sexta-feira, 30 de novembro de 2012

APAV - campanha de recolha de donativos em Aveiro


Hoje e amanhã, mesmo em frente à entrada para o Continente de Aveiro, haverá uma banca da APAV-Associação Portuguesa de Apoio à Vítima a vender alguns artigos para angariar fundos.

Quem puder, não deixe de contribuir. A causa é nobre e, infelizmente, são cada vez mais os casos que a APAV acompanha.

O cócó da Benedita

Sendo este um, quase, baby blogue, até parece mal que nunca aborde um dos temas preferidos de uma mamã que se preze, o cócó da sua cria.

Na última reunião da escolinha, a educadora avisou que iam começar a levar ao pote um grupinho de meninos, cujos pais seriam individualmente.

Uma das auxiliares fez-me sinal, a dizer que a Tita estaria entre os eleitos. Inchei logo como um perú, apesar de a selecção se relacionar apenas com o facto de ser uma das mais velhas da sala (mas isso agora não importa nada).

A Tita já pede para fazer cócó no pote e deleito-me a ouvir os seus progressos, sempre que a vou buscar ao infantário.

Não que seja uma coisa bonita, que não é convenhamos, mas porque é mais uma conquista da pequena piolhosa.

E não há como resistir ao sorriso dos nossos filhos, sempre que lhes batemos palmas e damos os parabéns.

PS A previsivel descida da conta das fraldas, também é algo que ajuda à festa

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mãe Natal(a)

Este ano a salinha da Leonor vai actuar na festa de Natal.

Ao que parece, os meninos puderam escolher a personagem que querem encarnar e a Leonor optou pela Mãe Natal(a).

Tudo muito bem, não fora o objectivo de que o fato seja personalizado e feito adivinhem por quem.

Dizia o recado mandado pela educadora que os meninos vão ficar muito orgulhosos da mamã.

Achei a ideia linda e ternurenta, duvido é que a minha filha se venha a sentir orgulhosa dos meus dotes artísticos.

Não sei costurar e sou a pessoa mais desprovida de capacidade criativa que conheço.

Não sei como me desenvencilhar desta.

Podiam ter-me pedido para cantar ou fazer de rena, mas não. Pedem-me para costurar.

Ó vida. Se alguém tiver uma ideia de génio, por favor partilhe.

Trata-se de uma questão de honra e  expectativas  criadas a uma criança de 3 anos.

A ambição de Leonor

Há meninas que sonham ser bailarinas, outras querem ser professoras ou médicas.

Depois há a Leonor que ambiciona ser motorista de pesados.

Já tentei explicar-lhe que os motoristas de longo curso passam, frequentemente, algumas temporadas fora de casa o que implica dormir fora de casa (coisa que milady detesta), mas continua firme no seu propósito.

Antecipo morte por arrependimento

Como amante da época natalícia, em todo o seu significado e símbolos, não resisto a fazer o presépio e montar a árvore de Natal.

Toda a vida tive esse ritual. A minha avó fazia um presépio enorme por cima de uma fofa camada de musgo, com figurinhas de barro, com direito a lago e tudo (um espelho no qual pousava dois patinhos de plástico).

Na árvore de Natal pendurava chocolates que resistiam até ao dia de Natal (como diz a minha mãe, eu era mesmo totó).

As minhas filhas saem a mim em muitas coisas, menos na pacatez.

E é por isso que antecipo a minha morte por arrependimento. Sei que vou arranjar lenha para me queimar, mas não me importo.

Este fim de semana faremos um lindo presépio e penduraremos chocolates na árvore.

Tão certo como dois e dois serem quatro, vou ter ovelhas tresmalhadas, misturadas com chocolate esmigalhado, pela casa toda.

Mas pensando bem, não será muito diferente do que já acontece. Há que ter fé.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A jogar Ping Pong com a Segurança Social

Como não tenho mais que fazer na vida (pensam eles), eis que ando numa de jogar ping pong com a Segurança Social.

Tudo porque em 2009 (como contei no último post) resolvi armar-me em chica esperta e não só interrompi a licença parental e ainda tive a lata de os tentar sensibilizar para o termo compensação.

Este mês fui notificada para devolver um valor e, ao mesmo tempo, tive a (in) grata surpresa de receber 3 transferências feitas pelos meus mais recentes amigos.

Menos mal que o valor transferido é bastante superior àquele que terei de devolver.

Mas é chato, muito chato, dirigir-me à Loja do Cidadão para tentar esclarecer o imbróglio (neste momento não sei se devo ou se tenho a receber) e vir de lá ainda mais baralhada.

Não bastou o facto de a funcionária não saber que me dizer, para além de "está aqui uma grande confusão", ainda tive de ouvir "então a senhora estava a gozar a licença parental e depois é que ficou doente?!!!". Quase  pedi desculpa pela audácia, antes de sair de lá a bufar por todos os lados.

Em resumo, tudo na mesma como a lesma. O conselho que recebi foi enviar carta registada com Aviso de Recepção a pedir esclarecimentos.

Não deixa de ser irónico que em plena era da informática, e após milhares de Magalhães distribuídos pelos lares portugueses, o remédio (espero eu) esteja na tradicional cartinha e, cheira-me, no afamado "Livro Amarelo".

Arre, que é preciso ter pachorra.

Mais de 3 anos?!!!

