terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Meditação de fim de ano

Há dias escrevi, meio a sério meio a brincar, este post sobre 5 coisas que quero fazer em 2014.

Tempos depois caiu-me a ficha. É que tudo aquilo que lá está dito depende, quase a 100%, de mim.

E digo quase porque, vivendo nós em sociedade, há sempre algo que não conseguimos dominar. Quer queiramos quer não, os nossos projectos de vida acabam por ter de ser sempre conjugados com as vidas daqueles a quem queremos e com outras circunstâncias alheias à nossa vontade.

Mas tirando isso, tudo aquilo que desejei naquele está nas minhas mãos. O mesmo será dizer que não existirão grandes desculpas se não concretizar estes sonhos.

Obviamente  tenho outros anseios, mais profundos e importantes, que deixo para confessar entre portas, mas estes não deixam de ter o seu significado.

Claro que essa concretização vai exigir regras às quais não gosto de me submeter (pudesse eu e não existiriam relógios ao cimo da terra) e, acima de tudo, que eu páre, escute e olhe, para dentro e fora de mim.

Sinto que tenho parado pouco e, com isso, que  a confusão e correria do dia a dia estão colocar em causa uma das coisas que mais prezo, a tolerância e a capacidade de perdoar.

Estou apostada em recuperar a serenidade que, tristemente, me tem fugido nos últimos tempos.

E é por isso que este novo ano me diz tanto.

Um beijinho a todos quantos me vão lendo.

Um Feliz 2014, pleno de conquistas pessoais.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

1.ª coisa a fazer quando a febre não cede ao BEN U RON

Porque este é um espaço de partilha, vou deixando aqui  experiências  vividas com as minhas criancinhas, na expectativa que ajudem algumas mães.

E faço-o, mesmo que isso implique revelar as minhas falhas. A que contarei a seguir é de uma estupidez tal que nem sei se ria se chore.

Pois bem, cá vai.

Aprendi ontem que a 1.ª coisa a fazer quando a febre das nossas crias não cede ao BEN U RON é olhar bem em redor para procurá-lo no chão.

Estava intrigada pelo facto de a febre da Tita continuar a subir, mesmo após o BEN U RON.

Eis senão quando, vim a descobrir que o supositório que lhe tinha colocado estava caído na casa de banho o que explicou o fenómeno. Não me perguntem é como é que isso aconteceu.

E é isto.  A questão é não stressar antes do tempo.

Não é cor de laranja, mas dá para levar as amigas a passear





domingo, 29 de dezembro de 2013

E para acabar o ano em beleza ... varicela

E para acabar o ano em beleza ... a Tita tem uma carga de varicela e fiou radiante ao sabê-lo (a pequena adora estar doente e tomar xaropes).

Desta vez recorremos ao Centro de Saúde de Aveiro e, uma vez mais, tivemos uma excelente esperiência com o Serviço Nacional de Saúde.

Esperámos menos de 5 minutos e fomos muito bem atendidos por uma médica super simpática.

Nada de dramático, portanto, a não ser o facto de termos de a segurar dentro de casa entre 7 a 10 dias.

Alguns, bons, momentos de 2013






 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os calendários da moda

Depois dos padres do Vaticano, foi a vez dos Bombeiros Sapadores de Setúbal lançarem um calendário muito peculiar.

Não posso dizer que seja particularmente apreciadora deste tipo de arte, pelo que só compraria o calendário por uma boa causa.

Consta, porém, que a Cáritas Diocesana recusa os donativos provenientes das receitas das vendas deste calendário.

Gostava de saber se é verdade e, sendo, os fundamentos invocados.

Independentemente da razoabilidade dos motivos, o que não faltam são causas para apoiar.

Bem Hajam os que se dispõem a tal.

As adenóides da Leonor - quem dá mais

Assustada com a possibilidade de ver a minha mais velha ser submetida a uma cirurgia para remover adenóides e amígdalas decidi, coisa que raramente faço, procurar uma 2.ª opinião médica.

Para meu contentamento, o 2.º parecer foi no sentido totalmente oposto. A cirurgia será, pelo menos de momento e segundo este médico, totalmente desnecessária.

Disse-nos, ainda, este médico que o raio x feito pela Leonor é um exame arcaico, pois será perfeitamente possível ver o tamanho das adenóides com recurso a um mero espelho.

Temos pois um empate técnico. Na verdade estes dois especialistas só estão de acordo quanto à função das amígdalas e adenóides (valha-nos ao menos isso).

Isto de existirem várias teorias, no que ao tratamento de um problema físico diz respeito, causa-me muita confusão.

Especialmente quando implica fazer a escolha entre fazer, ou não, uma intervenção cirúrgica.

Apesar de, no meu íntimo, já ter tomado a decisão que acredito ser melhor para a minha filha existe sempre o (muito) receio de que não seja a decisão mais correcta.

Em todo o caso, existindo empate, temos de ir a prolongamento o que é o mesmo que dizer ouvir a opinião da pediatra.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

5 coisas que quero fazer em 2014



1 - ler 6 livros
2 - escrever o meu próprio livro
3 - fazer aulas de canto
4 - bordar um quadro
5 - caminhar todas as manhãs (antes das patroas acordarem)

Ah,ah,ah. Às vezes tenho piada

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A solução 2013 dos Gato Fedorento


O video já tem alguns dias, mas só hoje tive oportunidade de o ver.

Já tinha ouvido tantas críticas negativas que as minhas expectativas eram baixinhas. E confirmei aquilo que tinha ouvido.

Parece que não é só a classe política, que vai muito além do Passos Coelho e do Portas, que anda sem ideias.

Aparentemente a coisa "apega-se", como se diz lá para o norte.

Comovente sentido de famíla

A Benedita recebeu,como sabem, o almejado carrinho da Barbie mas, ao que parece, a prenda não a preencheu totalmente.

Para a minha filha mais nova, percebo agora, a família está acima de tudo.

Quando lhe dissemos que a sua Barbie podia levar outras a passear (a viatura é de 4 lugares) ficou pensativa.

Passado um bocado começaram as questões. E o marido da Barbie, mãe. O marido?

E assim começa a ser escrita a lista de presentes para o Natal de 2014, com o Ken no topo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Como acreditar no Pai Natal?

Acreditar no Pai Natal é uma verdadeira arte, só ao alcance de quem quer muito fazê-lo.

Com os 1001 sósias a aparecer por todo o lado, logo no início de Novembro, e os comentários dos mais descontentes com a vida, manter esta ilusão nas crianças torna-se uma tarefa árdua.

E é ver familiares e amigos, todos com uma teoria diferente, a meter os pés pelas mãos para explicar aos pequenitos porque é que têm prendas para lhes entregar antes da noite de Natal.

Cá em casa optámos por abrir a maioria das prendas logo a seguir à consoada e deixar A prenda do Pai Natal para a manhã do dia 25.

Na véspera, deixamos leite e umas bolachas para o Pai Natal comer.

Desta vez pusemos duas canecas, uma com o nome Leonor e outra com o nome Tita (na condição, imposta pela Leonor, de que o Pai Natal não as levasse, pois foram prenda da madrinha Dina).

Este ano, e por sugestão da Leonor, deixámos também um cenoura para as renas.

Foi uma alegria para as meninas quando perceberam que o Pai Natal esteve atento aos seus pedidos, mesmo que as características técnicas dos presentes não tenham correspondido exactamente às suas expectativas.

Para a Leonor, a roda gigante do Pin y Pon devia ser à sua escala e a Benedita exclamou um "oh, não é cor de laranja" quando viu o FIAT 500 da Barbie.

Pobres e mal agradecidas, as minhas meninas.




Surpresa de Natal

 
Obrigou a algum engenho, a mautenção desta surpresa no segredo dos deuses.
 
Valeu a pena ver a reacção de pais, avós e tio.
 
Pena faltarem cá duas das modelitos.
 
Beijinhos manas.
 
Feliz Natal
 
 
 
 
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal a todos os que por aqui passam


É-me difíil evitar os tradidicionais votos de um Natal cheio de Saúde, Paz e Amor.

