terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Meditação de fim de ano

Há dias escrevi, meio a sério meio a brincar, este post sobre 5 coisas que quero fazer em 2014.

Tempos depois caiu-me a ficha. É que tudo aquilo que lá está dito depende, quase a 100%, de mim.

E digo quase porque, vivendo nós em sociedade, há sempre algo que não conseguimos dominar. Quer queiramos quer não, os nossos projectos de vida acabam por ter de ser sempre conjugados com as vidas daqueles a quem queremos e com outras circunstâncias alheias à nossa vontade.

Mas tirando isso, tudo aquilo que desejei naquele está nas minhas mãos. O mesmo será dizer que não existirão grandes desculpas se não concretizar estes sonhos.

Obviamente  tenho outros anseios, mais profundos e importantes, que deixo para confessar entre portas, mas estes não deixam de ter o seu significado.

Claro que essa concretização vai exigir regras às quais não gosto de me submeter (pudesse eu e não existiriam relógios ao cimo da terra) e, acima de tudo, que eu páre, escute e olhe, para dentro e fora de mim.

Sinto que tenho parado pouco e, com isso, que  a confusão e correria do dia a dia estão colocar em causa uma das coisas que mais prezo, a tolerância e a capacidade de perdoar.

Estou apostada em recuperar a serenidade que, tristemente, me tem fugido nos últimos tempos.

E é por isso que este novo ano me diz tanto.

Um beijinho a todos quantos me vão lendo.

Um Feliz 2014, pleno de conquistas pessoais.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

1.ª coisa a fazer quando a febre não cede ao BEN U RON

Porque este é um espaço de partilha, vou deixando aqui  experiências  vividas com as minhas criancinhas, na expectativa que ajudem algumas mães.

E faço-o, mesmo que isso implique revelar as minhas falhas. A que contarei a seguir é de uma estupidez tal que nem sei se ria se chore.

Pois bem, cá vai.

Aprendi ontem que a 1.ª coisa a fazer quando a febre das nossas crias não cede ao BEN U RON é olhar bem em redor para procurá-lo no chão.

Estava intrigada pelo facto de a febre da Tita continuar a subir, mesmo após o BEN U RON.

Eis senão quando, vim a descobrir que o supositório que lhe tinha colocado estava caído na casa de banho o que explicou o fenómeno. Não me perguntem é como é que isso aconteceu.

E é isto.  A questão é não stressar antes do tempo.

Não é cor de laranja, mas dá para levar as amigas a passear





domingo, 29 de dezembro de 2013

E para acabar o ano em beleza ... varicela

E para acabar o ano em beleza ... a Tita tem uma carga de varicela e fiou radiante ao sabê-lo (a pequena adora estar doente e tomar xaropes).

Desta vez recorremos ao Centro de Saúde de Aveiro e, uma vez mais, tivemos uma excelente esperiência com o Serviço Nacional de Saúde.

Esperámos menos de 5 minutos e fomos muito bem atendidos por uma médica super simpática.

Nada de dramático, portanto, a não ser o facto de termos de a segurar dentro de casa entre 7 a 10 dias.

Alguns, bons, momentos de 2013






 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os calendários da moda

Depois dos padres do Vaticano, foi a vez dos Bombeiros Sapadores de Setúbal lançarem um calendário muito peculiar.

Não posso dizer que seja particularmente apreciadora deste tipo de arte, pelo que só compraria o calendário por uma boa causa.

Consta, porém, que a Cáritas Diocesana recusa os donativos provenientes das receitas das vendas deste calendário.

Gostava de saber se é verdade e, sendo, os fundamentos invocados.

Independentemente da razoabilidade dos motivos, o que não faltam são causas para apoiar.

Bem Hajam os que se dispõem a tal.

As adenóides da Leonor - quem dá mais

Assustada com a possibilidade de ver a minha mais velha ser submetida a uma cirurgia para remover adenóides e amígdalas decidi, coisa que raramente faço, procurar uma 2.ª opinião médica.

Para meu contentamento, o 2.º parecer foi no sentido totalmente oposto. A cirurgia será, pelo menos de momento e segundo este médico, totalmente desnecessária.

