quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O ritual da papa

D.ª Maria Leonor, contrariamente ao seu alter ego, Pipi das meias altas, é moça de gostos refinados.

O momento da papa é sagrado. Tem a sua tigela favorita, embora nos dias bons transija em utilizar outra e uma forma especial de degustar a papa.

A serviçal (que ora vos escreve) coloca uma fina camada de água na tijela e espalha a papa, de forma a que cubra toda a água, sem se diluir. Não se pode ver uma nesga de água e o pózinho tem de estar o mais seco possivel.

E a papa. A papa esse tem de ser Bledina, frutos variados. Ninguém me paga a publicidade, mas o raio da para (esta que pelos vistos será especial) tem marcado de tal forma os meus inícios de dia que já merecia umas acçõezinhas da Milupa.

Que ninguém tente enganá-la. Ela conhece o cheiro, a cor e a textura. Nem vale a pena dar-lhe outra variedade, dentro da mesma marca. É a de frutos variados e mais nada.

A rapariga tem uma costela do bisavô Emílio Matos.

Daqui a uns tempos vai ser capaz de jurar a pés juntos que nunca na vida gostou da papa, mas até lá entope-se de farinha (como ela diz).

Sò para a minha paciência

1 comentário:

  1. Hahaha só a Leonor! Eu também comia Cerelac assim, quanto menos leite melhor :)

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