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Pelos caminhos de Portugal

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Quando optámos por ir uns dias até ao interior, o objectivo era somente fugir ao vento e encontrar sossego. Ok, admito que andava desejosa por atacar uma boa chanfana.

Não tinha grandes expectativas o que, diz-me a experiência, é bom em regra.

O destino escolhido foi a Lousã que, além de tudo o mais, tem a vantagem de ser aqui ao lado e a aposta foi mais do que ganha.

Fiquei apaixonada pelas Aldeias do Xisto e pela coragem dos empreendedores que as estão a dinamizar e a contribuir para a preservação de um património cultural e natural colectivo.

Rendi-me às praias fluviais. Deliciei-me com a bicharada com a qual me cruzei nos caminhos, raposas, veados e muitas borboletas, entre outros.

Reforcei a convicção de que devia ser proibido sair de Portugal antes de lhe conhecer todos os cantinhos.

... E a chanfana não desiludiu.




Desconvidada

Não é frequente identificar-me com as posições do BE mas desta vez fico satisfeita com o desconvite à Marine Le Pen que fica assim fora do painel de oradores da Web Summit.
Bem sei que andamos aqui em conceitos pouco lineares. A liberdade de expressão é um direito fundamental mas, até esta, não pode ser ilimitada sob pena de poder colocar em risco outros direitos fundamentais. Sei também que se corre o risco de suscitar curiosidade relativamente à senhora mas, pesados os prós e contras, acho que o desconvite foi a opção correcta.
Eu, pelo menos, dispenso bem ouvi-la, ainda que na tv.

Direito a ir comprar pão

A patroa mais velha foi comprar pão sozinha. Na verdade, eu estava ao virar da esquina mas nada que diminua o orgulho que sentiu naquele momento.
Agora quer repetir o feito todos os dias. Mas ( há sempre um) terá de conquistar outro direito bem mais difícil de alcançar - sair de casa sem levar a mais nova atrás.  Avizinham-se tempos animados. Isto de ser irmã mais velha tem que se lhe diga.

Amizades de Verão

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Raízes

Há sempre uma alegria imensa no regresso ao lugar onde brotaram as raízes que nos geraram ainda que, paradoxalmente, igual só esteja a paisagem. Precisamente aquilo que é  mais mutável.
Faltam os que davam forma e vida àquele lugar e o tornaram ponto de referência para aqueles que de lá nasceram e espalharam pelo mundo.
Jamais será o mesmo. Seja  a  ida, seja o ponto de chegada e o debitar de notícias sobre o que lá encontrámos. Lá e cá só estão as almas. Tão pouco, quando o que queríamos era ver aqueles sorrisos. Tanto se pensarmos quão cheio deixaram o nosso coração.

Mágico

Há algo de mágico nisto de percorrer Portugal por caminhos menos óbvios e, talvez por isso, mais próximos da origem de tudo.
Ficar apaixonada por cada recanto e prometer sempre voltar, jamais o fazendo por saber que há muito mais a descobrir e a mesma água nunca passa duas vezes por baixo da mesma ponte. Guardar cheiros e cores na memória que, podendo falhar, será em todo o caso mais fidedigna na sua subjectividade do que qualquer processo mecânico de gravação da impressão dos sentido.
Há magia neste caminho contra corrente, em que procuramos a foz ao invés de insistir em mergulhar num mar de gente.

Há muito tempo que não te via tão gordinha!

Quando uma tia avó nos recebe com um "há muito tempo que não te via tão gordinha" percebemos que temos de fazer alguma coisa (apesar de saber que, no seu ideal, me estava a chamar formosa.

E é mesmo há muito tempo que não me via assim. Pr'aí  30 anos. Aiiiii