segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Raríssimas e, por isso, não dominantes

Ao acompanhar a mais recente novela à volta de um alegado desvio de fundos na associação Raríssimas, ocorrem-me vários pensamentos.

O primeiro vai, provavelmente por defeito profissional, para o princípio da presunção de inocência  que vejo cada vez mais banalizado. Melhor dizendo, ignorado.

E isto é gravíssimo pois gera, antes de mais, verdadeiros linchamentos em praça pública. Digo sempre que ninguém está livre de ter um vizinho maluco que faça queixa de nós ao Ministério Público e mau seria se não houvesse direito ao contraditório.

No caso concreto da Raríssimas, e entidades criadas com fins similares, é ainda mais grave pois a opinião pública não julga na praça pública somente as pessoas sob suspeita. Tomar a parte pelo todo é outra das manias do ser humano.

E com estes escândalos não perdem só as instituições em causa, mas todas as outras. O claro exemplo académico do "paga o justo pelo pecador".

Não ignoro que existem muitas pessoas, nos mais variados cargos, são capazes de dormir descansadinhas, apesar de andarem a depauperar recursos alheios e que o hábito não faz o monge.

Mas tenho a certeza que existem muitas mais que trabalham de forma séria e sem outro interesse que não o de melhorar o mundo em que vivemos.

É nessas que continuo a depositar as minhas esperanças.

Quanto às desconfianças só espero que sejam desfeitas em sede própria e eu quem tiver de ser punido o seja severamente.

Que não seja pelas desconfianças que os indignados (todos os que se podem orgulhar de ser honestos com os outros e consigo também) deixem de se dedicar a causas nobres, ou serão como aqueles que tanto criticam - egoístas.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Hoje ficou mais rica a memória colectiva de Aveiro

Creio que não existe aveirense que desconheça o Atita, sempre bem disposto e muito extrovertido era um verdadeiro tubarão dos mares. Professor de natação de muitos, nadador salvador de excelência cujo CV conta a história de dezenas de vidas salvas.

Na passada 5.ª feira recebeu, das mãos do nosso Presidente da República, a Medalha de Ordem de Mérito. Teve a felicidade de ser distinguido em vida, como deveria ser sempre.

Hoje partiu. O 1.º ano do banho de 2018 na praia da Barra será certamente diferente mas não duvido que esteja lá em cima, brincalhão como sempre, a comandar a malta.

A memória colectiva de Aveiro ficou agora mais rica.

Vamos sentir a sua falta nas ruas de Aveiro, tanto quanto o privilégio de o ter tido nas nossas águas.

sábado, 9 de dezembro de 2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sim, o Pai Natal existe!

De tanto querer acreditar deixam-se enredar em teorias, evolutivas consoante as respostas de que necessitam para saciar dúvidas cada vez mais complexas.
É preciso acreditar para que ele venha.
Afinal, toda a gente sabe que os coelhos põem ovos.
Sim, o Pai Natal existe!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma filha babada, no dia internacional do voluntariado

Como sabem, tenho um carinho especial por projectos de voluntariado e, como tal, não podia deixar passar em branco o dia internacional do voluntariado.

E o de hoje em particular, no qual vejo ser dado destaque ao Banco do Tempo, em que a minha mãe diz ter "tropeçado" e que tanto bem faz a todos quantos nele participam, doando e recebendo disponibilidade.

Podem ver a entrevista AQUI

Ass. uma filha babada

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Os Zé Pedro deste mundo

Ao saber da morte do Zé Pedro um dos meus primeiros pensamentos, e presumo que o de muitas outras pessoas, foi para o seu passado de excessos.

Logo de imediato lembrei-me que, poucos dias antes, havia perdido um familiar próximo ao qual sempre conheci hábitos de vida muito saudáveis. Em comum, a doença e uma enorme tenacidade.

Há quem fale em "pagar os excessos", rápido no atirar a pedra, esquecendo-se que a morte é das coisas mais democráticas que pode existir, parafraseando Belmiro de Azevedo outro valente que nos deixou por estes dias.

Nós, os que ficámos, temos a obrigação de os honrar fazendo aquilo por que mais lutaram - Viver

Envergonhada e desolada

Hoje vejo o meu Beira Mar nas capas de jornal e sinto-me envergonhada. Sei bem que 3 ou 4 matarruanos nada dizem sobre Aveiro e as suas gentes mas cenas destas, que se têm multiplicado recentemente, destroem uma imagem que sempre tive do velhinho Mário Duarte. Um lugar de festa, onde se podia passar um bom tempo em família. Mais do que resultados e campeonatos, é isto que me desola - a selvajaria.
Oxalá Aveiro saiba varrer estes energúmenos para longe.

Podias ao menos chorar!

Brigaram todas as 78 horas que estiveram juntas, tirando as poucas horas de sono. Do nasxer ao pôr do sol, enquanto faziam a árvore de natal e o presépio. ..
De uma das vezes, estava a maior ao ataque, ri-me de uma parvoíce qualquer e ofendi a pequena. "Tas a rir-te de quê? !!! Podias ao menos chorar!".
E venha o próximo fim de semana prolongado

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Mas sempre, pr'a sempre, vou gostar de ti

Mais um bravo se vai e que nos deixa o exemplo "remar,remar". Sempre.

Uma só vida

Uma só vida, replicada por milhões de minutos, esvai-se em fracções de segundo, com ela levando outras que parcialmente se transfiguram.
Um só coração a bombear grandeza tão pequena, procura sentido no que à vista desarmada se afigura desprovido dele.
Uma só razão que os sentidos tanto toldam, preocupados que andam na busca da perfeição essa antítese da felicidade por ser sinónimo de inexistência.
Uma só direcção, seja qual for o caminho, aquela que nos leva em frente. Sempre vacilando na eterna dúvida sobre o que devemos ser neste mundo. A mesma que nos impulsiona e faz viver, com medo de errar mas nunca desistindo de viver melhor. Uma só vida, que será eterna até querermos.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Decisão difícil

Tenho pouco mais de 24h para tomar uma decisão difícil. Faço, ou não, árvore de natal?
Aproveitando o desabafo, e para o caso de decidir fazer, desde já agradeço as dicas que possam partilhar sobre a forma de afastar gatos dessa enorme tentação que são as bolinhas reluzentes suspensas em ramos a tremelicar.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Tem tudo para correr bem

-Mãe,  amanhã tenho ficha de avaliação!
-Tens, meu amor?! De quê, matemática ou português?
-Não sei!
E foi brincar.
Isto tem tudo para correr bem.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Tempo de criar novas memórias

Num dia particularmente duro, tive a alegria de rever uma querida Amiga.

Discutíamos aquela que é, para nós, a melhor idade e ficámos divididas entre os 30 e os 40 anos, argumentando com a experiência pessoal de cada uma.

A dada altura disse-me a minha Amiga que o problema da idade não é  o do envelhecimento em si, mas o facto de vermos desaparecer à nossa volta muitos dos que nos são queridos e, com eles, algumas tradições que só faziam sentido manter se estivessem entre nós.

Concluímos estar na altura de criar novas memórias, não no sentido de eliminar as outras (muito longe disso) mas como forma de prosseguir .

E, de facto, a única alternativa é essa. Prosseguir e (re) viver, memórias antigas e criar novas que um dia hão-de ser lembradas pelos que ficarem depois de nós.

Apesar de inevitável, o processo é doloroso até para quem como eu achava já estar imune a certas dores.

Na verdade, nos últimos 10 anos vi partir algumas das pessoas que mais marcaram a minha vida e imaginário. Fui lidando com as perdas, que sei fazerem parte da vida, de forma mais ou menos pacífica.

Tive inclusive uma luta pela minha própria vida e cheguei ao ponto de me tornar arrogante pela sensação de quase imunidade a certas dores.

Hoje carrego um peso grande no coração. Saudade dos que já não consigo ver. A certeza de os ter vivos em mim, nas tais memórias, alivia o fardo. Conseguir obter algumas respostas também irá ajudar.

Será uma questão de tempo. Aquele que não prescindo de aproveitar ao segundo.







quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Só Deus tem os que mais ama

Hoje partiu um homem bom, cheio de valor (es ) e que construiu a vida a pulso.
Depois de uma duríssima batalha contra uma doença feroz, conseguiu finalmente repousar.
Deixa-nos um grande legado. O exemplo de uma verticalidade à prova de bala.
A mim, particularmente, deixa-me também um enorme conjunto de dúvidas. Para quê?  Talvez um dia as esclareça. De momento as ideias estão muito confusas. Houve aqui uma grande inversão à ordem natural da vida. Um filho, mais um, que partiu à frente da mãe. Para quê?
De momento só me vem à memória a voz do Luís Represas a cantar "Só Deus tem os que mais ama". Acredito mas hoje essa resposta não me basta.
Até  sempre meu primo. Dá aí um abraço aos nossos.