Isto porque acredito profundamente que, tendo estes dons, tudo o resto se consegue enfrentar.

E se a saúde nem sempre se controla, a Paz e o Amor estão ao nosso alcance. Basta que os saibamos semear ao nosso redor.

Podia dizer muito mais, mas creio que isto resume aquilo em que acredito e tudo o que desejo a quem me dá a alegria de ir partilhando os meus dias, através deste blogue.

Feliz Natal a todos. Obrigada pela vossa companhia.

A nossa sobremesa de Natal

Há uma sobremesa que faz parte da minha consoada desde que sou gente.

Cá em casa chamamos-lhe Bolo Gelado e, de há uns anos para cá, faço questão de ser eu a fazê-lo.

Não sendo um segredo de família, deixo aqui a receita


1 lata de leite condensado
2 latas de leite comum
250 grs de natas
100 grs de chocolate em pó
3 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
1 pacote de palitos "La Reine"


À lata de leite, junta a lata de leite comum e as 3 gemas. Vai a lume brando, mexendo sempre até engrossar.

Dissolver as 100grs de chocolate numa chávena de leite comum com 3 colheres de açucar.

Levar ao lume até engrossar. Enquanto o chocolate está quente, envolvem-se os palitos "La Reine".

Coloca-se numa taça uma camadas, alternadas de palitos e de creme.

Batem-se as claras em castelo com 3 colheres de açúcar, juntam-se-lhe as natas e continua a bater-se até ficar bem cremoso. Deita-se por cima do bolo.

Vai ao frigorífico até ficar bem frio.

Um doce Natal para todos

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Alguém me consegue explicar este fenómeno?

A cachopa consegue:


Pòr músicas no youtube

Ligar o DVD

Contar até 10 em inglês

Escrever o nome

Abrir o frigorífico para ir buscar iogurtes de pintarolas

(...)

Mas quando chega a hora de assoar, pára em frente aos lenços de papel e desata a berrar "Mãeeeeeeee, tenho ranho", sendo incapaz de mexer um músculo para tentar resolver a situação (ainda que isso implique comer o ranho).

Alguém consegue explicar-me o fenómeno?


PS Agradeço teorias que não explorem o facto de eu ser vista, pelas minhas crias, como uma escrava.

Obrigada

domingo, 22 de dezembro de 2013

A festarola foi na Casa do Tear


Como sabem, hoje o dia é de festa.

Há 4 anos, por esta hora, estava derreada.

Juntamente com a última sessão de quimio, veio uma brutal descarga de adrenalina e senti-me esquisitíssima por, contrariamente ao que tinha imaginado, não ter  dado pulos de alegria.

Tanto (e tão pouco) tempo volvido, a  hora é de celebrar.

A festarola foi na Casa do Tear, em Pardilhó, Estarreja que aconselho todos a visitar. Vale mesmo a pena, acreditem.

O espaço é muito acolhedor e a comida óptima (o arroz de galo estava de lamber os beiços).

Gostei imenso deste projecto familiar e de conhecer mais um cantinho do meu distrito.

Em relação à companhia nem tenho palavras que descrevam o quão agradável foi.

Estava longe de imaginar que um diria iria comemorar a recuperação da saúde com a mesma pessoa que me diagnosticou a doença.

A vida é fenomenal.

Uma vez mais obrigada por todo o carinho, José Carlos Domingues e Graça Abreu.

São uns queridos.

Gostámos muito de tudo.


4.º aniversário do meu renascimento

Foi no dia 22 de Dezembro de 2009 que fiz a última sessão de quimioterapia.

Sinto este dia como um renascimento e, contrariamente ao que tenderá a acontecer com o dia do aniversário, todos os anos anseio a sua chegada que me aproxima de uma importante barreira mental, a dos famosos 5 anos.

E já só falta UM.

Parto assim oficialmente para o último ano de um importante objectivo pessoal, o de chegar ao fim desta etapa (criada na minha cabecinha) e ouvir dizer " está CURADA, só a quero ver daqui a um ano".

E como as coisas boas têm de ser celebradas junto daqueles a quem mais queremos, hoje vai haver festa.

Quis Quem tudo pode que de uma brincadeira viesse a surgir um almoço da família Neves Pinto com  um dos principais responsáveis, cá na terra, por estar estar hoje a celebrar esta vitória.

Obrigada Dr. JCD por me ter revelado Mr. Hodgkin e, apesar de ter desistido de me receitar cremes, me dar a alegria de continuar a fazer parte  da  minha vida.

Aos que me têm acompanhado neste percurso (família e Amigos) todo o meu Amor e reconhecimento. Sem o vosso carinho tudo seria muito mais difícil.





sábado, 21 de dezembro de 2013

E hoje o jantar é ....

.... essência de robalo

 


Diz que se o chumbo fosse mais pesado, o resultado da pescaria seria diferente


Desejo de Natal, parcialmente, irrrealizável

Provavelmente por influência do padrinho Gilberto, toda a Benedita é laranjinha.


Tem uma predilecção impressionante pelo cor de laranja que influencia todas as suas escolhas, até o pedido a fazer ao Pai Natal.

Vai daí resolveu pedir um carrinha da Barbie, cor de laranja, desejo que temo ser irrealizável já que, ao que sei, a Barbie só tem acessórios rosa.

Vamos ver.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ai (suspiro), que Amor é este que torna uma pessoa emparvalhada

 
 
 
Andava ansiosa por ver a minha mais velha a tocar maracas da festa de Natal da escolinha de música.
 
Tinha curiosidade de saber como iria reagir em cima do palco.
 
A Leonor é extremamente tímida. Às vezes parece que tenho duas filhas mais velhas. Aquela que vos vou mostrando, faladora e muito traquina e a outra, tão tímida que quem vê pensa que sou eu a imaginar as peripécias que conto no blogue.
 
A minha princesa rainha portou-se à altura. Apesar de muito envergonhada, enfrentou os holofotes e tocou maracas como nenhum outro menino (mãe a falar, eh,eh)
 
 
 
 
Duração a actuação



No final. Já sózinha e descontraída


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Welcome to America

Corre a ideia de que os advogados pertencem a uma classe fechada à modernidade.

Pois bem, surgiu na praça um grupo de ousadas colegas a querer provar o contrário.

Vejam só estas lawyers inspiradas, com grande probabilidade, nas séries americanas.


Sou mesmo dah

Sou mesmo dah.

Ontem, horas depois de ter publicado este post, lembrei-me que até li dezenas de livros em 2013 (sem falar em código e legislação avulsa).

Ruca, Noddy, Anita, Docinho de Morango, Sid Ciência foram algumas das colecções lidas e relidas às cachopas que, a continuar assim, vão gostar tanto de livros como os papás.

Podem parecer livros sem importância mas se pensarmos bem vemos que são valiosos.

 Cada um à sua maneira vai transmitindo valores e conhecimentos. É através deles que as minhas filhas vão conhecendo as cores, as letras e os números.

E até eu fico fã das personagens. Aliás, neste momento, a minha super heroína é a mãe do Ruca. Só lhe queria a paciência e calma.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O livro que marcou o meu ano de 2013

Este ano terei lido, no máximo, 3 livros.

Um policial (tão banal que já nem me lembro do nome), outro da Enid Blyton (ideal para espairecer a cabeça de adultos cansados) e o Príncipe da Neblina, do Carlos Ruiz Zafón (os seus livros são todos muito parecidos, mas têm a capacidade de me prender e querer ler sempre mais e mais, sensação que adoro e raramente sinto desde que deixei a faculdade).


Pelo meio fui lendo algumas páginas de uma biiografia de Fernando Pessoa e dos contos originais recolhidos pelos irmãos Grimm.

Mas o livro que mais me marcou, por me ter acompanhado o ano todo, foi "E a banda começou a tocar", de Christopher Ward. É uma história real sobre a família de um dos violinistas do Titanic e uma luveira que estava grávida aquando do naufrágio no qual morreu o namorado.

O livro nem é mau, eu é que estou sempre tão cansada (diz o meu pai que já nasci assim) que não consigo terminá-lo. A dificultar a coisa está o facto de o fechar sempre sem marcar a última página que li pelo que imagino já ter repetido algumas várias vezes.

