quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como as crianças nos ajudam a poupar

Ontem, falava com alguém que dizia adorar ir ao ginásio porque, entre outras coisas, podia estar horas debaixo do chuveiro sem se preocupar com a conta da água.

Ao ouvi-la, lembrei-me dos 15 minutos (bem contadinhos) que tenho para tratar de mim pela manhã.

Estava meia perdida nos meus pensamentos quando, de repente, se faz um clique na minha cabeça.

Cá está uma excelente dica para poupança de água. Ter duas filhas, rebeldes, com 22 meses de diferença.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Qualquer dia vamos todos presos

As minhas filhas são doutoras (diria até pós-doutorandas) na arte do embuste.

Ultimamente, têm desenvolvido uma técnica de grito e choro que se assemelha aos ruídos emitidos por quem está a ser espancado.

O facto de exercerem a técnica à saída de casa, preferencialmente no átrio do prédio, cujas condições acústicas fazem com que o ruído seja ampliado, leva-me a crer que pretendem ser ouvidas pela vizinhança.

Se eu vivesse no mesmo prédio onde moram crianças que fazem tais ruídos já tinha chamado as autoridades, de certezinha.

Antes que as ditas cheguem e me levem encarcerada, vou tentar explicar o motivo do grito e choro.

Como diria o outro, é por tudo e por nada. Sendo que o tudo, NÃO inclui castigos físicos, juro pela minha saudinha (ok, ok, sei que não é garantia suficiente e que as meninas andam todas esfoladas ....).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nem ao lar me vai ver

O fm de semana está a ser de arromba. O meu estômago andava a ameaçar parar há já alguns dias e cumpriu a promessa na noite de sexta para sábado.

Desta vez deu-me forte e, para além de outros sintomas com os quais não vos vou importunar, tenho umas fisgadas horríveis, a fazer lembrar contracções, que me fazem dobrar toda.

No período pior, estava sózinha com a Leonor no quarto e supliquei-lhe "Nô Nô", chama o pai e pede para me fazer um chá".

A resposta foi a que tem sempre na ponta da língua. Um NÃO bem redondinho e firme.

Está-se mesmo a ver que, quando for velhinha, nem ao lar me vai ver.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tita "a mata sete", o reverso da medalha

O meu paizinho costuma dizer que há sempre alguém mais maluco do que nós.

Pois bem, D.ª Maria Benedita provou o seu próprio veneno.

No próprio dia em que derrubou os 3 coleguinhas (como contei no último post), houve uma menina que resolveu fazer o molde da dentadura nas suas bochechas. A pobre está com a cara desfeita mas o provérbio é velho "quem vai à guerra, dá e leva".

PS

Ainda dizem que as meninas são mais calminhas. É o são.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tita, "a mata sete"

D.ª Maria Benedita chegou ao infantário e dirigiu-se a uma caixa com brinquedos.

Para a alcançar deparou-se com um obstáculo constituído por 3 amiguinhos (duvido que ainda o sejam).

Não foi de modas e derrubou aquele que estava mais próximo que, por sua vez, fez cair os outros dois (tal qual peças de dominó).

Comentário das auxiliares, "lá está ela, a fazer aquilo de que gosta mais".

A pequena tem a melhor das mestres em casa. Meiguinhas, as minhas filhas.

É tudo tão lindo no início

Passados 22 meses (já era tempo), D.ª Maria LBenedita teve guia de marcha do quarto dos papás.

Optámos por mudá-la para o quarto de D.ª Maria Leonor, onde ficará mais quentinha.

Na 1.ªnoite, os olhos das manas brilharam de alegria e a mudança foi muito bem aceite.

Na 2.ª noite a ,até então,  proprietária exclusiva do quarto caiu na real.

Estava eu na cozinha quando começo a ouvir gritos "sai do meu quarto, não te quero aqui". Lá corri em defesa da co-proprietária, explicando à Leonor que o quarto agora é das duas e terão de se entender.

