sexta-feira, 31 de março de 2017

Isto de ser mãe exige grande autoestima

A pouco tempo de começar o concerto, a patroa mais velha não arranjou nada mais bonito para me  dizer do que "a tua roupa é  muito feia. Não gosto de preto".

quinta-feira, 30 de março de 2017

Software de gestão de festas de aniversário

Andava eu perdida nos meus pensamentos, enquanto apanhava sapatinhos, mini pentes, pratinhos e coisas afins, quando se fez luz. Fosse eu empreendedora, com capacidade de investir, e apostava no desenvolvimento de um software de gestão de festas de aniversário.
Entre convites para a mais velha, para a mais nova e para os 4, muitas vezes 2 por fim de semana, a coisa fica difícil de gerir com recurso à memória.
Fica a ideia. Espero que algum dos empreededores que andam por aí pegue nela.
A malta agradece, sendo certo que com ou sem software é com sempre com muita alegria que aceitamos o convite dos nossos amigos para festejar a vida.

Coisas de padres

-Vá  Tita, agora acabou. É hora de dormir!
- Mas tu ainda não disseste coisas de padre!
- Anjo da Guarda...
- Anjo da Guarda ...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Tudo tem um porquê. Cantar num coro também


Devia começar este post por um "desde que entrei no coro do pais do Conservatório de Aveiro a minha vida mudou" mas não gosto nada de dramatismos.

A verdade é que este hobbie me está a fazer muito bem e em quase 40 anos de vida é das poucas coisas que conseguiu fazer com que o meu cérebro se abstraia de outros pensamentos senão aquilo que estou a fazer no momento, ainda que por poucos minutos em cada ensaio.

É assim uma espécie de yoga sem ser yoga.

Achava estranha a sensação mas afinal a coisa tem um quê de explicação científica como podem ver AQUI

NOTA DE RODAPÉ - não significa, de todo, que cante bem mas vou-me safando com o play back :)

No comments



Muito haveria a dizer sobre este busto mas, como diria o Herman, não temos tempo.

Deixo-vos com os vossos pensamentos e o apelo a quem de direito - teve piada a brincadeira; agora coloquem lá a versão final do busto que o nosso CR7 merece mais respeito (com todo o respeito pela subjectividade do artista que executou e o gosto de quem encomendou a peça).

terça-feira, 28 de março de 2017

E porque não Aeroporto Dolores Aveiro?

Começo por me confessar e dizer que a ideia não foi minha, mas de um madeirense entrevistado por estes dias e que vi citado.

Mas achei-a brilhante e não resisti a usar o argumento.

Estou totalmente de acordo com a necessidade de começarmos a valorizar os bons profissionais em vida, coisa que vai muito além de jantares amplamente divulgados, estátuas e até nomes de aeroporto.

O que me causa espécie é a alegação de que o acto de dar o nome do Cristiano Ronaldo ao aeroporto da Madeira seja qualificado como uma homenagem devida a quem muito deu  à Madeira.

Vamos lá ver, estamos a falar de um excelente profissional sem sombra de dúvidas que o que tem feito é precisamente trabalhar, como compete a qualquer profissional.

Naturalmente que com todo o mediatismo que gira à sua volta, os seus êxitos individuais e colectivos (sim porque está em causa um jogador de um desporto colectivo) trazem grande visibilidade à Madeira mas isso não integra, na minha humilde opinião, o conceito de dádiva ao país.

Claro que podia negar a sua origem ou tentar que passasse despercebida mas, sinceramente, não me parece que o orgulho em afirmar-se madeirense justifique tamanha recompensa.

O rapaz já tem uma estátua, é nome de praça e hotel. Para quê isto agora? Estamos a reduzir a Madeira e os madeirenses. Pior que isso, estamos a endeusar uma pessoa e não encontro explicação plausível para isso.

A avançar com esta ideia peregrina ao menos que se substitua o seu nome pelo o da Dona Dolores Aveiro, cuja história de vida é por demais conhecida.

Se não fosse esta mãe coragem, que nunca virou a cara à luta pelos seus filhos e se manteve firme perante todas as contrariedades, quem seria hoje o Ronaldo? Que seria hoje a Madeira, aos olhos daqueles que a confundem com o Ronaldo.

