sábado, 31 de janeiro de 2015

Tinha de dar casamento

Numa das nossas primeiras saídas, ainda na fase do conhecimento, deixou-me pegar mal na raquete de ténis mesmo sabendo que iria ficar com dores no pulso e não facilitou o jogo (alegadamente para eu não achar que se estava a armar).

Poucos dias depois, deixou-se pagar o meu jantar (qual cavalheirismo qual quê).

Já eu, disse logo que o meu sonho era casar e ter filhos (tipo, ou vai ou racha).

No dia em que começámos a namorar, deixou-me a secar uma hora (diz que fez mal as contas à distância Porto - Aveiro).


Há histórias que têm mesmo de dar casamento e esta é uma delas.

Então vamos lá ao 3.º

Ah,ah,ah

Acho imensa piada às reacções que vejo à minha volta sempre que alguém fala na hipótese de eu ter um 3.º filho (e ainda mais piada ao facto de interpretarem tudo o que digo como uma alusão à criancinha, o que faz parecer que a coisa está traçada no meu destino).

Nos meus sonhos de juventude, sempre estiveram presentes 3 filhos e é por demais evidente que gostaria de os concretizar. Éramos 3 lá em casa e não faltava animação (ou barulho).

Mas (e há sempre um mas) essa é uma decisão que envolve muita coisa e muita gente.

Desde logo pressupunha a concordância do meu homem (que não está para aí virado), estando completamente fora de questão enganá-lo (isto agora foi para o descansar)..

Depois, há que pensar no resto da família e atenção que requer (desde as mais pequenas à mais velha; essencialmente esta).

Claro que se acontecesse, o cachopo (que quase de certeza seria uma cachopa) não ia para a roda dos enjeitados.

Face ao exposto tenho a anunciar que o nosso 3.º será este porquinho da índia de focinho branco (aqui com poucas horas de vida), lindo de morrer, que está prestes a vir cá para casa.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

E viveram felizes para sempre


"E viveram felizes para sempre".


Vitória. Vitória, acabou-se a história.


História contada, história arrumada".


Todas as santas noites, Ariana, ouvia aquela "conversa para boi dormir".


Já em criança se questionava se a mãe acreditava mesmo nas histórias que lhe contava.

Bem a ouvia a contar à vizinha, a história do casamento de sonho da prima Maria Eduarda e do Carlos que saíram da igreja numa charrete puxada por cavalos brancos e se divorciaram ainda os pais estavam a pagar os empréstimos feitos para pagar a boda.

E nas revistas cor-de-rosa, guardadas religiosamente pela senhora da limpeza, só via sequências de fotos nas quais as juras de amor eterno efectuadas em alto mar, acabavam em sessões públicas de lavagem de roupa suja e disputa pela guarda de criancinhas que mais pareciam armas de arremesso, feitas em biscuit.

À medida que ia crescendo, aumentava em Ariana a percepção de que algo não batia certo naqueles finais de história.

Pois se o caminho estava a começar, como era possível garantir felicidade eterna?

O caminho faz-se caminhando, como diz aquele poeta castelhano que a professora de filosofia passa o tempo a citar.

“Viveram felizes para sempre”. Dito assim parece estar-se a falar de uma casa começada a construir pelo telhado. Não admira que entre em colapso em três tempos.

O padre Albano já tinha explicado na catequese que não existe felicidade eterna. É a dor que faz crescer e fortalecer o Amor, logo a “felicidade para sempre” não passa de um mito inventado por algum “fazedor de ilusões”.

Se o Homem fosse uma régua e o caminho um esquadro, recta seria a vida e lineares as emoções.

Ou estaria enganada? Gostava de pensar que sim, que iria conhecer o seu príncipe encantado ao virar da esquina e, com ele, construir os alicerces da casa.

Hoje é dia de ouvir Sitiados


Uma das bandas que ouvi bastante, durante a adolescência, foi os Sitiados.

Há 5 anos faleceu o vocalista João Aguardela (de cancro); agora o baterista Fernando Fonseca (também de cancro).

Hoje é dia ouvir SITIADOS, em memória deles e de todos os outros.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Adeus Amigo

 
Sou menina do papá e aos 18 anos recebi um carro novinho em folha (até metia dó tanta arranhadela naquela caixa).
 
Quando chegou a hora de o trocar, chegou também a hora de ser eu a pagar a factura.
 
Talvez por isso (aliás, de certeza) me custe tanto a despedida que não era suposto ser tão cedo.
 
Mas como alguém costuma dizer, "é a vida".
 
Adeus Amigo.

