segunda-feira, 26 de junho de 2017

Prós e contras

Conheceram-se na escola, tinham 9 anos. Até aos 20, foram apenas bons Amigos. Começaram então a namorar. Hoje, casados há 22 anos, têm 3 filhas.
Há uns anos começaram a antever a tragédia que se ia abater sobre a Venezuela e, contra tudo e todos, resolveram deixar a vida de reis que tinham na Venezuela para começar do zero em Portugal onde acreditavam poder encontrar outros valores.
O início foi duro e todas as noites se juntavam para fazer uma lista dos prós e contras. Quando percebiam que, apesar das dificuldades, os prós eram mais que os contras iam dormir reconfortados e com força redobrada para enfrentar o dia seguinte.
Tive o privilégio de ouvir a história de viva voz e testemunhar o brilho nos olhos de cada um, sempre que outro falava.
Acho que é a isto que se chama Amor verdadeiro. E nada como uma história inspiradora para começar a semana.
Espero que vos toque tanto como a mim me tocou.

sábado, 24 de junho de 2017

Jamais se deve deixar uma criança longe do Ben-u-ron

Esta semana houve a necessidade das patroas dormirem em casa dos avós. Eram 03h20 quando toca o meu telemóvel. Era o meu pai a perguntar se eu tinha Ben-u-ron poisa pequena estava a chorar  há duas horas, a queixar-se de dores de ouvidos.
Curiosamente, tinha tido as mesmas dores da ultima vez que dormiu em casa dos avós.
Mesmo desconfiando tratar-se só de uma pequena chantagem emocional, lá veio o avô noite dentro para levar xarope para a menina. Quando chegou com o medicamento, a ladie dormia placidamente.
Conclusão - jamais se deve separar uma criança do milagroso Ben-u-ron que cura dores reais e imaginárias. Tão cedo não terei coragem de pedir aos avós que fiquem com elasm.

Obrigada autoestrada

Íamos em plena A29 quando, passada dos carretos à conta de tanto insulto e agressões físicas, gritei a plenos pulmões "a vossa sorte é que não posso parar na autoestrada, senão viam o que vos fazia".
A Tita, que chorava devido à dor causada pelas unhas da mana a belisca-la, desabafou "obrigada autoestrada por não deixares parar o carro".
Escusado será dizer que tive de sorrir e até eu agradeci interiormente à autoestrada.




sexta-feira, 23 de junho de 2017

São João, sem fogueira nem balão

Querido São João, sem fogueira nem balão
Nesta noite sempre longa
Sardinha, manjerico e martelo
Honrarão a tradição

Em teu nome saltará o folião
Sempre de olhos no céu
Pode faltar o fogo
Que abundará a animação

Será que a Leonor passa para o terceiro ano?

Hoje acabam as aulas e é dia de friozinho na barriga da pequena estudante. Será que passa para o terceiro ano ? Há coisas que nunca mudam.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os TPC aos olhos das minhas patroas

Segundo a Leonor, os TPC são muito importantes para as crianças aprenderem e é inconcebível  a existência de professores que não os marquem. Como contraponto, a Tita anda atormentada com a possibilidade de ficar com um professor que seja adepto dos trabalhos de casa.

Caí que nem um patinho

- Mãe, quero ver se sabes a tabuada!
- Diz lá.
- Quanto são 6 vezes 4?
- 24.
- Obrigada mãe, já me deste a resposta a um exercício dos trabalhos de casa!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Primeiro os casamentos, depois os baptizados, agora as comunhões

 
 
 
Primeiros estivemos nos casamentos uns dos outros, depois nos baptizados dos filhotes, agora nas comunhões.
O que eu gosto desta caminhada e crescimento conjuntos, já reflectida na 2.ª geração.
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

3.º lugar ex-aequo

D.ª Maria Leonor participou no seu 1.º concurso de piano, tendo arrecadado o 3.º prémio ex-aequo na sua categoria, sendo a mais nova concorrente em prova, e amanhã participará no concerto de laureados.
 
Excusado será dizer que a minha alma exulta de alegria, tal como exultaria se tivesse saído de lá sem qualquer prémio; tal como exulta só de sentir a segurança com que se entrega às tarefas a que se dedica.
 
A cachopa gosta verdadeiramente de piano e não consigo ver melhor forma de homenagear a memória do Professor Matos, meu amado avô.
 
 
 
 

Onde está Deus nestas alturas?