E falta-lhe aquele "je ne sais quoi".

É por isso que este livro tem marcado o meu 2013, especialmente a mesinha de cabeceira.

Caso tenham sugestões de livros capazes de fazer cativar até o coração mais empedernido, partilhem, por favor. Estou a precisar

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Deixaste as crianças sózinhas ...

Como irmãs que se prezam, a Leonor e a Benedita têm uma relação amor-ódio.

Não vivem uma sem a outra, seja para brincar seja para brigar.

Numa noite destas o barulho vindo do quarto assemelhava-se ao de gatos à bulha.

Decidi não intervir e só na manhã seguinte vi as sequelas que a discussão tinha deixado.

A cara da Benedita estava (e mantém-se) toda esgadanhada.

A minha reacção imediata foi ralhar com a Leonor, dizendo que aquilo não se faz.

A visada com o ralhete nem reagiu, como se eu fosse apenas um comboio a passar.

Já a suposta vítima não perdeu tempo e lembrou-me "pois, deixaste as crianças sózinhas ...".

Conclusão - a culpa é sempre da mãe

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Para aproveitar vinho tinto

Quando tenho  em casa visitas que bebam vinho tinto, acabo, invariavelmente, a comer arroz de coelho no dia seguinte.

Isto a menos que os convivas derretam as garrafas todas.

Como eu não bebo e o meu homem só bebe quando tem companhia, tenho de arranjar forma de dar destino ao vinho (há quem o congele para aproveitar nos cozinhados).

Vai daí, ponho um coelho a marinar no vinho que sobrou, juntamente com alho, cebola, colorau e uma folha de louro.

Depois  é só fazer um refogado, juntar o coelho, a marinada (mais ou menos consoante se goste de sabores muito ou pouco apurados), água, sal e, um pouco mais tarde, o arroz (ou esparguete).

Aqui fica a ideia.

Conclusão precipitada

No hipermercado

- Mãeeeeee, quero um livro (20 x) NOTA: coro a duas vozes

- Já ouvi.

- Mãeeeeee, quero um livro (20 x) NOTA: coro a duas vozes

- Já ouvi. Calem-se!!!

- Mãe, quero um livro.

- Cala-te Benedita! A mãe ouviu e já vai comprar (Leonor dixit)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Imagens do dia de hoje



Singela Homenagem à mamã


Mais um, para a colecção (eu disse que o sogro é fixe)



Leonor (tão aventureira quanto a sua mãezinha)



Tita (e a  sua cara de safada)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Felicidade efémera

Esta semana fiz uma montanha de asneiras com comida.

Desde morcela (que não consigo evitar, mesmo sabendo que, seguidamente, fico em estado pré comatoso) a quilos de amêndoas e alperces (comidos, de forma distraída, enquanto trabalhava), foi sempre a abrir.

Ao contar à  minha mãe, ouvi um ralhete daqueles, ao qual respondi "pelo menos fui feliz enquanto comi".

A minha mãe ficou indignada com a resposta e perguntou "e é com comida que tu és feliz?".

Pois bem. Há muitas coisas que me fazem feliz e uma delas é, efectivamente, a comida.

Só como porcarias. Sou o pior exemplo do mundo. Não me orgulho, mas nada faço para inverter o cenário.

Só é pena que a felicidade que a comida me dá seja efémera e, em véspera de um almoço e um lanche de aniversário, esteja toda desarranjada, enjoada e com a tensão em mínimos históricos.

Já dizia o grande António Variações "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga".

"O último abraço que me dás"

Confesso que, sem que tenha lido nenhuma das suas obras, não simpatizo muito com o António Lobo Antunes.

Mas hoje, ao ler este texto, fiquei apaixonada.

Perdoem-me alguma altivez, mas tenho de avisar que só quem já passou por uma sala de quimio (especialmente enquanto paciente) é que vai conseguir perceber quão profundo é aquilo que o Lobo Antunes escreveu.

Revejo-me completamente no que diz e estendo os elogios ao pessoal do Hospital de Dia do IPO do Porto.

Só de recorrer à memória visual, para me lembrar do espaço, consigo sentir o cheiro característico e incomodativo daquele local e vem-me à boca o sabor a químicos.

Acho que nunca o esquecerei, mas não esquecerei também a resiliência e vontade de vencer que paira naquele local.

Memórias que ajudam a saborear uma vitória suada.

E como diz a minha querida Gigi "incha porco"

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Parabéns mãe


Porque me deste a (tua) vida

E, através dela, outras vidas geraste

Porque construíste quem sou

E, por mim, aquelas que gerei.

Obrigada.

És a princesa do nosso castelo.

Parabéns Mãe

Parabéns vó Lili





Neste teu dia, aqui fica um presentinho

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Porque recordar é viver ....

Em vésperas de mais um jantar de Natal, é impossível não recordar este, realizado há quatro anos, no momento em que me faltava fazer 1 sessão de quimio.

As lembranças nesta altura são sempre muitas e é com orgulho que olho para a foto tirada naquele dia e vejo o cabelo de "rato pelado" que, contra tudo o que se esperava, consegui manter.

A alegria de aqui estar hoje e perceber que ao meu lado continuam os Amigos que, naquela fase, foram o meu amparo (na foto representados pela loira e pela Evita) é indescritível.

E por isso nunca será demais recordar aqueles momentos que apesar de duros me mostraram a verdadeira beleza que é viver (mesmo nos momentos mais conturbados).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Decisão difícil

A Leonor teve consulta de otorrinolaringologia e, na opinião do médico, deve ser operada às adenóides e amígdalas.

Já sabia que seria o diagnóstico mais provável mas, perante o facto consumado, percebo que não estava preparada para o ouvir.

A situação não é grave, até porque a audição está perfeita (diz o médico, e eu confirmo, que a cachopa só não ouve o que não quer).

Mas, ainda assim, o médico acha que o melhor será mesmo sacar aquelas pecinhas que, pelos vistos, a partir dos 4 anos deixam de ter utilidade e podem vir a fazer estragos maiores.

E eu fiquei meia zonza, só de pensar na hipótese de ver a minha menina passar por uma cirurgia.

Tinha prometido carregar as doenças todas cá de casa, pelo menos aquelas que vão além das famosas viroses, e estou a falhar.

Sinto-me impotente  e, em simultâneo, imensamente estúpida por estar com estas pieguices quando há pais cujos filhos têm problemas de saúde realmente graves.

Em resumo, o médico deixou a decisão à nossa consideração e vamos ter de a tomar.

Para já acho que a 1.ª coisa a fazer é correr para os braços da pediatra, em quem deposito toda a confiança, para pedir a opinião.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pó de estrelas - vale a pena ouvir

Ao chegar uma criança o mundo é abençoado.

É Natal

Vamos fazer rir de alegria

É tempo de amar e sonhar

De brincar, partilhar

De oferecer sem contar ... magia

Linda esta música que a Leonor me deu a conhecer numa verdadeira lição sobre o coração de manteiga do velhote das barbas brancas.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O segredo mais bem guardado do ano

A capacidade que a Leonor tem de guardar segredos faz corar qualquer adulto de vergonha.

A educadora Bela disse-lhe que não podia contar aos pais o que ia fazer na festa de Natal e daquela boquinha não sai nem um pio.

Tudo o que consegui saber, até ao momento, é que terá de ir vestida de pijama (informação que, à cautela, terei de confirmar previamente não vá a miúda ter sonhado).

Dores de crescimento

Perder, em 3 meses, o síndroma de S. Tomé que se teve durante mais de 35 anos é duro.

Especialmenté porque esse síndroma era agudo.

Mas se por um lado dói (devem ser as chamadas dores de crescimento), por outro não deixa de ser sentido como uma lição para quem, do alto de uma enorme arrogância, achava que depois de ter vencido um cancro estava imune à dor.



domingo, 8 de dezembro de 2013

A doença da Tita

A Tita tem andado adoentada, chata e embirrenta.

Depois de dois dias de febre, veio o ranho (aos litros) e a tosse.

Com isto tudo, foi-se o apetite.

