segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Raríssimas e, por isso, não dominantes

Ao acompanhar a mais recente novela à volta de um alegado desvio de fundos na associação Raríssimas, ocorrem-me vários pensamentos.

O primeiro vai, provavelmente por defeito profissional, para o princípio da presunção de inocência  que vejo cada vez mais banalizado. Melhor dizendo, ignorado.

E isto é gravíssimo pois gera, antes de mais, verdadeiros linchamentos em praça pública. Digo sempre que ninguém está livre de ter um vizinho maluco que faça queixa de nós ao Ministério Público e mau seria se não houvesse direito ao contraditório.

No caso concreto da Raríssimas, e entidades criadas com fins similares, é ainda mais grave pois a opinião pública não julga na praça pública somente as pessoas sob suspeita. Tomar a parte pelo todo é outra das manias do ser humano.

E com estes escândalos não perdem só as instituições em causa, mas todas as outras. O claro exemplo académico do "paga o justo pelo pecador".

Não ignoro que existem muitas pessoas, nos mais variados cargos, são capazes de dormir descansadinhas, apesar de andarem a depauperar recursos alheios e que o hábito não faz o monge.

Mas tenho a certeza que existem muitas mais que trabalham de forma séria e sem outro interesse que não o de melhorar o mundo em que vivemos.

É nessas que continuo a depositar as minhas esperanças.

Quanto às desconfianças só espero que sejam desfeitas em sede própria e eu quem tiver de ser punido o seja severamente.

Que não seja pelas desconfianças que os indignados (todos os que se podem orgulhar de ser honestos com os outros e consigo também) deixem de se dedicar a causas nobres, ou serão como aqueles que tanto criticam - egoístas.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Hoje ficou mais rica a memória colectiva de Aveiro

Creio que não existe aveirense que desconheça o Atita, sempre bem disposto e muito extrovertido era um verdadeiro tubarão dos mares. Professor de natação de muitos, nadador salvador de excelência cujo CV conta a história de dezenas de vidas salvas.

Na passada 5.ª feira recebeu, das mãos do nosso Presidente da República, a Medalha de Ordem de Mérito. Teve a felicidade de ser distinguido em vida, como deveria ser sempre.

Hoje partiu. O 1.º ano do banho de 2018 na praia da Barra será certamente diferente mas não duvido que esteja lá em cima, brincalhão como sempre, a comandar a malta.

A memória colectiva de Aveiro ficou agora mais rica.

Vamos sentir a sua falta nas ruas de Aveiro, tanto quanto o privilégio de o ter tido nas nossas águas.

sábado, 9 de dezembro de 2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sim, o Pai Natal existe!

De tanto querer acreditar deixam-se enredar em teorias, evolutivas consoante as respostas de que necessitam para saciar dúvidas cada vez mais complexas.
É preciso acreditar para que ele venha.
Afinal, toda a gente sabe que os coelhos põem ovos.
Sim, o Pai Natal existe!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma filha babada, no dia internacional do voluntariado

Como sabem, tenho um carinho especial por projectos de voluntariado e, como tal, não podia deixar passar em branco o dia internacional do voluntariado.

E o de hoje em particular, no qual vejo ser dado destaque ao Banco do Tempo, em que a minha mãe diz ter "tropeçado" e que tanto bem faz a todos quantos nele participam, doando e recebendo disponibilidade.

Podem ver a entrevista AQUI

Ass. uma filha babada