Ainda sobre a greve

Provavelmente já o terei escrito por aqui várias vezes, mas vão perdoar-me a repetição. Uma das expressões que marcou a minha adolescência foi-me ensinada por uma professora. Dizia-nos ela que ninguém é uma ilha de si próprio para explicar que a ideia de autossuficiência é completamente falsa e não vale a pena termos a ilusão de que somos superiores a quem quer que seja pelo facto de sermos mais letrados e termos uma profissão em que não sujamos as mãos.

E esta greve dos motoristas é um exemplo cabal disso mesmo. Pararam dois ou três dias e fizeram o país sentir na sua pele a sua importância.

Como as memórias são curtas (mea culpa, mea culpa) esqueceremos a lição rapidamente, mas a verdade é que se este lamentável episódio teve algum fundo de racionalidade devia ser o de apelar às consciências daqueles que vivem cheios de soberba e mania de que mandam no mundo.

Deixemo-nos disso. Não  podemos viver sem os outros e mais dia menos dia acabamos por percebê-lo.  Quanto mais não seja quando precisarmos que nos mudem a fralda. Será bom termos alguém que o faça por amor ou, pelo menos, respeito.

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