No meio do choque colectivo que se vive por estes dias, pela devastação causada pelo incêndio de Pedrógão Grande é legítimo que se pergunte onde está Deus nestas alturas?
E a dúvida não assolará somente as mentes dos descrentes, estou certa.
Há perguntas cuja resposta é difícil e muitas vezes demora anos a chegar.
De uma coisa estou certa, não culpemos Deus pelas falhas humanas.
Se tivermos o cuidado de tentar perceber o que tem passado em Portugal no que diz respeito ao ordenamento do território, prevenção de catástrofes, educação para a cidadania, etc, etc, etc, facilmente concluimos que andamos todos de costas voltadas ou, pelo menos, a trabalhar de forma isolada.
Basta ouvir especialistas de várias áreas envolvidas (meterologia, geografia, protecção civil ...) para ter a sensação nítida que não existe a necessária interacção entre todas para tratar um problema que tem de ser abordado de forma multidisciplinar.
E isto, deixem que vos diga, não é culpa de Deus. Deus deu inteligência aos homens e liberdade para decidir os caminhos pelos quais querem seguir. A utilização, ou não, destes dons cabe aos seus titulares.
Porque é que Deus permite estas catástrofes tenho mais dificuldade em perceber, não minto, mas nestes momentos vejo-O nos corações de todos aqueles que abandonam o seu conforto para correr a auxiliar as vítimas, os que se mobilizam para dinamizar ondas de solidariedade, os que mesmo de longe contribuem com bens ou simples orações.
Mais do que apontar culpados, a hora é de meter os pés ao caminho, arregaçar as mangas e trabalhar para evitar situações futuras. Falo de entidades e população e aqui uma palavra especial para a comunicação social. Mais do que utilizar cenários chocantes como imagem de fundo das suas reportagens e desobedecer às ordens das autoridades (algo tão lamentável que nem merece comentário, só uma mudança de canal); mais do que criar linhas de apoio  telefónicas de apoio (cujo valor das chamadas, excluindo o IVA, não reverte sequer totalmente para a causa), era importante que utilizasse o seu poder e alcance para difundir programas pedagógicos sobre medidas de autoprotecção. O que fazer em situações de perigo? Para onde fugir ou não? Há regras básicas que suponho serem desconhecidas da maior parte de nós e podem ajudar a salvar vidas.
Que esta tragédia não seja esquecida aos primeiros pingos de chuva e, essencialmente, que estes não sirvam para que sacudir a água do capote de cada um.

sábado, 17 de junho de 2017

Mãe, com quantos anos tiveste o 1.º telemóvel?

- Mãe,  com quantos anos tiveste o 1.º telemóvel?
- Só no final da faculdade. Sabes que quando tinha a tua idade não havia telemóveis?!
- Não. Havia telefones fixos.
- Ah, e pombos correios não é?

É isso.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Quase salva por uma asa de pato assado

Quem me acompanha por aqui há algum tempo, sabe que os amanheceres da Tita são complicados de gerir.
Esta manhã, porém,  a cachopa apareceu-me a trincar uma asa de pato assado e o seu semblante emanava felicidade. "O pai cozinha bem. Isto está a saber-me muito bem!", assim verbalizou o prazer que estava a sentir ao saborear a asa do pato. Por momentos pensei que estava salva s saída de casa, mas a calmaria foi sol de pouca dura. Logo começou a sentir dores atrozes causadas por uma etiqueta da roupa e berrou como se não houvesse amanhã. O costume, portanto.

Pedaços de um feriado curto demais

Há dias assim, curtos para tanta animação e partilha. E ficam a faltar fotos do aniversário da Aldeir, "madrinha" da família. Haja fôlego e venham mais feriados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

A importância da solidão

"Temos a tendência superficial de achar que a solidão é uma característica doentia da personalidade. No entanto, a solidão é uma das mais importantes e saudáveis características da personalidade humana. Quando é usada de forma construtiva, estimula  as relações sociais, retira-nos do individualismo, cultiva a solidariedade, estimula a tolerância e realça o poder criativo. A solidão pode levar-nos à interiorização, à reflexão existencial e à correção de rotas de vida."
Augusto Cury, Os segredos do Pai-Nosso

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ronaldo e a paternidade


 NESTA crónica, o autor refere-se ao, alegado, recurso do Ronaldo à maternidade de substituição. Ainda não tinha escrito sobre esta questão que, devo confessar, me incomoda, precisamente por ter a expectativa de que se trate de uma notícia falsa.

Depois de ler esta crónica, não resisti. Como diz o seu autor, não interessa se a notícia é verdadeira ou falsa. Importa, acima de tudo, discutir a diferente visão que a sociedade que integramos ter sobre o papel do homem naquele que é um dos mais importante projectos de vida, a parentalidade consciente.

E subscrevo totalmente este excerto do texto "o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher".

Costumo dizer que a mulher não é nenhuma chocadeira e o homem tem todo o direito e mais algum a ser ouvido, em todas as decisões inerentes à parentalidade. Refiro-me, por exemplo, ao aborto e à vontade de ser pai mesmo que a mãe não queira (também acontece, acreditem).

O Ronaldo, o Ricky Martin e outros tantos e tantas têm todo o direito de ser pais. Tal como as mulheres têm de ser mães. Aqui não há discussão.

