sábado, 30 de novembro de 2013

Apontamentos das Naves









Coisas "diferentes" que ouvi ontem sobre a minha pessoa

1

Ao mostrar o meu cartão de cidadão, num serviço público

-Está tão diferente agora!.

-Sabe porque é que eu tinha o cabelo curtinho nessa foto, não sabe?

-Sim, sei.

A conversa continuou, à volta de cancros e tratamentos, até que o ouvi esta pérola "pois, quem fez quimio sabe que, mais cedo ou mais tarde, lhe volta a acontecer o mesmo".

Engoli em seco perante tanta falta de tacto, contei até 10 e esforcei-me para explicar que quem fez quimio tem alguma probabilidade de ter recidivas o que é bem diferente de vir a tê-las e que eu, pelo menos, não contava vir a tê-las.


2

Ao comentar, com uma colega, o meu desgosto por ser tão desorganizada e ter a secretária num estado caótico.

- Sabes que quem é sobredotado tem sempre umas paranóias!

Com este comentário, super espontâneo, quase rebolei a rir.

Não sei onde é que esta colega, a quem acho imensa piada, foi buscar a ideia de que sou sobredotada (na verdade até me considero um pouco lenta de raciocinio,  a mais das vezes).

Quanto ao facto de ter revelado que acha que eu tenho paranóias (que eu interpretei como querendo dizer manias), pergunto quem as não tem? Pelo menos as minhas não fazem mal a ninguém (que eu dê conta).

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Selecção musical do dia

Porque hoje vou precisar de força e coragem, desde logo para ir acordar as patroas, aqui fica a selecção musical que espero que me povoe a mente até ao regresso a casa (e falo em mente, porque duvido que consiga ouvir música)


Tonto de ti (porque ouvi ontem esta letra dos azeitonas e a achei fofinha)

Os maiores (porque só queria esta força quando assinalar 35 anos de carreira embora desconfie que não será bem assim que estarei na altura; falta de conservantes, talvez)

Simplesmente Bon (porque sim)

Pura garra (porque admiro, e invejo, esta senhora)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crónica de uma morte anunciada

A chupeta da Leonor teve a morte trágica, que contei AQUI.

Isto aconteceu pouco depois de fazer 3 anos.

Apesar de eu temer que ficasse traumatizada, a miúda até reagiu bem.

Pelo menos aparentemente, pois já determinou que aconteceria o mesmo à chupeta da mana no dia em que ela fizer 3 anos.

A pobre Tita já está convencidíssima dessa fatalidade e não se cansa de repetir que o pai vai cortar a chupeta naquela data.

Eu, que não tenho nada a ver com a conversa, é que ando angustiada com a ideia.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sobre a ironia do Bruno de Carvalho e como transformar algo banal num acontecimento nacional.

Depois de ver tanta exaltação sobre este comentário do presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, tive de o ouvir.

É impressão minha ou a malta já não consegue distinguir entre humor/ironia e apresentação de propostas?

É certo que tem muita mais graça tirar afirmações do contexto, esquecendo o tom em que foram proferidas, e fazer disso um cavalo de batalha entre apoiantes de vários clubes de futebol.

Entre outras coisas, ajuda a esquecer as agruras da própria vida e descarregar adrenalina.

 Mas daí a transformar niquices em acontecimentos nacionais ...

Haja pachorra!!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sobre os efeitos do Acórdão do Tribunal Constitucional no pagamento do trabalho suplementer


A pedido de várias famílias, vou continuar os meus comentários ao Acórdão do Tribunal  Constitucional n.º  612/2013.

Para já importa dizer que as dificuldades práticas criadas por este Acórdão derivam, essencialmente, da declaração  de inconstitucionalidade de algumas normas da Lei 23/2012 de 25 de Junho (a chamada 3.ª alteração ao Código do  Trabalho) relacionadas com cláusulas de Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho e não propriamente com a declaração
de inconstitucionalidade de normas do próprio Código do Trabalho.

Um dos exemplos é o relacionado com o pagamento do trabalho suplementar.

No nosso Acórdão pode ler-se ser inconstitucional o Art.º 7, n.º 5 da Lei 23/2012, de 25 de Junho), que transcrevo:


“5 - Decorrido o prazo de dois anos referido no número anterior sem que as referidas disposições ou cláusulas tenham sido alteradas, os montantes por elas previstos são reduzidos para metade, não podendo, porém, ser inferiores aos estabelecidos pelo Código do Trabalho”.

As cláusulas a que se refere são as que prevêem os valores de pagamento do trabalho suplementar.

Isto implica a reposição, a partir de 1 de Agosto de 2014, das disposições de IRCT que disponham sobre:

-        Acréscimos de pagamento de trabalho suplementar superiores ao código do trabalho
-        Retribuição de trabalho normal prestado em dia feriado, ou descanso compensatório por essa mesma prestação, em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia (“laboração contínua”)

(Previstos em cláusula de contrato de trabalho ou IRCT (se aplicável))

Isto porque os nossos juízes conselheiros do palácio Ratton não consideraram inconstitucional o Art.º 7, n.º 4 da Lei 23/2012 de 25 de Junho que prescreve:

"4 — Ficam suspensas durante dois anos, a contar da entrada em vigor da presente lei, as disposições de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho e as cláusulas de contratos de trabalho que disponham sobre:
a) Acréscimos de pagamento de trabalho suplementar superiores aos estabelecidos pelo Código do Trabalho;
b) Retribuição do trabalho normal prestado em dia feriado ou descanso compensatório por essa mesma prestação, em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia.


Assim sendo:

Entre 1 de Agosto de 2012 e 31 de Julho de 2014, independentemente do que estiver previsto nos IRCT em vigor, os valores a considerar relativamente à retribuição horária devida ao trabalhador que preste trabalho suplementar e à duração do descanso compensatório ou ao acréscimo remuneratório devidos, em alternativa pelo trabalho normal prestado em dia feriado são apenas os fixados, respectivamente nos art.º 268, n.º 1 e 269, n.º 2 do Código do Trabalho (na redacção dada pela Lei 23/2012 de 25 de Junho).