Disse-nos, ainda, este médico que o raio x feito pela Leonor é um exame arcaico, pois será perfeitamente possível ver o tamanho das adenóides com recurso a um mero espelho.

Temos pois um empate técnico. Na verdade estes dois especialistas só estão de acordo quanto à função das amígdalas e adenóides (valha-nos ao menos isso).

Isto de existirem várias teorias, no que ao tratamento de um problema físico diz respeito, causa-me muita confusão.

Especialmente quando implica fazer a escolha entre fazer, ou não, uma intervenção cirúrgica.

Apesar de, no meu íntimo, já ter tomado a decisão que acredito ser melhor para a minha filha existe sempre o (muito) receio de que não seja a decisão mais correcta.

Em todo o caso, existindo empate, temos de ir a prolongamento o que é o mesmo que dizer ouvir a opinião da pediatra.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

5 coisas que quero fazer em 2014



1 - ler 6 livros
2 - escrever o meu próprio livro
3 - fazer aulas de canto
4 - bordar um quadro
5 - caminhar todas as manhãs (antes das patroas acordarem)

Ah,ah,ah. Às vezes tenho piada

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A solução 2013 dos Gato Fedorento


O video já tem alguns dias, mas só hoje tive oportunidade de o ver.

Já tinha ouvido tantas críticas negativas que as minhas expectativas eram baixinhas. E confirmei aquilo que tinha ouvido.

Parece que não é só a classe política, que vai muito além do Passos Coelho e do Portas, que anda sem ideias.

Aparentemente a coisa "apega-se", como se diz lá para o norte.

Comovente sentido de famíla

A Benedita recebeu,como sabem, o almejado carrinho da Barbie mas, ao que parece, a prenda não a preencheu totalmente.

Para a minha filha mais nova, percebo agora, a família está acima de tudo.

Quando lhe dissemos que a sua Barbie podia levar outras a passear (a viatura é de 4 lugares) ficou pensativa.

Passado um bocado começaram as questões. E o marido da Barbie, mãe. O marido?

E assim começa a ser escrita a lista de presentes para o Natal de 2014, com o Ken no topo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Como acreditar no Pai Natal?

Acreditar no Pai Natal é uma verdadeira arte, só ao alcance de quem quer muito fazê-lo.

Com os 1001 sósias a aparecer por todo o lado, logo no início de Novembro, e os comentários dos mais descontentes com a vida, manter esta ilusão nas crianças torna-se uma tarefa árdua.

E é ver familiares e amigos, todos com uma teoria diferente, a meter os pés pelas mãos para explicar aos pequenitos porque é que têm prendas para lhes entregar antes da noite de Natal.

Cá em casa optámos por abrir a maioria das prendas logo a seguir à consoada e deixar A prenda do Pai Natal para a manhã do dia 25.

Na véspera, deixamos leite e umas bolachas para o Pai Natal comer.

Desta vez pusemos duas canecas, uma com o nome Leonor e outra com o nome Tita (na condição, imposta pela Leonor, de que o Pai Natal não as levasse, pois foram prenda da madrinha Dina).

Este ano, e por sugestão da Leonor, deixámos também um cenoura para as renas.

Foi uma alegria para as meninas quando perceberam que o Pai Natal esteve atento aos seus pedidos, mesmo que as características técnicas dos presentes não tenham correspondido exactamente às suas expectativas.

Para a Leonor, a roda gigante do Pin y Pon devia ser à sua escala e a Benedita exclamou um "oh, não é cor de laranja" quando viu o FIAT 500 da Barbie.

Pobres e mal agradecidas, as minhas meninas.




Surpresa de Natal

 
Obrigou a algum engenho, a mautenção desta surpresa no segredo dos deuses.
 
Valeu a pena ver a reacção de pais, avós e tio.
 
Pena faltarem cá duas das modelitos.
 
Beijinhos manas.
 
Feliz Natal
 
 
 
 
 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal a todos os que por aqui passam


É-me difíil evitar os tradidicionais votos de um Natal cheio de Saúde, Paz e Amor.

Isto porque acredito profundamente que, tendo estes dons, tudo o resto se consegue enfrentar.