Há só uma pequena grande questão que me parece confundir as cabecinhas de muito. A parentalidade não pressupõe carga genética. E não me venham com tretas. É possível crescer feliz e saudável numa família monoparental, sim. Mas não é normal negar a história e amputar a identidade a uma criança.

A parentalidade tem de ser altruística

O Brad Pitt também quis ser pai, se é que me faço entender.

Greve de dia 21 - estou maravilhada com tanta sensatez

A FENPROF convocou uma greve de professores para dia 21, dia de exames para muitos (cá  em casa é a prova de aferição de matemática e estudo do meio), mas nada está perdido. Com uma sensatez indescritível, o seu responsável máximo, admite (e saliento o admite)  desconvocar a greve se ( e saliento o se) o Governo ceder.
Haja pachorra.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Escrita criativa de qualidade

Para quem, como eu, gosta de escrita criativa de qualidade e aprecia detalhes linguísticos de importância tão grande quanto imperceptível numa leitura menos cuidada, aqui fica um excerto da Portaria 302/2016, de 2 de Dezembro que altera o ficheiro saft.
  




 
"

4.3 􀂲 Documentos de conferência de mercadorias ou de prestação de serviços


(WorkingDocuments).

Nesta tabela devem ser exportados quaisquer outros documentos emitidos,

independentemente da sua designação, suscetíveis de apresentação ao cliente para

conferência de mercadorias ou de prestação de serviços, mesmo que objeto de

faturação posterior".


Não se pode negar que o redactor estava particularmente inspirado ao escrever esta definição latíssima e blindou bem a coisa. Gosto particularmente das expressões "independentemente da sua designação" e "suscetíveis de apresentação ao cliente".

Ou seja, cabe aqui tudo e um par de botas.

Toca a exportar orçamentos, notas de encomenda e afins. Nada de edições ou retificações. Erros e alterações de necessidades têm direito ao seu próprio documento e exportação.

Assim não é necessário, de facto, aumentar o número de funcionários da máquina fiscal e com sorte ainda se diminui a taxa de desemprego.

Big Brother no seu esplendor.

 

Sinto-me confusa


Primeiro foi a chuva que ouvi ao acordar, ainda meia zonza, e que quis acreditar ser o som da água do chuveiro.

Foi preciso o meu homem abrir a janela para que eu a visse com estes olhos que a terra há-de comer.

Depois o Diário da República com esta mensagem que, por mais anos que viva, me há-de baralhar todos os santos dias 13 de Junho.

"O Diário da República é disponibilizado apenas aos dias úteis, de acordo com o artigo 5.º do Despacho normativo n.º 15/2016, de 21 de dezembro:

"O Diário da República é publicado todos os dias úteis, sem prejuízo da possibilidade de publicação aos sábados, domingos e feriados, em casos excepcionais devidamente justificados, mediante despacho do membro do Governo responsável pela edição do Diário da República."

E eu que pensava estar em Aveiro, num dia útil.

Quereis ver que amaluquei de vez?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Total inversão de papéis

A mãe a querer que a filha pare de fazer os trabalhos de casa. A filha a insistir em conclui-los, ignorando as ordens da mãe.
A desobediência é constante nesta relação. A censura nem sempre será óbvia numa situação em que os papéis parecem notoriamente invertidos.

domingo, 11 de junho de 2017

Sal e açúcar

 
Ao fazer uma das minhas frequentes viagens pelas fotos que vou tirando ao longo dos tempos, deparei-me com estas 4. De um lado as salinas, do outro algodão doce. Aparentemente não fará sentido a associação mas a verdade é que a representação destes dois sabores tão distintos pode bem resumir os sentimentos que tenho vivido por estes dias em que a família viu partir um dos seus membros mais antigos e se está a reorganizar para seguir em frente.
 
Até sempre tio António. Lembrarei sempre o seu sorriso e sentido de humor inigualável.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O descanso do bikudo

 
Mais um belo dia, passado entre bikudos. Ninguém pára o CPE.

Portuguesinha bonita

 
 
 
Não te encostes à parreira que a parreira deita pó.
Encosta-te a mim amor que eu não posso viver só
Ai agora é que me maneio, é que me maneio, é que me rebolo.
A bailar com o meu amor, é assim que me consolo.
Eu hei-de casar contigo, que contigo caso meu.
Agora se não te importas vou falar à tua mãe.
 
 
 
 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Oi?!!!

"Apoio ao Cliente diz:
Olá Marta
Obrigado pela sua mensagem.
Tem interesse em contratar Advogado para suporte jurídico ao seu caso?
Se sim, e para ter toda atenção de nossa comunidade de Advogados e receber até 3 orçamentos de Advogados para suporte jurídico, deverá colocar seu caso com todo o detalhe e o objetivo do mesmo em http://advogadoo.com/
Caso não tenha interesse e pretenda apenas esclarecer dúvidas jurídicas, coloque as mesmas na nossa página de Facebook por mensagem ou consulte o nosso Blog, com dezenas de artigos nos mais diversos e recorrentes casos do foro jurídico.
O Advogadoo não presta qualquer suporte jurídico e esclarecimento de dúvidas.
Melhores cumprimentos,
Apoio ao Cliente Advogadoo"

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Haverá gato mais parvo que o meu?

