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A mostrar mensagens de 2019

Pedido ao Pai Natal

Ela já não acredita no Pai Natal mas a professora pediu que lhe escrevesse uma carta com um único pedido.
Assim fez, pediu saúde. Pedido inusitado, vindo de uma criança de 8 anos, mas tão assertivo que me deixou de lágrima nos olhos. E só mesmo disso que precisamos para levar o barco.

Sobre (in) tolerância

Hoje há concerto de Natal do Conservatório. O concerto será numa igreja o que, dado o período festivo que se vive, parece-me perfeitamente normal.
Mas pelos vistos não será assim tão óbvio para todos.
Diz-me a patroa mais velha (estupefacta) que há uma coleguinha não pode participar porque os pais não são católicos.
E eu questiono-me que futuros adultos estamos a criar.
Não percebo, culpa minha se calhar, qual o mal de se aceitar o ecumenismo como forma de respeito. O porquê de não se cultivar a tolerância.

Aposto até que muitas das crianças que participarão no concerto não são católicas, mas há uma que não pode participar e isso entristece-me pela questão de fundo.

Adoramus Te - 25 anos de caminho!

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25 anos são uma eternidade nestes tempos em que tudo é fugaz e tem tendência a quebrar perante a mais pequena contrariedade.
E são já 25 os anos que o Adoramus Te leva de caminho. Um caminho nem sempre fácil, porque fácil não é a vida, mas sempre recto e consistente.
Aqui encontrei Amigos para todas as horas. Daqueles que saem do quentinho das suas casas só para me fazer companhia enquanto espero um reboque; daqueles que prescindem das férias para reunir em oração pela minha saúde; daqueles que escrevem para o Vaticano, a pedir mais oração por mim;  daqueles com quem divido lágrimas e multiplico sorrisos; daqueles que sei que estarão sempre lá para o que der o vier, porque são genuínos.
E não há nada mais belo perceber que esta Amizade começada na juventude se foi estendendo às famílias que, entretanto, formámos. Nada melhor que a Alegria sentida a cada reencontro, seja na igreja seja nas 1001 festas em que nos juntamos a festejar a vida.
Num momento tão marcante só posso agradecer a …

Parabéns primaça!

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Viemos da mesma raiz, aquela que sempre nos unirá.
E não podes negar a origem. Forte e íntegra, és espelho do que aprendeste com a melhor das mestras.
Eu, tento chegar-vos aos calcanhares. Talvez um dia lá chegue.
Num dia tão especial como em este, em que atinges a ternura dos 40, não encontrei melhor presente do que a partilha desta foto da qual tanto gostamos.
Bem vinda aos novos 30, querida primaça e irmã.

Nasceu um bebé no IPO

Nasceu um bebé no IPO. Podia escrever mil e uma palavras sobre este acontecimento tão belo, que me deixa verdadeiramente comovida.
Ali, onde se luta pela vida, ela deu-se como milagre.
Depois desta notícia, o resto não me estraga o dia.
Nasceu um bebé no IPO. Que este sopro de vida continue a impulsionar os seus pais, em particular a mamã que continuará agora a batalha noutra frente

Coisas que me alegram verdadeiramente

Se há coisas que me alegram verdadeiramente é lembrarem-se de partilhar comigo a notícia de que alguém recuperou de um cancro.
Ontem recebi uma dessas mensagens sobre alguém que nem  posso sequer conheço e posso garantir  que fiquei tão feliz como se de um dos meus se tratasse.
Obrigada pela lembrança e partilha, querida Ana, e continuação de tudo de bom para os teus.

Madrinha, já tenho 21 anos!

-Precisas de boleia?
-Madrinha já tirei a carta. Tenho 21 anos!

What?!!!! Não façamos contas, por favor.

Foco

Ontem, ao falar com uma mãe, disse-lhe que tinha (nesta fase) de se focar nela e não no filho.

De imediato, o comentário soou- me parvo. Como parvos me soaram todos os que ouvi na fase da doença (antes e depois da Leonor nascer).

Aos ouvidos de uma mãe, este conselho é impensável de seguir mas a verdade é que, de forma racional e devidamente contextualizada, são muitas as vezes em sinto ter de me focar em mim, para que meu foco nunca deixe de estar nelas.

Confuso, talvez, este meu desabafo mas creio que compreenderão.

Antes de morrer quero ....

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Está tarde deparei-me com um cartaz onde se lia este título, de algum modo, incomodativo. Aproximei-me e percebi que se iria realizar a sessão de apresentação de um livro escrito com base no projecto que o Centro Comunitário da Gafanha do Carmo tem feito com os seus idosos. Não resisti e fiquei para assistir. Questionei-me muito naquele momento e concluí que nunca pensei na questão. Acho que estou muito ocupada a viver o presente e a procurar realizar-se nas pequenas coisas do dia a dia. Uma coisa é certa. Quero muito inspirar-me nas histórias de vida narradas no livro.  Temos sempre tanto a aprender com os outros, em particular aqueles que já estão no outono da vida, que acho que não me vou arrepender.

Avós

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Levanto os olhos para o céu e (re)vivo memórias, embalada pelo som desta belíssima música, agradecendo o dom da vida que juntos vivemos.