E se a saúde nem sempre se controla, a Paz e o Amor estão ao nosso alcance. Basta que os saibamos semear ao nosso redor.

Podia dizer muito mais, mas creio que isto resume aquilo em que acredito e tudo o que desejo a quem me dá a alegria de ir partilhando os meus dias, através deste blogue.

Feliz Natal a todos. Obrigada pela vossa companhia.

A nossa sobremesa de Natal

Há uma sobremesa que faz parte da minha consoada desde que sou gente.

Cá em casa chamamos-lhe Bolo Gelado e, de há uns anos para cá, faço questão de ser eu a fazê-lo.

Não sendo um segredo de família, deixo aqui a receita


1 lata de leite condensado
2 latas de leite comum
250 grs de natas
100 grs de chocolate em pó
3 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
1 pacote de palitos "La Reine"


À lata de leite, junta a lata de leite comum e as 3 gemas. Vai a lume brando, mexendo sempre até engrossar.

Dissolver as 100grs de chocolate numa chávena de leite comum com 3 colheres de açucar.

Levar ao lume até engrossar. Enquanto o chocolate está quente, envolvem-se os palitos "La Reine".

Coloca-se numa taça uma camadas, alternadas de palitos e de creme.

Batem-se as claras em castelo com 3 colheres de açúcar, juntam-se-lhe as natas e continua a bater-se até ficar bem cremoso. Deita-se por cima do bolo.

Vai ao frigorífico até ficar bem frio.

Um doce Natal para todos

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Alguém me consegue explicar este fenómeno?

A cachopa consegue:


Pòr músicas no youtube

Ligar o DVD

Contar até 10 em inglês

Escrever o nome

Abrir o frigorífico para ir buscar iogurtes de pintarolas

(...)

Mas quando chega a hora de assoar, pára em frente aos lenços de papel e desata a berrar "Mãeeeeeeee, tenho ranho", sendo incapaz de mexer um músculo para tentar resolver a situação (ainda que isso implique comer o ranho).

Alguém consegue explicar-me o fenómeno?


PS Agradeço teorias que não explorem o facto de eu ser vista, pelas minhas crias, como uma escrava.

Obrigada

domingo, 22 de dezembro de 2013

A festarola foi na Casa do Tear


Como sabem, hoje o dia é de festa.

Há 4 anos, por esta hora, estava derreada.

Juntamente com a última sessão de quimio, veio uma brutal descarga de adrenalina e senti-me esquisitíssima por, contrariamente ao que tinha imaginado, não ter  dado pulos de alegria.

Tanto (e tão pouco) tempo volvido, a  hora é de celebrar.

A festarola foi na Casa do Tear, em Pardilhó, Estarreja que aconselho todos a visitar. Vale mesmo a pena, acreditem.

O espaço é muito acolhedor e a comida óptima (o arroz de galo estava de lamber os beiços).

Gostei imenso deste projecto familiar e de conhecer mais um cantinho do meu distrito.

Em relação à companhia nem tenho palavras que descrevam o quão agradável foi.

Estava longe de imaginar que um diria iria comemorar a recuperação da saúde com a mesma pessoa que me diagnosticou a doença.

A vida é fenomenal.

Uma vez mais obrigada por todo o carinho, José Carlos Domingues e Graça Abreu.

São uns queridos.

Gostámos muito de tudo.


4.º aniversário do meu renascimento

Foi no dia 22 de Dezembro de 2009 que fiz a última sessão de quimioterapia.

Sinto este dia como um renascimento e, contrariamente ao que tenderá a acontecer com o dia do aniversário, todos os anos anseio a sua chegada que me aproxima de uma importante barreira mental, a dos famosos 5 anos.

E já só falta UM.

Parto assim oficialmente para o último ano de um importante objectivo pessoal, o de chegar ao fim desta etapa (criada na minha cabecinha) e ouvir dizer " está CURADA, só a quero ver daqui a um ano".

E como as coisas boas têm de ser celebradas junto daqueles a quem mais queremos, hoje vai haver festa.

Quis Quem tudo pode que de uma brincadeira viesse a surgir um almoço da família Neves Pinto com  um dos principais responsáveis, cá na terra, por estar estar hoje a celebrar esta vitória.