Aguardo, com expectativa, a 3.ª noite.

sábado, 19 de janeiro de 2013

O final de Gabriela



O mais recente ritual de adormecimento cá de casa é constituído pelas 3 fêmeas enfiadas numa cama de solteiro, a ver histórias, enquanto o macho vê (vá-se lá saber porquê) a Gabriela.

Ontem à noite, aproveitando o facto de ser 6.ª feira, alapei-me no sofá (coisa que não fazia há um tempinho razoável), pronta a furar o ritual para ver o último episódio da Gabriela.

De repente, começo a ver a informação de rodapé.  Afinal o último epísódio será só domingo. Raios, a SIC fintou-me. Claro que estamos todos carecas de saber o final e, em caso de muita ansiedade, podemos sempre ir cuscar a TV Globo mas, como diria o outro, não seria a mesma coisa.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O mistério das cuecas desaparecidas

Quando cheguei a casa, a minha mãe perguntou-me se a menina (Leonor) tinha ido para o infantário sem cuecas.

Disse-lhe que não, que até me lembrava que as cuecas eram azuis.

Pois, diz-me a minha mãe, ela bem diz que tem umas cuecas azuis mas não as tem vestidas.

Passei a questionar a menina em causa. "Leonor, as tuas cuecas?". "Estão aqui mãe. " "Aqui onde?" "Vestidas". "Desculpa Leonor, mas tu não tens cuecas, onde é que elas estão?".

Passado algum tempo deste ping pong, resolvi raciocinar. De manhã, separei-lhe a roupa, cuecas azuis incluídas. Mas foi ela que se vestiu. Quando vi, já tinha as meias calças. Está-se mesmo a ver o que aconteceu e eu, mãe negligente, nem dei conta. Imagino o que pensarão de mim lá no infantário.

Caso para dizer que são os perigos da autonomia.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A razão do meu cansaço

"O que é isso, mãe?"

"São vitaminas que eu vou tomar, porque ando muito cansada."

"Andas cansada porquê, mãe"

Hesitei uns segundos, enquanto pensava "ando cansada porque tu e a tua irmã dá cabo de mim", e foi o bastante para que se antecipasse na resposta.

"Andas cansada porque ralhas tanto, tanto, tanto"; pára de ralhar porque assim ficas doente"

Carnaval

A pouco mais de 3 semanas do Carnaval, já estou enjoadinha dele.

Para já, antevejo uma enorme guerrilha com as minhas crias. Estou mesmo a ver a saída de casa para o infantário no dia em que forem fantasiadas.

A pequena só deixa calçar as sapatilhas de luzinhas (foi vê-la no domingo passado de vestido de fazenda a estrear e sapatilhas).

A grande quer ir vestida de ... TOSCA (essa mesma, a do Puccini) e já deixou a avó à beira de um ataque de nervos (a avó ligou-lhe, toda solícita, a perguntar que fantasia queria este ano).

É difícil fazê-la entender que pior do que ser a única não mascarada num grupo é estar mascarada de algo que ninguém identifica.

Já o ano passado foi um stress, mas aí o desejo era mais razoável. Queria ser a ovelha choné (pena que só o tenha decidido na hora de sair de casa mascarada de capuchinho vermelho, tornando).

Antecipo momentos de grande tensão.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O dia hoje foi muito lindo mãe

Antes de sairmos de casa houve 1001 lutas entre as minhas crias, a pior das quais terminou com a Leonor a ser derrubada pela Tita com a força de um valente puxão de cabelos.

Chegadas ao infantário, o avô tirou a Leonor do carro e esta começou a estrebuchar, violentamente, enquanto chamava por mim (que levava a Tita ao colo).

O avô pousou a Leonor, que me deu a mão, e pegou na Tita que começou também ela a estrebuchar e a bater no avô.

O avô quase teve um ataque cardíaco fulminante, à conta dos nervos.

Entretanto, constou-me que a Leonor "acertou o passo" a uma amiguinha.

