terça-feira, 17 de outubro de 2017

Recomeço

 
 
 
Logo que me levantei, o meu impulso foi abrir a janela para sentir o cheiro da terra molhada. E que diferente é ele hoje, dominado pela preponderância das cinzas.

Ainda assim, acredito que esta terra molhada simbolize o recomeço. Portugal terá, literalmente, que se reerguer das cinzas e recomeçar muita coisa. E recomeçar é, no caso e a meu ver, muito diferente de regressar à normalidade já que essa tem os resultados desastrosos que vem.

Que os resultados do famoso estudo independente sejam bem interiorizados por todos e acima de tudo saiam o papel. Que a prevenção seja uma realidade. Que todos, sem excepção, aprendamos com isto. Que nunca mais se repita. Isso será recomeçar.

NOTA - tirei esta foto há mais de uma semana, depois de passar por várias áreas ardidas, precisamente por me lembrar um recomeço. O negro, ponteado aqui e além por sinais de vida a querer irromper.

Vamos recomeçar, cada um à sua maneira.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Bem feita!

Quando era miúda, andei muito tempo chocada com o facto de a minha mãezinha não nos deixar com as 2 bonecas da sua infância que tinha lá em casa.
Passado algum tempo lá acedeu aos nossos pedidos e, como seria de prever, a coisa correu mal. Conseguimos partir logo a cabeça de uma, de plástico rígido. A outra resistiu mais algum tempo mas também levou caminho.
Não deixarei de me penitenciar pelo desaparecimento das bonecas. Como castigo, deparo-me agora com as roupinhas que as patroas vestiram no dia em que nasceram, e guardei com tanto carinho, espalhadas pela casa, vestidas nos meus netos de plástico. Algo me diz que por mais que as volte a esconder, tornarão a descobri-las.
Bem feita!

Desolada

Quando saí casa ontem ao final da tarde, senti o cheiro intenso a fumo  e vi a negritude das nuvens mas estive longe de ter noção do que se estava a passar no país.

Só esta manhã caí na triste realidade de vidas perdidas; casas e carros destruídos; centenas de postos de trabalho em causa; chuva que não cai e memórias demasiado curtas.

Triste e preocupante demais. Estou desolada com a situação e sinto-me impotente perante tamanha catástrofe que levará anos a ser resolvida.

Anos que não podemos esperar para que surjam medidas que evitem novas catástrofes.

Anseio por chuva, que apague o fogo e não as memórias dele. Para que não estejamos sempre a falar do mesmo.

A minha solidariedade vai para os mais directamente afectados, neste momento que a todos afecta.


domingo, 15 de outubro de 2017

"Tá queto!"

No próximo ano, os pais de estudantes deslocados vão poder deduzir ao IRS as despesas com o alojamento, o que é algo da mais elementar justiça.
Agora é só terem a sorte de encontrar um senhorio que emita recibo, que a malta quer bons cuidados de saúde e reforma jeitosa, mas pagar impostos  "tá queto", como se diz na terra do meu homem.

sábado, 14 de outubro de 2017

Convicção abalada

-Mãe, quando tiver 10 anos dás -me um telemóvel?
-Não!
-Porque as crianças de 10 anos não precisam de telemóvel para nada!
-Mas todos têm e eu também vou precisar. Imagina que há um em que não tenho aulas à tarde e o avô se engano. Vou ter de o contactar!

Xeque Mate!

Voltei à catequese

Ontem voltei à catequese, para acompanhar a patroa mais nova. Na nossa paróquia, como devo ter explicado há dois anos, optaram pela chamada catequese familiar. Os pais acomoanham os meninos e depois, nos respectivos grupos, vão -se debatendo alguns temas e partilhadas experiências.
Sou particularmente fã deste modelo que me parece fazer todo o sentido. Como dizia um dos animadores, só podemos transmitir aquilo que conhecemos. Se eu quero transmitir princípios e valores cristãos, tenho de conhecer Cristo. Pessoalmente, tenho muito mais que fazer numa sexta-feira à noite do que entrar em piloto automático e levar a cachopa à catequese só porque "faz parte".  Vou porque saio sempre enriquecida. Há sempre uma imagem ou palavra que inquieta e deixa a pensar no "quem sou, que faço, para quê" coisa que, por mais confortável que seja, o sofá não consegue.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Como é que se apanha cancro?

Cá em casa temos como princípio falar abertamente sobre cancro. A mamã, outros familiares e amigos já o tiveram ou têm. É uma realidade incontornável. Acima de tudo queremos que saibam a verdade. É uma coisa má, mas não tem de ser um bicho papão.
Claro que não é nada fácil explicar isto às miúdas e quando nos perguntam, como ainda há  dias, como é  que se apanha cancro a primeira reacção é a de hesitação. Felizmente o papá, com a sua sensatez, é  optimo nas explicações e muito sensível na identificação do ponto até onde devem ir.
Eu , confesso, fico-me pela cabeça baixa e pela luta no sentido de desfazer o nó que se me cria na garganta já que a carga emocional da temática, no que tem de mau bom, é gigantesca.

Mãe, a polícia foi à minha escola!

-Mãe, hoje a polícia foi à minha escola!
-Porquê?! O que aconteceu?!!!
-Foi dizer-nos que quando andamos de bicicleta devemos usar capacete, joelheiras, cotoveleiras e aquela coisa para as maos.
- Também foi à  minha! Sabias que devemos pôr fita cola na câmara dos computadores e ter cuidado com as fotos que colocamos na internet?

Conclusões

1- sou uma pateta que continua a ter o impulso de associar a polícia a coisas más

2 - estas acções da escola segura são muitíssimo valiosas. Por mais que possamos abordar as questões com os nossos filhos, para eles nunca saberemos tanto como um polícia.

Espero que repitam a iniciativa muitas vezes e por todo o país.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Alguém tem de o dizer

Há verdades que têm de ser ditas e o papel, ingrato na verdade, tem de ser cumprido por alguém.

No caso, a Leonor fê-lo espontaneamente.

"Tita, tu não precisas de um médico do corpo. Precisas de um médico da cabeça!".

Jantares animados, os nossos.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Pobretes mas alegretes

Ao ouvir o resumo da acusação que o Ministério Público deduziu contra o, presumível inocente, José Sócrates, veio-me à ideia a velha piada "só eu é que não tenho amigos destes". Para, logo a seguir, descer à terra e recordar uma expressão que ouvi muitas vezes aos meus pais "pobretes mas alegretes". Os meus Amigos são os melhores, mesmo que não me paguem mesada.

Independência suspensa


No sábado passado, em passeio por Zamora, fomos dando conta das bandeiras espanholas que ornamentavam muitas janelas ao longo da cidade, tal qual se viu em Portugal após a vitória no Euro 2016, só que aqui com outro significado. Vimo-las como apelo à união que alguns teimam abalar.

A dada altura, deparámo-nos com uma praça do centro histórico repleta de gente com bandeiras, hasteadas ou simplesmente a decorar carrinhos de bebé.

O que me impressionou foi a serenidade daquela manifestação, numa praça que hora e meia estava praticamente vazia. Não havia palavras de ordem, somente pessoas que conversavam normalmente e só chamavam a atenção pelo facto de ostentarem uma bandeira do seu país. 

Assim sim, se defendem ideais e promove a união, independentemente das diferentes convicções. Pacificamente.

Neste momento, a Catalunha tem a sua independência suspensa seja lá isso o que for. Quero acreditar que o argumento apresentado para uma declaração política que, à primeira vista se assemelha a um "bate e foge", seja sinónimo de uma réstia de bom senso e que esta réstia impere, para bem de todos.






terça-feira, 10 de outubro de 2017

Maria Sangrenta

Juro que se apanhasse a alma iluminada que se lembrou de trazer à baila a velha lenda da Maria Sangrenta (Bloody Mary na versão mais internacional), lhe tirava o escalpe.

Anda-me a patroa mais velha cheia de medo da figura que, sorte a nossa, só sairá do espelho à meia noite e se tivermos doze velas acesas (na versão conhecida cá em casa) o que reduz muito a probabilidade de tal suceder.

Seja como for, é parvo como tudo andar com estas histórias para assustar crianças.