Obrigada Dr. JCD por me ter revelado Mr. Hodgkin e, apesar de ter desistido de me receitar cremes, me dar a alegria de continuar a fazer parte  da  minha vida.

Aos que me têm acompanhado neste percurso (família e Amigos) todo o meu Amor e reconhecimento. Sem o vosso carinho tudo seria muito mais difícil.





sábado, 21 de dezembro de 2013

E hoje o jantar é ....

.... essência de robalo

 


Diz que se o chumbo fosse mais pesado, o resultado da pescaria seria diferente


Desejo de Natal, parcialmente, irrrealizável

Provavelmente por influência do padrinho Gilberto, toda a Benedita é laranjinha.


Tem uma predilecção impressionante pelo cor de laranja que influencia todas as suas escolhas, até o pedido a fazer ao Pai Natal.

Vai daí resolveu pedir um carrinha da Barbie, cor de laranja, desejo que temo ser irrealizável já que, ao que sei, a Barbie só tem acessórios rosa.

Vamos ver.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ai (suspiro), que Amor é este que torna uma pessoa emparvalhada

 
 
 
Andava ansiosa por ver a minha mais velha a tocar maracas da festa de Natal da escolinha de música.
 
Tinha curiosidade de saber como iria reagir em cima do palco.
 
A Leonor é extremamente tímida. Às vezes parece que tenho duas filhas mais velhas. Aquela que vos vou mostrando, faladora e muito traquina e a outra, tão tímida que quem vê pensa que sou eu a imaginar as peripécias que conto no blogue.
 
A minha princesa rainha portou-se à altura. Apesar de muito envergonhada, enfrentou os holofotes e tocou maracas como nenhum outro menino (mãe a falar, eh,eh)
 
 
 
 
Duração a actuação



No final. Já sózinha e descontraída


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Welcome to America

Corre a ideia de que os advogados pertencem a uma classe fechada à modernidade.

Pois bem, surgiu na praça um grupo de ousadas colegas a querer provar o contrário.

Vejam só estas lawyers inspiradas, com grande probabilidade, nas séries americanas.


Sou mesmo dah

Sou mesmo dah.

Ontem, horas depois de ter publicado este post, lembrei-me que até li dezenas de livros em 2013 (sem falar em código e legislação avulsa).

Ruca, Noddy, Anita, Docinho de Morango, Sid Ciência foram algumas das colecções lidas e relidas às cachopas que, a continuar assim, vão gostar tanto de livros como os papás.

Podem parecer livros sem importância mas se pensarmos bem vemos que são valiosos.

 Cada um à sua maneira vai transmitindo valores e conhecimentos. É através deles que as minhas filhas vão conhecendo as cores, as letras e os números.

E até eu fico fã das personagens. Aliás, neste momento, a minha super heroína é a mãe do Ruca. Só lhe queria a paciência e calma.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O livro que marcou o meu ano de 2013

Este ano terei lido, no máximo, 3 livros.

Um policial (tão banal que já nem me lembro do nome), outro da Enid Blyton (ideal para espairecer a cabeça de adultos cansados) e o Príncipe da Neblina, do Carlos Ruiz Zafón (os seus livros são todos muito parecidos, mas têm a capacidade de me prender e querer ler sempre mais e mais, sensação que adoro e raramente sinto desde que deixei a faculdade).


Pelo meio fui lendo algumas páginas de uma biiografia de Fernando Pessoa e dos contos originais recolhidos pelos irmãos Grimm.

Mas o livro que mais me marcou, por me ter acompanhado o ano todo, foi "E a banda começou a tocar", de Christopher Ward. É uma história real sobre a família de um dos violinistas do Titanic e uma luveira que estava grávida aquando do naufrágio no qual morreu o namorado.

O livro nem é mau, eu é que estou sempre tão cansada (diz o meu pai que já nasci assim) que não consigo terminá-lo. A dificultar a coisa está o facto de o fechar sempre sem marcar a última página que li pelo que imagino já ter repetido algumas várias vezes.

E falta-lhe aquele "je ne sais quoi".

É por isso que este livro tem marcado o meu 2013, especialmente a mesinha de cabeceira.

