domingo, 31 de janeiro de 2016

A caminho de Fátima

O dia será  dedicado a uma pequena viagem espiritual. Há  momentos em que é  preciso abrandar e recarregar baterias. Intenções, levo muitas no coração. As minhas  e as vossas . Bom domingo

sábado, 30 de janeiro de 2016

Menos,senhores. Menos.

Na 1.ª mensagem que recebi com promoções, "especialmente" para mim, em cadeirinhas auto, não liguei.


À 2.ª, com promoções, "especialmente" para mim, em produtos de higiene para bebé, já fiquei a pensar ser perseguição.


Menos, senhores. Menos.


Já dei para esse peditório.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Eu EXISTO em todo o lado!

As manhãs lá de casa têm sido horríveis, com a Tita hiper irritada, a berrar como um porco na matança.

Hoje, já no carro, começou a gritar só porque a irmã olhou para ela.

Desesperada, pedi à Leonor que não olhasse nem falasse para a irmã e até esquecesse (por um bocado) a existência dela, o que resumi num "pelo Amor de Deus, esquece que a tua irmã existe!"

Ofendida, a Tita lembrou-me "Existo sim. Eu EXISTO em todo o lado!".  A lembrança não era necessária, de tão evidente. Mas a forma utilizada para o efeito teve o condão de me fazer sorrir.

Resta dizer que esta miúda temperamental, apesar de me fazer a vida num inferno logo de manhã cedo, não é capaz (por muito zangada que esteja) de se ir embora para a escola sem de me dar um grande beijo o que significa que todo o stress matinal se esvai naquela despedida sentida.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Definição de greve, by Leonor

A greve de amanhã ia passar-me ao lado, não fosse a Leonor ter-me avisado que há a possibilidade de não ter escola.


Depois desta informação, tentei perceber se sabia o que é uma greve e a definição não podia ser mais complexa.


"Greve é quando os refugiados querem mais dinheiro e não vão à 6.ª feira". Acho que a minha mais velha anda a ver noticiários a mais.

Atenção ao caminho

Hoje e amanhã, a GNR fará uma acção de fiscalização que terá como alvo o uso de telemóvel durante a condução. Não estou a alertar ninguém para se controlar nestes 2 dias. Uma das coisas que acho mais tonta é aquela ideia que, sem dar conta todos transnmitimos, de que é importante colocar o cinto de segurança por causa da polícia. Há regras que existem para que nos protejamos de nós (curioso que seja necessário) e aos outros. Uma distracção de 3 segundos, a 120 Khms/hora, equivale a um percurso equivalente ao comprimento de um campo de futebol, feito sem que olhemos para a estrada. Dá que pensar, não?

Escola na Alemanha

Em plena discussão matinal: - Cala-te, mana, olha que vais para a escola na Alemanha! NOTA: Por acaso é colégio na Suiça, mas a Tita já entrou no espírito.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tens herpes?

- Mãe, dá-me um beijo!
- Está bem , Tita.
- Espera! Tens herpes?!

Isto só a mim!