Ou seja:


Art.º 268, n.º 1 Pagamento de trabalho suplementar

“1 — O trabalho suplementar é pago pelo valor da retribuição horária com os seguintes acréscimos:
a) 25 % pela primeira hora ou fração desta e 37,5 % por hora ou fracção subsequente, em dia útil;
b) 50 % por cada hora ou fração, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em feriado.


Art.º 269, n.º 2 Prestações relativas a dia feriado


“O trabalhador que presta trabalho normal em dia feriado em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia tem direito a descanso compensatório com duração de metade do número de horas prestadas ou a acréscimo de 50% da retribuição correspondente, cabendo a escolha ao empregador”.

O mais difícil de doar é o tempo

Há dias via, com o meu marido, uma reportagem sobre voluntários que todas as noites andam nas ruas de Lisboa a distribuir refeições quentes aos sem abrigo.

A reportagem tocou-nos e comentámos a admiração que sentíamos por aquelas pessoas, capazes de prescindir do seu tempo para o doar aos outros.

É muito fácil ajudar os outros quando compramos alimentos e os entregamos aos voluntários que decidiram dedicar o fim de semana a recolhê-lhos. O difícil mesmo é deixar de ir ao cinema, ou até ficar em casa na sorna, para estar ali a receber os alimentos.

E foi por isso que fiquei babada de orgulho quando li este post da minha mana benjamin. É isso mesmo miúda, dá-nos uma lição a todos!

domingo, 24 de novembro de 2013

O ideal de vida da minha mais nova








Era o sonho da Tita, viver num monte alentejano rodeada de oliveiras e porcos. Ou melhor dizendo azeitonas e chouriços. E já agora, umas tangerineiras.

sábado, 23 de novembro de 2013

Uma questão de genética

A 6.ª feira começou comigo a receber um rol de queixas sobre a Tita.

Diz a educadora que a pequena anda endiabrada, sempre a distribuir molho e a olhar de esguelha para quem a repreende.

Entre outras coisas, já chegou ao cúmulo de se sentar no chão e fazer as necessidades básicas (líquidas e sólidas) diante da auxiliar da escolinha, com quem estava zangada.

Depois de me contar algumas das travessuras da Tita, a educadora confessou que, entre colegas, já tinham comentado que nem parecia nossa filha (parece que temos imagem de gente pacata); e que, provavelmente teria ido buscar o seu feitio tempestuoso a algum trisavô.

E é verdade. Tudo isto é uma questão de genética. Só não é preciso recuar tanto na árvore genealógica.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ou vai ou racha

Tal como as modas, as teorias pedagógicas vão e voltam e algo me diz que nunca saberemos (exceptuando naquelas situações extremadas) quais estarão correctas.

O método de ensino de inglês que está a ser aplicado nas aulas da Leonor implica que os pais coloquem duas (!!!) vezes ao dia um cd para acompanhar o que está a ser dado nas aulas.

O facto de ser duas vezes ao dia, por si só, já é algo difícil de gerir (o tempo não abunda por estes lados e a viagem até à escolinha é muito curta). E ontem fiquei a saber que, até ao final do ano, só se deve ouvir os episódios 1 e 2.

Para mim, cujo sistema nervoso se revolve com sons repetidos, vai ser uma prova arriscada.

Tenho de admitir que tenho alguma dificuldade em aceitar este método assente na repetição, mas vou dar o benefíicio da dúvida.

Afinal a rapariga já sabe que Fluffy é o nome do cat (já temos progressos), o dog dorme num basket e o Sam the boy trata da bicharada.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Choro da Maria Leonor - direito de resposta

Nos últimos tempos, D.ª Maria Leonor faz um berreiro cada vez que a deixo na escolinha.

Entra no edifício sem problemas, deixa a irmã, sobe as escadas e pendura o casaco no cabide e até veste o bibe.

O problema começa no nomento em que viro as costas. Aí parece que a matança do porco, tais são os guinchos.

Invariavelmente, tento acálma-la e dou-lhe os vinte beijos que me pede. De nada serve e chega sempre o momento em que tenho de me afastar, deixando-a quase a espumar.

Quando vê que não vou voltar atrás, os guinchos sobem de tom e começa a gritar que só quer "dar um beijinho à mãe".

E é este o cenário. Sem tirar nem pôr.

Ainda não percebi bem a razão destes filmes.


1.º porque quem devia chorar era eu, que vou trabalhar enquanto ela fica na boa vida, vai ao teatro (...)

2.º porque NUNCA venho embora sem lhe dar beijos (muitos).

3.º porque mesmo sabendo que a madame fica muito bem entregue, e depressa se esquece da mãe, aquilo não deixa de atormentar o meu pobre coração.

Por isso quando hoje a mãe da MM me disse que se tinha cruzado com a Maria Leonor e que ela estava a chorar porque "queria dar um beijinho à mãe", percebi que tinha de exercer o meu direito de resposta.

Esta cachopa há-de dar comigo em louca.

Conquista efémera

Tita - Mãe, estou a comer cenoura cozida. Olha para mim!

Mãe - Estás filha?!!!  Ai que orgulho, bébé, a mãe fica tão feliz. És tão linda ...

Tita - Olha mãe, olha!

Mãe - Estou a ver, filha.

Sou eu a dizer isto e a Tita a abrir a boca e a deixar escorregar, suavemente, para o prato uma bolinha de cenoura cozida, devidamente envolvida em saliva.

Cutchi, cutchi

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Manhã stressante, no Dia Nacional do Pijama

Hoje, Dia Internacional dos Direitos da Criança, foi dia das cachopas irem de pijama para a escola.

Esperava um amanhecer cheio de risinhos de alegria mas, como é bom de ver, trocaram-me as voltas.

Tudo começou com a firme recusa da Leonor em vestir cuecas. Na sua óptica, se ia para a escola de pijama, devia ir sem cuecas. Tentei demovê-la com 1001 argumentos mas não consegui pelo que tive de recorrer a uma pequena chantagem emocional.