Caso tenham sugestões de livros capazes de fazer cativar até o coração mais empedernido, partilhem, por favor. Estou a precisar

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Deixaste as crianças sózinhas ...

Como irmãs que se prezam, a Leonor e a Benedita têm uma relação amor-ódio.

Não vivem uma sem a outra, seja para brincar seja para brigar.

Numa noite destas o barulho vindo do quarto assemelhava-se ao de gatos à bulha.

Decidi não intervir e só na manhã seguinte vi as sequelas que a discussão tinha deixado.

A cara da Benedita estava (e mantém-se) toda esgadanhada.

A minha reacção imediata foi ralhar com a Leonor, dizendo que aquilo não se faz.

A visada com o ralhete nem reagiu, como se eu fosse apenas um comboio a passar.

Já a suposta vítima não perdeu tempo e lembrou-me "pois, deixaste as crianças sózinhas ...".

Conclusão - a culpa é sempre da mãe

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Para aproveitar vinho tinto

Quando tenho  em casa visitas que bebam vinho tinto, acabo, invariavelmente, a comer arroz de coelho no dia seguinte.

Isto a menos que os convivas derretam as garrafas todas.

Como eu não bebo e o meu homem só bebe quando tem companhia, tenho de arranjar forma de dar destino ao vinho (há quem o congele para aproveitar nos cozinhados).

Vai daí, ponho um coelho a marinar no vinho que sobrou, juntamente com alho, cebola, colorau e uma folha de louro.

Depois  é só fazer um refogado, juntar o coelho, a marinada (mais ou menos consoante se goste de sabores muito ou pouco apurados), água, sal e, um pouco mais tarde, o arroz (ou esparguete).

Aqui fica a ideia.

Conclusão precipitada

No hipermercado

- Mãeeeeee, quero um livro (20 x) NOTA: coro a duas vozes

- Já ouvi.

- Mãeeeeee, quero um livro (20 x) NOTA: coro a duas vozes

- Já ouvi. Calem-se!!!

- Mãe, quero um livro.

- Cala-te Benedita! A mãe ouviu e já vai comprar (Leonor dixit)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Imagens do dia de hoje



Singela Homenagem à mamã


Mais um, para a colecção (eu disse que o sogro é fixe)



Leonor (tão aventureira quanto a sua mãezinha)



Tita (e a  sua cara de safada)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Felicidade efémera

Esta semana fiz uma montanha de asneiras com comida.

Desde morcela (que não consigo evitar, mesmo sabendo que, seguidamente, fico em estado pré comatoso) a quilos de amêndoas e alperces (comidos, de forma distraída, enquanto trabalhava), foi sempre a abrir.

Ao contar à  minha mãe, ouvi um ralhete daqueles, ao qual respondi "pelo menos fui feliz enquanto comi".

A minha mãe ficou indignada com a resposta e perguntou "e é com comida que tu és feliz?".

Pois bem. Há muitas coisas que me fazem feliz e uma delas é, efectivamente, a comida.

Só como porcarias. Sou o pior exemplo do mundo. Não me orgulho, mas nada faço para inverter o cenário.

Só é pena que a felicidade que a comida me dá seja efémera e, em véspera de um almoço e um lanche de aniversário, esteja toda desarranjada, enjoada e com a tensão em mínimos históricos.

Já dizia o grande António Variações "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga".

"O último abraço que me dás"

Confesso que, sem que tenha lido nenhuma das suas obras, não simpatizo muito com o António Lobo Antunes.

Mas hoje, ao ler este texto, fiquei apaixonada.

Perdoem-me alguma altivez, mas tenho de avisar que só quem já passou por uma sala de quimio (especialmente enquanto paciente) é que vai conseguir perceber quão profundo é aquilo que o Lobo Antunes escreveu.

Revejo-me completamente no que diz e estendo os elogios ao pessoal do Hospital de Dia do IPO do Porto.

Só de recorrer à memória visual, para me lembrar do espaço, consigo sentir o cheiro característico e incomodativo daquele local e vem-me à boca o sabor a químicos.

Acho que nunca o esquecerei, mas não esquecerei também a resiliência e vontade de vencer que paira naquele local.

Memórias que ajudam a saborear uma vitória suada.

