segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Os primeiros manuais escolares chegaram cá a casa


Este ano iniciámos a aventura no intrincado mundo dos manuais escolares.

 A 1.ª factura foi de 51, 79€ (livros de português, matemática, meio físico, respectivas fichas de exercícios, e religião e moral).

Ao ler esta excelente dissertação sobre o negócio no Blogue MALOMIL percebi 2 coisas

1 - Os livros da 1.ª classe da Leonor foram uma pechincha

2 - Razão tinha o meu paizinho (com 3) para entrar em depressão pós- férias (e ainda não estávamos na era dos livros de exercícios - pelo menos eu, a mais velha)

NOTA: Daqui a 2 anos terei duas na escola (poor me)

Professores de Bragança

Depois das mães, são os professores de Bragança que estão em luta.


Aparentemente existem indícios de recurso indevido a pedidos de mobilidade em virtude de "alegadas doenças".


Antes de mais, quero dizer que tenho o maior respeito pelos professores e me aflige muito a situação que vivem todos os anos. Não imagino, sequer, como seja viver em eterno incerteza quanto ao ano lectivo seguinte.


Algumas das pessoas que mais marcaram a formação da minha personalidade foram professores cja responsabilidade, naquele que queremos seja o futuro dos nossos filhos, é imensa.


Se existem indícios de ilegalidades, acho muito bem que sejam denunciados e investigados com todas as consequências que daí possam advir para os envolvidos.


Gostava era também de ver esta "luta" ser feita com elevação o que passa por saber argumentar.


Escrevo isto depois de ter ouvido uma professora, muito indignada, a perguntar se os pais não se importavam de deixar os filhos ser educados por tantas pessoas inaptas (a acreditar nos motivos invocados). Não conheço a lei que permite esta mobilidade mas quase apostava que o objectivo não é permitir qe pessoas inaptas estejam ao serviço. Mesmo admitindo que 90% dos motivos sejam falsos (caricaturando) há que respeitar os 10% verdadeiros. Doença (e não vos vou maçar mais quanto a isto) não é necessariamente sinónimo de inaptidão).


Em resposta a outro professor, admirado pela idade dos "inaptos", gostaria de esclarecer que é um facto que nem sempre são os mais velhos que adoecem. Este é m facto que tenho omitido às minhas filhas (por razões óbvias) mas que um adulto percebe perfeitamente. NOTA: estou sempre no pressuposto que existem 10% (pelo menos) de motivos válidos.

domingo, 30 de agosto de 2015

A música que mais tocou no dia do meu nascimento

E porque, apesar de estar a terminar, ainda estamos na silly season, resolvi saber qual a música que mais tocou no dia do meu aniversário (10.05.1977). Fiz a pesquisa  AQUI.

Não sei qual a fiabilidade da coisa, mas gostei.

Eagles. Hotel California.





Façam a pesquisa também e partilhem o resultado comigo.

Palhacitas

 
 

Por que a vida é melhor depois do cancro?

Ontem deparei-me com ESTE post com um título muito chamativo e (para mim) incomodativo.

Quando digo incomodativo refiro-me ao facto de me fazer meditar sobre um assunto que me toca muito.

Instintivamente, e mesmo antes de ler o conteúdo, lembrei-me de algo que disse a um amigo a quem foi diagnosticado um linfoma de Hodgkin durante a gravidez da namorada. Disse-lhe eu, na 1.ª visita após o diagnóstico, que se havia momento ideal para receber aquela notícia era naquele momento em que estava prestes a ser pai pois nunca teria um incentivo maior para reagir à doença.

Disse-e depois de pensar muito se o devia dizer, pois sei que soa a "lugar comum" e se há algo que quem está doente dispensa são "lugares comuns". Por isso mesmo senti necessidade de frisar que o dizia de forma sentida e tendo em conta a minha experiência pessoal.

Quando olho para a Leonor tenho a certeza que se não a tivesse no ventre quando recebi o diagnóstico da doença teria, provavelmente, pirado.

Também lhe disse outra coisa que sei soar a cliché " a partir de agora tudo muda, passamos a dar valor às coisas mais pequenas, aquelas que nos farão mais felizes e deixamos de ter paciência para parvoíces".

E não, não é cliché. Acho que toda a gente que já passou pela doença diz o mesmo.