Lembrei-a que, sendo assim, teria de lhe pôr a fralda (é verdade, voltámos às fraldas durante a noite) pois só usa pijama à noite e à noite não usa cuecas.

Resolvida esta questiúncula, foi a vez de a Tita entrar em cena e comelar a gritar como uma louca por querer calçar umas botas.

Lá consegui enfiar-lhe umas sapatilhas à força e arrancámos para a escolinha super atrasadas.

Chegadas à esola, a Tita berrou que nem um bezerro desmamado por não querer as pantufas que, entretanto,  atirou para o fundo do corredor.

Já cega, apanhei as pantufas e entreguei-as (juntamente com a sua irreverente dona) a uma das auxiliares.

Subi as escadas a bufar, para entregar a Leonor no andar de cima.

Aí foi altura de a Leonor dar show e gritar feita louca já nem me lembro porquê.

Ainda bem que o dia do pijama é só uma vez por ano ou enlouquecia de vez.

A malta anda a beber PEPSI a mais, pela quantidade de malucos que se vê por aí


Ontem à noite apercebi-me, ao ler alguns títulos, da polémica causada por ESTE anúncio da PEPSI, mas só hoje o vi com atenção.

E ao vê-lo tudo de se tornou muito claro. Pela quantidade de gente maluca que vê por aí, a malta deve andar a beber PEPSI (ou outro tipo de bebeida com bolhinhas) a mais.

Gostava de saber o que é que se passou pela cabeça dos criadores da campanha e dos responsáveis da marca que a aprovaram.

Já nem falo no duvidoso humor negro.

Falo numa coisa que nos dias que correm, em que anda toda a gente tão sensível e permeável a ideias malucas, vem incitar à violência o que é lamentável.

O que vale é que os suecos são um povo pacato, porque a ideia foi verdadeiramente infeliz.

E isto para não falar da estupidez que é uma marca multinacional querer agradecer a consumidores de uma nacionalidade, esquecendo-se de que está a comprar uma "guerra" com consumidores de outra.

Enfim, a estupidez humana é mesmo ilimitada.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ode aos ovos moles - dias 22 a 24 de Novembro


Local: Museu de Aveiro
Data: 22, 23 e 24 de Novembro


A APOMA – Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro e a Câmara  Municipal de Aveiro vão promover a II Mostra de Doçaria Conventual, Ovos  Moles e produtos da Região de Aveiro, de 22 a 24 de Novembro, no Museu de  Aveiro, como forma de assinalar a protecção comunitária de Ovos Moles de
Aveiro – Indicação Geográfica Protegida (IGP).

A Mostra de Doçaria de Aveiro terá como principais actividades:

 Jornadas Técnicas e lançamento do livro ovos molles: 500 anos, no  dia 22 de Novembro;

 Durante os três dias da mostra estará patente a exposição ovos  molles: 500 anos de história;

 A exposição dos trabalhos realizados por alunos do 1º ciclo do concelho de Aveiro no âmbito do Concurso de Desenho Infantil Ovos  Moles de Aveiro – 500 anos de História poderá, igualmente, ser
apreciada nos dias da mostra;

 Ementa da Ria de Aveiro, no dia 23, contará com o showcooking do  Chef Ricardo Costa que irá elaborar um menu de degustação com  produtos da Região da Ria de Aveiro. No dia seguinte, a acção será
desenvolvida pela EFTA – Escola de Formação Profissional em  Turismo de Aveiro;

 Apresentação da Maior Barrica de Ovos Moles de Aveiro do Mundo,  candidata ao Guiness Book. A pintura da barrica de madeira foi feita pelo artista aveirense Jeremias Bandarra.

E eu que não estarei por cá, sniff, sniff.

Vou ter de me contentar com uma cacholeira e uma miolada ah,ah,ah

Sobre os efeitos do Acórdão do Tribunal Constitucional na majoração do período de férias

A reposição da majoração do período de férias é, após o famoso Acórdão do Tribunal Constitucional .º 612/2013, uma questão que tem vindo a atormentar muitos espíritos, nomeadamente o meu que está fartinho de analisar Convenções Colectivas de Trabalho e tentar interpretar aquilo que estava na mente das partes aquando da negociação.

Como resultado dessa análise tenho de tomar decisões e aconselhar a "dar" ou "não" a famosa majoração, com base daquela que é a minha interpretação jurídica e que, como é natural, não faz lei.

A profissão que escolhi é a prova provada de que muito raramente as coisas são pretas ou brancas, com tudo o que isso possa significar de bom ou mau.

Voltando à vaca fria, e para quem ainda não se debruçou sobre o assunto, aqui fica a base (factual) em que têm assente daqueles que têm sido os meus profundos pensamentos de há uns tempos para cá.

"A reposição da majoração do período de férias, depende de a  mesma estar prevista em Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho aplicável à relação concreta.

Efectivamente, o Acórdão do Tribunal Constitucional 602/2013 declarou inconstitucional o Art.º 7, n.º 3 da Lei 23/2012, de 25 de Junho, que se transcreve

“3 — As majorações ao período anual de férias estabelecidas em disposições de instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho ou cláusulas de contratos de trabalho posteriores a 1 de Dezembro de 2003 e anteriores à entrada em vigor da presente lei (ou seja anteriores a 1 de Agosto de 2012) são reduzidas em montante equivalente até três dias”.

Assim  será necessário, em 1.º lugar, identificar o IRCT aplicável à relação contratual em causa, no sentido de saber se o mesmo prevê majoração do período de férias e em que moldes.

Mais esclareço que a revogação, pela Lei 23/2012 de 25 de Junho, do n.º 3 do art.º 238 da Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro (Código do Trabalho), que previa a majoração do período de férias, não foi declarada inconstitucional.

Em resumo, só haverá lugar à majoração nas situações em que o IRCT aplicável à relação contratual em causa o preveja. Não sendo o caso, ou inexistindo IRCT, não se coloca a questão.

