quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sobre o fenómeno de Fátima

O que quer que seja aquilo em que acreditemos, creio que todos seremos unânimes ao dizer que Fátima é um fenómeno a que ninguém fica indiferente.
A mim transporta-me ao tempo da escola primária e às tardes de sexta-feira nas quais o professor Pereira nos contava a história dos patorinhos. Lembra-me também a viagem de finalistas da quarta classe. E faz 8 anos no próximo dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, que tive a benção de ser mãe pela primeira vez.
Fátima faz parte da minha e nossa história, com política à  mistura e é importante que façamos por conhcer essa mesma história, que tanto nos explica o presente.

ESTA entrevista de D. Carlos Azevedo, cujo título suscitou a minha curiosidade, ajuda a contextualizar a história de Fátima e vale a pena lê-la.
Não sendo um dos meus locais predilectos de encontro comigo e com Deus, gostaria muito que Fátima  deixasse de ser um mero local em que se vão acender velas e cumprir promessas a metro como sinto ser para muitos.
Gostava também de sentir que existe respeito pela fé alheia o que, paradoxalmente, terá de passar também por uma peregrinação interior que me leve a aceitar muitas coisas nas quais não me revejo.

Perante a imagem de Susana Vieira sem maquilhagem

Àqueles que criticaram a imagem da Susana Vieira sem maquilhagem - foto AQUI - só me ocorre citar a minha irmã do meio "são burros ou comem palha?".

Acreditam mesmo que as figuras públicas nascem perfeitas e acordam penteadas? !!! Anda mal essa autoestima.

Eu cá gosto de as perceber seres de carne e osso. Quanto mais não seja, sempre me ajuda a aceitar a minha própria celulite. Ainda que duvide que aos 74 anos a maquilhagem venha a fazer milagres semelhantes ao que faz na minha homónima brasileira.

Ah,  e porque gosto, sempre e acima de tudo, da dimensão humana dos meus semelhantes.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Uma mulher que vê longe

- Se eu encontrar um caroço de tangerina não o dou a ninguém. Sabes porquê? Porque se o puser na terra vai nascer uma tangerineira e terei tangerinas.
Esta Leonor vê longe!

domingo, 23 de abril de 2017

Parabéns Lenine Cunha

O português Lenine Cunha foi eleito o melhor atleta do mundo com deficiência intelectual.
Este feito deve não só orgulhar-nos enquanto povo como também fazer-nos tomar consciência de algo essencial. A deficiência não se deve confundir com o deficiente e vice versa, assim como o cancro não se deve confundir com o paciente oncológico por exemplo. É  verdade que, dito de uma forma pretensamente mais erudita, nós somos nós e as nossas circunstâncias mas não é menos verdade que as nossas circunstâncias não têm de ser as ditadoras do nosso percurso de vida. Antes de tudo, somo nós e a nossa capacidade de resiliência. Depois há os outros e a sua (in)capacidade de compreensão. As circunstâncias são mero contexto que nos tornam mais ou menores heróis consoante o grau de adversidade que nos colocam.
Parabéns Lenine Cunha. Grande herói.

sábado, 22 de abril de 2017

O coração da cachopa é vermelho

Antes do jogo começar, a Leonor ligou à avó a lamentar -se que hoje toda a família é sportinguista menos ela. O que começou como forma de picar o pai e avós está  a tornar-se caso sério. A cachopa tem coração vermelho.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Alguém me interne, por favor!

Depois de ter recusado, por duas vezes, croissants do Oita e ter optado por comer laranja em vez de natas do céu como sobremesa, dei por mim a rejeitar um pastel de Vouzela. Não posso estar bem. Alguém me interne, por favor!

Fartinha

Imagino que seja mais fácil tomar conta da vida alheia do que da nossa. Talvez por uma simples questão de fisionomia seja também mais fácil ver os defeitos de quem está à  nossa frente do que os nossos. Está tudo bem e será porventura naturalíssimo mas deixem-me dizer uma coisa. Estou fartinha de donos da verdade, falsos moralistas e profetas da desgraça.
Também me incomoda o "olha para o que eu digo mas não para o que eu faço.
Irra.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Que é que eu fiz para ter esta vida?!!!

Ao ser confrontada com algo que não quer fazer, a patroa mais nova desatou a chorar e a repetir "o que é que eu fiz para ter esta vida ?!!!". Nada que não tenhamos todos já questionado um dia, suponho, mas que no caso concreto só dá para rir.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Feira de Março, versão cinzenta mas não menos encantadora

 

 
 
 
 

Já não tenho 20 anos é o que é

Crepe com gelado de ovos moles e fios de ovos
+
Leitão, respectiva pele e cabidela
+
Rim de porco com coentros
+
Tripa enfarinhada
+
Folar com fartura
 (mais ou menos por esta ordem)

=

Constatação de que já não se tem 20 anos!
Sempre julguei que o mundo acabaria no dia em que recusasse um convite para comer um croissant do Oita. Já lá vão duas recusas sucessivas e tudo parece igual, menos a minha vesícula ou fígado ou lá o que é
Ninguém me manda ser bruta.

Uma gananciosa inocente

-Mãe, o que quer dizer gananciosa?
- É alguém que gosta muito de ter coisas, especialmente dinheiro, e faz tudo para o conseguir.
-Ah, então é como eu!


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Diga 63

 
Ninguém diria, mas o giraço do meu pai faz 63 anos hoje.
 
Parabéns ao melhor dos melhores e que este dia se repita, pelo menos, outros tantos 63 anos.
 
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sim, há regras que devem ser quebradas

Ainda no seguimento do post de ontem, e porque nada nesta vida é preto ou branco, afirmo com convicção "sim, há regras que devem ser quebradas".

 ISTO prova-o claramente.

NOTA: post a que poderia também ter chamado, isto sim é morrer com dignidade. O paciente não pediu a morte, mas simplesmente para ver o pôr do sol enquanto fumava um cigarro e bebia um copo de vinho.

Os técnicos de saúde esqueceram a obstinação terapêutica. Lindo, simplesmente.

terça-feira, 11 de abril de 2017

A (a)normalidade dos excessos

Por estes dias tem-se discutido muito a, para alguns, normalidade dos excessos cometidos por adolescentes nas viagens de finalistas.

Tenho ouvido muitas teorias e, como qualquer bom treinador de bancada, não deixei de formular a minha. Antes de mais, parece-me existir uma enorme confusão ao nível dos conceitos.

O facto de uma coisa (no caso os ditos excessos) ser comum, não a torna normal.

Os excessos são comuns, de facto, e existem desde tempos imemoriais. O meu avô, que teria hoje quase um século, conta as pedradas trocadas durante o bailes e os seus relatos davam sempre origem a risota. Eram coisas "sem maldade", porque passadas e vistas já com outros olhos, que se ocorressem hoje dariam origem a parangonas nos jornais e as amplas discussões sobre a violência que se vive na nossa sociedade.

Aquelas pedradas, embora comuns no início do sec. XX, não eram normais. Somente comuns, parece-me. Eram violência pura e dura. Apesar de, na época e aos nossos olhos, "não existir maldade".

Os excessos são anormais até porque acredito serem cometidos por minorias que conseguem sempre mais tempo de antena do que a maioria que sabe efectivamente o que é diversão.

Mas mais anormal que os excessos dos nossos jovens (Torremolinos à parte, porque parece que já só está em causa o cumprimento de condições contratuais pelo hotel) é a desculpabilização a que se assiste por parte dos paizinhos.

Palavra que é algo que não compreendo. É óbvio que as viagens, como todas as outras experiências na vida, fazem parte da aprendizagem.

Claro que o facto de um miúdo ter partido um vidro não o torna um delinquente e nada diz quanto ao seu carácter enquanto adulto. Aliás, apesar de ouvir a história contada na 1.ª pessoa, creio que ninguém conseguia sequer imaginar o meu avô à pedrada.

Mas também me parece claro que essa aprendizagem (fundamental a todos os níveis) não é sinónimo de ignorar as asneiras só por serem comuns.

É tudo muito lindo, mas em vez de se discutir o valor dos danos patrimoniais podíamos estar a lamentar danos físicos. Sim, porque também é comum os jovens desafiarem-se mutuamente e a coisa nem sempre corre bem.

Verdadeiramente anormal e chocante é ouvir uma mãe a dizer que se queriam clientes bem comportados, deviam ter comprado um hotel em Fátima.

Que sinal estamos nós, adultos, a passar aos nossos jovens? Qualquer coisa como "És jovem e cheio de vida, bebe até cair para o lado. Não te preocupes com as consequências que os papás pagam os estragos?!!! E depois reclamamos o preço dos livros e acusamos o Estado de falta de apoios sociais!".