Hoje, depois de a avó me dizer que a menina não tem mau feitio, está é muito doentinha, cheguei a casa e disse ao pai Nelson "se não melhorar, temos de a levar à pediatra".

Dito isto, tirei chouriço do frigorífico.

A partir daí  foi vê-la a arrebitar.

Pediu-me logo uma rodela. Tentei negociar um pratinho de peixe e esparguete, em troca do chouriço e a resposta não podia ser mais esclarecedora.

"NÃO! Eu quero é chouriço e camarão !!!

A minha menina curou-se por milagre.

Leonor a destralhar

A escolinha das meninas está a fazer uma campanha de recolha de alimentos e brinquedos para as famílias carenciadas, utentes da instituição.

O objectivo é que sejam as próprias crianças a seleccionar os brinquedos que vão dar, para começar a incutir-lhes o espírito de solidariedade.

Quando disse à Leonor que iria escolher alguns brinquedos para dar, ela reagiu mal. Disse-me que não tinha brinquedos que já não usava.

O sábado foi, por isso, dia de sensibilização.

Hoje, a rapariga anda toda empenhada a destralhar. E a verdade é que não tem assim muito por onde escolher.

Por um lado porque eu vou fazendo recolhas com alguma periodicidade, por outro porque cá em casa só há bonecas desmembradas e puzzles e legos incompletos.

Os brinquedos das cachopas andam espalhados entre as várias divisões da casa, alguns enfiados em sítios inimagináveis, a casa da avó Lili, a casa da bisavó Sissi e o carro.

Mea culpa, Mea culpa que devia ir fiscalizando melhor a situação.

De modos que um dos meus mais recentes passatempos é juntar pecinhas da mesma espécie na esperança de, um dia, voltar a ter alguns brinquedos completos.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Será a isto que se chama empirismo?

- Mãe, sabes como é que nasce o xixi?

- Não, Leonor, diz lá como é.

- É assim, a água dá um nó no xixi.

- Hum!!! Não me parece. Como é que é possível? Se é para nascer xixi, não pode ser assim.

- É, é. Só que é pouco xixi. Por isso é que a água dá um nó. Para nascer muito.

- Ah e onde é que isso acontece?

- Na boca!

A chamada explicação empírica e ... algo nojenta.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Olhar para o donut e só ver o buraco

 
 
Uma destas manhãs, o campo que fica mesmo em frente da janela do quarto das meninas estava pejado de pássaros brancos.
 
Quando vi o espectáulo fiquei tão entusiasmada que desatei a chamar a Leonor para o ver também.
 
-Leonor, anda cá. Olha que lindo, filha. Tantos passarinhos brancos. Não são lindos?
 
- Não! Só gosto de pássaros castanhos.
 
 
 
 




Até o Pai Natal me desautoriza.

- Leonor, olha que o Pai Natal está a ouvir-te. Já estou cansada de te avisar que o Pai Natal só gosta de meninas bem comportadas!.

- MÃE, parece que ainda não ouviste a música que a Bela (educadora) tem no computador!.

- Que música?!!!

- Aquela que diz ... "até aos meninos marotos".

- Ah sim, Isso quer dizer o quê? Que o Pai Natal também dá prendas a meninos marotos?!!!

- Sim!

- E que tu és marota?

- Sim!

Desabafo - no meu tempo o Pai Natal era mais rigoroso. Deve ser da idade.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O e.mail que eu temia II

Tenho de fazer um esclarecimento sobre o desabafo feito neste post.

Os dias de encerramento da escolinha das Marias estão definidos no regulamento.

Eu é que, com a minha desorganização habitual, nunca me lembro deles quando faço a marcação das minhas férias (resquícios, talvez, de algum egoísmo).

Na sequência da publicação do post, recebi um telefonema da minha colega Sandra Pereira que teve a gentileza de me alertar para o facto de dia 31 de Dezembro ser dia de trabalho, evitando assim que eu faltasse injustificadamente ao trabalho  (com todas as consequências que isso poderia acarretar), tal como me preparava para fazer.

Cabecinha pensadora, a minha.


Será que o Pai Natal compra esta guerra?

- Leonor, porta-te bem. Olha que o Pai Natal está a ouvir tudo e depois não te traz a prenda que pediste?

- Traz, traz!!!

- Não, não traz. O Pai Natal só dá prendas às meninas bem comportadas.

- Se o Pai Natal não me trouxer o que pedi, para o ano não lhe peço nada!!!


Será que o Pai Natal compra esta guerra, correndo o risco de perder e ter de suportar a humilhação suprema de ser ignorado por uma criança?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O e.mail que eu temia


 
"Relembramos também que a instituição estará encerrada a:
24,26 e 31 de Dezembro.


Continuação de uma boa semana de trabalho!"

Perguntas:

O que é que eu faço à minha vida nos dias 24 e 31 de Dezembro que, supostamente, seriam de férias?

E no dia 26  de Dezembro, em que trabalho, que fazer às criaturas?



Medo do amanhecer

Durante a semana, tenho muito medo do amanhecer ... das minhas cachopas.

Regra geral acordam com a telha e passo um suplício até conseguir entregá-las na escolinha.

Hoje esse medo é ainda maior. 

D.ª Maria Leonor deve querer preparar-me para a sua adolescência e cismou que não irá mais à piscina.

O problema de sua Alteza é que não consegue fazer um dos exercícios e, por isso, não vê melhor solução do que desistir.

Temos andado a motivá-la e a explicar que, nesses casos, não se pode desistir e sim insistir até conseguir, mas a pequena está a mostrar-se irredutível.

Receio, assim, que haja espectáculo dos grandes esta manhã.

Em todo o caso, a experiência servirá para testar a superstição (para quem a tem, que não é o meu caso) relacionada com o facto de entornar café. Diz, quem sabe, que dá azar.

Ora bolas. E logo hoje que é dia de piscina é que eu tinha de entornar meio frasco de café solúvel,


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O nascimento de Jesus, by Maria Leonor

Depois de um banho atribulado, em que berraram como se estivessem possuídas, as manas foram para a cama.

A Leonor esolheu um livro sobre o Natal e, como a mamã nunca mais chegava, resolveu contar a história à Tita.

"Era uma vez um anjo que entregou um menino à Maria. Era o Menino Jesus".

"Depois chegaram os Reis Magros".


Achei a explicação enternecedora. Só fiquei com pena dos reis.

Vai um balde de água fria

O dia começou comigo a levar um belo balde de água fria.

Então não é que as duas dezenas de dióspiros que trouxe do Alentejo, que ansiava ver, rapidamente, madurinhos e enrugadinhos são, na verdade, dióspiros maçã!!!

Daqueles que ficam sempre duros!!!

Preferia ter ficado na ignorância, meu marido.

A parte´positiva é que, a partir desta revelação, o dia só pode trazer-me coisas boas.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Traça Chique

Os donos da casa podem ser bregas, mas as traças são chiques.

As bichinhas só comem pura lã e são extremamente protectoras do produto português. Se for DIELMAR, então, consolam-se.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Constatações sobre brinquedos

1- São todos, estupidamente, caros

2- Há uma enorme disparidade de preços entre lojas

3 - As roupas das barbies actuais não servem às barbies do anos 80/90

4 - As Barriguitas dos anos 80/90 eram muito mais giras do que as de hoje em dia

5 - Os miúdos continuam a preferir brincar com tampas de tachos e molas da roupa

E sim, sou uma rezingona

1.º Dia do Advento

Começou o tempo de prepararmos a recepção d´Aquele que há-de vir.
 
O dia começou com um atelier de pintura (cortesia da tia Du)
 
Depois foi o momento de fazer os presépios (com a preciosa ajuda das primas Bruna e Eunice)
 
Um dia bem passado, tirando o facto de a Tita estar doentinha e não ter conseguido apreciar o momento)
 
 
 
 






Quem quer sogros bons arranja-os

Saiu-me,na rifa, um sogro do melhor.

Vejam só o presépio que fez para a norinha (as figuras foram compradas; o resto é artesanato personalizado).

Um mimo

Disco - objecto estranho e não identificado

Ao ver uma foto da Abelha Maia

- Sabes que a mamã tem um disco da Abelha Maia, em casa do avô Fernando, Leonor?