A existir majoração, nos termos acima expostos, ela referir-se-á ao direito a férias vencido a 1 de Janeiro de 2013, já que a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos retroactivos à data de entrada em vigor da Lei 23/2012, de 25 de Junho (1 de Agosto de 2012). Nessas circunstâncias terá de ser apurada a assiduidade dos colaboradores no ano de 2012".

Uff. 








Os 32 meses de uma segunda filha

(foto de Agosto)
 
 
A Tita fez ontem 32 meses e perguntam vocês "onde está a foto tirada no próprio dia, como costumavas fazer com a Leonor, Susana Alice?".
 
Eu respondo: "Está no mesmo sítio do livrinho com os apontamentos sobre as suas primeiras conquistas (andar, falar ...) e do album de baptizado.
 
E vocês perguntam "E onde é isso?".
 
Ao que eu, envergonhada, digo: "Só Deus é que sabe".
 
Esta encantadora menina que é, tão só, o SOL da minha vida "sofre" do mal de ser 2.ª filha.
 
Eu sei que terei alguma dificuldade em explicar-lhe que este "desleixo" da mãe não tem nada a ver com o Amor que sinto por ela, especialmente quando atravessar a fase parva da adolescência, mas sei que a seu tempo compreenderá (quanto mais não seja quando for mãe).
 
Até esse dia acho que vou ouvir muitas vezes a frase que aprendeu por estes dias, e repete à exaustão deixando-nos de sorriso na boca, "Eu não acredito mãe!".
 
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre o novo livro do Hélder Reis e o Museu do Brincar

Ontem fui com as patroas ao Museu do Brincar, assistir ao lançamento do novo livro do Hélder Reis.



Comecemos pelo livro "Clara, a menina das cores" que está lindíssimo pois não só tem um  texto amoroso, como uma belas ilustrações do simpático Ruy Silva.

Os direitos de autor revertem para a Associação Protectora das Crianças, de Valadares, instituição da qual o Hélder Reis é padrinho. E foi bom rever o Hélder, percebendo que mantém a nobreza de princípios que tão bem conheci muitos anos antes de se tornar uma pessoa pública.

Ao apresentar o livro, que utiliza como uma forma de sensibilizar miúdos e graúdos para as graves carências vividas por instituições que acolhem  crianças em risco, o Hélder disse, com graça, que ninguém imagina os custos com pasta de dentes.

Foi uma imagem bem utilizada. De facto, contribuímos (quando podemos ou nos lembramos) com fraldas e papas, mas as necessidades vão muito além disso.

Seguiu-se uma encenação da história feita pela Cláudia Statmiller, que só conhecia de nome, e cujo trabalho fiquei a querer conhecer melhor.

A Cláudia criou uma interacção entre todos e babei-me (quase literalmente) quando vi a Tita, toda tesa e a pensar que é gente, a subir ao palco (a Leonor é mais vedeta e recusou o convite).

Para finalizar, o Museu do Brincar que é lindo de morrer. Para mim, que adoro brinquedos e palacetes, seria suficiente o facto de reunir as duas coisas num único espaço. Mas este museu vai além disse e convida os visitantes a brincar com as peças (o que, de resto, faz todo o sentido).

Hei-de voltar com tempo.

Para quem ficou curioso, é só ir até ao centro de Vagos (que fica ali coladinho a Ílhavo que, por sua vez fica coladinho a Aveiro.

Mais informação AQUI

domingo, 17 de novembro de 2013

Jeito para ralhar

São 11 da manhã, de domingo, e já perdi a conta ao número de acareações que fiz, para perceber quem é que começou a morder, arranhar ou puxar cabelos.

O passo seguinte é, inveriavelmente, levar a menos culpada a fazer o devido pedido de desculpas e dar o beijinho da paz.

Desta última vez percebi que estavam a assumir a culpa na mesma proporção e que os gritos da Leonor se deviam à confusão que os irmão mais velhos fazem, frequentemente, entre o papel de irmão e o de pai.

Depois de acalmar os ânimos disse-lhe "Leonor, não és tu quem tem de ralhar. Quem ralha é a mãe".

A resposta, por mais que tenha dificuldade em admitir, foi certeira. "Mas , mãe, eu tenho mais jeito para ralhar com força !

Mais palavras para quê.


Carta ao Pai Natal

 
 
A Leonor está na, encantadora, fase de escrever ao Pai Natal.
 
Como de burra não tem nada, quando soube que íamos ao shopping assistir à chegada, a Aveiro, do destinatário da carta, decidiu levá-la para a entregar pessoalmente.
 
E, assim, lá foi ela de carta na mão e com umas hastes de rena na cabeça (quem sabe para se candidatar ao lugar).
 
Já a Tita foi por arrasto, e ainda sem ligar muito ao  momento que estava a viver.
 
Talvez para o ano aprecie mais.
 
Queira Deus que continuem a acreditar, durante muitos anos, que aquilo que dizem é ouvido pelo Pai Natal no trenó.
 
 
 





sábado, 16 de novembro de 2013

Metáfora, com creme

A minha relação com cremes é de amor/ódio, mais por preguiça do que outra coisa.

Para a ilustrar, posso dar dois exemplos.

O do dia em que o dermatologista me ia receitar um creme para colocar nas cicatrizes das biópsias e, de repente, olhou para mim, encolheu os ombros e disse "não vale a pena, pois não?".

E o aniversário em que a minha Amiga, e comadre, Dina me ofereceu um "crème hydratante qui fait tout", que é o mesmo que dizer "creme para a face, corpo, mãos e cabelo", um daqueles presentes que encaixou em mim como uma luva.

Mas depois há daqueles dias em que tem de ser. Hoje foi um deles. E a brincar, a brincar já pus creme de mãos duas vezes.

E era essa a metáfora/desabafo.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Vôo da loira

A nossa (das Amigas) loira vai voar para outras paragens num, mais do que merecido, reconhecimento de toda a sua garra e determinação.