À hora de regressar a casa, a Leonor recusou-se a vestir o casaco e disse-lhe que o castigo seria não ver televisão. Foi a viagem toda a berrar a mesma frase, enquanto me mantive calada.

Quando estávamos na cama, sai-se com um "hoje o dia foi muito lindo, mãe". Ai foi, Leonor, porquê?
"Porque eu e a Tita portámo-nos muito bem".

Pensamento imediato, tenho de passar maisn tempo com as minhas filhas porque não vi nada de bonito no dia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A patroa

Tita : "Ai, ai, mãe, tau, tau"

Mãe: "Tita, quem diz tau, tau, cá em casa é a mãe e o pai, não é Leonor?"

Leonor: "É mãe, e eu também"

Moral da história - nunca fazer perguntas cuja resposta não queremos ouvir

E agora, como é que vais resolver?

Na hora de deitar, a Leonor resolveu dar-me tanga e fugir pela casa fora.

Depois de a tentar agarrar, sem sucesso, refugiou-se do lado oposto da sala.

Com uma mesa a separar-nos, olhou-me fixamente nos olhos e perguntou "E agora, como é que vais resolver isto?".

Fiquei sem armas e resposta.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Pepa Xavier não se arrepende de ter pedido mala Chanel

Estava a passar os olhos pelas notícias mais recentes, quando me deparo com este título "Pepa Xavier não se arrepende de ter pedido mala Chanel".

Até há dois ou três dias não fazia ideia de quem era a Pepa. Quando vi o famoso video, cheguei a pensar ser uma encenação de tanto exagero (desde a falta de conteúdo à pronúncia acentuada).

Mas parece que era verdadeiro e que um dos principais desejos da Pepa, em 2013, é ter uma mala Chanel clássica "que dá com tudo".

O mundo caiu-lhe em cima, mas o que é certo é que esta menina de 25 anos tem um blogue sobre moda com mais de 1.000 seguidores e, ao que consta, vive dos rendimentos do referido blogue.

Tenho cá para mim que não será a única a desejar a mala Chanel em 2013.

Não me identifico com os seus interesses mas claro que, como muitos milhares de portugueses, tive de ir dar uma espreitadela.

Seria incapaz de me tornar seguidora do blogue, mas uma coisa é certa podemos criticar a Pepa Xavier em tudo (e há muito por onde pegar), não podemos é deixar de reconhecer a sua sinceridade.

Fútil, ou não, disse o que sentia. Sempre é melhor do que ouvir discursos feitos e populistas.

sábado, 12 de janeiro de 2013

IX ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL PENITENCIÁRIA


 
FÁTIMA, Hotel Santo Amaro, 25 e 26 de Janeiro
Este ano, o tema encontrado, que serve de fundo para o nosso trabalho, será: DIREITOS HUMANOS E SISTEMA PRISIONAL.
Começaremos os trabalhos, no dia 25, com abertura do Secretariado às 8.30h, para termos a Oração às 9.45h, a que se segue a Sessão de Abertura com D. Joaquim Mendes, Direcção Geral e Coordenador Nacional da Pastoral Penitenciária.

