quinta-feira, 31 de julho de 2014

Problemas que eu não tinha, na idade das minhas filhas

Mãe que se preze faz tudo para evitar que os seus filhos tenham problemas.


Penso que não me tenho saído malde todo nesse aspecto, mas há sempre mas.


As pobres das minhas crias sofrem imenso com a escolha do calçado. Ora aleija na unha, ora não condiz com as cuecas, ora fica grande, ora, ora, ora.


A saída de casa é um martírio para as desgraçadas.


Já eu nunca tive esse problema. Ou calçava as botas de rapaz que o meu pai insistia em comprar ou ia descalça.


Era bem mais simples a minha vida a esse nível.

Família em reestruturação

Os últimos dias têm sido complicados para a família.


O nosso patriarca ficou acamado e estamos todos feitos baratas tontas, a tentar perceber a melhor forma de lhe dar todo o conforto possível.


A solução pode parecer óbvia, mas está longe de o ser já que existem muitas variáveis envolvidas.


Encontrar um ponto de equilíbrio entre a imposição da nossa presença (porque decididamente necessitam dela) e respeitar a vontade de alguém que se nega a aceitar as suas limitações é muito complexo.


A luta é, assim, a de garantir a qualidade de vida possível e respeitar a sua dignidade.


Apesar de sabermos que poderia acontecer, não estávamos minimamente preparados para isto.


Durante a gravidez procura-se informação na net e até se frequentam cursos para aprender a pegar no bebé, dar-lhe banho e comida.


No envelhecimento isso não acontece.


Está está a ser uma fase em que me tenho questionado muito e até posto em causa muitas das coisas em que sempre acreditei.


Uma coisa é certa, a nossa sociedade não está preparada para cuidar de idosos (que são cada vez em maior número).


Isto para não falar nos custos que envolve e que poucas famílias terão possibilidade de suportar.


Nos próximos tempos, a minha partilha de experiência vai passar muito por esta questão.


Falar das meninas tem muita mais piada (e histórias não faltam), mas sinto que é mesmo importante falar destas questões.


Fico a aguardar também pelas experiências de quem vai lendo este blogue.







domingo, 27 de julho de 2014

Alma atropelada

Aquilo que tenho vivido tem-me mostrado que a dor maior está em ver sofrer alguém que amamos e não poder fazer nada.


Hoje sinto-me como se a minha alma tivesse sido atropelada por um camião.



Coisas que dispensava saber

Estar uma pessoa a puxar pelo neurónio, para levar algum para casa ao final do mês, e dar de caras com o valor pago por um dos nossos municípios por um concerto do Anselmo Ralph - 40.000€ !!!


Ah, valente!


Talvez seja a isto que se chama "valor de mercado"; a mim deixou-se com uma ligeira dor no cotovelo direito.

As crianças de 3 anos não mentem

... e há um pote de ouro no final do arco-irís


... e a fada dos dentes traz uma prendinha, de cada vez que cai um dente


... e o Pai Natal vive na Lapónia


... e o coelho da Páscoa põe ovos

sábado, 26 de julho de 2014

O lado bom da escravatura

"Mãe, lambe-me o gelado que eu só quero o cone!!!"

Obrigação de ver a espinha

A mãe (ou será escrava?) passa a manhã na cozinha a tirar espinhas ao bacalhau que, carinhosamente, servirá às suas súbditas.


Mas há uma espinha (mais pequenina) que escapa.


Quando a súbdita mais velha dá conta da espinha, a escrava diz-lhe humildemente "filha, quando é assim não deves cuspir a comida toda que tens da boca. Tiras só a espinha, está bem?


E ouve como resposta "tu é que tens de ver a espinha!!!".


Que escrava incompetente (pensamento meu).





Neste Dia dos Avós

Hoje, dia de São Joaquim e Santa Ana (pais de Nossa Senhora), comemora-se o Dia dos Avós.


Tenho, dentro dos possíveis, tentado fazer de todos os meus dias, o dia deles agora que se inverteram os papéis.


Não conheci a minha avó paterna e convivi pouco com o meu avô, mas tenho a felicidade de ter uns avós maternos que me tratam como uma rainha e a quem amo com todo o meu coração.


Sei que o Amor que sempre me deram é incondicional e sem expectativa de que o retribua, mas quero que o sintam de volta em igual medida (já que em maior é impossível).