Passados quase 2 anos, e com a boca numa miséria, ganhei coragem para voltar ao dentista. Sei que é uma vergonha mas, cada dia que passa, fico com mais pavor de tudo aquilo que possa causar-me dor. Lá fui, então, a uma clínica recomendada pelo meu excelso marido. Começaram por me fazer o rx, depois sentei-me na cadeira do dentista que começou a ditar à assistente tudo aquilo que necessitaria de fazer (extracção do 25 e 28, não sei quê do 19 e outros 6...). A boa notícia, "ainda não tem falta de dentes". Chegados aqui, parou tudo. O sr. dr. disse-me que "agora funcionam de forma diferente e iriam apresentar-me o compromisso de tratamento para saber valores e, depois, decidir aceitar ou não". Para isso teria de acompanhar a assistente a outro gabinete. Não queria acreditar que me estava a interromper a consulta e mais estupefacta fiquei quando ouvi a explicação da assistente e percebi que o que estava em causa era assinar um verdadeiro contrato que resultaria num desconto de 5%, caso pagasse a pronto, ou na possibilidade de o fazer em 6 ou 8 prestações, sem juros. Eu, que detesto analisar contratos quando estou "fora de serviço", vi-me na contingência de ter de ler um contrato da COFIDIS (juro) para concessão de crédito sem juros (na prática subscrever uma ordem de débito directo) a meio de uma consulta no dentista. Devo dizer que fico muito vulnerável nestes momentos (leia-se idas ao dentista), sendo fácil fazer-me assinar o que quer que seja (o que imagino acontecer com muitas outras pessoas, daí o inusitado timing utilizado). Para além de tudo, a descrição daquilo que me querem fazer (coisas básicas para alguns) levou-me a pensar que, sem um compromisso como aquele, só voltaria ao dentista quando já não tivesse gengivas para segurar uma dentadura. E (no meio de um turbilhão de pensamentos) está bom de ver que assinei o compromisso de tratamento. Entretanto, enquanto falava com a menina, o dentista começou a atender outro paciente (provavelmente já comprometido) e ainda estive de esperar um bocado pela 2.ª parte da consulta. Enfim estava furiosa e cheia de vontade de manifestar a minha indignação por tão inusitado procedimento, só que comecei a imaginar o dentista nervoso e de broca na mão pelo que desisti. Quando chegou a minha vez, sentei-me humildemente na consulta e só pedi que começasse pelo tratamento menos invasivo pois queria ficar em condições de ir ver o velho Bryan Adams. Assim foi. O 1.º passo do compromisso foi dado. Destartarização feita. 2.ª consulta em breve. Isto só a mim!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Comadre Marcela

Depois de ver o telefonema do Tino de Rans ao Professor/Presidente Marcelo, que me levou às lágrimas, eis que me lembrei da comadre Marcela. E não é que este sketch nem está assim muito descontextualizado?!

Mau acordar

- Sai daqui, cheiras mal!
- Cheiro?
- Sim, cheira tudo mal!
-Pronto, Tita, tem calma.
- Essas calças não!!! Incomodam-me!
- Mas Tita, tu ainda não as viste! Estás de olhos fechados!
- Já disse, essas não!

E assim continuou, a empecilhar com tudo e nada, até sairmos de casa. Ela lavada em lágrimas. Eu com uma carrada de nervos.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Para ser mãe é essencial ...

- Mãe, que vergonha, não cantes! Pára. Não dances!


Pode-se ter muita maturidade, bons princípios e tudo mais que se requer a uma mãe, mas se não se tiver uma grande auto-estima, mais vale estar quieta.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Superstição by Poirot

Eu acredito na força tremenda da superstição. Estabeleça com  firmeza  que uma  série  de mortes é sobrenatural e pode quase esfaquear um homem  em pleno dia e será atribuído  à maldição, tão  fortemente está implantado na raça humana o impulso do sobrenatural. NOTA: acho  que  vou reler osos livros do Poirot  com mais atenção o homem  era sábio

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ainda na minha cruzada com a Allianz (pelos direitos dos doentes oncológicos)

Como contei AQUI , AQUI  E  AQUI estou em plena cruzada/guerra santa ou novela (dá para tudo) com a seguradora Allianz, à conta da forma como me tratou (e a uma colega) ao analisar um seguro de saúde.

Resumindo, cronologicamente, os factos:

A minha entidade empregadora quis oferecer um seguro de saúde aos colaboradores

Preenchi o questionário de saúde, fazendo menção ao facto de estar em remissão de um linfoma de Hodgkin desde Dezembro de 2009

Recebi como resposta, seca, que "em virtude de estado(s) clínico(s) pré-existente(s) não nos é possível aceitar o seguro em referência, pelo que o mesmo não tem efeito”.

