sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pobre de mim

E chegou o dia em que, finalmente, me despedirei da minha dentola de estimação nascida em local inapropriado.


Há anos que o devia ter feito mas, para além do medo, tem havido sempre algo a contecer na noite anterior que o impede. De uma vez foi uma paragem de digestão, de outra um herpes.


Hoje parece que não tenho desculpa.


M.E.D.O.  Que ninguém fale comigo a partir das 18h.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Continua a fazer sentido (e muito)


De repente, sou contactada para colaborar na realização de um estudo sobre a importância do uso de uma rede de suporte online na transição de saúde-doença na pessoa com doença oncológica.

E fico feliz por perceber que há quem veja este blogue como peça (ainda que ínfima) dessa rede de suporte,  confirmando que tudo continua a fazer sentido (e muito).

A Adoração dos Magos é nossa

Soubemos hoje que sociedade e empresas aderiram ao apelo e foi possível ao Estado adquirir o quadro "A Adoração dos Magos", de Domingos Sequeira.
Fico contente com isso já que reconheço a importância de preservar o nosso património histórico.
Contudo esta mobilização da sociedade deixa.-me a pensar na reportagem que vi ontem sobre uma família que se desdobra em apelos e iniciativas para angariar fundos que permitam à filha realizar tratamentos a uma doença rara.
Bem sei que umas causas não impedem as outra. E, como diria a minha mãe, uma coisa é uma coisa e outra coisa é  outra coisa.
Mas há  algo que não bate certo nisto tudo. Desde logo porque nunca deveria ser necessário  fazer campanhas de angariação de fundos para tratamentos médicos necessarios. Depois porque, admitindo que o Estado tem recursos limitados que tem de gerir criteriosamente, nunca se viu semelhante apelo em questões tão sensíveis quanto a saude.
Em todo o caso é sempre bonito assistir à solidariedade e capacidade de arregaçar as mangas dos portugueses, independentemente da causa.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Cuidado. É assim que eles nascem!

- Pai, qual é que está em 1.º?


- O Benfica.


- Então sou do Benfica!


- Nah. Isto é temporário.


- E no ano passado?!


- Isso não interessa nada!


Fim de conversa

terça-feira, 26 de abril de 2016

Que orgulho, Leonor!

E eis que saiu a lista definitiva. É oficial.


A Leonor foi admitida no conservatório, o mesmo onde o bisavô deu aulas e onde gostaria muito (tenho a certeza) de a ver.


O piano continuará a tocar. Estamos orgulhosos da nossa menina e emocionados com esta vitória.


Chegará (só) onde quiser chegar. Cá estaremos para a acompanhar naquilo que a fizer feliz.

Aquela resposta

Depois de muito meditar sobre o caminho a seguir, colocando 1001 cenários e ponderando outras tantas variantes, eis que a resposta chegou de forma subtil e por via inesperada.


Foi só preciso estar atenta.


Tenho a dúvida esclarecida. Agora é seguir o caminho, exercendo a minha liberdade que, embora condicionada pela dos outros, não deixa de me pertencer.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A parte chata de um fim de semana prolongado e soalheiro

A parte chata de um fim de semana prolongado e soalheiro, vivido numa cidade cheia de encantos, é mesmo o final.


É impressionante a rapidez com que corpo e mente se habituam à inacção e perdem o ritmo.


Vai ser duro o regresso à vida real.



domingo, 24 de abril de 2016

No nosso tempo ninguém dizia no nosso tempo

"No nosso tempo, ninguém dizia no nosso tempo". Grande verdade esta. Grande a obra de quem o diz.


Que a genialidade perdure e o Fizz Limão tenha voltado para ficar.


PS Há que esteja convicta que ontem, em Aveiro esteve um impostor em vez do verdadeiro Miguel Ararújo, mas podem ser só efeitos da bebedeira de sono.



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Quem nunca errou que atire a primeira pedra

Hoje deparei-me com um e.mail antigo sobre o documentário "O padre das prisões ", que fala da obra que o padre Joao Gonçalves tem feito junto dos reclusos e da sociedade no sentido de tornar a justiça restaurativa uma realidade.