Quer chova quer faça sol, indiferente ao mês ou dia da semana, o Boris acorda às seis da matina e não descansa enquanto não me levanto para lhe dar o pequeno almoço.
Até aqui nada de novo. A questão é que ultimamente tem tentado enganar-me, na esperança que lhe dê um reforço de comida matinal. O plano é simples. Deixa-me voltar para a cama, dormir mais um pedaço e quando me levanto começa a miar e a seguir-me pela casa como se estivesse esganado de fome. Só nunca pensou que o dono estivesse atento e me abrisse os olhos com as sábias palavras "se cedes uma vez estás lixada". Só faltou dizer, já viste como é com as meninas!", o que agradeço pois estou fartinha de perceber a facilidade com que me dobram. Se não tenho firmeza com as cachopas, tentarei mantê-la com o   parvo do gato.

Guerra no galinheiro

Não sei quem começou a espalhar a ideia de que as meninas são mais calmas que os meninos mas só pode ter sido alguém com uma experiência muito enviesada da realidade.

Ontem, tal como em todos os outros dias aliás, houve guerra no galinheiro desde o momento em que as patroas puseram os pézinhos dentro de casa até ao momento em que a luz se apagou.

Agressões físicas e verbais, no sentido literal da coisa, são o pão nosso de cada dia. Desde beliscões a pontapés, passando por socos, palavrões e palavras parvas houve de tudo.

Houve também as queixinhas habituais, que quase conseguem irritar mais que os sons das galinhas à bicada.

Parte dos diálogos não posso reproduzir, que este blogue prima pela boa educação (ao que parece não estou a ser lá bem sucedida com as patroas mas isso são outros quinhentos).

- Mãe, a Leonor disse:

Fdp (por extenso, comentário meu)
M...(por extenso, comentário meu)
Cocó
Xixi
....
...
....

- É mentiraaaaaaaaaaaa, mãe? Eu não disse m....!

Neste ponto, honra seja feita a D.ª Maria Leonor pela coragem de assumir a responsabilidade por aquilo que disse. Tudo menos m...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se houvesse máquina do tempo eu dizia-vos

Sou, definitivamente, fã destes senhores. Particularmente desta força da natureza, de seu nome Tina Turner. Se houvesse máquina do tempo iria directinha a este concerto cuja gravação ouvi à exaustão durante parte da minha juventude. Muito bom

A melhor definição de herói que alguma dia conheci


Segundo Camus, os heróis são

“gente comum que faz coisas extraordinárias por simples razões de decência”.

Reparem a profundidade desta pequena frase.

O heroísmo pressupõe gratuitidade e falta de obrigação de agir, que não a moral.

Algo aparentemente simples, mas que tem muito que se lhe diga especialmente porque a decência de que Camus fala costuma ser avessa a holofotes o que é tramado para o ego.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Maria encontrou dador de medula

 Abrir o jornal e dar de caras como notícias como   ESTA , que dá conta de ter sido encontrado um dador de medula compatível com a Maria, que combate ferozmente uma leucemia rara é das melhores formas que conheço para começar uma semana de trabalho.

Já agora, para a malta que ainda não o fez, fica a lembrança. Todos a correr para se inscreverem como dadores de medula e salvar outras Marias, aqui ou na Conchinchina. Vale?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

As pessoas optimistas dão luta

Em conversa com um taxista, falou-se na questão da segurança e eu comentei que a profissão dele era muito ingrata a esse nível.
O senhor, uma das pessoas mais bem dispostas com que me cruzei nos últimos meses, deu-me uma resposta que me fez andar de lado.
Ingrato é ter cancro ou outra doença, disse. Perante isto, percebi que preciso urgentemente de procurar temas desbloqueadores de conversa pois as pessoas optimistas dão luta.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Dia não é das nossas crianças

Comemoramos hoje, com pompa e circunstância, o Dia da Criança.

Muita cor, balões, insufláveis a rodo. Coisas divertidas mas que para as minhas filhas, e provavelmente para os vossos filhos, serão mais do mesmo.

Para alguns coleguinhas será, porventura, algo a que só têm acesso neste dia.

As minhas filhas, e provavelmente os vossos filhos, não terão hoje mais beijinhos e abraços dos que já têm nos outros dias.

Alguns dos coleguinhas talvez não os cheguem a ter hoje, tal como não têm nos outros dias.

