço), e apela à partilha, em redor da fogueira ou de uma mesa a comê-las, quentes e boas.

Há uns anos atrás por esta hora estaria, com os amiguinhos do colégio, na Santa Rita a assar castanhas. Hoje cumpri a tradição à hora do almoço. As castanhas assadas no forno não têm o mesmo sabor, mas também já não tenho 8 anos. Tudo tem a sua hora.

Para quem não conhece a lenda, aqui fica a partilha (texto de autor desconhecido).


A Lenda de S. Martinho

Em Portugal, o Outono e a chegada definitiva do tempo frio são comemorados no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, comem-se sardinhas, assam-se castanhas, bebe-se vinho novo e água-pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reúna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre. Mas poucos são aqueles que sabem qual o real significado do Dia de São Martinho, ou mesmo o que é o água-pé.

São Martinho, também conhecido por S. Martinho de Tours, cidade onde foi bispo, nasceu em Panónia, na Hungria, em 316 ou 317. Filho de um oficial romano, que lhe deu uma educação Cristã, fez estudos humanísticos em Pavia. Aos 15 anos, Martinho foi para Itália e alistou-se no exército Romano tornando-se num corajoso general, rico e poderoso.

O nome de Martinho foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e o protector dos soldados. Um dia, de regresso a casa, São Martinho cavalgava debaixo de forte tormenta. A chuva e o granizo caíam furiosamente, o vento uivava e o frio parecia esmagar os ossos. Quando atravessava as montanhas dos Alpes, Martinho encontrou um mendigo esfomeado, mal agasalhado e gelado que lhe pedia esmola.

O general ao ver o mendigo comoveu-se e como não tinha esmola para lhe dar, retirou o seu manto vermelho, espesso e quente que o protegia do frio e da chuva dando-lhe um golpe de espada e dividiu em duas estendendo uma das partes ao mendigo e agasalhou-se o melhor que pôde para continuar o seu caminho.

Apesar de mal agasalhado e a chover torrencialmente, Martinho continuou o seu caminho de regresso a casa, cheio de felicidade.

Devido ao gesto de solidariedade, Deus presenteou este gesto fazendo desaparecer a tempestade. Imediatamente o céu ficou azul e surgiu um sol de verão, cheio de luz e calor. O bom tempo continuou durante os três dias, tempo que levou o general a chegar à sua terra Natal, França. E assim todos os anos em Novembro somos presenteados com três magníficos dias de sol para que a memória dos homens não se esqueça do gesto que salvou a vida ao mendigo.

São Martinho abandonou o serviço militar aos 40 anos e ingressou na vida religiosa, tendo ido ao encontro de Santo Hilário, bispo de Poitiers que lhe conferiu ordens sacras e lhe deu a oportunidade de entrar na vida religiosa. A sua intensa actividade pastoral valeu-lhe a alcunha de Apóstolo das Gálias e quando se tornou bispo de Tours, vivia como um monge, fora da cidade, num local modesto que mais tarde foi transformado num mosteiro.

Foi então no dia 11 de Novembro, dia que todos nós festejamos como o dia de S. Martinho, comendo castanhas assadas quentinhas ou cozidas e bebendo um copo de água-pé ou jeropiga, do ano 297 que São Martinho morreu em Candes, França.

São Martinho e o Magusto

São Martinho é considerado como o santo dos bons bebedores. É nesta atura do ano que se faz a prova do vinho novo acompanhado das respectivas castanhas. É por tradição, no dia 11 de Novembro que se prova o vinho novo e que se atestam as pipas. O vinho novo é especial uma vez que deve ser bebido antes do Verão, devido às suas características de fermentação.

Aliado aos festejos do dia de S. Martinho está também o tradicional magusto, tradição ainda mais antiga que a data consagrada a este santo. Os magustos começavam no dia 28 de Outubro, dedicados a S. Simão e duravam até ao S. Martinho. Nesse dia, decorria o magusto familiar em que se reuniam os familiares na casa de um deles, assavam-se as castanhas e na lareira era pendurada uma panela furada. Depois de assadas as castanhas, as famílias jogavam ao “par ou pernão” e diziam os seguintes versos: “Dia de S. Simão, Só não assa castanhas, Quem não é cristão”.

Durante a noite de 11 de Novembro, era formada a “confraria” que, com tachas de palha, acesas, andavam pelas ruas da freguesia a cantar e a tocar harmónio, guitarra, zabumba e ferrinhos, já tocados pela bebida e chamando a atenção das raparigas, passando pelas várias adegas ou tabernas.

Já fui mais sãzinha, já

Percebemos que já fomos mais sãzinhas da cabeça, quando damos por nós a programar ir a determinada frutaria propositadamente, só para comprar os vegetais favoritos de uma porquinha da índia, a saber: pimentos e pepinos.

A coisa não seria tão grave se suportássemos bem o cheiro dos pimentos, o que definitivamente está fora de questão.

Mas ela merece.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Na 1.ª metade da vida

De repente parece que começo a gostar de filosofar, eu que sempre abominei filosofia.


Outras vezes sou assolada por vontades (passageiras, diga-se) de voltar a estudar algo que não sei o quê.


Talvez seja do aproximar dos 40 e as questões existenciais que dizem surgir nessa altura (já vos disse que faço hoje 38 anos e meio eque adoro festejar o dia 10, independentemente do mês?).


Seja como for e estou só (tudo a correr bem) na 1.ª metade da vida.


A avaliar tudo o que já fiz, e vivi, até agora presumo ter tempo espaço para fazer ainda muitas coisas diferentes.