PAZ

Povos de todo o mundo uni-vos no combate às guerras que de santas só têm mesmo o nome!
Pois não há nada de santo em matar e torturar, a qualquer título, seja o nosso alvo inocente ou o mais cruel dos vilões.
A justiça dos homens não tem poder sobre a vida e a Deus não exige sacrifícios humanos.
Guerras são, tão-somente, guerras e significam tudo menos liberdade.
Livremo-nos pois, e de vez, do jugo causado pela cegueira que é o ódio.
Nascemos providos do livre arbítrio que nos permite escolher caminhos e causas.
Usemo-lo em consciência e sem que isso implique justificar os nossos actos ignóbeis e inumanos com a vontade de seres superiores.
Saibamos merecer a liberdade pela qual lutaram os nossos pais e avós. Saibamos assumir os nossos medos e erros. Assumamos a responsabilidades pelas nossas escolhas.
Lutemos assim pela liberdade que tanto ansiamos.
Uma liberdade comedida, porque limitada pela liberdade dos nossos iguais.
Uma liberdade que seja sinónimo de pensarmos por nós e não como meros carneiros que seguem, obedientemente, o seu pastor.
Sejamos como as andorinhas, livres de partir sempre que sentimos o apelo mas nunca perdendo o norte e saboreando o regresso a casa que ocorre em cada Verão.
Rememos todos no mesmo sentido e que a liberdade chegue como reveladora de igualdade subjacente à condição humana, independentemente do género, raça, estrato social ou crença ideológico.
Acreditemos nesta possibilidade e nela apostemos como quem aposta num cavalo de corrida pois sem acreditar não vale, sequer, a pena sonhar com o dia em que seremos verdadeiramente livres.
Não deixemos a liberdade ao critério do legislador e à sua imposição do que podemos ou devemos fazer.
Liberdade não é anarquia, nem imposição.
Liberdade é aquilo que quisermos, desde que assente no respeito pelo outro e na garantia de que todos têm igual oportunidade para se sentirem felizes e realizados.

Sejamos deste modo livres. Livres para amar sem exigir contrapartida.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Em defesa do 2.º filho

O meu excelso marido que raríssimas vezes partilha algo no facebook, resolveu partilhar ESTE texto sobre filhos e testes ao casamento.

O texto é giro e subscrevo-o mas tenho de me insurgir contra a forma como o papá das minhas filhas o utiliza e que tem como intuito atemorizar aqueles que pensam ter um 2.º filho.

É verdade que, pela nossa experiência, a verdadeira mudança na vida de casal aconteceu com a chegada da Tita.

Para isso contribuiu, desde logo, o facto de nunca termos tido grandes divergências relativamente aos hábitos de cada um (a tampa da sanita levantada nunca me incomodou por aí além) mas também a sorte de a Leonor ser daqueles bebés que começou a dormir a noite toda a partir do 1.º mês de vida.

Depois chegou a Tita, um verdadeiro furacão em termos de personalidade.

E claro que o tempo é menos (tem de se dividir), a paciência e o cansaço também.

Mas a recompensa é tão grande que, havendo Amor e bom senso, o casal supera.

Por isso, não hesitem. Vão ao 2.º e ao 3.º .....

Receitas da Tita

Por estes dias, a educadora da Tita propôs às famílias que escolhessem uma receita especial, a escrevessem e fizessem um desenho da mesma.

Sendo o trabalho para a pequena, achei por bem que fosse ela a escolher a receita. Imaginei que tivesse alguma dificuldade, pois é muito "lateira" (como diz o avô Fernando).

Mas a Tita não foi de modas e resolveu facilmente a questão.

Vai daí, optou por uma massa com carne ... ah, .... e chouriço .... e .... camarão .... e por aí fora.

Basicamente, e segundo percebi, será só cozer a massa em água e sal, escorrê-la e misturar tudo aquilo que houver no frigorífico.

Fica a sugestão para donas de casa sem ideias.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Para começar o dia

- Mãe,é a 1.ª vez que vestes essas meias, não é?


- Isto não são meias, Leonor, são leggings.


- Está bem. Mas também não te ficam lá muito bem, pois não?

(Re)viver

Não sabia em que dia da semana estava, muito menos que horas eram.
A sensação que tinha era a de que um nevoeiro enorme se havia instalado dentro da cabeça.
Fazia anos que não chorava. Desde o dia, há já 45 anos, em que lhe telefonaram de Angola a dizer que o marido, o único homem que conhecera e a quem jurara amor eterno, havia partido para sempre e sem avisar.
Naquele instante desabou em lágrimas. Pensou no que diria aos filhos e aos sogros. No pouco que seria saberem que tinham um anjo-da-guarda.
Depois disso o seu corpo gelou e, juntamente com ele, as lágrimas. Vestiu-se de preto e só se permitia um apontamento de cor na roupa que vestia, azul como o céu para onde ele partira.
Até àquele momento em que, enquanto arrumava uma gaveta, encontrou um envelope envelhecido,
Nunca mais se tinha lembrado daquela carta, a primeira que o marido lhe enviou assim que chegou a Angola.
Com o coração a cavalgar, apertou o papel contra o peito. Seguidamente aproximou-o do nariz, na ânsia de tornar a sentir aquele cheiro a lavanda tão próprio do seu amantíssimo marido.
Quis reler as suas palavras, mas senitu medo do efeito que teriam.
Estava morto. Não voltaria. Para quê desenterrar um passado que já sabia irremediavelmente definitivo?
Pensou rasgar aquela carta, entretanto molhada pelas lágrimas que teimaram em rasgar-lhe os olhos. De repente ganhou coragem, limpou os olhos à ponta do avental azul e começou a ler a carta.
A resposta estava ali, naquele último parágrafo, que anos antes lhe tinha soado a frase feita.
“Porque estaremos sempre juntos, seja na terra seja no céu. Recebe um beijo do eternamente teu, Júlio”.
Ele estava vivo e tornariam a abraçar-se.