Fiz uma reclamação, assim como a minha entidade empregadora, onde aleguei, com os devidos fundamentos legais, estar a ser discriminada pela Allianz

Passado algum tempo, recebi dois pedidos de esclarecimento num só dia, sendo que só no 2.º a Allianz entendeu solicitar um relatório médico actualizado.

Passado mais algum tempo, a minha entidade empregadora reforçou a reclamação ... et voilá recebi a apólice de seguro mesmo antes de enviar o relatório médico actualizado.

Supostamente, segundo fui informada (e não pela Allianz), deverá chegar o dia em que receberei uma carta a comunicar a exclusões à apólice.

Tenho perfeita noção que a apólice só foi emitida porque houve pressão institucional ou seja por motivos meramente comerciais. Digamos que o cliente (que não sou eu directamente) interessa.

Neste processo todo, nem uma explicação da Allianz que se limitou a remeter 2 ofícios tipo (os tais  recebidos no mesmo dia) a solicitar elementos dos quais (no fim das contas) não chegou a necessitar.

Tenho a apólice (supostamente com exclusões que desconheço), mas não vou deixar o assunto cair.

Continuo a "chatear" algumas entidades, nomeadamente a ASF que (após alguma insistência) me informou ter contactado já a Allianz a solicitar esclarecimentos.

Talvez esteja a lutar contra moinhos de ventos, como Dom Quixote, é possível que os receptores das minhas cartas e e.mails se riam e me chamem louca (até porque estou a usar e abusar da ironia) mas é-me totalmente indiferente.

Poucas vezes tenho certezas, mas quando as tenho ........

E tenho a certeza que fui mal tratada, assim como tenho a certeza que existem milhares de doentes oncológicos a ser mal tratados diariamente por este tipo de entidades que só olham ao excel e ainda por cima o usam mal, o que não podemos deixar que seja aceite como uma prática normal.

Chamem-me mau feitio. se quiserem.
 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Filantropa, mas nem tanto

- Mãe, tens de comprar uma prenda à B., que faz anos amanha!
- Oh Tita, mas não é possível comprar prendas aos meninos todos!
- Mas ela fica triste. Tens de comprar!
- E de que é que ela gosta!
- Da Frozen.
- A Frozen é muito cara. Podes é dar-lhe a tua!
- Ah, isso não! Mana, dás a tua Anna à B.?

Mentiras com hora marcada

- Estás a dizer-me a verdade, Leonor?


- Estou, mãe!


- Hum, não sei.


- Mas estou mesmo!


- Sabes porque é que a mãe tem dúvidas, não sabes? Conheces a história do Pedro e do LObo, não conheces?


- Conheço, mas naquele dia disse a verdade e hoje estou a dizer também!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

13 anos! Que quererão os astros dizer-me?

Estou séculos sem pegar na minha cédula profissional e fui fazê-lo hoje, precisamente no dia em que faz 13 anos em que me inscrevi na OA.

13 anos, meus amigos! 13 anos!

Quererão os astros, ou outra entidade, dizer alguma coisa a esta céptica convicta?

O meu carro tem vida própria

Sou pouco dada a novas tecnologias mas estou, definitivamente, rendida ao sistema de alta voz. Acho o máximo entrar no carro e aproveitar a deslocação para pôr a conversa em dia.


A questão dá-se quando, seja por dificuldades auditivas da máquina seja pela minha má dicção, o bicho resolve ligar para pessoas cujo nome nada tem a ver com aquele que eu disse.


No ímpeto de evitar a chamada, tenho tentado cancelar a ordem mas acabo sempre por dar toques a alguém (tal qual uma adolescente) o que ontem me veleu uma simpática chamada, de volta, a perguntar se precisava de alguma coisa.




Já decidi que, numa próxima vez, faço a chamada normalmente e aproveito para falar com a pessoa com a qual, provavelmente, já não tenho contacto há muito.