Vacina da meningite

Há uma nova vacina contra a meningite no mercado, que não faz parte do Plano Nacional de Vacinação.

Aproveitando que a Leonor tinha consulta na médica de família, quis saber a opinião dela sobre esta vacina.

De forma resumida, o que disse foi que ela própria está indecisa quanto ao ministrar a vacina ao filho já que a vacina é muito recente e não existirem muitos dados sobre os possíveis efeitos secundários.

Percebo a resposta, atendendo ao "estado da arte" mas, enquanto mãe, será das situações mais desconfortáveis que já vivi (já tinha acontecido o mesmo relativamente à vacina da gripe A e na altura, depois de consultar a pediatra, optámos por não a dar).

A decisão é chata de tomar pois podemos "pecar" qualquer que seja, sendo que existe sempre o cenário (em que quero acreditar) de nunca mais ter de me lembrar que um dia tive de escolher.

Entretanto já sei (por interposta pessoa pois ainda não a questionei) que a pediatra das meninas (cuja opinião será decisiva, dada a confiança que temos) já aconselhou a vacina a alguns meninos.

E vocês, já falaram com os pediatras dos vossos filhos? Qual o feed- back (sendo certo que cada caso é um caso e nunca será prescindível uma consulta individual)?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tola sim, tolinha não

Pensava eu que era tolinha ... até ver a notícia sobre 3 mulheres que se pegaram à pancada, na sequência de um desentendimento entre 2 crianças que estariam a disputar um brinquedo na Feira de Brinquedos do Continente.

Afinal sou só tola.

domingo, 8 de novembro de 2015

Deve ser a maneira dela dizer que me ama

Para a Tita, eu faço tudo mal. Desde pentear a lavar os dentes, passando pela simpática tarefa de limpar o rabo.


Hoje perguntei-lhe se queria trocar-me por uma mãe que soubesse fazer tudo aquilo bem.


Perante a pergunta, arregalou os olhos, pensou uns segundos e disse que podia fazer tudo sózinha o que interpretei como um não.


Deve ser a maneira dela dizer que me ama. Ou então tem receio que venha outra pior.

38.6º

Assim que me enfiei na cama dela, para os mimos matinais, senti-a a escaldar.


38.6º marcava o termómetro.


Virei costas para ir buscar o xarope e, qando vi, já se tinha escapulido para ir ver os desenhos animados.


São um fenómeno da natureza estas criancinhas.


Com menos 1 grau de temperatura e já não me mexia.


Agora quer ir andar de bicicleta.


Que saudades tinha das viroses (essa coisa que nunca ninguém viu, mas todos acusam).


Começaram com a Tita, na semana passada, e agora apanham D.ª Maria Leonor na curva.

sábado, 7 de novembro de 2015

Quando a morte é notícia

Ontem ouvi um cronista que, a propósito do falecimento do cineasta José Fonseca e Costa, lamentava as vezes em que a morte é notícia  e que suplantam o reconhecimento do mérito e valor expressado em vida.


De facto, acho que (uns mais dos que outros) padecemos todos de uma grande dificuldade em expressar admiração e elogiar os que nos rodeiam.


Talvez por ter tido uma experiência pessoal muito forte que me fez temer o fim da vida, tornei-me mais expansiva ao nível dos afectos. Quando estava doente, sentia uma vontade, quase irreprimível e por vezes embaraçosa, de dar abraços e beijos a quem se cruzava comigo.


Gosto de mostar os afectos e também lamento todas as vezes em que não conseguimos exteriorizar todos os sentimentos bons que alguém ou algo nos inspiram.


Apesar disso, quando ouvi aquela expressão "quando a morte é notícia", detive-me na ideia de que se isso acontece é porque a obra que nos foi deixada perdurará no tempo e nas memórias, como se o seu autor fosse imortal. Caso contrário, ninguém noticiaria a morte.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sobre o Amor às letras e à Interpretação


Eis que, passados muitos anos passados sobre a opção que tomei relativamente ao meu futuro profissional, descubro que o culpado de tudo é o art.º 9 do Código Civil que, poeticamente, nos ensina que a letra/palavra é o ponto de partida da interpretação e, simultaneamente, o seu limite.

E que este limite é quase tão abrangente quanto aquilo que quisermos que seja, desde que não nos falte a razoabilidade e consigamos que o nosso pensamento tenha um mínimo de correspondência com aquilo que lemos.

Mais mundanamente, o art.º 9 do Código Civil é também o culpado de eu conseguir ver 1001 significados possíveis numa frase em que só se diz "gosto de pão com queijo" o que nem sempre me facilita a vida, é certo, mas me dá um gozo daqueles.


Artigo 9.º
(Interpretação da lei)

1. A interpretação não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as condições específicas do tempo em que é aplicada.
 
2. Não pode, porém, ser considerado pelo intérprete o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei um mínimo de correspondência verbal, ainda que imperfeitamente expresso.
 
3. Na fixação do sentido e alcance da lei, o intérprete presumirá que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados.

Cenas matinais

Imaginem 3 alminhas a sair de casa.


A mais velha esbaforida, a toque do relógio.


A do meio em estado de euforia, daqueles originado por uma boa bulha.


A mais pequena lavada em lágrimas, depois de 1001 birras e outras tantas "picadelas" recebidas da do meio (a tal que estava eufórica).


Depois passa a vizinha que, em vez de consolar a pequena, resolve elogiar a "carinha de felicidade" da do meio o que a faz inchar como um perú, enchendo-a de razão para continuar a picar a outra.