Confesso que estou em falta pois ainda não vi o documentário, mas conheço a obra e o obreiro, por quem tenho grande admiração.

Para quem não conhece, partilho o teaser:

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Parece que as contas de somar se fazem na horizontal

Tenho para mim que o mundo está para acabar e eu não tinha percebido.


Então não é que agora as contas de somar se fazem na horizontal? Já tinha ouvido qualquer coisa, mas só agora fui confrontada com a nova realidade (que até ajuda a exercer a mente de forma interessante, admito).


É ao ouvir  uma pequena pigmeu a dizer-me "agora faz tu uma, que quero ver se já percebeste. Acho que no teu tempo não era assim que se fazia!", que percebo que sou mesmo do tempo da outra senhora.

Se cais, ainda levas por cima!

Estava no hipermercado, quando ao meu lado ouvi uma mãe a dizer ao filho "Se cais, ainda levas por cima!". O sorriso foi inevitável já que a frase me transportou uns bons anos atrás até à Madeira onde eu, e as minhas irmãs, ouvimos precisamente a mesma ameaça. A coisa traumatizou-nos tantos que ainda hoje a repetimos, sempre que podemos, para chataar a nossa mãe e nos rimos como umas perdidas ao lembrar a peripécia.

terça-feira, 19 de abril de 2016

10 coisas que incomodam a Tita

10 coisas que incomodam a Tita:

1- Meias com costuras
2 - Meias sem costuras
3- Sapatos largos
4-Sapatos apertados
5- Mangas compridas
6-Mangas curtas
7-O barulho que a irmã faz a comer os cereais
8-Obarulho que a irmã não faz a comer os cereais
9-Tudo, em geral
10- Nada, em geral

domingo, 17 de abril de 2016

Fosso entre gerações

Pais da minha geração, não ensinem os vossos filhos a escrever com a ajuda de um dicionário de 1989.


Lembrem-se que, à data, não se conhecia o K, nem o Y, muito menos o W e acordo ortográfico era coisa mais desconhecida que hoje em dia.


Se for só para confirmar a palavra helicóptero não há problema.


E assim se cava o fosso entre gerações!

sábado, 16 de abril de 2016

Pegadas na Areia (porque nada, mesmo nada, acontece por acaso)

Já aqui falei várias vezes sobre o quanto me diz o poema "Pegadas na Areia", o mesmo que deu origem ao livro que me acompanhou na 1.ª sessao de quimio, conforme conto NESTE post.


Hoje voltei a cruzar-me com o poema, de forma muito bonita, através de um postal em forma de pegada.


Enquanto o comprava, pensei que seria bonito dá-lo ao primeiro desconhecido com quem me cruzasse na rua. Quem sabe precisasse de ler aquelas palavras. Entretanto achei melhor nao o fazer, com receio que a pessoa me achasse louca ou confundisse com uma Testemunha de Jeová.


Segui o meu caminho, o que incluiu subir 4 andares (que parecem 8) de um prédio. Ao descer as escadas, qual nao foi o meu espanto quando me deparei com o postal (aquele mesmo que tinha comprado) caído no chao.


Coincidencia? Nao creio.


Pelos vistos era eu que estava a precisar da mensagem.

Queda do ano

O meu avo tinha uma máxima "Boa romaria faz, quem em sua casa fica em paz".


Pois bem, anteontem
 comprovei que nem sempre assim é. Estava a caminhar, com a Benedita ao colo, quando tropecei e espalhei ao comprido, caindo mesmo em cheio sobre a parte esquerda do corpo.


A pobre da pequena, essa, bateu com a cabeça no chao ou na parede (nem sei bem,tanta foi a afliçao), ficando com um galo gigantesco.
Não  consigo descrever a dor mas, muito pior, foi a aflição relativamente à Tita e a culpa por não ter conseguido protegê-la tal como é  suposto uma mãe fazer. E já é a segunda queda que damos juntas. Na primeira ainda ela estava na barriga.