Isto de os carros terem vida própria é estranho, mas há que aproveitar a boleia. Neste caso acaba por ter piada.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Macumbas

"Pronto, tão cedo não volto a ver a minha equipa campeã. Tu e as tuas macumbas!"


Reacção desconsolada  do papá à notícia sobre o novo treinador do FCP.


NOTA - eu não faço macumbas, a culpa é que é sempre da mãe!

Com ela ninguém faz farinha

Veio ter comigo com as lágrimas a escorrer e com cara de quem acabou de lvar com o mundo em cima.


"Que foi, filha, conta à mãe? O que é que aconteceu?"


"Foi a Leonor que disse que a boneca é dela e que eu sou um cocó".


"Pronot, meu Amor, não chores mais. O que a Leonor disse é muito feio" disse eu, enquanto tentava controlar o riso só de imaginar a coça que a pequena iria dar à Leonor mal se recompusesse da mágoa.




PS
Curiosamente, o litígio terminou com um forte abraço. Uma animação as minhas manhãs.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Tino é de Rans e é lá que deve ficar

Tenho acompanhado esta campanha eleitoral para as presidenciais e só me ocorre "O Tino é de Rans e é lá que deve ficar", frase simbólica e que podia adaptar individualmente a cada um dos candidatos e às suas circunstâncias.

É pena, pois precisávamos mesmo de um "Tinosnami" na política. Só que ainda não será desta.

Se ainda havia crédito na política, com estas performances o mesmo está a esgotar-se.

Resta-nos rezar aos "santinhos" e agradecer (já que a miséria é tanta) as gargalhadas que o humilde calceteiro nos vai fazendo soltar.

domingo, 17 de janeiro de 2016

De rastos

Chegada a casa, depois de um fim de semana de borga, a Leonor esteve a fazer os trabalhos de casa.


Passado algum tempo, desabafou "mãe, eu podia fazer mais uma letra mas estou de rastos!".


Será ressaca?

Fim de semana sem as patroas

A casa está diferente, sem dúvida.


Não ouvimos guinchos,  nem tropeçamos em brinquedos, roupa e lápis de cor.


Até a noção do tempo mudou. Não há cá horários a cumprir, para manter rotinas (as nossas, que as delas nem quero imaginar).


Está a saber bem, ter este fim de semana para nós, não vou negar.


Ainda que esteja em causa somente uma questão de espaço físico já que não estão longe das conversas, muito menos do coração, e vamos acompanhando os momentos dos seus dias através das fotos, simpaticamente enviadas pela tia.


Claro que estou desejosa de lhes espetar dois beijos naquelas bochechas, mas tenho de ser sincera. Isto estava a fazer-me falta.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Rai´s parta o gato

Com as patroas a a passar a noite em casa da tia, imaginei que dormiria até ao meio dia.


Só me esqueci do gatinho e das suas rotinas, que incluem acordar-me às primeiras horas da manhã para que lhe dê o pequeno almoço.


Rai´s parta o gato.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Serviço à mesa no Macdonald´s (experiência tétrica)

Ontem lá fiz a vontade à Tita e, depois da consulta, levei-a ao Macdonald´s onde vivenciei a tétrica experiência de ser cobaia da implementação de um novo (pelo menos para mim que ando pouco por esse mundo) paradigma - o atendimento à mesa.


Basicamente, assim que entra, o cliente é abalroado por um dos 500 funcionários que andam os encaminham para um ecran táctil onde se faz a encomenda. Seguidamente, é empurrado para o balcão onde efectua o pagamento e depois para a mesa onde o pedido chega quase antes de ter oportunidade de se sentar.


Enquanto come, é constantemente abordado por um dos funcionários  que, com simpatia exarcebada, questiona insistentemente se está tudo bem e lembra que se quiser ou café ou qualquer outra coisa basta levantar o dedo.