Enquanto isso, a pequena continua lavada em lágrimas e a mais velha esbaforida.


Felizmente foi só uma questão de 3 minutos até as entregar ao avô e poder ir trabalhar. Arre.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Precioso

 
Sou só eu que acha que o JJ ficou com ar de vampiro nerd e que esta capa parece encomenda do LFV para o envergonhar?
 
 

Das coisas que me deixam doida (além da contratação colectiva)

... é ainda haver quem queira selecionar a modalidade de contrato de trabalho ( a termo ou sem termo), em função do número de dias a que o colaborador terá direito. Desiludam-se. É igual. Nananana

As paixões antigas são tramadas

Perdi a conta ao número de horas que passei a ouvir Madredeus, creio que durante a secundária e faculdade. Estupidamente, porque um grupo só o é no conjunto (passe a redundância), para mim os Madredeus acabaram com a saída da Teresa Salgueiro. E o mais curioso é que, depois disso, não segui nem o grupo (que continuou e muito bem), nem a carreira a solo da Teresa Salgueiro. Não sei se foi por ter ficado amuada mas não me agradava nenhuma das sonoridades. Enfim. Mas com a divulgação do novo disco, e nova voz dos Madredeus (Beatriz Nunes, acho que a paixão se está a reacender. Pelos vistos estaria só adormecida. Como não consigo entrar video desta fase actual, volto à antiga. As paixões antigas são tramadas. Para vocês - Coisas Pequenas

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mas o que é que se passa com os homens?

Sou eu que tenho um nariz demasiado sensível ou os homens decidiram começar a tomar banho em perfume?

Tenho sofrido sucessivos, e diários, ataques à minha integridade física, à conta do cheiro que deixam nos corredores e salas de reunião e só ainda não vomitei (em diversas ocasiões) por mero acaso.

Quem avisa o nosso "sexo forte" que um só pump é suficiente (isto quando não é demasiado)?.

Continuo a votar no gel de banho.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SOS - Receitas precisam-se

Às almas caridosas que por aqui vão passando, lanço um apelo desesperado. Por favor, partilhem receitas rápidas que possam ser feitas no final de um dia de trabalho por uma mulher trabalhadora. As ideias andam fracas; o homem enjoou as massas; as patroas são selectivas ... Helpppppppppppppp me! Pleaseeeeeeeeeeeeeee!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Adele - Hello

Já ouvi várias vezes a nova música da Adele e continuo sem perceber o motivo da histeria que se criou à volta dela. O que sei é que não queria estar na pele da Adele. Deve ser terrível estar a ser, constantemente, julgada e sujeita a críticas tão violentas pelo simples facto de mostrar um trabalho. Porque é que quem não gosta não se limita, simplesmente, a abster-se de ouvir ao invés de agredir. Mundo de doidos!

Dúvidas difíceis de esclarecer

A 5 meses de chegar aos 5 anos (a cachopa já sonha com o dia), a cabecinha da Tita anda cheia de dúvidas tão difíceis de esclarecer quanto pertinentes. - Mãe, quando estávamos na tua barriga havia lá dentro uma casa de banho? - Mãe, como é que mamávamos quando estávamos dentro da tua barriga? - Mãe, porque é que os adultos têm pais? - Mãe, como é que aqueles (bonecos siameses) fazem xixi? .... Devo dizer que, apesar de me fazerem sorrir, estas questões (das quais seleccionei uma ínfima amostra)me revelam o quão ignorante sou. Há delas que me deixam mesmo sem resposta.

domingo, 1 de novembro de 2015

Ouçam ...

Vou querer sobreviver ao dia de amanhã (e a todos os outros amanhãs) E se há flores por abrir ....

Consentimento informado

Pai - eu vou tentar colar a cabeça à boneca, mas há a possibilidade de estragá-la. Posso tentar, mesmo assim?


Acho que é a isto que se chama consentimento informado.



sábado, 31 de outubro de 2015

Aos voluntários da Liga Portuguesa contra o Cancro

Hoje, ao contribuir para o peditório da LPCC, não pude deixar de lembrar (com carinho e um nózinho na garganta) os voluntários que todos os dias doam parte do seu tempo aos pacientes do IPO.

Pela companhia, carinho e aquele cheirinho a café, um grande bem haja.

"Aquelas meninas devem dar cabo dos pais"

Saímos de casa e uma vizinha meteu-se com a Leonor que, com o ar mais cândido do mundo, baixou a cabeça e não respondeu. A senhora ainda insistiu e acabou por dizer "então, vocês falam tanto e agora não me respondes? Lá em casa até dizemos "aquelas meninas devem dar cabo dos pais!". Sentindo-me compreendida, aproveitei para me desculpar e disse "devem ouvi-las a elas e a mim; peço desculpa, mas às vezes tiram-me do sério!" Simpaticamente, respondeu-me que só as ouvia a elas, coisa que (naturalmente) acho impossível. Mas pronto, deu para ver o que a vizinhança pensa de nós.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Meu Amor pequenino

Um dia hei-de conseguir escrever assim. Que bela, singela e profunda declaração sobre um Amor que é tudo menos pequeno.

Batalhas de flores

Está a chegar o dia 1 de Novembro e as  conversas/discussões do costume sobre "aquele que este ano não veio ao cemitério!; "o outro que trouxe um arranjo pequeno, com poucos verdes!" e ainda "o outro que nunca enfeita a campa do pai e da mãe!".
 