Em Setembro de 2009 tive a estúpida ideia de exercer uma faculdade. Tinha uma bebé de 4 meses e estava a fazer quimio durante o período de gozo da licença parental. Decidi então suspender a licença, meter baixa e depois retomar a licença. Este exercício de uma faculdade legal, ia permitir-me ter algum tempo, pós quimio, para me restabelecer antes de regressar ao trabalho.

Devia ter desconfiado na confusão que iria causar à Segurança Social, quando a funcionária que me atendeu na Loja do Cidadão, ao ver o certificado de incapacidade temporária para o trabalho, arregalou os olhos e disse "mas a senhora está de licença, não pode meter baixa...". Lá teve de chamar metade dos colegas, para trocar impressões (...), até aceitar o documento.

Foi o início de uma saga que esta semana, passados 3 anos e meio, teve mais um episódio.

Recebemos o indeferimento do requerimento dos 10 dias úteis de gozo facultativo referentes à licença parental exclusiva do pai. Tudo porque o gozo desses dias terá coincidido com o período em que eu estava de baixa.

Ou seja, numa situação normal eu estaria a gozar a licença e o pai podia estar comigo. Como tive o azar de ficar doente numa altura em que era suposto estar de licença, o pai não devia ter ficado comigo.

Basicamente, foi feita uma interpretação literal da lei. Acho é que viola o seu espírito.

Tudo me chateia nesta situação. Bem sei que a Segurança Social não ia andar atrás de mim para saber se eu estava com gripe, piolhos ou cancro. Estou inserida no sistema informático e o sistema faz o seu trabalho.

Mas acho indecente que demorem 3 anos e meio a tratar de uma situação destas e que a mesma ocorra no mesmo mês em que fizeram uma transferência para a nossa conta de um valor cuja origem desconhecemos.Mais um imbróglio para resolver e fazer perder tempo.

Também sei que, dada a minha profissão, era suposto ter estado mais atenta e antecipado este indeferimento. Mas na altura, confesso que tal nem me passou pela cabeça. As minhas preocupações eram outras.

Estou danada com isto.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ter filhos depois da quimioterapia - LEMBRETE

Já escrevi várias vezes sobre a questão da (in)fertilidade pós quimioterapia, mas nunca é demais voltar ao tema.

Há muitos jovens adultos, de ambos os sexos, que diariamente se deparam com o diagnóstico de cancro e a necessidade de se submeterem a tratamentos que, entre vários outros efeitos secundários, podem provocar infertilidade.

Gostava de salientar o "podem provocar" porque não acontece em todos os casos (sou prova viva).

Podendo acontecer, é importante que os pacientes se informem sobre todas as possibilidades de preservação da fertilidade para que a doença se limite a adiar um projecto de vida, não o destruindo.

É possível preservar óvulos e espermatozóides, existem tratamentos com altas taxas de sucesso. O importante é que todos os envolvidos no processo (médicos e pacientes) estejam alertas para esta questão.

E é nesse sentido que aqui deixo novo lembrete para todos aqueles (homens e mulheres) que se preparam para travar a batalha contra o cancro. Informem-se sobre a forma de acautelar o vosso sonho.

O cancro não tem de acabar com esse sonho.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

É bom voltar a casa, mas custa



Ao que parece, já não são só os papás que estão rendidos ao Alentejo. As crias também.

Contrariamente às nossas previsões, portaram-se lindamente. Fartaram-se de brincar com os primos, viram um bezerrinho acabado de nascer, fizeram festinhas aos coelhinhos, andaram de carro de mão...

Foi uma festança pegada.

Portaram-se mesmo bem até (tinha de haver um até) ao momento de entrar no carro para regressar a casa.

A Benedita berrou a viagem toda (são só 300 e tal quilómetros). Ora porque tinha sono, mas não adormecia. Ora porque queria a chupeta, atirada para longe, nos nos momentos de fúria (só parámos o carro 3 vezes à conta da chupeta), ora porque a Leonor lhe estava a tirar as meias.

Foi por um triz que o papá (que já deitava fumo pelas orelhas) não as deixou na berma da autoestrada.

Bem tentava aplicar a minha diplomacia e distraí-las, mas não tive grande sucesso. As minhas cantorias funcionaram pouco tempo (não sei porquê, mas acabavam por as enervar).

Quase me desfiz na viagem. Com um braço a fazer festas no pé de uma e outro a fazer festas na perna da outra (não experimentem), estou toda partidinha. Não sei se amanhã me conseguirei mexer.

Mas lá chegámos, sãos e salvos, cheios de histórias para contar.

domingo, 25 de novembro de 2012

É a loucura

Adoro Portalegre e adoro farinheira.

Juntar os dois é coisa para me levar à loucura, mas não sem antes ter uma grande dor de barriga.

Mas prontos, ao menos fico feliz por uns instantes.