Silêncio


- Um disco, com músicas muito giras. Tens de pedir ao avô que o procure e ponha no gira-discos.

Silêncio.... Olhos arregalados

E, finalmente, caiu-me a ficha.

A míúda nasceu no século XXI e não na 7.ª década do século XX. Não faz ideia do que seja um disco, muito menos um gira-discos.

E prontos, sinto-me uma anciã.

sábado, 30 de novembro de 2013

Apontamentos das Naves









Coisas "diferentes" que ouvi ontem sobre a minha pessoa

1

Ao mostrar o meu cartão de cidadão, num serviço público

-Está tão diferente agora!.

-Sabe porque é que eu tinha o cabelo curtinho nessa foto, não sabe?

-Sim, sei.

A conversa continuou, à volta de cancros e tratamentos, até que o ouvi esta pérola "pois, quem fez quimio sabe que, mais cedo ou mais tarde, lhe volta a acontecer o mesmo".

Engoli em seco perante tanta falta de tacto, contei até 10 e esforcei-me para explicar que quem fez quimio tem alguma probabilidade de ter recidivas o que é bem diferente de vir a tê-las e que eu, pelo menos, não contava vir a tê-las.


2

Ao comentar, com uma colega, o meu desgosto por ser tão desorganizada e ter a secretária num estado caótico.

- Sabes que quem é sobredotado tem sempre umas paranóias!

Com este comentário, super espontâneo, quase rebolei a rir.

Não sei onde é que esta colega, a quem acho imensa piada, foi buscar a ideia de que sou sobredotada (na verdade até me considero um pouco lenta de raciocinio,  a mais das vezes).

Quanto ao facto de ter revelado que acha que eu tenho paranóias (que eu interpretei como querendo dizer manias), pergunto quem as não tem? Pelo menos as minhas não fazem mal a ninguém (que eu dê conta).

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Selecção musical do dia

Porque hoje vou precisar de força e coragem, desde logo para ir acordar as patroas, aqui fica a selecção musical que espero que me povoe a mente até ao regresso a casa (e falo em mente, porque duvido que consiga ouvir música)


Tonto de ti (porque ouvi ontem esta letra dos azeitonas e a achei fofinha)

Os maiores (porque só queria esta força quando assinalar 35 anos de carreira embora desconfie que não será bem assim que estarei na altura; falta de conservantes, talvez)

Simplesmente Bon (porque sim)

Pura garra (porque admiro, e invejo, esta senhora)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crónica de uma morte anunciada

A chupeta da Leonor teve a morte trágica, que contei AQUI.

Isto aconteceu pouco depois de fazer 3 anos.

Apesar de eu temer que ficasse traumatizada, a miúda até reagiu bem.

Pelo menos aparentemente, pois já determinou que aconteceria o mesmo à chupeta da mana no dia em que ela fizer 3 anos.

A pobre Tita já está convencidíssima dessa fatalidade e não se cansa de repetir que o pai vai cortar a chupeta naquela data.

Eu, que não tenho nada a ver com a conversa, é que ando angustiada com a ideia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sobre a ironia do Bruno de Carvalho e como transformar algo banal num acontecimento nacional.

Depois de ver tanta exaltação sobre este comentário do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, tive de o ouvir.

É impressão minha ou a malta já não consegue distinguir entre humor/ironia e apresentação de propostas?

É certo que tem muita mais graça tirar afirmações do contexto, esquecendo o tom em que foram proferidas, e fazer disso um cavalo de batalha entre apoiantes de vários clubes de futebol.

Entre outras coisas, ajuda a esquecer as agruras da própria vida e descarregar adrenalina.

 Mas daí a transformar niquices em acontecimentos nacionais ...

Haja pachorra!!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sobre os efeitos do Acórdão do Tribunal Constitucional no pagamento do trabalho suplementer


A pedido de várias famílias, vou continuar os meus comentários ao Acórdão do Tribunal  Constitucional n.º  612/2013.

Para já importa dizer que as dificuldades práticas criadas por este Acórdão derivam, essencialmente, da declaração  de inconstitucionalidade de algumas normas da Lei 23/2012 de 25 de Junho (a chamada 3.ª alteração ao Código do  Trabalho) relacionadas com cláusulas de Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho e não propriamente com a declaração
de inconstitucionalidade de normas do próprio Código do Trabalho.

Um dos exemplos é o relacionado com o pagamento do trabalho suplementar.

No nosso Acórdão pode ler-se ser inconstitucional o Art.º 7, n.º 5 da Lei 23/2012, de 25 de Junho), que transcrevo:


“5 - Decorrido o prazo de dois anos referido no número anterior sem que as referidas disposições ou cláusulas tenham sido alteradas, os montantes por elas previstos são reduzidos para metade, não podendo, porém, ser inferiores aos estabelecidos pelo Código do Trabalho”.

As cláusulas a que se refere são as que prevêem os valores de pagamento do trabalho suplementar.

Isto implica a reposição, a partir de 1 de Agosto de 2014, das disposições de IRCT que disponham sobre:

-        Acréscimos de pagamento de trabalho suplementar superiores ao código do trabalho
-        Retribuição de trabalho normal prestado em dia feriado, ou descanso compensatório por essa mesma prestação, em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia (“laboração contínua”)

(Previstos em cláusula de contrato de trabalho ou IRCT (se aplicável))

Isto porque os nossos juízes conselheiros do palácio Ratton não consideraram inconstitucional o Art.º 7, n.º 4 da Lei 23/2012 de 25 de Junho que prescreve:

"4 — Ficam suspensas durante dois anos, a contar da entrada em vigor da presente lei, as disposições de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e as cláusulas de contratos de trabalho que disponham sobre:
a) Acréscimos de pagamento de trabalho suplementar superiores aos estabelecidos pelo Código do Trabalho;
b) Retribuição do trabalho normal prestado em dia feriado ou descanso compensatório por essa mesma prestação, em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia.


Assim sendo:

Entre 1 de Agosto de 2012 e 31 de Julho de 2014, independentemente do que estiver previsto nos IRCT em vigor, os valores a considerar relativamente à retribuição horária devida ao trabalhador que preste trabalho suplementar e à duração do descanso compensatório ou ao acréscimo remuneratório devidos, em alternativa pelo trabalho normal prestado em dia feriado são apenas os fixados, respectivamente nos art.º 268, n.º 1 e 269, n.º 2 do Código do Trabalho (na redacção dada pela Lei 23/2012 de 25 de Junho).

Ou seja:


Art.º 268, n.º 1 Pagamento de trabalho suplementar

“1 — O trabalho suplementar é pago pelo valor da retribuição horária com os seguintes acréscimos:
a) 25 % pela primeira hora ou fração desta e 37,5 % por hora ou fracção subsequente, em dia útil;
b) 50 % por cada hora ou fração, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em feriado.


Art.º 269, n.º 2 Prestações relativas a dia feriado


“O trabalhador que presta trabalho normal em dia feriado em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia tem direito a descanso compensatório com duração de metade do número de horas prestadas ou a acréscimo de 50% da retribuição correspondente, cabendo a escolha ao empregador”.

O mais difícil de doar é o tempo

Há dias via, com o meu marido, uma reportagem sobre voluntários que todas as noites andam nas ruas de Lisboa a distribuir refeições quentes aos sem abrigo.

A reportagem tocou-nos e comentámos a admiração que sentíamos por aquelas pessoas, capazes de prescindir do seu tempo para o doar aos outros.

É muito fácil ajudar os outros quando compramos alimentos e os entregamos aos voluntários que decidiram dedicar o fim de semana a recolhê-lhos. O difícil mesmo é deixar de ir ao cinema, ou até ficar em casa na sorna, para estar ali a receber os alimentos.

E foi por isso que fiquei babada de orgulho quando li este post da minha mana benjamin. É isso mesmo miúda, dá-nos uma lição a todos!

domingo, 24 de novembro de 2013

O ideal de vida da minha mais nova








Era o sonho da Tita, viver num monte alentejano rodeada de oliveiras e porcos. Ou melhor dizendo azeitonas e chouriços. E já agora, umas tangerineiras.

sábado, 23 de novembro de 2013

Uma questão de genética

A 6.ª feira começou comigo a receber um rol de queixas sobre a Tita.