Acho bem que a festa seja feita, indubitavelmente, mas tenho uma grande esperança que notícias como ESTA, que dá conta de 43 crianças em processo de adopção que foram devolvidas, como se de mercadoria se tratassem, às instituições, nos façam reflectir a todos se é este o mundo que queremos para as crianças e, acima de tudo, sobre aquilo que cada um de nós pode fazer po elas.
Que este dia sirva para nos incomodar e seja, não para as nossas, para aquelas de quem só nos lembramos no Natal.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Vamos falar de piolhos

Não há, creio eu, criança que se preze que nunca tenha tido uma carga de piolhos.

Contrariamente ao que se possa pensar, acho que se dão lindamente em cabeças limpas.

O mal é aparecerem na cabeça de um elemento do grupo porque depois, com os timings de desenvolvimento do bicho, a coisa fica difícil de exterminar.

Há, contudo e respondendo àquela mãe vegan que queria saber como afastar os piolhos sem os matar, uma coisa que descobri recentemente e dá pelo nome de "repelente de piolhos".

Peço desculpa pela, aparente, estupidez no post mas efectivamente estou convencida de que esta partilha é um momento de serviço público.

Afinal, estamos na era em que os animais já possuem um estatuto jurídico e existem mães preocupadas em saber como podem afastar os piolhos sem os matar, naquilo que se pode chamar um verdadeiro acto de nobreza.

 A propósito, leiam esta crónica - VAMOS SALVAR OS PIOLHOS!

E assim vai o mundo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Até uma mente quadrada é capaz de se encantar com isto

Sou, como sabem, uma rapariga com queda para o tradicional e que por norma torce sempre o nariz a modernices especialmente no que respeita à arte.
 
Mas ... há sempre um mas.
 
Até a mente mais quadrada é capaz de se encantar e foi o que aconteceu quando visitei o terminal de cruzeiros do porto de Leixões.
 
Abençoadinho arquitecto, Luís Pedro Silva de seu nome, que estava inspirado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Agora imaginem fotos e modelo de qualidade.

Loira inteligente

"Alecrim, alecrim doirado que nasces no monte sem ser semeado!", estava eu a cantarolar esta música velhinha, quando a Leonor se saiu com um "então o alecrim é uma planta espontânea, não é mãe?".

- É sim, muito bem.

- Vês como sou uma loira inteligente!



segunda-feira, 29 de maio de 2017

A canja e o spinner não são bens sucedâneos

-Tita, a mãe fez canjinha, como tu gostas!
- Está bem, mas tens de me comprar também o spinner!
A noção de bebs sucedâneos terá sido uma das poucas coisas que aprendia nas aulas de economia mas, na dúvida, a patroa resolveu aplicar um estudo de caso.

domingo, 28 de maio de 2017

Estou a ver a coisa mal parada

Com o SLB a ganhar 2-0 na segunda parte e a Tita a dizer que só decide a equipa no final do jogo, estou a ver a coisa mal parada para o lado do pai, avós e tia de sangue azul.

A sinceridade dispensa explicações

- Estás feia, mãe! Não  gosto da tua roupa.
- Então, porquê?
- Não gosto e acho que estás feia, pronto! Não há mais explicações!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

De um lado chove, do outro cai chuva

Em dia de greve, fui brindada com uma entrevista à  Ana Avoila e ouvi-la deixou-me com uma sensação de incómodo que resumo assim - de um lado chove, do outro cai chuva. Tão fraquinha esta defesa dos trabalhadores, que até mete dó.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A oportunidade de despedida


Hoje partiu um homem bom. Cedo demais como acontece a todos os que são bons, independentemente da idade.

Um homem com uma boa disposição contagiante e que deixará saudades a todos com que ele se cruzaram.

A partida era esperada mas, nem por isso, deixa de ser dolorosa. Contudo, há algo que creio poder amenizar a dor de familiares e Amigos. A possibilidade que a vida deu de se despedirem.

E digo-o, acreditem, por experiências próprias que reforçam cada vez mais esta minha convicção.

Pode parecer lugar comum mas a verdade é que, após receber a notícia, cruzei-me com ESTA crónica da Helena Sacadura Cabral, mulher/mãe que tanto admiro que aconselho a ler na totalidade mas da qual saliento este parágrafo "Sei o que é perder um filho. Sei o que é esperar por essa morte dois anos. Mas não imagino o que seja dar o beijo de um até logo que se não verifica. Só de pensar nisso fico com um nó na garganta e um aperto no coração".

A oportunidade de despedida acaba pois por ser uma bênção no meio de toda a dor. A grande questão é conseguir não deixar nada por dizer o que, consoante o caso, não tem necessariamente de passar por linguagem verbal.



Onde andam a Quercus e o PAN, que não vêem isto?!

"Não quero pôr repelente de mosquitos, mãe. Somos a única comida que eles tem!".
A sensibilidade da Tita, especialmente quando há comida envolvida, não deixa de me surpreender.
Aqui está uma causa para  a Quercus e o PAN se entreterem.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Acreditar é caminhar

Comportamento gera comportamento, já se sabe. Ouvir, como resposta à pergunta "como correu o fim de semana?", um "já passou!" ou "foi curtinho", acompanhado de um encolher de ombros, é coisa para me mexer com o sistema nervoso.