Mais um ano que cumprimos o ritual sagrado de vir até ao Alto Alentejo comemorar o aniversário do afilhado mais novo, Afonso, e sua mana Ana Rita.

sábado, 24 de novembro de 2012

Apresento-vos o trabalho da Lobinha





 
Há dias abri o meu e.mail e encontrei uma mensagem irresistível que, com a autorização da autora, vou transcrever:
 
Olá Susana
eu sou a Ana Lobo, acabei de criar um projecto a que chamei Lobinha, o nome original está relacionado com o facto de ter sido mãe à 15 meses e como acontece a todas as mães, foi graças à minha princesa que este projecto nasceu. Quando a minha filha nasceu, a minha vida deu uma volta de 180º, para além de ter sido despedida ainda na licença de maternidade, tive de encaixar na minha cabeça que para poder estar com ela tinha de abdicar da minha carreira de editora de vídeo, que era uma grande parte da minha identidade. A partir desse ponto tirei um curso do livro infantil com a maravilhosa Margarida Fonseca Santos, e iniciei esta nova forma de viver a vida, através dos olhos de uma criança.
 
Gostava de te convidar a visitar a minha página de facebook - www.facebook.com/alobinha 
 
 
Houve qualquer coisa que me tocou nesta simples apresentação . A certa altura, a Ana Lobo dizia que este projecto é " a oportunidade de criar algo que me permita ser uma mãe mais presente, como o meu coração pede".
 
Já estava rendida, mas mais fiquei quando visitei a página e vi o trabalho.
 
Fiz logo a minha encomenda que chegou ontem por correio.
 
Confesso que as fotos não fazem jus ao trabalho, que superou as minhas  expectativas.
 
As meninas adoraram e começaram logo a 3.ª guerra mundial, pois não queriam largar as molduras.
 
Uma excelente ideia para presentear miúdos e graúdos.
 
Visitem a página no facebook, não se vão arrepender. Já agora, ajudem a divulgar o projecto.

75 seguidores

Há dias, este meu "amorzinho" chegou aos 75 seguidores.

Não gosto da palavra, que me soa a fanatismo, mas gosta do que ela representa no caso concreto.

É giro saber que há tanta gente a passar por aqui e a acompanhar as minhas divagações e baboseiras.

Este número deve fazer rir os bloggers à séria, mas para mim significam muito.

Dou, assim, as boas vindas à Ingrid, uma menina (para mim que que já tenho mais 14 anos que ela) a quem foi diagnosticado linfoma de Hodgkin e que se está a revelar uma verdadeira lutadora, cheia de fé e boa disposição. Tudo coisas que fazem Mr. Hodgkin ficar aziado.

Querida Ingrid, tenho visitado o teu blogue mas ainda não consegui deixar comentários. Tentei inserir os códigos vezes sem conta, mas o blogger deve achar que sou um robot :)

A todos os meus seguidores, adicionados ou não, o meu muito obrigada.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Toda a verdade sobre o presépio

O livro sobre a infãncia de Jesus, recentemente lançado pelo Papa Bento XVI pôs meio mundo a dissertar sobre o presépio.

Teria, ou não vaca e jumento? Bento XVI faz um enquadramento histórico e doz que a Bíblia não menciona os animais que, provavelmente, terão começado a integrar o presépio nas representações iconográficas. Isto porque um presépio era o sítio onde se guardavam e alimentavam os animais.

A explicação faz todo o sentido. Faz-me lembrar as representações de Jesus que o mostram como um homem de pele e olhos claros, coisa que todos sabemos ser pouco provável tendo em conta a sua origem.

Não sei se havia vaca e jumento no presépio e duvido que, a esta distância, algum dia venhamos a saber a verdade- Seja como for, para mim é indiferente. Importante é aquilo que o presépio representa.

Mas devo dizer que o meu senhor marido tem uma teoria que me parece inabalável e que subscrevo.

Podia não existir mais nenhum animal, mas o jumento estava lá, de certeza, pois foi o meio de transporte de Maria e José até Belém. E uma vez que tentavam esconder-se, tinham de esconder o jumento também.

Tem lógica o raciocínio. É um pensador, este meu marido.



Fim do mundo marcado para 23 de Dezembro

Ora bem, segundo os maias, o dia do juízo final acontecerá dia 23 de Dezembro.

Não duvido que assim seja, para algumas pessoas. É óbvio que esse dia tem de chegar para todos nós. Só não acredito é que seja para todos em simultâneo.

A coisa mais certa que temos, segundo a minha mãezinha, é a morte. Infelizmente, ou se calhar não, ninguém sabe (à excepção dos perús) qual será o seu dia.

Por isso o melhor é ir gozando e fazendo tudo o que temos para fazer, não vá o diabo tecê-las.

Isso lembra-me umas quantas coisas que planeio fazer. Coisas simples, mas ainda assim muito importantes, e que envolvem outras pessoas. Coisas de afecto, gargalhadas e baboseiras que não posso mais adiar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"Doadores" de medula desistentes

A psicóloga que há dentro de mim tem imensa curiosidade em perceber o motivo pelo qual há muitos "doadores" de medula óssea que se negam a sê-lo, quando são chamados por serem compatíveis com alguém cuja vida depende das suas células.

Não me entra na cabeça. A sério. E pelos vistos são mais do que muitos em todo o mundo.

E gostava de conhecer os seus motivos, pois  sou daquelas que acha que tudo, em especial as reacções emocionais, tem uma justificação seja ela mais ou menos razoável.

Desafio uma destas pessoas a dar o seu testemunho, prometendo anonimato se assim o pretenderem.

Sem uma explicação plausível, a minha vontade é escarrapachar o nome e cara dessas pessoas nas montras de padarias e talhos e enfiá-las uns tempitos nos cuidados intensivos de uma qualquer unidade de oncologia.