Sou feliz agora

Sentei-a ao meu colo para falarmos sobre o nosso dia. Contou-me que, na escola, tinham falado sobre sentimentos. "Feliz, triste,zangada".
Perguntei-lhe o que a fazia sentir-se feliz e respondeu numa só palavra "agora".
A minha bebé sente-se feliz no colinho da mãe. Ela, que nunca gostou de ser embalada. E eu senti-me a pessoa mais felizarda ao cimo da terra. O que pode ser melhor do que sentir felicidade "agora"?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Provincianismo

Provinciana que sou, tive de ir ao Porto para acertar num dermatologista que, ironia so destino, é de Aveiro onde também dá consultas.
Podia pois falar com conhecimento de causa sobre o provincianismo que é  desvalorizar o que temos à porta por achar que nas grandes metrópoles é que é. Acho o máximo o povinho que gosta de pagar grandes contas de honorários a profissionais só pela imagem que eles criaram, ignorando a qualidade dos da terra. Só  porque são da terra.
E muito teria a dizer, mas nunca chegaria à qualidade da prosa do meu Amigo André Lamas Leite, mais um dos prodigiosos alunos que passaram pela ESAS (outro grande é  o grande letrista Miguel Araújo ).
ESTE brilhante texto resume tudo.

A importância de fechar a torneira

Os lindos dias de sol outonal (hoje escondido) que nos deleitam ultimamente têm como reverso a preocupante seca severa que o país atravessa.

Faço aqui o meu MEA CULPA e confesso que a poupança de água é algo à qual inicialmente só dava atenção (e não a devida) por questões económicas.

- deixar a torneira aberta enquanto lavava os dentes
- lavar a loiça debaixo de água corrente
- demorar tempos infindos no duche

(....)

São inúmeros os exemplos dos meus erros que, cada vez mais, procuro evitar mas com muita dificuldade. Encurtar o duche, então, mata-me.

Bem sei que o maior gasto de água não ocorre nas nossas actividades do dia a dia mas a verdade é que se somarmos toda a água gasta diariamente em nossa casa, ficaremos de cabelo em pé.

Eu, pelo menos, fiquei ao consultar o microsite do programa "Feche a Torneira" que podem consultar
 AQUI


Estando em causa o nosso futuro o qual, certamente, vale muito mais que a nossa carteira. Há que ponderar seriamente uma mudança de hábitos.

Vamos lá fechar a torneira.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os professores da minha vida

Fui aluna do ensino público e do ensino privado.

Tive excelentes professores e, curiosamente ou não, os que me marcaram para a vida enquanto cidadã eram do ensino público.

Tive outros cuja cara ou nome nem sequer retive, por terem passado despercebidos. Maus professores também constam do meu CV.

Nada de muito diferente da história de cada um daqueles que ler este post certamente.

Tenho o maior dos respeitos pelos professores e a imensa felicidade de ver que, até ao momento e na sua breve história de vida, as minhas crias têm tido a sorte de se cruzar com excelentes educadoras e professores. Também no caso delas, quer no sector privado quer no sector público.

Percebo muitas das queixas dos professores e apoio as suas reivindicações mas não posso deixar de subscrever a crónica do João Miguel Tavares

Não há professores. Cada professor é um professor.

Que me perdoe quem pensa o contrário, mas a antiguidade por si não pode ser um posto e o mérito deve ser dado a quem o tem, sob pena até de injustiçar aqueles que o têm em maior grau.

Não é à toa que no sector privado, as partes da contratação colectiva têm vindo a acabar com as diuturnidades.

Digo eu.



Hoje vou falar-vos da Ana Paula




Talvez o voluntariado seja um monte de tretas. Foi este título chamativo  que me levou a clicar, ler a crónica do João Brites e lembrar-me da Ana Paula.
A Ana Paula tem a minha idade e duas lindas meninas.
Todos os sábados à tarde, faça sol ou chuva, a Ana Paula vai até a um lar de idosos e dedica o seu tempo a fazer trabalhos manuais com os nossos avós.
E não está lá uma hora, mas a tarde toda. Assim, sem correr, dá -lhes atenção, distribui carinho. Faz algo que não tem preço.
A Ana Paula terá certamente muito mais que fazer nos sábados à  tarde, mas decidiu dar o seu tempo para levar a felicidade a idosos que não lhe são nada.  Acredito que cada sorriso e abraço que recebe em troca lhe encham a alma. Todos os que dão gratuitamente, recebem em dobro.
E tenho a certeza, tal como o cronista, que o voluntariado sério e sem pretensão de reconhecimento externo não é um monte de tretas mas um dos mais fortes e belos compromissos que se podem assumir.
À Ana Paula, a quem já fiz questão de agradecer pessoalmente, a minha eterna gratidão e admiração.

LEIAM a crónica aqui.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A relação médico-paciente como património cultural imaterial da humanidade

Há iniciativas que  me deixam sem saber que pensar, de tal modo me dividem.

Uma delas é, seguramente, esta dos nuestros hermanos espanhóis que pretendem ver a relação médico-paciente ser reconhecida como património cultural imaterial da humanidade.

A ideia é fofinha, sem dúvida. A relação médico-paciente é das mais importantes que conheço e cria-se, na minha experiência, sem necessidade de recomendações relativamente a qualquer dos lados.

Os médicos da minha vida (com uma honrosa excepção) caíram-me ao colo como presente de Deus. Ninguém mos recomendou, nem eu pedi referências. Fui e confiei.

Tinham de ser eles. Não só por serem bons tecnicamente, mas porque se criou uma empatia geradora de confiança infinita que é essencial neste tal relacionamento.

Não fossem essa empatia e confiança e partiria para outros relacionamentos.

E, podem não concordar, mas para mim a empatia é o factor chave. Um bom médico para mim não será, seguramente, o melhor médico para outra pessoa.

Se assistissem à forma como me foi transmitido o diagnóstico do linfoma de Hodgkin, perceberiam o que quero dizer. Para muitos seria inconcebível a forma "fria" como as palavras foram ditas.

Para mim, e no tipo de relação que tenho com aquela médica, foi normalíssimo.

Daí que me cause muita espécie isto de se sentir necessidade de reconhecimento externo do valor, ainda que imaterial, de uma relação tão especial e própria.

Mesmo que tenha subjacente objectivos mais palpáveis como o de combater a ideia tonta de pré-definir tempos máximos de consulta, como se os médicos fossem também eles tontos e os pacientes máquinas com iguais necessidades.

Há consultas que não levam mais de um minuto; todos sabemos da existência de hipocondríacos e carentes de atenção. Há outras que, certamente, exigirão muito mais do que 15 minutos.

A isto chama-se humanismo do sistema. Quanto ao dos médicos, ou é inato ou não se vai lá com declarações de património cultural imaterial da humanidade.

E é isso. É uma ideia fofinha, mas não mais do que isso.


domingo, 19 de novembro de 2017

Mas tu só conheces a palavra não!!!

Quase no final do fim de semana, a patroa mais velha virou-se para mim e disparou de rajada "mas tu só conheces a palavra nao?!".

Assim de repente, senti-me uma chata. Impressão minha, certamente.

Hoje, Dia Mundial dos pobres, e sempre


"Não amemos com palavras mas com obras"




"Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade." (Papa Francisco)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Entre as senhoras

Depois de me levar ao limite da paciência, resolveu rezar. -Mãe, diz aquela "entre as senhoras". E lá rezamos a Ave Maria. Uma pequena beata, a patroa mais nova.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A adolescente que ainda vive em mim

Há músicas que me fazem perceber que ainda há em mim um pouquinho da adolescente tonta e romântica que ficou lá atrás.

Esta é uma delas.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A novela do Panteão

Chamem-me fútil, mas estou a adorar a novela do Panteão. Prefiro mil vezes ligar a televisão e vê-la, logo ao começar o dia, do que ser confrontada com notícias sobre o défice e o desemprego.

Embora comece a tornar-se enfadonha, admito, tem de tudo um pouco para nos prender ao ecran.

Penso que podiam ter ido um pouco além no enredo. Parece que, afinal, o jantar não ocorreu entre os túmulos, mas numa sala adjacente o que, confesso, me desiludiu depois de ter imaginado um cenário mais dantesco que metia velas acesas e tudo.