A Dona Dolores sim, é uma heroína e até ajuda a vender bananas presumo que devidamente recompensada é certo mas isso já sou eu a ser má língua.

Resumindo e concluindo, sou contra homenagens de fachada e eudeusamentos bacocos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Não és bendita aqui! Baza!

- Mãe, não és bendita aqui! Baza!

Nota da tradutora- onde se lê bendita deve ler-se benvinda. Baza, do verbo bazar. Ir embora, mais coisa menos coisa.

É o que dá entrar em quartos alheios e ter a ousadia de interromper um momento de manas.

domingo, 26 de março de 2017

Portugal em 89. no ranking mundial da felicidade

Segundo o relatório mundial de felicidade 2017, Portugal ocupa o 89 lugar no ranking da felicidade sendo o quarto país europeu menos feliz. Isto num universo de 155 países. A acreditar neste relatório, a Noruega é o país mais feliz do mundo e a República Centro Africana  o mais infeliz.
Tenho sérias dúvidas sobre a mensurabilidade da felicidade. Isto para não dizer que acho este relatório (ou pelo menos as conclusões retiradas das respostas obtidad) uma valente treta.
Há coisas que não se medem, muito menos através do PIB. Sentem-se e pronto.
A classificação de Portugal não me aflige. Bastavpensar em Paris, Londres, Bruxelas e Nova York que, de certezinha, estarão melhor classificados para perceber que o resultado vale o que vale. Independentemente de tudo o que vai mal, certo é que vivemos num cantinho do céu. E essa será uma das maiores felicidades que podemos ter.

sábado, 25 de março de 2017

Petição "Queremos sol durante a Feira de Março "

Todos os anos se repete a história.Juntamente com a abertura da Feira de Março que ocorre a 25 do mês que lhe dá o nome, chegam a chuva e o frio.
Parece bruxedo. A malta, desejosa por ir às farturas e pão com chouriço, quase morre de desgosto.
Era caso para lançar uma petição a pedir sol até dia 25 de Abril aqui para a Veneza portuguesa. Quem sabe tocaria o coração de S.Pedro.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Quando o Azar nos conforta

É o Azar que origina a maioria dos cancros. 66, 6% dos casos, para ser mais precisa, surgem como consequência de mudanças genéticas aleatórias e não de factores externos como o ambiente e hábitos de vida.

Esta conclusão não decorre do meu empirismo mas de um estudo científico sobre o qual podem ler AQUI  e dá resposta a muitas questões se nos colocam perante um caso de cancro, em especial o porquê de o gajo também atacar quem segue à risca todos os comportamentos saudáveis possíveis e imaginários.

Não é o meu caso, diga-se. Apesar de me poder orgulhar de nunca ter sequer dado uma passa num cigarro e beber muito pouco álcool, não digo o mesmo quanto ao exercício e alimentação, mas adiante.

Sou uma das que teve Azar porque o meu tipo de cancro (linfoma de Hodgkin) será um desses que não precisa da envolvente externa para se revelar.

Paradoxalmente, esse Azar dá-me um conforto inexplicável.

A ideia de poder ter contribuído para adoecer deve ser de enlouquecer. Já ser acusada dessa contribuição, garanto que é de uma violência atroz.

Seja como for, é sempre um Azar. E não é há cá culpas de ninguém.

As palavras chave serão sempre as mesmas e comuns a todos - prevenção e detecção precoce. Atender aos sinais do corpo é meio caminho andado para uma e outra.




quinta-feira, 23 de março de 2017

Amanhã começa (ou acaba) a minha fulgurante carreira como soprano

É já amanhã que começa (ou acaba) a minha fulgurante carreira como soprano, com um concerto no Quartel das Artes em Oliveira do Bairro, pelas 21h30.

Seguir-se-á o Teatro Aveirense no dia 31 de Março.

Será um concerto um Concerto Comemorativo da morte de Ludwig van Beethoven, com a Orquestra e Coros do Conservatório de Música de Aveiro (é aqui que entro, no coro de Pais) e o  Coro de Câmara da Bairrada.