O Primeiro Tema: "DIREITOS HUMANOS E SISTEMA PRISIONAL - DA RECLUSÃO À REINSERÇÃO", tratado em estilo de Mesa Redonda, com:
Dr. José Mouraz Lopes - Juiz Desembargador e Presidente da Associação de Magistrados Judiciários,
Drª Helena Vera-Cruz Pinto -Provedora-Adjunta do Provedor de Justiça,
Dr. João Portugal - Coordenador para a área dos Direitos Fundamentais do Provedor de Justiça,
Dr. Francisco Moita Flores, que Preside a esta Mesa e a Modera.
De tarde: Uma reflexão sobre o "CÓDIGO DE EXECUÇÃO DAS PENAS E MEDIDAS PRIVATIVAS DA LIBERDADE", especialmente o seu Artigo 7º (Lei 115/2009 de 12 de Outubro), e contamos para este trabalho com um Elemento da Comissão Parlamentar dos Direitos, Liberdades e Garantias, seguida de um TRABALHO DE GRUPOS.
No Sábado, para aprofundarmos o que nos diz o Direito Canónico e Doutrina da Igreja sobre o Direito dos Cristãos Presos a serem evangelizados, e os deveres da Igreja para com os Detidos, teremos um Canonista - o P. Dr. José Maria Afonso Coelho - Beja, Juiz do Tribunal Eclesiástico e Professor de Direito Canónico.
Será partilhada com todos um interessante experiência, no âmbito da Pastoral Penitenciária, de um grupo que intervém, com o respectivo Capelão, num Estabelecimento Prisional.
No final faremos a síntese dos trabalhos, e terminamos com uma Intervenção de D. Joaquim Mendes.
Pedimos a divulgação deste Encontro, que prevemos de grande interesse para as nossas intervenções no imenso campo da Pastoral Penitenciária nas nossas Dioceses e nos Estabelecimentos Prisionais.
As inscrições para o Encontro devem feitas o quanto antes e através do email: pastoralpenitenciariaportugal@gmail.com, sendo que devem indicar se pretendem ficar alojados no Hotel Santo Amaro, em quarto duplo ou individual, e as refeições que tomarão.
Os preços praticados pelo Hotel Santo Amaro são os seguintes:
  • Pensão completa -------------- 29,00
  • Refeição extra------------------ 10,00
  • Meia Pensão ------------------- 24,00
  • Suplem. Quarto Individual-- 16,00

Aguardamos as inscrições de todos com a máxima urgência!
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Coordenação Nacional da Pastoral Penitenciária
Comissão Episcopal da Pastoral Social
Conferência Episcopal Portuguesa

Email: pastoralpenitenciariaportugal@gmail.com

S. Gonçalinho pede ajuda a S. Pedro

O ponto alto do cartaz das festas de S. Gonçalinho, este ano, é o concerto dos Deolinda que se realizará hoje, às 22h., no bairro da Beira-Mar, em Aveiro.

Vendo as nuvens escuras que se estão a formar, algo me diz que S. Gonçalinho precisa, muito, da complacência de S.Pedro.

O povo, no qual me incluo, iria agradecer. Há anos que, com muita pena, não vou à festa.

Gosto imenso de ir assistir à tradição de  atirar cavacas do alto da Igreja. Apesar da perigosidade da coisa (para quem não sabe, as cavacas (doces cobertos de açúcar) são duros como cornos, é giro ver o pessoal cá em baixo a tentar apanhar as cavacas com a ajuda de guarda-chuvas, redes ou casacos.

Vamos ver se tenho sorte.



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Descida de temperatura - Linha de Emergência Social (Aveiro)

Considerando a descida de temperatura anunciada para os próximos dias, a Câmara Municipal de Aveiro  apela a que todos os que tenham conhecimento de pessoas em situação de debilidade (caso dos sem abrigo) contactem aLinha de Emergência Social n.º 144 ou os Serviços Municipais de Protecção Civil através do telemóvel 96 39 307 00

Petição contra o abate do cão Zico


Na sequência dos comentários ao meu post de ontem, fui ler o teor da Petição contra o abate do cão Zico, que passo a transcrever:

"Esta petição tem como objectivo lutar contra o abate do cão "Zico" que atacou uma criança em Beja e de todos os outros "Zicos" espalhados pelo país...
Um cão que nunca fez mal durante 8 anos e atacou é porque teve algum motivo.

O abate não é solução! Nestes casos há que investigar o que causou a reacção do cão (foi provocado/não está a ser bem tratado/etc) e pode optar-se pela reabilitação/treino do cão!

Se não se abatem pessoas por cometerem erros, por roubarem, por matarem...então também não o façam com os animais! Eles também merecem uma segunda oportunidade!

POR CADA VIDA PERDIDA DEVIDO AO ATAQUE DE UM ANIMAL, VÁRIAS VIDAS SÃO SALVAS POR ANIMAIS!!!

