segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ai, são tão sossegadinhas e tal!

A vizinha cumprimentou-as e, como de costume, cerraram os dentes e baixaram a cabeça.
O comentário da senhora, que se seguiu, não podia ser mais ilustrativo do comportamento das minhas patroas.
"Vocês são tão caladinhas na rua, mas quando entram em casa ouvem-se no prédio todo. Parece que a vossa mãe tem de sair mais vezes convosco, para ver se consegue descansar!".
Ouvem-se elas e eu, diria. Dentro de portas, transfiguram-se e transfiguram-me. Mas lá  no fundinho são boas cachopas.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Sobre dar e receber

Ontem tive a felicidade de passar o final de tarde a partilhar a minha história de vida com um grupo de jovens que frequentam o 10. ano de catequese em Santo António de Vagos (obrigada catequistas Paulo e Virgínia pelo desafio lançado).
Não me canso dizer que poder partilhar a minha história me ajuda a dar sentido à doença pois acredito que poderá ajudar quem a ouve, tal como a história de outros me tem ajudado a mim.
E a verdade é que a partilha é, por natureza, bilateral. Acabo sempre por receber algo.
Ontem foi um desses momentos em que recebi muito  mais do que um lindo ramo de tulipas (é inacreditável a beleza de um flor tão frágil) e um lanchinho.
Começou logo à  saída do carro. Não houve uma única pessoa que tenha passado por nós sem desejar boa noite. Assim, sem nos conhecer de lado nenhum. Fiquei apaixonada com a simpatia daquelas pessoas.
Ia com algum receio de ser uma seca para aquela malta cheia de sangue na guelra. Não sei se fui ou não. Sei que a conversa foi longa e enriquecedora no que a mim diz respeito. Descobri que, apesar devtudo aquilo que tenho dito e escrito, ainda há muitas questões sobre as quais não pensei nem falei com aqueles que têm  estado comigo.
A dada altura perguntaram ao meu marido se nunca tinha pensado em deixar-me e isso trouxe à baila a questão do efeito do cancro no casal (que merece ter direito a um post autónomo).
Enfim, uma experiência muito boa a de ontem em que dei o que tinha e recebi em dobro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

No dia internacional do obrigado

Consta que hoje é o dia internacional do obrigado e parece-me da maior justeza a distinção. Por norma, termino o dia com as meninas a agradecer a Jesus, na simplicidade das suas palavras, aquilo que o dia teve de melhor. E quase morro de emoção quando, depois de horas a fazer de mim gato e sapato, as ouço agradecer por a mamã estar ali com elas. É como um bálsamo que me inebria os sentidos e mostra que tudo vale a pena.
Hoje, como sempre, tinha muito para agradecer a Jesus e muitas pessoas a quem o fazer mas, vão -me perdoar, o meu grande obrigado é pela vidas das minhas meninas.

Fina ironia

-Mãe, posso levar um sumo para a escola?
- Despacha-te mas é, a tomar o pequeno-almoço!
- Não percebi essa resposta!