Feliz Dia a todos os avós, e em especial aos meus.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Nascida para obedecer

Demorou, mas chegou o dia em que tive 100% de certeza que morreria de fome caso tivesse optado por ser profissional liberal.


Tudo está agora mais claro. Nasci para obedecer.  R cada um é para o que nasce.


Não admira que as patroas façam de mim gato e sapato.

Ah, tão bom

E aquelas noites em que as patroas sonham comigo e chamam mãe insistentemente até me acordarem, sentirem ao seu lado e passarem a sonhar com outra coisa.


Ah, tão bom para me fazer despertar com uma bela dor de cabeça e ocupar o tempo que ainda tinha para dormir a fazer coisas úteis como dobrar roupa.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Umas vezes ao ataque, outras à defesa. Às vezes também na mediação.

O relacionamento das minhas patroas está cada vez mais engraçado e especial.


As raparigas tão depressa se atacam (seja directamente seja picando os pais), como se defendem uma à outra.


Noutras vezes fazem também a mediação de conflitos.


Em qualquer dos casos, e como é óbvio, sentem-se sempre donas da razão e não deixam de o evidenciar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

E a burra sou eu?

Posso não ser muito rápida de raciocínio (que não sou), mas fico fula quando me querem fazer de burra.


Isto, apesar de haver situações em que me dá um gozo especial fazer-me disso mesmo.


E como diria a minha mãe, roxo é roxo, lilás é lilás.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Onde não há Amor põe Amor ... e haverá Amor

Acabo o dia com a partilha de uma frase  de S. João da Cruz, que considero tão bonita quanto rica em conteúdo.


"Onde não há Amor põe Amor ... e haverá Amor".


As coisas que se me ocorrem quando estendo a roupa.


Vá lá, tudo a pensar nisto. Especialmente naqueles momento que se tem de inspirar para engolir os sapos do dia a dia (percebeste Susana Alice?).

Eu tenho um sonho que também é um medo

Eu tenho um sonho.


Sonho com o dia em que vou conseguir sair de casa em silêncio, com as minhas patroas.


O dia em que não vão implicar com as meias, cuecas,vestidos, sapatos (...), muitas das vezes ecolhidos pelas próprias.


O dia em que conseguirei lavar-lhes a cara e penteá-las de forma minimamente aceitável.


Só tenho medo de, nesse dia, me sentir vazia e perdida pois já nem me lembro de como era o meu amanhecer antes de toda esta, chamemos-lhe, azáfama.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O pilar da família

Momento raro, este em que as 5 netas (falta aqui o neto macho) e duas das bisnetas (faltam 2 meninas e 1 menino) raptaram o pilar da família para uma foto no jardim.



domingo, 20 de julho de 2014

Obrigada pela partilha Leonor Xavier

Fiquei hoje a saber, através de uma entrevista dada pela própria, que a jornalista Leonor Xavier tem cancro no cólon.


Para além de lhe agradecer a partilha, tenho de dar os parabéns publicamente pela forma corajosa com que está a enfrentar aquela que acredito será só uma fase má.



Um misto de genialidade e risco

Esra semana reparei num outdoor em que se vê uma nutricionista famosa da nossa praça a publicitar um produto alimentar.


Achei a ideia genial (parabéns ao criativo. Já o meu marido (para equilibrar) achou-a apenas óbvia.


Por parte da nutricionista foi, a meu ver, uma ousadia já que corre o risco de, aos olhos dos mais cépticos, ver o seu trabalho questionado de forma mais dura e crítica.


Seja como for, não me deixou indiferente ainda que não vá influenciar o nosso perfil de consumo do produto que já compramos ocasionalmente cá em casa (é que a Tita prefere queijo da serra).

sábado, 19 de julho de 2014

A caminho da crise dos 7 anos

Em Outubro fazemos 7 anos de casados e uma Amiga nossa já me alertou para a famosa "crise dos 7 anos".


Sei que tudo na vida, a começar pela economia e a acabar nos relacionamentos interpessoais, tem vários ciclos.


Num casamento então os ciclos são mais do que muitos. Nem sempre é fácil aturar defeitos tão grandes quanto os de deixar a tampa da sanita levantada ou a porta do corredor aberta.


Como li algures, não basta haver Amor para se conseguir ultrapassar as várias crises que um casamento passa.