Os signatários"

A conclusão a que chego é a de que mantenho tudo o que escrevi ontem.

Para evitar mal entendidos, vou resumir a minha ideia.

1.Gosto de Animais
2.Tem de se investigar a causa do ataque
3. Os donos devem ser punidos, se se confirmarem os maus tratos
4. Não concordo é que se arrisque a reabilitação do cão, comprovando-se que realmente atacou, havendo a possibilidade de que ataque novamente

Ou seja, em momento algum, defendi o abate (cego) de animais.

O que acho é que o risco de tentar reabilitar um animal perigoso é desproporcional face aos danos físicos e morais que pode causar aos seres humanos.

Sei que a capaz é delicada e provocadora de algumas reacções mais impulsivas. Quero, por isso, agradecer os comentários serenos e lúcidos que fizeram ao meu último post e dar os parabéns, em especial, à Sara Costa pelo seu trabalho em defesa dos animais.

Ao anónimo das 20:42 nem sei que dizer. Talvez que me faz acreditar na teoria de que não existem cães maus, só maus donos porque revela uma agressividade equiparável à de quem maltrata animais (irónico este mundo).

Para terminar, a certeza que, apesar de gostar de animais, continuo a gostar mais de seres humanos (sem prejuízo de pensar que existem alguns que deviam passar algum tempo dentro de uma sala cheia de Zicos).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Abate do cão Zico

Fiquei hoje a saber que a petição contra o abate do cão Zico (aquele que há dias atacou um bebé de 18 meses que acabou por falecer) tem já 10.000 assinaturas.

Gosto muito de animais, acreditem, mas não percebo esta mobilização. Mas não me devia admirar depois de saber da ameaça feita pela BB de renunciar à nacionalidade francesa caso o Governo não recue na intenção de eutanasiar dois elefantes doentes.

Estamos a falar de um ser irracional cuja perigosidade levou à morte de um bebé. Até pode ser que tenha sido o único episódio de violência mas valerá a pena arriscar que ocorra um segundo? Qual a alternativa? Tratamento psicológico e esperança que não se repita o acesso de raiva?

O dono tem culpa? Pois não sei. Sei que o processo de inquérito já está em curso e caso se apure alguma responsabilidade será sancionado e bem.

Agora, acho é que não faz sentido gastar forças neste tipo de causa.


A minha irmã do meio tinha 6 anos quando foi atacada por pastor alemão. Lembro-me de a ver chegar a casa, vinda do hospital, com a camisola cheia de sangue e um dreno na cabea. Teve mais sorte que este menino.

O cão, que tinha todas as condições possíveis e imaginárias, foi abatido e, sinceramente, sentimo-nos todos mais tranquilos com esse facto.

Não está aqui em causa uma eutanásia indiscriminada, obviamente, mas de uma medida para prevenir males futuros.

Que tal usar as nossas energias a defender os animais abandonados ou que estão em canis, por falta de quem os receba em casa? Talvez fossem melhores empregues.

Insanidade

Percebemos que estamos a chegar à insanidade total quando vemos um boneco de peluche e o 1.º instinto (refreado a tempo) é o de pegar nele e apertar-lhe o pescoço.

Esclarecimento

O peluche é o mesmo que não consegui encontrar quando saía de casa (atrasada para o trabalho como sempre) e a minha mais velha fazia uma daquelas birras em que se recusava a andar obrigando ao, sempre precioso, auxílio da vizinha).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Gravidez da ministra Assunção Cristas

A 1.ª notícia que li esta manhã foi sobre o facto de a ministra Assunção Cristas estar grávida.

Nem de propósito, no fim de semana passado, falava com um amigo que dizia haver poucas mulheres boas (leia-se competentes) na política, porque grande parte das que há estão relacionadas com as quotas.

Pessoalmente tenho algumas expectativas relativamente a esta gravidez.

