Mensagens

6 meses

6 meses se passaram e as nossas vidas seguiram, com as obrigatórias adaptações e um estranho sentimento de vazio que procuramos encher de lembranças, aquelas nos fazem  reviver momentos bons, tantas vezes quantas as que quisermos.

A saudade essa não acabará nunca.

Dá para os dois lados

A  criatura que me mói a cabeça por querer ir à padaria sozinha é a mesma que, minutos depois, reclama só ter 7 anos e ser muito nova para trabalhar (leia-se pôr a mesa).

É a chamada volatilidade dos argumentos (vulgo dá para os dois lados (ou, pelo menos, tenta).

Saravá e oxalá

Se  a Dina Aguiar tivesse iniciado a emissão com um "Saravá" ou terminado com um "oxalá", em vez de "Se Deus quiser", seria só cool ou continuaria a chocar os contribuintes?

Irra que este medo de emprenhar pelos ouvidos começa a ser patológico.


Momento de cultura geral a que me obriguei

"Saravá
É comum relacionar essa expressão com rituais no Brasil, como o candomblé e umbanda. O termo saravá também é usado em religiões afro-brasileiras como mantra (que são palavras especiais vocalizadas de maneira específica que produzem certos fenômenos de imantação e desagregação[carece de fontes]; são sons místicos ou sagrados, ou seja, sons específicos que elevam o espírito[carece de fontes]) e significa: SA— (Força, Senhor) —RA— (Reinar, Movimento) —VÁ (Natureza, Energia).[carece de fontes] Saravá significa então a força que movimenta a natureza. Esse termo é, portanto, um mantra que pode fixar ou dissipar determinadas vibrações, não sendo, portanto aconselhável pro…

Começou!

Eu que sabia que era uma questão de dias até começar a ouvir o argumento mais velho e batido de qualquer criança que se preze "mas todos os meus amigos jogam!", devidamente acompanhado de 3 lágrimas grossas a rolar para cara abaixo.
E começou aquilo que, sentido na pele, me parece um massacre.
Uma mãe anda a vida toda com teorias sobre a resposta que deve ser dada em momentos destes e no dia em que tem de as pôr em prática, eis que todas convicções ficam abaladas. É tudo muito mais fácil quando as lágrimas  (ainda que a puxar ao sentimento) escorrem na cara dos filhos alheios.

Vão demolir o estádio Mário Duarte

Vão demolir o estádio Mário Duarte e não consigo descrever o sentimento que esta ideia me desperta.

É certo tratar-se de uma morte há muito anunciada, mas este tipo de notícias começa a tornar a ameaça como algo real.

Apesar do desencanto que o futebol me tem vindo a suscitar de há algum tempo para cá, guardarei sempre como um tesouro as memórias das minhas tardes de Domingo .

Fui muito feliz no Mário Duarte.

Às vezes temos de nos rir, senão piramos

-Antecedentes de cancro na família, perguntaram-me durante os exames médicos das crias.
- Eu, avó materna, a avó paterna, o avô paterno,  - e eu que fui interrompida pelo revirar de olhos do médico.
Lá  contei a minha novela e quando ia retomar o historial oncológico da família , o médico dispensou-me de o fazer, dizendo que já tinha informação que lhe chegasse. Tive de me rir do cenário negro que nunca tinha visto nesta perspectiva. Às vezes é melhor rir, sob pena de pirar ainda mais.

Dar beijinhos aos avós

Peço desculpa mas não consigo evitar o tema do momento. Devemos, ou não, obrigar as crianças a dar beijinhos aos avós?

Brincadeirinha, acho que o cerne da questão não é esse. Acho até que o discurso que o, agora famoso, professor universitário teve no Programa Prós e Contras  só serve para desviar ainda mais a discussão daqueles que devem ser os pontos chave de tudo aquilo que se refere aos relacionamentos humanos. O respeito, a tolerância e o meio termo.

Comparar um beijinho na cara, seja dos avós seja de um estranho, a um acto de intimidade é, no mínimo, tão estrambólico quanto acusar de adultério uma mulher casada pelo simples facto de falar com outro homem (como sabemos ainda acontecer  em certas culturas).

Um beijinho na cara é em Portugal, pelo menos assim mo ensinaram, um gesto social de respeito pelo outro.

Compreendo que exista quem não goste de o fazer e evite, assim como compreendo que fique magoado ao perceber que alguém evitou cumprimentá-lo dessa forma,  mas aí entramos …