Atrás do balcão, amontoam-se outros tantos funcionários stressados a rezingar entre eles e com os outros que estão a direccionar os clientes.


Ao lado do balcão, um casal não identificado que (pela postura) aparenta ser o dono da loja e supervisiona a performance dos colaboradores, trocando impressões sobre a conversa tida com cada cliente assim que o mesmo vira as costas.


Enfim, uma coisa indescritível.


Num tom mais sério já que, apesar de descrição ser real,está naturalmente caricaturizada, devo dizer que o novo serviço não me convence.


Claro que deu para perceber (e ouvir) ser somente o 2.º dia de implementação o que leva a falhas, mais do que naturais, e a afinações necessárias.


Incomodou-me sobretudo a artificialidade e excesso de atenção dada pelos colaboradores devida, muito provavelmente, à marcação cerrada dos superiores (literalmente ao alto,  a pressionar os funcionários).


Valeu pela Tita, que se lambuzou toda alheia a estas coisas que os adultos inventam.


Seja como for, e em minha opinião, o serviço (por bem intencionado que seja) descaracteriza o que se espera de um restaurante de fast food. Não fiquei fã.



Esfolar o rabo ao coelho

A semana correu a um ritmo intenso e hoje será dia de esfolar o rabo ao coelho. Se me apanho lá para as 20 h até digo qe é mentira.


Vamos lá contar até 10, inspirar, expirar, rezar e ... vai ser canja (de coelho)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Idas ao médico - perspectiva da Tita

Há anos tivemos um cão, o Roy, que ficava histérico cada vez que entrava no carro. Uma possível explicação  (da veterinária ) era o facto de associar o carro com a ida ao médico.
 Já a Tita, mal comparado, não sofre desse stress. Depois  de ter manifestado a esperança de que o médico  lhe dê um chupa-chupa e eu a leve a almoçar ao Mac, adormeceu  placidamente enquanto aguarda a consulta.

A guerra do leite e da soja

As declarações da endocrinlogista Isabel do Carmo sobre a "moda" da intolerância à lactose (podem ver a notícia AQUI) vêm lançar mais uma acha para a fogueira que é a guerra entre o leite e a soja (mais propriamente entre as suas indústrias) e, inevitavelmente, relembram-me a minha triste história com um anormal de um homeopata que ainda hoje lamento não ter denunciado ao ministério público (eu e as lembranças)


Onde está a verdade? Pois não sei. Aposto sempre no meio, o sítio onde está a virtude.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Se calhar sou mesmo bruta

Desde que soube da morte de David Bowie que me questiono onde é que andei estes 38 anos e meio de vida.


As manifestações de pesar e enaltação do génio são tantas e tão intensas que me sinto uma alienada do mundo que me rodeia.


Não que não lamente a sua partida, porque todas as vidas me são caras, mas porque parece que passei ao lado de uma grande obra sem nunca, sequer, suspeitar.


A sonoridade e imagem de David Bowie não me agradavam e, por isso, nunca senti curiosidade em conhecer melhor o seu trabalho.


Para mim a arte é algo que deve dar prazer imediato, o que não acontecia com Bowie. Talvez  seja uma visão simplista e até mesmo insensível. Se calhar sou mesmo bruta.


Em todo o caso, tenho a noção clara que a obra que sempre ignorei terá o condão de conferir imortalidade a David Bowie já que, como bem escreve Miguel Guedes nesta crónica lindíssima, "Nunca ninguém morreu assim".


E (esta não poderia deixar escapar), contrariando um dos títulos infelizes que são apanágio de um dos jornais da nossa praça, não. O cancro não levou o génio de Bowie. Levou-lhe tão só o corpo, o que é bem diferente.



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vestidos dos Globos de Ouro aos olhos da avó

Olhem para aquilo. Saias compridas e mamas de fora!  Caredo!