Diz a educadora que a pequena anda endiabrada, sempre a distribuir molho e a olhar de esguelha para quem a repreende.

Entre outras coisas, já chegou ao cúmulo de se sentar no chão e fazer as necessidades básicas (líquidas e sólidas) diante da auxiliar da escolinha, com quem estava zangada.

Depois de me contar algumas das travessuras da Tita, a educadora confessou que, entre colegas, já tinham comentado que nem parecia nossa filha (parece que temos imagem de gente pacata); e que, provavelmente teria ido buscar o seu feitio tempestuoso a algum trisavô.

E é verdade. Tudo isto é uma questão de genética. Só não é preciso recuar tanto na árvore genealógica.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ou vai ou racha

Tal como as modas, as teorias pedagógicas vão e voltam e algo me diz que nunca saberemos (exceptuando naquelas situações extremadas) quais estarão correctas.

O método de ensino de inglês que está a ser aplicado nas aulas da Leonor implica que os pais coloquem duas (!!!) vezes ao dia um cd para acompanhar o que está a ser dado nas aulas.

O facto de ser duas vezes ao dia, por si só, já é algo difícil de gerir (o tempo não abunda por estes lados e a viagem até à escolinha é muito curta). E ontem fiquei a saber que, até ao final do ano, só se deve ouvir os episódios 1 e 2.

Para mim, cujo sistema nervoso se revolve com sons repetidos, vai ser uma prova arriscada.

Tenho de admitir que tenho alguma dificuldade em aceitar este método assente na repetição, mas vou dar o benefíicio da dúvida.

Afinal a rapariga já sabe que Fluffy é o nome do cat (já temos progressos), o dog dorme num basket e o Sam the boy trata da bicharada.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Choro da Maria Leonor - direito de resposta

Nos últimos tempos, D.ª Maria Leonor faz um berreiro cada vez que a deixo na escolinha.

Entra no edifício sem problemas, deixa a irmã, sobe as escadas e pendura o casaco no cabide e até veste o bibe.

O problema começa no nomento em que viro as costas. Aí parece que a matança do porco, tais são os guinchos.

Invariavelmente, tento acálma-la e dou-lhe os vinte beijos que me pede. De nada serve e chega sempre o momento em que tenho de me afastar, deixando-a quase a espumar.

Quando vê que não vou voltar atrás, os guinchos sobem de tom e começa a gritar que só quer "dar um beijinho à mãe".

E é este o cenário. Sem tirar nem pôr.

Ainda não percebi bem a razão destes filmes.


1.º porque quem devia chorar era eu, que vou trabalhar enquanto ela fica na boa vida, vai ao teatro (...)

2.º porque NUNCA venho embora sem lhe dar beijos (muitos).

3.º porque mesmo sabendo que a madame fica muito bem entregue, e depressa se esquece da mãe, aquilo não deixa de atormentar o meu pobre coração.

Por isso quando hoje a mãe da MM me disse que se tinha cruzado com a Maria Leonor e que ela estava a chorar porque "queria dar um beijinho à mãe", percebi que tinha de exercer o meu direito de resposta.

Esta cachopa há-de dar comigo em louca.

Conquista efémera

Tita - Mãe, estou a comer cenoura cozida. Olha para mim!

Mãe - Estás filha?!!!  Ai que orgulho, bébé, a mãe fica tão feliz. És tão linda ...

Tita - Olha mãe, olha!

Mãe - Estou a ver, filha.

Sou eu a dizer isto e a Tita a abrir a boca e a deixar escorregar, suavemente, para o prato uma bolinha de cenoura cozida, devidamente envolvida em saliva.

Cutchi, cutchi

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Manhã stressante, no Dia Nacional do Pijama

Hoje, Dia Internacional dos Direitos da Criança, foi dia das cachopas irem de pijama para a escola.

Esperava um amanhecer cheio de risinhos de alegria mas, como é bom de ver, trocaram-me as voltas.

Tudo começou com a firme recusa da Leonor em vestir cuecas. Na sua óptica, se ia para a escola de pijama, devia ir sem cuecas. Tentei demovê-la com 1001 argumentos mas não consegui pelo que tive de recorrer a uma pequena chantagem emocional.

Lembrei-a que, sendo assim, teria de lhe pôr a fralda (é verdade, voltámos às fraldas durante a noite) pois só usa pijama à noite e à noite não usa cuecas.

Resolvida esta questiúncula, foi a vez de a Tita entrar em cena e comelar a gritar como uma louca por querer calçar umas botas.

Lá consegui enfiar-lhe umas sapatilhas à força e arrancámos para a escolinha super atrasadas.

Chegadas à esola, a Tita berrou que nem um bezerro desmamado por não querer as pantufas que, entretanto,  atirou para o fundo do corredor.

Já cega, apanhei as pantufas e entreguei-as (juntamente com a sua irreverente dona) a uma das auxiliares.

Subi as escadas a bufar, para entregar a Leonor no andar de cima.

Aí foi altura de a Leonor dar show e gritar feita louca já nem me lembro porquê.

Ainda bem que o dia do pijama é só uma vez por ano ou enlouquecia de vez.

A malta anda a beber PEPSI a mais, pela quantidade de malucos que se vê por aí


Ontem à noite apercebi-me, ao ler alguns títulos, da polémica causada por ESTE anúncio da PEPSI, mas só hoje o vi com atenção.

E ao vê-lo tudo de se tornou muito claro. Pela quantidade de gente maluca que vê por aí, a malta deve andar a beber PEPSI (ou outro tipo de bebeida com bolhinhas) a mais.

Gostava de saber o que é que se passou pela cabeça dos criadores da campanha e dos responsáveis da marca que a aprovaram.

Já nem falo no duvidoso humor negro.

Falo numa coisa que nos dias que correm, em que anda toda a gente tão sensível e permeável a ideias malucas, vem incitar à violência o que é lamentável.

O que vale é que os suecos são um povo pacato, porque a ideia foi verdadeiramente infeliz.

E isto para não falar da estupidez que é uma marca multinacional querer agradecer a consumidores de uma nacionalidade, esquecendo-se de que está a comprar uma "guerra" com consumidores de outra.

Enfim, a estupidez humana é mesmo ilimitada.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ode aos ovos moles - dias 22 a 24 de Novembro


Local: Museu de Aveiro
Data: 22, 23 e 24 de Novembro


A APOMA – Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro e a Câmara  Municipal de Aveiro vão promover a II Mostra de Doçaria Conventual, Ovos  Moles e produtos da Região de Aveiro, de 22 a 24 de Novembro, no Museu de  Aveiro, como forma de assinalar a protecção comunitária de Ovos Moles de
Aveiro – Indicação Geográfica Protegida (IGP).

A Mostra de Doçaria de Aveiro terá como principais actividades:

 Jornadas Técnicas e lançamento do livro ovos molles: 500 anos, no  dia 22 de Novembro;

 Durante os três dias da mostra estará patente a exposição ovos  molles: 500 anos de história;

 A exposição dos trabalhos realizados por alunos do 1º ciclo do concelho de Aveiro no âmbito do Concurso de Desenho Infantil Ovos  Moles de Aveiro – 500 anos de História poderá, igualmente, ser
apreciada nos dias da mostra;

 Ementa da Ria de Aveiro, no dia 23, contará com o showcooking do  Chef Ricardo Costa que irá elaborar um menu de degustação com  produtos da Região da Ria de Aveiro. No dia seguinte, a acção será
desenvolvida pela EFTA – Escola de Formação Profissional em  Turismo de Aveiro;

 Apresentação da Maior Barrica de Ovos Moles de Aveiro do Mundo,  candidata ao Guiness Book. A pintura da barrica de madeira foi feita pelo artista aveirense Jeremias Bandarra.

E eu que não estarei por cá, sniff, sniff.