Claro que isto não significa (pelo menos no meu caso) que deixe de me zangar com muitas coisas o que faz com que (assim que me apercebo da estupidez) me chateie à brava comigo própria.

Acho que tenho obrigação de ser mais inteligente emocionalmente mas, ao mesmo tempo, percebo que é sinal que o cancro não muda tudo. Com o que isso tem de bom e de mau.

Vale a pena ler o post. Como dizem as autoras do blogue "cancro não é escolha. bom humor é".

sábado, 29 de agosto de 2015

Se a incompetência pagasse imposto ...

- Aqui está o seu cartão de cidadão. Se algum dia quiser activar a assinatura digital só tem de passar por cá.

- Mas não posso fazê-lo hoje?!!!

- Poder, pode. Mas porquê, precisa?!!!

(já a ferver)

- Posso precisar.

- Mas tem leitor de cartões, está registada no portal do cidadão ?!!! (sua burra, deve ter pensado).

- Tenho leitor, sim. E o registo faço-o quando precisar. (ainda me questiono porque dei tantas explicações)

- Está bem.

A coisa fez-se num minuto e, uma vez mais, recrimino-me por não ter dito umas quantas àquela incompetente (de referir que já tinha visto umas quantas cenas parvas daquela senhora).

Caminho

Caminho sem perceber que o faço
Se vou sempre por ele
Ou por um qualquer descaminho


Caminho como respiro
Respiro como caminho
Sem pensar, só porque é assim


Caminho e nem questiono
Se é este o ar a respirar
Ou há outro que me deva inspirar


Caminho sei lá para onde
A toque do relógio
Que não me deixa parar, como queria



"Fizeste-a bonita!"

"Fizeste-a bonita!" disse-me a Leonor, depois de me lembrar que não valia a pena ralhar com ela e a mana pois fui eu quem decidiu tê-las.


Mais palavras para quê.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Férias

 

As férias sabem sempre a pouco (ou serei eu que já estou em stress por ser o último dia, snif, snif).
 
Sendo o tempo escasso, não nos apetecia perder muito tempo em viagem pelo que rumámos até à Beira Alta.
 
Depois de muita pesquisa na net, e como bons portugueses, acabámos por marcar o hotel quase na véspera da partida.
 
Por sugestão do marido, escolhemos a Quinta do Moinho, na Aldeia Viçosa (a 16 Kms da Guarda). Ia sem qualquer tipo de expectativa, queria era sair de casa por uns dias com os meus 3 amores.
 
Achei as fotos da net (estas são minhas) muito sombrias, mas já estava na fase do "marca qualquer coisa", desconfiei da descrição de tudo aquilo que o hotel proporcionava e imaginei uma aldeia perdida no meio do monte. Até tinha dito a umas amigas que, à cautela, ia levar umas latas de atum na mala.
 
Pois bem, tive de engolir cada palavra de gozo. O local é lindíssimo e o hotel não podia ser mais completo e acolhedor. Encontrámos tudo aquilo que vimos na net, desde a praia fluvial (no hotel), aos barcos, bicicletas, insuflável.... Uma paz.
 
Foram uns dias espectaculares, com alguns passeios pelas redondezas e muita paparoca da boa (aquela mega costoleta de novilho fez-me repensar tudo o que tenho dito quanto ao sushi).
 
No meio de tanta beleza (Sabugal, Belmonte, Manteigas são locais a visitar, sem dúvida), saiu reforçada a minha teoria de que ninguém devia ir para fora sem antes conhecer bem o nosso cantinho à beira mar plantado e seu interior.
 
 
 







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mãe, tu vais morrer? Todos morremos?

Por estes dias, a Tita anda consumida por dúvidas existenciais. Depois de ter começado a perguntar me se vou morrer, vim a saber que já tinha feito a pergunta à mana e ao pai.  A
Tenho tentado amenizar lhe a angústia,  que não sei como surgiu, e desvalorizar o facto de andar sempre a mostrar me a língua para ver se tem uma cor rosada, mas a verdade é que me preocupam estas dúvidas existenciais da minha mais nova.

domingo, 23 de agosto de 2015

Moral/legalidade

Uma das primeiras coisas que se aprende em Introdução ao Direito é que moral e legalidade não são sinónimos.


Mau seria, para a sociedade, se o legislador tivesse de regular tudo. De qualquer forma as duas têm, necessariamente, de andar de mãos dadas o que nem sempre é fácil.