Os avós, essas almas incorrigíveis!

Andava intrigada com o facto de lanche da patroa mais nova voltar intacto para casa todos os dias.
Vim a descobrir que o avô vai ter com ela á tarde para lhe levar um"lanchinho".
A cena recorda-se os mimos que recebi da minha avó.
Percebo bem que o lanche do avô seja melhor que o meu.
Há lá herança melhor do que estas memórias!

Os meus mortos

Os meus mortos tenho-os bem vivos, cravados de forma indelével no coração. Visíveis em quanto deles faço meus os valores e acções deixados na terra.
Não os deixarei morrer ou morreria eu. Alimenta-os a saudade e a certeza do reencontro.

E depois há as queixinhas fúteis, mas feitas com elevação!

- Mãe, ela passou por mim e empurrou-me como se fosse a dona do mundo!

Sala de espera do veterinário - aquela experiência sociológica!

Há algo de indescritível no ambiente que se vive na sala de espera do veterinário. Por mais que quisesse não conseguiria descrever os pensamentos que me ocorrem ao assistir ao relacionamento entre bichanos/donos/técnicos de saúde animal.
De forma muito superficial só me ocorre um "que pena" não consigamos o mesmo entre humanos.

A patroa descobriu uma qualidade minha

- Mãe, afinal és boa a fazer daqueles penteados de andar por casa!

Melhor que nada.

Há verdades que têm de ser ditas! Doa a quem doer! que

- Avó, tens de me ajudar a fazer uma vassoura para um concurso do Halloween.

- Porque é que não pedes á mãe?

- Porque ela não tem jeito para nada!

12 anos, bodas de seda

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Há 12 anos, quando dissemos o sim, estávamos longe de imaginar mais de 99% daquilo que o caminho a dois nos iria trazer.
Não nos passava, certamente, pela cabeça vir a celebrar as bodas de seda separados por milhares de kms.
Aconteceu, e acredito não ter sido por acaso. Tal como acredito que estás aí, do outro lado, a pegar num dos copos para brindar.
Parabéns a nós, que entre altos e baixos temos seguido sempre em frente. Unidos, apesar da geografia parecer querer dizer o contrário.

Não sei se ria se chore

Domingo vou arrastar-me até às urnas. Tenho esse dever cívico e, como tal, farei o sacrifício.
A leitura dos programas eleitorais deprime-me tal a pobreza.
A performance dos candidatos durante a campanha seria anedótica, não fosse a coisa tão séria.
Resumindo, sinto-me tentada a votar num dos vários partidos sem programa eleitoral. Melhor assumir que se está só a brincar aos políticos do que fazer o Zé Povinho de parvo.
A questão é que essa coisa do voto útil me parece lírica de mais.
Prefiro votar com a convicção possível quando se sabe estar a escolher o menos mau.
Seja como for, importante é votar e fazê-lo em consciência.
Boa escolha a todos.

A minha vida foi salva

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Palavra de honra que não sei como vivi tantos anos sem o YouTube, que tem o condão de fazer com que sinta viver, muitas vezes, sem prestar atenção ao que de mais belo a vida me oferece. Hoje descobri está letra. Provavelmente já tinha ouvido a música em loop incessante, mas nunca a tinha escutado. Aqui fica a partilha, com letra para os distraídos como eu.

Quem é a melhor mãe do mundo!

- Quem é a melhor mãe do mundo?
- É a da minha avó!

Toma lá que é para baixares a crista!

E por acaso, não desfazendo da minha, até tem razão.

Quando as minhas filhas choram!

Há tempos, uma das minhas patroas saiu do treino a chorar. Houve duas colegas a dizer-lhe que não jogava nada e eram muito melhores que ela.
O primeiro impulso que tive foi dirigir-me às garotas e apertar-lhes o pescoço! Depois pensei falar com os pais.
Entretanto voltei a mim. As miúdas jogavam, efectivamente, melhor que ela. Sou cega mas não ceguinha, adaptando a expressão utilizada por uma amiga.
O que fiz foi explicar-lhe que a única coisa a fazer era esforçar-se para melhorar e ignorar os comentários. Certamente já teria tido o mesmo tipo de atitude com outros miúdos, noutras circunstâncias. É a vida e nós pais até poderíamos fazer o pino que nunca conseguiríamos evitar as frustrações dos nossos pequenos. E quem dera fossem as frustrações sempre estas ao longo da vida.
Podemos é tentar ensinar como as ultrapassar, o que exige que o saibamos fazer com as nossas e essa é a parte, ainda mais, lixada da questão.
Fim de história, que para bom entendedor meia palavra basta.

Uma vida nova a cada manhã

A cada manhã, por breves instantes, tenho a sensação que estou a nascer para uma nova vida. E gosto. Insufla-me a alma
 de força.
Vamos lá. Uma boa vida nova a todos.

Todos os meus amigos têm/fazem!