Não tenho a tradição de enfeitar campas, nem sinto necessidade de ir ao cemitério para me sentir próxima daqueles que me são queridos e já partiram da vida terrena. Tenho a graça de os ter acompanhado sempre, especialmente nos tempos mais duros, e os manter vivos em mim. 
 
Respeito muito quem o faz. Só abomino a mesquinhez de ignorar as pessoas em vida e "honrá-las" na morte com limpezas de lápides e competição de flores.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O sítio que dói mais aos meninos

- Sabes, pai, o G. anda sempre atrás de nós no recreio e dá-nos pontapés. E nós também lhe damos a ele.


- Tens de fazer queixa à funcionária. Não quero que batas aos outros, só se tiveres de te defender!


- Mas eu já já sei qual é o sítio onde dói mais aos meninos!. É na p.!



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Dores nos ossos

Tem dores nos ossos? Todos temos, não é?


E que tal parar para pensar no porquê dessas dores?


...


...


Temos dores porque ... temos ossos e, acima de tudo, porque estamos VIVOS!


NOTA: ensinamento, só aparentemente básico, que recebi este fim de semana e me fez sentir na obrigação de partilhar.

1,ºs testes

Passado o 1.º mês de aulas, é tempo de fazer os 1.ºs testes.


A adaptação da Leonor à escola primária não podia estar a correr melhor. A cachopa é super responsável e assim que chega a casa vai fazer os deveres, sem que seja necessário andar atrás dela.


Claro que se distrai imenso pelo meio, mas nada de muito stressante a avaliar por relatos que vou ouvindo de amigas. Obviamente, simultaneamente, tenho a pequena a querer fazer os deveres também e a delirar sempre que acha que conseguiu escrever uma palavra. Uma delícia, a minha Tita.


O único problema que existe na escola será ... a língua que não lhe cabe dentro da boca.


Ontem foi mudada de lugar pela 2.ª vez, mas nada que coloque em causa a aprendizagem segundo a professora.


 (Pormenor, ontem era dia de o pai ir reunir com a professora. Se bem me lembro, no meu tempo esse era o dia em que ninguém movia um músculo na sala de aula, na esperança que a professora esquecesse as queixas que tinha para apresentar).


Em resumo, tudo corre sobre rodas.


Venham os testes.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Luaty Beirão

A forma de luta escolhida por Luaty Beirão provoca em mim grandes dúvida existenciais.


Debato-me entre a sensação de achar que devia admirá-la e a convicção (mais forte) de que Luaty seria muito mais útil à causa que defende caso se mantivesse vivo e de boa saúde.







Porque também há polícias bons

Hoje fiz uma coisa feia e (como tinha de ser) fui apanhada com a boca na botija.


Cometi a imprudência de falar ao telemóvel enquanto conduzia e fui avistada por um GNR que, curiosamente, estava dentro do parque de estacionamento para onde me dirigia.


Podia ter tentado escapar e seguir sem entrar no estacionamento, mas resolvi entrar e estacionar (verdade seja dita, pensei que o militar se deixasse estar no sítio pois, provavelmente, estaria à espera de um colega).


Mas tal não aconteceu e dirigiu-se a mim, pedindo os documentos. Assim que lhos estendi, perguntou se sabia porque o estava a fazer.


Respondi que sim e que não ia mentir-lhe. Que sabia ter sido um erro.


Começou ali uma conversa pedagógica. Falou-me dos riscos e que daria lugar a um mês sem carta.


Pedi-lhe para não me "fazer isso" mas continuou a conversa. No momento em que iria apontar os dados, devolveu-me a carta, ao mesmo tempo que disse "Susana, tem de ter mais cuidado".


Agradeci muito e não me irei esquecer da lição.


Foi um excelente acto de profissionalismo, muito longe da caça à multa de que muitos se queixam.


Estou certa que, para o perdão, contribuiu o facto de não ter tentado ludibriar o senhor com histórias mal contadas.


Tudo está bem quando acaba bem.



sábado, 24 de outubro de 2015

Custa a crer

Custa a crer que a manhã de sábado se tenha esfumado entre catequese e xadrez.


Ainda bem que este fim de semana será mais longo, ainda que esta mudança de hora seja coisa para me dar nos nervos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Lógicas da batata

- A sopa principal de Cabo Verde é o caldo verde e a professora de inglês da Leonor chama-se teacher.


E quem sou eu, para infirmar algo tão lógico?

Fui (mais ou menos) mosca por minutos

Ontem de manhã tive uma crise de saudades das minhas patroas (não as via há cerca de 2 horas) e quando descobri que me tinha esquecido de entregar um documento na escola, percebi que tinha o pretexto ideal para ir espreitá-las.



E lá fui eu, à escola. Entrei, fiquei um bocado a ver a Tita à distância. Depois aproximei-me e dei-lhe um beijo repenicado.


Fiz o tinha a fazer (que, em bom rigor, era nada pois podia ter entregue o documento hoje. E pus-me na rua, à coca, para ver se conseguia avistar a Leonor (só me faltavam os óculos escuros e o lenço na cabeça).


Passados alguns minutos, lá a vi mas (ainda não sei como) contive o ímpeto de correr para a abraçar (felizmente ainda tenho uma réstea de bom senso).


Fiz figurinha de parva, eu sei, mas fiquei consoladinha de ver as minhas meninas a brincar com os amigos na maior das descontracções.


