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A mostrar mensagens de Abril, 2018

Alfie - e se fosse connosco?

Creio que ninguém esperaria que o tratamento que o hospital italiano se propunha fazer ao bebé Alfie o fosse transformar num menino perfeito. Mas podia, eventualmente, mantê -lo vivo. O Alfie tinha esse direito. Tal como a senhora que, com 50 anos, teve um avc ao qual sobreviveu com graves sequelas e que a família não se cansa de amar. Assim como cada um de nós. Quem é  o Estado para se substituir a pais e médicos e decidir que o superior interesse do Alfie era morrer? Não compreendo e, muito menos, consigo aceitar esta completa falta de respeito pela vida humana.

A liberdade não passou por ti!

Chegou a casa a cantar "Grandoda vida morena" e a perguntar-me se conhecia o "E depois do adeus".
A primeira vez que a contrariedade desabafou "a liberdade não passou por ti! Não me deixas fazer nada!", querendo fazer-me sentir uma déspota.
A patroa mais nova está um bocado baralhada com isto que é ser livre, mas não é a única.

Que semelhança há entre mim e o Ricardinho?

Estava eu, cheia de saber, a comentar a contratação estratosferica do Ricardinho pelo Sporting, quando o meu marido me lembrou que eu ficaria muito mais cara ao clube. Razão? Não sei jogar futsal.
O mesmo é dizer que a nossa semelhança está na diferença de valores.

Grandes progressos

E, chegada ao terceiro período, eis que a patroa mais nova começa a soletrar as ordens que me dá.
Não sei se me emociona mais a preocupação demonstrada com a minha eventual dificuldade em entender quem manda ou o facto de tal representar um grande progresso no seu pedcurso de vida.

Direito ao (e respeito pelo) tempo

O tempo é, dos vários activos que possuímos, um dos mais valiosos. Paradoxalmente, é dos mais desprezados.
Percebi-o quando fiquei doente e dormir me começou a parecer uma forma de desperdiçar tempo. Felizmente, o tempo é também bom conselheiro  (assim estejamos atentos ao mundo) e sei bem que dormir é essencial para manter alguma sanidade e serenidade. Ainda assim me custa não estar de olhos abertos a sorver a vida que me rodeia.
A falta de respeito pelo tempo dos outros (entre os quais me incluo) é algo que me revolta. Tanto como ver que nos habituamos ao desrespeito e o aceitamos como normal. E não é. O direito ao tempo, como todos os outros, merece e deve ser respeitado. Na parte que me toca, estou decidida a reivindica-lo e defende-lo com a vida.

CPE - essa lufada de ar fresco

No momento em que me preparo para passar mais uma manhã de domingo enfiada num pavilhão, a ouvir bolas de basket a bater no chão e a senti-las ecoar dentro da cabeça,  pergunto-me porque o faço.
A resposta óbvia e imediata é "por causa das minhas patroas".
Logo a seguir, percebo o meu desejo imenso de que as patroas prossigam este caminho. Não que tenha alguma ambição de que se tornem atletas de alta competição, longe disso, mas porque esta malta que dá vida ao CPE é uma verdadeira lufada de ar fresco no meu dia a dia.
Assistir à forma como se dedicam ao clube e aos atletas, dedicando horas infindas sem esperar contrapartidas que não as de satisfação pessoal, é qualquer coisa que me encanta.
É tão raro ver felicidade nos olhos de quem trabalha duro; tão difícil encontrar estas evidências de realização pessoal; tão pouco provável encontrar quem dê tempo aos outros, que só posso sentir uma profunda admiração por esta malta.
Obrigada.

Sinais

Vá-se lá saber porque carga de água, mas o meu facebook anda a ser inundado por publicidade a roupa de tamanho xl. Acho que o algoritmo me anda a mandar sinais.

Paris, Nova York?!!!

Até para uma defensora empedernida do princípio da presunção de inocência, como é o meu caso, começa a ficar difícil de manter a pose.

Apartamentos em Paris e Nova York?!!! What a fox, diria a minha mais velha.

Para além de tudo aquilo que sabemos ser deplorável, junto um elemento. Mal por mal, porque não investir em Portugal? Ah, pois. Em causa está precisamente o contrário. Que tola.

A coisa está a ficar séria!

-Leonor, o FCP foi eliminado da taça.
-Ai foi? Boa! Mas eu quero é saber do campeonato porque o Benfica já estava fora da taça!

Coisas que não se aguentam - cópias do cc e RGPD

Há coisas que não se aguentam, por mais contagens até 10 que  tente fazer.

No meu top ten ocupam lugar cimeiro dois tipos de histeria, a referente à cópia do cartão de cidadão e a da "grande" novidade que é o Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD).

