quarta-feira, 29 de março de 2017

Tudo tem um porquê. Cantar num coro também


Devia começar este post por um "desde que entrei no coro do pais do Conservatório de Aveiro a minha vida mudou" mas não gosto nada de dramatismos.

A verdade é que este hobbie me está a fazer muito bem e em quase 40 anos de vida é das poucas coisas que conseguiu fazer com que o meu cérebro se abstraia de outros pensamentos senão aquilo que estou a fazer no momento, ainda que por poucos minutos em cada ensaio.

É assim uma espécie de yoga sem ser yoga.

Achava estranha a sensação mas afinal a coisa tem um quê de explicação científica como podem ver AQUI

NOTA DE RODAPÉ - não significa, de todo, que cante bem mas vou-me safando com o play back :)

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Muito haveria a dizer sobre este busto mas, como diria o Herman, não temos tempo.

Deixo-vos com os vossos pensamentos e o apelo a quem de direito - teve piada a brincadeira; agora coloquem lá a versão final do busto que o nosso CR7 merece mais respeito (com todo o respeito pela subjectividade do artista que executou e o gosto de quem encomendou a peça).

terça-feira, 28 de março de 2017

E porque não Aeroporto Dolores Aveiro?

Começo por me confessar e dizer que a ideia não foi minha, mas de um madeirense entrevistado por estes dias e que vi citado.

Mas achei-a brilhante e não resisti a usar o argumento.

Estou totalmente de acordo com a necessidade de começarmos a valorizar os bons profissionais em vida, coisa que vai muito além de jantares amplamente divulgados, estátuas e até nomes de aeroporto.

O que me causa espécie é a alegação de que o acto de dar o nome do Cristiano Ronaldo ao aeroporto da Madeira seja qualificado como uma homenagem devida a quem muito deu  à Madeira.

Vamos lá ver, estamos a falar de um excelente profissional sem sombra de dúvidas que o que tem feito é precisamente trabalhar, como compete a qualquer profissional.

Naturalmente que com todo o mediatismo que gira à sua volta, os seus êxitos individuais e colectivos (sim porque está em causa um jogador de um desporto colectivo) trazem grande visibilidade à Madeira mas isso não integra, na minha humilde opinião, o conceito de dádiva ao país.

Claro que podia negar a sua origem ou tentar que passasse despercebida mas, sinceramente, não me parece que o orgulho em afirmar-se madeirense justifique tamanha recompensa.

O rapaz já tem uma estátua, é nome de praça e hotel. Para quê isto agora? Estamos a reduzir a Madeira e os madeirenses. Pior que isso, estamos a endeusar uma pessoa e não encontro explicação plausível para isso.

A avançar com esta ideia peregrina ao menos que se substitua o seu nome pelo o da Dona Dolores Aveiro, cuja história de vida é por demais conhecida.

Se não fosse esta mãe coragem, que nunca virou a cara à luta pelos seus filhos e se manteve firme perante todas as contrariedades, quem seria hoje o Ronaldo? Que seria hoje a Madeira, aos olhos daqueles que a confundem com o Ronaldo.

A Dona Dolores sim, é uma heroína e até ajuda a vender bananas presumo que devidamente recompensada é certo mas isso já sou eu a ser má língua.

Resumindo e concluindo, sou contra homenagens de fachada e eudeusamentos bacocos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Não és bendita aqui! Baza!

- Mãe, não és bendita aqui! Baza!

Nota da tradutora- onde se lê bendita deve ler-se benvinda. Baza, do verbo bazar. Ir embora, mais coisa menos coisa.

É o que dá entrar em quartos alheios e ter a ousadia de interromper um momento de manas.

domingo, 26 de março de 2017

Portugal em 89. no ranking mundial da felicidade

Segundo o relatório mundial de felicidade 2017, Portugal ocupa o 89 lugar no ranking da felicidade sendo o quarto país europeu menos feliz. Isto num universo de 155 países. A acreditar neste relatório, a Noruega é o país mais feliz do mundo e a República Centro Africana  o mais infeliz.
Tenho sérias dúvidas sobre a mensurabilidade da felicidade. Isto para não dizer que acho este relatório (ou pelo menos as conclusões retiradas das respostas obtidad) uma valente treta.
Há coisas que não se medem, muito menos através do PIB. Sentem-se e pronto.
A classificação de Portugal não me aflige. Bastavpensar em Paris, Londres, Bruxelas e Nova York que, de certezinha, estarão melhor classificados para perceber que o resultado vale o que vale. Independentemente de tudo o que vai mal, certo é que vivemos num cantinho do céu. E essa será uma das maiores felicidades que podemos ter.