É um descanso sabê-las tão bem entregues durante o dia.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pede às meninas que o Pai Natal dá

Um dos meus momentos favoritos do dia é aquele em que nos enfiamos as 3 na cama e conversamos, sobre tudo e nada.


O tema que está na ordem do dia é, naturalmente, a lista de pedidos ao Pai Natal que (só à conta das minhas patroas) já deve ter enchido um camião TIR.


Eu vou aproveitando para expressar os meus desejos também e não é só para me divertir com as reacções delas (que acham o máximo ver a mãe a pedir coisas ao Pai Natal). Quem sabe se o senhor se comove e atende os meus pedidos? Não custa tentar

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Eu é que sou o presidente da Junta

Faz-me lembrar uma novela da actualidade.

Coisas que me mexem com os nervos

Não sei se será do avançar da idade, mas há cada vez mais coisas a mexer-me com os nervos.

Uma delas é a contratação colectiva.

Chamem-me anti-democrática ou o que quiserem mas era coisa com que eu acabava (ou pelo menos alterava radicalmente vá, que não sou assim tão ditadora).

A riqueza da poesia

Cá por casa, as patroas andam entusiasmadas a descobrir as palavras e a fazer rimas.


A Leonor revela algum jeito e gosta de o fazer enquanto assassina um cavaquinho velho que o avô lhe deu para brincar, o que faz com que a avó esteja convicta que virá a ser letrista.


Já a pequena Tita não passa de uma óbvia, e estafada, "Leonor, horror" que tem originado alguns momentos de tensão, a acrescer a todos os outros que se sucedem a ritmo frenético.


É a riqueza da poesia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Esgueira, Esgueira, Esgueira



Antes da Leonor nascer, dizia ao papá que queria que fosse jogadora de futebol nas escolinhas do Beira-Mar e ele ria-se, imaginando uma actividade menos "musculada" para a princesa.

Quis o destino que a opção recaísse no basket e o clube fosse (por questões de ordem prática) um pouquinho mais ao lado.

Não sei se será sol de pouca ou muita dura. Sei é que a jogadora tem um estilo muito próprio (reparem bem na camisola presa nos calções)

Sei também que é uma ternura ver estes pequenotes jogar "como gente grande" e vale bem o sacrifício ter de sair de casa de manhã cedo em domingos chuvosos.

E que me arrisco a ser expulsa dos pavilhões, se não conseguir conter a emoção (ou pelo menos se o papá não estiver ao meu lado para me segurar o braço e obrigar a portar-me decentemente.







domingo, 18 de outubro de 2015

Método de ensino (incentivo) pouco ortodoxo

- Sabes como é que incentivei a Leonor a pegar melhor na caneta?


- Não. Como foi?


- Perguntei se queria ficar com uma letra igual à tua e ela respondeu "isso não, tenho medo".


- És mesmo parvo!


- Mas ela ficou motivada!

sábado, 17 de outubro de 2015

Não faço questão

Nem sou fã do género, mas há sempre uma excepção à regra.

Gritar, berrar e guinchar

Neste momento, as minhas patroas estão a ter uma conversa filosófica sobre a eventual diferença entre gritar e berrar.

D.ª Maria Leonor defende serem verbos sinónimos. Já D.ª Maria Benedita entende serem coisas diferentes. Para ela, berrar implica choro.

Eu, que ouço a conversa ao longe, medito sobre o tema e questiono se não seriam possível terem o mesmo diálogo sem guincharem uma com a outra.

Se calhar não.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Coisas que a Tita sabe

- Mãe, para a escola temos de levar pão escuro. É mais saudável! E o pão de forma branco tem muita "gorgura".

- Muito bem Tita. Mas não é "gorgura", é gordura.

- Pois, "dordura".

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

À beira da loucura

 Percebemos que estamos à beira da loucura quando (aproveitando a ausência das patroas) ligamos a TV para ouvir notícias e só passado algum tempo percebemos que continuámos no Disney Junior.


Medooooooooo

Bilhetinhos de amor

Abri a  lancheira da Leonor e lá estava um bilhetinho de amor.


Num pedacinho de papel, via-se um menino e uma menina, ligados por um coração. E um nome, em letra manuscrita.


Corri logo a perguntar se o J. era o mesmo da estória de ontem. A cachopa diz que não. Que este só gosta dela "como Amiga" (ao tempo que não ouvia esta expressão).

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Não sei se ria se chore

- Sabes, mãe, o J. escondeu a capa do meu livro na mochila dele!
- Então porquê?!!!
- Porque alguém lhe foi dizer que eu já não sou namorada dele e ele ficou zangado!
- E quem é que lhe foi dizer isso?
- Não sei. Sabes, eu tenho de fazer de conta que sou namorada dele, senão zanga-se e passa para o lado do F.
- Mas quem é o F? Está zangado contigo?
- Está. Ele queria namorar comigo e com a M. Como nós não quisemos, zangou-se e já nos ameaçou de morte. Apontou-nos uma pistola, igual àquela que o primo tem e faz barulhos.
- Leonor, tu não tens de fazer que namoras com o J, disse eu,  já em stress e a pensar naqueles anúncios de sensibilização contra a violência no namoro. Dizes que não queres namorar e pronto.
- Mas mãe, se eu faço isso vou perdê-lo como amigo. Já perdi o F. de mim e não quero perder também o J.

E eis que desato a rir, quase descontroladamente.

- De que é que te estás a rir, mãe?!
- É dos nervos, filha. É dos nervos.


Agora deixem-me desabafar.

Como diria a minha avó, "estou para morrer e não tenho vagar".