Que já passou, é óbvio, que deveria ser maior ainda mais óbvio é. A questão é sempre a forma como vivemos o momento.

No dia do meu último aniversário chovia copiosamente. Para alguns, a chuva foi motivo para o tal encolher de ombros, depois de me felicitarem. Como se fosse a chuva a estragar a felicidade que senti só pelo facto de estar viva.

Por isso, ligar para alguém às 18h da tarde e ouvir esse alguém (com um entusiasmo raríssimo de encontrar) dizer-nos que deseja bom dia independentemente da hora, porque o dia tem 24 h e é preciso gozá-las todas, é tão bom que nem consigo descrever a sensação.

Não há pachorra para lamúrias constantes; para achar que acender velas e fazer promessas é sinónimo de realização de desejos e resolução de problemas.

Acreditar, como ouvi numa belíssima homilia do padre Armando Baptista no passado domingo, é caminhar.

E caminhar é um verbo activo. Não são a chuva ou o sol, muito menos o relógio, que comandam a vida.

Somos nós que temos de caminhar sempre, mesmo sob chuva forte.  Mais ou menos rápido, consoante o relógio permita naturalmente, mas com a  certeza que se não formos nós a fazer por sorrir, não será o sol que o fará por nós.

PS
O padre Armando que me perdoe por não conseguir descrever melhor a mensagem que transmitiu e  resumo desta forma atabalhoada,.

Aveiro entre as mais quentes

Entre as muitas mudanças ocorridas depois que o homem foi à  lua, encontra-se a climática. Seria interessante ir repescar uns videos com o boletim meteorológico  de há uns 10 anos  (até menos) e comparar com os actuais. Uma das conclusões seria a do aumento de temperatura em Aveiro. A terra que sempre de me aqueceu o coração, apesar da ventosga, está agora sempre entre as mais quentes. Coisa nunca antes vista. E hoje está a bombar. Temos um dia maravilhoso para secar roupa. Vou tentar esquecer a alternativa esplanada só para não desmotivar.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Não me conformo e ponto final!

O meu marido diz, e com alguma razão, que não há mudança nenhuma que me agrade. De facto, tenho uma dificuldade tremenda em aceitar mudanças em coisas de que gosto e que, só por isso, deviam ser imutáveis na minha perspectiva.
Claro que a maior parte das vezes tenho de me resignar e com o tempo lá me adapto. Há, contudo, coisas que me recuso a engolir. Já não é  de agora e até já me lamuriei por aqui. Estou inconsolável. Devolvam a identidade à Anita. Deixem a Martine na origem.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Que têm de diferente a igreja de Válega e a torre Eiffel?

Nunca visitei, muito menos fotografei a igreja de Válega, em Ovar aqui a 2 passos de mim.

No entanto, fotografei de todos os ângulos possíveis e imaginários a torre Eiffel. E olhem que gosto 1000 vezes mais de azulejo que de ferro.

Pelas fotos que vi, a igreja de Válega deve ser lindíssima e merecedora da tal visita. Só tem um problema, está demasiado perto e talvez por isso o meu ângulo de visão não a alcance.

Como este tenho outros muitos exemplos. Aliás, não chegariam os dedos das mãos para  enumerar as coisas bonitas que, apesar da proximidade, me passam ao lado.

No entanto, se for longe de casa até nos calhaus reparo.

Creio não ser caso único, mas chateia-me fortemente.

Ir a algum lado é dizer que lá existe isto e aquilo, como se fosse o máximo, sem ter sequer reparado que também o temos dentro de portas é caso para dar direito a fustigação com ramos de urtigas.

E eu estarei na primeira linha. Raios!



O chamado pontapé na atmosfera





domingo, 21 de maio de 2017

A família MUSA


Ontem foi dia de festa da família MUSA, a escola de música em que as minhas patroas deram os primeiros passos.

Mais uma vez, a audição final realizou-se num ambiente cheio de alegria e de pequenos pormenores pensados e executados à medida.

O tema não podia também ser mais oportuno, numa homenagem a 4 grandes músicos pois claro.

A família, e posso usar a palavra com propriedade pois é realmente um ambiente muito familiar que se respira por aqueles lados, está de parabéns.

Para além da qualidade técnica, tenho de realçar o excelente acolhimento e atenção que merece cada uma das pessoas que entra naquela escola.

Aos seus mentores, Marisa e Luís, um grande bem haja. À restante equipa, votos de que continuem sempre com essa dedicação e sorriso no rosto que tanto me toca.

Há poucas coisas melhores que cruzarmo-nos com quem encontrou a sua real vocação e é bom naquilo que faz.

sábado, 20 de maio de 2017

Eusébio, sempre vivo


A-D-O-R-O

 
Cada vez que uso o verbo adorar, lembro-me do professor Pereira que repetia à exaustão "só se adora a Deus".
 