Ser mãe de pré-adolescente, ainda por cima gaja, é sinónimo de viver em permanentes, e acesas, discussões que acabam (quase invariavelmente) com a famosa frase "todos os meus amigos têm/fazem".
Sendo um dos argumentos mais baixos que se pode utilizar, no meu modesto entender, é daqueles que mais me custa rebater. Acredito saber o que é melhor para a minha filha mas não posso ter a pretensão de achar que os outros pais estão todos errados.
Dou muitas vezes comigo a pensar nisto, até que inspirou e expiro até me voltar o discernimento.
Cada um sabe de si e das suas circunstâncias. E nem todos os amigos terão/farão aquilo que a patroa cismou no momento.
Dá sempre que pensar, em todo o caso.

Não sei em que mundo vivo

Por variados motivos que não vêm ao caso (nada de cuidado) estes tempos têm sido atribulados e só suportáveis porque há pessoas que, no meio dos seus mil e um afazeres, estão sempre disponíveis.
Não falo dos meus pais, retaguarda  impressionante e sem os quais não viveria, mas de Amigos e conhecidos que, por estes dias, me têm oferecido o seu tempo, os seus sorrisos, ombros e ( importantíssimo) sabido respeitar a minha ausência e necessidade de silêncio.
Cada um, da sua maneira, tem sido uma peça chave neste a que chamo o "caminho das pedras".
E é por isso que hoje, no meio dos meus pensamentos, dei por mim a questionar em que mundo vivo. Não é, certamente, naquele de que tanta gente se queixa no qual as pessoas são, dizem, cada vez mais egoístas.
O meu mundo está cheio de gente capaz de transformar as tais pedras em bolas de sabão. 
Espero que o vosso também.

Fica sempre algum perfume na mão de quem oferece flores!

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Hoje foi dia de receberes flores, querida avó. Tu, que ao longo da vida tantas semeaste com o coração, ficou-te o perfume nas mãos. E que bom é continuar a recebê-las de ti, no sorriso nunca negado a quem te rodeia.
Parabéns pelas 86 primaveras e que saibamos nós seguir-te o exemplo. O mundo seria tão mais florido.

Novo ciclo

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Formosas e (in)seguras lá foram elas a caminho de um novo ciclo, comigo sempre a tentar manter a distância necessária a que sintam que sendo livres nunca estarão sós.

Sinais dos tempos!

Falávamos sobre o meu quinto ano e sobre o facto de ir a pé para casa e fazer o meu almoço.
A criatura, de olhos esbugalhados, perguntou porque é que o avô me deixava fazer isso e a ela jamais permitir o mesmo. Boa questão. Sinais dos tempos!

Aquela altura do ano em que me sinto uma péssima mãe!

Questiono-me, frequentemente se estarei a ser boa mãe sendo certo que sinto dar o meu melhor. Mas há alturas pré-definidas em que sinto ser péssima. Uma delas é no início do ano escolar, quando tenho de indicar a dosagem do Benuron e do Brufen.
Sei lá eu!

Terceiro ano! Vai-se ver lixada!

Terceiro ano! Vai-se ver lixada! É assim, com exacerbado racionalismo, que a patroa mais velha encara a nova etapa da vida da irmã.
Já está, obviamente, proibida de partilhar esta percepção com a visada mas algo me diz que esta será só mais uma ordem que violará com gosto.
Com irmãs destas ...

Que importa?

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Que importa lembrar nomes e relações de parentesco se a raiz do Amor está fortemente presa ao coração, lugar onde nascem os afectos cuja memória é intocável?

Lancheiras - aquele odiozinho de estimação!

E diz-me de volta às lancheiras, cuja preparação abomino.
A árdua tarefa de escolher lanches minimamente saudáveis e que agradem às esquisitinhas. O eterno receio de mandar pouca coisa, desvanecido ao final de cada dia ao ver a comida que volta para trás e renovado no dia seguinte ....
Uma canseira.

E a discussão mais estéril do dia foi sobre ....

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... os livros escolares, naturalmente, com a patroa pequena muito zangada por ter menos do que a irmã.
Ainda pensei intervir mas percebi que qualquer explicação sobre o facto de ter menos coisas  que a irmã não ser, sempre e necessariamente, mau se  revelaria prematura e por isso mesmo inútil.
Em todo o caso é giro perceber como, em pleno século XXI, a recepção dos livros novos ainda causa a excitação que se vivia no tempo dos afonsinhos.

Setembro é mês de lembrar as doenças malignas do sangue

Nunca saberei o que fez com que as minhas células começassem a trabalhar desordenadamente dando origem a um linfoma.
Uns dirão que a culpa é do meu sedentarismo. Outros de leite que sempre bebi ou das gomas que comi. Existem mil e uma teorias, mais ou menos empíricas, sobre comportamentos de risco mas o certo é que no que toca às causas das doenças malignas do sangue pouco se sabe.
Porquê, então, consciencializarmo-nos sobre elas? Assim se repente vejo algumas razões. A necessidade de estar atento aos sinais que o corpo nos dá; a percepção de que não acontece só aos outros e o deixarmos de cair na tentação de culpabilizar quem fica doente. Tudo razões que se podem resumir na valorização da vida e de tudo o que vivemos. Falemos pois, sem medos e rodeios, do cancro.