A pena que sinto de deixar de a ter duas portas ao lado é, porém, infinitamente menor que a alegria que sinto ao vê-la ganhar asas.

Aqui fica uma música a puxar à lagriminha (mas de alegria), como exige a ocasião.

Boa sorte loira. A malta vê-se nas terapias, que imagino cada vez mais animadas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

20 de NOVEMBRO - DIA NACIONAL DO PIJAMA

O Dia 20 de Novembro, no qual se assinala a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, foi o escolhido pela Associação Mundos de Vida para sensibilizar a sociedade para o direito de as crianças viverem numa família, seja ela biológica ou não.

O modo que arranjaram para essa sensibilização não podia ser mais giro e assertivo pois "utiliza" como veículo as próprias crianças.

Assim, na próxima 4.ª feira, as crianças das creches, jardins-de-infância e escolas de 1º ciclo que aderiram à iniciativa, vão em pijama para a  escolinha.

Para além disso, cada menino tem um mealheiro de papel, em forma de casinha, com o objectivo de até ao dia 20 juntar algumas moedas para ajudar esta causa tão nobre.

De acordo com a divulgação efectuada pela Mundos de Vida, "Em Portugal, há 8.500 crianças separadas da sua família (mais de 95% do total) que vivem em instituições. Muitas podiam crescer melhor no seio de uma família de acolhimento, num ambiente mais terno, seguro e positivo, enquanto não podem regressar para junto dos seus pais.

Vamos ajudar a fazer a diferença. O primeiro passo é sensibilizar para agir e depois para mudar esta realidade, precisamente quando para o ano faz 25 anos a Convenção Internacional dos Direitos da Criança".

Para saberem  mais sobre o projecto, que não se esgota neste dia simbólico, aqui ficam os contactos:
Site: www.mundosdevida.pt
Email: dianacionaldopijama@mundosdevida.pt 
Tel: 252499010

Hoje estou numa de coisas sérias

O Director do IPO do Porto veio a público fazer um apelo, que podem ler AQUI, à doação de sangue.

Ao que parece as dádivas têm vindo a decrescer devido à crise. Confesso que este dado me surpreendeu (e entristeceu) pois, ainda esta semana, tinha ouvido que a solidariedade dos portugueses tem vindo a aumentar.

Mas tristezas não pagam dívidas e há que inverter o cenário. Já sabem que não posso ser dadora, mas mesmo assim posso ajudar, divulgando este apelo.

Vamos lá esquecer medos e fobias. E que a desculpa não seja a intolerância à dor, que fazer a depilação é mil vezes mais custoso.

Seja no IPO, seja noutro lado qualquer, o importante é doar sangue.





terça-feira, 12 de novembro de 2013

Aventuras emocionantes

Num comentário ao post anterior, desejaram-me uma semana com aventuras emocionantes.
 
A expressão fez-me recuar uns bons vinte e cinco anos (glup, glup), até áquela fase em que vivia imensas aventuras deitada no sofá, a ler livros que, invariavelmente, metiam detectives e mistérios.
 
Um pedaço dessas recordações está hoje guardado numas prateleiras, colocadas a mais de um metro do solo, na esperança de que escapem às manápulas destruidoras das minhas crias e que um dia as pequenas venham a viajar tanto naquelas histórias como eu.
 
Isto porque a coisa mais emocionante que, efectivamente fiz na vida real foi andar de pónei na Feira de Março.
 
Nada comparável às peripécias da Patrícia, da Nancy, da Zé, das gémeas e respectivos amigos.
 
 
 
 

A semana começou atribulada

A semana começou atribulada.

Logo de manhã, o secador de cabelo resolveu começar a largar faíscas na minha mão (que até ficou enfarruscada), o que me levou a atirá-lo pelos ares perante o olhar atónito das pequenas.

Ter de sair de casa com o cabelo húmido não deu grande resultado, como está bom de ver, e agora tenho uma vózinha estúpida cujo som alterna entre o de uma cana rachada e o bagaço.

Entretanto, com a pressa, até me esqueci de mudar de sapatos (vá lá que estava de sapatos, senão teria ido trabalhar de pantufas).

À noite, foi altura de a Tita me trocar pela minha irmã mais nova. A ingrata recusou-se a vir com a mãe para casa e quis dormir com a tia.

Que me esperará mais esta semana?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Admito-lhes tudo, menos que coloquem a minha honra em causa

Maria I - O pai é meu, não é teu!; Não és pai?

Maria II - Não é teu, é meu! Não és pai?


50x


Pai, já meio confuso - Sou pai das duas. Ahhh, quer dizer, acho eu.

E assim se baralha um pai e mancha a reputação de uma mãe.

Sentido de conveniência

- Leonor, quero estes brinquedos que estão no chão todos arrumados!

- Eu só arrumo estes; aqueles dois foi a Tita que dessarrumou!

- Desculpa, Leonor, mas não pode ser assim. Cá em casa todos temos de ajudar!

- Já te disse, aqueles foi a Tita!

- Ah, sim? Estás a ver estas cuecas que tenho na mão? São tuas. Se é assim, a partir de agora, és tu quem vai lavar as tuas cuecas. Cada um trata da sua roupa!

- Mas mãe, isso não pode ser.

- Não pode, porquê? Não és tu que dizes que só arrumas aquilo que foste tu a desarrumar?

- Mas mãe, eu ainda sou uma criança !!!

domingo, 10 de novembro de 2013

Alheira e espinafes, nham, nham

Domingo à noite é momento de pensar no menu semanal.


Não chego ao ponto de excelência que é definir as ementas para todos os dias da semana, mas gosto de magicar umas ideias pensando naquilo que tenho em casa.

E é por isso que esta semana vai haver uma receita tâo simples, e rápida, quanto isto:

Alheira (prefiro as de caça) e espinafres, salteados em azeite e alho.

Para acompanhar, batatas cozidas (que é para o estrago não ser total.

Fica a sugestão.