Haja pachorra.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

Encantada

Quanto mais conheço deste nosso cantinho à beira mar plantado, mais fico apaixonada.
A celebração de uma década de vida em comum, trouxe-nos até Miranda do Douro  e estou encantada. Esta terra merece todas as visitas que lhe possamos fazer. E a carne ... ai a carne. Qualquer coisa de endoidecer. Em breve, mostrarei algumas fotos que temo não conseguirem fazer jus à sua beleza.Só vendo, ao vivo e a cores.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

10 anos!

Muita coisa aconteceu no mundo, e na nossa vida, nestes últimos 10 anos.
Casamos, tivemos duas filhas. Pelo meio, a batalha com mr. Hodgkin. Risos e lágrimas, abraços e turras. 
Em Portugal tivemos a visita da Troika, mas ganhámos o Campeonato da Europa de Futebol e o Festival Eurovisão da Canção.

Uma vida cheia, como deve ser.

E no dia de hoje, a certeza de que aquilo que nos une e temos vindo a construir é incomparavelmente maior e mais sólido do que no dia em que tudo começou - 6 de Outubro de 2007.

E viva o Amor!













quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O meu receio revelou-se infundado

Passado quase um mês  de aulas, é com enorme alívio que percebo que o meu receio quanto à  adaptação da Tita à  escola era infundado.
A minha patroa mais nova está a revelar-se uma aluna empenhada, ainda que alvo avessa aos trabalhos de casa.
Um orgulho, este meu pequeno furacão.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A minha oração favorita

Há uma oração que conheci na escola primária através do professor Pereira e, definitivamente, faz parte da minha vida até porque tenho  bênção de me cruzar diariamente com pessoas que a assumiram como lema e colocam em prática.

Uma delas é, claro, a minha avó.

Confesso que não me recordava o autor, mas o facebook tem este lado bom de nos chamar a atenção para dias evocativos de pessoas e relembrar as suas obras.

Assim, no dia em que se homenageia S. Francisco de Assis, partilho convosco a minha oração preferida:


"Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive
para a Vida Eterna".

Desarmada

Provocou-me, testou todos os meus limites de paciência e quando me viu prestes a explodir, puxou-me para ela, enquanto dizia  "vá, anda cá  mãe querida".

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Até tenho medo de perguntar

Neste preciso momento, tenho uma criatura de 8 anos a escrever uma lista das coisas que quer para o Natal. Ainda não a ouvi falar no velhinho das barbas brancas? Será que foi invadida pelo cepticismo? Até tenho medo de perguntar.

Individualista

A cria mais velha terminou o dia a chorar porque uma coleguinha lhe chamou individualista. O meu instinto de protecção fez com que tivesse vontade de ir ter com a menina que fez a minha chorar e lhe desse um ralhete. A minha sensatez levou-me a procurar as palavras mais correctas para lhe mostrar que só devemos valorizar o que é, de facto, importante e ignorar as patetices. É bem possível que a minha cria tenha sido individualista na jogada e tem de saber aceitar críticas, mas tem também de perceber que não se pode melindrar com coisas poucas. Consegui serenizar a cachopa, mas custou-me a evidência que jamais lhe evitarei todas as lágrimas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Expressão de dizer!

-Cala-te, mãe!
-Tita, não se fala assim para a mãe!
- Ai pá, é só uma expressão de dizer!

Isaltino, desatino?

Assim, de repente, esta reeleição do Isaltino é um desatino. Contudo, gosto de possibilidade romântica da regeneração e capacidade de acolhimento da sociedade no sentido de uma plena reinserção. Afinal, as penas não podem ser meramente punitivas ou estaremos perante o falhanço total do sistema. Se em 3, se conseguir a reabilitação de 1, não será mau de todo.
Qualquer que seja a teoria, será sempre um case study.

domingo, 1 de outubro de 2017

Ler com o coração (no sentido literal)

Um dos exercícios que a Tita trouxe para fazer em casa no fim de semana, passava por ler em voz alta as palavras que conhecia de entre um conjunto escrito no livro.
De repente ouvia-a dizer "padrinho". Estranhei, pois não é uma palavra propriamente fácil para miudos do primeiro ano, e fui dar uma espreitadela ao livro. Lá estava a palavra "rua", muito semelhante a padrinho  Rui que, embora sendo da mana, está sempre no coração da jovem aluna.

sábado, 30 de setembro de 2017

Triste e desiludida

Bem sei que, aos 40, não era suposto ficar triste e desiludida com a pobreza de espírito alheia mas a verdade é  que  acontece e hoje foi um desses dias.
Desafiei o meu pai para reeditar uma tarde de bola no Mário Duarte, levei as cachopas e o peluche do Beira Mar e achei que teria uma tarde em cheio. Lamentavelmente, estavam lá também uns energúmenos que acharam  por bem insultar e dar socos no banco de suplentesa da própria equipa e originar um momento muito feio, com agressões à mistura. Felizmente as pequenas não se aperceberam, entretidas que estavam a tentar perceber as regras do jogo.
Sei que aquelas pessoas nada dizem quanto aos verdadeiros adeptos do meu clube, mas custa-me muito vê-las de camisola amarela, dizendo-se beiramarenses. Quanto aos que exibem os troncos nus, devia haver alguém que lhes explicasse que a imagem não dá estilo. É simplesmente patética.

Dia de reflexão

A minutos do chamado dia de reflexão é inevitável recordar o meu avô e o seu apeumo em dia de eleições. Manhã cedo, lá vestia o seu fato e ia votar com profundo sentido de dever cívico. Foi isso que me transmitiu e é assim que vejo o acto de votar. Muito mais que um direito pelo qual muitos ainda anseiam, um dever que cada um de nós deve cumprir pelo simples facto de viver em sociedade e não se poder demitir das suas responsabilidades enquanto cidadão. Decidir o melhor.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Engana-me que eu gosto

Numa das nossas conversas de fim de dia, disse à Leonor que daqui a pouco tempo ela já não quereria a mãe nas festas, com ela.
A cachopa levou o comentário como um ultraje e, com cara de quem ficou magoada, assegurou que era mentira e me iria querer sempre junto dela. Como exemplo deu o facto de eu ser adulta e ter a minha mãe nas festas.
Achei uma ternura, a reacção e adoraria que assim fosse sempre. O mais certo é existir um hiato de duas décadas entre deixar de me querer com ela e voltar a deseja-lo. Terei que me conformar. Seja como for, gostei de ser enfanada.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Desafio-vos

Hoje resolvi desafiar quem me lê a tentar resolver uma ficha de matemática do terceiro ano, sem colocar em causa a sua capacidade de raciocínio.
Aproveito para pedir,  aos pais que já passaram por lá, que me digam quantas vezes esperaram pelo final do dia seguinte para perguntar aos meninos se as respostas estavam todas certas.
Já agora, voto num manual com soluções de acesso restrito aos papás.

sábado, 23 de setembro de 2017

É bonito, pá!

Sair e cruzar-me com sorrisos, até  agora, desconhecidos; ouvir a mistura de slogans emitidos pelos altifalantes de carros circulando em direcções literalmente opostas; as tricas dos compadres, de fazer inveja às melhores novelas mexicanas. Tudo um mundo que vibra de forma diferente.
É bonito, pá! Estes tempos vão deixar saudades.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Memória afectiva e memória musical, essas resistentes

No meu último post , dizia que o Alzheimer não mata a capacidade de receber Amor. Fiz esta afirmação com base em conhecimento empírico, fruto do contacto próximo que tenho com vários pacientes.

Muitas vezes me dizem que gostariam de visitar a minha avó, mas têm medo de não ser reconhecidos.

E, com elevadíssima, probabilidade será isso que acontecerá. Da mesma forma que, muitas vezes, não nos reconhece a nós, filhos e netos, mas o sorriso que devolve quando nos vê é inequívoco quanto à sua memória afectiva. Isso vos garanto.

Da mesma forma, ficamos encantados ao vê-la cantarolar músicas antigas, ainda que com letras mais ou menos "aldabradas".


A evidência destas conclusões consta deste ternurento vídeo.