Com estes exemplos, de facto, não podemos exigir mais aos jovens.

domingo, 9 de abril de 2017

Em época de Ressurreição, um sinal de vida eterna

Quando vinhamos da missa, a Leonor quis ir visitar o avô Emílio. Lá entramos os 4 no cemitério e ao chegar à campa a Tita encostou a cara à fotografia do bisavô, fechou os olhos e ficou assim uns segundos. Depois fez o mesmo à foto do Zezinho.
Escusado será dizer que esta cena amorosa me comoveu profundamente e tive de me afastar. As lágrimas nem sempre são sinónimo de tristeza mas isso é algo difícil de explicar às crianças.
A Tita acompanhou o bisavô nos últimos dias de vida na terra e foi o nome dela o último que pronunciou. Mas é incrível este carinho se tivermos em conta que só tinha 3 anos e meio quando o avô Emílio foi para o céu. O tio avô Zezinho, então, nem chegou a conhecer. Mas ambos estão vivos no enorme coração da minha menina. Acho que a isto se chama vida eterna.

sábado, 8 de abril de 2017

Procuram-se receitas de folar

Este ano deu-me para fazer folares e fui lançada ao dr. Google para procurar uma receita. Estava a correr tudo muito bem até perceber que me falta a erva doce. Como é que não me lembrei?
Uma vez que terei de esperar até amanhã para meter as mãos na massa, lembrei-me de sondar os amigos e desafiar-vos a partilhar as vossas receitas favoritas de folar. Cá por casa gostamos muito do de Vale de Ilhavo. Hoje já marchou um.
Conto convosco.

Desta vez foi em Estocolmo, tão perto do meu coração

Quando vi a mensagem da minha irmã benjamin a dizer que estava tudo bem, fui logo espreitar as notícias que confirmaram o que suspeitava. Desta vez foi em Estocolmo, bem perto do meu coração , que lá tinha a minha irmã mais nova a duas estações de metro do local onde tudo aconteceu.
Apesar de a saber bem, não consigo descrever a angústia  sentida no momento. Muito menos consigo imaginar a dor de quem tem visto os seus a perecerem numa guerra a que são alheios.
A pergunta que me ocorreu foi " que m*@#* andamos nós a fazer à nossa vida?". Sempre zangados à conta de ninharias, a esbanjar o pouco tempo que temos para estar com aqueles de quem gostamos, sem nos lembrarmos de quão frágil a vida pode ser.
Pensamentos à  parte, a mana está bem e isso é o principal e que não deixarei de agradecer ao Pai do Céu.

Silogismo sobre a riqueza

Os loiros são ricos
Eu sou loira
Logo sou rica.

Leonor dixit

Só ainda não consegui que me explicasse como fundamenta a teoria na qual acredita piamente. Tanto que na sua oração da noite agradece a Jesus por ser rica. É uma rica prenda, lá isso é

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Os meus primos policias

Hoje ao jantar confessou a táctica que usa para não ser incomodada na escola. Ameacar chamar os primos policias. Segundo afirma, é tiro e queda. Fogem todos, o que significa que os mais novos, melhor que alguns adultos, respeitam a nobre profissão dos primos que tanto admiro.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Laicidade vs intolerância

Como católica não tenho nada contra a laicidade do Estado. Fui ensinada a respeitar as diferenças e, por natureza, evito julgar sem conhecer. Não digo que seja desprovida de ideias pré - concebidas mas tento por tudo ir além delas para conhecer os outros.
Infelizmente o mundo está eivado de preconceitos e falta de tolerância. Sinto-os frequentemente quando me assumo como católica. Que me choco facilmente, sou beata, uma santinha ... são algumas das coisas que já ouvi, ditas por quem assume conhecer as minhas opiniões sobre tudo pelo simples facto de conhecer a minha fé. É  claro que os princípios em que acredito influenciam a minha posição sobre tudo na vida mas não há nisso nada de determinismo.
A questão é quando os preconceitos viram intolerância pela diferença de convicções o que me entristece profundamente.
A este respeito sugiro que leiam
ESTA crónica da Isabel Stilwell, muito mas muito boa, com argumentos de uma elevação e assertividade raramente vistos.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ao longe dizem o mar

Ao longe dizem o mar que só intuo pelo mapa de um mundo que se encerra em si, girando incessantemente em busca do princípio enformador da vida.

Estava lá, ao longe e fotografei-o sem o ver. Ironia das ironias para quem se diz atenta ao mundo do que afinal não conhece o mais básico elemento.



terça-feira, 4 de abril de 2017

O preço da saudade

- Tita, a mãe vai ter de sair dois dias.
- Oh, não vaias. Vou ter saudades tuas!
- Tenho de ir filha. Vou trabalhar.
-Está bem. Então traz-me uma prenda!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Isto de ser mãe exige grande autoestima

A pouco tempo de começar o concerto, a patroa mais velha não arranjou nada mais bonito para me  dizer do que "a tua roupa é  muito feia. Não gosto de preto".

quinta-feira, 30 de março de 2017

Software de gestão de festas de aniversário

Andava eu perdida nos meus pensamentos, enquanto apanhava sapatinhos, mini pentes, pratinhos e coisas afins, quando se fez luz. Fosse eu empreendedora, com capacidade de investir, e apostava no desenvolvimento de um software de gestão de festas de aniversário.
Entre convites para a mais velha, para a mais nova e para os 4, muitas vezes 2 por fim de semana, a coisa fica difícil de gerir com recurso à memória.
Fica a ideia. Espero que algum dos empreededores que andam por aí pegue nela.
A malta agradece, sendo certo que com ou sem software é com sempre com muita alegria que aceitamos o convite dos nossos amigos para festejar a vida.

Coisas de padres

-Vá  Tita, agora acabou. É hora de dormir!
- Mas tu ainda não disseste coisas de padre!
- Anjo da Guarda...
- Anjo da Guarda ...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Tudo tem um porquê. Cantar num coro também


Devia começar este post por um "desde que entrei no coro do pais do Conservatório de Aveiro a minha vida mudou" mas não gosto nada de dramatismos.

A verdade é que este hobbie me está a fazer muito bem e em quase 40 anos de vida é das poucas coisas que conseguiu fazer com que o meu cérebro se abstraia de outros pensamentos senão aquilo que estou a fazer no momento, ainda que por poucos minutos em cada ensaio.

É assim uma espécie de yoga sem ser yoga.

Achava estranha a sensação mas afinal a coisa tem um quê de explicação científica como podem ver AQUI

NOTA DE RODAPÉ - não significa, de todo, que cante bem mas vou-me safando com o play back :)

No comments



Muito haveria a dizer sobre este busto mas, como diria o Herman, não temos tempo.

Deixo-vos com os vossos pensamentos e o apelo a quem de direito - teve piada a brincadeira; agora coloquem lá a versão final do busto que o nosso CR7 merece mais respeito (com todo o respeito pela subjectividade do artista que executou e o gosto de quem encomendou a peça).

terça-feira, 28 de março de 2017

E porque não Aeroporto Dolores Aveiro?

Começo por me confessar e dizer que a ideia não foi minha, mas de um madeirense entrevistado por estes dias e que vi citado.

Mas achei-a brilhante e não resisti a usar o argumento.

Estou totalmente de acordo com a necessidade de começarmos a valorizar os bons profissionais em vida, coisa que vai muito além de jantares amplamente divulgados, estátuas e até nomes de aeroporto.

O que me causa espécie é a alegação de que o acto de dar o nome do Cristiano Ronaldo ao aeroporto da Madeira seja qualificado como uma homenagem devida a quem muito deu  à Madeira.

Vamos lá ver, estamos a falar de um excelente profissional sem sombra de dúvidas que o que tem feito é precisamente trabalhar, como compete a qualquer profissional.

Naturalmente que com todo o mediatismo que gira à sua volta, os seus êxitos individuais e colectivos (sim porque está em causa um jogador de um desporto colectivo) trazem grande visibilidade à Madeira mas isso não integra, na minha humilde opinião, o conceito de dádiva ao país.

Claro que podia negar a sua origem ou tentar que passasse despercebida mas, sinceramente, não me parece que o orgulho em afirmar-se madeirense justifique tamanha recompensa.

O rapaz já tem uma estátua, é nome de praça e hotel. Para quê isto agora? Estamos a reduzir a Madeira e os madeirenses. Pior que isso, estamos a endeusar uma pessoa e não encontro explicação plausível para isso.

A avançar com esta ideia peregrina ao menos que se substitua o seu nome pelo o da Dona Dolores Aveiro, cuja história de vida é por demais conhecida.

Se não fosse esta mãe coragem, que nunca virou a cara à luta pelos seus filhos e se manteve firme perante todas as contrariedades, quem seria hoje o Ronaldo? Que seria hoje a Madeira, aos olhos daqueles que a confundem com o Ronaldo.

A Dona Dolores sim, é uma heroína e até ajuda a vender bananas presumo que devidamente recompensada é certo mas isso já sou eu a ser má língua.