PROGRAMA


 Sinfonia n.º 7, op.92 – L. van Beethoven
As Criaturas de Prometeus, op.43 – L. van Beethoven
Fantasia Coral, op. 80 - L. van Beethoven
Sopranos - Ângela Alves e Adriana Ribeiro
Mezzo- Soprano – Florence Lobo
Tenores – Pedro Figueira e João Carlos Soares
Baixo – Paolo Vettori
Piano – Jaime Mota
Direcção - Carlos Marques


Não tenho pretensões de progressão na carreira (duvido até que esteja no naipe correcto) mas estou super entusiasmada, não só por gostar de cantar mas por pelos motivos emocionais de que já aqui falei.

E estou decidida a persistir neste hobbie, pelo menos até à altura do Coro da pequena Maria Leonor se juntar ao Coro de pais. Andamos as duas a sonhar com esse dia.

Até lá, e transcrevendo aquilo que o Círculo de Cultura Musical da Bairrada escreveu no seu facebook, "Vale a pena reflectir sobre os últimos versos da Fantasia Coral, que vamos ouvir no Quartel das Artes: "Wenn sich Lieb und Kraft vermählen, lohnt dem Menschen Götter Gunst", ou seja "Quando amor e força se juntam, a graça de Deus recompensa os homens"".

As madrinhas

 
A palavra madrinha vem do latim "mater" (mãe).
 Sendo, para mim, mais do que uma figura instituída socialmente, era importante escolher as madrinhas certas para as minhas filhas. Afinal está em causa nada mais nada menos do que uma segunda imagem materna.
 
Assim, a escolha foi feita com o coração e tendo a grandeza dos respectivos corações como critério decisivo. Foi assim que chegámos às melhores.
 
Enquanto pais terá sido, porventura, uma das escolhas mais certas que fizemos até à data.
 
Às madrinhas/Amigas do nosso coração, um grande beijinho.
 
 
 
(Minha madrinha de Crisma, madrinha da Leonor, parteira da Tita)
 
 
 
(Madrinha da Tita e de mais meia dúzia de crianças amigas)

quarta-feira, 22 de março de 2017

Abençoada almofada

Hoje, pela manhã,  tenho a agradecer a Deus pela minha almofada e a sua capacidade de tornar tudo muito mais leve, depois de lá pousar a cabecinha algumas horas.

terça-feira, 21 de março de 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

10 coisas que me fazem feliz

Sendo hoje  Dia Internacional da Felicidade, dei por mim a pensar naquilo que me faz feliz.

Concluí que são muitas as coisas e momentos  que o conseguem e tenho dificuldade em selecionar um Top.

Comum a todos eles é o facto de serem simples e tendencialmente gratuitos.

Assim, e sem me preocupar com a ordem de importância, identifiquei 10:

1 - Respirar
2- Ouvir alguém chamar-me "mãe da Leonor e da Tita"
3 - Chegar a casa e vestir o pijama; conforta-me o aconchego do lar, sentir que o mundo pode estar a desabafar mas ali as paredes ficarão intactas
4- Estar com Amigos, enquanto as respectivas crias brincam ao lado e crescem proporcionalmente à Amizade que nos une
5 - Receber o sorriso da minha avó
6- Entrar, sem hora para sair, numa biblioteca
7- Escrever o que me vai na alma
8- Cantarolar
9- Ler o jornal à hora do almoço
10 - Ir ao Mário Duarte apoiar o meu Beira-Mar

E a vocês, que vos alegra a alma?

domingo, 19 de março de 2017

Uma prenda de Dia do Pai verdadeiramente altruista e original

Beijinho para aqui, beijinho para ali e diz a cachopa "já sei qual a prenda que te vamos dar, pai! Vamos as 3 aos Macdonald´s e tu aproveitas para ter sossego aqui sózinho".