Espero, desde logo, que ajude a desmistificar a ideia (errada) de que carreira e família são inconciliáveis.

É dfícil conciliar, sim, mas como em tudo  se exige equilíbrio. Para mim o que é inconcebível é carreira sem família e vice-versa, sendo que família não implica necessariamente marido e filhos nem carreira uma actividade absorvente fora de casa.

Seja como for, esta gravidez vem relançar um tema importante, o da conciliação entre vida familiar e trabalho, relativamente ao qual espero que a sociedade venha a ter uma mente mais aberta.

Nunca nós, mulheres, iremos lá por quotas femininas, se a sociedade e, especialmente, a nossa família não nos der o devido suporte.

Sim, porque é tudo muito lindo, e somos todos muito modernos, mas quando uma mulher anuncia, no seio profissional a sua gravidez é ver narizes torcidos e sorrisos amarelos. Quando pretende usufruir da dispensa para amamentação é um "Deus nos acuda" e se esta for para além do 1.º ano de vida do bebé então já estamos perante um crime de "lesa pátria".

E se o casal for "mais à frente", decidindo que parte dos direitos será gozada pelo pai, o mundo quase acaba "olha agora, um homem a cuidar dos filhos" (até agora só conheci um que tenha tido essa coragem).

O preconceito instalado na sociedade não passa ao lado das famílias, pelo que será no seu seio que as coisas terão de começar a mudar.

O tema é inesgotável e enervante. Para desanuviar, partilho um comentário delicioso sobre esta notícia que li num blogue "com três filhos e uma carreira de ministra, ainda tem paciência para pensar em sexo. É uma super mulher".

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mãe, esqueceste-te da palavra

Ouvir uma piolhosa que ainda não fez 4 anos dizer "mãe, esqueceste-te da palavra" é o mesmo que levar um soco no estômago. Independentemente da ordem de grandeza do "esquecimento" que, no caso, era o de lhe dar um chocolate, esta chamada de atenção deixa-nos a pensar se não é isso que fazemos frequente e inconscientemente. O meu "esquecimento" foi premeditado. Eram 08h30m da matina e disse-lhes que daria o chocolate só para elas colaborar na, difícil, logística de sair de casa com duas crias vestidas, penteadas e de cara lavada (nem sempre consigo a segunda parte, mas vestidinhas vão sempre). Pensava que se esqueceriam da promessa, mas fizeram-me um manguito e com toda a razão. A palavra, como diz a Leonor, é para lembrar sempre. Enquanto me lembrar deste princípio, não farei mais promessas que quero que sejam esquecidas ou , o que me parece mais plausível no actual contexto, enfiar-lhes-ei no bucho um chocolatinho todas as manhãs. PS De referir que li, há dias, o resultado de um estudo que vai no sentido de a melhor hora para ingerir chocolates (e afins) ser precisamente o início da manhã pois será o momento em que o metabolismo estará mais activo (mais coisa menos coisa).

Sinusite

Depois de uns dias em que me andei a vangloriar de ser a única a escapar aos antibióticos cá em casa, e de umas noites sem dormir, meti o rabinho entre as pernas e fui às urgências. O diagnóstico foi sinusite. Não sei se é daquelas coisas que fica para a vida, tipo herpes, ou não. Sei é faz a cabeça latejar de tal forma, que cheguei a ter medo que me rebentasse uma veia e que estou com um enorme sentimento de culpa por, toda a vida, ter minimizado os sintomas de quem sofre disto cronicamente. Desculpa mãe, a ti (em representação de todos os apoquentados por esta maleita), o meu mais profundo reconhecimento.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dentro de cada mãe há um coração de touro

