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A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

Feliz 2012

A todos os que me acompanharam durante este ano, mais ou menos silenciosamente, e comigo partilharam as minhas (des)venturas desejo um Ano de 2012 cheio de serenidade.

Não nomeio ninguém em particular, pois todos têm o seu lugar no meu coração.

Obrigada pela vossa amizade e carinho.

Ano novo, leite novo

Está tomada a primeira, grande, resolução de ano novo.

Dia 1, a pequena Benedita começa a beber o leitinho pelo biberão.

É que aquele dentinho, único e aguçado, já anda a fazer estragos. E eu não fiz mal a ninguém.

SOS Mãe em crise

A pequena, quando lhe convém, grande Leonor não me dá tréguas. Vive agarrada a mim, ao mesmo tempo que faz birras monumentais daquelas com direito a espernear no chão.

Está a conseguir, não só deixar-me à beira da loucura, por-me cheia de dúvidas existenciais.

Alguma coisa está a falhar?

As teorias são mais do que muitas. Tenho ouvido de tudo. Desde o mimo em excesso, que será compreensível por causa das circunstâncias que rodearam a sua gestação e primeiros meses de vida,até ao sofrimento pelo nascimento da Benedita.

Nos poucos momentos de racionalidade que vou conseguindo ter, penso que será só uma fase. Parece que a dos 2/3 anos nem sempre é fácil.

De duas coisas tenho a certeza, mimo (=amor) nunca fez mal a ninguém e não conseguiríamos dar-lhe mais atenção do que damos.

Sei que, rapidamente, vou lamentar o que me apetece fazer agora. Ter uns diazinhos de férias numa ilha deserta. Sózinha.

Daqui a muito pouco tempo não vai querer saber de mim, senão para lhe emprestar o multibanco. Mas,…

Jamais confiar

Quando a nossa filha, a quem deixámos carregar nas teclas do multibanco, começa a recitar em voz alta o código secreto, percebemos que não se pode confiar em ninguém.

Muito menos em crianças matreiras, capazes de conspirar contra a própria mãe.

HO HO HO

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Feliz Natal a todos os meus queridos amigos, reais e virtuais.

Que o Menino Jesus, na sua justiça, dê a cada um de acordo com as necessidades e sonhos.

Muita Paz, Amor, Saúde e Amizade, preferencialmente com alguns euritos no bolso.

Um Santo e Doce Natal

Obrigada Silvina

Hoje, ao abrir a caixa do correio, tive uma agradável surpresa.

Debaixo de um envelope, com uma conta para pagar, lá estava outro mais pequenino e muito mais simpático vindo, directamente, da cidade luz.

Obrigada minha querida Silvina.


Cá te espero para o cafezinho.

PS Também não me importava de o beber em Paris :)

Para 5 só faltam 3

Fez ontem dois anos que fiz a última sessão de quimio. Estou, ofialmente, a 3 anos de ouvir a palavrinha mágica começada por C.

Ser mãe é ...

...ter de optar entre deitar ao chão a filha, de 9 meses, que estamos a amamentar ou impedir que a filha, de 31 meses, coma um pastel de nata acabadinho de sair do cesto das fraldas sujas.

Optei por continuar a amamentar.

O Natal não é para as crianças

Depois de :

Assistir à cena de uma mãe que obrigou a filha, que berrava por querer ir para casa, a tirar uma foto com o Pai Natal.

Criticar a senhora.

Ver a Leonor em pânico, com medo do velhote das barbas brancas e insistir (depois de ter criticado a outra mãe) com ela para que deixasse tirar uma foto.

Ver uma criança a vomitar por causa dos nervos provocados pela festa de Natal do infantário e outras a chorar no meio do palco da mesma festa, enquanto os pais tiravam fotos.

Concluí que o Natal não é para crianças. Pelo menos não para crianças com menos de 6 anos. O Natal é para os pais, entre os quais me incluo,a quem a paternidade deve queimar a mioleira.

A dificuldade de tomar vitaminas para a memória ...

... é lembrar-me de as comprar. Mesmo depois de ter ido à farmácia dois dias seguidos.

La Movida em Aveiro

La Movida em Aveiro chez moi.

Entre bronquiolites (da mais pequena) e pesadelos (da menos pequena), as noites lá em casa têm sido uma animação.

Estou a pensar, seriamente, em meter-me nos speeds para aguentar a pedalada. Doutra forma, acho que vou dar o tilt.

Presépio by Leonor

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Todos de castigo, virados para a parede.

Boletim Clínico

Ontem lá fui, estrear-me na Nefrologia.
A médica é amorosa e, apesar de não ter podido acrescentar nada àquilo que eu já sabia (está dependente de exames complementares), deixou-me mais descansada.

Segundo ela, os valores anormais de proteinuria na urina devem ter origem num dos fármacos da quimio. No entanto, como são baixos, o mais provável é que não venham a chatear muito.

Descartou a hipótese de fazer biópsia aos rins, o que me aliviou muito (diga-se de passagem). Para já, vou só fazer análises ao sangue.

Pelos vistos os valores são só uma "coisinha", expressão que me deixou de sorriso nos lábios pois lembrou-me um videoclip que passa no Canal Panda (onde mais poderia ser) do qual todos gostamos cá em casa.

Em resumo, pode ser algo chato ou não (grande novidade). Mas o mais provável é que seja uma doença daquelas que não chateia (conceito novo para mim, que sempre julguei que todas as doenças chateavam por natureza).

Cismada

De acordo com a Leonor, o papá está no Çambique... e a Xana Toc Toc também.

Fiquei cismada

Despedida inesquecível

Em vésperas de o meu homem voar para Moçambique, onde estará quase 15 dias, resolvi que a despedida deveria ser inesquecível.

Para tal, qual matrona, passei o domingo de pijama, a correr entre o fogão e o estendal (com alguns desvios para mudar fraldas e limpar ranho).

Aposto que não se esquecerá da minha linda imagem.

Como diz o outro "depois queixa-te, Susana".

PS Pelo menos o arroz de cabidela ficou bom.

Qual estripador, qual quê

Tivesse eu desejo de fama, e tinha o caminho para lá chegar muito facilitado.

Descobri ontem uma coisa que ia deixar a produção da Casa dos Segredos a esfregar as mãos de contente.

Depois de revelar o meu segredo, o filho do, suposto, estripador de Lisboa ficaria sem qualquer hipótese.

Como sou uma língua de trapos, vou revelar.

Acho que dei à luz a reencarnação do rei Herodes.

Deixei ao alcance da Leonor o 1.º presépio que lhe comprei. E a facínora não esteve com meias medidas, pegou na Nossa Senhora e arrancou-lhe o Menino dos braços. Não satisfeita, atirou o Menino para o chão.

À noite, não sei se com a consciência pesada, pediu-me para lhe contar a história do "Menino Jesus ou lá o que é".

Um encanto, esta pequena.

O choque

Perceber, passadas quase 2 décadas, que uma coisa que sempre assumimos como verdade fundamental está errada é um choque.

Pois é, sr.ª professora de antropologia cultural, descobri que tudo aquilo que adquirimos após o nascimento não é cultura (como sempre nos disse).

Tudo aquilo que aduirimos, vivemos, respiramos (...) após o nascimento é jurídico.

Alguns, que não propriamente os juristas, perceberão esta minha nova verdade.

E eu, que sempre detestei filosofia, dou por mim (quase 20 anos depois) a filosofar