Não sei porque foi recusada a oferta. Se fosse eu ia adorar. Espero que a Leonor tenha a mesma ideia quando chegar o Dia da Mãe.

sábado, 18 de março de 2017

6 aninhos - Parabéns Tita catita



E chegou o grande dia, aquele em que sinto sempre que as palavras que possa dizer ficarão sempre aquém do que sinto. Amor, muito. Gratidão. Esperança no Futuro. Orgulho infinito.
Obrigada Tita catita.
Beijinhos da mãe que te ama mais do que alguma vez poderás sentir.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ansiosa

A patroa mais pequena diz que vai começar a portar-se bem quando fizer 6 anos.
Acho que esta noite nem vou dormir. Como crente que sou na redenção, o meu coração exulta de alegria.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Pessoas que me irritam

Irritam-me as pessoas que só não estacionam dentro da pastelaria por causas dos degraus e, em alternativa, deixam o carro em cima da passadeira que por sua vez fica em cima de uma curva e se borrifam para o perigo que criam.
Era quem as fustigasse com urtigas e obrigasse a ajoelhar em cima de grão de bico.

PROGRAMA "ESTOU AQUI ADULTOS" - importante para quem cuida de idosos


A PSP criou, em parceria com várias entidades, o programa "Estou Aqui Adultos" dirigido a pessoas adultas que, em função da idade ou devido a patologia possam ficar desorientadas, ainda que momentaneamente.

O projecto, e reproduzo a informação constante do site da PSP, foi pensado para proteger e dar apoio a quaisquer adultos que possam vir a ser encontrados na via pública em estado de especial vulnerabilidade, permitindo a sua correcta identificação e o contato célere com um familiar.

Basicamente consiste numa pulseira, semelhante à já disponibilizada para as crianças, que o idoso pode utilizar e da qual constará o contacto de um familiar. Não é um dispositivo GPS mas ajudará que quem se depare com alguém que esteja perdido possa contactar de imediato um familiar.

Quem lida com idosos portadores de Alzheimer percebe a importância deste projecto. Acreditem que, apesar de todos os cuidados que os familiares possam ter, há momentos em que conseguem desaparecer.

E acreditem também que os momentos de procura são causadores da maior angústia que se pode sentir.

Infelizmente os dispositivos com GPS que conheço, além de extremamente caros, são pouco práticos já que se tratam de peças que o idoso facilmente tirará. Isto se não se recusar a utilizar, que  uma das características do Alzheimer é precisamente a teimosia. Quando é não, é não e não há voltar a dar.

Por já ter sentido este problema na pele, não podia deixar de divulgar o projecto.

 Mais informações AQUI no site da PSP.

Quando nasceste já eu andava cá há muito tempo!

Primeiro foi a porta do quarto fechada, depois o facto de se ter começado a vestir sozinha e ter pedido calças de fato de treino. O desaparecimento do fato de ballet foi a cereja no topo do bolo. A minha mais velha pensou que me passava a perna.
Tão linda esta inocência de fazer as coisas às claras.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Reflexões sobre a lição de vida do actor João Ricardo


Para quem não sabe, foi diagnosticado um tumor cerebral ao actor João Ricardo que teve de ser intervencionado e agora partilha com o público a sua recuperação física e efeitos dessa experiência na sua vida.

E ESTA entrevista que deu, chamou-me a atenção por vários motivos.

Desde logo (e mais importante) pelo testemunho de resiliência. O cancro não é imbatível, o mesmo será dizer não matem os doentes com ideias deterministas e fatalistas.

Depois pelo facto curioso de se dizer católico mas não acreditar em Deus. Como tenho dificuldade em acreditar no ateísmo, mais difícil se torna perceber este acreditar. Dá que pensar.

Outro ponto que me tocou, por ser um motivo de grandes dúvidas sempre que nos deparamos com esta ou outra doença grave. O que, a quem, como e quanto contar?

Tive uma experiência semelhante à do filho do João Ricardo, de perceber a gravidade da doença da minha mãe por terceiros, e digo que é horrível.