Felizmente tudo acabou bem. Ainda estou toda dorida, mas a Tita já  nao se queixa e isso é o que me interessa.
Em todo o caso deixa-me a pensar como a sorte faz falta.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Se queres manter um segredo guarda-o para ti

Por estes dias tivemos uma excelente notícia que só não é ainda pública pois surgiu sob a forma de lista provisória, ou seja pode não ser definitiva. (NOTA - não, não estou grávida, como se pode inferir pela referência a uma lista provisória).


Ainda não a gritámos ao mundo, para evitar criar falsas expectativas na pessoinha em questão que, entretanto, já vai conseguindo ler umas frases o que me limita ainda mais neste blogue (dá para perceber de quem estou a falar, não dá?).


Mas passemos ao segredo, de Polichinelo naturalmente.


Tínhamos acabado de ver a tal notícia, quando passou lá por casa um primo que reparou nos "olhos constipados" de um de nós.


Sosseguei-o e disse que se tratava só de um momento de emoção pela boa notícia que acabei por revelar, pedindo reserva (tenho de ser rigorosa e referir que pedi reserva somente junto da tal pessoinha).


Minutos depois, recebo um telefonema a perguntar o que se passava. Estava o circo montado.


Tornei a pedir reserva junto da pessoinha, que foi entendida como não podes contar a ninguém o que, juntamente com o facto de não ter sabido a notícia em primeira mão, me valeu um valente amuo.


No dia seguinte, uma mensagem (já de de outa pessoa) do tipo "nem me contas nada ...".


Entretanto vim a saber que a notícia/surpresa já tinha sido contada a mais uma mão cheia de pessoas (e não pelo primo ), sempre por motivos devidamente fundamentados.


Em resumo, acho que toda a freguesia já sabe, até porque a dada altura eu própria tive de contar a outras pessoas já que não fazia sentido, na hierarquia dos laços, algumas saberem e outras não.


Estou a falar de uma notícia provisória que já me encheu de orgulho, independentemente do resultado final.


Só tenho receio de criar uma falsa expectativa à pessoinha. Claro que se o resultado for um NÃO, teremos de a infotmar e explicar que para o ano haverá mais.


Vem este post a propósito de uma máxima que o meu pai sempre me ensinou e não pode ser mais verdadeira. "Se queres manter um segredo, guarda-o para ti e não o contes a ninguém".


Não é por mal, seja por recalcamento seja porque cada um de nós tem sempre alguém muito importante a quem sente vontade de contar (que por sua vez tem outro alguém importante), certo é que a coisa vai por aí fora como fogo em palha seca.


(NOTA- contrariamente ao que possa parecer, este post não é contraditório com o que escrevi ontem sobre a confiança cega. Apesar de tudo, continuo a confiar cegamente nos homens (sim foram homens) que puseram a boca no trombone)



terça-feira, 12 de abril de 2016

Confiança cega

Eram os dois invisuais, cada um com a sua bengala de que ele prescindiu, deixando-se guiar por ela.
A imagem é real e tocou-me pelo simbolismo.
A confiança cega é dos sentimentos mais reconfortantes e difíceis de vivenciar.
É preciso ver com o coração e nem sempre há capacidade e pré-disposição para tal.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sobre este Amor maluco das manas

 
Uma, a mais velha, recorre às armas verbais "odeio-te; és a pior irmã do mundo!", entre outros mimos.

 
Outra, a mais pequena, faz-se valer dos punhos.
 
No final, tudo se resume a um Amor maluco e infinito.
 
 




domingo, 10 de abril de 2016

A dama das Camélias

Ontem permitimo-nos uma folga das patroas e fomos ao teatro.


Depois de um belo jantar no "Alentejano", em Aveiro, (cujo dono é uma simpatia e onde prometi voltar), lá fomos ver "A Dama das Camélias", protagonizada pela Sofia Alves e com a participação do Ruy de Carvalho.


Para mim foi um registo diferente, já que sou mais dada à literatura e à música, mas muito agradável.


Apesar de não ser especialista, deu para perceber que um bom actor de teatro não é necessariamente um bom actor de telenovela e vice-versa (imagino que seja uma constatação básica, mas como disse sou principiante nesta nobre arte).