A cena do pedido de desculpas do organizador da Web Summit traz um pouco de humor. Tem piada, sentir necessidade de pedir desculpa por fazer algo admitido pelo Estado português, não tem? Para além de dever provocar um sentimento algo estranho em relação aos portugueses. Um povo meio tolo, diria eu se fosse irlandesa.

A indignação sentida pelo nosso PM. A discussão política em torno da trama. Tudo ingredientes de primeira para alguém como eu, que já pisou dezenas de túmulos em visitas culturais e de lazer a igrejas e outros monumentos, e até casou entre dois deles. Numa igreja também, diga-se.

Peço desculpa se não me sinto indigna.

sábado, 11 de novembro de 2017

30 Anos! Como está crescida a minha bebé mais velha.

A notícia de que iria ter mais uma irmã foi, creio que já o tinha dito por estas bandas, a primeira das melhores que recebi na vida.

 Fiquei eufórica e creio que fui acometida por uma maternidade psicológica que me levou, entre outras coisas, a gastar parte da semana em cromos das Spice Girls para dar à pequena.

Muitas vezes a ouvi dizer-me que se a mãe não lhe dava certas ordens, não seria eu que o faria.

A minha bebé mais velha faz hoje 30 anos e eu estou numa emoção que não se aguenta.

Parabéns Xuaninha. Que sejas sempre muito feliz.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Mãe, tu já és adulta?!

- Mãe, tu já és adulta?!
- Claro que sou, porque perguntas isso?
- Pareces tão nova!!!

E pronto, era só para partilhar isto.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A que temperatura morrem as lagartas?

Dúvida do dia, até  para por questões caseiras - a que temperatura morrem as lagartas?


Pela Vida, sempre

Como sabem, a defesa da Vida é uma das causas que me diz muito.

Não só fui concebida em circunstâncias que, para muitos, justificariam um Aborto como vivi uma situação de doença durante a qual o Aborto foi falado (ainda que remotamente, e nunca como algo que tivesse de decidir).

Para além disso, sobrevivi à dita doença cuja taxa de sobrevida era (há 8 anos) de 65% dado o estadio IV do bicho. Por isso quando vi a divulgação da caminhada promovida pela ADAV no passado fim de semana, não hesitei.

Participar nesta caminhada pela vida, juntamente com as minhas patroas, a quem dei  a vida que me devolvem diariamente, foi uma emoção indescritível. Pela Vida, sempre.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A sementinha do pai

Não sei quem teve a ideia de usar a imagem da sementinha que o pai dá à mãe para explicar às crianças a origem da vida, mas devo dizer que foi brilhante... até certo ponto. A explicação relativa à sementinha do pai consegue originar reacções distintas e de uma complementaridade improvável. Ternura e explosão de riso andam lado a lado neste processo e as questões sucedem-se, deixando-nos encavacados. Se a sementinha é pequena como é que o pai conseguiu vê-la para a dar à mãe? A sementinha sabe mal? O que acontece ao bebé se a mãe morder a sementinha? Estas são algumas questões que temos ouvido por estes dias mas que, piada à parte, evidenciam que a explicação da sementinha começa a ser claramente insuficiente. Por agora, a coisa vai passando entre os pingos da chuva mas desconfio que será por pouco tempo. Um dia teremos de explicar a coisa mais cientificamente. Socorro ...

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Paternidade/sacerdócio

Hoje chamou-me a atenção a notícia sobre um padre português que assumiu a paternidade de uma bebé. Não sei os contornos do caso, nem me interessam na verdade. Sei só que: 1.º O Padre violou o voto de celibato 2.º A assunção da paternidade será, numa interpretação literal das regras da Igreja, inconciliável com o sacerdócio Esta será a visão crua da história, concorde-se ou não com o celibato dos sacerdotes (e eu não concordo, de todo). Acontece que se há situações em que não nos devemos ficar pela literalidade das regras, esta é uma delas. Algo me diz que este Padre violou o voto de celibato mas não o de castidade. A educação no Amor, um dos propósitos da Igreja e sinónimo de castidade, fez com que este padre assumisse a paternidade perante o mundo. Algo muito corajoso e ao alcance de poucos, neste contexto. Um verdadeiro acto de Amor. Seria certamente muito mais fácil esconder esta realidade, mudar de terra e apresentar a sobrinha ou simplesmente partir sozinho para longe, deixando que as memórias se fossem esvaindo. Mas isso sim iria contrariar tudo aquilo que a Igreja significa. Amor. Que esta família seja feliz, em comunidade. Que os homens que fazem as leis humanas as corrijam, de modo a que deixem de fazer do celibato um impedimento a verdadeiras vocações paternas e pastorais.

Falso Alarme

Tudo está bem, quando acaba em bem, diz o povo. Afinal, tudo não passou de um falso alarme. As LOL não esgotaram em todo o Aveiro e uma já mora lá em casa. Iupi, iupi.

sábado, 4 de novembro de 2017

É o drama, um horror

É o drama,um horror. As LOL estão esgotadas nos hipers de Aveiro. Coitadinhas das minhas patroas. Como sobreviverão a tal desilusão.

Assédio moral

Caminhávamos as três, lado a lado. De repente percebi que a patroa mais velha havia parado uns metros atrás. Parei também e chamei-a para que se juntasse a nós. A resposta foi surpreendente - " Rica mãe, perdes uma filha e nem reparas! Se fosse dinheiro, davas logo conta!". Estarei a ver mal ou isto cabe no conceito de assédio moral?

Mais vale tarde que nunca, mas é lamentável que nos acostumemos a viver com esta máxima

Foram precisas 38 queixas de violência e racismo na Urban Beach, e umas providenciais filmagens mediatizadas, para as entidades se mexerem. Bom sei que mais vale tarde que nunca mas há situações em que esta máxima não é de todo aceitável. Que os agressores sejam punidos exemplarmente e tratados àquilo que, eventualmente, terão dentro do crânio.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Gosto

Gosto particularmente do refrão desta música "Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar", que me inspira a prosseguir.

Gosto do Palma. Gosto desta Resistência e de cada um dos seus elementos individualmente.

Gosto de tudo, basicamente. Espero que gostem também,


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Halloween 2017 - se a professora diz, temos de obedecer

Na terça-feira, a patroa mais velha foi para a escola trajada a rigor (modéstia à parte, a garota dá uma linda bruxa). A unica condição que a professora colocou foi que não usasse adereços na sala de aula.
Diferentemente, na sala da patroa pequena não se comemorava de todo o Halloween.
E foi engraçado a serenidade com que encarou a situação e me disse "se a professora manda, temos de obedecer", algo impensável se por algum motivo fosse eu a emanar a directriz.
Abstraindo da pontinha de inveja que me assola, há a realçar a linda relação de respeito que a pequena tem com a professora, bem rwveladora da forma como esta a soube cativar.
Nada mais tranquilizador para uma alma materna.

Halloween 2017 - 1.º grande choque geracional dentro de portas

O Halloween 2017 ficará marcado na hsitória da família como o 1.º grande choque de gerações.

O papá, esquecendo-se que nasceu no século passado, a defender a tese de que é algo importado e não faz parte da tradição portuguesa. As crias, que participam em actividades de Halloween desde que são gente, a contrapor.

E assim se passaram alguns jantares a discutir o sexo dos anjos. Inevitável a estafada evidência que "a tradição já não é o que era!".

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Caminhada Solidária pela Vida - é já 4 de Novembro



Bom dia! Bom dia!

No próximo dia 4 de novembro, pelas 16h00, a ADAV-Aveiro, Associação de Defesa e Apoio da Vida, promove em Aveiro, com início junto ao Cais da Fonte Nova, a 1.ª Caminhada 100% Solidária Pela Vida, associando-se assim à jornada nacional da Caminhada Pela Vida, que irá decorrer em Lisboa e no Porto nesse mesmo dia.

 Caminhada, para além de celebrar a Vida em todas as suas vertentes, juntando pessoas de todas as idades, tem também um propósito muito específico que é o de apoiar a ADAV Aveiro (https://www.facebook.com/ADAV-Aveiro-IPSS), uma IPSS que se dedica ao apoio de jovens mães do distrito de Aveiro e dos seus bebés e famílias.

Nos últimos 8 anos (2010-2017), a ADAV – Aveiro apoiou 242 grávidas, 14 delas menores de 18 anos, e 553 famílias com filhos até 3 anos. Este apoio foi dado não só em géneros alimentícios, mas também em apoio jurídico, apoio de dentista e de preparação para o parto. Foram apoiadas 1323 crianças.

Pessoalmente, parece-me a maneira perfeita de terminar uma semana em que lembraremos de forma especial os nossos mortos. Honrá-los, celebrando a vida.

As inscrições podem ser realizadas via email ou aqui: https://goo.gl/EFkuzw

Participem!
 