Nova música da (na) minha vida

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Nova música da (na) minha vida de pois de numa manhã, faz hoje uma semana, ter marcado o início de uma viagem marcante. Perdoai-me a lamechice, mas há alguma inevitável. Talvez resquício da teenager sonhadora que um dia fui.

Não é minha irmã, é a minha cruz!

- Vai chamar a tua irmã!
- Não é minha irmã, é a minha cruz!


Ser mãe

Ser mãe é, também, viver na constante incerteza entre estar a assistir a momentos  de sofrimento atroz da crias ou a ser mero alvo fácil de chantagem psicológica.

Mãe, nós salvamos-te a vida!

E a meio da conversa, a patroa mais pequena saiu-se  com um " mãe, tu tiveste-nos mas nós salvamos-te a vida!".
Fiquei meia engasgada perante aquele q me pareceu um comentário profundo e cheio de significado. Afinal foi isso que aconteceu, no sentido mais literal, mas achei que não era hora para falar de algo tão delicado.
Afinal, o comentário estava longe daquilo que pensei. Foi só a forma simples de traduzir o facto de as manas darem despesa, mas existirem serviços em que tenho desconto na segunda filha. Algo bem mais material, portanto, e perfeitamente em enquadrado na conversa sobre economia doméstica que estávamos a ter.
Mas sim, salvam-me a vida diariamente.

Atão doutora, isso vai ou quê?

Tenho a certeza que se nós cruzassemos hoje, seria esta a primeira pergunta que farias.
A diferença é que hoje não precisaria de te responder. Há 6 meses que estás aí em cima, a zelar por todos os que te são queridos.
Sabes, melhor do que ninguém, que as coisas vão, entre altos e baixos, vamos seguindo. Devemos-te isso. Beijinhos, engenheiro.

Coerência dos nossos tempos

- Mãe, a comida do chinês é bué boa! Os douradinhos estavam um bocado moles mas não faz mal!

Sei lá, foram tantas!

- Vamos lá relembrar a tabuada. Até qual aprendeste?
- Sei lá, foram tantas!
 Nota: a coisa promete.

Fuga ao óbvio, pelos caminhos de Portugal

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Nada como uma dor de barriga para dar discernimento

- mãe, quando chegarmos a casa quero comida saudável. A tua comida não sabe tão bem (desculpa que te diga) mas faz melhor!

A preparar a mana para o terceiro ano

-No terceiro ano vais aprender os sinais de trânsito mais básicos, tipo o stop e o sentido proibido. Depois vais para o quarto ano e esqueces tudo. Começas a dar as fracções e isso ...

Mãe sem palavras

Com o acelerado crescimento das minhas crias e, consequente aumentar de atenção ao mundo que as rodeia, cresce também o número de vezes em que fico sem palavras.
A última aconteceu quando, depois de explicar que a porquinha da Índia não terá filhotes já que não tem contacto com machos, a mais velha respondeu que "as mulheres também já não precisam de homem para ter filhos!".
Confesso que há temas cuja abordagem junto das crianças me transcende e este é um deles.
Fico-me pelo tradicional "não sei onde é que elas ouvem estás estas coisas!" e aguardo que o tempo as faça crescer em entendimento e me traga o discernimento necessário para as esclarecer.

O chamado realismo

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Em visita às antigas termas da Curia (aproveito para recomendar que façam o mesmo), deparei-me com o chamado realismo. Ao descrever a história de um edifício, questiona-se o narrador se este estará a caminho de uma nova ruína. É provável, diria.

Que grande responsabilidade, ser neta!

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É grande a responsabilidade de ser neta, responsabilidade proporcional ao orgulho sentido só de o ser.
Ser neta do professor Matos e da Dona Silvina é a herança maior que carregarei sem outro peso que não o da tal responsabilidade de, sendo impossível igualar-lhes a grandeza, ser ao menos dela testemunha.
Aos meus avós, da sua sempre neta

Fase do armário, é verdade!

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Sempre fui totó, como diria a minha mãe. Até diria mais, ainda sou.
Mas, apesar dos pesares, também tive a minha fase do armário.
Obrigada prima, pela prova da minha tímida rebeldia (ou terão sido 4 mãos daninhas para me incriminar?).
Acusem-se, prima e sis, ou calem-se para sempre.

Medos - hoje como há 10 anos!

Há 10 anos, por estes dias, preparava -me para iniciar a quimioterapia. Entre deixar de amamentar a Leonor, com apenas 2 meses, e ir cortando o cabelo,  pela elevada probabilidade (que acabou por não se verificar) de ficar sem ele, os medos eram muitos. O principal era, sem dúvida, o de a minha filha crescer sem mim.
Passada uma década, tudo parece não ter sido assim tão difícil. O tempo é amigo da memória, no que a mim diz respeito.
E é curioso fazer a retrospectiva e perceber quantos medos a vida já me trouxe depois daquele, o maior de todos. Perceber quão mutáveis são as realidades e quão importante é  não permitir que os medos ( inevitáveis, diga-se o que se disser) nos tolham os sentidos e decisões.
Hoje, como naqueles dias, tenho medos. Outros. Mas hei-de conseguir superar a sensação.