A protecção daqueles que amamos através da poupança a notícias difíceis faz parte do nosso instinto natural. Quem ama tudo faz para evitar o sofrimento mas omitir pode não ser a solução. Cada caso é um caso, é certo, mas é bom que pensemos nisto.

terça-feira, 14 de março de 2017

Deco estou contigo

Antes de desabafar, deixem-me frisar que tenho o maior respeito por quem trabalha e não tem pejo em esgravatar para ganhar a vida de forma digna. Isto é ponto assente. Mas há métodos e métodos e o constante assédio, via telefone ou pessoalmente no recato do lar, para a subscrição de serviços começa a atingir níveis intoleráveis. Em pouco tempo, dei comigo a devolver chamadas a comerciais, por desconhecer o número e pensar que podia ser importante, que aproveitaram a deixa para fazer publicidade (paga por mim portanto). Isto para não falar das personagens sinistras que já me bateram à  porta. Verdadeiras devassas dos poucos momentos caseiros é o que é e que é necessário controlar rapidamente até porque em nada prestigiam as empresas que representam. Uma salvaguarda para os bons profissionais. Existem e conheço alguns.
Não me importo nada que me atulhem a caixa de correio com publicidade. Gosto de ver as promoções e dá-me um jeitão para forrar a gaiola da Tosca. Agora telefonemas em horário laboral e visitas nocturnas, tenham dó.
Estou com a DECO portanto.

Ora vamos lá enaltecer o SNS

Depois de mais uma boa experiência no IPO do Porto não posso deixar de enaltecer todo o profissionalismo e humanismo de quem lá trabalha, dando o litro pelos utentes.
Tirando a habitual , e inevitável dado o afluxo, espera nas análises, as consultas foram de uma pontualidade britânica.
Uma palavra também para os inexcediveis voluntários, de sorriso sempre aberto. O chazinho aqueceu-me o corpo mas essencialmente a alma.
Haverá muito a melhorar, sempre, mas nem tudo é tão mau como por vezes se pinta.
Grata por tudo.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Estou como nova

Segundo as minhas queridas onco-hematologista e nefrologista, estou como nova. Acho querem dizer "em razoável estado de conservação considerando a idade e os embates da vida. Seja como for, só querem voltar a ver-me daqui a um ano. Hip hip urra.
Agradeço a todos os cuidados e carinho. Estamos cá para a luta que a vida dá e nada supera essa bênção.

Está tudo ao contrário

Logo hoje que me apetecia um belo prato de brócolos, empurrados por sumo de beterraba, é que tenho de estar em jejum até às tantas.
Dia de revisão geral anual no IPO.
Depois dou notícias, possivelmente já sem vontade de comer brócolos sinal que terei voltado ao meu  estado mental normal (seja lá ele qual for).

domingo, 12 de março de 2017

Amar, viver

Não dura mais de meio segundo a vida de quem se dispõe a amar.
Pouco, muito pouco perante a expectativa de momentos infindos, repletos da grandiosidade dos pequenos nadas que sabem a tudo.
Meio segundo que dura mais que um século seco de afectos negados, vazio de eternos anseios de vida porque morto está quem se impede de amar.

sábado, 11 de março de 2017

Perdoai-nos avô

Faz agora 2 meses que entrei no coro de encarregados de educação do Conservatório de Aveiro. Este meu novo hobbie representa uma grande carga simbólica pois o meu avô esteve na génese daquela casa. Assim, sempre que passo o portão sinto-me muito próxima dele. É  uma sensação extraordinariamente boa e que não consigo descrever.
Depois há a expectativa de um dia vir a cantar com a Leonor e a alegria de o fazer em breve com o meu afilhado mais velho.
Ontem foi dia de ensaio geral e juntaram os coros todos. Miúdos a partir do sétimo ano e encarregados de educação e foi uma animação. Nos intervalos da música, a barulheira era imensa e foi impossível deixar de pensar que o professor Matos, conhecido pelo imenso rigor colocado em tudo o que fazia, devia estar a dar voltas lá em cima. Perdoai-nos avô.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Um simples saco do pão

A Leonor chegou a casa toda contente.Tinha estado a falar com os senhores da SUMA e eles deram -lhe um saco de pano para ir ao pão. A mensagem foi tão bem transmitida que recebi uma verdadeira lição sobre ecologia. No final fiquei envergonhada pois andava há meses a pensar que devia procurar os sacos de pão que me foram dando ao longo da vida para o enxoval e ainda não me tinha mexido.
De facto não há nada como começar a educar de pequeno e usar os pequenos para chegar aos pais.
E pode ser tão simples como um saco do pão. O meu já está na carteira.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Quem fiscaliza o fiscalizador?