Gostei e fiquei com vontade de ler o livro de Alexandre Dumas Filho.

sábado, 9 de abril de 2016

Soy Luna

Soy Luna - momento de cultura geral para tias e primas. Aposto a ponta do dedo mindinho da mão esquerda em como, mais dia menos dia, a Leonor vai pedir uns patins.

Está a chover

Está a chover ... e a culpa é minha. Carrego-a, tal como outras culpas pelas demais fatlidades que ocorrem na vida das minhas patroas.
Coisa de ser mãe

sexta-feira, 8 de abril de 2016

E uma lobotomia?

Vou assistindo, com muito cepticismo a toda a profusão de medidas de conciliação entre a vida pessoal e profissional/protecção da parentalidade e promoção da igualdade de género, implementação de longas check lists para verificação daquelas medidas, etc, etc,etc.


E sinto-me mal com o meu cepticismo. É óbvio que existe a necessidade destas medidas e que as mesmas sejam  defendidas com unhas e dentes.


A questão é que, antes de avançar com mais ou pelo menos antes de andarmos com as belas das check lists, seria muito importante fazer o trabalho de base o qual passa por informar os cidadãos sobre aquelas que já existem, trabalhar mentalidades para que recorram às mesmas (e outros para que as aceitem - esta parte é tramada).


Pensando na parentalidade, por exemplo, é incrível o desconhecimento sobre as medidas que já existem (e falo por mim que manuseio o código do trabalho diariamente e nunca vi implementar metade delas, pelo tal desconhecimento (a que acresce, quando há conhecimento, à dificuldade que o outro lado (leia-se entidade empregadora) tem em aceitar as mesmas, independentemente do sexo).


Mas voltando ao meu cepticismo, sinto-me mesmo mal por não acreditar na mais valia de dar passos maiores do que as pernas e achar que há coisas que não vão lá à bofetada (passe a piadinha básica).


Até que recebo telefonemas, como o de ontem, em que uma jovem mãe instruída demonstra a sua indignação pelo facto de um pai divorciado ter direito ao gozo facultativo de 10 dias úteis de licença parental inicial (quando já teve os 10 dias úteis (agora 15) de gozo obrigatório), achando mais estranho o facto de lei o permitir do que o da mãe impedir o pai de ver a filha.


E é nestes momentos que penso que o meu cepticismo talvez tenha algum fundamento.


E uma lobotomia, prévia à publicação de diplomas legais?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Pormenores só visíveis aos olhos de uma jovem leitora



- O que é que o pai está a fazer, Leonor?

- Está a trabalhar no computador. Ahhhhhhh, já reparaste que computador tem uma asneira no meio?!!!

E é isto

Aprender a ler, essa maravilhosa aventura.

A Leonor prossegue, vitoriosa, a sua luta para aprender a ler e é de derreter o coração assistir à alegria que extravaza a cada nova frase completalida sózinha.


Claro que já a apanhámos um ou dois sustos na rua, ao deixar de a ver porque ficou parada atrás de algum outdoor cuja mensagem tentava decifrar, mas há fins que justificam os meios.


Descobrimos também que, nesta fase, são completamente contraproducentes (e até irritantes) as toalhas de mesa com motivos dos lenços dos namorados. A constante leitura de cada frase, cada uma com mais erros ortográficos do que a outra, é algo definitivamente a evitar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Algo me diz que devo ter medo

- Tita,não  faças isso que  incendeias a casa!
- O que é incendiar, mana?

Mais 5 anos e a coisa passa

Entre amigos das filhas e filhos dos amigos, não fim de semana em que não tenhamos, pelo menos, uma festa de aniversário.


Há dias pensava nisto quando me dei conta quer seria coisa para durar só mais uns 5 anitos.


Quando nos dermos conta, e muito mais rápido do que desejaríamos, já os cachopos hão-de deixar de querer festas que metam papás e pinhatas.


Há que aproveitar, portanto.

sábado, 2 de abril de 2016

Mentiras piedosas

Na sequência do dia das mentiras (que eu funciono com retardador), eis a dúvida existencial que me assola. Existirão mentiras piedosas? E a omissão? Conta como mentira (piedosa)?


Se alguém quiser partilhar teorias acerca da questão, a gerência agradece.