Não é justo que alguém negue o direito de outrem à vida, especialmente se esse direito depende de algo tão inócuo quanto a doacção de medula óssea.

Estamos a falar de algo que se regenera, não de um órgão vital. Qual é o medo?

Não percebo, mas gostaria.

Os amores de Leonor

Sabes mãe, em tenho um "amorado". Foi assim mesmo que a Leonor me anunciou o  2.º namorado em 15 dias.


Como uma boa conversa entre mulheres, esta ocorreu  na casa de banho lugar onde gosta de fazer as suas confidência e contar como correu o dia.

Nem estou bem em mim. Lembro-me que até à idade adulta não ousava dizer o nome de um amigo, quanto mais de um namorado, à frente do meu pai.

Agora compreendo a dureza  que deve ser, para um pai, conhecer os namorados de 3 filhas.

Começo até a perceber, o que me parece preocupante, os pais das personagens dos livros de Camilo, que enviavam as filhas para um convento.


E ainda só passaram 3 anos e meio.

Vou precisar de muita força.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os novos avós

Muito se fala nas famílias monoparentais e nas famílias compostas por casais do mesmo sexo como exemplos de novas estruturas familiares cada vez mais comuns.

Só não ouço ninguém falar nos novos avós.

No meu tempo os avós ficavam em casa para tratar dos netos.

Agora tudo mudou. Vai um casal todo desmandado, prontinho, a plantar as crias em casa dos avós para ir jantar a 2 e ouve a avó dizer "às 20h tenho um concerto".

E pronto, assim se destrói um sonho de há meses. Um jantar a 2, algo tão simples quanto importante para um casal.

Já era tempo de ops estudiosos se debruçarem sobre esta nova realidade. Os avós com vida própria.

Dúvidas existencialistas de uma mãe

Devo ser, aos olhos de muito boa gente, uma má influência para as minhas filhas.

Quando entro em casa dos avós, só ouço "então Leonor, estavas a portar-te tão bem antes da mãe chegar...", "Tita, come. Estavas a comer tão bem antes da mãe chegar".

Ontem, o meu pai abriu-me a porta de casa, fez um gesto de silêncio, encaminhou-me para a sala e fechou a porta da cozinha. A Tita estava a almoçar.

Posso estar enganada, mas era suposto ser ao contrário. Há algo aqui que não bate certo.

A juntar a isto, a Leonor diz que o pai é careca porque eu ralho muito alto.

Ó meu Deus. Quem sou eu, de onde venho, para onde vou?

Assinado

Mãe com dúvidas existencialistas

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chegou o Dia Nacional do Pijama

Não sei quem andava mais ansiosa com o Dia Nacional do Pijama se a Leonor (à Tita ainda lhe passa um pouco ao lado) ou eu.

Achei giríssima a ideia de assinalar a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, e o seu direito a crescer em família, de uma forma tão fofinha.

A Tita aderiu à iniciativa de forma tão espontânea que ficou de pijama, em casa dos avós, a curar uma otite.

Já a Leonor não podia deixar de fazer das suas.

À saída de casa, ficou parada no meio do passeio a chorar.

Ainda eu não tinha chegado ao pé dela, para ver o que se passava, já lá estava uma vizinha toda preocupada.

De facto, ver uma criança no meio da ruaa chorar, vestida de pijama, com pantufas e almofada assusta qualquer um. Ainda por cima se essa criança tem uma grande marca vermelha na cara que parece sinal de varicela.

Lá descansei a vizinha, explicando a razão de ser da farpela e culpando o raio dos mosquitos que insistem em tentar devorar-me a filha.

Em seguida tratei de saber a razão do choro da Leonor, que já desconfiava fosse de pouca gravidade.

Pois a menina valente, que passa o dia a ameaçar os pais de morte, não saía do sítio com medo de uma pena de galinha que estava no chão.

Isto só a mim. A sério.

Entre vivos e mortos, salvaram-se todos e a Leonor lá foi para o infantário, toda contente por levar 2 pequenas casinhas (a sua e a da mana) com uma ajuda simbólica para os meninos que não têm a sua sorte.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Com as gengivas em chaga

A Tita é arisca.

Pedir-lhe um beijinho ou abraço é arriscar levar uma estalada.

Dá beijinhos e abraços quando bem lhe apetece. Não adianta forçar.

Para meu desgosto, nunca gostou de ser embalada. Prefere que me deite ao lado dela para me sujeitar ao seu estranho ritual de adormecimento, meter os dedos na minha boca.

A tontinha tem o vício de enfiar os deditos, todos quantos couberem, na minha boa e aí ficar a escarafunchar. Claro está que acaba por espetar as unhas e, com frequência, faz-me uivar de dor.

Este fim de semana então foi um fartote. Como esteve doente, exagerou na dose, e tenho as gengivas em chaga.

É certo que também me consolei a dar-lhe colo, coisa que dispensava pois só aconteceu devido à febre, mas a pequena podia ter outra forma de sentir a mamã. Isto dói.

domingo, 18 de novembro de 2012

Os efeitos alucinogéneos do Ben-u-ron

A Tita acordou mortiça, com 39.1 de febre.

Meia hora depois do Ben-u-ron, é este o seu estado e o da minha sala.