Vou ter de me contentar com uma cacholeira e uma miolada ah,ah,ah

Sobre os efeitos do Acórdão do Tribunal Constitucional na majoração do período de férias

A reposição da majoração do período de férias é, após o famoso Acórdão do Tribunal Constitucional .º 612/2013, uma questão que tem vindo a atormentar muitos espíritos, nomeadamente o meu que está fartinho de analisar Convenções Colectivas de Trabalho e tentar interpretar aquilo que estava na mente das partes aquando da negociação.

Como resultado dessa análise tenho de tomar decisões e aconselhar a "dar" ou "não" a famosa majoração, com base daquela que é a minha interpretação jurídica e que, como é natural, não faz lei.

A profissão que escolhi é a prova provada de que muito raramente as coisas são pretas ou brancas, com tudo o que isso possa significar de bom ou mau.

Voltando à vaca fria, e para quem ainda não se debruçou sobre o assunto, aqui fica a base (factual) em que têm assente daqueles que têm sido os meus profundos pensamentos de há uns tempos para cá.

"A reposição da majoração do período de férias, depende de a  mesma estar prevista em Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho aplicável à relação concreta.

Efectivamente, o Acórdão do Tribunal Constitucional 602/2013 declarou inconstitucional o Art.º 7, n.º 3 da Lei 23/2012, de 25 de Junho, que se transcreve

“3 — As majorações ao período anual de férias estabelecidas em disposições de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho ou cláusulas de contratos de trabalho posteriores a 1 de Dezembro de 2003 e anteriores à entrada em vigor da presente lei (ou seja anteriores a 1 de Agosto de 2012) são reduzidas em montante equivalente até três dias”.

Assim  será necessário, em 1.º lugar, identificar o IRCT aplicável à relação contratual em causa, no sentido de saber se o mesmo prevê majoração do período de férias e em que moldes.

Mais esclareço que a revogação, pela Lei 23/2012 de 25 de Junho, do n.º 3 do art.º 238 da Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro (Código do Trabalho), que previa a majoração do período de férias, não foi declarada inconstitucional.

Em resumo, só haverá lugar à majoração nas situações em que o IRCT aplicável à relação contratual em causa o preveja. Não sendo o caso, ou inexistindo IRCT, não se coloca a questão.

A existir majoração, nos termos acima expostos, ela referir-se-á ao direito a férias vencido a 1 de Janeiro de 2013, já que a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos retroactivos à data de entrada em vigor da Lei 23/2012, de 25 de Junho (1 de Agosto de 2012). Nessas circunstâncias terá de ser apurada a assiduidade dos colaboradores no ano de 2012".

Uff. 








Os 32 meses de uma segunda filha

(foto de Agosto)
 
 
A Tita fez ontem 32 meses e perguntam vocês "onde está a foto tirada no próprio dia, como costumavas fazer com a Leonor, Susana Alice?".
 
Eu respondo: "Está no mesmo sítio do livrinho com os apontamentos sobre as suas primeiras conquistas (andar, falar ...) e do album de baptizado.
 
E vocês perguntam "E onde é isso?".
 
Ao que eu, envergonhada, digo: "Só Deus é que sabe".
 
Esta encantadora menina que é, tão só, o SOL da minha vida "sofre" do mal de ser 2.ª filha.
 
Eu sei que terei alguma dificuldade em explicar-lhe que este "desleixo" da mãe não tem nada a ver com o Amor que sinto por ela, especialmente quando atravessar a fase parva da adolescência, mas sei que a seu tempo compreenderá (quanto mais não seja quando for mãe).
 
Até esse dia acho que vou ouvir muitas vezes a frase que aprendeu por estes dias, e repete à exaustão deixando-nos de sorriso na boca, "Eu não acredito mãe!".
 
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre o novo livro do Hélder Reis e o Museu do Brincar

Ontem fui com as patroas ao Museu do Brincar, assistir ao lançamento do novo livro do Hélder Reis.



Comecemos pelo livro "Clara, a menina das cores" que está lindíssimo pois não só tem um  texto amoroso, como uma belas ilustrações do simpático Ruy Silva.

Os direitos de autor revertem para a Associação Protectora das Crianças, de Valadares, instituição da qual o Hélder Reis é padrinho. E foi bom rever o Hélder, percebendo que mantém a nobreza de princípios que tão bem conheci muitos anos antes de se tornar uma pessoa pública.

Ao apresentar o livro, que utiliza como uma forma de sensibilizar miúdos e graúdos para as graves carências vividas por instituições que acolhem  crianças em risco, o Hélder disse, com graça, que ninguém imagina os custos com pasta de dentes.

Foi uma imagem bem utilizada. De facto, contribuímos (quando podemos ou nos lembramos) com fraldas e papas, mas as necessidades vão muito além disso.

Seguiu-se uma encenação da história feita pela Cláudia Statmiller, que só conhecia de nome, e cujo trabalho fiquei a querer conhecer melhor.

A Cláudia criou uma interacção entre todos e babei-me (quase literalmente) quando vi a Tita, toda tesa e a pensar que é gente, a subir ao palco (a Leonor é mais vedeta e recusou o convite).

Para finalizar, o Museu do Brincar que é lindo de morrer. Para mim, que adoro brinquedos e palacetes, seria suficiente o facto de reunir as duas coisas num único espaço. Mas este museu vai além disse e convida os visitantes a brincar com as peças (o que, de resto, faz todo o sentido).

Hei-de voltar com tempo.

Para quem ficou curioso, é só ir até ao centro de Vagos (que fica ali coladinho a Ílhavo que, por sua vez fica coladinho a Aveiro.

Mais informação AQUI

domingo, 17 de novembro de 2013

Jeito para ralhar

São 11 da manhã, de domingo, e já perdi a conta ao número de acareações que fiz, para perceber quem é que começou a morder, arranhar ou puxar cabelos.

O passo seguinte é, inveriavelmente, levar a menos culpada a fazer o devido pedido de desculpas e dar o beijinho da paz.

Desta última vez percebi que estavam a assumir a culpa na mesma proporção e que os gritos da Leonor se deviam à confusão que os irmão mais velhos fazem, frequentemente, entre o papel de irmão e o de pai.

Depois de acalmar os ânimos disse-lhe "Leonor, não és tu quem tem de ralhar. Quem ralha é a mãe".

A resposta, por mais que tenha dificuldade em admitir, foi certeira. "Mas , mãe, eu tenho mais jeito para ralhar com força !

Mais palavras para quê.


Carta ao Pai Natal

 
 
A Leonor está na, encantadora, fase de escrever ao Pai Natal.
 
Como de burra não tem nada, quando soube que íamos ao shopping assistir à chegada, a Aveiro, do destinatário da carta, decidiu levá-la para a entregar pessoalmente.
 
E, assim, lá foi ela de carta na mão e com umas hastes de rena na cabeça (quem sabe para se candidatar ao lugar).
 
Já a Tita foi por arrasto, e ainda sem ligar muito ao  momento que estava a viver.
 
Talvez para o ano aprecie mais.
 
Queira Deus que continuem a acreditar, durante muitos anos, que aquilo que dizem é ouvido pelo Pai Natal no trenó.
 
 
 





sábado, 16 de novembro de 2013

Metáfora, com creme

A minha relação com cremes é de amor/ódio, mais por preguiça do que outra coisa.

Para a ilustrar, posso dar dois exemplos.

O do dia em que o dermatologista me ia receitar um creme para colocar nas cicatrizes das biópsias e, de repente, olhou para mim, encolheu os ombros e disse "não vale a pena, pois não?".

E o aniversário em que a minha Amiga, e comadre, Dina me ofereceu um "crème hydratante qui fait tout", que é o mesmo que dizer "creme para a face, corpo, mãos e cabelo", um daqueles presentes que encaixou em mim como uma luva.

Mas depois há daqueles dias em que tem de ser. Hoje foi um deles. E a brincar, a brincar já pus creme de mãos duas vezes.

E era essa a metáfora/desabafo.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Vôo da loira

A nossa (das Amigas) loira vai voar para outras paragens num, mais do que merecido, reconhecimento de toda a sua garra e determinação.

A pena que sinto de deixar de a ter duas portas ao lado é, porém, infinitamente menor que a alegria que sinto ao vê-la ganhar asas.