E como diz a minha querida Gigi "incha porco"

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Parabéns mãe


Porque me deste a (tua) vida

E, através dela, outras vidas geraste

Porque construíste quem sou

E, por mim, aquelas que gerei.

Obrigada.

És a princesa do nosso castelo.

Parabéns Mãe

Parabéns vó Lili





Neste teu dia, aqui fica um presentinho

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Porque recordar é viver ....

Em vésperas de mais um jantar de Natal, é impossível não recordar este, realizado há quatro anos, no momento em que me faltava fazer 1 sessão de quimio.

As lembranças nesta altura são sempre muitas e é com orgulho que olho para a foto tirada naquele dia e vejo o cabelo de "rato pelado" que, contra tudo o que se esperava, consegui manter.

A alegria de aqui estar hoje e perceber que ao meu lado continuam os Amigos que, naquela fase, foram o meu amparo (na foto representados pela loira e pela Evita) é indescritível.

E por isso nunca será demais recordar aqueles momentos que apesar de duros me mostraram a verdadeira beleza que é viver (mesmo nos momentos mais conturbados).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Decisão difícil

A Leonor teve consulta de otorrinolaringologia e, na opinião do médico, deve ser operada às adenóides e amígdalas.

Já sabia que seria o diagnóstico mais provável mas, perante o facto consumado, percebo que não estava preparada para o ouvir.

A situação não é grave, até porque a audição está perfeita (diz o médico, e eu confirmo, que a cachopa só não ouve o que não quer).

Mas, ainda assim, o médico acha que o melhor será mesmo sacar aquelas pecinhas que, pelos vistos, a partir dos 4 anos deixam de ter utilidade e podem vir a fazer estragos maiores.

E eu fiquei meia zonza, só de pensar na hipótese de ver a minha menina passar por uma cirurgia.

Tinha prometido carregar as doenças todas cá de casa, pelo menos aquelas que vão além das famosas viroses, e estou a falhar.

Sinto-me impotente  e, em simultâneo, imensamente estúpida por estar com estas pieguices quando há pais cujos filhos têm problemas de saúde realmente graves.

Em resumo, o médico deixou a decisão à nossa consideração e vamos ter de a tomar.

Para já acho que a 1.ª coisa a fazer é correr para os braços da pediatra, em quem deposito toda a confiança, para pedir a opinião.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pó de estrelas - vale a pena ouvir

Ao chegar uma criança o mundo é abençoado.

É Natal

Vamos fazer rir de alegria

É tempo de amar e sonhar

De brincar, partilhar

De oferecer sem contar ... magia

Linda esta música que a Leonor me deu a conhecer numa verdadeira lição sobre o coração de manteiga do velhote das barbas brancas.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O segredo mais bem guardado do ano

A capacidade que a Leonor tem de guardar segredos faz corar qualquer adulto de vergonha.

A educadora Bela disse-lhe que não podia contar aos pais o que ia fazer na festa de Natal e daquela boquinha não sai nem um pio.

Tudo o que consegui saber, até ao momento, é que terá de ir vestida de pijama (informação que, à cautela, terei de confirmar previamente não vá a miúda ter sonhado).

Dores de crescimento

Perder, em 3 meses, o síndroma de S. Tomé que se teve durante mais de 35 anos é duro.

Especialmenté porque esse síndroma era agudo.

Mas se por um lado dói (devem ser as chamadas dores de crescimento), por outro não deixa de ser sentido como uma lição para quem, do alto de uma enorme arrogância, achava que depois de ter vencido um cancro estava imune à dor.



domingo, 8 de dezembro de 2013

A doença da Tita

A Tita tem andado adoentada, chata e embirrenta.

Depois de dois dias de febre, veio o ranho (aos litros) e a tosse.

Com isto tudo, foi-se o apetite.

Hoje, depois de a avó me dizer que a menina não tem mau feitio, está é muito doentinha, cheguei a casa e disse ao pai Nelson "se não melhorar, temos de a levar à pediatra".

Dito isto, tirei chouriço do frigorífico.

A partir daí  foi vê-la a arrebitar.

Pediu-me logo uma rodela. Tentei negociar um pratinho de peixe e esparguete, em troca do chouriço e a resposta não podia ser mais esclarecedora.