Conclusão, quem recebe manifestações de afecto e cantarola seus males espanta.






quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Alzheimer

Não podia ir dormir  sem fazer uma referência ao Alzheimer, naquele que é o seu dia mundial.
Esta doença, a mais frequente forma de demência, toma conta da memória e corpo dos pacientes que progressivamente vão perdendo as faculdades mais básicas. Para as famílias é das provas mais duras que conheço. O desconhecimento e a falta de estruturas de suporte são lacunas que urge preencher. A sensação de impotência ao assistir à degradação dos mais queridos provoca uma dor dilacerante. Mas há uma coisa que o Alzheimer não mata, a capacidade de receber Amor. O paciente até pode não nos reconhecer, mas consegue sentir quando está perante alguém que o ama. E falo com conhecimento de causa.  Seria importante que todos nós nos informassemos sobre esta realidade e acarinhassemos pacientes e cuidadores, tantas vezes injustiçados por julgamentos populares de quem está longe de saber o que diz. A todos os cuidadores expresso a minha profunda admiração.

Mudança de género - toda a gente sabe que aos 16 anos mandam os sentimentos

Ao ler sobre a proposta de lei do BE relativamente à mudança de género, a pergunta que me ocorreu foi "mas cabe na cabeça de alguém que um miúdo de 16 anos, com base em sentimentos, tenha autodeterminação para este tipo de decisão?".

Depois caí na real e percebe que sempre que se começa uma frase assim é porque, efectivamente, a ideia passou pela cabeça de alguém.

E toda a gente sabe que, aos 16 anos, os sentimentos mandam e são naturamente imutáveis (só que não, diriam as minhas filhas)

Vale a pena ler ESTE post do Filipe de Avillez, que escalpeliza muito bem o documento


Interessante também ESTA entrevista, que aborda o (falso) feminismo e as consequências que estas lutas podem produzir nas crianças (NOTA - trata-se de alguém que se assume como lésbica)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Os miúdos não têm culpa

Ontem a Leonor contou-me que um miúdo mais velho chamou o grupo de amigas em que ela estava e começou a mostrar-lhes videos de músicas infantis, intercalados com outras para crescidos, e terminou a mostrar-lhes fotos de mulheres de rabo ao léu. Tudo se passou na escola e o miúdo terá, no máximo, 12 anos. Estando em plena fase da parvoeira, não me admiro com a ideia pateta que teve. Questiono-me é  porque é que se dão smart phones a miúdos tão pequenos e se deixa que eles o levem para a escola. Pior que isso, questiono-me como se deixa esses catraios aceder à  net sem qualquer tipi de controlo.
Presumo que a culpa seja dos primeiros pais que o fizeram. Sei que deve ser extremamente duro para os pais resistirem à  chantagem do "só eu é que não  tenho; vão gozar comigo", mas convenhamos que é preciso ter alguma capacidade de discernimento.
Felizmente a minha Leonor percebeu que aquilo era uma tontice, afastou-se e partilhou comigo a história, mas podia ser diferente. Depois das fotos de rabos ao léu , podiam vir outras piores.
E não me venham com a história da falta de funcionários. É claro que são poucos, especialmente se tiverem de vigiar a utilizaçãode smart phones. A culpa não é dos miúdos. Nem da escola.

Mentira boa

Disseram-me hoje que dou ares de ti, avó.
Que mentira tão boa de ouvir!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Candidatos da minha frequesia, ponham aqui os olhos

 
Fã que sou dos tesourinhos das autárquicas e de chouriços, e porque encher chouriços é algo a que vou estando habituada, não resisto a partilhar esta que para mim é a  mais brilhante forma de cativar eleitores que alguma vez vi
 
Pena tenho eu de não votar em Maximinos, Braga (se não estou em erro).
 
Daria gritinhos de alegria se ao abrir a caixa de correio me deparasse com este tipo de merchandising político.
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Nossa Senhora de Fátima


Quis Deus que a minha Leonor nascesse no dia de Nossa Senhora de Fátima. Depois de uma gravidez atribulada, cheia de medos e angústias, recebi este presente nos braços e tive a certeza que,com ela e por ela, seria capaz de vencer todas as batalhas.
Vê - la na procissão, tão compenetrada, encheu-me o coração e uma vez mais agradeci a vida que tenho.

domingo, 17 de setembro de 2017

Nossa Senhora do Rosário rogai por nós.



 
 
 
 

 

Porque é que eu não deixo as minhas filhas terem brinquedos bélicos?

Cá em casa não entram brinquedos bélicos por  várias razões. Uma delas é o facto de terem muitas barbies que servem perfeitamente para fins similares aos das armas. Esta noite o galo cantou à conta de uma delas, impulsionada contra a cabeça da patroa mais velha. Um amor estas meninas. Muito mais calmas que rapazes, sem dúvida.

sábado, 16 de setembro de 2017

E quem protege os pais das práticas comerciais agressivas ?

Acabei de saber que voltaram as cartas do PD, ou seja vou ser pressionada até  ao tutqno para ir dar dinheiro a gastar ao tio Jerónimo. Estou lixada, basicamente.
Quem protege os pais das práticas comerciais agressivas? SOCORROOOOO!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Dia Mundial do Linfoma - pequena reflexão pessoal

Hoje é o Dia Mundial do Linfoma e, naturalmente, a causa toca-me particularmente.

O Linfoma é um cancro no sistema linfático, que é quase o mesmo que dizer que não tem propriamente um poiso definido.

No meu caso, linfoma de raça Hodgkin, as células ruins resolveram alojar-se acima e abaixo do diafragma o que conferiu ao bicho o estadio IV, levando a que o ataque fosse meramente químico, já que a radioterapia só faz sentido em tumores localizados (penso que não estarei a dizer asneiras quanto a esta última parte).

O que fez com que as minhas células começassem a trabalhar desordenadamente e dessem origem ao bicho, talvez nunca venha a saber. A ciência ainda não tem resposta para esta questão. Sabe-se só que, tal como os outros cancros, não é hereditário e muito menos contagioso.

Conclusões neste dia que é de consciencialização para a problemática:

- Há que ouvir o nosso corpo. Comichões, suores, gânglios inflamados .... podem, combinados ou isoladamente, podem dizer alguma coisa ou não. À cautela, convém esclarecer o seu significado.

- Não existe o "porquê eu"?! O tipo não é esquisito. Fui eu, como podia ter sido o vizinho do lado.

- Ter paciência e acreditar que, mais dia menos dia, perceberemos o "para quê"?, é decisivo não só  para o sucesso da batalha campal como para manter a saúde mental.

- Um diagnóstico de cancro não é, de todo, uma sentença de morte e os efeitos secundários da quimio nem sempre são uma fatalidade (a minha querida Tita e o meu rico cabelo que o digam).

- Por último mas se calhar o mais importante é, com cancro ou sem cancro, viver cada segundo sem desperdiçar um milésimo que seja de tempo. O tempo jamais será suficiente para tudo de bom que temos para viver. Deitá-lo fora não é loucura, é burrice mesmo.



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Primeiro dia de escola

Começou hoje a escola das patroas e pude confirmar que ainda que tivesse 10 filhos me ia emocionar sempre neste dia tão simbólico.
Para a Tita é todo um mundo novo que agora começa  e foi lindo de ver que, apesar dos muitos medos que sente, ficou feliz no meio dos amigos com quem partilha esta aventura.
Para a Leonor é o aumentar no desafio, na escola em que também andam os grandes e num ano que dizem ser muito exigente. A menha menina está preocupada, mas igualmente feliz com este recomeço.
Coube-me a mim acompanhar a mais pequena.
 O entusiasmo dos pequenotes a mostrar uns aos outros as mochilas novas, a atenção com que ouviram a professora, aquele ar de quem já é grande, são imagens que gravarei na memória. Na memória e no coração que, à  saída da escola, resolveu transbordar pelos olhos, devido à  alegria e gratidão pela graça de ter na minha vida,  o milagre que é a vida das minhas eternas bebés.
Vai correr tudo bem, tenho a certeza.

Mas elas não nasceram ontem?!

É já hoje que começa a nova etapa da vida das minhas patroas. A bebé já está no primeiro ano e a menos bebé no terceiro.
Por sua vez, a mana do meio faz 36 anos, enquanto a mais nova esta a dois meses dos 30.
Algo de estranho se está a passar. Elas não tinham nascido ontem?