Será milagre? Ou efeito alucinógeneo do Ben-u-ron?

sábado, 17 de novembro de 2012

No Dia Mundial do Não Fumador

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Não Fumador.

Não vou colocar aqui frases, ou imagens chocantes (que acho de extremo mau gosto). Nem sugerir que todos devíamos passar o dia numa unidade de oncologia (as de cabeça e pescoço ou pulmãoseriam bons exemplos). Afinal, todos sabemos (ou temos obrigação de saber) os malefícios do tabaco para os fumadores activos e passivos.

Aproveito só para deixar duas ou três ideias que ouvi hoje numa entrevista dada por um médico. O essencial para deixar de fumar é tomar a decisão e definir o dia.

Outro ponto que me pareceu importante foi o de que está errada a ideia de que só 2 ou 3 cigarros por diz não farão mal. Fazem.

Posto isto, não posso deixar de fazer uma homenagem a um corajoso Não Fumador.

Alguém que um dia, depois de milhares de cigarros fumados, decidiu viu deixar de fumar. E deixou só porque quis. Esta determinação que o caracterizava em tudo e tanto me orgulha não foi porém suficiente. O mal já lá estava. E após 2 anos de uma luta dolorosa e desigual partiu.

Como sei que lá onde está, continua sempre a acompanhar-me aqui fica um grande beijinho.

Parabéns Zézinho, meu querido padrinho. Hoje é tembém o teu dia

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A verdadeira história do desaparecimento dos pais da Pipi das Meias Altas

Ando intrigada sobre o motivo  do desaparecimento dos pais da Pipi das Meias Altas e, acima de tudo, com receio que tenha sido ela a causá-lo.

Passo a explicar, a minha filha mais velha imita a Pipi em tudo. São asneiras atrás de asneiras. Os pais da Pipi nunca aparecem na histórica.

Será que lhes deu sumiço? Será que posso estar descansada?

Estas dúvidas e angústias, aparentemente ridículas, aumentaram hoje, quando a minha filhinha se virou para mim hoje e disse "o teu pai está no lixo. Matei-o".

Se deixar de dar notícias ....

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mãe falhada

Depois de duas reuniões no infantário, uma de cada salinha, pude confirmar aquilo de que já suspeitava. Se não fosse o infantário, as minhas filhas eram umas verdadeiras selvagens,

Vá-se lá saber porquê, mas não tenho mão nelas. Um exemplo muito simples basta para ilustrar a gravidade da questão.

A Benedita, uma piolhosa de 20 meses, não admite que a ajude a comer, muito menos permite que lhe coloque o babete. As refeições são, por isso, uma javardice.

Há dias, cheguei ao infantário e perguntei "A Tita deixa pôr o babete?". A auxiliar olhou para mim como se eu fosse uma anormal, provavelmente por achar a resposta óbvia. "Cai", como diria a própria Tita. "Claro que sim".

Lá tive de explicar que em casa isso é impensável e assumir que sou uma mãe completamente falhada ao nível da autoridade.

Eu bem faço cara feia e aplico castigos, mas ao que parecer sou pouco convincente

Não que me orgulhe disso, mas também não me preocupa demasiado. 

Pelo menos vou-lhes transmitindo (ou procuro transmitir) alguns princípios e isso para mim é o mais importante. A semente há-de ficar lá.

Selvagens sim, mas com valores.




Compromissos

Novembro

Dia 19 - piscina
Dia 20 - dia do pijama
Dia 22 - ida ao Lugar dos Afectos
Dia 28 - ida ao Teatro Aveirense

Dezembro

Dia 15 - festa de Natal


Aos 3 anos (e meio, como diz orgulhosamente), a pequena Maria Leonor começa a precisar de quem lhe organize a agenda. Nem quero imaginar o dia em que a Tita lá chegar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Procuram-se testemunhos de mães que tenham sofrido muito para o ser

Fui contactada pela produção do Programa "Querida Júlia", SIC, que está a preparar um programa com o tema "Passei muito para ter este filho" e me pediu contactos de mães que possam dar o seu testemunho.

Se for o vosso caso (ou o de alguém que conheçam), mandem-me por favor o contacto através da caixa de comentários, que eu transmitirei à jornalista.

Fiquei de dar resposta amanhã de manhã.

Obrigada

Dicionário beneditês

Cai - palavra utilizada para responder afirmativamente.

Contrariamente ao vocábulo NÃO, que pronuncia perfeitamente, a palavra "cai" raramente sai da boquinha de D.ª Maria Benedita.

Em Greve

Há já alguns dias que o meu corpo apela insistentemente que eu adira à greve o que até teria alguma piada, se pensarmos que uma das minhas tarefas de hoje é, precisamente, recolher informação sobre os efeitos da adesão nas empresas cá da terra.

Seja do frio, seja do facto de este ano ainda não ter conseguido tirar umas férias de jeito (e sem preocupações de trabalho) ando cá com uma moleza que não queiram saber.

A minha vontade é de hibernar uns tempitos, o que me poderia ajudar-me também a perder alguma desta camada adiposa, vulgo pneu.

Não o podendo fazer, resta-me começar a mudar fraldas e dar papas, para a seguir começar a jornada de luta.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

3 Anos e meio

Faz hoje 3 anos e meio que a  nossa mais velha veio animar a nossa (percebo agora) monótona vida.