Na semana que passou falou-se muito nas fraudes que acontecem nas matrículas escolares, com pais a indicarem encarregados de educação fictícios e a alterar moradas para conseguirem que os filhos sejam inscritos em determinadas escolas.


A situação levantou-se em Aveiro mas toda a gente  sabe que acontece por todo o país e não começou este ano lectivo.


Estamos perante um caso em que é clara a ilegalidade  e no qual a ilegalidade não choca ninguém, a não ser os pais que se sentem prejudicados por os seus filhos não terem vaga na escola onde deveriam ficar.


Quem pode censurar um pai que procura aquela que acha ser a melhor escola para o seu filho, seja pela qualidade, seja pela proximidade do trabalho ou até porque será naquela escola que estarão os amiguinhos do ano anterior?


Ninguém. A não ser os pais que, por direito, deveriam ter os filhos em determinada escola  mas não conseguem porque outros foram mais expeditos (chamemos-lhe assim).


Quem tem razão? Se calhar ambos os lados (um mais do que outro).


Aqui se vê como moral e legalidade de tocam e como, contrariamente ao que seria desejável, há sitações em que o legislador tem mesmo de legislar a moral

sábado, 22 de agosto de 2015

Aqui é que é o meu lar!

- Não quero ir de férias, já disse!


- E nós ja ouvimos. Pára com essa conversa, mana!


- Eu não quero ir de férias porque aqui é o meu lar!


Muito dramática esta minha Leonor, capaz de emocionar os mais sensíveis.


Só é pena que eu tenha ouvido a conversa toda o que fez com que saiba que o motivo pelo qual a Leonor não quer sair de casa nada tem a ver com o apego ao lar mas com a vontade de se fazer convidada para jantar em casa da melhor Amiga com a qual tinha acabado de ir ao cinema, refira-se.



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Coisas marcantes que se fazem no 5.º dia de férias

Tinha o cartão de cidadão caducado há 2 meses (shame on me) e hoje foi dia de repor a legalidade da coisa.


O que é que isto tem de marcante, perguntarão? Muito, respondo.


1.º porque, de há uns tempos para cá, tudo tem um significado especial para mim. Ando uma sentimentalista do pior.


No caso concreto, andava ansiosa por ver outra foto no meu documento de identificação.


Apesar de não ter desgostado de me ver de cabelo curto, aquela foto em especial (talvez por ser a preto e branco e as fotos do cc nunca ficarem grande espingarda) levava-me muito atrás no tempo, a um tempo que não quero lembrar (apesar de tudo mo lembrar).


Já estava farta de ver as pessoas a olhar para o cc, olhar para mim, novamente para o cc e dizerem "está tão diferente" ou então a conter comentários (há pensamentos que se lêem na cara, de tão transparentes).


Claro que podia ter renovado o cc muito tempo antes, mas não valia a pena. Aquela era/sou eu.

Livraria Lello - que excelente estudo de caso

Todos os dias vemos empresas que definham porque não souberam adaptar-se (em termos de oferta e gestão) à evolução dos tempos.


A receber mais turistas do que compradores, num edifício lindíssimo, a Lello começou a cobrar entradas e consta que, para além de facturar 10.000€ em vouchers, começou a vender o dobro dos livros.


Aqui está um excelente estudo de caso sobre inversão de cenários.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

E ao 4.º dia de férias, uma constatação óbvia

O tempo só, aparentemente, é matemático.


Nas férias corre, consideravelmente, mais rápido.


PS


E lembrei-me agora que desde 2.ª feira que não vejo os sumários do Diário da República (ó pr´a mim a hiperventilar tantos são os nervos)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

É possível ler Camilo José Cela até ao fim? - dúvida existencial no 3.º dia de férias

Ando com vontade de ler autores diferentes dos que já conheço e decidida a começar por aqueles que tenho cá em casa.


Com esse propósito, peguei na "Cruz de Santo André" do Camilo José Cela. A avaliar pelas 1.ªs páginas, o conteúdo do lívro faz juz ao título. A leitura é penosa, de tão complexa (continuo a achar que eliminar a pontuação é requisito "sine qua non" para almejar um Nobel.