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Um queixo suturado e um coração rachado

Quando duas manas resolvem guerrear num piso molhado e escorregadio, a coisa tem tudo para correr mal.

Felizmente não passou de um queixo suturado (o da patroa pequena) que, por sua vez, rachou o coração da mana que ficou condoída a ver o resultado da brincadeira musculada.

Apesar de me custar muito ver a minha bebé com o queixo escavacado, tenho de confessar que sempre achei que, no dia em que acontecesse um desastre, a coisa envolveria ossos partidos.

Bem vistas as coisas, poderia ter sido bem pior

Sonho cumprido por interpostas pessoas

Acho que já aqui confessei que um dos traumas que carrego desde a infância foi causado por uma promessa que me fizeram e ficou por cumprir - ir de anjinho na procissão.
Vai daí, houve que arranjar alguém em que realizasse o meu sonho. E vai ser em dose dupla. Adivinhem quem.
Domingo lá terei uma Nossa Senhora de Fátima e um anjinho de manto branco.


Ps. As patroas foram previamente consultadas e manifestaram vontade de ir na procissão

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Vai buscá-la

Bibiana Steinhaus, de seu nome, é mulher e deu origem àquilo que diz dever ser uma não notícia , ao ser a primeira a apitar um jogo na 1.ª divisão da Bundesliga, campeonato de futebol da Alemanha país, também ele, governado por uma mulher.

Como dizem no norte "Vai buscá-la". As mulheres podem chegar onde quiserem e sem quotas.

domingo, 10 de setembro de 2017

Desabafo de final de domingo

Depois de ter passado a tarde a tropeçar em bonecas, suas viaturas e demais acessórios  a arrumar roupa e papelada encontradas nos sítios mais inusitados, só me apetece electrificar portas e gavetas de armários.
O que vale é que amanhã é  segunda-feira.

Hoje este meu menino está de parabéns.

Faz hoje 8 anos que nasceu o Hodgkin, Logo Existo. Não lhe chamo um projecto pois nasceu espontâneamente e vai vivendo ao sabor de momentos e vontades. Sei só que é algo sem o qual já não sei viver.

Este meu menino tem-me dado muitas alegrias. Por aqui vão passando os meus desabafos, delírios, lirismos e partilhas. Este tem sido também a forma de verter para um diário o nosso crescimento enquanto família.

Aqui vou fazendo uma das coisas que me dá mais gozo escrever e interagir com conhecidos e desconhecidos.

A todos vocês que me vão acompanhando e incentivando a continuar, o meu muito obrigado.


Relembro aqui o 1.º post

sábado, 9 de setembro de 2017

Os livros! Chegaram os livros!

Ao ver a reacção das patroas à chegada dos livros escolares, revivo as minhas. A par com a ansiedade sentida com a aproximação do Natal e dia de aniversário, esta deve ser a maior que se vive a maior que se sente na infância. Folhear os livros pela primeira vez, escolher cadernos e plástico para encapar, é algo que fica na memória e é mesmo mágico ver as minhas meninas a sentir estas emoções todas.
Porventura o papá, a quem cabe a sorte de encapar livros e marcar dezenas de lápis e marcadores, não sentirá o mesmo mas alguém cá em casa terá de manter os pés na terra.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vamos lá acordar a padeira que há em nós!

14 anos depois, Portugal chega novamente à final do Mundial de hóquei em patins onde vai enfrentar nuestro hermanos da porta ao lado.
Vamos lá acordar a padeira que há em nós e relembrar quem manda. Força miúdos!

O pai Neves foi um precursor, manas



O meu pai nunca se preocupou em saber se as botas que nos comprava eram de menina ou menino, o que se aplicava a outras circunstâncias como cortes de cabelo (vejam como fiquei a 1.ª vez que fui ao cabeleireiro); comprou-nos uma pista de automóveis; levou-nos ao futebol.

E nós, naquilo que hoje percebo serem vistas curtas, sempre achámos que tudo se devia ao facto de  sonhar vir a ter um menino. Não há reunião familiar em que o pai Neves não tenha de ouvir piadas foleiras.

Caramba, como é possível termos sido tão cegas.

Basta estar atento a tudo que se tem vindo a dizer sobre a forma como se deve combater a desigualdade entre género.

O pai Neves foi um precursor, manas, e como todos os precursores um incompreendido.

E nós não temos nenhum trauma. Somos só umas machistas quadradas que acham que saias são coisa de mulher.

Marido atento

- Engordaste um bocadinho, não engordaste?


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Menina do papá

Ser menina do papá é ter as patroas entregues à porta, juntamente com um tupperware de caldo verde.

14 segundos

Bastaram 14 segundos de atraso para que a FIFA recusasse a inscrição do Adrien. 14 segundos, uma ínfima partícula de tempo, podem impedi-lo de jogar até Janeiro e prejudica-lo profissionalmente.
Este caso prático é bem elucidativo do valor de cada segundo. E tantos segundos se desperdiçam diariamente no mundo.  Vivamo-lo intensamente. Bom dia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O homem altera-me o sistema nervoso

Não sei que a vocês acontece o mesmo, mas a mim o Bruno de Carvalho altera-me o sistema nervoso. Não me conformo com a sorte do SCP. É escusado.

Bom dia

É frequente cruzarmo-nos, à saída  de casa,  com a pessoa mais simpática do mundo.
Pode ser segunda feira de manhã e estar uma borrasca que aquela senhora não só tem um sorriso na cara, como nos diz bom dia de forma alegremente.
Há dias perguntei-lhe  o nome e apresentá-mo-nos.
Ontem, quando nos cruzamos, ouvi o habitual bom dia, seguido agora de Susana. E soube-me tão bem que nem podem imaginar.
Por norma passamos uns pelos outros na rua e baixamos os olhos. Nem um sorriso trocado, muito menos votos mútuos de bom dia. Chegamos ao ponto de andar a fazer likes nas publicações de facebook de algumas dessas pessoas que conhecemos "de vista".
E às vezes basta um sorriso ou bom dia recebido na rua para nos animar o dia.
Bom dia a todos.
Obrigada D. Teresa. Hei-de agradecer-lhe pessoalmente, assim que nos cruzarmos novamente.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Notícia que, infelizmente, não me espanta


A NOTÍCIA que, infelizmente, não me espanta dá conta que um grupo de mães argentinas celebrou efusivamente o facto de a Direcção de um colégio católico ter cedido à sua pressão e mudado de turma uma criança com Síndrome de Asperger.

Desconhecendo todos os contornos do caso, não posso dizer nada quanto à decisão da Direcção do colégio que até admito possa ter tido como objectivo  proteger a própria criança dos colegas de turma e suas mães.

Não me espanta a reivindicação das mães. Não precisei de ir à Argentina para ver mães ofendidas pelo facto de os seus meninos terem de conviver com meninos especiais.

Na ânsia de encontrar o ambiente perfeito e asséptico para os filhos, há quem seja capaz das maiores barbaridades. Até discriminar crianças com problemas de saúde,em vez de promover o altruísmo e respeito pela diferença..

Pais e avós - guerrinha fofa


Enquanto neta que esteve anos sem conseguir comer ovos estrelados, depois de a minha avó ter passado outros tantos a dar-mos "porque a menina queria", acho deliciosa esta guerrinha fofa entre pais e avós que o Paulo Farinha tem vindo a descrever de forma magistral nas suas crónicas carregadinhas de humor do bom.

Provavelmente já conhecem os textos, mas não resisti à partilha. Leiam AQUI e vejam se reconhecem alguma situação que vos seja familiar.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

No percurso de Salreu da Bioria fomos muito felizes

Este domingo venci o medo, e a preguiça também, e aventurei-me num passeio de bicicleta ao PERCURSO DE SALREU da bioria.
 
Metemos as bicicletas no comboio e lá fomos à descoberta.
 
A escolha deste percurso em especial deveu-se só a questões práticas relacionadas com a proximidade do apeadeiro, considerando que a Tita aprendeu a andar de bicicleta há poucos dias e eu ando tão bem quanto ela.
 
Quando parti, estava decidida a desistir quando me sentisse cansada. Em última, instância sentava-me num canto qualquer até que o resto da família terminasse o passeio.
 