Basicamente, não sei bem que pensar desta situação que me revela alguma precocidade e demasiada informação na cabeça destas criancinhas de 6 anos.

Em todo o caso, é óptimo o facto de me ir contando estes dramas "de faca e alguidar" porque sempre me dá a oportunidade de ir falando com a minha menina e explicar algumas coisas deste mundo dos afectos.

NOTA: é verdade que soltei umas gargalhadas, mas não deixei de falar com a seriedade devida (e proporcional à idade da minha interlocutora) sobre algumas questões que me pareceram mais sensíveis.



Comecemos o dia a falar de coisas bonitas



Todos temos motivos para nos queixar da vida. Não acedito que as haja perfeitas.


Quanto mais não seja ao ver as desgraças que grassam no mundo.


Mas, se pararmos para pensar, também teremos momentos que nos fazem soltar sorrisos só pela lembrança


Ontem li alguma histórias reais, cheias de ternura, que AQUI partilho.


E relembrei algumas das minhas como a da Amiga que se disponibilizou a amamentar a Leonor, quando deixei de o poder fazer, ou a da outra Amiga que deixou o cabelo crescer pensando que eu podia vir a necessitar.


Agora vamos. Experimentemos só sorrir a alguém que passa na rua e desejar-lhe um bom dia (só porque sim). Parece nada, mas pode ser a diferença no dia dessa pessoa, quem sabe com a cabeça povoada de histórias feias.


Bom dia :)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

domingo, 11 de outubro de 2015

Novo circuito de fim de semana

Tenho um novo circuito de fim de semana, ao qual se estão a associar os novos amigos que tenho conhecido através dos amigos de D.ª Maria Leonor (leia-se pais de coleguinhas).


Começa 6.ª à noite (e não é na Praça do Peixe) com a catequese da Leonor (e  minha também).


Prossegue no sábado de manhã no basket, onde encontro grande parte dos amigos que estou a fazer na catequese.


E termina domingo de manhã, na missa, com os Amigos de 6.ª e sábado.


Para quem, como eu, gosta de rotinas e caras conhecidas está a ser o máximo (tirando a parte de ter de cumprir horários ao fim de semana, que é coisa que me mete confusão.

A ponte que nos separa

A ponte que nos liga é a mesma que nos separa se a deixarmos de cruzar.
Constatação básica que tornaria tudo não simples, não fossemos nós tão complicados.
Hoje sinto-me como o tolo no meio da ponte.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Qualquer dia também sou engenheira

O meu CV começa a ter passagens administrativas demais.

Há uns anos recebi um certificado com uns 15 valores muito suspeitos, recebido depois de acenar com o livro de reclamações (o que fiz após muito pedinchar para que comunicassem a nota de um trabalho e me terem confidenciado que o Professor o tinha perdido. NOTA: a ameaça foi só pela reacção (ou falta dela) do dito professor que não se dignou a responder a nenhum dos meus contactos mas resultou pois, assim, que falei no livrinho a nota caiu-me no colo. 

Se suspeito que, daquela vez, a passagem tenha sido administrativa, agora não tenho a mínima dúvida.

Como é que posso ter tido aproveitamento num módulo, no qual não fui avaliada tendo inclusive faltado à última sessão (por lapso nas datas).

Pois não sei. Só sei que o certificado chegou esta semana cá a casa. Suponho que, no módulo em causa, seja uma vergonha ter 13 valores mas a verdade é que pedi um certificado de participação e recebi um de aproveitamento.

Agora pergunto, o que é que isto faz lembrar? Será que alguém acredita na minha inocência? Eu acredito, mas porque a história está a ser contada na 1.ª pessoa.

Qualquer dia também sou engenheira.




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Estou farta que me chamem parva (ou e a parva sou eu?)

Votei PAF e, apesar da vitória, não sinto que tenha ganho.

Aliás, acho que todos perdemos com esta vitória, curta demais para a estabilidade que todos precisamos e merecemos.

Contrariamente ao que dizem muitos daqueles que se sentem derrotados (alguns se calhar nem forma votar, mas enfim ...) não votei PAF por ser burra e muito menos por ser masoquista.

 Ainda que não me considere ultra inteligente acho que tenho a inteligência  suficiente para pensar pela minha cabecinha (coisa que não vejo abundar, infelizmente).

Não gosto de medidas de austeridade. Sempre detestei fazer contas e a austeridade obriga-me a isso lá em casa.

Votei PAF por convicção e porque (ADMIREM-SE) nenhuma das alternativas me convenceu ser capaz de fazer melhor ou (pelo menos) não estragar o que foi feito até agora.

Poderia escrever muita coisa mas acho que não vale a pena estar aqui a discutir o sexo dos anjos.

Não posso, porém, deixar de lamentar os verdadeiros insultos que tenho ouvido e lido em muito lado vindos (alguns deles) de amigos meus (reais ou meramente virtuais), que só mostram não saber respeitar as opções/convicções alheias.

E podia ser diferente. Podiam existir entendimentos.

Ah, pois é mas os "mais iluminados" não se entendem (ou pelo menos não o quiseram fazer antes de saber os resultados) e fizeram questão de espartilhar ao máximo a esquerda (ou lá o que é).

Tudo isto para dizer que estou farta de ser insultada e gostaria imenso de contar, senão com a compreensão, pelo menos com o respeito de que quem discorda da minha opção de voto.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mais romântico não há

No dia em que assinalamos 8 anos de casados, vamos assinalar o momento com um romântico jantar ... a 4, num restaurante ... escolhido pela Leonor.