A coisa passa por muita paciência, tolerância e diálogo.


E, digo eu, a ideia de uqe ter filhos vem fortalecer o Amor (o tal que não é suficiente para ultrapassar crises) não passa de uma quimera.


Desde logo porque as doces criancinhas esgotam grande parte da paciência e tolerância e são tudo menos facilitadoras do diálogo entre os pais.


Daí que não me assuste essa crise dos  7 anos de casamento (cujo fundamento não consegui encontrar nas minhas pesquisas).


Crises no casamento há-as todos os anos (às vezes até mensalmente) e por cada uma que se supera (à conta da paciência e tolerância) há algo novo que se descobre no outro e um  Amor que ganha cada mais força.


Venham por isso os 7 anos (x 70 se possível) e a(s) crise(s)

Depois de uma semana intensa e tensa

Depois de uma semana intensa e tensa, está na altura de pegar na lista de coisas que me propus levar a cabo em 2014 e fazer um ponto de situação.


E era isso.


Agora vou até Coimbra cantar um bocado.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como as patroas foram parar ao Ignite

Enquanto preparava a apresentação que iria fazer no Ignite, lembrei-me que seria giro levar as meninas comigo já que, apesar de a talk não ser sobre as minhas filhas, iria necessariamente abordar o seu nascimento.


Depressa abandonei a ideia, 1.º por ser a um dia de semana e depois porque quis dar uma de quem tem "mais vida para além delas".

No próprio dia, a minha querida Tânia Alves, organizadora do Ignite Curia, mandou-me uma mensagem a dizer qualquer coisa como "diz-me que levas as tuas meninas".

Depois foi a minha irmã, a mesma que disse "olha que não vais para lá falar delas", a exigir que as levasse.

E assim foi. A tia ficou encarregue de as vestir e seria só metê-las no carro.

Nem queria acreditar quando recebi esta foto (linda de morrer) e fiz a minha irmã prometer que ao menos lhes tiraria as orelhas e os sapatos.


As cachopas lá foram e, tal como seria de esperar, fizeram questão de subir à palete. Suponho que nem teria sentido se fosse de outra maneira.


A apresentação foi, no mínimo, informal e familiar. Não disse 1/10 do que pretendia e muito menos consegui coordenar o discurso com as imagens do ppt, mas acho que o essencial da mensagem passou.

Pelos menos, foi um fim de tarde muito bem passado no jardim do lindo hotel das Termas da Curia


E um consolo saber que as receitas reverteram para uma causa tão nobre quanto a de apoiar os nossos Soldados da Paz de Anadia.


Os meus parabéns à excelente organização, em especial à Tânia e ao Adelino.


E o meu muito obrigado pela possibilidade que me deramde dizer coisas boas sobre o cancro.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A minha 1.ª vez no Ignite

Hoje foi dia de Ignite.


O nome que dei à apresentação foi, naturalmente, "Hodgkin, logo existo" e na sinopse que enviei propus-me falar naquilo que o cancro pode trazer de bom.


Depois de o fazer, andei uma série de dias a estruturar mentalmente o discurso com o objectivo de focar o essencial, de forma assertiva e sem ponta de lamechice.


Como era de esperar, confirmei que me saio melhor na escrita do que na oralidade. Os 5 minutos passaram a voar e não disse metade do que tinha pensado dizer.


Mas acho que a mensagem essencial passou, com a ajuda das minhas crias que fizeram questão de subir comigo à palete e dar um ar da sua graça.


Quando tiver o video partilho este momento que me ficará na memória.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Deus m´ajude

- Mãe, por onde é que sai o xixi?
- É por um buraquinho que tens na pombinha.
- Mãe, não consigo ver a minha pombinha. Importaste-te de me mostrar a tua?


Eu juro que tento não estar sempre a falar delas, mas têm de convir que não é tarefa fácil.


Deus m´ajude.

Um dias destes só vou lá com psicanálise

Contrariamente às consultas na pediatra (que me deixam sempre delirante de orgulho), as reuniões do infantário têm um efeito esquisito em mim.


Saber que se tem um pequeno "monstro" dentro de portas mas que lá (no infantário) "anda muito calminha e aceita bem aquilo que lhe dizemos", é coisa para me nos deixar a pensar.


Um dia destes só vou lá com psicanálise.