A verdade (como já perceberam certamente) é que sou muito medricas e, como não faço exercício físico, a minha resistência situa-se abaixo de zero. Nunca na minha vida tinha andado de bicicleta numa rua. Enfim, sempre achei que terminaria o percurso com a bicicleta pela mão.
 
Tal não aconteceu. Aguentei-me estoicamente e superei-me. Fiquei, só por isso, muito feliz.
 
Mas, ainda  melhor do que isso, foi a partilha familiar de um momento que ficará marcado nas nossas memórias.
 
A ria de Aveiro e suas imediações tem uma enorme riqueza de fauna e flora que pudemos apreciar ao longo de um caminho muito bem cuidado, com as devidas infraestruturas para quem gosta de observar bicheza (pena tive eu de não levar binóculos) e fazer uns piqueniques retemperadores.
 
Foi giríssimo poder mostrar às meninas as borboletas na sua fase inicial, pássaros dos mais variados, entre muitas outras surpresas, e ver a reacção de surpresa de quem pensava os animais e as plantas são colocados em sítios escolhidos pelos humanos. Muitos serão mas, bem perto de nós, ainda é possível desfrutar da natureza no seu estado natural.
 
Estando um tempo tão bom, seria quase criminoso não aproveitar estas maravilhas que nos são oferecidas.
 
Aproveitámos talvez para explicar o que é trabalhar em grupo e que, muitas vezes, implica esperar ou voltar atrás, o que foi particularmente difícil para a Leonor que já pedala com muita desenvoltura.
 
A repetir, sem dúvida. Neste ou noutro percurso.
 
 









sábado, 2 de setembro de 2017

Pára

Há sempre palavras que associamos a determinadas pessoas. No caso da Tita é "pára", gritado mil vezes ao dia, à mínima contrariedade, e capaz de levar a avó a uma crise de nervos. O que não sabíamos, até há pouco, é que a Tita já é conhecida pelo "pára" na vizinhança. E soubemo-lo porque um vizinho do prédio, a quem as patroas nem respondem com vergonha, lhe perguntou "és tua a que diz mais vezes pára, não és?" Admirada por um senhor conseguir essa distinção só de ouvir as discussões das madames à distância e envegonhada pela barulheira que sai cá de casa, tentei desculpar-me com a conversa do costume - os ciúmes entre irmãs, a pouca diferença de idades ..., mas o vizinho sossegou-me dizendo que gostava de crianças barulhentas e até tinha saudades do fillho nessa fase. Parece que ainda será agora que os vizinhos fazem uma petição para que sejamos despejados, o que alivia bastante a alma.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vida Humana vs vida biológica - que sentido?

Segundo li no Observador, a ex-ministra Paula Teixeira da Cruz entende haver uma diferença entre vida humana e vida biológica que acontece quando "somos só tecido" e, como tal, não haver necessidade de alterar a Constituição, caso se legalize a eutanásia. Pressupondo que as suas palavras não foram deturpadas ou descontextualizadas, estar sedado em fim de vida não é vida humana. Li a notícia e fiquei a reflectir nos conceitos relativamente aos quais não podia estar mais em desacordo mas mais do que quanto à questão de fundo, que é legalizar ou não a eutanásia, detive-me na importância que a filosofia tem nesta discussão enquanto modeladora do pensamento. Por norma vemos as questões de bioética discutidas por médicos, juristas e teólogos e é fácil cair na tentação de as limitar à vertente da religião, tornando-as em mais uma luta entre crentes e não crentes. Mas são muito mais que isso, conforme decorre dos conceitos da ex-ministra, baseada não sei em que fundamentos. E eu que detestei estudar filosofia, por não lhe ver sentido prático, começo a perceber quão errada estava. Discutir o sentido da vida não é coisa de filósofos e poetas. Encontrá-lo então será o factor decisivo para que a vivamos de forma plena e inteira. Como encontrar o sentido da vida? Um caminho poderá ser o proposto por Viktor Frankl. Vejam esta pequena entrevista que cada um entenderá nas suas circunstâncias. Eu acredito que o Homem não o consegue sozinho. Outros acreditarão que sim. Todas as opiniões são válidas, desde se coloquem os pés ao caminho.


Esta noite sonhei com ...

Esta noite sonhei com a rotulagem de tachos e panelas. Acho que devo ter um problema qualquer.

8 anos de Hodgkin, logo Existo

Foi no dia 10 de Setembro de 2009, pelas 19h31, que linda vila da solidariedade chamada Alfena, o Hodgkin, logo Existo viu a luz do dia e se tornou a paixão que, através da escrita, me permite dar asas à criatividade, exprimir sentimentos, partilhar momentos e, simultaneamente, ir registando para memória futura o nosso crescimento enquanto família.

Aqui relembro o 1.º post


A todos os que me vão incentivando a continuar por aqui, o meu muito obrigado. Escrever, só por si, já me dá muito prazer. Criar interacção através da escrita, mais ou menos séria, é um sonho.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Votada ao ostracismo

Já me sentia posta de lado em conversas e programas entre pai e filhas, mas agora que a pequena aprendeu também a andar de bicicleta posso afirmar com segurança que fui votada ao ostracismo.
Como se tivesse culpa de ser medricas, sou psta de lado em planos de fim de semana, ainda que com a possibilidade  de "ir lá ter de carro".
Acho que está na hora de revelar que não sou um rato.  É possível que este fim de semana tenham uma surpresa. É possível também que me parta toda. Será o preço da inclusão.

Saíram as turmas!

Saíram as turmas e eu corri, ansiosa, para as ver. Tal qual fazia quando andava na escola. Fou fácil encontrar o nome da patroa mais nova. Já o da mais velha, fez-me mirar e remirar as listas de alto a baixo. Foi preciso algum tempo para perceber que nunca encontraria o nome nas listas do segundo ano. Tal como não o encontrei no ano passado na lista do primeiro.
As minhas bebés  crescem à velocidade da luz.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Conversas sobre a fé

- Obrigada Jesus, pela Tosca.
- Devias era agradecer à Graça, foi ela que nos deu a Tosca!
- Foi ela, porque Jesus decidiu que fosse!

As minhas patroas também discutem questões profundas. Curiosamente, a diferença de pontos de vista não descambou em pancada como é habitual.

O fim e o início de um caminho



Hoje partilho um MOMENTO A ETERNIZAR. Professor Matos e Leonor, bisavô e bisneta em plena partilha de gostos e afectos. O fim e o início de um caminho

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Peixinhos

É só uma das músicas mais bonitas que ouvi recentemente.






Junção de vozes maravilhosa. Portugal e Brasil em sintonia.

Bom, muito bom

O que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?

Se há temática relativamente à qual acredito existir unanimemente é a respeitante à obrigatoriedade das entidades públicas cuidarem da segurança e limpeza dos espaços públicos. Eles existem para ser utilizados por todos e todos temos o direito de exigir que estejam em boas condições. La Palisse não diria melhor.
Só que lado a lado com esse nosso direito, existe o dever de zelar para que os espaços de todos se mantenham nas tais boas condições e isso passa por coisas tão básicas como levar connosco o lixo que fizemos.
Faz-me comichão haver quem pareça defender que devia existir um funcionário público atrás de cada um de nós, para apanhar o lixo. Questiono-me sobre o que transmitem aos filhos. Não te preocupes que depois alguém limpa?!!!
Indignemo-nos com as entidades públicas e exijamos que façam o seu papel, sim, mas façamos o mesmo com o vizinho do lado. E levemos o nosso lixo para casa. Uma garrafa de mini vazia não há -de ser mais difícil de transportar que uma cheia!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Desenrasca-te!

Está uma pobre criatura a trabalhar, quando recebe um telefonema curto e grosso de seu pai. "Olha, tinha prometido às miúdas que as levava ao Macdonald´s e vai ser hoje. Por isso, desenrasca-te!".

Assim, sem dó nem piedade se diz a uma filha que vai ficar sem almoço. Algum dia hei-de entender este fenómeno que se dá na cabeça dos avós tornando-os tão diferentes daquilo que foram enquanto pais, ainda que sempre com o mesmo Amor.

