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Fuga ao óbvio, pelos caminhos de Portugal

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Nada como uma dor de barriga para dar discernimento

- mãe, quando chegarmos a casa quero comida saudável. A tua comida não sabe tão bem (desculpa que te diga) mas faz melhor!

A preparar a mana para o terceiro ano

-No terceiro ano vais aprender os sinais de trânsito mais básicos, tipo o stop e o sentido proibido. Depois vais para o quarto ano e esqueces tudo. Começas a dar as fracções e isso ...

Mãe sem palavras

Com o acelerado crescimento das minhas crias e, consequente aumentar de atenção ao mundo que as rodeia, cresce também o número de vezes em que fico sem palavras.
A última aconteceu quando, depois de explicar que a porquinha da Índia não terá filhotes já que não tem contacto com machos, a mais velha respondeu que "as mulheres também já não precisam de homem para ter filhos!".
Confesso que há temas cuja abordagem junto das crianças me transcende e este é um deles.
Fico-me pelo tradicional "não sei onde é que elas ouvem estás estas coisas!" e aguardo que o tempo as faça crescer em entendimento e me traga o discernimento necessário para as esclarecer.

O chamado realismo

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Em visita às antigas termas da Curia (aproveito para recomendar que façam o mesmo), deparei-me com o chamado realismo. Ao descrever a história de um edifício, questiona-se o narrador se este estará a caminho de uma nova ruína. É provável, diria.

Que grande responsabilidade, ser neta!

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É grande a responsabilidade de ser neta, responsabilidade proporcional ao orgulho sentido só de o ser.
Ser neta do professor Matos e da Dona Silvina é a herança maior que carregarei sem outro peso que não o da tal responsabilidade de, sendo impossível igualar-lhes a grandeza, ser ao menos dela testemunha.
Aos meus avós, da sua sempre neta