Perder ou ganhar é desporto

Numa altura em que nos deparamos com uma feroz competitividade, a troco de nada, começada logo nos bancos da escola primária é impossível ficar indiferente ao gesto do piloto Paulo Gonçalves.


Este campeão (no sentido mais nobre do termo), não hesitou em interromper a prova no Dakar para ajudar um adversário acidentado ao lado do qual ficou até que chegasse o auxílio.


O Paulo Gonçalves diz que só fez o que lhe competia e estou de acordo. Este tipo de acção (pela sua lisura) devia ser banal mas (dada a tal competitividade) está longe de ser frequente, daí merecer o destaque que lhe está a ser dado.


Vejam a história AQUI e depois digam-me se não seria bom ler uma notícia destas por dia, preferencialmente à 2.ª feira de manhã.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Esta miúda não existe

- Tita, vou à missa.
- Está bem. Compra-me uma bolacha branca daquelas que lá há.






PS Esta miúda tem um problema com comida, na certa.

A miúda já tem 4 anos!

- Leonor, não faças barulho que a nossa bebé está a dormir!
- Bebé, mãe?! A miúda já tem 4 anos!

sábado, 9 de janeiro de 2016

Entrada directa na playlist da Leonor

Esta Dona Laura deixou a Leonor apaixonada.


Tenho de admitir que a cachopa tem bom gosto.




Mãe, tu voltas?

- Mãe, tu voltas para me vir buscar?
- Claro que sim, Tita. Te és a coisa mais preciosa que tenho. És uma pérola!
- O que é uma pérola?


Acho que vou ter rever o vocabulário utilizado nas declarações de Amor.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Como é que se fazem as filhotas?

Estava eu a vestir-me com a Tita a observar-me, muito pensativa.

- Mãe, quando eu for muito grande tu tiras-me os brinquedos?

- Não, filha. Com o tempo, tu vais começar a gostar de outras coisas de deixas de ligar aos brinquedos. Se calhar vais querer ficar com 1 ou 2 bonecas de recordação e, se tiveres, mostrar às tuas filhotas.

- Tu já tiveste filhotas, mãe?

- Sabes bem que sim, Tita. Tive-te a ti e à mana. E tu, vais querer ter filhotas?

- Não!

- Não? Então porquê?

- Como é que se fazem as filhotas ?!!!

FIM DE CONVERSA

Era suposto evoluir com a idade

Era suposto evoluir com a idade mas, afinal, parece que estou a regredir.


Quando soube que estava doente tive o discernimento de, no meio daquele turbilhão de ideias, decidir nunca consultar o dr. google cujas fontes nem sempre serão fidedignas e, mesmo que o sejam, relatam casos que não são o nosso o que só serve para colocar areia na engrenagem (leia-se cérebro).


Fiquei muito orgulhosa desta decisão (que cumpri, diga-se, escrupulosamente).


Seria natural (creio) que a idade me amadurecesse e desse ainda mais força para manter as melhores decisões.


Infelizmente, bastou receber um relatório clínico do qual consta um nome pomposo que me leva a ser seguida na nefrologia (facto que me tem passado um pouco ao  lado) para me lembrar de fazer pesquisa. E onde a fui fazer? No dr google, naturalmente.


Resultado. Bem ou mal, já tenho algumas questões para colocar à médica. É preciso ser bruta, eu sei. E lerda.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

História verídica sobre os milagres da vida


Sabem como gosto da vida e de histórias de vida inspiradoras.

Hoje deparei-me com ESTA, verídica e ocorrida aqui neste cantinho à beira-mar plantado, que merece ser partilhada pois, sem dúvida, irá inspirar algumas pessoas a precisar de ânimo.

Independentemente do motivo do desânimo/descrença que se possa ter na vida, convido-vos a deixarem-se tocar por este milagre da vida e acreditar que é sempre possível (ainda que possa ocorrer de forma diferente daquilo que sempre imaginámos).