"Não acontece só aos outros" - A nossa GNR em alta

Esta manhã, ouvia um elemento da GNR a falar sobre os mortos e feridos graves em resultado de acidentes de viação registados durante a operação de férias e não posso deixar de fazer um enorme elogio à forma pedagógica como a questão foi abordada.

Mais do que números, o GNR cujo nome e cargo infelizmente não fixei, fez questão de apresentar idades, sexo e hora dos acidentes, ilustrando muito bem aquilo que resumiu como "não acontece só aos outros".

Infelizmente nem sempre temos o devido cuidado por nos acharmos imunes a todos os perigos. Felizmente temos a GNR e outras forças públicas para nos protegerem, até de nós.

Bem Hajam todos os profissionais, em especial ao melhor de todos o meu primo caçula :)

domingo, 27 de agosto de 2017

Vândalos Vade retro

Ontem, na freguesia onde moro,  passei por um cartaz de um candidato à autarquia e reparei que estava cheio de dizeres manuscritos. Fiquei curiosa mas achei que até Outubro teria tempo de sobra para ler o que tinham escrito.
Lamentavelmente assim não foi pois esta manha dei conta que o dito cartaz tinha sido rasgado durante a noite, num puro acto de vandalismo.
Sei que uma andorinha não faz a Primavera e o acto nada diz sobre a freguesia e as suas gentes. Desde logo não se sabe, sequer, se o autor da gracinha mora cá ou veio só ver a bola. Depois porque uma besta só não representa ninguém. Da mesma forma se aplica às politiquices que, no caso e à partida, estarão na base de gesto tão feio.
Tenho pena de ver situações destas, num país que considero democrata e tolerante.

Champô de coentros

Estou na iminência de experimentar um champô de coentros.
Se me virem por aí a comer os meus cabelos, não estranhem mas internem-me à cautela.
Obrigada.

sábado, 26 de agosto de 2017

A maquilhagem do Macron e a igualdade de género

Confesso que me ri ao ler a notícia sobre os 26.000 euros de maquilhagem gastos pelo Macron em 3 meses e que se fosse francesa ficaria lixada (para não usar português mais explicado) por saber que os meus impostos tinham ajudado a paga-la.
Mas abstraindo do valor e do ridículo da coisa (aquela pele há -de estar linda) tenho de admitir que é daqueles fait divers capaz de fazer mais pela defesa da igualdade de género do que qualquer quota. E digo-o sem ironia pois acredito piamente que as diferenças se esbatem com exemplos práticos e opções disruptivas, mais do que com queima se soutiens e eliminação da distinção de brinquedos para meninas e brinquedos para meninos.
Quem disse que maquilhagem é coisa de gaja? Eu cá dispenso-a. Já uma notícia semelhante referente a gajos da primeira dama em creme de barbear soaria, eventualmente, bizarra. Mas isto sou eu a falar.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Mas afinal que disse o Jorge Sousa?

Estou farta de ler comentários sobre as palavras que deram origem à suspensão do árbitro Jorge Sousa mas ainda não consegui saber quais foram. Alguém consegue satisfazer a minha curiosidade?

Os perigos da arrumação

Muito se fala na importância da arrumação e até do efeito que esta poderá ter até na parte psicológica.

Contudo, há que perceber que há sempre excepções à regra e dificilmente se encontram soluções universais para os constrangimentos do dia a dia.

Os que me conhecem minimamente, sabem que sou completamente desorganizada (dizer desarrumada soa pior); para além disso, a minha memória (ainda que fraquinha) é, predominantemente visual.

Sou, portanto, uma daquelas pessoas para quem uma arrumação pode ser dramática. Entendo-me  no meu caos de papel e quando me lembro de arrumar é o diabo.

Como rapidamente esqueço a lógica usada para o arquivo, a arrumação depressa se transforma em perda.

Uma carrada de nervos é o que pode vir de uma arrumação. Isto, apesar de gostar muito de ver tudo arrumado o que só consigo nos gabinetes e casas alheios.

Cada um com a sua panca.




quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O caminho no fim do caminho

Em frente se diz o teu sentido
Rota de impensáveis direcções
Escolha de (in)conscientes paragens
Caminho no fim do caminho a que chamamos vida

Compra e venda de animais de companhia, em estabelecimento comercial e através da Internet - o que devemos saber

Uma vez que somos confrontados diariamente com anúncios para venda ou doação de animais de companhia, achei por bem partilhar um resumo da Lei 92/2017 que, fresquinha, foi publicada ontem em Diário da República até porque o desconhecimento da lei não desobriga ninguém do seu cumprimento.

Qualquer anúncio de transmissão, a  título oneroso, de animais de companhia deve conter as seguintes informações:

a) A idade dos animais;
b) Tratando-se de cão ou gato, a indicação se é animal de raça pura ou indeterminada, sendo que, tratando-se de animal de raça pura, deve obrigatoriamente ser referido o número de registo no livro de origens português;
c) Número de identificação eletrónica da cria e da fêmea reprodutora;
d) Número de inscrição de criador;
e) Número de animais da ninhada.

Qualquer publicação de uma oferta de transmissão de animal a título gratuito deve mencionar explicitamente a sua gratuitidade (Neste ponto o legislador achou por bem esclarecer que as ofertas são gratuitas )

Os cães e gatos só podem ser considerados de raça pura se estiverem inscritos no livro de origens português, caso contrário são identificados como cão ou gato de raça indeterminada.

No caso de anúncios de animais de raça indeterminada é proibida qualquer referência a raças no texto do anúncio.


Qualquer transmissão de propriedade, gratuita ou onerosa, de animal de companhia deve ser acompanhada, no momento da transmissão, dos seguintes documentos entregues ao adquirente:
a) Declaração de cedência ou contrato de compra e venda do animal e respetiva factura, ou documento comprovativo da doação;
b) Comprovativo de identificação electrónica do animal, desde que se trate de cão ou gato;
c) Declaração médico-veterinária, com prazo de pelo menos 15 dias, que ateste que o animal se encontra de boa saúde e apto a ser vendido;
d) Informação de vacinas e historial clínico do animal.

(A título de curiosidade, está aqui em causa um requisito de validade do contrato; aparentemente, faltando algum destes elementos o contrato será nulo e a qualquer momento as partes podem exigir a devolução do bichano e dinheiro, se tiver sido o caso).


Nota importante - Os animais de companhia podem ser publicitados na Internet mas a compra e venda dos mesmos apenas é admitida no local de criação ou em estabelecimentos devidamente licenciados para o efeito, sendo expressamente proibida a venda de animais por entidade transportadora.


Os estabelecimentos devidamente licenciados para o efeito estão impedidos de expor os animais em montras ou vitrinas.

E agora aquilo que vai doer. O incumprimento das regras que referi constiui contra-ordenação punível  pelo Director-geral de Alimentação e Veterinária com coima cujo montante mínimo é de (euro) 200 e o máximo de (euro) 3740.

Mais. A negligência é punível, sendo os limites mínimos e máximos das coimas reduzidos para metade.

Também a  tentativa será punível com a coima aplicável à contraordenação consumada, especialmente atenuada.

E passo a passo se vai conferindo tanta ou mais importância aos animais (de que tanto gosto) do que à vida humana.

Sonzinho bom

Sonzinho bom, este que resulta da mistura da voz da Carminho com a flauta do Rao Kyao.

Desilusão é ...

... chegar a casa e perceber que a nossa porquinha da Índia enjoou o pimento que lhe compramos propositadamente, fazendo o imenso esforço de aguentar o cheiro insuportável do mesmo.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Direito Gerais dos Doentes Oncológicos - guia disponibilizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro

Recebida, e digerida, a notícia de um cancro na nossa vida (aqui se entendendo na vida da família, há que conhecer e usufruir dos direitos que nos são concedidos. Em causa estão não só apoios sociais, como benefícios fiscais e ao nível de seguros.

Não é que sejam muitos, mas os poucos que existem não devem deixar de ser utilizados por desconhecimento.

AQUI vos deixo o link para consulta do Guia de Direitos Gerais dos Doentes Oncológicos disponibilizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro.