Antes que seja denunciada ao Ministério Público pela Ordem dos Médicos

Antes que seja denunciada ao Ministério Público pela Ordem dos Médicos, cá vai a minha versão dos factos.


É verdade que, desde Dezembro de 2008 (altura em que me foi diagnosticado um linfoma cujo primeiro sintoma se revelou na pele), já vi muitos rabos e mamas, de pessoas que me perguntam se se aquilo que lhes apareceu é parecido com aquilo que eu tinha.

Esta bizarria já que aconteceu nos mais variados contextos, nomeadamente trabalho e esteticista.

Não é algo a que ache muita piada, mas também não me incomoda por ali além.

 Era bem pior quando, na fase da quimio, me contavam histórias de vizinhas, primas, e conhecidas de primas, que tinham sofrido muito com os efeitos secundários dos tratamentos.

Voltando ao assunto, sou "consultada" com alguma frequência mas, obviamente, não consulto.

Limito-me a olhar, tal como pedem, e, invariavelmente, dizer a única coisa que faz sentido dizer "é melhor procurar um médico. Pelo menos, não fica a pensar nisso".

sábado, 9 de novembro de 2013

A família cresceu

 
Quando chegámos a casa da avó Silvina tivemos esta surpresa.
 
Apresento-vos o Boneco, o novo membro da família que veio para alegrar os nossos dias (especialmentes os da dona, que merece toda a felicidade do mundo).
 
 





E é que ligou mesmo

Tal como previa, quando ontem me lamuriei aqui, a minha Amiga Dina ligou a descansar-me, dizendo que eu sempre me baralhei muito.

Mas não, sem antes, deixar claro ao mundo (via facebook) que a minha dificuldade não é distnguir entre a esquerda e a direita mas sim diferenciar uma estrada que vai em frente de outra que vira para a esquerda.

Esta história tem uns bons 10 anos e remonta aos tempos em que íamos juntas para Coimbra, durante a parte teórica do estágio (saudades desse tempo).

Em resumo, estarei igual ao que sempre fui o que não tenho bem a certeza de ser muito abonatório.

O Natal começou a chegar cá em casa

Com uns dias de atraso, em relação à Venezuela, o Natal começou a chegar cá a casa.

E voilá, cá estão as fotos tiradas na escolinha (com as minhas desculpas ao fotógrafo, pelo assassinato que fiz ao tentar replicar a sua obra)



 
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Como é que se diz gato em inglês?

-Mãe, sabes como é que os meninos, que falam inglês, dizem gato?

- Não, Leonor. Como é?

- É Fluffy

-Não Leonor, gato diz-se cat; Fluffy é o nome do gato.

- Ah (respondeu ela, pouco convencida)


PS

Vamos acreditar que, com o tempo, o método de ensino inovador que consiste em ensinar inglês como se fosse a língua materna, com base no "talento natural da criança para absorver uma língua do seu ambiente, através da repetição auditiva e do reforço positivo", começará a surtir efeitos.


Perdida no tempo

Esta semana passou, literalmente, a voar por mim.

A coisa foi ao ponto de ontem ter saído de casa convencida de ser 4.ª feira e, portanto, a tempo de responder ao e.mail de uma amiga que me convidava para almoçar na 5.ª.

Afinal já era 5.ª feira o que, à partida, seria bom por significar estarmos mais perto do fim de semana, mas acabou por me deixar chateada.

A verdade é que ando meia perdida no tempo, com imensa dificuldade em situar-se. Já perdi a conta às vezes em que disse a alguém coisas do género "mas isso é só dia 15" e me responderam "já estamos a 14".

Relaciono estas confusões com aquele período da minha vida em que foi tudo supersónico (Dezembro 2008/Março 2011) e se resume em "tem linfoma, mas com 99,9% de certeza ficou tudo resolvido; nascimento da Leonor; ah, afinal o linfoma é estadio IV; quimioterapia para as veias; olhe, está grávida; nascimento da Benedita.

Esta história, que meteu drogas pesadas, deve ter mexido aqui em qualquer neurónio mais sensível, imagino eu. Ou é disso ou dos 2 cabelos brancos recentemente descobertos na minha cabeleira.

Claro que assim que a minha Amiga Dina ler isto, me vai ligar a dizer "olha lá, tu sempre foste confusa; és aquela que não distingue a direita de esquerda, lembras-te?" e sei que vou ficar tranquila, por mais alguma tempo.

 Mas a verdade é que a dúvida  quanto à origem desta minha, chamemos-lhe, particularidade  me chateia.




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Apetece-me fugir ...

 
... quando chego à sala e a encontro neste estado. O que acontece, basicamente, todos dias.
 
 

Honras que eu dispensava

- Ouvir, sonoros e sucessivos, chamamentos de " mãe, já estáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!", vindos da casa de banho (quando em casa estão mais 3 pessoas que poderiam fazer o mesmo que precisam que eu faça).

- Passar a noite a ouvir "mãeeeeeeeeeeeeeee, a minha pêpê".

-Estar ao telefone e ter uma cachopa, agarrada às minhas pernas, a gritar "mãe, quero falar contigo!!!".

-Ter companhia até na casa de banho (às vezes ao colo, se é que me faço entender)


A minha rica mãezinha tem a teoria (vinda não sei de onde) que eu sempre desejei esta idolatração por parte das minhas filhas.


Se desejei, não sei. O que sei é que acaba por ser um bocadinho cansativo.

Mas como diz a minha Amiga Eva Andrade, tenho é de aproveitar. Descanso daqui a uns tempos, quando já só me chamarem para pedir dinheiro.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sobre o acaso, em conversa com um homem da ciência

Em conversa com um homem da ciência, dizia eu que "nada é por acaso".

A explicação que o meu interlocutor deu, para aquilo de que falávamos, fez-me corar de vergonha.

 Dizia ele que, efectivamente,  nada é por acaso mas sim por vontade de Deus.

Corei de vergonha pela forma, leviana, como estava a abordar a questão, quase esquecendo Aquele em quem acredito. Mas também por o lembrete ser sido dado por alguém que, supostamente, estaria mais voltado para a Razão do que para a Fé.