"NÃO! Eu quero é chouriço e camarão !!!

A minha menina curou-se por milagre.

Leonor a destralhar

A escolinha das meninas está a fazer uma campanha de recolha de alimentos e brinquedos para as famílias carenciadas, utentes da instituição.

O objectivo é que sejam as próprias crianças a seleccionar os brinquedos que vão dar, para começar a incutir-lhes o espírito de solidariedade.

Quando disse à Leonor que iria escolher alguns brinquedos para dar, ela reagiu mal. Disse-me que não tinha brinquedos que já não usava.

O sábado foi, por isso, dia de sensibilização.

Hoje, a rapariga anda toda empenhada a destralhar. E a verdade é que não tem assim muito por onde escolher.

Por um lado porque eu vou fazendo recolhas com alguma periodicidade, por outro porque cá em casa só há bonecas desmembradas e puzzles e legos incompletos.

Os brinquedos das cachopas andam espalhados entre as várias divisões da casa, alguns enfiados em sítios inimagináveis, a casa da avó Lili, a casa da bisavó Sissi e o carro.

Mea culpa, Mea culpa que devia ir fiscalizando melhor a situação.

De modos que um dos meus mais recentes passatempos é juntar pecinhas da mesma espécie na esperança de, um dia, voltar a ter alguns brinquedos completos.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Será a isto que se chama empirismo?

- Mãe, sabes como é que nasce o xixi?

- Não, Leonor, diz lá como é.

- É assim, a água dá um nó no xixi.

- Hum!!! Não me parece. Como é que é possível? Se é para nascer xixi, não pode ser assim.

- É, é. Só que é pouco xixi. Por isso é que a água dá um nó. Para nascer muito.

- Ah e onde é que isso acontece?

- Na boca!

A chamada explicação empírica e ... algo nojenta.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Olhar para o donut e só ver o buraco

 
 
Uma destas manhãs, o campo que fica mesmo em frente da janela do quarto das meninas estava pejado de pássaros brancos.
 
Quando vi o espectáulo fiquei tão entusiasmada que desatei a chamar a Leonor para o ver também.
 
-Leonor, anda cá. Olha que lindo, filha. Tantos passarinhos brancos. Não são lindos?
 
- Não! Só gosto de pássaros castanhos.
 
 
 
 




Até o Pai Natal me desautoriza.

- Leonor, olha que o Pai Natal está a ouvir-te. Já estou cansada de te avisar que o Pai Natal só gosta de meninas bem comportadas!.

- MÃE, parece que ainda não ouviste a música que a Bela (educadora) tem no computador!.

- Que música?!!!

- Aquela que diz ... "até aos meninos marotos".

- Ah sim, Isso quer dizer o quê? Que o Pai Natal também dá prendas a meninos marotos?!!!

- Sim!

- E que tu és marota?

- Sim!

Desabafo - no meu tempo o Pai Natal era mais rigoroso. Deve ser da idade.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O e.mail que eu temia II

Tenho de fazer um esclarecimento sobre o desabafo feito neste post.

Os dias de encerramento da escolinha das Marias estão definidos no regulamento.

Eu é que, com a minha desorganização habitual, nunca me lembro deles quando faço a marcação das minhas férias (resquícios, talvez, de algum egoísmo).

Na sequência da publicação do post, recebi um telefonema da minha colega Sandra Pereira que teve a gentileza de me alertar para o facto de dia 31 de Dezembro ser dia de trabalho, evitando assim que eu faltasse injustificadamente ao trabalho  (com todas as consequências que isso poderia acarretar), tal como me preparava para fazer.

Cabecinha pensadora, a minha.


Será que o Pai Natal compra esta guerra?

- Leonor, porta-te bem. Olha que o Pai Natal está a ouvir tudo e depois não te traz a prenda que pediste?

- Traz, traz!!!

- Não, não traz. O Pai Natal só dá prendas às meninas bem comportadas.

- Se o Pai Natal não me trouxer o que pedi, para o ano não lhe peço nada!!!