Aqui fica uma música a puxar à lagriminha (mas de alegria), como exige a ocasião.

Boa sorte loira. A malta vê-se nas terapias, que imagino cada vez mais animadas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

20 de NOVEMBRO - DIA NACIONAL DO PIJAMA

O Dia 20 de Novembro, no qual se assinala a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, foi o escolhido pela Associação Mundos de Vida para sensibilizar a sociedade para o direito de as crianças viverem numa família, seja ela biológica ou não.

O modo que arranjaram para essa sensibilização não podia ser mais giro e assertivo pois "utiliza" como veículo as próprias crianças.

Assim, na próxima 4.ª feira, as crianças das creches, jardins-de-infância e escolas de 1º ciclo que aderiram à iniciativa, vão em pijama para a  escolinha.

Para além disso, cada menino tem um mealheiro de papel, em forma de casinha, com o objectivo de até ao dia 20 juntar algumas moedas para ajudar esta causa tão nobre.

De acordo com a divulgação efectuada pela Mundos de Vida, "Em Portugal, há 8.500 crianças separadas da sua família (mais de 95% do total) que vivem em instituições. Muitas podiam crescer melhor no seio de uma família de acolhimento, num ambiente mais terno, seguro e positivo, enquanto não podem regressar para junto dos seus pais.

Vamos ajudar a fazer a diferença. O primeiro passo é sensibilizar para agir e depois para mudar esta realidade, precisamente quando para o ano faz 25 anos a Convenção Internacional dos Direitos da Criança".

Para saberem  mais sobre o projecto, que não se esgota neste dia simbólico, aqui ficam os contactos:
Site: www.mundosdevida.pt
Email: dianacionaldopijama@mundosdevida.pt 
Tel: 252499010

Hoje estou numa de coisas sérias

O Director do IPO do Porto veio a público fazer um apelo, que podem ler AQUI, à doação de sangue.

Ao que parece as dádivas têm vindo a decrescer devido à crise. Confesso que este dado me surpreendeu (e entristeceu) pois, ainda esta semana, tinha ouvido que a solidariedade dos portugueses tem vindo a aumentar.

Mas tristezas não pagam dívidas e há que inverter o cenário. Já sabem que não posso ser dadora, mas mesmo assim posso ajudar, divulgando este apelo.

Vamos lá esquecer medos e fobias. E que a desculpa não seja a intolerância à dor, que fazer a depilação é mil vezes mais custoso.

Seja no IPO, seja noutro lado qualquer, o importante é doar sangue.





terça-feira, 12 de novembro de 2013

Aventuras emocionantes

Num comentário ao post anterior, desejaram-me uma semana com aventuras emocionantes.
 
A expressão fez-me recuar uns bons vinte e cinco anos (glup, glup), até áquela fase em que vivia imensas aventuras deitada no sofá, a ler livros que, invariavelmente, metiam detectives e mistérios.
 
Um pedaço dessas recordações está hoje guardado numas prateleiras, colocadas a mais de um metro do solo, na esperança de que escapem às manápulas destruidoras das minhas crias e que um dia as pequenas venham a viajar tanto naquelas histórias como eu.
 
Isto porque a coisa mais emocionante que, efectivamente fiz na vida real foi andar de pónei na Feira de Março.
 
Nada comparável às peripécias da Patrícia, da Nancy, da Zé, das gémeas e respectivos amigos.
 
 
 
 

A semana começou atribulada

A semana começou atribulada.

Logo de manhã, o secador de cabelo resolveu começar a largar faíscas na minha mão (que até ficou enfarruscada), o que me levou a atirá-lo pelos ares perante o olhar atónito das pequenas.

Ter de sair de casa com o cabelo húmido não deu grande resultado, como está bom de ver, e agora tenho uma vózinha estúpida cujo som alterna entre o de uma cana rachada e o bagaço.

Entretanto, com a pressa, até me esqueci de mudar de sapatos (vá lá que estava de sapatos, senão teria ido trabalhar de pantufas).

À noite, foi altura de a Tita me trocar pela minha irmã mais nova. A ingrata recusou-se a vir com a mãe para casa e quis dormir com a tia.

Que me esperará mais esta semana?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Admito-lhes tudo, menos que coloquem a minha honra em causa

Maria I - O pai é meu, não é teu!; Não és pai?

Maria II - Não é teu, é meu! Não és pai?


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Pai, já meio confuso - Sou pai das duas. Ahhh, quer dizer, acho eu.

E assim se baralha um pai e mancha a reputação de uma mãe.

Sentido de conveniência

- Leonor, quero estes brinquedos que estão no chão todos arrumados!

- Eu só arrumo estes; aqueles dois foi a Tita que dessarrumou!

- Desculpa, Leonor, mas não pode ser assim. Cá em casa todos temos de ajudar!

- Já te disse, aqueles foi a Tita!

- Ah, sim? Estás a ver estas cuecas que tenho na mão? São tuas. Se é assim, a partir de agora, és tu quem vai lavar as tuas cuecas. Cada um trata da sua roupa!

- Mas mãe, isso não pode ser.

- Não pode, porquê? Não és tu que dizes que só arrumas aquilo que foste tu a desarrumar?

- Mas mãe, eu ainda sou uma criança !!!

domingo, 10 de novembro de 2013

Alheira e espinafes, nham, nham

Domingo à noite é momento de pensar no menu semanal.


Não chego ao ponto de excelência que é definir as ementas para todos os dias da semana, mas gosto de magicar umas ideias pensando naquilo que tenho em casa.

E é por isso que esta semana vai haver uma receita tâo simples, e rápida, quanto isto:

Alheira (prefiro as de caça) e espinafres, salteados em azeite e alho.

Para acompanhar, batatas cozidas (que é para o estrago não ser total.

Fica a sugestão.





Antes que seja denunciada ao Ministério Público pela Ordem dos Médicos

Antes que seja denunciada ao Ministério Público pela Ordem dos Médicos, cá vai a minha versão dos factos.


É verdade que, desde Dezembro de 2008 (altura em que me foi diagnosticado um linfoma cujo primeiro sintoma se revelou na pele), já vi muitos rabos e mamas, de pessoas que me perguntam se se aquilo que lhes apareceu é parecido com aquilo que eu tinha.

Esta bizarria já que aconteceu nos mais variados contextos, nomeadamente trabalho e esteticista.

Não é algo a que ache muita piada, mas também não me incomoda por ali além.

 Era bem pior quando, na fase da quimio, me contavam histórias de vizinhas, primas, e conhecidas de primas, que tinham sofrido muito com os efeitos secundários dos tratamentos.

Voltando ao assunto, sou "consultada" com alguma frequência mas, obviamente, não consulto.

Limito-me a olhar, tal como pedem, e, invariavelmente, dizer a única coisa que faz sentido dizer "é melhor procurar um médico. Pelo menos, não fica a pensar nisso".

sábado, 9 de novembro de 2013

A família cresceu

 
Quando chegámos a casa da avó Silvina tivemos esta surpresa.
 
Apresento-vos o Boneco, o novo membro da família que veio para alegrar os nossos dias (especialmentes os da dona, que merece toda a felicidade do mundo).
 
 





E é que ligou mesmo

Tal como previa, quando ontem me lamuriei aqui, a minha Amiga Dina ligou a descansar-me, dizendo que eu sempre me baralhei muito.

Mas não, sem antes, deixar claro ao mundo (via facebook) que a minha dificuldade não é distnguir entre a esquerda e a direita mas sim diferenciar uma estrada que vai em frente de outra que vira para a esquerda.

Esta história tem uns bons 10 anos e remonta aos tempos em que íamos juntas para Coimbra, durante a parte teórica do estágio (saudades desse tempo).

Em resumo, estarei igual ao que sempre fui o que não tenho bem a certeza de ser muito abonatório.

O Natal começou a chegar cá em casa

Com uns dias de atraso, em relação à Venezuela, o Natal começou a chegar cá a casa.

E voilá, cá estão as fotos tiradas na escolinha (com as minhas desculpas ao fotógrafo, pelo assassinato que fiz ao tentar replicar a sua obra)