O que vale é que, a avaliar pelas conversas que tenho tido com as outras mães, não vou sózinha. à dúzia deve sair mais barato

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Olha que tu não vais para lá falar delas!

Quando tenho de fazer alguma apresentação em público, estrutura-a mentalmente e, nos momentos que a antecedem, passo-a para o papel só para sentir que tenho ali um suporte.


Até agora, tirando umas sessões em que participei antes do referendo sobre o aborto, essas apresentações foram efectuadas a título profissional.


A que farei no Ignite Curia (nesta próxima 4.ª feira) será diferente e, apesar de ter carta branca para falar naquilo que entender, estou com bastante curiosidade para ver o que me sairá sendo que não me sai da cabeça a advertência da minha irmã do meio "olha que tu não vais para lá falar delas!".


Será que é possível falar 5 minutos sem "falar delas?"


E se for, será que consigo?





domingo, 13 de julho de 2014

Acho que está na altura de dar corda aos sapatos

Acabei de descobrir que me esqueci de umas havaianas das princesas da Disney no fundo do armário.


E sou tão esperta que, em vez de esconder o facto, resolvi experimentá-las à Leonor mesmo sabendo que o mais certo seria ficar com a calcanhar de fora.


Resultado, ficou mesmo e pior do que isso percebeu que, se não fosse a cabeça de andorinha da mãe, já podia ter usado as havaianas.


Agora quer guardá-las de recordação (que é como quem diz, escondê-las da Tita) e está furiosa comigo.


Acho que é hoje que fujo de casa.

Sem palavras sobre um grande homem, António Ideias

Há alguns anos, durante um retiro no santuário de Schoenstatt, tive o privilégio de ouvir o testemunho de fé do António Ideias.


Este piloto de aviões contou a forma como acompanhou a mulher até ao dia em que partiu deste mundo, levada por um cancro, e alterou a sua vida em termos profissionais para ter mais disponibilidade para a filha.


Impressionou-me a serenidade e alegria com que relatou todo o percurso e a forma como revelou a Fé e o Deus em que acreditava.


Fiquei pois sem palavras quando soube que este grande homem, cujo exemplo tanto me inspirou e deu forças, está neste momento em coma após um acidente de viação.


Neste momento, o meu pensamento e orações estão com a António Ideias e família, em especial a filha Mariana.


Aqui está um resumo da história do António Ideias que ouvi, contada na 1.ª pessoa

sábado, 12 de julho de 2014

É que dava a ponta do dedo mindinho da mão esquerda

Neste momento dava a ponto do dedo mindinho da mão esquerda por um manual de instruções que me ensinasse a lidar com a teimosia e o orgulho de algumas pessoas.

Supondo que não valha a pena, porque não há livro com fórmulas mágicas para as relações humanas, posso dar a mesma parte do corpo por um presépio pintado à mão, que acabei de ver na Vista Alegre.

Podia pedi-lo ao Pai Natal, mas presumo que o seu orçamento (no que à minha pessoa diz respeito) não ascenda à módica quantia de 1950€.

E pronto, acho que é melhor voltar à terra.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Coisas que me deixam chateada

Uma das coisas que mais me deixam chateada é telefonar a alguém, só porque sim, e perguntarem-me logo se preciso de alguma coisa.

O que me chateia não é a pergunta em si, mas o facto de a mesma me fazer perceber que, entre correria e esquecimentos, deixo passar demasiado tempo entre telefonemas desses que não precisam de ter outro motivo para além do querer saber como está a pessoa a quem ligamos.

Quando percebo, estou a repetir aquela frase que, apesar de verdadeira, está estafada e até a mim soa como desculpa esfarrapada do "lembro-me muitas vezes de ti, mas quando quero telefonar nunca são horas decentes para isso".

Shame on me.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Se a estupidez pagasse imposto ...

Essa história da fiscalidade verde é muito bonita mas, aparentemente e a adivinhar pelas reacções contrárias que tenho ouvido, não me parece que vá ter grandes resultados.


Taxem mas é a estupidez. É tanta a que grassa por aí, que os cofres do Estado iam rebentar pelas costuras.


Comecem pelos adolescentes que resmungam por estar fartos de férias.


Ó pr´a mim a morrer de remorsos dos tempos em que era ainda mais parva do que sou actualmente e resmungava por passar 15 dias de marasmo em Porto Santo.