Por esta altura, e com todas as alterações planetárias, já não sei se continuo a ser do signo touro. Sei é que dentro de mim, e de todas as mães, há certamente um coração de touro. Só esta característica explicará o facto de as mães não cairem como tordos durante a infância dos seus filhos. Ontem hiper-ventilei e pensei que era o meu fim, depois de as minhas adoráveis crias se terem encerrado numa casa de banho. O manípulo está estragado e só funciona do lado de dentro. Ia morrendo quando ouvi o som da porta a fechar-se. Não morri, claro, mas entrei em pânico. Em vez de tentar resolver o problema calmamente, comei às voltas como uma barata tonta, corri a tocar na campainha do vizinho, telefonei ao meu pai (que o pai das crias estava longe). O vizinho, semopre amoroso, entrou em casa, falou com as meninas em tom calmo dizendo-lhes para não terem medo, pegou num alicate e resolveu tudo num segundo. A resolução era simples, eu tinha conseguido não fosse a histeria. Elas qualquer dia matam-me e não haverá coração de touro que me salve. E o pior agora, é a vergonha de encontrar o vizinho que se deve rebolar a rir à conta do papelinho patético que fiz.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Toda eu sou ranho

Depois de passar a última semana de 2012 a tratar de 3 ranhosos, coube-me em sorte ser a 1.ª ranhosa do ano cá em casa. Já fiz de tudo, soro, água do mar, nebulizações com Ventilan, vibrocil, xarope e não há meio de esta porcaria passar. Sinto que a minha cabeça vai rebentar a qualquer momento. Rai´s parta a sorte.

Neste que é o teu dia

Obrigada papá, por seres o nosso pilar.
Por nos fazeres sentir seguras e muito amadas. Beijinhos da Nônô e da Tita

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

2013 - vira o disco e toca o mesmo

4 dias já se passaram e penso que não me engano ao dizer que 2013 será igualzinho a 2012 cá em casa, pelo menos no que ao comportamento das minhas crias diz respeito.

A resolução de ano novo tomada pela Leonor no 1.º minuto do ano foi igual à daquelas meninas que decidem, sempre, começar a dieta no dia seguinte.

Já a Tita nem me tentou iludir. Esgadanhou-me a cara, logo ao iniciar o ano, para deixar a sua posição bem clara.

Ou melhor, 2013 será igual a 2012 mas com forte tendência para ser pior.

A Leonor acredita seriamente ser  a Pipi das Meias Altas. Anda sempre de mangas arregaçadas (e braços gelados) e assim que chega a casa tira as calças pois, segundo ela, é assim que a Pipi anda.

 Agora resolveu fazer das costas do sofá o cavalo, Tiozinho (para quem não sabe, o cavalo da Pipi).

 Como é óbvio, a pequena quer imitá-la e já trepa para o sofá aumentando o risco de quedas e as minhas dores de cabeça.

Hoje tive de tomar uma posição de força e confisquei os DVD da Pipi. Não fiz grande alarde da decisão, mas a gaja deve ler-me os pensamentos e apareceu-me na cozinha a dizer "mãe, eu não quero mais DVD da Pipi porque senão fico com tantos".

Juro que não sei que fazer a estas duas índias. Valem-me as consulta na pediatra que vão funcionando como autêntica terapia.



Cheira a Cacia

"Cheira a Cacia". É com esta frase, cujo significado os aveirenses bem conhecem, que a Leonor nos avisa sempre que o seu olfacto detecta resíduos sólidos na fralda da Tita.

E está a ficar expert. Raramente se engana.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Primeiras palavras de 2013

Estavam a dar as 12 badaladas e, enquanto nos abraçávamos, D.ª Maria Leonor sai-se com esta pérola "mãe, prometo que me vou portar bem".

O simbolismo desta tirada é imenso pois foi espontânea, tendo vindo de uma criança que, instintivamente, percebeu que a esperança se renova em cada ano.

Mal estaríamos todos se, mais ou menos conscientemente, não ansiássemos mais e melhor a cada ano que passa.

Estava eu quase a afundar-me em pensamentos filosofais, quando D.ª Maria Benedita me chamou de volta à realidade cravando, num acesso de fúria causado pelo sono, as suas lindas garras nas minhas bochechas que ficaram bem marcadinho.

E é assim, a malta sonha mas o mundo não pára.