Deixo também o conselho (baseado na minha experiência) de que nunca se conformem com respostas negativas, muitas vezes sem fundamento legal. Procurem sempre esclarecer-se junto das entidades competentes e preferencialmente através de resposta escrita , a qual obriga a uma análise muito mais cuidada e aprofundada da questão e, por isso mesmo, mais fiável.

Lamentavelmente neste, como a outros níveis, é por vezes gritante a falta de formação de quem dá a cara pelas entidades e devia saber esclarecer os utentes.

Tricot em público

As patroas andam todas entusiasmadas com as aulas de tricot dadas pela avó.
Hoje há encontro de tricotadeiras e as ordens foram bem claras. A serviçal terá de as conduzir ao local.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Mochila sem rodinhas = avô em pânico

Há todo um mistério à volta das reações dos avós (por comparação a situações semelhantes vividas enquanto pais) que um dia espero vir a experienciar mantendo a capacidade de entendimento possível em tudo o que envolve afectos extremados.

As patroas decidiram escolher mochilas sem rodinhas para a escola. De frisar que no caso da Leonor, a escolha baseia-se  numa já longa experiência de 2 anos. Quanto à Tita, a decisão teve por base o facto de adoptar como lei as opiniões da mana o que, curiosamente, nada diz quanto à sua personalidade vincada.

E o que tem de interessante a escolha, que apoiei inteiramente pois não sou grande fã das rodinhas? A reacção do avô, que ficou stressado e preocupado com o efeito que as mochilas produzirão na coluna das meninas.

O avô, pai de 3 cachopas que viveram e sobreviveram ao uso de mochilas sem rodinhas.

Tentaremos acalmá-lo com a promessa de fazer revisões frequentes ao conteúdo das mochilas e a certeza de que o peso das mesmas nunca excederá os 10% do peso das respectivas proprietárias.

Creio que, tal como a mãe e as tias, as cachopas superarão a provação.

NOTA: fora de brincadeiras, as mochilas com rodinhas não são nada práticas e confortáveis quando têm de ser carregadas o que sucederá na maioria das escolas, que presumo não terem elevadores. Além de que, com ou sem rodinhas, o importante é irmos controlando o seu interior no qual por norma se encontram coisas incrivelmente desnecessárias e pesadas.

"Trabalhadores ganham se cancro for considerado uma deficiência"

"Trabalhadores ganham se cancro for considerado uma deficiência" é o título de uma entrevista concedida ao Jornal Público pela Professora de Direito Milena Rouxinol.

Abstraiam-se do título, ou melhor dizendo leiam atentamente para perceber o porquê da afirmação.

Não se assustem com a 1.ª frase; fixem-se em especial na 4.ª "Do outro lado da história, mais animadora, está a percepção de que o cancro será cada vez mais curável".



Para ler com atenção, em particular pelos juristas AQUI.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estou para morrer e não tenho vagar

Como diria a minha avozinha, "estou para morrer e não tenho vagar".
 
Hoje, após estudo apurado da Classificação Nacional de Profissões, vim a descobrir que a profissão de "adivinhador e similares" está devidamente contemplada, ali mesmo entre o astrólogo e o pessoal de companhia e ajudantes de quartos. A definição que não deixa grandes margens para dúvidas.
 
Vejam só;
 
"5161.2 Adivinhador e similares
Compreende as tarefas e funções do adivinhador e similares que consistem,

particularmente, em:

Interpretar características dos clientes, em particular a partir da análise da palma
das mãos e posição das borras de café deixadas na chávena, folhas de chá, cartas

e búzios, para prever acontecimentos futuros

Fornecer avisos e conselhos sobre diversos rumos que o cliente pode seguir e as



precauções a tomar a fim de evitar influências do mal.

Inclui, nomeadamente, quiromante, cartomante e tarólogo"

Aos adivinhadores e similares, respectivos formadores, familiares e amigos o meu pedido de desculpas públicas.

Na minha ignorância, jamais imaginei que tal fosse possível. Vou já incluir a profissão no rol de saídas profissionais a apresentar às minhas patroas.

O dia em que desiludi a Tita

As patroas deliram ao ouvir-me contar histórias de quando era pequena, aquilo a que chamam "história sem história", por contraponto com as histórias dos livros infantis.

Todas as noites lá estou eu a puxar pela memória para me lembrar de episódios diferentes, embora não se importem nada de ouvir vezes sem conta a mesma cena.

Ontem, contei-lhes uma das poucas asneiras que fiz (como a minha mãe diz, meio a brincar meio a sério, eu era uma morcona) e revelei que aproveitei uma ausência dos meus pais da cozinha para deitar fora comida.

Antes de tivesse tempo de dizer que fui apanhada com a boca na botija e ouvi um ralhete épico (era sempre apanhada quando tentava transgredir as regras), a Tita gritou-me "que nojo, não quero ouvir mais essa história!".

Lá tentei explorar a reação e a patroa deu-me outro ralhete, passados mais de 30 anos, vejam bem. Para ela é inadmissível que eu que eu tenha feito aquilo, já que estou sempre a dizer que não se deita comida fora. E está carregada de razão.

Naturalmente não tive argumentos para apresentar, mas  pior de tudo foi sentir que desiludi a cachopa que, aparentemente, me tinha em melhor conta.

Há que ser racional!

-Mãe, eu quero ficar contigo para sempre!
- Mas a mãe vai morrer primeiro que tu e vais ficar sozinha!
Ass. Tita, a racional.

sábado, 19 de agosto de 2017

Este ano já não existirão bibes cá em casa

Hoje, enquanto passeava dei por mim a admirar uma montra cheia de bibes coloridos. De repente deu-se o clique. Este ano os bibes estão fora da lista das compras necessárias ao regresso às aulas.
A minha bebé mais nova já vai para o primeiro ano. Não sendo propriamente novidade a sensação, que vivi há mais de 20 anos com a mana benjamin e recentemente com a Leonor, estou emocionada e ansiosa por ver como correrá o início desta etapa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Regras da sensatez

Parte das minhas memórias de infância e juventude envolvem comida ( tem a quem sair a patroa mais nova). Não gostava de pedir nada mas muitas foram as vezes em que desejei que o meu pai lesse a minha mente e me levasse a lanchar umas moelas ou orelheira ao Tico Tico.
Hoje, passados muitos anos, voltei lá. Não fui com o meu pai, nem comi o mesmo de sempre. Cresci e talvez tenha de dar razão ao Rui Veloso quando canta que as regras da sensatez mandam nunca voltar ao lugar onde já fomos felizes.
Nota- nada contra a agradável companhia, atenção.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A proibição de assédio no local de trabalho e a moda dos códigos de conduta

A Lei n.º 73/2017 de 16 de agosto, fresquinha como a sardinha, propõe-se reforçar o quadro legislativo para a prevenção da prática de assédio (moral e sexual), procedendo à décima segunda alteração ao Código do Trabalho.

Assim, e a partir de 1 de Outubro,  sempre que a empresa tenha sete ou mais trabalhadores deverá adoptar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho e, independentemente do número de trabalhadores, instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho.

É de facto importante este combate. Ainda há muita gente que só conhece o conceito de assédio sexual  e nem se apercebe da gravidade do moral (chamemos-lhe pressão psicológica para simplificar) e suas consequências para a saúde psíquica e física, agravadas pelo facto de em regra serem situações que se prolongam no tempo, em grande parte devido à dificuldade de prova..

Daí à obrigatoriedade de definir códigos de conduta vão outros quinhentos. É uma moda que até daria vontade de rir, se o assunto não fosse tão sério. Qual a mais valia de construir um código de conduta que, necessariamente, terá de reproduzir princípios e proibições legais. A mim parece-me brincar às casinhas, mas enfim.

Pontas soltas

As ideias fervilham tanto quanto a vontade de ver nascer um projecto esboçado mentalmente mais de 1000 vezes e adiado outras tantas.
Falta a coragem de colocar as mãos na massa e começar a juntar as pontas soltas.

Que fazer aos ("meus") mortos?

Quer na minha lista de leitura de blogues, quer no facebook permanecem pessoas que de uma forma ou de outra me marcaram antes de partir.
A maioria não conheci sequer pessoalmente mas, ainda assim, houve uma partilha de sentimentos que nem sempre se consegue com os próximos.
Sempre que me deparo com os seus escritos surge a dúvida. Deverei eliminá-los das listas de contacto? Fará sentido cruzar-me com eles como se estivessem na terra?
Confesso não saber bem, mas algo me tem impedido de os retirar dos meus contactos, como se ao fazê-lo fosse desrespeitar a sua memória e isso nuca farei, pelo menos conscientemente.
Dúvidas existenciais.