A minha maior dúvida existencial, presentemente, é se é possível ler Camilo José Cela até ao fim.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sharon Stone - é nestes momentos que sei que ele me ama

Estava eu a ficar verde de inveja, ao ver  a notícia de uma sessão fotográfica que a Sharon Stone fez aos 57 anos, quando ouço o meu homem "oh, aquilo é tudo mentira. Ainda há dias a vi na televisão, a assistir a um jogo de futebol americano, e aquilo é só pelinhas".

Se isto não é Amor, não sei que será.

Ainda assim não me importava de ter estas pelinhas.





Coisas loucas que se fazem no 2.º dia de férias

Andava há dias a sonhar com uma loucura.  Levar as cachopas ao Portugal dos Pequenitos, um dos locais mais giros que conheço para miúdos e graúdos.

O (enorme) risco foi calculado e de imeadiato ignorado (que quando meto uma coisa na cabeça não vale a pena).

E hoje lá fomos, 1 adulta e 3 cachopas entre os 4 e os 11 anos.

Como a sorte protege os audazes, a coisa correu muitissimo bem (dentro do contexto).

Entre metade da população francesa, encontrámos vários amigos (já sei que estavam lá mais) e as múdas não se mataram umas às outras.

O Portugal dos Pequenitos continua giríssimo e em constante  actualização (as novidades são uma casinha de xisto e um bule de metal feito pela Joana Vasconcelos. Quem gosta de Barbies pode ver para cima de 200.

Pena ser tão carote (o bilhete inclui um Super Maxi, outra reminiscência da minha infância); sugiro que antes da visita vejam o site e as parcerias que dão desconto no bilhete (ex. cartão FNAC - é pouco mas grão a grão enche a galinha o papo), já que a informação não está afixada nas bilheteiras.

Aconselho a visita.

Quando achamos que já sabemos ser mães ...

Quando achamos que já dominamos a ciência de ser mãe, eis que vem uma daquelas "fases" e nos enche de dúvidas e receios.


A Leonor tem 6 anos e vai em Setembro para a escola primária. Está muito crescida, a minha menina, mas aquela cabecinha anda toda revirada.


Neste momento parece uma adolescente na fase mais crítica. Amua por tudo e por mais, chora, grita que não gostamos dela, que damos mais beijos à Tita do que a ela ....


Em resumo, faz birras monumentais em tom muito teatral (só vendo). Diz coisas que não lembram ao diabo e à dias chegou ao ponto de ir até à porta de casa e gritar para eu sair, "que não me queria ver mais e podia levar o que quisesse - meia cama, meia cadeira ...".


Há cenas e monólogos que, em abstracto, dão muita vontade de rir mas no fundo ando muito preocupada com este comportamento. Claro que já fui ler umas coisas e, pelos vistos, fará parte desta fase do crescimento e construção da personalidade. Eu é que tenho medo que ficar aquém e não a conseguir acompanhar convenientemente. Quando penso na adolescência, então, até tenho suores frios.


Acho que preciso de deitar a cabeça no ombro da pediatra (uma sábia aquela doutora).


Pobre de mim.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Coisas estúpidas que se fazem no 1.º dia de férias

No 1.º dia de férias, ainda a tratar de papelada, eis que resolvo fazer uma simulação da pensão de reforma e constato que (mantendo-se os actuais pressupostos) me reformarei no longínquo ano de 2042.


Haja força e estupidez natural para lá chegar.

sábado, 15 de agosto de 2015

Doutora Brinquedos

O conflito geracional instalado cá em casa (entre mãe e filhas, diga-se) encontra-se particularmente aceso.

Dizem as cachopas que eu acho feio tudo aquilo de que elas gostam (aqui se incluem, por exemplo, a Violetta e uns cãezinhos super pirosos comprados no S. Lourenço).

Mas a divergência de gostos não é total.

Sou fã desta pequena.

Para quem não conhece a Doutora Brinquedos aqui fica o genérico que, mãe e pai) tanto gostam de cantar em coro.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Passou um ano

Passou um ano e a nossa vida prosseguiu
Aquela que não sabíamos como viver sem  ti
Conseguimos levá-la em frente, adaptar-nos
É assim o Amor
Que te faz eterno em nós

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

E qual é o 7.º líder mundial mais sexy, qual é?



Segundo uma votação feita nos States, o nosso PM fica em 7.º lugar de uma lista dos 200 líderes mundiais mais sexy.