 
 
 
Por isso, no dia 4 de novembro, gostaríamos de juntar nesta caminhada, pelo menos, meio milhar de pessoas

sábado, 28 de outubro de 2017

Greve

Ontem, ao assistir`a entrevistas feitas a utentes de hospitais afectados pela greve, veio-me à memória uma frase que uma professora me ensinou há anos. "Ninguém é uma ilha de si próprio".

Todos os entrevistados foram unânimes em perceber os motivos dos grevistas, mas ....não deixavam de dizer que, apesar disso, eles deviam pensar nos utentes. O mesmo discurso foi replicado pelos pais dos alunos mandados para casa.

Resumindo e concluindo. Fazemos todos falta uns aos outros. Por isso vivemos em comunidade ou sociedade, se preferirem a terminologia.

Escolha surpreendente

Quando disse às patroas que a arruada de Halloween do CPE coincidia, parcialmente, com a catequese e por isso não poderiam participar desde o início, a mais pequena começou a estrebuchar e dizer que não ia.

Contrapus logo e, com voz autoritária, disse-lhe que não poderia faltar à catequese. Que os compromissos são para cumprir, bla, bla, bla.

Eis senão quando, a cachopa me arruma quando interrompe o meu ralhete para dizer "mas eu NÃO QUERO ir ao basket; QUERO IR à catequese!".

Toma lá, que é para aprenderes,

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Falta de aviso. Mea Culpa, Mea Culpa.

-M - Olha, tinha pensado ir comprar-te alguma coisa para o Halloween mas depois desta cena de mau comportamento já esqueci a ideia.

- L - Mas tu não me avisaste!

Perante isto só me resta um assumir de culpas e a promessa, pública, de amanhã,
antes do habitual bom dia,  emitir o necessário aviso. "Meninas têm de se portar bem, senão a mãe passa-se e não vos compra nada para o Halloween".

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Foi por um triz

T - Mãe, quem é o pai Natal?
M - É um segredo muito bem guardado. Ninguém sabe!
L - O Pai Natal é como o bikudo!
T - Mãe, o bicudo pode ser várias pessoas?
M - Pode.
T - Ah ..... então ......
M- Então o quê? (nota -voz trémula)
T - Então, eu posso vir a ser o bicudo um dia ....

Ufffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

Somos todos muito solidários

Tragédias como estas causadas pelos incêndios, trazem à superfície o melhor que há em cada um de nós, sem dúvida alguma.

E isso vê-se pela mobilização da população que não hesita em colaborar com quem perdeu tudo, doando aquilo que tem a mais ou até, acredito que em alguns casos, privando-se de algumas coisas.

E isto é bonito de ver, mas não deixa de revelar o outro lado. O do frenesim em que vivemos diariamente e frequente alheamento face às dificuldades do vizinho do lado.

Não devia ser preciso chegar ao Natal ou haver estas tragédias para nos lembrarmos de quem precisa.

Mais que isso, dar algo que nos sobeja não devia bastar para nos serenizar a consciência e achar que fazemos tudo o que está ao nosso alcance por aqueles que precisam até porque há muito quem esteja carente de atenção, o que se supre com tempo e não bens corpóreos.

Outra coisa, frequentemente esquecida, é o respeito por quem recebe. Por paradoxal que pareça, desrespeitamos com frequência aqueles que queremos ajudar porque, pura e simplesmente, não olhamos para eles para perceber de que necessitam.

Lembra-me uma história, ouvida em tempos, de um conjunto de pessoas que resolveu ajudar uma família, a questão é que todos levaram açúcar e os elementos da família eram diabéticos. Pois ...

Qual de nós nunca se achou no direito de achar saber o que o outro precisa e se sentiu até ofendido pelo facto de o outro não ter dado pulinhos de contentamento ao receber a ajuda, provavelmente, dispensável no caso concreto em que outras necessidades imperavam.

ESTE post da minha mana benjamin faz-me, porém, continuar a acreditar na capacidade que temos de ver e ir além dos nossos horizontes. Perceber que o outro é nosso semelhante. Não é "um pobre".

Aquilo que até ela pensou ser lirismo é o que nos falta, grande parte das vezes. É verdade, há quem não goste de chocolate. É um direito legítimo que assiste, mesmo "aos pobres".

E, no caso, ainda que quem recebeu possa não gostar da escolha, houve pelo menos o cuidado de pensar num semelhante.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Encantamento

A raposa e a cegonha. Esta é a história que fica na história da minha cria mais velha. Na minha memória, eternizado, o momento que partilhei AQUI , no qual percebeu que já sabia ler.

Agora, e no normal seguimento da vida, segue-se-lhe a cria mais pequena na sua teimosia (ou será persistência?) a insistir em ser ela a ler o livro novo e a arrancar-me lágrimas de riso com a narrativa.

P, o, esta não sei; m, o, esta não conheço ....

Deixam-me sempre num estado de encantamento, os primeiros passos das minhas bebés.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Dia Mundial da biblioteca escolar

Como grande amante de biblioteca, não podia deixar passar em branco o Dia Mundial da biblioteca escolar.
Hoje lembro-me com especial carinho da biblioteca do ciclo, onde gostava de passar a hora de almoço. E tenho a alegria de ver as minhas crias encantadas com a descoberta da leitura, seguindo-me os passos no gosto por bibliotecas.
Não há nada como viajar e sonhar através das páginas de um livro. Adoro.

Só que não!!!

Estão cansados? Doi-vos a cabeça? O melhor que podem fazer é enfiarem-se num pavilhão o ouvir dezenas de bolas de basket a bater no chão.
Só  que não!!!
Não fora os diospiros que me esperam em casa, e vou devorar depois de os carregar de canela, atirava-me para o chão a espernear!

Tintin, o oftalmologista

Acabo de descobrir um dos segredos mais bem guardados da história. O Tintin não é jornalista, tal como diz. O safado é oftalmologista e acaba de me dizer que tenho de marcar consulta rapidamente, se quiser ler as suas aventuras.
Bem vinda aos 40.

domingo, 22 de outubro de 2017

Lápis azul

Após ouvirmos a palavra estúpida pela milésima vez, o lápis azul entrou em campo.
Vai daí, o último insulto do dia foi um elevado "és pobre e mal agradecida".
Patroas chiques, as minhas.

Sensível, eu?

Por momentos baixou a guarda e distraidamente começou a fazer cafuné à  irmã que, deliciada, aproveitou para pedir ajuda.
-Ajuda-me a tirar a camisola, maninha!
Aquela voz despertou-a, levando-a a reentrar na carapaça  mas não sem antes advertir a irmã - Tita, não sejas carente!

sábado, 21 de outubro de 2017

Dar de graça

Por estes dias, enquanto completava a colecção de cartas do PD, a patroa mais velha mostrou-me vezes sem conta aquelas que lhe tinham sido dadas "de graça".
Lá lhe explique, outras tantas vezes, que aquilo que é dado não tem contrapartida pelo que não precisava da acrescentar o "de graça".
Terá tempo para perceber que no mundo dos crescidos a coisa não é assim tão linear e há almocos só aparentemente grátis.
Divagações à parte, temos uma montanha de cartas repetidas para dar "de graça" e, por favor, sem contrapartidas. Os interessados que se acusem.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Menino Jesus da Cartolinha

 
 
Em plena sé de Miranda do Douro, deparei-me com um altar dedicado ao Menino Jesus da Cartolinha, cuja lenda desconhecia.
Existem várias teorias quanto à origem da veneração deste Menino Jesus mas ninguém pode assegurar qual a mais fidedigna. Contudo isso será, passados tantos anos, irrelevante. Importante é preservar estes tesouros da nossa história, em especial aqueles que estando no interior do país estão mais escondidos.
Vale a pena a visita a Miranda do Douro e ao seu protector. 
 
 
 
 
 



Sou uma mãe horrível!

-Mãe, onde estão as bolachas que compramos no fim de semana?
-Levei-as para comer no trabalho?
- Sabias que eu gosto delas e fizeste isso?!!! É por coisas destas que tenho de mudar de mãe!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Se não fossem eles!

Das várias coisas que me têm marcado ao ouvir as pessoas afectadas pelos incêndios, uma é a frase "se não fossem eles, fechava", dita por vários empresários referindo-se aos seus trabalhadores.
Não sei se sentem o mesmo mas a mim tem um efeito reconfortante e renovador da esperança na humanidade.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Explicações caseiras

A pouco, entre insultos e arranhões, a Leonor começa a mostrar o seu instinto de mana mais velha e assumiu a tarefa de lhe dar explicações. Hoje a lição versou a escrita, difícil, do algarismo 2.
Enquanto espreito as explicações, o meu coração vai dando pulinhos de alegria e orgulho nestas duas crias a cujo crescimento assisto com grande encantamento.