E mais não conto.

Drama, by Poirot

Este Natal recebi um livro com citações do Poirot, que achei o máximo.


O detective belga, criado por Agatha Christie, tem um ego do tamanho do mundo e realmente o livro (improvável) justifica-se.


Depois há a parte espectacular que é uma escritora ver um dos seus personagens dar origem a um livro de citações (quando for grande, também quero ser assim).


De vez em quando folheio o livro, à sorte, e hoje deparei-me com esta frase que encaixa como uma luva numa das cenas que vivi ontem "Seja qual for a natureza humana, há drama. Mas ... nem sempre está onde se julga."


Havia tanto a dizer sobre isto ... mas não me apetece divagar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Queria dizer que não - ganda Dengaz

O que eu gosto deste poema e das suas rimas marteladas ditas com uma dicção inenarrável. E como o meu se ia passar se a ouvisse. Fiquei "cativi" desta música. Ganda Dengaz. Tás cá dentro.

Serão os ciúmes algo inato e inevitável?

Quando, ontem, pus uma fatia de bolo de aniversário do papá no prato da Leonor a 1.ª coisa que fez foi medi-la com os olhos, comparando-a com a fatia da irmã.

Sem que falasse, percebi que a sua preocupação era a de confirmar se não lhe teria dado uma fatia menor, como se isso fosse um indicador da importância que atribuo a uma ou outra.

Ora, se há coisa que me deixa possessa é o facto de alguém (incluindo as próprias) poder sequer pensar que faço algum tipo de distinção entre as minhas filhas.

Os ciúmes são muitos, e recíprocos, o que leva a pensar que ambas se sentem injustiçadas coisa que, paradoxalmente ajuda a atenuar qualquer sentimento de culpa que pudesse ter.

Mas isto dos ciúmes incomoda-me, especialmente porque infundados, levando-me a questionar a sua origem.

Enfim ...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Vencida mas não convencida

Ainda relativamente a ESTE post devo assumir que fui vencida, mas não convencida, por uma "interpretação actualista" da Lei do Orçamento de Estado para 2015, efectuada pelo Ministério do Trabalho.


Qualquer coisa do género, onde se lê 2015 deve ler-se 2016.


Vai daí parece que o tal prazo para afastar os duodécimos sempre acaba hoje às 23h59 m.


Está tudo a correr.




PS


Acho que saltei a página do livro de Introdução ao Direito em que o Baptista Machado falava da interpretação actualista

Com duodécimos ou sem duodécimos?

O pagamento do subsídio de Férias e Natal em duodécimos entrou em vigor em 2013 (Lei 11/2013)  e tem vindo a ser prorrogado anualmente tendo-se mantido no ano de 2015, por aplicação do art.º 257 da Lei do Orçamento de Estado para 2015 que é exolícito ao prescrever que o regime vigora até 31 de Dezembro de 2015 (sim, aquele dia que passou há já 5 dias).

Eis pois que chego ao trabalho e anda tudo num virote à conta das notícias que alertam para o facto de o prazo que os trabalhadores do sector privado terão para comunicar à entidade empregadora que pretendem receber os subsídios de férias e de Natal por inteiro terminar hoje às 23h59m.

Virado e revirado o Diário da República, confirmo e reconfirmo que a 1.ª alteração à Lei OE 2015 foi publicada a 30 de Dezembro de 2015 (é verdade), como podem ver AQUI , e não contempla o dito art.º 257.

Logo, e até à hora em que publico este post, não se verificou qualquer alteração ao regime de pagamento do subsídio de férias e de Natal em duodécimos no sector privado, muito menos existe qualquer prazo a terminar hoje às 23h59m.

É bem provável que seja publicado um diploma a prorrogar o regime e o mantenha inalterado, mas tal ainda não aconteceu. Por isso, acalmem-se as hostes. Tudo a seu tempo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Como Poupar em 2016

Sou uma apaixonada por dicas de poupança, apesar de ser completamente desorganizada e consequentemente incapaz de implementar a maioria delas.