Eu cá gosto de eleições autárquicas

Por estes dias, em que as notícias sobre tragédias são muitas e pesadas, vai-nos valendo ( pelo menos a mim) o período de campanha eleitoral. Desde os outdoors às zangas de comadres, é tudo muito divertido e revelador de personalidades. Para quem gosta de saber a vida alheia é um verdadeiro petisco. Vêem-se verdadeiras novelas mexicanas, da vida real e até se recebem cartas com mapas a explicar onde serão realizadas obras e qual a mais valia das mesmas ( fiquei sensibilizada com o gesto mas não era preciso; entre outras coisas porque sou completamente incapaz de interpretar mapas).
Enfim, teremos diversão assegurada até Outubro e de borla.
Só não acho piada quando sinto que me vêem  (eleitora) como parva. Sei bem ver o que se fez ou não e avaliar o passado. Não é  preciso baixar o nível para me convencer. Tenho-me como razoavelmente inteligente. E mais, não me incomoda o mês ou ano em que as obras surgem, desde que venham a ser colocadas ao dispor da comunidade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Grande testemunho

Hoje tive a sorte de receber um testemunho de garra e determinação de uma senhora que precisava urgentemente de resolver uma questão de trabalho para poder amanhã fazer mais uma sessão de quimio descansada já que nos dias seguintes fica "um pouco em baixo". Entretanto foi-me contando que continua a trabalhar durante os tratamentos , apesar de não ser a tempo completo,  e acreditar que nada acontece por acaso. A determinação e segurança na voz de quem está no início de uma guerra destas não me deixou indiferente. Verdadeiramente inspiradora esta mulher de armas.

Para o ano há mais

Tanto parque infantil ficou visitar, gelado por comer, briga fraterna por resolver ...
Uma chatice a diferença de velocidade a que corre o tempo consoante o momento.
Mas foi bom, muito bom e para o ano há mais.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O nosso Glamping

 
 
Este ano, fruto de combinações entre pai e filhas, decidimos acampar.  Dos 4, eu era a única que já o tinha feito e por mais que tivesse tentado sensibilizar para a opção bungalow não me deram hipótese.
A malta não queria acampar com glamour.
Lá tive de me resignar à minha sorte e, confesso, ter partido algo receosa. O acordo foi ver como corria a primeira noite para decidir os dias seguintes. E o que é certo é que a noite correu bem para os estreantes; já eu não dormi nadinha. Nem na 1.ª, nem nas noites seguintes. Eu que nunca estranhei uma cama ou almofada, dei por mim a estranhar o colchão insuflável e a ter medo que a tenda voasse (a costa vicentina é encantadora, mas tem uma nortada que nem vos conto). Deve ser sinal dos 40.
Tirando a falta de horas de sono, e a inerente neura matinal, gostei muito destes dias em família, num ambiente totalmente diferente, que estou certa ficarão na memória de todos.
Só a Leonor é que ficou algo desiludida pois achou tudo muito parecido com a nossa casa. Acho que estava à espera de dormir ao relento e assar carne em fogueiras acesas com pedras.
Uma palavra especial para o papá, que esteve muito bem na sua primeira vez como campista e fez as nossas delícias com uns churrasquinhos à maneira.
A repetir, com uma condição. A dormida terá de ser numa cama de dossel, com lençóis de seda.
 

Procuram-se colégios internos na Suíça *

Caros amigos, agradeço penhoradamente contactos de colégios internos na Suíça. Dá-se preferência a cantões franceses. Assunto sério.
*brincadeirinha

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Ao meu avô

Passaram 3 anos desde aquele dia que lembro como o de ontem.

O telefonem; a corrida desenfreada para estar presente no momento da despedida, retribuindo o acolhimento que me deste na chegada a este mundo; o alívio de perceber teres deixado de sofrer, misturado com a tola esperança de que tudo fosse um engano; a certeza de ter feito tudo que estava ao meu alcance, apesar das muitas dúvidas, e de que o tinhas percebido.

Naquele dia, como sempre, o orgulho de te ter como avô eternamente vivo enquanto eu viver e, novamente, à espera para me acolher noutra vida que teremos para partilhar.

Mais uma etapa conquistada

 
Determinação
 
 
Perseverança
 
 
Orgulho
 
 
O prémio merecido.
 
Adora é sempre em frente!
 

domingo, 13 de agosto de 2017

Mentirosa

Já perdi a conta às vezes que ouvi a palavra mentirosa, nem sempre dirigida a mim  diga-se, nestes  últimos meses.

Aparentemente será, para a Tita, o maior insulto que pode haver. Uma infâmia.

Obrigada

 
Não sei se por longos segundos ou minutos, quedei-me a olhar para o mar e a sentir-me viva, tocada na cara e nos pés pela brisa e espumas frias.
 
No pensamento, sempre a mesma frase. Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!
 
E agradeci com todas as forças que me deste, a vida e a doença que fez com que a amasse ainda mais.
 
Obrigada!
 

sábado, 12 de agosto de 2017

Socorro, o meu pai foi ao Vagos Metal Fest

A minha mãe acabou de telefonar para me contar que o meu pai foi sozinho ao Vagos Metal Fest, que é só o maior festival de Heavy Metal português. A humanidade está perdida. Oremos.

Selecção de material escolar usado

Depois de compradas as mochilas (obrigada tia Du), hoje é dia de fazer uma selecção de material escolar usado. Vamos escolher o que está em bom estado para ser aproveitado pelas patroas ou doado à Casa Municipal da Juventude. Cá em casa há lápis de cor e marcadores aos montes, grande parte oferecidos pela avó Lili, verdadeira fã deste tipo de presente educativo. Escusado será dizer que parte da minha rotina passa por apanhá-los do chão e juntá-los até que voltem ao solo. Bem tento incutir-lhes algum sentido de responsabilidade mas, aparentemente, é algo que só têm na escola e longe da minha vista (o que não é mau de todo, apesar dos pesares). Posto isto, agradeço as vossas energias positivas. Desejem-me boa sorte.

Porto Covo

Num momento de incrível inspiração, o Carlos Tê escreveu Porto Covo de forma sublime e, estou certa, criou uma imagem idílica no imaginário de muita gente. A mim criou. Era um sítio que há muito queria conhecer (30 anos mais propriamente) e este ano proporcionou-se. Efectivamente, Porto Covo é lindo e pitoresco. As praias são maravilhosas e a vila encantadora. Gostei também das suas gentes, que achei muito simpáticas. Um lamento somente pela falta de cuidado na limpeza de estradas e passeios, onde a vegetação cresce desordenadamente chegando a cobrir sinais de trãnsito. Inexplicável nos nossos dias. Tirando este pormenor, uma pequena maravilha a visitar com um corta vento na bagagem, à cautela, já que falamos de um paraíso para surfistas e afins.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um mundo só delas

A mais nova é beijoqueira. Gosta de agarrar a irmã e cobri-la de beijos. A mais velha prefere guardar alguma distância e por isso, não raras vezes, o que começa com abracos acaba com unhadas e puxões de cabelo no meio dos quais costumo ser apanhada vezes demais e sempre contra a sua vontade.Já devia saber que têm um mundo só delas, no qual nunca me deixarão entrar.

Do Amor e da Guerra

 
 
 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Os postais da Europol

A Europol está a divulgar uns postais muito catitas para ajudar na captura dos 21 criminosos mais procurados da Europa. A ideia está engraçada mas mais piada tem a contradição com aquela que está a ser a tutela que a União Europeia está a procurar dar aos dados pessoais, sob a ameaça de sanções absurdas de tão pesadas.
Não me consta ( mas pode ser distracção minha) que o Regulamento Geral da Protecção de Dados excepcione do âmbito de aplicação os criminosos procurados pela Europol. Muito menos me consta que os criminosos (comprovados ou presumíveis) tenham consentido na divulgação dos seus dados a terceiros. Uma América é o que é.