A avó tentou fazê-las ver que a sua presença seria pouco oportuna, atendendo ao simbolismo da comemoração, mas fizeram-se desentendidas.

E por um lado até têm razão, já que fazem parte do projecto iniciado a 06 de Outubro de 2007.

Cenas de um casamento, com 8 anos

 
8 anos se passaram desde este dia.
 
Parabéns a nós!
 
 
 

domingo, 4 de outubro de 2015

Vamos lá, então

Democracia é, por definição, a forma de governo na qual o poder é exercido pelo povo.


Povo somos todos nós. Somos livres de exercer a actividade política de forma "profissional" integrando um partido/movimento, se assim o quisermos.


Não o fazendo, somos políticos através do voto.


Isto parece-me tão simples que não entendo aqueles que se demitem do seu dever e acham que os políticos pertencem a uma estratosfera diferente.


Para mim, votar é (mais do que um direito) um dever. E por por isso é que me vou arrastar até Santa Maria da Feira (mesmo que a vontade de sair de casa, com este tempinho, seja nula).

sábado, 3 de outubro de 2015

Tita Penicheiro

Depois de muitos pedidos, lá levei a Tita a um treino de basquetebol.

A cachopa adorou e eu delirei ao vê-la, tão pequenina, a querer fazer-se grande.

Quando o treino acabou, chegou ao pé de mim e só disse "mãe, na 4.ª feira é às 6 e meia!!

Um mimo,  a minha Tita Penicheiro.

A 1.ª catequese da Leonor

Começou ontem a catequese da Leonor, que anda ansiosa por (e cito) "comer a bolacha". Cá na paróquia implementaram um modelo diferente a que chamam catequese familiar. A ideia é que os pais participem na catequese com os meninos do 1.º ano para os ajudarem em casa (tal como ajudam com os trabalhos de casa). A catequese será uns dias à 6.ª feira à noite e outros aos sábados. Às 6.ªs termina com um lanche partilhado. Não conhecia este conceito e tinha algumas reservas. Confesso que, depois de uma semana de trabalho, a ideia de ter catequese à noite não é lá muito apelativa. Mas dever é dever e lá fui. Devo dizer que gostei muito e estou curiosa por ver as sessões seguintes. Contrariamente ao que imaginei, os pais não estiveram a acompanhar os meninos. Cada um fica no seu grupo. Com os adultos, a animadora (excelente, por sinal) fez umas dinâmicas "quebra gelo", que originaram momentos muito bonitos. No meu caso cheguei a viver um momento tocante, que terminou em silêncio sem que eu e a pessoa com quem falava conseguissemos articular uma palavra (foi uma pequena conversa sobre a qual terei de reflectir e provavelmente falarei aqui um dia). No final, o tal lanche com a pequenada super animada a aproveitar todos os segundos para brincar e a Leonor a perguntar se hoje haveria mais. Os meninos trarão sempre uma pequena tarefa para fazer em casa e entregar numa das 3 missas do fim de semana o que já levou a Leonor a dizer que, das 3, queria ir a 2 (vai ser bonito se se portar tão mal quanto na semana passada - vai ser excomungada antes mesmo de "comer a bolacha"). Em resumo, foi um experiência bonita o que só comprova que o 1.º passo (para tudo) é mesmo abrir o coração.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O problema não está nas meninas

- O meu gato só obedece ao dono
- O meu gato só se atira às minhas pernas, quando tem ataques de estupidez
- O meu gato só me acorda a mim, quando quer comer


A doutora brinquedos diria tratar-se de um caso de faltite de autoritite

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O que pode haver de especial em comprar um pão com manteiga?

Deve haver poucas coisas mais banais do que comprar um pão com manteiga.


No entanto, é esta banalidade que marca o meu dia.


Foi a 1.ª compra que a Leonor fez sózinha no bar da escola.


Sem autorização prévio, ignorando o facto de ter outro na lancheira e sem sequer saber se teria saldo (que é isso?) no cartão.


Temos mulher, hoje toda vaidosa do seu feito.

Na segunda semana de escola

Ainda a segunda semana de escola não ia a meio e D.ª Maria Leonor já foi mudada de lugar para ver se controla a língua.


Continua a acalmar-me a naturalidade e inocência com que confessa os delitos praticados.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PNR

Campanha eleitoral é sinónimo de tesourinhos deprimentes, em sentido lato.

Os tempos de antena ou são inócuos ou ridículos. Dentro dos ridículos há os que dão para rir e outros que dão vontade de chorar ao perceber o ponto a que chega a estupidez humana.

Os do PNR, por exemplo, estão nesta última categoria.

Depois de ouvir falar no medo que têm de ser subjugados pelos povos refugiados só me ocorrem ideias brejeiras quanto à origem do medo da dita subjugação.

Vale-me o facto de ser uma lady que me coibe de expressar todos os pensamentos.

Pergunta incómoda

- Mãe, nós temos lareira em casa?!!!

- Não, porquê?

- Então como é que o Pai Natal vai fazer?!!!

E pronto. Vamos ter conversa para os próximos 3 meses sendo que tudo farei para que continuem a acreditar no Pai Natal quanto mais não seja porque é á única figura (para além do pai) a quem têm respeito e que me dá imensa jeito invocar em momentos complicados.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Qualquer dia vou presa

Já perdi a conta às "consultas" de dermatologia que dei, à conta de o meu linfoma se ter começado a manifestar através de um problema cutâneo.