Recomeço

 
 
 
Logo que me levantei, o meu impulso foi abrir a janela para sentir o cheiro da terra molhada. E que diferente é ele hoje, dominado pela preponderância das cinzas.

Ainda assim, acredito que esta terra molhada simbolize o recomeço. Portugal terá, literalmente, que se reerguer das cinzas e recomeçar muita coisa. E recomeçar é, no caso e a meu ver, muito diferente de regressar à normalidade já que essa tem os resultados desastrosos que vem.

Que os resultados do famoso estudo independente sejam bem interiorizados por todos e acima de tudo saiam o papel. Que a prevenção seja uma realidade. Que todos, sem excepção, aprendamos com isto. Que nunca mais se repita. Isso será recomeçar.

NOTA - tirei esta foto há mais de uma semana, depois de passar por várias áreas ardidas, precisamente por me lembrar um recomeço. O negro, ponteado aqui e além por sinais de vida a querer irromper.

Vamos recomeçar, cada um à sua maneira.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Bem feita!

Quando era miúda, andei muito tempo chocada com o facto de a minha mãezinha não nos deixar com as 2 bonecas da sua infância que tinha lá em casa.
Passado algum tempo lá acedeu aos nossos pedidos e, como seria de prever, a coisa correu mal. Conseguimos partir logo a cabeça de uma, de plástico rígido. A outra resistiu mais algum tempo mas também levou caminho.
Não deixarei de me penitenciar pelo desaparecimento das bonecas. Como castigo, deparo-me agora com as roupinhas que as patroas vestiram no dia em que nasceram, e guardei com tanto carinho, espalhadas pela casa, vestidas nos meus netos de plástico. Algo me diz que por mais que as volte a esconder, tornarão a descobri-las.
Bem feita!

Desolada

Quando saí casa ontem ao final da tarde, senti o cheiro intenso a fumo  e vi a negritude das nuvens mas estive longe de ter noção do que se estava a passar no país.

Só esta manhã caí na triste realidade de vidas perdidas; casas e carros destruídos; centenas de postos de trabalho em causa; chuva que não cai e memórias demasiado curtas.

Triste e preocupante demais. Estou desolada com a situação e sinto-me impotente perante tamanha catástrofe que levará anos a ser resolvida.

Anos que não podemos esperar para que surjam medidas que evitem novas catástrofes.

Anseio por chuva, que apague o fogo e não as memórias dele. Para que não estejamos sempre a falar do mesmo.

A minha solidariedade vai para os mais directamente afectados, neste momento que a todos afecta.


domingo, 15 de outubro de 2017

"Tá queto!"

No próximo ano, os pais de estudantes deslocados vão poder deduzir ao IRS as despesas com o alojamento, o que é algo da mais elementar justiça.
Agora é só terem a sorte de encontrar um senhorio que emita recibo, que a malta quer bons cuidados de saúde e reforma jeitosa, mas pagar impostos  "tá queto", como se diz na terra do meu homem.

sábado, 14 de outubro de 2017

Convicção abalada

-Mãe, quando tiver 10 anos dás -me um telemóvel?
-Não!
-Porque as crianças de 10 anos não precisam de telemóvel para nada!
-Mas todos têm e eu também vou precisar. Imagina que há um em que não tenho aulas à tarde e o avô se engano. Vou ter de o contactar!

Xeque Mate!

Voltei à catequese

Ontem voltei à catequese, para acompanhar a patroa mais nova. Na nossa paróquia, como devo ter explicado há dois anos, optaram pela chamada catequese familiar. Os pais acomoanham os meninos e depois, nos respectivos grupos, vão -se debatendo alguns temas e partilhadas experiências.
Sou particularmente fã deste modelo que me parece fazer todo o sentido. Como dizia um dos animadores, só podemos transmitir aquilo que conhecemos. Se eu quero transmitir princípios e valores cristãos, tenho de conhecer Cristo. Pessoalmente, tenho muito mais que fazer numa sexta-feira à noite do que entrar em piloto automático e levar a cachopa à catequese só porque "faz parte".  Vou porque saio sempre enriquecida. Há sempre uma imagem ou palavra que inquieta e deixa a pensar no "quem sou, que faço, para quê" coisa que, por mais confortável que seja, o sofá não consegue.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Como é que se apanha cancro?

Cá em casa temos como princípio falar abertamente sobre cancro. A mamã, outros familiares e amigos já o tiveram ou têm. É uma realidade incontornável. Acima de tudo queremos que saibam a verdade. É uma coisa má, mas não tem de ser um bicho papão.
Claro que não é nada fácil explicar isto às miúdas e quando nos perguntam, como ainda há  dias, como é  que se apanha cancro a primeira reacção é a de hesitação. Felizmente o papá, com a sua sensatez, é  optimo nas explicações e muito sensível na identificação do ponto até onde devem ir.
Eu , confesso, fico-me pela cabeça baixa e pela luta no sentido de desfazer o nó que se me cria na garganta já que a carga emocional da temática, no que tem de mau bom, é gigantesca.

Mãe, a polícia foi à minha escola!

-Mãe, hoje a polícia foi à minha escola!
-Porquê?! O que aconteceu?!!!
-Foi dizer-nos que quando andamos de bicicleta devemos usar capacete, joelheiras, cotoveleiras e aquela coisa para as maos.
- Também foi à  minha! Sabias que devemos pôr fita cola na câmara dos computadores e ter cuidado com as fotos que colocamos na internet?

Conclusões

1- sou uma pateta que continua a ter o impulso de associar a polícia a coisas más

2 - estas acções da escola segura são muitíssimo valiosas. Por mais que possamos abordar as questões com os nossos filhos, para eles nunca saberemos tanto como um polícia.

Espero que repitam a iniciativa muitas vezes e por todo o país.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Alguém tem de o dizer

Há verdades que têm de ser ditas e o papel, ingrato na verdade, tem de ser cumprido por alguém.

No caso, a Leonor fê-lo espontaneamente.

"Tita, tu não precisas de um médico do corpo. Precisas de um médico da cabeça!".

Jantares animados, os nossos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Pobretes mas alegretes

Ao ouvir o resumo da acusação que o Ministério Público deduziu contra o, presumível inocente, José Sócrates, veio-me à ideia a velha piada "só eu é que não tenho amigos destes". Para, logo a seguir, descer à terra e recordar uma expressão que ouvi muitas vezes aos meus pais "pobretes mas alegretes". Os meus Amigos são os melhores, mesmo que não me paguem mesada.

Independência suspensa


No sábado passado, em passeio por Zamora, fomos dando conta das bandeiras espanholas que ornamentavam muitas janelas ao longo da cidade, tal qual se viu em Portugal após a vitória no Euro 2016, só que aqui com outro significado. Vimo-las como apelo à união que alguns teimam abalar.

A dada altura, deparámo-nos com uma praça do centro histórico repleta de gente com bandeiras, hasteadas ou simplesmente a decorar carrinhos de bebé.

O que me impressionou foi a serenidade daquela manifestação, numa praça que hora e meia estava praticamente vazia. Não havia palavras de ordem, somente pessoas que conversavam normalmente e só chamavam a atenção pelo facto de ostentarem uma bandeira do seu país. 

Assim sim, se defendem ideais e promove a união, independentemente das diferentes convicções. Pacificamente.

Neste momento, a Catalunha tem a sua independência suspensa seja lá isso o que for. Quero acreditar que o argumento apresentado para uma declaração política que, à primeira vista se assemelha a um "bate e foge", seja sinónimo de uma réstia de bom senso e que esta réstia impere, para bem de todos.






terça-feira, 10 de outubro de 2017

Maria Sangrenta

Juro que se apanhasse a alma iluminada que se lembrou de trazer à baila a velha lenda da Maria Sangrenta (Bloody Mary na versão mais internacional), lhe tirava o escalpe.

Anda-me a patroa mais velha cheia de medo da figura que, sorte a nossa, só sairá do espelho à meia noite e se tivermos doze velas acesas (na versão conhecida cá em casa) o que reduz muito a probabilidade de tal suceder.

Seja como for, é parvo como tudo andar com estas histórias para assustar crianças.

Haja pachorra.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

Encantada

Quanto mais conheço deste nosso cantinho à beira mar plantado, mais fico apaixonada.
A celebração de uma década de vida em comum, trouxe-nos até Miranda do Douro  e estou encantada. Esta terra merece todas as visitas que lhe possamos fazer. E a carne ... ai a carne. Qualquer coisa de endoidecer. Em breve, mostrarei algumas fotos que temo não conseguirem fazer jus à sua beleza.Só vendo, ao vivo e a cores.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

10 anos!