Será que o Pai Natal compra esta guerra, correndo o risco de perder e ter de suportar a humilhação suprema de ser ignorado por uma criança?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O e.mail que eu temia


 
"Relembramos também que a instituição estará encerrada a:
24,26 e 31 de Dezembro.


Continuação de uma boa semana de trabalho!"

Perguntas:

O que é que eu faço à minha vida nos dias 24 e 31 de Dezembro que, supostamente, seriam de férias?

E no dia 26  de Dezembro, em que trabalho, que fazer às criaturas?



Medo do amanhecer

Durante a semana, tenho muito medo do amanhecer ... das minhas cachopas.

Regra geral acordam com a telha e passo um suplício até conseguir entregá-las na escolinha.

Hoje esse medo é ainda maior. 

D.ª Maria Leonor deve querer preparar-me para a sua adolescência e cismou que não irá mais à piscina.

O problema de sua Alteza é que não consegue fazer um dos exercícios e, por isso, não vê melhor solução do que desistir.

Temos andado a motivá-la e a explicar que, nesses casos, não se pode desistir e sim insistir até conseguir, mas a pequena está a mostrar-se irredutível.

Receio, assim, que haja espectáculo dos grandes esta manhã.

Em todo o caso, a experiência servirá para testar a superstição (para quem a tem, que não é o meu caso) relacionada com o facto de entornar café. Diz, quem sabe, que dá azar.

Ora bolas. E logo hoje que é dia de piscina é que eu tinha de entornar meio frasco de café solúvel,


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O nascimento de Jesus, by Maria Leonor

Depois de um banho atribulado, em que berraram como se estivessem possuídas, as manas foram para a cama.

A Leonor esolheu um livro sobre o Natal e, como a mamã nunca mais chegava, resolveu contar a história à Tita.

"Era uma vez um anjo que entregou um menino à Maria. Era o Menino Jesus".

"Depois chegaram os Reis Magros".


Achei a explicação enternecedora. Só fiquei com pena dos reis.

Vai um balde de água fria

O dia começou comigo a levar um belo balde de água fria.

Então não é que as duas dezenas de dióspiros que trouxe do Alentejo, que ansiava ver, rapidamente, madurinhos e enrugadinhos são, na verdade, dióspiros maçã!!!

Daqueles que ficam sempre duros!!!

Preferia ter ficado na ignorância, meu marido.

A parte´positiva é que, a partir desta revelação, o dia só pode trazer-me coisas boas.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Traça Chique

Os donos da casa podem ser bregas, mas as traças são chiques.

As bichinhas só comem pura lã e são extremamente protectoras do produto português. Se for DIELMAR, então, consolam-se.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Constatações sobre brinquedos

1- São todos, estupidamente, caros

2- Há uma enorme disparidade de preços entre lojas

3 - As roupas das barbies actuais não servem às barbies do anos 80/90

4 - As Barriguitas dos anos 80/90 eram muito mais giras do que as de hoje em dia

5 - Os miúdos continuam a preferir brincar com tampas de tachos e molas da roupa

E sim, sou uma rezingona

1.º Dia do Advento

Começou o tempo de prepararmos a recepção d´Aquele que há-de vir.
 
O dia começou com um atelier de pintura (cortesia da tia Du)
 
Depois foi o momento de fazer os presépios (com a preciosa ajuda das primas Bruna e Eunice)
 
Um dia bem passado, tirando o facto de a Tita estar doentinha e não ter conseguido apreciar o momento)
 
 
 
 






Quem quer sogros bons arranja-os

Saiu-me,na rifa, um sogro do melhor.

Vejam só o presépio que fez para a norinha (as figuras foram compradas; o resto é artesanato personalizado).

Um mimo

Disco - objecto estranho e não identificado

Ao ver uma foto da Abelha Maia

- Sabes que a mamã tem um disco da Abelha Maia, em casa do avô Fernando, Leonor?

Silêncio


- Um disco, com músicas muito giras. Tens de pedir ao avô que o procure e ponha no gira-discos.

Silêncio.... Olhos arregalados

E, finalmente, caiu-me a ficha.

A míúda nasceu no século XXI e não na 7.ª década do século XX. Não faz ideia do que seja um disco, muito menos um gira-discos.

E prontos, sinto-me uma anciã.