Eu, porém, sinto mais pudor em usar o verbo Amar. Talvez seja uma das raríssimas situações em que não sou purista no que diz respeito à língua portuguesa.
 
Assim, e porque o acho Adorar um verbo ternurento,  aqui vai - A-D-O-R-O bibliotecas e esta, itinerante, em particular.
 
 
 

Silêncio

Não sei porque receamos tanto o silêncio . No meio do reboliço diário, devia ser obrigatório senti-lo 5 minutos que fossem. Que sentido faz ouvir o exterior se não nos conseguimos ouvir a nós próprios?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O mestrado do Fernando Madureira

Parece que alguém se lembrou de questionar a qualidade do mestrado do Fernando Madureira, ilustre líder dos Super Dragões e capitão do Canelas,  entre outros cargos de chefia.

A atribuição do grau de mestre ao dito cujo não me surpreendeu por ali além. Como se costuma dizer, qualquer macaco é capaz de o alcançar se se esforçar um pouco.

E pelos vistos esforçou-se. A (alegada) má qualidade do português,será claro indício disso mesmo.

Há quem Google teses alheias e faça bricolage com pedaços de texto, há quem contrate mestres da escrita para as escrever.

Não terá sido o caso e, só por isso, tiro o chapéu ao mestre.

Sò não consigo engolir que um júri de uma tese de mestrado atribua 17 valores a teses escritas em mau português.

Provando-se essa circunstância, quem deveria ficar sem título académico era o júri e quem eventualmente o tenha orientado nesse sentido.

Espero que a situação seja devidamente apurada, para bem da credibilidade do nosso sistema de ensino e de todos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fidget Spinner - sou uma mãe quase cool

Hoje surpreendi a Leonor ao ensinar-lhe o nome daquela "coisinha redonda que gira", que vi pela primeira vez ao vivo e a cores.
Tal bagagem cultural quase faria de mim uma mãe, não fosse a patroa dizer que é uma das 3 meninas da escola que ainda não tem um fidget spinner, facto que faz recear estar a criar uma filha traumatizada. A minha curiosidade agora é a de saber quanto tempo demorará até o bicharoco entrar lá em casa.

Enquanto me quiserem presente

Enquanto me quiserem presente, estarei.
E mesmo depois, apesar da imperfeições que acredito superadas pela infinitude do Amor,
Serei bússola orientada a norte, luzeiro perene
Guiando, sem que me notem, o rumo que traçarem
Convosco seguindo, qual segunda pele restauradora das cicatrizes da vida.



Bolo Pinhata para uma princesa rainha de 8 anos





quarta-feira, 17 de maio de 2017

40 anos e uma semana depois - qual a sensação

Este post é dirigido especialmente às Amigas que se aproximam dos 40 e me perguntam qual a sensação.
Uma semana depois, o meu pai continua a perguntar -me sempre ao almoço se eu já comi fruta e a duvidar sempre da minha resposta. Nada muda, portanto. Podem ficar descansadas.

J.M. Coetzee essa agradável descoberta

Sou uma rapariga pouco dada a mudanças e quando gosto de um escritor tenho tendência para, durante algum tempo, só ler os seus livros. Aconteceu-me com o Eça, Garcia Marquez, a Isabel Allende, o Carlos Ruiz Zafon ... já para não falar na incontornável Agatha Christie e no Erle Stanley Gardner.

Mas também tenho momentos, raros é certo, em que decido expandir horizontes e descobrir novas escritas.

Adoro aquela sensação de ficar presa a uma narrativa e não conseguir largar o livro até chegar à última linha.

Quando o faço, das duas uma. Ou abandono o livro à 3.ª página, apesar de demorar sempre uns meses até me convencer que não vale a pena mantê-lo na mesinha de cabeceira ou fico presa.

E estou, presentemente, nesta 2.ª situação. O Coetzee está a ser uma agradável surpresa. Quando comecei a ler "A infância de Jesus" estranhei a simplicidade da escrita, estando em causa um Nobel e avançando na leitura na expectativa de perceber o título já que o romance não tem Cristo como personagem. A seguir peguei na "Idade do Ferro" que me fascinou como o livro anterior.

Gosto particularmente de perceber que a profundidade da escrita está no conteúdo pejado de metáforas, indiferente à utilização de floreados de que tantos abusam.

Pena é que não seja tão rápida a devolver livros à biblioteca como sou a lê-los, o que me colocou na lista negra durante 1 mês. Mas pode ser que o papá tenha algum lá por casa. Até me cansar vai ser assim.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Felizmente ultrapassei a irritação

O ser humano é rápido a julgar à 1.ª imagem, não há volta a dar. Como humana que sou, aqui faço o meu MEA CULPA, MEA CULPA.

Quando vi o título de uma notícia que dava conta que um jornal espanhol teria afirmado que Portugal fez "batota" na Eurovisão comecei logo a rezingar interiormente e nem reparei num pequeno pormenor - as aspas.