O que está errado nesta história?

- Mãe, agora não posso falar. Vou para uma reunião!
Fim de chamada.

Coisas que preocupam na passagem para o quinto ano

O que é que preocupa uma criança que passa para o quinto ano? O intervalo de 5 minutos, pois se nem em 30 consegue comer o pão que leva na lancheira!
Coisas triviais para nós, adultos, peritos em antecipar preocupações.
Que posso desejar mais senão que as preocupações da patroa mais velha tenham sempre estes fundamentos existencialistas.

Tocante

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Quando vi o Boris entrar na gaiola da Tosca, deitar-se e percebi que a Tosca não demonstrava nenhuma agitação, contrariamente ao que acontece quando ele ousa meter a pata na gaiola, percebi que algo se passava.
Aliás só aí percebi que o pobrezinho não devia estar nada bem.
Lá o levei ao veterinário mas, ainda assim, longe de imaginar o cenário.
O bichano está com uma insuficiência renal aguda e eu divido-me entre a imagem ternurenta que me tocou e despertou os sentidos e a culpabilização por não ter notado nada de muito diferente antes.
Tocante, em todo o caso, esta relação de amizade entre dois animais.

Duas certezas inabaláveis

Tenho poucas certezas inabaláveis mas há duas que me parecem inquestionáveis.

O pão de manteiga da vizinha é sempre melhor que o da nossa casa

Isso e as mães dos amigos.

Tão certo como dois mais dois serem quatro.

É a vida. Não foi por falta de aviso
 Filho és, pai serás.

Numa análise superficial

Numa análise superficial, dir-se-ia que a permanente obrigatoriedade de respirar é incompatível com vírgulas; pontos finais e parágrafos.

Mergulhar e vir à tona, só rapidamente e na estrita medida do necessário.

Eventualmente sim, percebida qual seja a unidade de mensuração.

Questões difíceis estas as que envolvem diferenciar a vida da sobrevivência.

Orgulhosa, sim

A cada entrega de avaliações sinto-me abençoada por ver que as minhas filhas crescem saudáveis e são felizes na escola.
Penso que haverá poucas coisas melhores que vê-las adquirir as competências necessárias para ultrapassar as várias batalhas que o futuro certamente lhes trará. Neste final de ano fiquei particularmente feliz pois a minha cria mais nova, aquela menina que me suga as energias até ao tutano e tanto me preocupou ao entrar para a escola, mereceu um grande elogio por parte da professora. A Tita não só teve boas notas como se destacou pela ajuda dada a uma colega com dificuldades de aprendizagem. Sem que ninguém lho pedisse, simplesmente porque percebeu a fragilidade da menina. E não consigo dizer o quanto isso me orgulha. Só sentido se percebe.

Grande lição

É dia de ida à piscina e as patroas acordam excitadíssimas.
Excitação que não passa ao verem que o céu está de cara feia; ao que tudo indica o sol não se mostrará, contrariamente à chuva.
Como são diferentes dos adultos, as crianças.
Por momentos senti inveja da facilidade com que ignoram estas (para nós grandes) contrariedades.
Tantas lições recebemos diariamente, sem perceber.


Finalista

Lembro-me, com especial intensidade nestes dias, de a inscrever no berçário. Das conversas com a educadora acerca da incerteza do (meu) futuro. Do pedido de que estivesse atenta.
Lembro-me de o tempo ir passando, etapa a etapa vencida. Vejo roupa, sapatos e colo a ficarem pequenos.
A minha Leonor está gigante e acaba de fechar mais um ciclo. Depois de um ano intenso, entre escola, basket e piano, gozará umas merecidas férias. E depois, 5. ano . Mais um desafio.
É difícil expressar o que se passa dentro do meu coração. Não será diferente do das outras mães, mas de tão grande e intenso torna-se impossível descrever. Uma coisa sei, estou infinitamente orgulhosa da minha menina e da sua tenacidade. Afinal sei outra, o futuro é sempre incerto mas vale a pena esperar para ver.
Parabéns querida Leonor. Continua a voar alto, a mãe voará sempre ao teu lado.

Caminhar sem ver o caminho

Há dias cruzei-me com uma mãe cega. Impressionou-me a segurança que demonstrava ao caminhar, com a filha ao colo e a bengala levantada. Não via o caminho mas tinha de o trilhar e sabia que era por ali ... Que lição

Passou tão rápido!

Hoje, a patroa mais velha caiu em si e percebeu que está a encerrar um ciclo da sua vida. O ano lectivo está a acabar e dirá adeus ao ensino básico.
" Passou tão rápido, mãe!", foi a conclusão a que chegou.
E eu que pensava que a rapidez do tempo só afectava a malta com mais de 40 anos, vejo agora que é algo que aflige todos sem excepção.
Poupei-a, claro, a conversas de circunstância sobre a importância de viver cada momento no seu tempo, mas não pude deixar de ficar a matutar nisto. Está crescida a minha bebé.