Muita coisa aconteceu no mundo, e na nossa vida, nestes últimos 10 anos.
Casamos, tivemos duas filhas. Pelo meio, a batalha com mr. Hodgkin. Risos e lágrimas, abraços e turras. 
Em Portugal tivemos a visita da Troika, mas ganhámos o Campeonato da Europa de Futebol e o Festival Eurovisão da Canção.

Uma vida cheia, como deve ser.

E no dia de hoje, a certeza de que aquilo que nos une e temos vindo a construir é incomparavelmente maior e mais sólido do que no dia em que tudo começou - 6 de Outubro de 2007.

E viva o Amor!













quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O meu receio revelou-se infundado

Passado quase um mês  de aulas, é com enorme alívio que percebo que o meu receio quanto à  adaptação da Tita à  escola era infundado.
A minha patroa mais nova está a revelar-se uma aluna empenhada, ainda que alvo avessa aos trabalhos de casa.
Um orgulho, este meu pequeno furacão.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A minha oração favorita

Há uma oração que conheci na escola primária através do professor Pereira e, definitivamente, faz parte da minha vida até porque tenho  bênção de me cruzar diariamente com pessoas que a assumiram como lema e colocam em prática.

Uma delas é, claro, a minha avó.

Confesso que não me recordava o autor, mas o facebook tem este lado bom de nos chamar a atenção para dias evocativos de pessoas e relembrar as suas obras.

Assim, no dia em que se homenageia S. Francisco de Assis, partilho convosco a minha oração preferida:


"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive
para a Vida Eterna".

Desarmada

Provocou-me, testou todos os meus limites de paciência e quando me viu prestes a explodir, puxou-me para ela, enquanto dizia  "vá, anda cá  mãe querida".

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Até tenho medo de perguntar

Neste preciso momento, tenho uma criatura de 8 anos a escrever uma lista das coisas que quer para o Natal. Ainda não a ouvi falar no velhinho das barbas brancas? Será que foi invadida pelo cepticismo? Até tenho medo de perguntar.

Individualista

A cria mais velha terminou o dia a chorar porque uma coleguinha lhe chamou individualista. O meu instinto de protecção fez com que tivesse vontade de ir ter com a menina que fez a minha chorar e lhe desse um ralhete. A minha sensatez levou-me a procurar as palavras mais correctas para lhe mostrar que só devemos valorizar o que é, de facto, importante e ignorar as patetices. É bem possível que a minha cria tenha sido individualista na jogada e tem de saber aceitar críticas, mas tem também de perceber que não se pode melindrar com coisas poucas. Consegui serenizar a cachopa, mas custou-me a evidência que jamais lhe evitarei todas as lágrimas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Expressão de dizer!

-Cala-te, mãe!
-Tita, não se fala assim para a mãe!
- Ai pá, é só uma expressão de dizer!

Isaltino, desatino?

Assim, de repente, esta reeleição do Isaltino é um desatino. Contudo, gosto de possibilidade romântica da regeneração e capacidade de acolhimento da sociedade no sentido de uma plena reinserção. Afinal, as penas não podem ser meramente punitivas ou estaremos perante o falhanço total do sistema. Se em 3, se conseguir a reabilitação de 1, não será mau de todo.
Qualquer que seja a teoria, será sempre um case study.

domingo, 1 de outubro de 2017

Ler com o coração (no sentido literal)

Um dos exercícios que a Tita trouxe para fazer em casa no fim de semana, passava por ler em voz alta as palavras que conhecia de entre um conjunto escrito no livro.
De repente ouvia-a dizer "padrinho". Estranhei, pois não é uma palavra propriamente fácil para miudos do primeiro ano, e fui dar uma espreitadela ao livro. Lá estava a palavra "rua", muito semelhante a padrinho  Rui que, embora sendo da mana, está sempre no coração da jovem aluna.

sábado, 30 de setembro de 2017

Triste e desiludida

Bem sei que, aos 40, não era suposto ficar triste e desiludida com a pobreza de espírito alheia mas a verdade é  que  acontece e hoje foi um desses dias.
Desafiei o meu pai para reeditar uma tarde de bola no Mário Duarte, levei as cachopas e o peluche do Beira Mar e achei que teria uma tarde em cheio. Lamentavelmente, estavam lá também uns energúmenos que acharam  por bem insultar e dar socos no banco de suplentesa da própria equipa e originar um momento muito feio, com agressões à mistura. Felizmente as pequenas não se aperceberam, entretidas que estavam a tentar perceber as regras do jogo.
Sei que aquelas pessoas nada dizem quanto aos verdadeiros adeptos do meu clube, mas custa-me muito vê-las de camisola amarela, dizendo-se beiramarenses. Quanto aos que exibem os troncos nus, devia haver alguém que lhes explicasse que a imagem não dá estilo. É simplesmente patética.

Dia de reflexão

A minutos do chamado dia de reflexão é inevitável recordar o meu avô e o seu apeumo em dia de eleições. Manhã cedo, lá vestia o seu fato e ia votar com profundo sentido de dever cívico. Foi isso que me transmitiu e é assim que vejo o acto de votar. Muito mais que um direito pelo qual muitos ainda anseiam, um dever que cada um de nós deve cumprir pelo simples facto de viver em sociedade e não se poder demitir das suas responsabilidades enquanto cidadão. Decidir o melhor.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Engana-me que eu gosto

Numa das nossas conversas de fim de dia, disse à Leonor que daqui a pouco tempo ela já não quereria a mãe nas festas, com ela.
A cachopa levou o comentário como um ultraje e, com cara de quem ficou magoada, assegurou que era mentira e me iria querer sempre junto dela. Como exemplo deu o facto de eu ser adulta e ter a minha mãe nas festas.
Achei uma ternura, a reacção e adoraria que assim fosse sempre. O mais certo é existir um hiato de duas décadas entre deixar de me querer com ela e voltar a deseja-lo. Terei que me conformar. Seja como for, gostei de ser enfanada.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Desafio-vos

Hoje resolvi desafiar quem me lê a tentar resolver uma ficha de matemática do terceiro ano, sem colocar em causa a sua capacidade de raciocínio.
Aproveito para pedir,  aos pais que já passaram por lá, que me digam quantas vezes esperaram pelo final do dia seguinte para perguntar aos meninos se as respostas estavam todas certas.
Já agora, voto num manual com soluções de acesso restrito aos papás.

sábado, 23 de setembro de 2017

É bonito, pá!

Sair e cruzar-me com sorrisos, até  agora, desconhecidos; ouvir a mistura de slogans emitidos pelos altifalantes de carros circulando em direcções literalmente opostas; as tricas dos compadres, de fazer inveja às melhores novelas mexicanas. Tudo um mundo que vibra de forma diferente.
É bonito, pá! Estes tempos vão deixar saudades.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Memória afectiva e memória musical, essas resistentes

No meu último post , dizia que o Alzheimer não mata a capacidade de receber Amor. Fiz esta afirmação com base em conhecimento empírico, fruto do contacto próximo que tenho com vários pacientes.

Muitas vezes me dizem que gostariam de visitar a minha avó, mas têm medo de não ser reconhecidos.

E, com elevadíssima, probabilidade será isso que acontecerá. Da mesma forma que, muitas vezes, não nos reconhece a nós, filhos e netos, mas o sorriso que devolve quando nos vê é inequívoco quanto à sua memória afectiva. Isso vos garanto.

Da mesma forma, ficamos encantados ao vê-la cantarolar músicas antigas, ainda que com letras mais ou menos "aldabradas".


A evidência destas conclusões consta deste ternurento vídeo.


Conclusão, quem recebe manifestações de afecto e cantarola seus males espanta.






quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Alzheimer

Não podia ir dormir  sem fazer uma referência ao Alzheimer, naquele que é o seu dia mundial.
Esta doença, a mais frequente forma de demência, toma conta da memória e corpo dos pacientes que progressivamente vão perdendo as faculdades mais básicas. Para as famílias é das provas mais duras que conheço. O desconhecimento e a falta de estruturas de suporte são lacunas que urge preencher. A sensação de impotência ao assistir à degradação dos mais queridos provoca uma dor dilacerante. Mas há uma coisa que o Alzheimer não mata, a capacidade de receber Amor. O paciente até pode não nos reconhecer, mas consegue sentir quando está perante alguém que o ama. E falo com conhecimento de causa.  Seria importante que todos nós nos informassemos sobre esta realidade e acarinhassemos pacientes e cuidadores, tantas vezes injustiçados por julgamentos populares de quem está longe de saber o que diz. A todos os cuidadores expresso a minha profunda admiração.