Resumindo e concluindo, sou contra homenagens de fachada e eudeusamentos bacocos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Não és bendita aqui! Baza!

- Mãe, não és bendita aqui! Baza!

Nota da tradutora- onde se lê bendita deve ler-se benvinda. Baza, do verbo bazar. Ir embora, mais coisa menos coisa.

É o que dá entrar em quartos alheios e ter a ousadia de interromper um momento de manas.

domingo, 26 de março de 2017

Portugal em 89. no ranking mundial da felicidade

Segundo o relatório mundial de felicidade 2017, Portugal ocupa o 89 lugar no ranking da felicidade sendo o quarto país europeu menos feliz. Isto num universo de 155 países. A acreditar neste relatório, a Noruega é o país mais feliz do mundo e a República Centro Africana  o mais infeliz.
Tenho sérias dúvidas sobre a mensurabilidade da felicidade. Isto para não dizer que acho este relatório (ou pelo menos as conclusões retiradas das respostas obtidad) uma valente treta.
Há coisas que não se medem, muito menos através do PIB. Sentem-se e pronto.
A classificação de Portugal não me aflige. Bastavpensar em Paris, Londres, Bruxelas e Nova York que, de certezinha, estarão melhor classificados para perceber que o resultado vale o que vale. Independentemente de tudo o que vai mal, certo é que vivemos num cantinho do céu. E essa será uma das maiores felicidades que podemos ter.

sábado, 25 de março de 2017

Petição "Queremos sol durante a Feira de Março "

Todos os anos se repete a história.Juntamente com a abertura da Feira de Março que ocorre a 25 do mês que lhe dá o nome, chegam a chuva e o frio.
Parece bruxedo. A malta, desejosa por ir às farturas e pão com chouriço, quase morre de desgosto.
Era caso para lançar uma petição a pedir sol até dia 25 de Abril aqui para a Veneza portuguesa. Quem sabe tocaria o coração de S.Pedro.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Quando o Azar nos conforta

É o Azar que origina a maioria dos cancros. 66, 6% dos casos, para ser mais precisa, surgem como consequência de mudanças genéticas aleatórias e não de factores externos como o ambiente e hábitos de vida.

Esta conclusão não decorre do meu empirismo mas de um estudo científico sobre o qual podem ler AQUI  e dá resposta a muitas questões se nos colocam perante um caso de cancro, em especial o porquê de o gajo também atacar quem segue à risca todos os comportamentos saudáveis possíveis e imaginários.

Não é o meu caso, diga-se. Apesar de me poder orgulhar de nunca ter sequer dado uma passa num cigarro e beber muito pouco álcool, não digo o mesmo quanto ao exercício e alimentação, mas adiante.

Sou uma das que teve Azar porque o meu tipo de cancro (linfoma de Hodgkin) será um desses que não precisa da envolvente externa para se revelar.

Paradoxalmente, esse Azar dá-me um conforto inexplicável.

A ideia de poder ter contribuído para adoecer deve ser de enlouquecer. Já ser acusada dessa contribuição, garanto que é de uma violência atroz.

Seja como for, é sempre um Azar. E não é há cá culpas de ninguém.

As palavras chave serão sempre as mesmas e comuns a todos - prevenção e detecção precoce. Atender aos sinais do corpo é meio caminho andado para uma e outra.




quinta-feira, 23 de março de 2017

Amanhã começa (ou acaba) a minha fulgurante carreira como soprano

É já amanhã que começa (ou acaba) a minha fulgurante carreira como soprano, com um concerto no Quartel das Artes em Oliveira do Bairro, pelas 21h30.

Seguir-se-á o Teatro Aveirense no dia 31 de Março.

Será um concerto um Concerto Comemorativo da morte de Ludwig van Beethoven, com a Orquestra e Coros do Conservatório de Música de Aveiro (é aqui que entro, no coro de Pais) e o  Coro de Câmara da Bairrada.

PROGRAMA


 Sinfonia n.º 7, op.92 – L. van Beethoven
As Criaturas de Prometeus, op.43 – L. van Beethoven
Fantasia Coral, op. 80 - L. van Beethoven
Sopranos - Ângela Alves e Adriana Ribeiro
Mezzo- Soprano – Florence Lobo
Tenores – Pedro Figueira e João Carlos Soares
Baixo – Paolo Vettori
Piano – Jaime Mota
Direcção - Carlos Marques


Não tenho pretensões de progressão na carreira (duvido até que esteja no naipe correcto) mas estou super entusiasmada, não só por gostar de cantar mas por pelos motivos emocionais de que já aqui falei.

E estou decidida a persistir neste hobbie, pelo menos até à altura do Coro da pequena Maria Leonor se juntar ao Coro de pais. Andamos as duas a sonhar com esse dia.

Até lá, e transcrevendo aquilo que o Círculo de Cultura Musical da Bairrada escreveu no seu facebook, "Vale a pena reflectir sobre os últimos versos da Fantasia Coral, que vamos ouvir no Quartel das Artes: "Wenn sich Lieb und Kraft vermählen, lohnt dem Menschen Götter Gunst", ou seja "Quando amor e força se juntam, a graça de Deus recompensa os homens"".

As madrinhas

 
A palavra madrinha vem do latim "mater" (mãe).
 Sendo, para mim, mais do que uma figura instituída socialmente, era importante escolher as madrinhas certas para as minhas filhas. Afinal está em causa nada mais nada menos do que uma segunda imagem materna.
 
Assim, a escolha foi feita com o coração e tendo a grandeza dos respectivos corações como critério decisivo. Foi assim que chegámos às melhores.
 
Enquanto pais terá sido, porventura, uma das escolhas mais certas que fizemos até à data.
 
Às madrinhas/Amigas do nosso coração, um grande beijinho.
 
 
 
(Minha madrinha de Crisma, madrinha da Leonor, parteira da Tita)
 
 
 
(Madrinha da Tita e de mais meia dúzia de crianças amigas)

quarta-feira, 22 de março de 2017

Abençoada almofada

Hoje, pela manhã,  tenho a agradecer a Deus pela minha almofada e a sua capacidade de tornar tudo muito mais leve, depois de lá pousar a cabecinha algumas horas.

terça-feira, 21 de março de 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

10 coisas que me fazem feliz

Sendo hoje  Dia Internacional da Felicidade, dei por mim a pensar naquilo que me faz feliz.

Concluí que são muitas as coisas e momentos  que o conseguem e tenho dificuldade em selecionar um Top.

Comum a todos eles é o facto de serem simples e tendencialmente gratuitos.

Assim, e sem me preocupar com a ordem de importância, identifiquei 10:

1 - Respirar
2- Ouvir alguém chamar-me "mãe da Leonor e da Tita"
3 - Chegar a casa e vestir o pijama; conforta-me o aconchego do lar, sentir que o mundo pode estar a desabafar mas ali as paredes ficarão intactas
4- Estar com Amigos, enquanto as respectivas crias brincam ao lado e crescem proporcionalmente à Amizade que nos une
5 - Receber o sorriso da minha avó
6- Entrar, sem hora para sair, numa biblioteca
7- Escrever o que me vai na alma
8- Cantarolar
9- Ler o jornal à hora do almoço
10 - Ir ao Mário Duarte apoiar o meu Beira-Mar

E a vocês, que vos alegra a alma?

domingo, 19 de março de 2017

Uma prenda de Dia do Pai verdadeiramente altruista e original

Beijinho para aqui, beijinho para ali e diz a cachopa "já sei qual a prenda que te vamos dar, pai! Vamos as 3 aos Macdonald´s e tu aproveitas para ter sossego aqui sózinho".

Não sei porque foi recusada a oferta. Se fosse eu ia adorar. Espero que a Leonor tenha a mesma ideia quando chegar o Dia da Mãe.

sábado, 18 de março de 2017

6 aninhos - Parabéns Tita catita



E chegou o grande dia, aquele em que sinto sempre que as palavras que possa dizer ficarão sempre aquém do que sinto. Amor, muito. Gratidão. Esperança no Futuro. Orgulho infinito.
Obrigada Tita catita.
Beijinhos da mãe que te ama mais do que alguma vez poderás sentir.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ansiosa

A patroa mais pequena diz que vai começar a portar-se bem quando fizer 6 anos.
Acho que esta noite nem vou dormir. Como crente que sou na redenção, o meu coração exulta de alegria.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pessoas que me irritam

Irritam-me as pessoas que só não estacionam dentro da pastelaria por causas dos degraus e, em alternativa, deixam o carro em cima da passadeira que por sua vez fica em cima de uma curva e se borrifam para o perigo que criam.
Era quem as fustigasse com urtigas e obrigasse a ajoelhar em cima de grão de bico.