O problema do Boris

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O Boris anda com umas insónias terríveis e não encontra melhor forma de as aliviar do que acordar-nos com os seus miados.
É lindo e fofo, o bichano, mas estas
insónias começam a chatear.
Há dias, quando desabafava sobre as noites agitadas que o fofinho tem proporcionado, alguém me lembrou que ele dorme o dia todo pois está sózinho em casa. Está certo, afinal o problema do Boris é a solidão. Pondero meter baixa para o acompanhar ... e dormir.

Doce forma de alertar

Está com um bom índice de massa corporal. Não pode é piorar!
Percebi a mensagem. Agradeço a doçura das palavras.

Lamento desiludir-te, filha

No meio de uma acalorada discussão, a pequena perguntou " achas que ter 10 anos é só mandar?!!!".
Não quis desiludi-la, até porque a conversa não era comigo, mas a vontade que tive foi dizer-lhe que a irmã está mesma convencida que sim. E consta que a coisa tem tendetend a piorar. Deus nos guarde.

A culpa não é do sol, como não seria da chuva!

A culpa não é do sol, como não seria da chuva! A culpa é do desinteresse, da falta de identificação, da incapacidade de perceber que todos podemos e devemos contar.
Paralelamente temos fenómenos como os da extrema direita a ganhar força. Porque há aqueles que votam. Por cá teremos um provável vencedor que representará 9% da população. 30% de 30% é o que dá, certo? ( Raciocínio roubado, claro, que sou péssima a matemática).
É triste.

Sem palavras

Se este blogue tivesse rubricas, este post iria directamente para a "Sem palavras".
Quando nos sentimos um trapo velho, angustiados por uma falha cometida, e encontramos uma Amiga que em vez de nós passar a mão pelo pêlo nos diz que efetivamente estivemos mal só podemos ficar sem palavras.
Há momentos em que precisamos mesmo destas chamadas de atenção.
Dificilmente existiria alguém tão diferente de mim. Não partilhamos gostos, musicais ou outros, muito menos os mesmos ideais. Mas também dificilmente encontraria alguém de quem gostasse tanto e me fizesse rir naquele momento de angústia.
Obrigada miúda.

3 longos meses

Era sábado e estava sol.
Nada prenunciava o murro no estômago que acabaria por levar.
3 longos  meses passaram e continuo a ler cada comentário sobre a tua partida, como se estivesse a receber aquele murro pela primeira vez.
E que grande partida me pregaste, Amigo. Tão ilógica e incompreensível aos olhos da razão.
Dia após dia elaboro teorias, mais ou menos consistentes, sobre o lugar em que estarás, o que vês e sentes.
Com elas procuro respostas que me capacitem a perceber isto tudo.
De certo só tenho a tua imensa vivacidade e sorrisos, imagens sempre presentes e com as quais tento perpetuar-te aqui na terra.
O resto o tempo o dirá.

Ser equipa

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O basket, entretanto tornado paixão, surgiu cá em casa pela necessidade das patroas praticarem um desporto de equipa. Trabalhar corpo e competências sociais, de forma resumida.

E tem sido uma delícia assistir ao crescimento deste grupo (a foto retrata uma ínfima parte), a forma como vão começando a dominar a bola, a fazer jogo de equipa, a lidar com as frustrações.

Ontem foi dia do Torneio Ticha Penicheiro e lá rumámos ao Barreiro. Os jogos foram intensos.

As minhas crias deixaram lá suor e sangue (o dente de leite caído à Leonor voltou, o mesmo não se poderá dizer da pele do joelho da Tita).

Lágrimas essas, se as houvesse, teriam sido de alegria, tanta foi a animação e a adrenalina que fez com que aquela miudagem tivesse força para fazer a viagem de regresso toda a cantar e brincar.

Ser equipa é isto. Tão bom.

Distracção boa

De repente dei conta que caminhávamos de mão dada, já bem pertinho da escola.
Ela, que no alto dos seus 10 anos já morre de vergonha de me ouvir cantar na rua e medo que me exceda nas manifestações de afectos públicas, ia serena e alheia a eventuais olhares alheios.
Estaria, provavelmente, distraída mas foi tão bom que me calei bem caladinha e fui ali a aproveitar o momento.

O que cabe numa década de vida?

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Uma década se passou, desde que dei à luz a Leonor. Talvez o mais correcto seja desde que a Leonor me deu à luz. Lembro-me do 1.º pensamento que tive quando a senti cá fora. "Prova superada". Assim mesmo "prova superada". Naquele momento só ela interessava.  Tinha a missão de a colocar no mundo em segurança e nada mais importava. Os anos passaram. Diz o calendário e provam-no as imagens. Aos meus olhos será eternamente bebé. O meu colo nunca será pequeno para a acolher. E tanta coisa coube nesta década de vida, que iniciou ontem. Tanta  coisa e tão pouca planeada. Assim é a vida. Uma caixinha de surpresas. Certo só o Amor que nasceu no dia em que a soube gerada e se multiplica a cada segundo, assim como o orgulho de a ver crescer, tão segura e desenvolta. Parabéns Leonor. Que vivas sempre entre estrelinhas e unicórnios. Na mãe terás sempre, prometo, terra firme.




Apontamentos de cor

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Por vezes cegam-nos. De tão vivas, nem as vemos. Não será assim com tudo o que damos por garantido?