Mudança de género - toda a gente sabe que aos 16 anos mandam os sentimentos

Ao ler sobre a proposta de lei do BE relativamente à mudança de género, a pergunta que me ocorreu foi "mas cabe na cabeça de alguém que um miúdo de 16 anos, com base em sentimentos, tenha autodeterminação para este tipo de decisão?".

Depois caí na real e percebe que sempre que se começa uma frase assim é porque, efectivamente, a ideia passou pela cabeça de alguém.

E toda a gente sabe que, aos 16 anos, os sentimentos mandam e são naturamente imutáveis (só que não, diriam as minhas filhas)

Vale a pena ler ESTE post do Filipe de Avillez, que escalpeliza muito bem o documento


Interessante também ESTA entrevista, que aborda o (falso) feminismo e as consequências que estas lutas podem produzir nas crianças (NOTA - trata-se de alguém que se assume como lésbica)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Os miúdos não têm culpa

Ontem a Leonor contou-me que um miúdo mais velho chamou o grupo de amigas em que ela estava e começou a mostrar-lhes videos de músicas infantis, intercalados com outras para crescidos, e terminou a mostrar-lhes fotos de mulheres de rabo ao léu. Tudo se passou na escola e o miúdo terá, no máximo, 12 anos. Estando em plena fase da parvoeira, não me admiro com a ideia pateta que teve. Questiono-me é  porque é que se dão smart phones a miúdos tão pequenos e se deixa que eles o levem para a escola. Pior que isso, questiono-me como se deixa esses catraios aceder à  net sem qualquer tipi de controlo.
Presumo que a culpa seja dos primeiros pais que o fizeram. Sei que deve ser extremamente duro para os pais resistirem à  chantagem do "só eu é que não  tenho; vão gozar comigo", mas convenhamos que é preciso ter alguma capacidade de discernimento.
Felizmente a minha Leonor percebeu que aquilo era uma tontice, afastou-se e partilhou comigo a história, mas podia ser diferente. Depois das fotos de rabos ao léu , podiam vir outras piores.
E não me venham com a história da falta de funcionários. É claro que são poucos, especialmente se tiverem de vigiar a utilizaçãode smart phones. A culpa não é dos miúdos. Nem da escola.

Mentira boa

Disseram-me hoje que dou ares de ti, avó.
Que mentira tão boa de ouvir!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Candidatos da minha frequesia, ponham aqui os olhos

 
Fã que sou dos tesourinhos das autárquicas e de chouriços, e porque encher chouriços é algo a que vou estando habituada, não resisto a partilhar esta que para mim é a  mais brilhante forma de cativar eleitores que alguma vez vi
 
Pena tenho eu de não votar em Maximinos, Braga (se não estou em erro).
 
Daria gritinhos de alegria se ao abrir a caixa de correio me deparasse com este tipo de merchandising político.
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nossa Senhora de Fátima


Quis Deus que a minha Leonor nascesse no dia de Nossa Senhora de Fátima. Depois de uma gravidez atribulada, cheia de medos e angústias, recebi este presente nos braços e tive a certeza que,com ela e por ela, seria capaz de vencer todas as batalhas.
Vê - la na procissão, tão compenetrada, encheu-me o coração e uma vez mais agradeci a vida que tenho.

domingo, 17 de setembro de 2017

Nossa Senhora do Rosário rogai por nós.



 
 
 
 

 

Porque é que eu não deixo as minhas filhas terem brinquedos bélicos?

Cá em casa não entram brinquedos bélicos por  várias razões. Uma delas é o facto de terem muitas barbies que servem perfeitamente para fins similares aos das armas. Esta noite o galo cantou à conta de uma delas, impulsionada contra a cabeça da patroa mais velha. Um amor estas meninas. Muito mais calmas que rapazes, sem dúvida.

sábado, 16 de setembro de 2017

E quem protege os pais das práticas comerciais agressivas ?

Acabei de saber que voltaram as cartas do PD, ou seja vou ser pressionada até  ao tutqno para ir dar dinheiro a gastar ao tio Jerónimo. Estou lixada, basicamente.
Quem protege os pais das práticas comerciais agressivas? SOCORROOOOO!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Dia Mundial do Linfoma - pequena reflexão pessoal

Hoje é o Dia Mundial do Linfoma e, naturalmente, a causa toca-me particularmente.

O Linfoma é um cancro no sistema linfático, que é quase o mesmo que dizer que não tem propriamente um poiso definido.

No meu caso, linfoma de raça Hodgkin, as células ruins resolveram alojar-se acima e abaixo do diafragma o que conferiu ao bicho o estadio IV, levando a que o ataque fosse meramente químico, já que a radioterapia só faz sentido em tumores localizados (penso que não estarei a dizer asneiras quanto a esta última parte).

O que fez com que as minhas células começassem a trabalhar desordenadamente e dessem origem ao bicho, talvez nunca venha a saber. A ciência ainda não tem resposta para esta questão. Sabe-se só que, tal como os outros cancros, não é hereditário e muito menos contagioso.

Conclusões neste dia que é de consciencialização para a problemática:

- Há que ouvir o nosso corpo. Comichões, suores, gânglios inflamados .... podem, combinados ou isoladamente, podem dizer alguma coisa ou não. À cautela, convém esclarecer o seu significado.

- Não existe o "porquê eu"?! O tipo não é esquisito. Fui eu, como podia ter sido o vizinho do lado.

- Ter paciência e acreditar que, mais dia menos dia, perceberemos o "para quê"?, é decisivo não só  para o sucesso da batalha campal como para manter a saúde mental.

- Um diagnóstico de cancro não é, de todo, uma sentença de morte e os efeitos secundários da quimio nem sempre são uma fatalidade (a minha querida Tita e o meu rico cabelo que o digam).

- Por último mas se calhar o mais importante é, com cancro ou sem cancro, viver cada segundo sem desperdiçar um milésimo que seja de tempo. O tempo jamais será suficiente para tudo de bom que temos para viver. Deitá-lo fora não é loucura, é burrice mesmo.



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Primeiro dia de escola

Começou hoje a escola das patroas e pude confirmar que ainda que tivesse 10 filhos me ia emocionar sempre neste dia tão simbólico.
Para a Tita é todo um mundo novo que agora começa  e foi lindo de ver que, apesar dos muitos medos que sente, ficou feliz no meio dos amigos com quem partilha esta aventura.
Para a Leonor é o aumentar no desafio, na escola em que também andam os grandes e num ano que dizem ser muito exigente. A menha menina está preocupada, mas igualmente feliz com este recomeço.
Coube-me a mim acompanhar a mais pequena.
 O entusiasmo dos pequenotes a mostrar uns aos outros as mochilas novas, a atenção com que ouviram a professora, aquele ar de quem já é grande, são imagens que gravarei na memória. Na memória e no coração que, à  saída da escola, resolveu transbordar pelos olhos, devido à  alegria e gratidão pela graça de ter na minha vida,  o milagre que é a vida das minhas eternas bebés.
Vai correr tudo bem, tenho a certeza.

Mas elas não nasceram ontem?!

É já hoje que começa a nova etapa da vida das minhas patroas. A bebé já está no primeiro ano e a menos bebé no terceiro.
Por sua vez, a mana do meio faz 36 anos, enquanto a mais nova esta a dois meses dos 30.
Algo de estranho se está a passar. Elas não tinham nascido ontem?

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Um queixo suturado e um coração rachado

Quando duas manas resolvem guerrear num piso molhado e escorregadio, a coisa tem tudo para correr mal.

Felizmente não passou de um queixo suturado (o da patroa pequena) que, por sua vez, rachou o coração da mana que ficou condoída a ver o resultado da brincadeira musculada.

Apesar de me custar muito ver a minha bebé com o queixo escavacado, tenho de confessar que sempre achei que, no dia em que acontecesse um desastre, a coisa envolveria ossos partidos.

Bem vistas as coisas, poderia ter sido bem pior

Sonho cumprido por interpostas pessoas

Acho que já aqui confessei que um dos traumas que carrego desde a infância foi causado por uma promessa que me fizeram e ficou por cumprir - ir de anjinho na procissão.
Vai daí, houve que arranjar alguém em que realizasse o meu sonho. E vai ser em dose dupla. Adivinhem quem.
Domingo lá terei uma Nossa Senhora de Fátima e um anjinho de manto branco.