Até agora tenho "diagnosticado" tudo como eczema e aconselhado SEMPRE a procurar um dermatologista encartado, assim só para tirar as teimas.

Se a Ordem dos Médicos sabe disto, estou feita. Lá vai chegar a participação ao Ministério Público.

Se começarem a investigar a sério, vai ser um escândalo. Imagino que andem por aí muitos "doutores".

O que vale é que nenhum médico lê o meu blogue :)

domingo, 27 de setembro de 2015

Aquela ténue fronteira entre necessidades do organismo e gula

O meu organismo está, constantemente, a pedir-me para comer porcarias.

Para iludir a consciência, chamo-lhe carência de nutrientes, por azar, pouco consensuais.

sábado, 26 de setembro de 2015

A Leonor e a Catarina Martins

Vim hoje a saber que a Leonor não suporta a Catarina Martins. Detesta vê-la na televisão e outdoors.


A razão só ela saberá. Juro que não a influenciamos cá em casa.

Farias um teste para saber quanto tempo tens de vida?

No meio de uns desabafos, e depois de dizer que se soubesse que tinha pouco tempo de vida mmandava tudo às urtigas e tal e coisa, uma Amiga perguntou se faria um teste para saber quanto tempo de vida.


Pelos vistos estaria a falar de testes médicos, que alguns médicos lhe aconselhavam e outros não.


Não sei que raio de testes serão esses. Sei é que viver (entenda-se tomar decisões) em função do tempo que, previsivelmente, temos de vida é não só um risco como um grande erro.


Entre outras coisas, ninguém nos garante que não aparece um carro desmandado ou outro imponderável que dá cabo da previsão.




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O exame de medicina do Vasco

Além de sábia, uma inventora. Hoje sinto-me igual ao Vasco.

(Trabalhos) de casa

I


- Trouxeste trabalhos de casa?
- Hoje não.
- Tens a certeza, Leonor?
- Tenho !!!
- Deixa-me cá ver o caderno.


Et voilá, lá estavam eles.


Nova função da mãe - inspectora de cadernos e mochila.




II


- Como é a professora de ... ?
-É meia maluca. Não deixa os meninos irem à casa de banho.
- Mas quem é que queria ir, eras tu?
- Sim. Eu e a M.  (sinal de alerta)
- Se a professora não vos deixou ir foi que percebeu que estavam na brincadeira.
- Pois, nós queríamos ir para depois fugir da escola.
- Já vi que se portaram mal na aula. E os outros meninos, como se portaram?
- Os outros estavam a tomar atenção à professora. Nós é que estávamos a falar.


Medo. Muito medo, mas quem diz a verdade não merece castigo (muito menos quando vai contando as coisas com esta inocência)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como o voto pode ser influenciado pela estética



Este Boletim de Voto, da Criada Malcriada, fez-me lembrar um episódio delicioso de uma senhora amiga da família que vê muito mal e, há muitos anos, se orgulhava de ter votado "naquele da patinha da galinha"


Aulas de Religião e Moral

Quando fui matricular a Leonor na escola, levava  em branco a parte do formulário relativa a Religião e Moral.


Estava longe de saber que era uma das AEC disponíveis e pensava que seria só para o 2.º ciclo.


Quando me disseram que era para os meninos do básico, nem hesitei em assinalar a actividade com uma cruzinha.


Tenho as minhas convicções e as melhores recordações das aulas (e professores) de Religião e Moral onde, por exemplo, fiquei a conhecer o "Principezinho".


A turma tem só 7 meninos e a aula coincide com a de desporto, o que faz com que a cachopa só tenha esta 2.ª actividade 1 vez por semana.


O papá torce o nariz, porque queria que tivesse mais actividade física e em breve começará a catequese.


Mas acho que mal não lhe fará até porque, sendo Portugal um Estado laico, imagino que as aulas de Religião e Moral sejam distintas da catequese. A ver vamos o que a Leonor aprenderá.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O silêncio

-Notas alguma coisa diferente cá em casa, Leonor?
- Sim, já reparei que a Tita não está.
-E o que´é que está diferente?
- O silêncio!


(e a limpeza à mesa, acrescentou o pai)

Trabalhos de casa - esse admirável mundo novo

Hoje os trabalhos de casa já foram a sério. Copiar o nome completo, escrevendo 3 vezes cada um dos vocábulos.


Aparentemente, a tarefa colocou a rapariga eléctrica. Nota-se, entre outras coisas, que ainda tem de aprender a sentar-se em posição de trabalho. Concentração também é um conceito que lhe passa ao lado. Olha para todo o lado, sai da mesa vezes sem conta, chama os pais mil vezes por minuto.


Quer atenção, tal como quando começou a bater palminhas e mandar beijinhos.


É tudo novo, para ela e para nós.


A fase é de descoberta conjunta. Uma maravilha.







Eu gostava era de ser mosca

Se eu fosse uma mosca (como adorava ser), acompanhava a Leonor e ficava dentro da escola o dia todo.


Juro que não iria incomodar. Queria era ver a rotina de um dia de aulas, a forma como interage com professora e amigos, como consegue pegar no tabuleira à hora do almoço (na escola dos grandes), enfim tudinho.


Esta coisa de ter de a deixar à porta e não poder dar uma palavrinha à professora (como fazia com a educadora) é uma mudança muito grande aqui para a mamã.


E bombardear a cachopa com perguntas, às  quais responde com meias palavras (isto quando responde) é algo que sei ser contraproducente e sei terei de controlar.


Será pedir muito, transformar-me em mosca. Só por um dia?