De referir que o 1.º lugar foi atribuído ao jovem rei do Butão.




Já o nosso PR foi distinguido com um honroso 72.º lugar.




E disto não falam os socialistas. Estou mortinha por ver como se vão safar desta.


It´s the final countdown

2, 1 ... férias, vacaciones, vacances, holidays




Parapara parapara parapararara

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ia havendo bronca

- Tita, não mexas nessa gaveta, que é da mãe!
- Estou à procura de um gancho!
- Aí não há nada vosso!
- Ai, não  ?!!! Então que é isto, e isto e isto ?!!!!


Foi por um triz que não descobriu a caixa da fada dos dentinhos.


Ia havendo bronca cá em casa!

Há as lágrimas e também há as desculpas de crocodilo

Estou a tomar banho e ouço uma vózinha, do outro lado da porta, "desculpas, mãe, desculpas".

Logo depois ouço outra, mais segura, "vá lá Tita, diz como o pai disse para dizeres".

"Desculpa mãe. Pronto, já está. O pai disse que podia haver "Push Pop", se houvesse desculpas à mãe". (NOTA: informação a confirmar junto do pai).

Perante um pedido tão sincero (e nada industriado), a minha vontade é comprar um cento de "Push Pop´s".

terça-feira, 11 de agosto de 2015

E quando chegamos ao ponto de deitar fora os apontamentos de Filosofia do Direito

O fenómeno ocorreu já no domingo, mas quis esperar algum tempo para perceber quais os efeitos.


Finalmente deitei fora os apontamentos de Filosofia do Direito, já com uns bons 15 anos.


Esta foi a última cadeira na qual fui a oral durante o curso. Passei com uns sofridos, e sofríveis, 10 valores se bem me lembro o que, entre outras coisas, reflecte o gosto que tinha pela disciplina.


O que aconteceu na minha vida, depois de tão ousado passo?


Nada. Rigorosmente nada. Sinto-me como no dia 11 de Maio de 1995, o dia a seguir a ter feito 18 anos.

Contador de afectos

Tudo é desmedido, nas minhas filhas, ao nível do afectos.


Amam-se(-me), detestam-se(-me); abraçam-se(me); batem-se(me).


Só são matemáticas quanto às minhas demonstrações de Amor. Contam cada beijo e abraço que dou à mana e cobram quando lhes parece que o resultado não é igual.


Tento explicar-lhes que vou dando os beijos e abraços à medida das necessidades de cada uma mas têm dificuldade em perceber a lógica da coisa.


Os ciúmes são tramados.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pumba

Ah, tem sensores laterais, frontais e traseiros e tal e coisa. Pena é que não evitem choques com a traseira do carro de outro condutor igualmente distraído.


O que vale é que foram só riscos. Os benditos sensores permaneceram intactos.



Desistir, jamais

A decisão de não dar nem mais um cêntimo aos fabricantes de fraldas está a sair-nos do pêlo e a enriquecer os fabricantes de detergentes.


Nunca soubemos muito bem o que são noites mal dormidas (tirando os primeiros tempos da Tita), de modo que não estávamos muito habituados a andar a cirandar pela casa a meio da noite.


Eu, em particular, devo estar a ficar velha porque demoro eternidades a voltar a adormecer.


A vontade é desistir, mas há que perseverar.


Mais ano, menos ano, havemos de vencer.

domingo, 9 de agosto de 2015

E hoje sou ...

Hoje nem sei bem que sou. Estava tentada a vestir-me de verde, mas não gostei nem um bocadinho daquela saída do Jesus. Jogos psicológicos "à Mourinho" são do pior que há.


Acho que me vou inclinar para o vermelho. Só porque sim.

Lugares onde a mamã não entra

A Leonor voltou para casa ontem à noite. Assim que acordou, a 1.ª coisa que a Tita fez foi acordar a mana, que se levantou sem um queixume que fosse.


Agora estão as duas fechadas na sala, a conversar.


Há lugares/momentos onde a mamã não entra.


Vou ter de me habituar à ideia.

sábado, 8 de agosto de 2015

Brincamos ou colamos cartazes?

Muito se tem falado, e rido, à conta dos outdoors publicitários do PS. A novela é tão completa que até já envolveu pedidos públicos de desculpa ao Edson Athayde, numa cena tipo "Perdoa-me".