Malta, NÃO é proibido tirar fotocópias do cartão de cidadão. É proibido sim, se NÃO houver autorização do titular (assim em termos simplistas).

Quanto à "grande novidade" que o RGPD traz às nossas vidas, é verdade que a noção de tempo é muito relativa e às vezes  é preciso um grande abanão nas nossas vidas para o percebermos. No caso concreto, o abanão traduz-se em euros, mais concretamente no medo da coimas brutais que o RGPD prevê.

Não fosse isso e continuaria a ser um "não tema" e só isto explica (a meu ver) que se olhe para o RGPD como algo novo quando a legislação interna (que prevê já a grande maioria dos princípios) tem já a provecta idade de 20 anos! Quem tiver curiosidade espreite o site da no…

Parabéns pai

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Ensinou-me a andar de bicicleta, a conduzir, a gostar de futebol e a adorar ouvir relatos durante as viagens. Cortou-me as unhas até aos sabugos. Obrigou-me a ler Júlio Dinis, a cumprir horários e a pôr a mão na massa, mesmo que não fosse daquela que queria.

Sempre presente, continua a obrigar-me a comer fruta às refeições e a dar-me ralhetes descomunais por causa das saias que escolho.

No terço do coração que me pertence caibo eu e todo o  meu mundo, pois tem-no gigante.

Chato como poucos é, sem dúvida, o melhor de todos os pais.
E hoje completa mais uma primavera que desejo, profundamente, se multiplique por muitas mais. 
Ao meu lado, como sempre.
Parabéns pai.

PS
E agora, alguém que lhe mostre este post do qual, e bem lá no fundo, sei que vai gostar, apesar de garantir a pés juntos que detesta isto da internet.

Derbie dentro de portas

Como se não bastassem os 1001 motivos por minuto que arranjam para guerrear, tinham de decidir apoiar cada uma o seu clube. As discussões das minhas patroas sobre futebol estão cada vez mais acaloradas. Haja paciência.

Salva pelo gongo

O papá entrou em casa estávamos nós em plena luta à conta dos trabalhos de casa. Mesmo na hora em que me sentia tentada a cortar os pulsos. Fui salva pelo. Há substituições decisivas para algumas vitórias. Esta foi uma delas.

Fé em crise

-Mãe, o Pai Natal, o Coelho da Páscoa e a Fada dos Dentes não existem!  Achas que Jesus existe? !!! Eu não acredito!

Demasiadas descobertas, em pouco tempo, baralham qualquer um.

Objectivos e tentativas de suborno

A Leonor resolveu orcamentar a sua festa de anos e dividir o valor por 4.
Segundo ela, cada um dos elementos da família terá de arranjar aquele valor até ao dia da festa.
A mim bastava-me aceitar o dinheiro que a Tita me oferece para fazer os trabalhos de casa em vez dela para alcançar os objectivos em menos de um ai.

Da série, não sou nada mãe babada

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Contra factos, não há argumentos! Rendo-me.

- Não quero ir para a escola!
- Tem de ser filha, a mãe também não tem vontade de ir trabalhar mas se não for, não recebe dinheiro para pagar a comida, casa , blá blá, blá ...
- Pois, mas na escola ninguém me dá dinheiro!

E virou-se para o outro lado.

A casa dos meus avós

Se tivesse de usar uma imagem para descrever a casa dos meus avós, seria a da foz de um rio na qual todos desaguavam. Família, Amigos, conhecidos, era um entra e sai de gente que chegava para rir ou chorar no ombro da minha avó e que o meu avô recebia de forma afável ou ignorava, escondendo-se ao piano, consoante o humor. Quando os meus avós a vagaram, pensei não ter vontade de lá voltar. O tempo mostrou-me quão enganada estava. A casa dos meus avós continua a ser lugar de encontro de primos, acolhimento de amigos de passagem pela cidade porque eles estão  lá, naquilo que deixaram em nós e mantemos bem vivo.

Já não se pode ser bem educada!

-Tita, porque é que tiveste vermelho?
-Por estar sentada ao lado da C!
-O quê?!!!
-Ela fala comigo e eu tenho de responder!

Não percebo. Parece-me, de facto, uma regra básica de boa educação. Talvez a questão esteja só na hora e local.

A 1 mês dos 41

Serve o presente, não só para lembrar os Amigos como, acima de tudo, expor o meu estado de alma relativamente ao facto de faltar precisamente 1 mês para fazer 41 anos.

41, senhores!  Se bem se lembram há 1 ano por esta altura andava eufórica com a aproximação dos 40.