Ps. As patroas foram previamente consultadas e manifestaram vontade de ir na procissão

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Vai buscá-la

Bibiana Steinhaus, de seu nome, é mulher e deu origem àquilo que diz dever ser uma não notícia , ao ser a primeira a apitar um jogo na 1.ª divisão da Bundesliga, campeonato de futebol da Alemanha país, também ele, governado por uma mulher.

Como dizem no norte "Vai buscá-la". As mulheres podem chegar onde quiserem e sem quotas.

domingo, 10 de setembro de 2017

Desabafo de final de domingo

Depois de ter passado a tarde a tropeçar em bonecas, suas viaturas e demais acessórios  a arrumar roupa e papelada encontradas nos sítios mais inusitados, só me apetece electrificar portas e gavetas de armários.
O que vale é que amanhã é  segunda-feira.

Hoje este meu menino está de parabéns.

Faz hoje 8 anos que nasceu o Hodgkin, Logo Existo. Não lhe chamo um projecto pois nasceu espontâneamente e vai vivendo ao sabor de momentos e vontades. Sei só que é algo sem o qual já não sei viver.

Este meu menino tem-me dado muitas alegrias. Por aqui vão passando os meus desabafos, delírios, lirismos e partilhas. Este tem sido também a forma de verter para um diário o nosso crescimento enquanto família.

Aqui vou fazendo uma das coisas que me dá mais gozo escrever e interagir com conhecidos e desconhecidos.

A todos vocês que me vão acompanhando e incentivando a continuar, o meu muito obrigado.


Relembro aqui o 1.º post

sábado, 9 de setembro de 2017

Os livros! Chegaram os livros!

Ao ver a reacção das patroas à chegada dos livros escolares, revivo as minhas. A par com a ansiedade sentida com a aproximação do Natal e dia de aniversário, esta deve ser a maior que se vive a maior que se sente na infância. Folhear os livros pela primeira vez, escolher cadernos e plástico para encapar, é algo que fica na memória e é mesmo mágico ver as minhas meninas a sentir estas emoções todas.
Porventura o papá, a quem cabe a sorte de encapar livros e marcar dezenas de lápis e marcadores, não sentirá o mesmo mas alguém cá em casa terá de manter os pés na terra.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vamos lá acordar a padeira que há em nós!

14 anos depois, Portugal chega novamente à final do Mundial de hóquei em patins onde vai enfrentar nuestro hermanos da porta ao lado.
Vamos lá acordar a padeira que há em nós e relembrar quem manda. Força miúdos!

O pai Neves foi um precursor, manas



O meu pai nunca se preocupou em saber se as botas que nos comprava eram de menina ou menino, o que se aplicava a outras circunstâncias como cortes de cabelo (vejam como fiquei a 1.ª vez que fui ao cabeleireiro); comprou-nos uma pista de automóveis; levou-nos ao futebol.

E nós, naquilo que hoje percebo serem vistas curtas, sempre achámos que tudo se devia ao facto de  sonhar vir a ter um menino. Não há reunião familiar em que o pai Neves não tenha de ouvir piadas foleiras.

Caramba, como é possível termos sido tão cegas.

Basta estar atento a tudo que se tem vindo a dizer sobre a forma como se deve combater a desigualdade entre género.

O pai Neves foi um precursor, manas, e como todos os precursores um incompreendido.

E nós não temos nenhum trauma. Somos só umas machistas quadradas que acham que saias são coisa de mulher.

Marido atento

- Engordaste um bocadinho, não engordaste?


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Menina do papá

Ser menina do papá é ter as patroas entregues à porta, juntamente com um tupperware de caldo verde.

14 segundos

Bastaram 14 segundos de atraso para que a FIFA recusasse a inscrição do Adrien. 14 segundos, uma ínfima partícula de tempo, podem impedi-lo de jogar até Janeiro e prejudica-lo profissionalmente.
Este caso prático é bem elucidativo do valor de cada segundo. E tantos segundos se desperdiçam diariamente no mundo.  Vivamo-lo intensamente. Bom dia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O homem altera-me o sistema nervoso

Não sei que a vocês acontece o mesmo, mas a mim o Bruno de Carvalho altera-me o sistema nervoso. Não me conformo com a sorte do SCP. É escusado.

Bom dia

É frequente cruzarmo-nos, à saída  de casa,  com a pessoa mais simpática do mundo.
Pode ser segunda feira de manhã e estar uma borrasca que aquela senhora não só tem um sorriso na cara, como nos diz bom dia de forma alegremente.
Há dias perguntei-lhe  o nome e apresentá-mo-nos.
Ontem, quando nos cruzamos, ouvi o habitual bom dia, seguido agora de Susana. E soube-me tão bem que nem podem imaginar.
Por norma passamos uns pelos outros na rua e baixamos os olhos. Nem um sorriso trocado, muito menos votos mútuos de bom dia. Chegamos ao ponto de andar a fazer likes nas publicações de facebook de algumas dessas pessoas que conhecemos "de vista".
E às vezes basta um sorriso ou bom dia recebido na rua para nos animar o dia.
Bom dia a todos.
Obrigada D. Teresa. Hei-de agradecer-lhe pessoalmente, assim que nos cruzarmos novamente.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Notícia que, infelizmente, não me espanta


A NOTÍCIA que, infelizmente, não me espanta dá conta que um grupo de mães argentinas celebrou efusivamente o facto de a Direcção de um colégio católico ter cedido à sua pressão e mudado de turma uma criança com Síndrome de Asperger.

Desconhecendo todos os contornos do caso, não posso dizer nada quanto à decisão da Direcção do colégio que até admito possa ter tido como objectivo  proteger a própria criança dos colegas de turma e suas mães.

Não me espanta a reivindicação das mães. Não precisei de ir à Argentina para ver mães ofendidas pelo facto de os seus meninos terem de conviver com meninos especiais.

Na ânsia de encontrar o ambiente perfeito e asséptico para os filhos, há quem seja capaz das maiores barbaridades. Até discriminar crianças com problemas de saúde,em vez de promover o altruísmo e respeito pela diferença..

Pais e avós - guerrinha fofa


Enquanto neta que esteve anos sem conseguir comer ovos estrelados, depois de a minha avó ter passado outros tantos a dar-mos "porque a menina queria", acho deliciosa esta guerrinha fofa entre pais e avós que o Paulo Farinha tem vindo a descrever de forma magistral nas suas crónicas carregadinhas de humor do bom.

Provavelmente já conhecem os textos, mas não resisti à partilha. Leiam AQUI e vejam se reconhecem alguma situação que vos seja familiar.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

No percurso de Salreu da Bioria fomos muito felizes

Este domingo venci o medo, e a preguiça também, e aventurei-me num passeio de bicicleta ao PERCURSO DE SALREU da bioria.
 
Metemos as bicicletas no comboio e lá fomos à descoberta.
 
A escolha deste percurso em especial deveu-se só a questões práticas relacionadas com a proximidade do apeadeiro, considerando que a Tita aprendeu a andar de bicicleta há poucos dias e eu ando tão bem quanto ela.
 
Quando parti, estava decidida a desistir quando me sentisse cansada. Em última, instância sentava-me num canto qualquer até que o resto da família terminasse o passeio.
 
A verdade (como já perceberam certamente) é que sou muito medricas e, como não faço exercício físico, a minha resistência situa-se abaixo de zero. Nunca na minha vida tinha andado de bicicleta numa rua. Enfim, sempre achei que terminaria o percurso com a bicicleta pela mão.
 
Tal não aconteceu. Aguentei-me estoicamente e superei-me. Fiquei, só por isso, muito feliz.
 
Mas, ainda  melhor do que isso, foi a partilha familiar de um momento que ficará marcado nas nossas memórias.
 
A ria de Aveiro e suas imediações tem uma enorme riqueza de fauna e flora que pudemos apreciar ao longo de um caminho muito bem cuidado, com as devidas infraestruturas para quem gosta de observar bicheza (pena tive eu de não levar binóculos) e fazer uns piqueniques retemperadores.
 
Foi giríssimo poder mostrar às meninas as borboletas na sua fase inicial, pássaros dos mais variados, entre muitas outras surpresas, e ver a reacção de surpresa de quem pensava os animais e as plantas são colocados em sítios escolhidos pelos humanos. Muitos serão mas, bem perto de nós, ainda é possível desfrutar da natureza no seu estado natural.
 
Estando um tempo tão bom, seria quase criminoso não aproveitar estas maravilhas que nos são oferecidas.
 
Aproveitámos talvez para explicar o que é trabalhar em grupo e que, muitas vezes, implica esperar ou voltar atrás, o que foi particularmente difícil para a Leonor que já pedala com muita desenvoltura.
 
A repetir, sem dúvida. Neste ou noutro percurso.