PROGRAMA "ESTOU AQUI ADULTOS" - importante para quem cuida de idosos


A PSP criou, em parceria com várias entidades, o programa "Estou Aqui Adultos" dirigido a pessoas adultas que, em função da idade ou devido a patologia possam ficar desorientadas, ainda que momentaneamente.

O projecto, e reproduzo a informação constante do site da PSP, foi pensado para proteger e dar apoio a quaisquer adultos que possam vir a ser encontrados na via pública em estado de especial vulnerabilidade, permitindo a sua correcta identificação e o contato célere com um familiar.

Basicamente consiste numa pulseira, semelhante à já disponibilizada para as crianças, que o idoso pode utilizar e da qual constará o contacto de um familiar. Não é um dispositivo GPS mas ajudará que quem se depare com alguém que esteja perdido possa contactar de imediato um familiar.

Quem lida com idosos portadores de Alzheimer percebe a importância deste projecto. Acreditem que, apesar de todos os cuidados que os familiares possam ter, há momentos em que conseguem desaparecer.

E acreditem também que os momentos de procura são causadores da maior angústia que se pode sentir.

Infelizmente os dispositivos com GPS que conheço, além de extremamente caros, são pouco práticos já que se tratam de peças que o idoso facilmente tirará. Isto se não se recusar a utilizar, que  uma das características do Alzheimer é precisamente a teimosia. Quando é não, é não e não há voltar a dar.

Por já ter sentido este problema na pele, não podia deixar de divulgar o projecto.

 Mais informações AQUI no site da PSP.

Quando nasceste já eu andava cá há muito tempo!

Primeiro foi a porta do quarto fechada, depois o facto de se ter começado a vestir sozinha e ter pedido calças de fato de treino. O desaparecimento do fato de ballet foi a cereja no topo do bolo. A minha mais velha pensou que me passava a perna.
Tão linda esta inocência de fazer as coisas às claras.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Reflexões sobre a lição de vida do actor João Ricardo


Para quem não sabe, foi diagnosticado um tumor cerebral ao actor João Ricardo que teve de ser intervencionado e agora partilha com o público a sua recuperação física e efeitos dessa experiência na sua vida.

E ESTA entrevista que deu, chamou-me a atenção por vários motivos.

Desde logo (e mais importante) pelo testemunho de resiliência. O cancro não é imbatível, o mesmo será dizer não matem os doentes com ideias deterministas e fatalistas.

Depois pelo facto curioso de se dizer católico mas não acreditar em Deus. Como tenho dificuldade em acreditar no ateísmo, mais difícil se torna perceber este acreditar. Dá que pensar.

Outro ponto que me tocou, por ser um motivo de grandes dúvidas sempre que nos deparamos com esta ou outra doença grave. O que, a quem, como e quanto contar?

Tive uma experiência semelhante à do filho do João Ricardo, de perceber a gravidade da doença da minha mãe por terceiros, e digo que é horrível.

A protecção daqueles que amamos através da poupança a notícias difíceis faz parte do nosso instinto natural. Quem ama tudo faz para evitar o sofrimento mas omitir pode não ser a solução. Cada caso é um caso, é certo, mas é bom que pensemos nisto.

terça-feira, 14 de março de 2017

Deco estou contigo

Antes de desabafar, deixem-me frisar que tenho o maior respeito por quem trabalha e não tem pejo em esgravatar para ganhar a vida de forma digna. Isto é ponto assente. Mas há métodos e métodos e o constante assédio, via telefone ou pessoalmente no recato do lar, para a subscrição de serviços começa a atingir níveis intoleráveis. Em pouco tempo, dei comigo a devolver chamadas a comerciais, por desconhecer o número e pensar que podia ser importante, que aproveitaram a deixa para fazer publicidade (paga por mim portanto). Isto para não falar das personagens sinistras que já me bateram à  porta. Verdadeiras devassas dos poucos momentos caseiros é o que é e que é necessário controlar rapidamente até porque em nada prestigiam as empresas que representam. Uma salvaguarda para os bons profissionais. Existem e conheço alguns.
Não me importo nada que me atulhem a caixa de correio com publicidade. Gosto de ver as promoções e dá-me um jeitão para forrar a gaiola da Tosca. Agora telefonemas em horário laboral e visitas nocturnas, tenham dó.
Estou com a DECO portanto.

Ora vamos lá enaltecer o SNS

Depois de mais uma boa experiência no IPO do Porto não posso deixar de enaltecer todo o profissionalismo e humanismo de quem lá trabalha, dando o litro pelos utentes.
Tirando a habitual , e inevitável dado o afluxo, espera nas análises, as consultas foram de uma pontualidade britânica.
Uma palavra também para os inexcediveis voluntários, de sorriso sempre aberto. O chazinho aqueceu-me o corpo mas essencialmente a alma.
Haverá muito a melhorar, sempre, mas nem tudo é tão mau como por vezes se pinta.
Grata por tudo.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Estou como nova

Segundo as minhas queridas onco-hematologista e nefrologista, estou como nova. Acho querem dizer "em razoável estado de conservação considerando a idade e os embates da vida. Seja como for, só querem voltar a ver-me daqui a um ano. Hip hip urra.
Agradeço a todos os cuidados e carinho. Estamos cá para a luta que a vida dá e nada supera essa bênção.

Está tudo ao contrário

Logo hoje que me apetecia um belo prato de brócolos, empurrados por sumo de beterraba, é que tenho de estar em jejum até às tantas.
Dia de revisão geral anual no IPO.
Depois dou notícias, possivelmente já sem vontade de comer brócolos sinal que terei voltado ao meu  estado mental normal (seja lá ele qual for).

domingo, 12 de março de 2017

Amar, viver

Não dura mais de meio segundo a vida de quem se dispõe a amar.
Pouco, muito pouco perante a expectativa de momentos infindos, repletos da grandiosidade dos pequenos nadas que sabem a tudo.
Meio segundo que dura mais que um século seco de afectos negados, vazio de eternos anseios de vida porque morto está quem se impede de amar.

sábado, 11 de março de 2017

Perdoai-nos avô

Faz agora 2 meses que entrei no coro de encarregados de educação do Conservatório de Aveiro. Este meu novo hobbie representa uma grande carga simbólica pois o meu avô esteve na génese daquela casa. Assim, sempre que passo o portão sinto-me muito próxima dele. É  uma sensação extraordinariamente boa e que não consigo descrever.
Depois há a expectativa de um dia vir a cantar com a Leonor e a alegria de o fazer em breve com o meu afilhado mais velho.
Ontem foi dia de ensaio geral e juntaram os coros todos. Miúdos a partir do sétimo ano e encarregados de educação e foi uma animação. Nos intervalos da música, a barulheira era imensa e foi impossível deixar de pensar que o professor Matos, conhecido pelo imenso rigor colocado em tudo o que fazia, devia estar a dar voltas lá em cima. Perdoai-nos avô.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Um simples saco do pão

A Leonor chegou a casa toda contente.Tinha estado a falar com os senhores da SUMA e eles deram -lhe um saco de pano para ir ao pão. A mensagem foi tão bem transmitida que recebi uma verdadeira lição sobre ecologia. No final fiquei envergonhada pois andava há meses a pensar que devia procurar os sacos de pão que me foram dando ao longo da vida para o enxoval e ainda não me tinha mexido.
De facto não há nada como começar a educar de pequeno e usar os pequenos para chegar aos pais.
E pode ser tão simples como um saco do pão. O meu já está na carteira.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Quem fiscaliza o fiscalizador?

Nem sei que pensar sobre a ideia peregrina de criar uma entidade supervisora do Banco de Portugal, CMVM e ASF.
Juro que parece brincadeira mas se calhar sou eu que sou limitada na capacidadevde compreensão.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tio Patinhas no feminino

Sendo dia Internacional da Mulher tinha de contar-vos uma história sobre uma que muito admiro e bem poderia ter servido de inspiração ao Walt Disney quando criou o tio Patinhas, não tivesse nascido umas décadas mais tarde.
Falo da Leonor, a miúda a quem só se consegue vencer numa discussão com recurso ao argumento "custo".
Pois a miúda entende que está na hora de trocar para uma bicicleta maior e, uma vez que o conteúdo do mealheiro só dá para metade de uma, decidiu seguir o nosso conselho de elaborar um plano para juntar o dinheiro. Sucede que está a seguir muito à risca o objectivo de reunir brinquedos e livros para vender e temo um dia chegar a casa e perceber que a cachopa vendeu os móveis ao desbarato.
Entretanto convenceu a irmã a dar-lhe as economias do mealheiro, negócio que a chata da mãe declarou nulo com todos os efeitos daí advenientes. Tentou ainda convencer-me a pagar-lhe por tarefas domésticas que nunca fez e só equacionou executar na expectativa de ser remunerada o que foi naturalmente recusado. Temos negociante, isso é certo.


terça-feira, 7 de março de 2017

Desculpem desiludir-vos

Eu sei que, por norma, a minha reacção as contrariedades é de conformismo mas há coisas que até a mim chateiam. Começar o dia a ler no Diário da República que a idade da reforma em 2018 será de 66 anos e 4 meses e começar a fazer contas, ainda que toscas, deixou-me com a telha. Hei-de estar a trabalhar já com os pés na cova se, como tudo indica, se continuar a verificar este aumento da idade de reforma.