Ontem, portanto, fiz 40 e já amanhã farei 41, um número que já vejo muito próximo dos 50.

A velocidade dos dias começa a parecer-me vertiginosa demais.

Desabafos à parte, que esta minha "paragem cerebral", não vos iniba das surpresas e mimos que sabem que eu adoro.

Hei-de ser uma cinquentona com espírito de teenager. Espero.

Eu e esta mania de andar pela vida de modo distraído

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Eis que hoje, de modo inesperado, me caiu esta prenda no colo. O que tem de especial? Talvez o momento em que a recebi e a atenção que lhe dispensei. Todos os dias recebo vídeos que não abro. Este teve sorte diferente, por acaso ou se calhar não. Já conhecia esta música, que ouvi várias vezes em casamentos. Achava-a bonita em termos melódicos, mas a letra passava-me ao lado. Felizmente o vídeo tem legendas e eu tive o impulso de o abrir. Uma variante das "Pegadas na Areias". Espero que gostem e vos conforte o amparo.

É a mãe da Leonor e da Benedita?

Passados quase 9 anos sobre o dia em que me tornei mãe pela primeira vez, a minha cara continua a abrir-se num sorriso e o peito a incar de orgulho sempre que me fazem esta pergunta. Ser a mãe da Leonor e da Benedita é algo que me enche as medidas e nada esvazia a minha personalidade. Ser mãe delas é só uma parte de mim mas, sendo a realização de um grande projecto de vida, é a parte de dá forma, razão e impulso às outras.


Bruno de Carvalho, o adepto benfiquista

Fosse eu atreita a teorias da conspiração e diria que há um dedinho do google analytics na reeleição do Bruno de Carvalho.
Relativamente à eleição, dou o benefício da dúvida aos eleitores. Agora a reeleição só pode ser obra de algum poder oculto. Não consigo entender, ponto final.
Quanto aos tristes factos mais recentes, faço figas para que o JJ tenha a coragem (leia-se tomates, em futeboles), para acenar com o lenço branco e partir para outra. Lindo seria também que os jovens da equipa B fossem solidários e recusassem entrar em campo, mas aqui já sou eu a sonhar,  pois compreendo que a fase da vida e aspirações profissionais não o permitam (leia-se temor reverencial ou medo, mesmo).
No meio disto tudo, riem-se os benfiquistas. Qual a equipa, em disputa por um título, que não adora confrontar-se com uma equipa em ruínas?
É triste, muito triste ver o "meu clube", como o meu pai insiste em dizer, neste estado.
E, para mim, parece castigo. Afinal parece que o Pintinho, que tan…

Mãe, o que quer dizer pinar?!

..... silêncio .....
..... hiperventilção ....
..... inspirar, expirar ....

FUGIR

Ryanair ou um petisco para os juslaboralistas

Esta novela, de mau gosto diga-se, criada pela Ryanair tem uma coisa boa. É um autêntico petisco para a malta que gosta de Direito do Trabalho. Qual a lei aplicável, a portuguesa ou a irlandesa, é como alguém já disse "a pergunta para um milhão". Vamos aguardar pelo resultado. Entretanto, deliciar-me-ei com os argumentos jurídicos ouvidos aqui e além.

Há fins que justificam os meios

A acreditar numa pequena notícia lida algures, um cidadão polaco decidiu mudar de sexo para conseguir reformar-se mais cedo. Parece que a reforma será aos 60 para  as mulheres e aos 65 para os homens.

Perante isto, não há como não esboçar um sorriso e concluir que há fins que justificam os meios.

No dia internacional do livro infantil

No dia internacional do livro infantil lembro, com especial carinho, a "doutora da farmácia", querida amiga da família e responsável pela colecção da Anita que me acompanha até hoje mimo que, à data, não estava muito ao alcance dos bolsos dos meus pais. Um grande beijinho doutora Conceição.

Nesta Páscoa

Tenho de assumir a minha desatenção quanto ao significado da Páscoa. Até há bem pouco tempo, via o Natal como a festa com maior significado cristão e esqueci-me que é na Páscoa que está o fundamento daquilo em que acreditar. O renascer diário, feito da constante esperança de uma vida que queremos eterna. E essa eternidade é/deve ser palpável. Bastam, por exemplo, as tentativas de manter vivos nos nossos corações aqueles que amamos. A transmissão de princípios e tradições aos nossos descendentes. O nosso contributo para deixar aos vindouros um mundo melhor do que aquele que encontrámos.
Eu acredito e é isso que me move, porque a esperança é sinónimo de eterna busca. E não é por acaso que se diz ser a última a morrer... se deixarmos.
Uma Santa Páscoa a todos e votos de uma vida eternamente feliz.