Felizmente, quis o destino que me cruzasse 2.ª vez com o mesmo título, abrisse a notícia, me alegrasse com aquilo que me parece um lindo elogio de "nuestros hermanos" e tivesse vontade de me auto-flagear por ter caído no erro que tanto critico. Ficar pelos títulos é um risco muito elevado.

Leiam e vejam a fina ironia AQUI

Tolerância em dia de festa

 
A aniversariante do dia, pequena grande benfiquista *

 
 
A mãe da aniversariante, beiramarense de gema*


 
O avô da aniversariante com elevado fair play, como se pode perceber pela cor da fatiota e, acima de tudo, grande Amor pela neta*
 
* Denominador comum - uma benfiquista com um sorriso que derrete o coração de toda a gente e faz o favor de ser minha Amiga.



Sublime

Sublime, é só o comentário que me ocorre. Ouçam cada palavra e não se arrependerão.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O que é que as minhas Amigas têm de especial?



Quem se cruzou com este grupo de mulheres na 5.ª feira, ouviu as suas sonoras gargalhadas e recebeu os beijos atirados dos tuk tuk terá certamente percebido a felicidade que pairava no ar. Terá até, eventualmente, invejado a sua aparência despreocupada.

Quem nos viu não conhece as nossas dores. Cada uma com as suas. Doenças, perdas, sonhos por cumprir. Cada uma, sem excepção, as têm ou tiveram, mas isso não as amargurou ou determinou caminhos sem sol.

E o que tem isso a ver com um post sobre a Amizade? TUDO.

Estas Amigas que, com vidas tão preenchidas, gastam o seu tempo para me proporcionar um rol de surpresas e organizar uma festa inesquecível não estão comigo só quando o momento é de brincadeira. Isso é fácil demais para mulheres tão guerreiras.

Estas Amigas que, na maioria , estiveram na maioria já na minha despedida de solteira (há quase 10 anos, portanto),  são aquelas capazes de fazer kilómetros para estar comigo quando o meu sistema imunitário está em baixo, acompanhar-me em sessões de quimio, escrever ao Papa a pedir que ore pela minha saúde. Temos crescido e aprendido juntas, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Estas Amigas são, só por o serem verdadeiramente e sem reservas, responsáveis em parte por ter estado naquela festa. E não por a terem organizado mas porque foram peça essencial para que a minha batalha fosse vencida.

Estas Amigas são e dão-me VIDA!

Cada com o seu modo de ser, numa diversidade tão complementar quanto rica, estas Amigas são um tesouro.

E eu, além de uma mulher feliz e mimada, só tenho um receio. Não ter capacidade de retribuir todo e cada um dos gestos. Não lhes dar de mim aquilo que devo.

A entrada nos 40, pela qual tanto ansiei, está a superar toda e qualquer expectativa. Claro que, como qualquer outra pessoa, experiencio um pequeno dilema existencial (culpa das Amigas) e que nada tem a ver com o passar do tempo. A minha grande questão é será que mereço tantas pessoas boas?

Pressupondo que as meninas não copiaram as dedicatórias, consigo perceber alguns traços comuns e dominantes na forma como me vêem e poderão justificar tamanho carinho.

Não tenho resposta, só a grande certeza que tudo farei para continuar merecedora da vossa Amizade.

PS Não indico nomes, não só para evitar cometer daqueles deslizes como me caracterizam mas porque faltam Amigas na foto (e não só das que estiveram na festa. Sou mesmo rica).

A entrada nos 40 em imagens - parte 2

 
(2.ª paragem - Pássaro de Seda)
 
 
(falta de jeito)
 
 
(40)
 
 
 
(a turma das Amigas mais fixes de que há memória)
 
 
(as ateias da mesa)
 
 
(que será?)
 
 
(surpresa dentro da surpresa)
 
 
(lenço dos namorados, um dos meus motivos favoritos - bolinho feito pelas mão Amigas da Joana Quina que não se esqueceu do meu recheio favorito - chantilly com ananás)
 
 
(a mestre pasteleira e madrinha da minha benjamin)
 
 
(a minha madrinha de Crisma, madrinha da minha primogénita e quase parteira da benjamin)
 
 
 
(a parte católica da mesa, com uma agente muito bem infiltrada)
 
 
(tentativa para embebedar a quarentona)
 
 
Resumindo, tive muito mais do que uma surpresa. Tive A SURPRESA que me emocionou ao ponto de não conseguir dizer nada de jeito quando me pediram um discurso.
 
Em breve, virá a verdadeira reflexão sobre este momento. O post sério e profundo que merecem.
 
Agradeço a todas, sem excepção. Foram incansáveis e amorosas, fazendo-me  a Amiga mais feliz e mimada do mundo. Habituam-me mal. Espero conseguir ser para vocês, metade do que são para mim.