35 agressões a árbitros desde o início da época

Consta que em Portugal se registaram já 35 agressões a árbitros desde o início da época. Não ouvi bem a notícia mas creio que terão sido todas nos escalões não profissionais de futebol  (pelo menos a grande maioria há-de ter sido de certeza).
Não seria mau negócio para psicólogos e psiquiatras a abertura de consultórios à  porta dos recintos de jogo já que me parece que grande parte da malta que se mete nesses barulhos padece de problemas na cuca e aproveita o facto de estar no meio de outras pessoas para os extravazar. Depois há aqueles que são só mal educados.
E infelizmente não estão só nos jogos dos seniores, sendo indescritível o comportamento de alguns pais.Curiosamente, ou talvez não, há desportos em que esses comportamentos são mais exarcebados que noutros. A diferença entre o que vejo no futebol e no basket, por exemplo, é abissal.
Fenómenos sociais que me apaixonam.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pobreza

As minhas filhas vivem num mundo cor-de-rosa, sem dúvida, no qual tudo lhes cai aos pés sem que necessitem sequer de pedir.

E ainda bem que assim é. Sinal que vivem sem problemas e com todas as condições para um crescimento saudável.

Entre estas condições encontra-se a educação para enfrentar as contrariedades que certamente irão encontrar na vida, conseguirem olhar além do seu umbigo e saberem agradecer tudo aquilo que têm.

Esta nossa preocupação leva a que tenhamos bastantes conversas sobre a pobreza (material e de espírito) nas quais dá para perceber quão abstracta é essa realidade para elas.

As perguntas sucedem-se e são tão inocentes quanto "os pobres sabem falar? os pobres são todos castanhos?, "se te preocupas tanto com os pobres, porque não lhes dás nada?". Depois há também os comentários como "deixa lá, se não gostar dou aos pobres!".

Daí que a abordagem do assunto tenha de ser cuidadosa e focada no essencial. Ninguém precisa de caridadezinha e ninguém tem de saber o que se faz pelos outros.

Importante, a meu ver, é ter noção do mundo real e fazer o que está ao alcance de cada um para o tornar um pouqinho melho

Importante para mim, numa perspectiva egoísta, é que as minhas filhas e não vivam com o rei na barriga deixando iogurtes por comer só porque "estão frios" ou mudaram de ideias.


 

1.ª medalha

 
 
 
Muita concentração
 
 
Diversão q.b.
 

 
Junto em equipa
 
 
Somamos vitórias
 
 
Como os crescidos, que tanto admiramos.
 
 

domingo, 5 de março de 2017

Vou ser padra!

Foi entre guinchos estridentes, emitidos no meio de uma descomunal birra, que a Tita me comunicou a sua decisão. "Mãe, vou ser padra!".  A irmã avisou-a logo que assim não poderia casar mas não sei se a informação influenciará a decisão. Só sei que estou com uma vontade enorme de dar um saltinho ao futuro para ver o que isto dará.

sábado, 4 de março de 2017

O flirt na terceira idade

Bem sei que ando sempre a pregar contra o preconceito mas o embaraço que senti hoje ao ver dois idosos a flirtar abertamente fez-me pensar se será  possivel ao ser humano ser imune a preconceitos. Sim porque só pode ter sido preconceito sentir estranheza perante as palavras bonitas que ouvi o casalinho trocar. Que vergonha a minha.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Estatuto jurídico dos animais


E finalmente os animais deixaram de ser coisas para o nosso legislador, passando a ser definidos no Código Civil como "seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza".

Na ausência de lei especial, são aplicáveis subsidiariamente aos animais as disposições relativas às coisas, desde que não sejam incompatíveis com a sua natureza.

A fresquinha Lei 8/2017, publicada hoje no Diário da República e que os mais curiosos podem consultar  AQUI, veio alterar alguns diplomas legais, caso do já referido Código Civil e do Código Penal e estou já a antecipar algumas questões interessantes que as opções legislativas podem vir a despoletar.

Assim a título de exemplo, até porque  a minha leitura foi na diagonal, o facto de não haver lugar à qualificação do furto se o animal furtado for de diminuto valor é coisa para nos deixar a pensar, especialmente se tivermos em conta que o Código Penal define como valor diminuto "aquele que não exceder uma unidade de conta avaliada no momento da prática do facto".

Desde logo parece-me extremamente difícil quantificar o valor de um animal (para além dos valores que o mercado atribui a cada raça no momento da venda, naturalmente); E tenho sérias dúvidas que alguém que goste verdadeiramente do seu rafeiro  com 17 anos de idade, ainda que lazarento e a desfazer-se aos bocados,  algum dia admita que o mesmo não vale mais do que 102€ (a tal unidade de conta).

Mas como não sou penalista até posso estar a dizer uma grande bacorada (por falar em animais).

quinta-feira, 2 de março de 2017

A mentira tem pernas curtas

Hoje comprovei que a mentira tem pernas curtas o que, aliado ao facto de o mundo ser pequeno como um ovo, deixa pouca margem de manobra aos mentirosos.
Só  para concluir. Não vale a pena senhores. Não persistam no erro. Ou então tratem-se que isso só pode ser doença.

É muito duro!

Estava em franca conversa com a Leonor e a prometer-lhe que faríamos uma actividade junta no domingo, quando fui interrompida por um pedido "Não me fales no domingo. Detesto. É o último dia que tenho para relaxar. E o fim das férias é muito duro,sabes bem!".
Por acaso as férias da Leonor acabaram ontem (o tal dia duro que bem conheço) mas isso é irrelevante. Fui completamente surpreendida por este sentimento da minha mais velha, que gosta muito da escola por sinal. E fiquei a pensar como o tempo passa rápido demais. Não tarda muito e saberá a verdadeira dureza do final das férias. Alguém pare o relógio por favor.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Todos iguais? Nem por sombras!

Tenho dois Amigos brasileiros. Ele não gosta de futebol. Ela não suporta o carnaval. As minhas irmãs, portuguesinhas da silva, não gostam de fado. Aposto até que existem japoneses que não gostam de sushi e nórdicos desorganizados e corruptos. Estereótipos é fugir deles.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Meninos especiais e Meninos "normais"

 
Na escola das minhas meninas existe uma unidade de autismo. Ou seja, existem meninos com diversos graus de autismo que, com o devido acompanhamento, frequentam as mesmas aulas e actividades que os ditos meninos "normais".

Os professores chamam-lhes meninos especiais e essa designação, para mim ternurenta, já foi interiorizada pelas minhas meninas.

Esta convivência é, em minha opinião, muito saudável para todos e, no caso dos meninos "normais" diria até ser essencial à sua formação cívica. Refiro-me ao autismo mas podia estar a referir-me a outro tipo de diferença, naturalmente.

Acho esta constatação tão óbvia que ainda não consigo deixar de me chocar quando vejo pais muito ofendidos por os seus meninos "normais" terem de partilhar momentos com os meninos especiais como se o problema fosse daqueles e não destes.

Duvido até que a intolerância os impeça de parar para pensar e, sendo crentes ou não, agradecer a enorme felicidade de ter um filho "normal" ou cujos problemas de saúde se resumam a otites e pele atópica.

Por outro lado fico imensamente feliz por ver que a experiência é riquíssima para os meninos "normais" e não é à toa que, no meio de um conflito, conseguem distinguir e quantificar proporcionalmente as "culpas" dos intervenientes consoante sejam "normais" ou especiais.

É necessário saber conviver com a diferença, aceitá-la e, acima de tudo, respeitá-la.

Pessoalmente não tive possibilidade de conviver com meninos especiais o que, admito, me causa alguma dificuldade na reacção a ter quando agora me cruzo com algum.

É difícil lidar com a diferença, sem dúvida mas que isso não seja sinónimo de intolerância e ostracismo. Se não for pela capacidade de nos colocarmos nos sapatos do outro, que seja pelo facto de nunca sabermos quando é que a diferença nos baterá à porta.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Entrudo

Porque o saber não ocupa lugar, partilho informação disponibilizada no fb do Museu de Aveiro sobre a definição/significado de Entrudo.


"O Entrudo provém da palavra latina «Introitus», que significa entrada, acesso. Refere-se à entrada na Quaresma, que começa no dia a seguir ao do Entrudo, isto é, na Quarta-Feira de Cinzas. Dia de entrudo equivale a «dia de Carnaval».