Divagações

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Há árvores que morrem de pé. Outras vergam, ao passar do tempo, teimando em  manter a esperança na perenidade da vida, enquanto criam pontes de sentido imperceptível a olho nu. Entre elas, frágeis apontamentos de cor. A força e a aparente fraqueza, duas faces da mesma moeda. Tudo tão fácil e, simultaneamente, difícil, de apreciar talvez por estar demasiado perto dos nossos sentidos, habitualmente ocupados por questões mais artificiais.







Humans of Aveiro

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Há dias fui surpreendida por uma amiga que me propôs como possível entrevista no projecto Humans of Aveiro, um projecto fotográfico com anónimos da cidade. Aceitei o desafio e partilho-o agora neste meu cantinho pois, mesmo sabendo ue muitos de vocês já leram, tenho de clarificar dois pontos e sossegar a chata da minha irmã do meio:
- Não tenho 40 anos, estou nos 40 ☺️ - As minhas causas não são  obviamente o aborto e a eutanásia, como uma leitura mais diagonal e a minha falta de clareza possam fazer parecer. Bem pelo contrário, defendo que a vida tem de ser defendida do início ao fim e que a sociedade ( entidades e cidadãos comuns) têm de assumir as suas responsabilidades para que a dignidade da vida seja uma realidade.
Posto isto, resta-me agradecer os muitos comentários carinhosos recebidos na sequência da partilha da minha história de vida que me deixaram de coração cheio, apesar do manifesto exagero de alguns (os Amigos são sempre exagerados, parece-me.
Deixo o texto, para quem …

O meu dia da mãe!

-Sabem, a Tita ainda não me deu um beijinho do dia da mãe!
- Nem sei se dou!
- A melhor prenda que me podiam dar hoje era não brigarem.

GRANDE gargalhada conjunta.

E a manhã ainda vai a meio.

Porque é que não existe o dia dos tios?!

Com uma das tias cá, a proximidade do dia da mãe e a lembrança do dia da criança e dos avós, a minha cria mais nova anda com esta dúvida a martelar-lhe o cérebro.  Porque é que não existe o dia dos tios?!
Bem tento explicar-lhe que estes são somente dias simbólicos e que deve evidenciar o amor e admiração pelas ruas sempre que quiser, sem necessidade de dias oficiais, mas acho que não consegui convencer a cachopa.
Cheira-me que está na iminência de lançar uma petição que não deixarei de apoiar e divulgar por estas bandas, ainda que continue firme na convicção que o dia dos tios é, como o Natal, quando o Homem quiser.

Instinto de sobrevivência

Andei anos a confundir o chamado instinto de sobrevivência com um exercício solitário de quem se vê na necessidade de a ele apelar.

Solitário no sentido de envolver somente o próprio e Deus, porque estou longe de acreditar que os homens se bastam a si mesmos.

Foi difícil ver o que sempre esteve à frente dos meus olhos.

Sobrevivi por não querer ver os meus pais, avós, marido e amigos sofrer, por querer que a Leonor tivesse a mãe ao seu lado ao longo do seu crescimento (…), isto só para falar na situação mais dramática em que me vi colocada.

Sobrevivo diariamente às frustrações e desilusões que vou sentindo, por causa das mesmas pessoas.

E o que não falta ao meu redor são exemplos de pessoas cujo instinto de sobrevivência é despoletado pelos outros. Pelo Amor que lhes têm e a determinação de minimizarem o sofrimento alheio.

Não tem nada de solitário, então, isto do instinto de sobrevivência. Muito pelo contrário, (sobre)vivemos pelos outros e com eles.

É o Amor que dá vida, sem dúvida.

Olha o babete aqui para a mamã!

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A nossa benjamim entrou no conservatório e não percebe porque é que toda a gente lhe dá os parabéns.
Melhor que vê-la iniciar mais uma etapa é perceber que o faz com grande leveza e descontração. Está feliz e eu feliz estou de a sentir assim. Feliz e super babada.

Se eu subo até ao céu sei que ali também Te encontras

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Prometeu

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Estou como ele, esperando que Hércules me solte da rocha a que me sinto amarrada.
Ou disso ou de um abanão.

Realidade(s)

Realidade(s) há tantas quantas aqueles que as sentem.
Não há nada de objectivo nisto de sentir. O que vemos, ouvimos, cheiramos, provamos, provamos é necessariamente diferente consoante a nossa sensibilidade e está moldada por crenças e preconceitos nem sempre lineares.
Matemática nem a contabilidade, não vale a pena.
Não tenhamos, pois medo de assumir o nosso eu em tudo que tem de único e autêntico. Deixemos os carneiros nos rebanhos.

Nós só queremos o Beira na primeira!

E o meu Beira Mar deu hoje mais um passo de gigante naquela que está a ser a sua travessia do deserto. Estamos nos nacionais e se o vil metal deixarem, e os homens não estragarem mais, em breve estaremos na primeira.
Se eu fosse em condições estaria agora a caminho da Praça do Peixe para fazer a festa. Como não sou, rejubilo interiormente.

O meu problema!

