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A mostrar mensagens de Junho, 2018

Ainda o empréstimo dos livros escolares

Voltando ao empréstimo dos livros escolares no ensino básico, devo dizer que estou em pulgas para perceber como irá irá ser operacionalizado no próximo ano lectivo. A ideia não seria descabida ... se os livros fossem de mera consulta e não tivessem exercícios que implicam a utilização de lápis de cor e colagem de autocolantes.
Tenho também imensa curiosidade em saber qual o destino que foi dado aos livros utilizados no ano passado. Vou colocar a questão ao ministério da tutela mas, entretanto, se alguém tiver conhecimento directo de situações concretas e puder partilhar eu agradeço.

A revelação deste mundial

E cá por casa,  a revelação do mundial foi mesmo a patroa mais nova. A cachopa acompanha os jogos atentamente, comenta jogadas, sabe o número dos jogadores de Portugal e é particularmente fã do Quaresma. Segundo ela, os números 20 são sempre os mais fortes (nada a ver com o seu número da escola, claro).

Esconde os abdominais, Ronaldo.

Um dos títulos de jornal mais interessantes que vi hoje, dava conta que o Ronaldo não pode tirar a camisola no jogo com o Uruguai.
E eu torço para que, de facto, se contenha nos festejos que todos desejamos.
Seria chato ficar sem o abono de família nos quartos de final do mundial. Esconde lá os abdominais, rapaz. O povo português agradece.

Que dia feliz este

O meu dia ficou marcado com a alegre chegada ao mundo de dois belos, e muito desejados, rapagões. É uma alegria assistir à cobstante renovação da vida. Aos super pais, um grande beijinho de parabéns. Aos super bebés, votos de que nós  (os crescidos) saibamos acompanha-los sempre, ajudando-os a crescer neste mundo que, acredito, tornarão melhor.

Ninguém ombreia com o Bolon

Vai um avô ansioso buscar as netas e elas recusam-se a sair da escola.
Parabéns Bolon. Consta que tens mel e é bem possível. Certo é que ninguém ombreia contigo, no que à relação com os nossos cachopos diz respeito.
No dia em que completas mais uma primavera, aqui ficam os votos de felicidade eterna.

Irão?

Irão os nossos rapazes acordar do marasmo e dar-nos uma alegria para terminar o dia? Irão?

Slime - como vamos de receitas por esses lados?

Pode demorar um pouquinho, mas não há moda que passe ao lado cá de casa  (benza-as Deus).
E eis que chegou o slime. As patroas andam empenhadas em encontrar uma receita caseira daquela nhenha e eu só rezo para que não resolvam experimentar fazer aquilo em casa.
Se alguém tiver receitas para partilhar, as patroas agradecem (eu, nem tanto).

Vamos lá apagar os livrinhos

Não sei quem teve a ideia, mas isto de se emprestarem os manuais escolares nos quais os meninos fazem exercícios que incluem pintura com lápis de cor e autocolantes, e ter a pretensão que os mesmos sejam devolvidos devidamente apagados, é surreal.
A malta apaga, claro, mas quero ver em que estado é que os livros vão ficar (por melhores que estejam as capas). Enfim ...

Métricas imensuráveis

Há dores e amores que, de tão grandes, se tornam aos olhos invisíveis
Métricas imensuráveis, de improváveis risíveis
Só percebidos pelo coração vivente que os sente
Longe que ficam daqueles que (in)conscientemente os classificam

Digam-me que não sou a única

Ontem recebi um telefonema do gabinete vizinho. Dizia-me a colega "Neves, nós gostamos muito da Mariza, mas podes mudar de música? É que estás há uma semana a ouvir a mesma coisa !".
Depois de me rebolar a rir, perguntei se tinham alguma preferência musical, ficando a saber que os colegas só querem mesmo que mude.
Não fazia ideia que a música fosse ouvida noutro gabinete, obviamente. Aliás, eu própria deixo de a ouvir por vezes. Coloco-a baixinho e gosto de a ter como companhia, mas é verdade que sempre tive esta mania de ouvir as mesmas músicas, em loop, durante algum tempo quando me dizem algo.
Serei só eu?
Vou tentar respeitar o desejo dos colegas, claro. Torçam é para que não me vire para trash metal (sou algo eclética em termos musicais).

Sobre as crianças de hoje em dia, o sedentarismo e a electrónica

Pode ser ingenuidade minha, mas não me parece que o sedentarismo e a obsessão pela informática sejam factores aos quais as crianças de hoje em dia estejam condenadas à nascença. Se calhar o que falta aos adultos é criar espaços /momentos nos quais os cachopos se possam mexer, sujar se preciso for, e brincar "como dantes".  E tenho dois exemplos bem recentes e reveladores desta teoria. Um deles, já aqui falado, na feira quinhentista aí da terra. Outro no dia da comunidade, organizado pela paróquia em que papás e pintainhos se divertiram a valer, com um simples piquenique acompanhado de música. Ouviu-se o Kevinho ( para espanto de alguns) mas também se dançou rancho. Tablets nem vê -los. Parece-me que o futuro da humanidade não estará assim tão mal.

Direito ao esquecimento

Há dias em que sinto uma particular necessidade de exercer o direito ao esquecimento, vulgo "deslarguem-me".