A conversa ficou-me gravada na mente e, nem de propósito, ao ler a revista da OA deparei-me com esta frase, que deixo para reflexão "Aquele que não deixa nada ao acaso raramente fará coisas de modo errado, mas fará pouquíssimas coisas".

George Halifax

PS
E assim estou eu esta noite, em modo de pensamentos profundos


37 anos se passaram desde este dia

Já se passaram 37 anos, desde o dia em o jovem casal  que me deu vida jurou Amor eterno.

A eles devo tudo, desde o material genético (de altíssima qualidade, como se tem visto) até aos princípios, passando por muito Amor.

Neles sei que tenho sempre refúgio  e "aquela" ajuda para continuar as estragar as minhas filhas com mimo.

Que posso mais dizer, senão que tenho os pais perfeitos, cujo exemplo de dedicação e companheirismo me há-de guiar toda a vida.

Apesar de, por vezes, parecerem os velhos dos Marreta, o certo é que estão sempre lado a lado, a partilhar alegrias e dividir tristezas. E é assim que deve ser e por isso os admiro tanto.

Parabéns pelas bodas de aventurina.



PS Ao pesquisar sobre quais seriam as bodas comemoradas aos 37 anos de casamento, descobri serem as de aventurina.

Como desconhecia a palavra, lá tive de continuar a pesquisa tendo ficado a saber que "A aventuria verde pode ser colocada sobre qualquer parte doente ou desequilibrada do corpo, para refletir o raio verde de cura na aura, bem como injetar sua essência diretamente no corpo físico.
Aventurina verde é conhecida pela sua força dinâmica para acalmar, curar e equilibrar.

E é isto, anda a malta a correr para os médicos, e a tomar drogas, quando afinal podia curar tudo à pedrada. Fantástico.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Presidente venezuelano decretou chegada do Natal a 1 de Novembro



Aqui está a prova de que Natal é quando o Homem quer. No caso, o homem é Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela que decretou a chegada do Natal a 1 de Novembro, como forma de "derrotar a amargura".

Goste-se ou não, da ideia e do homem, temos de admitir que a ideia é fofinha.

Pelo menos a mim fez-me sorrir, tornando o dia mais doce.

Amizades no facebook e afins

Na semana passada recebi duas "queixas" de Amigas que diziam que até se esqueciam de me telefonar pois, ao ler o blogue, sentiam alguma proximidade e sabiam estar tudo bem comigo.

Esta será uma das desvantagens de alimentar um blogue pois, de certa forma e conttrariamente ao que parece, pode causar algum distanciamento das Amigas (de referir que no caso destas duas Amigas o distanciamente é meramente físico, pois estamos grudadas nos corações umas das outras.

O facto de escrever larachas e sobre situações engraçadas que me vão acontecendo não significa, necessariamente, que esteja tudo bem.

Isto porque as coisas que estão menos bem são, por variados motivos, para resolver no ombro e colo da família e Amigos físicos (ou virtuais, mas em conversas privadas).

Sou, como sabem, grande fã das redes sociais, que vejo como uma grande janela para o mundo e, sem dúvida, mudaram a forma de relacionamento entre as pessoas.

Só não acho que tenham mudado o conceito de Amizade e é por isso que quando nos perguntam, como ainda ontem me aconteceu, "és minha amiga no facebook?" temos de contextualizar a questão.

Ser "amiga no facebook" é diferente de ser Amiga. Os Amigos são aqueles que conseguem roubar 5 minutos, que sejam, do seu tempo para nos aturar as neuras e pancas ou acompanhar-nos a uma sessão de quimio.

Os "amigos do facebook" são aqueles que, como nós, fazem parte de uma imensa rede global na qual se vão partilhando ideias, textos, músicas, insultos (...) mas que não passam disso mesmo "amigos do facebook".

Obviamente que existem situações particulares, nas quais essas amizades virtuais passam para o campo físico e ainda bem, mas mal de quem só tem "amigos no facebook".

É por isso que tenho dificuldade em perceber os lamentos de quem se sente melindrado pelo facto de os quinhentos e tal "amigos do facebook" não comentarem os seus posts, achando que só adicionaram a pessoa para cuscar a sua vida.

Para já só cuscam aquilo que deixarmos, pois somos nós que definimos aquilo que queremos expor, depois não se pedem likes como prova de Amizade (ou algo estará muito mal).

Há que separar as águas, Amizade é Amizade; amizade no facebook é amizade no facebook (eventualmente o termo "amigo" terá sido mal escolhido pelos gestores desta rede social). Ou, como diz a minha mãezinha "roxo é roxo e lilás é lilás".

Há algum tempo que andava a pensar nisto e o post acabou por ser despoletado por um comentário da Orquídea Pires, com o qual me identifiquei bastante. Cá está ele, tal como havíamos falado :)


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Homem ou mulher?

Curiosa a decisão desta modelo, cuja ferramenta de trabalho é a beleza, de tentar alterar o seu aspecto físico para se  assemelhar a um homem e continuar a exercer a sua actividade profissional.

Deve ser a isto que se chama versatilidade.

Daquilo que a foto deixa perceber, parece-me um homem feminino demais, para meu gosto, mas não deixo de apreciar a coragem, especialmente se servir para dar ânimo àquelas mulheres para quem a decisão de rapar o cabelo não foi motivada por questões de ordem estética.

CAMPANHA PARA INSCRIÇÃO DE NOVOS DADORES DE MEDULA ÓSSEA - AVEIRO


Gente da minha terra. Se ainda não são dadores de Medula Óssea têm agora uma oportunidade imperdível.

Infelizmente, pelos motivos que sabem, não posso dadora. 

Graças a Deus não precisei de um dador, mas poderia ter sido essa a solução.


