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Sobre confiança

Hoje vivi uma história deliciosa sobre confiança que não posso deixar de partilhar.Marcámos mesa no restaurante Nossa Senhora do Almortão, em Almortão, um sítio lindo mas longe da povoação.Quando chegámos vimos o aviso sobre a falta de multibanco, algo impensável para uma família citadina. Meios chateados, confesso, perguntámos onde ficava o ATM mais próximo e a resposta deixou-nos de queixo caído. Não se preocupem, depois passam em Idanha-a-Nova onde temos uma esplanada e pagam.Idanha-a-Nova fica a 9 kms, refira-se.Uma prova de confiança cega que muito me tocou.Não menos importante, a perdiz estava de truz como diria o meu avô.Recomendo, por todos os motivos

Há explicação para isto?

Por razões de trabalho, uma das minhas irmãs teve de ir para a Áustria devidamente munida do teste ao Covid. Sucede que fez escala na Suíça o que deve ter neutralizado o vírus pois, chegada ao destino ninguém lhe pediu o teste.
Mais tarde, já na Hungria, foi a um supermercado com duas colegas. Uma delas não tinha máscara e foi barrada por um segurança que (de máscara no queixo) lhe indicou uma farmácia. Comprada a máscara, colocou-a no queixo e entrou no supermercado.
E é Portugal o país de risco.
Como estes, tinha outros exemplos de comportamentos inexplicáveis face ao Covid. A única conclusão que consigo retirar é que este vírus enlouquece a malta.

É hora de desapego e partilha

Diz-me a experiência que a grande maioria de nós (os que têm possibilidade de se queixar nas redes sociais) tem excesso de bens materiais.
Isso não significa liquidez, obviamente, mas sejamos francos quem é que precisa de acumular roupa, louça, electrodomésticos, brinquedos (...)  intocados há séculos e que poderiam ser úteis a tantas famílias.
Desde que o Covid surgiu na vida da humanidade que a minha maior preocupação tem sido as suas consequências económico-sociais. Assusta-me (moderadamente) a questão da saúde, naturalmente, mas eu sou aquela que foi apanhada por cancro acerca do qual nem sequer se conhecem causas que o possam acordar. Por isso, o problema (gravíssimo) da saúde não pode ser o único foco da nossa atenção.
Isto tudo para não deixar esquecer que há muitas famílias a precisar daquilo que acumulamos e existirão muitas mais quando se acabarem as moratórias concedidas às empresas.
É momento de desapego e partilha. Aos que não acreditam em instituições, experimentem falar…

Raízes

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Há algo de inexplicável no regresso ao sítio de onde as raízes nunca saíram, de tão arreigadas numa terra tão árida quanto bela.
Queria descrever-lhe o cheiro das noites veranis pintalgadas de incontáveis estrelas. Reproduzir o som envolvente das cigarras, indiferentes à passagem humana. Perpetuar-lhe os sabores, intensos como os sentimentos que despertam.
Queria tanta coisa que fico aquém da vontade da imaginação. De tudo o que queria, tenho quase nada mas é tanto sabê-la no sangue que me deram os meus avós.





A Amiga Genial

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E passado quase um ano terminei de ler a Amiga Genial da Elena Ferrante.
Não que o livro seja mau, bem pelo contrário que até estou cheia de vontade de ler o resto da tetralogia, mas pelas constantes interrupções causadas pela minha dificuldade em parar.
Andava curiosa por conhecer a escrita desta mulher (pensa-se) que ninguém conhece, achei que só pelo título tinha de o oferecer a uma amiga genial, aproveitei que essa amiga genial me pediu uma dedicatória para o pedir emprestado (lata é comigo).
Desde então o livro tem-me acompanhado por todo o lado. Até na Suécia já esteve. Até que o fim de semana passado parei (Deus sabe como precisava de o fazer) e terminei a empreitada.
Muito bom, com retratos psicológicos profundos e realistas. Gostei.
Acho que este ano te ofereço o segundo da saga, querida amiga genial.

Em dia de casamento. Recordações.

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Hoje é dia de casamento de uma amiga e foi inevitável recordar o meu.
Recordo de sorriso nos lábios, os dois convidados inesperados que preencheram o lugar dos outros dois que não puderam vir (tudo no dia); a "guerra" com a florista que não se conformava por eu querer um ramo tão simples; a menina das alianças, chegada na noite anterior e a quem fui comprar a roupa possível (atendendo à hora); os livros da cerimónia que me esqueci de entregar atempadamente e foram distribuídos a correr, segundos antes de eu entrar na capela (tendo o querido Frei Silvino ficado sem um); o coro celestial de Amigos; a surpresa que foi ter o violinista à saída (o mesmo que iria estar na quinta e se esqueceu); as lembranças das crianças e livro de dedicatórias esquecidos aos meus pés, debaixo da mesa; o meu avô e a avó do Nelson, verdadeiros (e inesperados) anfitriões que abrilhantaram a festa; a família e amigos reunidos; as nuvens em que pairei e não me deixaram ver arranjos de flores e outros …

Se algum dia quiserem saber de mim!

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Se algum dia quiserem saber de mim, procurem-me nestes (e noutros) bloquinhos.
Pensamentos com mais ou menos nexo, receitas de culinária, listas de convidados. De tudo um pouco de mim nestes retratos escritos do dia a dia.