Para ser sincera, não me lembro do que fazia antes da sua chegada. A miúda preenche tanto as nossas vidas que parece impossível não ter feito sempre parte delas.

Apesar de todas as fases do seu desenvolvimento terem encanto, estou a gostar particularmente desta.

É giro ver como está a ficar uma senhorinha e faz imensa companhia. Temos diálogos inacreditáveis.

Esgota todas as minhas energias, a piolhosa. Mas o balanço não podia ser mais positivo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Natal - começam as encomendas

Há já algum tempo, mais propriamente desde Setembro, que percebi que o conceito materialista começa a ser conhecido da Leonor.

Na altura do baptizado da Benedita, fez-lhe alguma confusão que só uma das minhas amigas tenha levado prenda para ela e perguntou "e as outras?".

Lá expliquei que a festa era da mana e que por isso as prendas eram para ela, mas deu para ver que já começa a reparar nessas coisas.

Agora com o Natal a chegar, e toda a publicidade a brinquedos, já começou a fazer as suas encomendas.

"Sabes mãe, eu quero um Nenuco. Daqueles que tem um pratinho, uma colher, um copo... Mas tu não vais dar, pois não mãe? Sabes mãe, não é um jogo. É um boneco e eu tenho de tratar dele".

Claro que a miúda tem 520 Nenucos, com os respectivos pratinhos, colheres e copos. Mas com argumentos destes, mesmo a puxar ao sentimento, fica difícil resistir.

A dúvida está no momento em que devo comprar o presente. Imagino que daqui até ao dia 24 de Dezembro, arranje 1001 argumentos, igualmente tocantes, para igual número de presentes.

Outra grande dúvida é será que vai ficar traumatizada se não lhe der bonecos?

Gosto muito, acho lindos, até os comprava para mim mas é tal o exagero que me sinto tentada a optar por livros (para não variar).

O Natal não é isto, eu sei, mas ando encantada com o poder argumentativo da minha mais velha.





domingo, 11 de novembro de 2012

Gostar da Troika


Acabo de colocar Viseu no top da 10 piores cidades para quem, como eu, tem problemas em fechar a boquinha.

Definitivamente não poderei (eu nem a minha Benedita que sofre do mesmo mal) passar por lá muitas vezes.

Viriatos, rotundinhas e troikas são coisas para nos fazer mãe e filha muito felizes, .... antes de uma crise de figadeira.

Obrigada Catarina. Como sempre, foi muito bom e especial estar contigo.

PS

Há muitas Marias na terra. Estas troikas (lanches com queijo, chouriço e fiambre) são de lamber os beiços

25 Aninhos

Lembro-me, como se fosse hoje, de receber a notícia da gravidez da minha mãe e da ansiedade de  ir ver a minha irmã mais nova no dia em que nasceu.

E num ápice se passaram 25 anos.

Completa hoje um quarto de século a menina que saiu do ninho directamente para a Suécia, onde se transformou numa excelente profissional e dona de casa.

Um orgulho para a família Matos Neves.

Parabéns Xuaninhaaaaaaaaaaaaaaa.

sábado, 10 de novembro de 2012

Dia Nacional do Pijama

20 de Novembro é o dia Nacional do Pijama e as nossas criancinhas estão a ser incentivadas a ir de pijama para a escolinha.

A Leonor, como é bom de imaginar, anda numa excitação e quase todos os dias de manhã me tenta convencer que chegou o dia.

A ideia é gira e o objectivo ainda mais.

O Dia Nacional do Pijama é um dia solidário feito pelas crianças até aos 6 anos para nos sensibilizar, adultos, para o direito de uma criança crescer numa família.

Celebra-se a dia 20 de Novembro, por a data coincidir com o Dia Internacional da Convenção dos Direitos da Criança.

As pequenotas trouxeram para casa um pequeno mealheiro "A Casa dos Pijamas" para recolher, junto de familiares, vizinhos e amigos, um pequeno donativo a ser entregue à Associação que está a dinamizar a iniciativa - Mundos de Vida (www.mundosdevida.pt).

O mealheiro traz-me à memória o Professor Pereira, meu professor da escola primária, que nos incentivava a fazer aquilo a que chamava "renúncias" e que consistia em juntar o dinheiro que deixassemos de gastar em doces, por exemplo, e as moedas que pudéssemos encontrar na rua, dinheiro que seria doado a quem mais precisa.

Uma ideia gira, esta do Dia Nacional do Pijama. Cá em casa vamos aderir.

Isabel Jonet e o Banco Alimentar contra a fome

Nas minhas deambulações pela net, encontrei o alarido feito à volta das declarações feitas pela Isabel Jonet numa entrevista à SIC.

Fui procurar o video e fiquei estupefacta. A senhora está coberta de razão.

É óbvio que o país e as famílias criaram um estilo de vida muito acima das suas possibilidades e agora a factura está a cair-nos em cima.

Provavelmente não se exprimiu da melhor forma, nem o exemplo do bife terá sido o mais adequado. Podia ter dito, por exemplo, se não temos dinheiro para ir ao cinema, vamos ao clube de video alugar um filme. Se não temos dinheiro para comprar uma calças de ganga da marca xpto, compramos da marca abcd. Se não temos dinheiro para tomar o pequeno almoço no café, tomamos em casa.

É claro (pelo menos para mim) que a Isabel Jonet não se referia a quem nem sequer tem condições para fazer essas escolhas.