Os cartazes são, de facto, ridículos. Seja pela imagem gráfica dos primeiros ("É tempo de confiança"), a roçar as mensagens da IURD, seja pelo conteúdo dos que se lhe seguiram. A apimentar a história temos o facto de haver fotografados (pelo menos uma) que diz não ter autorizado a utilização da imagem.


Está tudo mal nesta história, desde os prestadores de serviços escolhidos (do famoso Edson à tal empresa do Porto que terá utilizado números errados) até ao cliente (responsável último pela difusão dos cartazes).


Mas há pior do que ver o PS a utilizar cartazes estilo PCP.


Mau mesmo, e muito preocupante, é ver a ausência de ideia concretas (leia-se propostas para inverter o cenário, mal ou bem, retratado nos cartazes.


Ouvindo o António Costa falar, não hesitava em votar nele. Quem é que não votava em alguém que irá diminuir o desemprego, repor salários e reformas e por ai fora ...?


Só que depois começo a pensar e surgem as dúvidas. Como é que isto será feito? Ninguém sabe (diria que nem o próprio). Pior ainda (há sempre pior) é olhar em volta e não ver ninguém com respostas, independentemente da cor da camisola que veste.


A minha pergunta pois é "Brincamos ou colamos caratazes?".

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

I just called ...

Durante anos, questionei-me como é que a minha avó e a minha tia-avó arranjavam tantos temas de conversa para conseguirem estar, diariamente, horas ao telefone.


Agora, ao ouvir a conversa das minhas crias, percebo que não interessa o tema da conversa (que pode até ser exactamente igual ao da véspera). O que interessa é ouvirem-se uma à outra. Não há porque complicar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vamos lá então falar do Pablo Osvaldo

E como os desejos das minhas amigas são ordens para mim, vamos lá falar do Pablo Osvaldo, o garboso moço das fotos. Isto de acompanhar notícias via radio ou através do som da TV (enquanto se cozinha, dobra roupa ...), ou seja sem ver as imagens, faz com que coisas importantes nos passem ao lado. Especialmente quando essas "coisas" têm nome de cantor pimba. Falo, no caso, da transferência do Pablo Osvaldo para o FCP que, só por acaso do destino, não me passou despercebida. E que tenho eu a dizer sobre este moço italo-argentino, pai de 4, com fama de enfant terrible e que, se as minhas fontes não me falham, não aguenta mais de 2 épocas num clube? Pois que lhe reconheço algumas potencialidades, sim senhora. E espero (para bem da qualidade futebolística, claro está) que o Pinto da Costa o coloque no sítio, devidamente lavadinho e de cabelo cortado (já vi fotos que deixam a desejar quanto à limpeza do rapaz).



Amor de cão e gato

A aventura das férias da Leonor contina.


Ontem ligou várias vezes ao pai, chorou, e lá o convenceu a ir jantar a Ermesinde.


A espertalhona não quer voltar, quer é receber visitas.


De referir que, ingrata, só chama pelo pai (imginem as facas cravadas no meu peito).


Mas lindo, lindo é ver a reacção das manas ao facto de estarem longe uma da outra e ouvir as conversas telefónicas em que partilham tudo o que aconteceu (e receberam) ao longo do dia.







quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Boateng

O Boateng não passou nos exames médicos do SCP.




Será que o motivo é aquele que a namorada avançou há uns tempos (vide capa do Correio da Manhã de hoje)?


E pronto, declaro este blogue oficialmente fútil e parvo.

Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Consta que se vão divorciar :(



Quem te ama?

- Quem te ama, mãe?


- O quê Tita, que disseste?


- Quem te ama?


- Não sei. Diz lá tu.


- Sou eu!


Como uma frase tão curta e espontânea, acompanhada de um sorriso terno e envergonhado, pode valer milhões.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Acerca do casamento do Jorge Mendes

Gosto imenso de festa de casamento, vestidos de noiva e tudo o mais inerente ao dia.


Não me admiro que o Jorge Mendes e a Sandra Mendes tenham querido renovar os votos de um casamento já com 10 anos e (com algum esforço) até consigo acreditar que o tenham feito por convicção.


Também não me admiro que tenham querido uma festa "tcharam" (que atire a 1.ª pedra a noiva que nunca sonhou com uma).