É tradicionalmente «Tempo de folguedos populares com origem remota pré-cristã. A tradição manteve-se nos tempos cristãos, ligada agora à Quaresma que punha fim aos dias carnavalescos. Há quem faça derivar o nome da expressão latina carne vale! ("...adeus, carne!"), anunciando a entrada na abstinência quaresmal» (Manuel Franco Falcão, "Enciclopédia Católica Popular", Paulinas, Lisboa).


«Era no tempo em que ao carnaval se chamava entrudo, o tempo em que em vez das máscaras brilhavam os limões de cheiro, as caçarolas d'água, os banhos, e várias graças que foram substituídas por outras, não sei se melhores se piores» (Machado de Assis, "Um Dia de Entrudo")".

É sempre bom perceber o porquê das coisas.

Divirtam-se muito neste Entrudo e vivam plenamente a Quaresma que se lhe segue, desprendendo-se do que é inútil para a felicidade em nós e com os outros.

 

Sobre o Crescimento (no Amor)


Cá estamos, as duas já de cabelos brancos, a crescer juntas no Amor, sempre acompanhadas daquilo em que acreditamos e nos fez crescer juntas.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Doutoramento sobre o conceito de (in)justiça

Seria capaz de elaborar uma inovadora tese sobre o conceito de (in )justiça  se me predispusesse a ouvir com atenção as discussões em que as minhas patroas invocam o conceito.
Tenho até a certeza que teria enorme êxito.
Há só um obstáculo a impedir que coloque as mãos na massa. Os guinchos que emitem durante a argumentação, bem como a duração da mesma que ocupa todo o período em que estão acordada, mexem-me com os nervos.

A um passo da NBA

A Leonor foi convocada para o seu primeiro torneio Internacional de basket. A coisa passa-lhe completamente ao lado mas eu fiquei felicíssima. Como diria a sua, sempre racional, tia não se trata de um feito extraordinário nem significa que tenha dado à luz um fenómeno. Estou consciente disso e não tenho sequer a expectativa de que a rapariga se torne profissional. É só um sentimento parecido ao que vivo sempre que dá mais um passo e a enorme alegria de a  ver crescer saudável e feliz. Vai Leonor.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Lentidão de raciocínio

Quem me conhece melhor sabe que a rapidez de raciocínio não é o meu ponto mais forte.
É preciso que expliquem as questões devagarinho para que as perceba. Mímica e leitura de lábios são coisas para esquecer. Acho que nunca as conseguirei entender. Somar dois mais dois, às vezes leva-me anos.
E foram precisos 10 anos, bem medidos, para perceber a importância de abordar temas sensíveis do quotidiano, como o aborto e a eutanásia, perante aqueles que sentem como nós. É que não bastar sentir o que está correcto, é preciso perceber e conhecer os argumentos que sustentam a nossa posição para que a possamos defender junto dos que não a subscrevem. E só se consegue defender  aquilo que se conhece bem.
Foram 10 anos mas mais vale tarde que nunca.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Amanhã é dia de IPO

Estava eu descansadinha da vida, quando recebo um e.mail a informar que amanhã de manhã tenho análises marcadas no IPO.

A velha confusão relacionada com o facto de ter análises pedidas por duas consultas que se realizarão em Março.

A questão é se amanhã poderei fazer também as marcadas para Março. Creio que sim e dava-me imenso jeito evitar mais um buraco nas minhas delicadas veias.

Será a chamada "revisão geral anual da praxe" que, até ver, ainda não me deixou com mais dores que aquelas que já sentia. Ando de todo das minhas cruzes.

Vou dando notícias.

Dever cumprido

Hoje vou deitar-me com a sensação de dever cumprido.
E sabe tão bem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Há -de ser só uma fase

As sapatilhas novas começaram, subitamente, a apertar-lhe os calos e foram postas de lado. Entre as linhas o papá, bem mais perspicaz que eu, concluiu que na sua mente  Chicco é uma marca para bebés.
Hoje chegou com outra novidade. Não quer beber leite meio gordo para não ficar gorda, pois claro.
Bem sei que falta pouco mais de 10 anos para atingir a maioridade e o tempo voa, mas se é assim agora nem quero imaginar na adolescência.
Medo. Muito medo.

Apostasia

Desde que fui ver o "Silêncio" que a apostasia, num sentido latissimo, me ocupa os pensamentos.
O filme, que me pareceu pobre no imediato, está a marcar-me mais do que podia imaginar.
Ficou a pairar no ar a dúvida sobre se o Padre Magalhães teria realmente negado a fé ou simplesmente a calou por achar que assim não só evitaria a morte como poderia ser mais útil. Eu fiz esta segunda leitura e não consigo deixar de fazer o paralelismo entre esta atitude e o muitas vezes se faz no quotidiano para ir gerindo relações, sejam elas de que natureza forem.
No Direito diz-se que quem cala nada diz e eu acredito. Calar nem sempre significa concordar ou baixar os braços. Pode simplesmente ser outro caminho.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vazia da cabeça

Segundo a Tita, a Leonor é vazia da cabeça. A nossa mais nova não concretizou o que significa para si o novo epíteto mas posso garantir que a Leonor deve é  ter a cabeça cheia de água. Não é fácil ser irmã mais velha, especialmente de uma "pica miolos" que nem quando está na casa de banho lhe dá um segundo de descanso.

Assim dá gosto pagar impostos

O exame estava marcado para as  10h e foi às  10h00 em ponto que a Tita foi chamada. A consulta que se seguiu, começou antes da hora marcada.
Só  mesmo num hospital público. S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
Assim dá gosto pagar impostos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Estúpida, burra e planos de assassinato

Os diálogos de domingo das patroas resumem-se a troca de galhardetes. "estúpida e burra" são as palavras que mais se ouvem.

Entretanto foi revelada a existência de planos de assassinato devidamente reduzidos a escrito, no caso  da letrada, e mentalmente esquematizados, no caso da analfabeta.

É tão lindo o Amor.

A croissanteria do demo

No sábado à tarde tive direito a 3 horas só para mim. Estive séculos a pensar como gastaria esse tempo, equacionei 1001 hipóteses sendo que esparramar-me no sofá a fazer zapping era aquela que se afigurava mais apetecível.

Sucede que tive de sair de casa e deixei-me tentar pelo demo. Eu sei que tinha prometido à mana do meio esperar por ela para irmos juntas à croissanteria do Oita mas não consegui.

Estava cheia de curiosidade, até porque se fala muito na revitalização que a mítica croissanteria trouxe ao centro comercial Oita (um clássico de Aveiro), que há anos definha(va).

De maneira que lá fui, só para espreitar claro. Ao aproximar-me comecei logo a apreciar o movimento criado pelo entra e sai de pessoas. Uma coisa em que ninguém acreditaria há pouco meses.

Depois fui-me aproximando e foi aí que surgiu o demo que, diga-se em abono da verdade, encontrou um terreno fértil, para não dizer uma "gaja fácil" de tentar.

A fila pareceu-me pequena e acabei por me plantar lá. Só me esqueci de espreitar onde ficava a porta que, contrariamente ao que pensei, não era ao virar da esquina.

Depois de uma hora (metade do que esperei para visitar a Basílica de S. Pedro em Roma - só para se perceber bem a (des)proporção da coisa) lá cheguei à caixa.

Pelo meio, os chicos espertos apanhados a tentar passar a perna a quem esperava e a mãe com um bebé ao colo que passou à frente de todos e só por sorte escapou à fúria de uma das pessoas que estava na fila.

Quando ouvi a senhora da caixa dizer a quem estava à minha frente que já não havia croissants de doce de ovos e ananás, recusei-me a acreditar.

Fiz de conta que não tinha ouvido nada e tentei a sorte (tal como na altura em que estudava para os exames da faculdade e ia aos armários da cozinha vezes sem conta, na esperança de que tivessem nascido lá bolachas).

Pois não havia e tive de me contentar com um croissant de doce de ovos e amêndoa que estava divinal. Havia também os sumos de máquina, vendidos a copo (laranja, ananás e groselha), tal como antigamente, mas não cheguei a provar.

Apesar de me ter sentido completamente parva, ao ter trocado o meu sofá por uma hora à espera numa fila, não me arrependo e, mais ainda, fiquei com vontade de voltar para abocanhar o meu preferido "croissant de doce de ovos com ananás".

O fenómeno desta reabertura merecia ser estudado por sociólogos. Esta a ser uma verdadeira loucura em Aveiro.

Espero, sinceramente, que os seus mentores  tenham unhas para agarrar o negócio. Tem tudo para ser um sucesso, mas dá para perceber que não será pera doce.