E agora vou ali ajoelhar-me em cima de grãos de milho.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Enquanto uns estão em choque, outros fazem terapia

A pequena (grande hecatombe) que aconteceu ontem no Brasil deixou meio mundo em choque. No entanto há outro "meio mundo", o de sangue azul, que aproveita para fazer terapia e sente como vitória sua a derrota que acreditam ser de Scolari.


Enfrentar a realidade é tramado, especialmente quando se perde.

terça-feira, 8 de julho de 2014

DESPIR O PRECONCEITO|| combate aos preconceitos associados ao cancro

Vai  estar patente  na Loja Ponto JA do IPDJ / Aveiro, de 3 a 31 de Julho (dias úteis – das 9h às 18h) a exposição de fotografia “Despir o Preconceito” de Filipe Inteiro.

Filipe Inteiro tem 26 anos, viveu em França até aos 10 anos e mantém desde sempre um enorme gosto pela fotografia. 
Licenciado em Design Geral pela Universidade de Aveiro, concluiu recentemente o Mestrado em Design de Comunicação pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa.

Como parte integrante da sua dissertação de mestrado desenvolveu um projecto intitulado "Despir o Preconceito" (componente prática da dissertação) que comporta duas campanhas de sensibilização/comunicação acerca dos preconceitos associados à doença do cancro.

Uma destas campanhas contou com o apoio da Associação Cancro com Humor na sua disseminação, mostrando os sorrisos fantásticos destas pessoas inspiradoras.
 Página oficial da campanha: https://www.facebook.com/despiropreconceito

Mexe a Yoko Ono e estrebucha o John Lennon

Pára tudo que a Yoko Ono ainda mexe e, a avaliar pelo que se ouve, até o John Lennon deve estrebuchar.

Abstraindo do ruído, no mínimo incomodativo, chego a invejar a vitalidade e coragem da senhora.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ignite Portugal - Curia || 16 de Julho subo à palete

Já aqui tinha contado, fui desafiada a subir à palete num Ignite, que se realiza dia 16 de Julho na Curia.


Estou ansiosa que chegue o dia, pois nunca participei em nenhum destes eventos.


Vamos lá ver se me sai alguma coisinha de jeito num dia que será verdadeiramente simbólico (por motivos que revelarei).


Fica o convite para quem quiser acompanhar-me nesta aventura.


O valor da inscrição (uns simbólicos 5€) reverterá integralmente para os Bombeiros Voluntários de Anadia, onforme podem ver aqui.

Semana a começar bem



Acabei de descobrir que não há nada melhor para quem acorda numa 2.ª feira de manhã sem vontadinha nenhuma de ir "dar o corpo ao manifesto" do que receber uma mensagem a propor um programinha para o próximo sábado.


Assim de repente deu-me a sensação que seria já amanhã, o que me trouxe algum fôlego.


E porque Girls just want to have fun, let´s go girls.


Boa semana a todos

domingo, 6 de julho de 2014

E dá Deus nozes a quem não tem dentes

A tia Dulce levou-as a uma loja de brinquedos e deu-lhes carta branca para escolher.


Entre dezenas de Barbies ; Nenucos e outros bonecos fofinhos, D.ª Mara Leonor escolheu .... um carro telecomandado do Flash&Dash "amarelo, como tu gostas mãe".

Terapia para pais

Nós últimos tempos temos tido imensos convites para festas de aniversários de amiguinhos das nossas patroas, às quais vamos de muito bom grado.

Nestas festas, não só vemos a pequenada feliz da vida, como aproveitamos para fazer terapia colectiva e informais de pais.

E é vê-los a correr e a brincar, enquanto os pais (em pequenos grupinhos rotativos) vão desabafando sobre as noites mal dormidas e os dias passados sem que o casal consiga ter uma conversa decente.

No final, acho que vimos todos mais aliviados por perceber que as queixas são comuns e que as famosas "fases" , que justificam quase tantas coisas como as viroses, acabam por passar.

Muito boas estas terapias. Venha a próxima.

sábado, 5 de julho de 2014

A culpa ou é do mordomo ou é da mãe

- Pai, tenho uma picadela

- Eu bem te disse para vestires o casaco Leonor. Não quiseste e o mosquito picou-te.