A crítica dirigia-se também a quem está à espera que o Estado e instituições como o BA venha resolver as suas carências, sem nada fazer para as minimizar.

Tenho o exemplo de um pai que mandou um filho a casa da minha avó com um bilhete a dizer que não "tinha comida para por na panela". E a minha avó mandou a comida, mesmo sabendo que na véspera esse pai tinha ido mandar instalat um cd no carro (é verídico, eu tinha estado nessa casa, na véspera).

E como estes há muitos outros exemplos. Claro que aqui o que há é, também, pobreza de espírito.

Mas há que trabalhar junto destas pessoas que gastam o pouco que vão tendo em inutilidades, confiantes que a comida e outras necessidades básicas estarão sempre garantidas.

Percebo que haja quem se incomode porque quem fez as declarações é de Cascais (que associamos de imediato a um elevado nível de vida) e ache que quem vive bem não tem direito de fazer estes reparos, mas é uma inevitabilidade mudar os nosso hábitos de consumo.

E mesmo que o que disse fosse uma enorme estupidez sem fundamento, não entendo como é que se pode confundir a pessoa com a instituição. Essa história de dizer que, por causa das declarações da Isabel Jonet, nunca mais se contribui para o Banco Alimentar contra a Fome causa-me confusão.

Certamente existirão, em todos os lados (trabalho, ginásio, ... e até família), pessoas com as quais discordamos. É isso que retira valor às entidades, ao trabalho realizado, aos laços familiares?

Não creio.




Crise dos quase quarenta

"...nos anos setenta, ou seja há 40 anos ...". Ouvir esta expressão, proferida hoje por um economista, foi como receber um soco no estômago.

Anos setenta?! Há quarenta anos?! Eu nasci nos anos setenta ... caramba.

Nunca me tinha apercebido de estar tão próxima dos 40 anos. É certo que os 40 são os "novos 30", como me dizia alguém há dias, mas não deixam de ser 40.

Vou ter de interiorizar o facto. Acho que estou a passar a crise dos quase quarenta.

Ai de mim.....

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O ritual da papa

D.ª Maria Leonor, contrariamente ao seu alter ego, Pipi das meias altas, é moça de gostos refinados.

O momento da papa é sagrado. Tem a sua tigela favorita, embora nos dias bons transija em utilizar outra e uma forma especial de degustar a papa.

A serviçal (que ora vos escreve) coloca uma fina camada de água na tijela e espalha a papa, de forma a que cubra toda a água, sem se diluir. Não se pode ver uma nesga de água e o pózinho tem de estar o mais seco possivel.

E a papa. A papa esse tem de ser Bledina, frutos variados. Ninguém me paga a publicidade, mas o raio da para (esta que pelos vistos será especial) tem marcado de tal forma os meus inícios de dia que já merecia umas acçõezinhas da Milupa.

Que ninguém tente enganá-la. Ela conhece o cheiro, a cor e a textura. Nem vale a pena dar-lhe outra variedade, dentro da mesma marca. É a de frutos variados e mais nada.

A rapariga tem uma costela do bisavô Emílio Matos.

Daqui a uns tempos vai ser capaz de jurar a pés juntos que nunca na vida gostou da papa, mas até lá entope-se de farinha (como ela diz).

Sò para a minha paciência

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cuidado com o que os vossos filhos vêem

O diabo entrou-me em casa, transfigurado em dvd´s da Pipi das Meias Altas.

A avó está a fazer a colecção à Leonor e tem sido o caos.

Se bem se lembram, a Pipi é uma menina muito travessa que se está a revelar tudo menos uma boa influência.

A Leonor sabe de cor todas as falas e imita a Pipi em tudo, até nas lutas com os outros meninos (sendo que cá em casa os outros meninos são ...a Benedita).

Hoje engalfinharam-se as duas no chão, mas Pipi perdeu o round. Já a Benedita ficou um enorme rolo de cabelo da irmã nas mãos. Zangada, a Leonor exigiu o cabelo de volta, dizendo que é muito caro.


No meio desta animação toda, tenho momentos que não se ria ou chore.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quilo a Quilo toma o cachalote forma

A amabilidade das minhas médicas do IPO, que faz com que se articulem para marcar as consultas no mesmo dia, tem-me valido algumas humilhações.

Em vez de uma, tenho de me pesar duas vezes no mesmo dia. Bem tento escapar-me à 2.ª pesagem, mas sem sorte.

Mais 4 quilos desde a última vez que lá fui, ou seja 4 quilos por mês, numa espiral de gordura que ameaça não parar de aumentar.

E pior do que isso é que saio de lá tão derreada que tenho de me enfiar na Hussel do shopping fronteiriço, onde acabo sempre por emborcar um saco de gomas.

Que culpa tenho eu de precisar de açúcar para me acalmar?

Alguém que me cosa a boca, por favor, que já não vou para nova.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Remissão total

Hoje foi dia de revisão. Tive consulta de onco-hematologia e nefrologia no IPO e as médicas dizem que só querem tornar a ver-me lá em Março.

Continuo a perder proteinuria na urina, mas nada que preocupe muito.

As boas notícias deviam ter-me deixado aos pulos de contentamento, mas não. Parece que me passou uma carroça em cima.