-Filha, a avó diz que te portas muito bem até eu chegar. Será que tenho algum problema?!
- Tens! És minha mãe!

Freud explicaria, provavelmente.

Mãe, conta histórias de quando eras pequenina!

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As patroas estão sempre a pedir histórias de quando eu era pequena.
Conto-as com gosto e hoje resolvi fazê-lo "in loco".
Schoenstatt faz parte da minha história. Elas ficaram felizes. Eu também.


Porque ele vive, eu posso crer no amanhã!

Boa Páscoa, com muita esperança no amanhã. Porque Ele vive!

Ainda sobre a greve

Provavelmente já o terei escrito por aqui várias vezes, mas vão perdoar-me a repetição. Uma das expressões que marcou a minha adolescência foi-me ensinada por uma professora. Dizia-nos ela que ninguém é uma ilha de si próprio para explicar que a ideia de autossuficiência é completamente falsa e não vale a pena termos a ilusão de que somos superiores a quem quer que seja pelo facto de sermos mais letrados e termos uma profissão em que não sujamos as mãos.

E esta greve dos motoristas é um exemplo cabal disso mesmo. Pararam dois ou três dias e fizeram o país sentir na sua pele a sua importância.

Como as memórias são curtas (mea culpa, mea culpa) esqueceremos a lição rapidamente, mas a verdade é que se este lamentável episódio teve algum fundo de racionalidade devia ser o de apelar às consciências daqueles que vivem cheios de soberba e mania de que mandam no mundo.

Deixemo-nos disso. Não  podemos viver sem os outros e mais dia menos dia acabamos por percebê-lo.  Quanto mais não seja quan…

Acasos? Não acredito neles!

O assunto não justificava a hora do telefonema. A hora do telefonema não obrigava a que fosse atendido. Mas foi e, percebi de imediato, não foi por acaso.
A título de um assunto que nada tinha a ver com o rumo que a conversa levou, ouvi palavras dirigidas ao cerne do meu sentir. Aquelas que precisava mesmo de ouvir. Tao bom.

Notre-Dame

De tempos a tempos, há algo que se desmorona. Nos monumentos, na natureza, na vida.
Nada, nem ninguém, é igual ao que era no momento da criação. Tudo está, sempre, em constante renovação. Assim o comprova a história centenária da catedral de Notre-Dame que já sofreu tantas transformações e teve tantos usos.
Este infeliz incidente é mais uma prova, de fogo literalmente, da perenidade da história e memórias que a humanidade quiser salvaguardar. Estou triste, claro, mas confiante que em breve (mais década menos década) teremos Notre-Dame renascida e pronta a enfrentar mais uns séculos. Assim é a vida. Um constante devir.

Guerra dos tronos

Ao navegar no Facebook por estes dias sinto-me verdadeiramente á margem da sociedade. Nunca vi um episódio da Guerra dos tronos. Na verdade, nem faço tenção de ver. Será que isso faz de mim uma pessoa estranha ou só  fora de moda?

Efeito placebo do chá vs bexiga

Estou tremendamente curiosa para saber como é que o efeito placebo do chá para noites repousantes se dá com a bexiga.
Cá para mim o efeito pretendido com a ingestão do cházinho sente-se algumas noites após se ter ficado sem dormir por causa das corridas para o WC.
Será?

O chamado oásis

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Hoje senti-me chegada a um oásis, após a travessia de um caminho rochoso.
Obrigada Filomena pelo (des)caminho.

2 lanches, 1 lancheira

Uma vergonha. Qual a mãe que manda dois lanches numa lancheira e só dá o recado a uma das crias, levando a que a outra vá pedir comida a uma funcionária da escola?
Eu, pois claro. Ainda que tenha uma boa justificação para o sucedido e exista uma gritante falta de comunicação interna crias, não sei se terei perdão.

Não quero ouvir nem mais uma palavra vossa!

Mais uma doce manhã, em que as patroas se esgadanham aos gritos até que as alerto - "Não quero ouvir nem mais uma palavra vossa!".
A pequena, ladina e travessa, entendeu pedir esclarecimentos. "Só não podemos discutir, não é?!".
"Obviamente, filha!".
E blá, blá, blá!

Dinheiro para a Feira de Março e ovos cozidos

E no meio de um dia turbulento, eis que recebo em email cujo título, em letras garrafais, me lembrou a necessidade para providenciar dinheiro para a Feira de Março e dois ovos cozidos para outra actividade lúdica de uma das minhas férias.

Obrigada, querida Diana, pela pincelada de cor dada ao meu dia com um, improvável até aquele momento, sorriso gerado na minha face.


Chantagem emocional pura e dura

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- Mãe, vais ter de me ler um bocado. Escolhi este livro porque tu gostas!

Nota de rodapé:  fui chantageada e gostei

Nenhuma cena se faz só com actores principais

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Penso poder dizer sem errar que este fim de semana os pais cá da terra aprenderam ( ou tiveram uma grande oportunidade de o fazer) uma grande lição. Não há cenas que se façam só com actores principais. Cada personagem, por mais pequeno, é importante para que a história seja bem contada. Obrigada meninos.