Já me custa mais a possibilidade (por aí aventada) de o casamento ter servido, igualmente, como estratégia de marketing de lançamento do novo projecto da noiva.


Isto porque, por mais tcharam que se sonhe a festa de casamento,  imagino-a sempre como uma festa intimista com amigos e família e sem intuitos comerciais (NOTA: também me é difícil acreditar que alguém seja amigo do Ronaldo+Mourinho+ Pinto da Costa+ Jorge Jesus+Florentino Perez+ Pires de Lima+ ...., mas isso sou eu que sou brega e desconfiada).


Claro que nesta festa, em particular, é inevitável falar em comércio (para além da marca que a noiva ira lançar). Foram gastos rios de dinheiro, fechadas ruas, trinta por uma linha e só acessível a alguns.


Não nego que me chocam certos gastos, mas há que pensar que (marketing por marketing) esta festa não deixou de ser óptima para pôr Portugal nas bocas do mundo. Não é todos os dias que o produtor da Lady Gaga partilha fotos tiradas cá no nosso cantinho à beira mar plantado, só para citar um exemplo.


E, mal por mal ( se é que se pode falar em mal) o dinheiro foi gasto em Portugal, tendo servido para pagar alguns salários e deu uma ajudinha na manutenção de Serralves.


Quanto ao vestido da noiva (é inevitável falar neste), que pelos vistos desiludiu alguns que preferiam que a Sandra "saísse da zona de conforto" (como li algures), só tenho a dizer (do pouco que consegui ver nas fotos) qe me surpreendeu positivamente. Dado o estilo pessoal da autora cheguei a ter ALGUM medo.


E dizem vocês "este deve ter sido dos posts mais fúteis que a Neves escrever".


E eu respondo "têm razão". Deve ser de estarmos em plena silly season.

Que orgulho das minhas gentes

Ao longo dos anos, sempre me lamentei da distância existente entre a "cidade" e o Beira Mar.


Hoje vejo com orgulho a mesma "cidade" a mobilizar-se e arregaçar as mangas para recuperar o estádio Mário Duarte.




Domingo (dia 8) será dia de trabalho, com piquenique pelo meio.


Tenho a certeza quanto a algumas caras que lá vou encontrar, as mesmas que sempre vi ao meu lado na bancada. Estou curiosa por ver as demais.


Quem quiser aparecer será bem vindo.


Podem ver a notícia AQUI.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

1 dia se passou e a Leonor não voltou, mas quase

Com a mana fora e a Tita a sofrer uma crise de saudades, resolvemos mimar a mais pequena e levámo-la ao "Medicodonalds".


A meio do jantar, o papá atende o telemóvel e começo a vê-lo com os olhos marejados.


Era a Leonor, a pedir ao pai que a fosse ver. Por pouco, não saiu a correr do restaurante para aceder ao pedido da sua menina.


Depois de se controlar, lá a conseguiu acalmar e (até ver) a cachopa está a aguentar-se (imagino que tenha adormecido).


Já eu, tenho de lidar com a saudades e uma pontinha  (notória e assumida) de ciúmes. Sr.ª D.ª Maria Leonor está numa fase de enamoramento com o papá e não quer saber de mim. Snif, snif



domingo, 2 de agosto de 2015

Ainda não foi embora e já tenho saudades

Hoje é dia de fazer as malas da Leonor, que vai passar uns dias a casa dos avós paternos.


É a 1.ª vez que tal acontecerá e, antes mesmo de a ver partir para 85 Kms daqui, já estou cheia de saudades.


Não tenho dúvidas nenhumas que ficará em boas mãos. Já os avós, hão-de ser alvo de extorsão e outras maldades (é a vida, dirão alguns).


Mas para ser sincera. lá no fundinho, tenho a esperança que a cachopa peça para voltar logo na 1.ª noite.


Eu e a Tita, que não sei como aguentará morar cá em casa sem a sua musa inspiradora.

sábado, 1 de agosto de 2015

Coisas que uma mãe faz por Amor

Ir à Opera, numa 6.ª feira à noite porque a Leonor "não gosta de opera, adora opera".


Eram 2 operas de Puccini e cada uma "só" tinha 1 acto disseram-me.


Por mim, a coisa até se fazia com 1/2 acto, mas enfim. Aguentei-me estoicamente e só dormi 1/4 do tempo.


Resmunguices à parte, até gostei.