Deve haver um explicação lógica para o que sinto, quero acreditar, mas cada ida lá torna-se mais complicada que a anterior. Assim como as análise parecem cada vez mais dolorosas (e eu sou aquela gaja que teve parto sem anestesia e já foi picada dezena de vezes).

Presumo que tenha baixado a guarda que tive de erguer na fase activa da doença.

Enfim, o que interessa é que está tudo bem. Amanhã já devo estar fresca como uma alface.

O poder curativo de um beijo

As minhas meninas estão piamente convencidas que os beijinhos da mãe e do pai curam todas as dores do mundo.

Seja esmurradela, seja picada de insecto, é vê-las a correr para nós, a pedir beijinhos no local da lesão.

Nós, enternecidos, damos-lhe beijos até anestesiar a dor.

Tudo muito lindo e comovente.

O problema é que a crença está tão enraizada que não olha a horas.

Esta noite, eram 02h30m estava eu a beijar uma picadela de insecto.

Haja Amor

domingo, 4 de novembro de 2012

Surpresaaaaaaaaaaaaaaaaa


Há festas de licenciatura que demoram mais tempo a preparar, do que certas licenciaturas a tirar (rima e é verdade).

Esta foi uma delas, mas o resultado final não podia ter sido mais brilhante, tão brilhante quando a nossa doutora loira.

Mais uma terapia do riso inesquecível e de meter inveja aos nossos homens (que agora querem seguir-nos as pisadas e formar o seu próprio grupo).

Não podia ser mais perfeita e completa esta amizade, que começou entre as mulheres e contagiou os homens.

Mais uma vez, Parabéns loira. Se dúvidas houvesse quanto ao ditado popular "há sempre uma excepção que confirma a regra" estariam mais que esclarecidas´. eh,eh,eh

Página 52

O trabalho (que exige muito da cuca) e as minhas adoráveis filhas, fazem com que, de há tempos para cá, seja incapaz de ler mais do que  páginas seguidas  de um livro.

O intervalo entre cada duas páginas é tão longo que nunce sei bem em que página parei da última vez. A coisa resolver-se-ia com um simples marcador de livro, não fosse a pedrada que me dá ser tão forte que nem tenho destreza para fazer a marcação. Fecho o livro e atiro-o para o chão.

Com isto tudo, ainda não passei da página 52 do livro que comecei a ler no Natal passado.

Isto, com muita força de vontade e recorrendo ao método, aprendido com a minha mãezinha da chamada leitura diagonal, que implica ler as 2 primeiras linhas da página, as duas do meio e as duas últimas.

Só não consegui ainda chegar às performances da mestra, que é capaz de ler um livro de 200 páginas em 5 minutos.

E tenho pena, ó se tenho. Gosto tanto de ler. Mas não dá, o que é que hei-fe fazer? Ou bem que leio diários da república ou bem que leio romances.

Espero ter tempo para ler 10% dos livros que gostaria de ler, durante a minha reforma, mas algo que me diz que não. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Beijo na boca mata mãe do coração

Ontem, quando fui buscar as meninas à escolinha, estava longe de pensar naquilo que iria ver.

A Maria Leonor andava a brincar com um menino, que vim a saber ser novo na sua salinha.

Na hora de ir embora, chamou-o "R... anda cá falar comigo".

O R. assim fez, aproximou-se da donzela, esticou-se e espetou-lhe um beijo nos lábios.

Fiquei pregada ao chão, a hiper-ventilar e sem saber o que fazer.

Ela, como se nada fosse, virou-se serenamente e deu-me a mão.

Ainda julguei ter visto mal e perguntei "Leonor, o menino deu-te um beijo no nariz?". "Não, mãe, foi na boca".

Juro que me apeteceu chorar. Não estava preparada.

Bolas, imagino como será a sensação daqui a uns anos. Quando os beijos forem a sério.

Acho que é hoje que envio a rapariga para um convento de freirinhas contemplativas.







sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Por segundos voltei a ser eu

A 1.ª coisa que os nossos adoráveis filhos fazem ao nascer é sacar-nos a identidade.

Deixamos de ser a Susana ou a Joaquinha para ser "a mãe da ..." ou, simplesmente ~"mãe".

Para alguém habituada a ser tratada nas palminhas das mãos, por toda a família, esta perda de identidade é dose.

Até à Leonor nascer, a minha avó não saía da casa sem me perguntar "queres alguma coisa da rua?" (entenda-se um bolinho ou umas gomas).

Ontem fui, sózinha,  a casa da minha avó e quando cheguei ela perguntou-me "queres um daqueles bolinhos de gema, que tu também gostas muito?".

Fiquei deliciada, com o gesto e com o bolinho (para quem não sabe, trata-se de um bolo seco com uma grande crosta de açúcar com ... açúcar).

Os bolos estão lá para as meninas. Todos os dias, a minha avó tira 2 da caixa e guarda numa caixinha pequena, para dar às meninas sem que elas vejam os outros (segundo diz).

E assim, por breves segundos, voltei a ser eu, a menina do mimo.

Foi muito bom.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Rastafari

Conhecem algum rastafari? Podem dizer quais os primeiros sinais de conversão a essa filosofia e se incluem nós no cabelo?

Por falar em nós no cabelo, alguma dica infalível para os desfazer, sem ser à tesoura?

Será que algum dia vou ter paz?

Raça das garotas.