Fonte de vida

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Por estes dias andei no baú e descobri esta foto, que me diz muito. Nela vejo felicidade em tempos turbulentos. A pele e cabelos baços, as sobrancelhas ralas, a saliência do cateter subcutâneo por onde escorriam os químicos que haviam de ajudar a curar-me, tudo marcas de uma  fase em que o Amor foi verdadeira fonte de vida. Aquela menina  de olho vivo, por quem lutei tanto, a verdadeira prova que o melhor de nós está sempre para vir. Bom domigo a todos

Força nas canetas

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Impossível evitar, no dia de hoje. Vamos lá cambada e força nas canetas. Vamos sujar a camisola, que o melhor é Portugal!

Inteligência emocional -2

Mãe, tu és gentil. Deixas-me comer mais uma bola de chocolate?

Sobre o viver juntos antes de casar

De vez em quando dou por mim a pensar naquelas pessoas que decidem viver juntas antes de casar, para fazer a experiência, ver se resulta e só depois avançar para a formalização da união.

Entendo e respeito muito aqueles para quem os papéis não são necessários, especialmente porque nada de demove da convicção de que o grau de compromisso tem de ser o mesmo havendo, ou não, casório.

Respeito mas não entendo essa tal ideia de fazer a experiência. A vida traz-nos tantas surpresas, obriga a tantas mudanças que não será um período experimental, por mais longo que seja, que nos vai assegurar que aquela é a pessoa certa.

Podia dar imensos exemplos mas acho que ESTE texto resume tudo o que poderia dizer "Não há casamentos estáveis".

Leiam que vale a pena. E sejam felizes nas mudanças, com ou sem papel passado.

Nem acredito!

Nem acredito que os casamentos de Santo António foram hoje e eu nem soube. Não que tivesse feito alguma diferença, mas não nego as saudades do tempo em que me podia alapar no sofá a ver os vestidos.

WC para mães

Quando a patroinha mais nova entrou no hospital (cirurgia simples e que correu bem), foi acompanhada pela mãe e pelo pai.
Foi curioso ver como todos se dirigiam a mim e assumiam que seria eu a passar lá a noite (não chegou a ser necessário) e a tirar baixa. Até o WC tinha uma placa a indicar "wc para mães".
De forma super espontânea, tudo ali se direccionava para as mães.
Lembrei-me logo de todas as "capazes" que por aí andam a defender a igualdade de género com ideias fraquinhas.
Inverter este estado de coisas, naquele contexto, não passa obviamente por afixar placasa dizer " wc para pais". Passa pela iniciativa do pai assumir alguns papéis, tradicionalmente entregues à mãe. Isto, claro, se for essa a decisão da família.
No nosso caso, foi o pai a tirar baixa.
NOTA - questão de fundo à parte, a placa não me chocou nada. Achei-a só curiosa e fofinha (admito).

Inteligência emocional

-Mãe, tu que és cristã ajuda-me a tirar a camisola!
-Mãe, põe-me água no copo que eu sou muito nova!
-Mãe,  eu não gosto de ti... eu ADORO-TE!

Será da anestesia geral?

Hoje dei os meus impostos por bem empregues

Estavamos quase a marcar a cirurgia aos ouvidos da patroa mais nova num hospital privado, quando nos recomendaram o hospital de S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
Já tinha excelentes memórias das experiências lá vividas, por isso não foi difícil acatar o conselho.
A cirurgia foi hoje e correu bem (o que mais importa nesta história) e não posso deixar de fazer um agradecimento público a toda a equipa, de um profissionalismo e cuidado extremos. As condições, excelentes e a fazer corar muitas instituições privadas. Enfim e resumindo, hoje dei por bem empregues os impostos todos que tenho pago e posso dizer que é uma sensação saborosa.

Reconciliação

Ainda ontem foi batizada e já está prestes a fazer a primeira comunhão.
Hoje receberá o sacramento da reconciliação pela primeira vez. Sei que ainda não está ciente do significado de todos estes momentos, mas estou certa que ao longo da caminhada crescerá e conseguirá discernir qual a via que deve seguir e ser feliz com as escolhas que vier a fazer. A semente está a ser lançada.
Na minha garganta, o no está quase a desatar-se e o orgulho a transbordar pelo olhos.
Que Amor tão grande este. Que honra ser tua mãe, Leonor.

Rescaldo da feira quinhentista

Pelo terceiro ano, estive na barraquinha da associação de pais da feira quinhentista cá do burgo. Com a ajuda de outros pais, e amigos que nada têm a ver com a associação, conseguiu-se um fim de semana de convívio e verdadeiro espírito de partilha. Fez-se comunidade, verdadeiramente, tendo como polo congregador o trabalho voluntário daqueles que se desdobram no seu tempo por causas várias.
Pelo meio, comidinha da boa (a sopa de peixe das vicentinas faz ressuscitar) e muita animação. Foi giro ver a miudagem, à volta de brinquedos de madeira, divertindo-se à brava sem necessidade da electrónica.
Em resumo, foi um fim de semana que me deixou de coração e alma cheios e muito orgulhosa destas gentes.

Dia dos sobreviventes de cancro

Dizem por aí que hoje é o Dia dos sobreviventes de cancro. O meu dia, portanto.

É com alegria que constato que somos cada vez mais e com enorme respeito que guardo a memória e exemplo recebido daqueles que não estão cá para celebrar este e os outros dias.

Todos somos vencedores, sem dúvida alguma.