Nem sei que pensar sobre a ideia peregrina de criar uma entidade supervisora do Banco de Portugal, CMVM e ASF.
Juro que parece brincadeira mas se calhar sou eu que sou limitada na capacidadevde compreensão.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tio Patinhas no feminino

Sendo dia Internacional da Mulher tinha de contar-vos uma história sobre uma que muito admiro e bem poderia ter servido de inspiração ao Walt Disney quando criou o tio Patinhas, não tivesse nascido umas décadas mais tarde.
Falo da Leonor, a miúda a quem só se consegue vencer numa discussão com recurso ao argumento "custo".
Pois a miúda entende que está na hora de trocar para uma bicicleta maior e, uma vez que o conteúdo do mealheiro só dá para metade de uma, decidiu seguir o nosso conselho de elaborar um plano para juntar o dinheiro. Sucede que está a seguir muito à risca o objectivo de reunir brinquedos e livros para vender e temo um dia chegar a casa e perceber que a cachopa vendeu os móveis ao desbarato.
Entretanto convenceu a irmã a dar-lhe as economias do mealheiro, negócio que a chata da mãe declarou nulo com todos os efeitos daí advenientes. Tentou ainda convencer-me a pagar-lhe por tarefas domésticas que nunca fez e só equacionou executar na expectativa de ser remunerada o que foi naturalmente recusado. Temos negociante, isso é certo.


terça-feira, 7 de março de 2017

Desculpem desiludir-vos

Eu sei que, por norma, a minha reacção as contrariedades é de conformismo mas há coisas que até a mim chateiam. Começar o dia a ler no Diário da República que a idade da reforma em 2018 será de 66 anos e 4 meses e começar a fazer contas, ainda que toscas, deixou-me com a telha. Hei-de estar a trabalhar já com os pés na cova se, como tudo indica, se continuar a verificar este aumento da idade de reforma.

35 agressões a árbitros desde o início da época

Consta que em Portugal se registaram já 35 agressões a árbitros desde o início da época. Não ouvi bem a notícia mas creio que terão sido todas nos escalões não profissionais de futebol  (pelo menos a grande maioria há-de ter sido de certeza).
Não seria mau negócio para psicólogos e psiquiatras a abertura de consultórios à  porta dos recintos de jogo já que me parece que grande parte da malta que se mete nesses barulhos padece de problemas na cuca e aproveita o facto de estar no meio de outras pessoas para os extravazar. Depois há aqueles que são só mal educados.
E infelizmente não estão só nos jogos dos seniores, sendo indescritível o comportamento de alguns pais.Curiosamente, ou talvez não, há desportos em que esses comportamentos são mais exarcebados que noutros. A diferença entre o que vejo no futebol e no basket, por exemplo, é abissal.
Fenómenos sociais que me apaixonam.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pobreza

As minhas filhas vivem num mundo cor-de-rosa, sem dúvida, no qual tudo lhes cai aos pés sem que necessitem sequer de pedir.

E ainda bem que assim é. Sinal que vivem sem problemas e com todas as condições para um crescimento saudável.

Entre estas condições encontra-se a educação para enfrentar as contrariedades que certamente irão encontrar na vida, conseguirem olhar além do seu umbigo e saberem agradecer tudo aquilo que têm.

Esta nossa preocupação leva a que tenhamos bastantes conversas sobre a pobreza (material e de espírito) nas quais dá para perceber quão abstracta é essa realidade para elas.

As perguntas sucedem-se e são tão inocentes quanto "os pobres sabem falar? os pobres são todos castanhos?, "se te preocupas tanto com os pobres, porque não lhes dás nada?". Depois há também os comentários como "deixa lá, se não gostar dou aos pobres!".

Daí que a abordagem do assunto tenha de ser cuidadosa e focada no essencial. Ninguém precisa de caridadezinha e ninguém tem de saber o que se faz pelos outros.