Mas nada como insistir e, se não o fizer no início do ano, nunca mais farei (ó pr´a mim a auto-motivar-me).


Uma das coisas que me proponho reduzir é no desperdício alimentar que, infelizmente, ainda é demasiado cá por casa.


Por norma cozinho poucas quantidades, precisamente para evitar restos, mas depois há a comida que a mãe e sogra mandam pelo que há dias em que não consigo evitar deitar uma ou outra coisa fora, o que chega a ser pecado.


Vou, por isso, esforçar-me a esse nível. Prometo.


E como o tema é poupar, aqui partilho uma dica da Bá que achei muito gira. O desafio das 52 semanas que parece nome de dieta mas não é (isso das dietas dava para outro(s) post(s)).


Já agora, se tiverem dicas de poupança, não hesitem em partilhar.


Digam lá se não era espectacular poder fazer uma extravagância à conta de pequenos cortes em algo que, no final das contas, era totalmente desnecessário?

Bate-me lento o coração


Bate-me lento o coração
Ao ritmo lento e decidido da chuva
Que me embala o sentir
Revelando nada poder.


A vida que julgava minha só o é no papel
Pensada que foi Além
Onde manda Aquele que faz a chuva
Que embala me o sentir e faz bater o coração

Quem é que já tem saudades da escola?

- Meninas, quem é que já tem saudades da escola?




...


...


- Então, ninguém me responde? Quem é que já tem saudades da escola?


- NINGUÉMMMMMMMMMMMM, respondeu um coro a duas vozes.


Hoje já terão ir ir, com ou sem saudades!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ainda em relação aos filhos únicos

Temos constatado que a Leonor e a Tita se portam, consideravelmente, melhor quando estão sózinhas com um de nós o que me leva a crer que o ideal seria serem filhas únicas dia sim, dia não.


Tratando-se de uma hipótese tão estapafúrdia quanto remota,  resta-nos continuar a penar, ao som de guinchos provocados por arranhadelas e cabelos arrancados.

Era uma vez um filho único

Era uma vez um filho único, habituado a que ninguém o chateasse e mexesse nas suas coisas, que acabou por casar com uma mulher com 2 irmãs e teve 2 filhas de rajada.

Pensem nas mudanças de hábitos que estas circunstâncias vão implicando na vida do rapaz.

Agora imaginem a sua cara quando se depara com a lombada de dois dos seus livros (daqueles grossos de capa dura e que ficam bem em qualquer pateleira) toda riscada.

Valeu a sinceridade (algo forçada, diga-se) da pequena artista que acabou por confessar o acto e justificar que não tinha dito logo a verdade porque "não queria ir para o quarto" e desarmou o desolado papá.

Já a mamã teve de se morder toda para não estragar o momento que teve tanto de comovente como de hilariante.



sábado, 2 de janeiro de 2016

Dia 2 de Janeiro a meio e ...

O dia 2 de Janeiro já vai a meio e da criada interna nada.


Algo me diz que este pequeno pormenor diz muito sobre o resto do ano, pelo menos no que à criada se refere.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O dia 1 de Janeiro

O dia 1 de Janeiro é  optimo para nos ficar a jiboiar no sofá  (e o teu é excelente tia DUlce ), enquanto se pensa na morte da bezerra. Ah vida boa!

Assim começa o ano, totalmente diferente

- Bom dia! Feliz Ano Novo!
- Porque é que estás a dizer isso, mãe!
- Porque hoje é o 1.º dia do ano e é tradição as pessoas desejarem Bom Ano umas às outras.
- E porque é que só disseste à mana e não me disseste a mim!
- Mas eu estou a dizer às duas, Tita! Por acaso, a mana está mais perto de mim, mas estou a falar para as duas!
- Ah!