Campanha para Inscrição de novos Dadores Medula Óssea

8, 16, 22 e 30 entre as 9:00 horas e as 13:00 horas, e  nos dias 13 e 27 (4ª.s feiras, das 16:00 horas às 20:00 horas) no posto fixo da ADASCA (Mercado de Santiago)


Dia 10 de Novembro entre as 9:00 horas e as 13:00 horas no Salão da Junta de Freguesia de Cacia (junto ao apeadeiro da CP e Centro de Saúde local).

APAREÇAM!

(Divulgação da ADASCA)


Dom de iludir

Depois do nosso, frustrado, almoço romântico fomos até ao mercado da Costa Nova.

Estava eu a passear no meio das bancas do peixe, quando uma peixeira me olha nos olhos e me diz "quer um polvinho, minha querida? Está a 4, 5€, mas a si faço-lhe a 4€".

Não sei se sou eu que ando carente, a peixeira é uma excelente comercial que me fez sentir única, ou as duas coisas.

 Só sei que vim de lá com uma sacada de polvo, eu que nem acho piada nenhuma ao bichinho.

domingo, 3 de novembro de 2013

Ainda há gente boa neste mundo e grão a grão enche a galinha o papo

No último post falava da crueldade humana, mas a verdade é que ainda há gente boa neste mundo.

Há dias, quando ia pagar o parque de estacionamento, uma desconhecida que ia tirar o carro esticou o talão dela e disse-me "está pago até às 18h51m, quer aproveitar?".

Estava eu a procurar o telemóvel, para ver as horas, quando ouço alguém "então ainda dá para meia hora!".

Olhei e vi que era o fiscal da empresa que gere o estacionamento aqui no burgo
 (só a título de curiosidade, devo dizer que tenho a maior admiração pela empresa para a qual este senhor trabalha, que deve ser uma das maiores empregadoras da Região a avaliar pela quantidade de funcionários que tem em cada m2 de estacionamento pago).

Agradeci à senhora, ao fiscal, aceitei o talão e fui pô-lo no tablier do carro.

O gesto daquela desconhecida poupou-me 50 cêntimos.

Pode não parecer muito mas, se pensarmos bem, basta poupar 50 cêntimos por dia para chegarmos ao fim do ano com 182, 50€ no mealheiro.

E é assim, temos de ser uns para os outros!

O ponto a que chega a crueldade humana

A humanidade está perdida.

Há crianças* que acordam aos gritos, às 07h00 da manhã de um sábado, acordam a família toda (e provavelmente a vizinhança), entre a qual se encontra uma criança de 2 anos que fica assustada pelo estardalhaço.

Até aqui tudo seria  quase normal.

A crueldade deste pequeno ser humano é especialmente visível pelo facto de, após a mãe ter acalmado a mana mais pequena e se preparar para a acalmar a ela, ter adormecido profundamente como se nada fosse, deixando-as feitas parvas no meio do quarto.






* Pelo menos cá em casa

sábado, 2 de novembro de 2013

E quem não tem placas de lasanha ....

... pode usar macarrão ou outro tipo de massa.

Sou uma rapariga que, com frequência, começa a construir as casas pelo telhado.

Há dias resolvi fazer lasanha de marisco. Tudo correu lindamente até ao momento em, depois de tudo cozinhado, que resolvi pegar na caixa das placas de lasanha e percebi que não chegavam para aquilo que precisava.

Depois de me insultar interiormente, resolvi pôr a cabeça a funcionar e decidi cozer macarronete "al dente", que misturei com o marisco e bechamel, cobri com queijo ralado e levei ao forno a gratinar.

A ideia luminosa não é da minha autoria, mas achei interessante partilhar este improviso que resultou muito bem.

Almoço romântico

Resolvi desafiar o meu marido para uma saída dois.

Pensando eu que seria mais fácil empandeirar as miúdas durante a tarde do que à noite, pedi aos meus sogros que ficassem com elas para ir almoçar com o filho deles.

Sempre solícitos, lá vieram os avós de Ermesinde até Aveiro. O plano era simples, os avós levavam as netas a almoçar a um restaurante e nós  íamos almoçar os dois na outra ponta da cidade.

Assim que alapámos o rabo no restaurante, tocou o telemóvel. Era o meu sogro, desesperado porque a Leonor estava a chorar como uma Madalena pela mãe. O papá ainda tentou acalmá-la à distância mas não houve hipótese.

Resultado, avós e netas tiveram de sair do restaurante onde tinham acabado de entrar para ir ter com os pombinhos que, entretanto, mudaram de uma mesa para duas pessoas para outra de seis.

E assim acabámos por ter um romântico almoço familiar.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sapatos da marca lançada pela Rihanna são feitos em Portugal



O que é português é bom e esta é só uma das provas.

É o bomque é terminar uma semana de trabalho com notícias como esta.

Pena que haja muitos novos ricos, parolos, que achem que ir comprar sapatos a Itália é que é chique.

Desventuras da mãe de um morcego

Este ano, a "popessora" Bela fez umas asas de morcego para os meninos da sala cor de rosa e pediu aos pais que os vestissem de preto.

Desorganizada como sou, resolvi procurar a camisola preta com antecedência pelo que me dediquei à tarefa no fim de semana passado.

Encontrei a dita camisola e fiquei toda orgulhosa desta tentativa de me organizar. Claro que estranhei não ver a camisola durante a semana, mas pensei que a teria pousado numa das prateleiras e a encontraria facilmente.

Chegado o grande dia, pelas 07h30m, estava eu a sacudir um lençol saído da máquina de lavar roupa, vejo uma camisola preta a voar.

Estava desfeito o mistério. A bendita camisola tinha ido, por engano, para lavar.

Temi logo pela minha vida, já que tinha de sair de casa daí a pouco com uma aspirante a morcego cheia de expectativas.

Acho que nunca fiz tanto step na vida, tal foi o subir e descer escadas para controlar os aquecedores e a posição da camisola (só faltava incendiar a casa à conta do Halloween).

Stress à parte, a missão foi superada e a cachopa teve a camisola seca a tempo.

À noite juntou-se um grupo, muito simpático, de crianças, pais e "popessoras" e lá fomos pelas ruas brincar ao "doces ou travessuras".