Por mim está aprovadíssima a croissanteria Oita do século XXI, com coisas por limar no atendimento, é certo (e refiro-me só ao processo pois as funcionárias com que falei eram simpáticas e muito atenciosas apesar de toda a freima), mas no geral nota positiva. Venha o de doce de ovos e ananás.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O peso excessivo das mochilas e a excessiva dependência de legislação

Hoje discutiu-se no Parlamento uma petição contra o peso excessivo das mochilas escolares. O tema é muito pertinente e há que dar-lhe a devida atenção sem dúvida.
Aqui está quem ficou com as costas feitas num oito à conta de peso a mais na mochila, tanto quanto a estupidez de insistir usar, para transportar os livros, um saco de desporto carregado ao ombro só por achar que aquilo dava um ar cool.
Daí até concordar que se legisle nos termos propostos na petição  (ver excerto abaixo) já são outros quinhentos.
Custa-me pensar que se tenha de legislar sobre algo que devia resultar do bom senso de todos e que todos sejamos vistos como trogloditas que só sabem viver em sociedade sob ameaça do chicote.
As escolas devem ter condições para que os meninos possam guardar o material, os meninos devem ser esclarecidos sobre o mal que lhes faz andar com a casa às costas e ter noção do que necessitam, ou não, de levar em cada dia. Por sua vez, os pais devem ter o cuidado de ir supervisionando as mochilas e serem chatos ao obrigar os meninos as esvazia-las de coisas supérfluas. Posso garantir que se encontram coisas inacreditáveis nas mochilas dos meninos. Já cheguei até a pensar colocar uma câmara de vigilância à porta de casa.

É um problema, mas nem todos os problemas se resolvem com leis. Digo eu na minha inocência.




Aqui está parte da petição que, gostava de frisar, considero muito válida quanto a mim no que diz respeito à chamada de atenção para o problema:

"
1 - Uma legislação, com carácter definitivo, que veicule que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar os 10% do peso corporal das crianças, tal como sugerido por associações europeias e americanas.

2 - A obrigatoriedade de as escolas pesarem as mochilas das crianças semanalmente, de forma a avaliarem se os pais estão conscientes desta problemática e se fazem a sua parte no sentido de minimizar o peso que os filhos carregam.
Para tal, cada sala de aula deverá contemplar uma balança digital, algo que já é comum em muitas escolas, devendo ser vistoriada anualmente".



Posso estar totalmente errada, admito até porque como disse o Professor Júlio Gomes

"(…) se todos fôssemos anjos ou santos, a lei não seria provavelmente necessária…" 

O maestro Silva nem lê jornais

O maestro Silva diz que só  teve conhecimento das agressões ocorridas na noite do Porto quando leu a acusação, o que até  dou de barato. Possivelmente não lê jornais nem vê  TV.
Curiosa estou é por saber quem foi plantar uma minuta de contrato no escritório da empresa.
De repente deu-me uma vontade enorme de voltar aos tempos de estágio e sentar-me na sala de audiencias para assistir aquele julgamento que deve ser algo do além.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Discriminação do Macaco



Leio ESTA notícia do CM e vem-me à mente a palavra discriminação.

O que é que o Ronaldo tem a mais que o Macaco Madureira para que o seu gesto de atirar o microfone ao lago não seja merecedor de reacção tão veemente por parte do lesado?

Será por ser pobre? Coff, coff, coff.

Perdoem-me a ironia e até estupidez deste post mas, neste momento, não sei se me parece pior o gesto do, alegado, criminoso (presunção de inocência até ao fim) ou o tom e termos utilizados no texto do CM que, enquanto meio de comunicação social deveria ser um pouco mais polido.

Em todo o caso, obviamente que está em causa um desrespeito total pelas regras de vida em sociedade e os responsáveis da gracinha devem ser punidos.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Asfixiado pelo carinho

Diz o Pinto da Costa que nunca precisou de guarda-costas e se algum dia andou acompanhado foi para evitar ser esmagado pelo carinho dos adeptos. Tem alma de poeta, é o que é

Eutanásia, uma boa morte?


Eutanásia, uma boa morte?

 
"No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma
coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como
equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto
não permite equivalente, então ela tem dignidade" (Kant, 1991: 77)
 
 
Indo à origem da palavra, a eutanásia, do grego eu (bom) e thanatos (morte), significa “boa morte”. Há quem leve a palavra tão à letra que compare a eutanásia com uma morte digna.
Isto leva-me desde logo a questionar o que se deve entender por dignidade. Existirão vidas e mortes indignas?
A temática é tão sensível quanto complexa, estando longe de ser uma discussão entre crentes e não crentes.
Não podemos esquecer a vertente médica, jurídica, filosófica e moral. Muito menos poderemos pensar tratar-se que se trata de um conceito moderno. Consta que, na Índia antiga, por exemplo, os doentes incuráveis eram atirados ao Ganges.
No entanto, não deixa de ser um sinal o facto de essas práticas terem vindo a desaparecer e serem poucos os países que legalizaram a eutanásia. Na Europa, se não estou em erro, só a Holanda e a Bélgica.
A 1.ª conclusão que retiro daqui é que deixar de legalizar a eutanásia não é sinónimo de atraso social.
Importa, antes de mais, discutir a questão de forma esclarecida e na posse de informação credível sobre os vários conceitos envolvidos.
Não gosto de fundamentalismos nem argumentos de choque mas, em bom rigor e face ao actual enquadramento jurídico português, a eutanásia configura o crime de homicídio a pedido da vítima, definido no art.º 134 do Código Penal, pressupondo um “pedido sério, instante e expresso” nesse sentido.
A nossa lei fundamental prevê o direito à vida, determinando que este é inviolável e apenas legitimando que se atente contra este em caso de legítima defesa ou estado de necessidade.
Assim sendo, parece que legalizar a eutanásia implicaria que, previamente, fosse alterada a Constituição.
Mas até neste ponto, aparentemente lógico, existem divergências e os constitucionalistas não se entendem havendo argumentos num e noutro sentido.
Juridicamente a minha dúvida é se direito à vida significa ter direito sobre a vida. E , sendo este um direito inalienável e irrenunciável, em que circunstâncias pode o seu titular pedir a outrem que termine com ele.
Dizendo que outra forma, que tipo de sofrimento justifica pedir a eutanásia como solução.
Ninguém quer sofrer ou, pelo menos as mentes sãs, que o outro sofra.
De que sofrimento falamos? Fisíco? Moral? E como mensurá-lo? Quem é que decide se o sofrimento é, ou não, intolerável?
Reproduzindo um exemplo ouvido há dias, “haverá maior sofrimento maior do que o de uma mãe que perde dois filhos?”. E este sofrimento, justifica pedir a eutanásia?
Se falamos de situações de sofrimento físico em que o processo de morte já está, de algum modo em curso, existem soluções. Um médico, com os conhecimentos necessários, saberá suspender tratamentos desnecessários e deixar a morte chegar naturalmente e sem sofrimento. Falo da ortotanásia.
Não está em causa a defesa do prolongamento artificial da vida impondo um sofrimento desumano mas sim saber o que pode e deve ser feito perante esse sofrimento.
E neste ponto surge-me outra questão. Como é o estado dos cuidados paliativos em Portugal? Antes ainda, quem sabe o que são cuidados paliativos?
Para mim, como estou em crer para 99,9% dos portugueses e até há poucos dias, os cuidados paliativos destinavam-se aos últimos dias de vida, tipo “antecâmara da morte” em que só se ministra morfina para aliviar a dor.
Contudo, e se virmos a definição de cuidados paliativos da OMS, os cuidados paliativos são “cuidados que visam melhorar a qualidade de vida dos doentes e suas famílias, que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável e/ou grave e com prognóstico limitado, através da prevenção e alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos, nomeadamente a dor, mas também dos psicológicos, sociais e espirituais”.
Reparem num pormenor que faz a diferença, “identificação precoce e tratamento rigoroso dos problemas não só físicos”. Longe da minha ideia de recurso nos últimos dias de vida, para alívio de dores físicas.
Temos bons cuidados paliativos em Portugal? Acredito que sim. Suficientes? Tenho a certeza que não. Duvido muito até que existam técnicos de saúde formados em número suficiente para que houvesse uma rede a cobrir o país de forma uniforme, caso fosse essa fosse uma opção política.
E isto é verdadeiramente preocupante pois, mesmo que se invista nas infra-estruturas, a formação de recursos humanos leva sempre mais tempo. Tempo que muitos não têm para viver com a tal dignidade.
Defenda-se, ou não a eutanásia, numa coisa o entendimento será unânime, TODOS temos direito a viver com dignidade.
Vamos centrar os nossos esforços para que esse direito seja assegurado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Há lá mãe mais romântica que a minha

- Está? É  só para saber se comes favas.
- Como duas ou três. Gosto é do molho e do ovo escalfado.
- E do chouriço.
- Já sabes que sim 😊
- Ou preferes ervilhas?
- É indiferente, eu gosto é do molho.
- Pronto, já percebi. Tu queres é o chouriço e hoje é dia de chouriço.