Importante, a meu ver, é ter noção do mundo real e fazer o que está ao alcance de cada um para o tornar um pouqinho melho

Importante para mim, numa perspectiva egoísta, é que as minhas filhas e não vivam com o rei na barriga deixando iogurtes por comer só porque "estão frios" ou mudaram de ideias.


 

1.ª medalha

 
 
 
Muita concentração
 
 
Diversão q.b.
 

 
Junto em equipa
 
 
Somamos vitórias
 
 
Como os crescidos, que tanto admiramos.
 
 

domingo, 5 de março de 2017

Vou ser padra!

Foi entre guinchos estridentes, emitidos no meio de uma descomunal birra, que a Tita me comunicou a sua decisão. "Mãe, vou ser padra!".  A irmã avisou-a logo que assim não poderia casar mas não sei se a informação influenciará a decisão. Só sei que estou com uma vontade enorme de dar um saltinho ao futuro para ver o que isto dará.

sábado, 4 de março de 2017

O flirt na terceira idade

Bem sei que ando sempre a pregar contra o preconceito mas o embaraço que senti hoje ao ver dois idosos a flirtar abertamente fez-me pensar se será  possivel ao ser humano ser imune a preconceitos. Sim porque só pode ter sido preconceito sentir estranheza perante as palavras bonitas que ouvi o casalinho trocar. Que vergonha a minha.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Estatuto jurídico dos animais


E finalmente os animais deixaram de ser coisas para o nosso legislador, passando a ser definidos no Código Civil como "seres vivos dotados de sensibilidade e objeto de proteção jurídica em virtude da sua natureza".

Na ausência de lei especial, são aplicáveis subsidiariamente aos animais as disposições relativas às coisas, desde que não sejam incompatíveis com a sua natureza.

A fresquinha Lei 8/2017, publicada hoje no Diário da República e que os mais curiosos podem consultar  AQUI, veio alterar alguns diplomas legais, caso do já referido Código Civil e do Código Penal e estou já a antecipar algumas questões interessantes que as opções legislativas podem vir a despoletar.

Assim a título de exemplo, até porque  a minha leitura foi na diagonal, o facto de não haver lugar à qualificação do furto se o animal furtado for de diminuto valor é coisa para nos deixar a pensar, especialmente se tivermos em conta que o Código Penal define como valor diminuto "aquele que não exceder uma unidade de conta avaliada no momento da prática do facto".

Desde logo parece-me extremamente difícil quantificar o valor de um animal (para além dos valores que o mercado atribui a cada raça no momento da venda, naturalmente); E tenho sérias dúvidas que alguém que goste verdadeiramente do seu rafeiro  com 17 anos de idade, ainda que lazarento e a desfazer-se aos bocados,  algum dia admita que o mesmo não vale mais do que 102€ (a tal unidade de conta).

Mas como não sou penalista até posso estar a dizer uma grande bacorada (por falar em animais).

quinta-feira, 2 de março de 2017

A mentira tem pernas curtas

Hoje comprovei que a mentira tem pernas curtas o que, aliado ao facto de o mundo ser pequeno como um ovo, deixa pouca margem de manobra aos mentirosos.
Só  para concluir. Não vale a pena senhores. Não persistam no erro. Ou então tratem-se que isso só pode ser doença.

É muito duro!

Estava em franca conversa com a Leonor e a prometer-lhe que faríamos uma actividade junta no domingo, quando fui interrompida por um pedido "Não me fales no domingo. Detesto. É o último dia que tenho para relaxar. E o fim das férias é muito duro,sabes bem!".
Por acaso as férias da Leonor acabaram ontem (o tal dia duro que bem conheço) mas isso é irrelevante. Fui completamente surpreendida por este sentimento da minha mais velha, que gosta muito da escola por sinal. E fiquei a pensar como o tempo passa rápido demais. Não tarda muito e saberá a verdadeira dureza do final das férias. Alguém pare o relógio por favor.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Todos iguais? Nem por sombras!

Tenho dois Amigos brasileiros. Ele não gosta de futebol. Ela não suporta o carnaval. As minhas irmãs, portuguesinhas da silva, não gostam de fado. Aposto até que existem japoneses que não gostam de sushi e nórdicos desorganizados e corruptos. Estereótipos é fugir deles.