- Mas pai, a picadela é na perna. Achas que o casaco me ia tapar as pernas? A culpa é da mãe, que me pôs um vestido! Devia ter escolhido umas leggings!

Moral da história A culpa ou é do mordomo ou é da mãe e como cá em casa não temos mordomo ...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O velho, o miúdo e o burro

Há dias em que somos invadidos por uma sensação de impotência tão grande que nos esquecemos (momentaneamente) das regras naturais da vida.


E esta foi a história que marcou o meu dia, sendo que não havia burro e o velho mais não fez do que tentar manter a dignidade que sentiu estar a ser-lhe retirada pelas tais regras naturais da vida.

 - O velho, o miúdo e o burro


O chamado veneno

- Tita, hoje  é o teu ultimo dia de praia e está a chover. Tu só foste uma semana, mas eu vou duas!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Obrigação de não engravidar

`Na sequência da notícia veiculada na semana passada de que existiriam empresas, no Portugal do século XXI, a obrigar as colaboradoras a assinar delarações nas quais se comprometem a não engravidar durante 5 anos, a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas fez o que tinha de ser feito e solicitou a intervenção da ACT.


Podem ler aqui a carta, cujo conteúdo aplaudo de pé.


Espero que as ditas empresas sejam identificadas e severamente punidas.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Aos meus credores*

Ontem estava eu em casa, descansada da vida, quando recebi um telefonema da minha mãe a dizer-me que lhe tinha telefonado a minha tia avó que, por sua vez, tinha sido abordada por uma vizinha que lhe falou de 15 € que uma sobrinha dela ( tia avó) tinha ficado de entregar.


Quando ouvi aquilo, comecei logo a imaginar o meu pai a fuzilar-me com os olhos e a dizer-me "pois, só nas te esqueces de ir para a internet!".


A sobrinha era eu, como está bom de ver, e os 15€ referem-se a um livro que fui convencida a trazer para casa, mesmo depois de dizer que não tinha um cêntimo no bolso comigo e que o compraria depois (ó pr´a mim preocupada com a possibilidade de pensarem que ando a burlar a malta).


Fiquei, realmente, de entregar o dinheiro à minha tia avó, mas não só me esqueci de lhe dar o recado como, efectivamente, de lhe entregar o dito cujo.


De modos que, após o telefonema, voei até casa dela e pedi-lhe para me indicar onde morava a minha credora, para me justificar pessoalmente.


A senhora não estava em casa e deixei o dinheiro na caixa de correio (sugestão da própria). Agora é só acreditar que a minha tia não se enganou na porta.


Acho que não passava por uma vergonha destas, desde o dia em que fui chamada à atenção por uma caixa do hipermercado, pelo facto de estar a passar para o lado de fora com uma caixa de leite em pó na parte debaixo do carrinho de bebé.


Tudo isto para dizer aos meus credores (caso existam) que se acusem. Tenho cá por casa algumas taças e tampas de tupperware que não faço ideia de quem sejam.


* Não estou esquecida dos 2 €, tia Eva ; espero devolver-tos no mesmo local :)

Uma coisa boa que existe na Suiça

- Tita, sabes uma coisa boa que existe na Suiça?

- Seiiiiiiiiiiii. São camarões!

Quando a minha mais nova souber que o IVA do pão com chouriço passo de 23% para 6% explode de alegria, na certa.

terça-feira, 1 de julho de 2014

5 anos passados estou cá para contar a história

Lembro-me de ter entrado no Hospital de Dia do IPO, acompanhada pelo meu marido.

Comigo levava o livro "Pegadas na Areia", oferecido pela minha querida Amiga Dina, dentro do qual tinha colocado uma foto da Leonor, então com 2 meses.


Levava também muito medo do que se seguiria.


Passados 5 anos, e só de me lembrar, ainda sinto o enjoo e o mau sabor na boca.


Mas, como li há dias no blogue de uma Amiga brasileira (Marina da Silva), a verdade é que "não morri, nem de medo".


E cá estou eu para contar a história e festejar a data, ainda que a minha grande meta mental continue a ser o diaa 22 de Dezembro de 2014.


Agora deu-me para festejar tudo, que hei-de eu fazer?


Isso e contar a mesma história vezes sem fim, mas isso acho que vem de família.


A todos que me vão acompanhando por aqui, muita saúde e motivos de festa.