Nota - as interpretações são da responsabilidade de cada intérprete

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Memórias que o Dia Mundial da rádio me traz

A notícia de que se assinala hoje o Dia Mundial da Rádio teve o condão de me transportar no tempo. Lembrei-me das muitas manhãs em que o meu pai irrompeu pelo meu quarto dentroa a cantar "é o despertar da Rádio Renascença"; dos pequenos almoços tomados a ouvir a Olga Cardoso e o António Sala; das viagens feitas ao som dos relatos da bola e da Bola Branca, que ainda hoje gosto tanto de ouvir; das noites passadas a ouvir o Oceano Pacífico e a Rádio Placard como inspiração dos poemas; das idas para a faculdade e as enormes filas de trânsito na VCI. Muitas e boas memórias me traz a telefonia, como lhe chamava o avô Emílio, que continua a ser uma grande companhia, sem dúvida.

A mais de 2000 kms de distância, 4 dias são o meu limite

Vamos lá ser directas. Estava a precisar de uns dias sem as minhas crias, como de pão para a boca. As cachopas são tão absorventes que nem me deixam ouvir os meus próprios pensamentos, muito menos os do papá e meu marido.

Estes dias, 4 no total, em que nos pudemos ouvir um ao outro e disfrutar de silêncio sempre que nos apeteceu, sem preocupações com relógios e a preparação de refeições, souberam-me pela vida.

Mas foram na medida certa. Mais um e acho que todos sucumbiríamos às saudades, a avaliar pelo nível de ansiedade que senti no dia do regresso e as demonstrações de alegria das pequenas quando nos viram.

Claro que agora que já matámos as saudades, não me importaria de voltar para ver tudo aquilo que não tive tempo de ver, mas como essa é uma ideia completamente fora de questão vou tentar esquecê-la.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

E o que uma visita à livraria do Vaticano nos revela sobre a Igreja actual?

Antes de mais, deixem que vos diga que a livraria do Vaticano não fica muito à frente da livraria Santa Joana, aqui em Aveiro. Aliás, não fica nada à frente.

Mas isso é secundário, face ao que nos revelou sobre a Igreja actual e que se traduz numa cada vez maior abertura ao mundo e no assumir dos erros cometidos (que atire a primeira pedra a pessoa ou instituição que nunca os cometeu).

E vimos isso num simples livro que estava à venda, no qual o autor revelava os abusos sofridos em criança, cometidos por alguém do clero, livro esse que tinha um comentário do próprio Papa Francisco.

Pode parecer coisa pouca, mas não creio que seja. Gostei.

Roma em imagens

Porque as imagens valem, por vezes, muito mais que as palavras, partilho algumas das fotos que fui tirando nestes dias passados em Roma.






 
 
 
 
(Fonte de Trevi)
 
 
Em cada esquina um apontamento de ternura
 
 
Em cada recanto o omnipresente Pinóquio
 
 
(mais apontamentos de ternura)
 
 
(tapeçaria - Museu do Vaticano)
 
 
(Museu do Vaticano
 
 
Papamóvel)
 
 
(Museu do Vaticano)
 
 
 
 
 
(Basílica de S. Pedro)
 
 
 
(Praça de S. Pedro)
 
 
(memórias de uma história mais recente)
 
 
(mercado)
 
 
(capela de Portugal na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - umas das que não vem no mapa turístico mas devia ser de visita obrigatória)
 
 
 
 
 
(Vista do Castelo de S. Ângelo)
 
 
 
 
 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Terceiro dia em Roma

O terceiro dia em Roma foi dedicado a visitar o coliseu, o castelo de S. Ângelo  (onde, numa das janelas, Puccini, "atirou" a Tosca), o altar da Pátria e a Boca da Verdade.
Pelo meio, íamos entrando em 1001 igrejas, cada uma mais bonita que a outra. Não há rua que não  a (s) tenha.
Neste passeio não sei bem o que mais me tem tocado, se a grandiosidade daquilo que hoje é para nós parte de um roteiro turístico e que merece muitas selfies, se a interiorização dos momentos que ali se viveram e aquilo que os originou. Inclino-me para a segunda hipótese.
Hoje é dia de voltar à  base e amassar as minhas crias com beijos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Segundo dia em Roma

O segundo dia em Roma foi dedicado a visitar o museu do Vaticano e a Basílica de S. Pedro. Se me pedissem para descrever a experiência numa palavra, diria que é brutal.
É só um passeio pela história da humanidade. Gostei muito de tudo mas se tivesse de eleger um local, não tinha hesitava. A Basílica de S. Pedro vale cada minuto (e foram alguns) de espera e gotas de chuva pela cabeça abaixo.
Sobre a cidade em si, duas notas. Em cada rua há milhentos policias armados até aos dentes o que, inicialmente, impressiona mas acaba por transmitir segurança. Os romanos não têm uma relação próxima com cinzeiros e papeleiras.
Hoje será dia de ir ao coliseu e caminhar mais uns kms.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Primeiro dia em Roma

O plano para o primeiro dia em Roma (na verdade uma tarde) era simples  e foi integralmente cumprido. Comer pizza e gelado. Visitar o Panteão e a Fonte de Trevi. E nao ficamos desapontados.
A cidade está repleta de história. Há monumentos a cada esquina
 São tantos que os mapas turísticos se dão ao luxo de ignorar alguns o que é uma chatice quanto mais não seja pois dariam excelentes pontos de referência para quem tenta orientar-se. Nota-se que o Marquês de Pombal não passou por cá e o ordenamento não é propriamente rectilíneo.
Os romanos são precisamente como o Asterix os descreveu "loucos", no que diz respeito à condução e desconhecem o motivo pelo qual alguém decidiu pintar listas brancas na estrada.
O que nos impressionou mais foi o número de sem abrigo. São mesmo muitos. Um flagelo que se vai repetindo por todo o lado.
Hoje será dia de visitar o Vaticano.
Depois dou notícias. Fui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Olá Roma

E chegou, finalmente, o dia de usufruir da prenda que o Pai Natal gentilmente me ofereceu. É hora de começar a calcorrear as ruas de Roma. Iupiiiii!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Desperdício Alimentar

O desperdício alimentar é uma das coisas que mais me chateia. Tento reduzi-lo ao máximo mas tenho de admitir que, fruto da minha desorganização, às vezes acabo por me esquecer de restos de comida guardados com a melhor das intenções e que acabam por se estragar.

Feita esta Mea Culpa, é tempo de aplaudir todos aqueles que se empenham em projectos de combate ao desperdício alimentar.

E é sobre um deles, o da Cooperativa Fruta Feia cujo site vos convido a visitar e só lamento não esteja a ser implementado mais perto de mim, que hoje vos falo não só por me rever na causa como por ter o condão de me transportar de volta à adolescência e fazer recordar o sabor maravilhoso das nêsperas feias e encarquilhadas que comia quando ia tomar banho ao tanque da tia Alexandrina, lá no Alentejo.

Uma maravilha incomparável com qualquer outra.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Socorro, dei à luz uma hipocondriaca!

Depois de começar o dia a esgadanhar a cara da irmã  (3 arranhões em menos de 24 horas), ter roubado uma tira de entremeada do prato do avô e ter feito 1001 outras tropelias, eis que a doce Tita mete na cabeça que está  cheia de febre e faz um escândalo porque não lhe ponho um termometro.
Acho que dei à luz uma hipocondriaca.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

As leituras da Leonor

A Leonor sai aos paizinhos no que diz respeito ao gosto pela leitura e, aos 7 anos,  aventurou-se a pegar num livro com mais de duzentas páginas das quais já leu metade.
Com a ajuda do marcador de livros, que coloca abaixo de cada linha, aproveita cada segundo para ler.
O Diário de um Banana não é o estilo que eu mais aprecio mas o que me interessa, neste momento, é que ganhe gosto pela leitura, algo imprescindível a meu ver para que aumente o vocabulário e aprenda a escrever sem erros.
Claro que me obriga a estar constantemente a explicar-lhe o significado das palavras, mas faz parte do processo e, a brincar a brincar, já sabe o que é ter voz de soprano.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Quando o Master Chef Brasil abala as nossas convicções

Sou, desde sempre, uma feroz opositora do acordo ortográfico e até ontem à noite punha as minhas mãos no fogo em como nunca me desviaria um milímetro da minha posição.
E digo até ontem à noite porque,  num dos momentos da minha vida que só se deverá repetir daqui a uma década, ao fazer zapping me detive a ver o Master Chef e lá estava algo que nunca julguei necessário. A produção do programa entendeu por bem legendar as palavras ditas por um concorrente português.
Querem ver que isto se resolvia com a resignação  e aceitação do acordo e tenho andado a ver isto numa perspectiva errada, foi a dúvida que me assolou mas rapidamente se esfumou.
A coisa resolvia-se com a transmissão de duas ou três novelas lusas, digo eu.