Até lá era ela que tinha de voltar a viver.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O cancer serve para tudo. Até para vender chouriços!

- Experimente menina, experimente. Este chouricinho é todo natural; até a pele pode comer. Não é como aqueles que se vendem pr´á aí, todos artificiais. Aquela pele é de plástico, sabe? Se a comer pode ganhar cancer nos intestinos, que aquilo fica lá tudo colado.


E é isto. O cancer ao serviço do lobbie dos enchidos transmontanos!

Conhecimento

Nas costas dos outros lia as suas, mas aquilo que ouvia dizer não coincidia com a imagem reflectida pelo espelho.
Lembrou-se então de uma frase lida algures “ninguém pode ser escravo da sua identidade. Quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar”, e invejou o seu autor pela coragem de se libertar do seu eu e procurar “eus” alternativos.
Veio-lhe também à memória uma entrevista na qual Madonna, o seu ídolo de juventude, falava sobre a Cabala e os quatro tipos de identidade que acredita existirem (Cósmica, terrestre, cultural, pessoal).
Quais destas identidades poderia controlar?
De si só sabia, percebia-o agora, chamar-se José Silva, morar num bairro do subúrbio de Lisboa e trabalhar numa fábrica de moldes.
Quem era e porque o era assim? Era assim que queria ser?
Precisava desesperadamente de encontrar respostas para estas questões e só o conseguiria quando se conseguisse ver, sem ter a visão toldada pelas ideias pré-concebidas que a sociedade impõe.
Mas como, se essa clarividência só os recém-nascidos a têm? Tinha de mudar de identidade.
Cada vez mais confuso pensou mudar de nome. Duarte Salvador. Agradava-lha a sonoridade e força deste nome.
Dirigiu-se então ao Registo Civil onde lhe disseram que teria de fazer um requerimento muito bem fundamentado dirigido a um Ministro qualquer e pagar uma taxa, não havendo certeza quanto ao seu deferimento.
O nome era seu mas não o podia alterar livremente.
Exausto, chegou a casa e desejou dormir durante 30 dias. Talvez nos seus sonhos conseguisse calçar os sapatos de outro alguém e viver fora de si.
Enquanto esperava o sono, surgiu-lhe uma ideia. Levantou-se, encheu uma mochila com garrafas de água e latas de conserva e dirigiu-se ao Museu do Conhecimento.
A entrada era livre ao domingo de manhã. Aquela seria a sua casa no próximo mês.


domingo, 25 de janeiro de 2015

Há muitas formas de abraçar



Golooooooooooooooo!


“Boa, miúda. Acabaste de dar o campeonato ao Estrela. Dá um abraço ao tio”.


Acordou enjoada e banhada em suor.


Outra vez aquele sonho, sempre à mesma hora, que lhe trazia à memória um cheiro a  bagaço misturado com tabaco de mentol.


Não se lembrava de ter paz. Bastava fechar os olhos para o ver. Camisa de flanela aos quadrados, calças de ganga coçadas entrepernas, rosto ossudo, bigode amarelado pelo fumo.


A mãe, sempre a insistir com o "dá um abraço ao tio", sem perceber o porquê de a miúda ser tão “bicho do mato”, como dizia a quem assistia à cena.

O tio sempre a aproveitar as ausências da mãe, que trabalhava de sol a sol para a sustentar a ela e alimentar os vícios do irmão mais velho.


Muitas vezes desejou ter nascido sem braços. Tantas quantas aquelas em que se lembrou da forma como Judas denunciou Jesus Cristo. Com um beijo.

Determinada a não voltar a abraçar ou beijar alguém, ocultou todos os traços da sua feminilidade. Cabelo à “pente 2”, roupa larga, unhas roídas até ao sabugo.

Assim se fechou para o mundo, até ao dia em que reparou naquele rapaz que tocava piano no bar da esquina. Espantou-a a destreza com que percorria o teclado, usando um só braço. O único que tinha.

Interrogava-se como teria perdido o braço, incomodada pela tranquilidade que tal facto lhe inspirava.

Esperou pelo fim da actuação e meteu conversa. Falaram durante horas e assim foi todas as noites seguintes, até que ele percebeu o seu medo de abraçar e a olhou fixamente nos olhos como que a pedir-lhe que baixasse a guarda.

O desconforto inicial cedeu perante a intensidade daquele olhar azul que a envolveu.

Naquele instante percebeu existirem muitas formas de abraçar. Com tempo, havia de  conseguir.

Coisas que 2015 já me trouxe

Quase um mês passado, começo a reflectir sobre aquilo que 2015 já me trouxe.

Uma gripe, com direito a febre e antibiótico (uns 15 dias depois de uma outra gripe, igualmente chata) e um cansaço similar ao de quem passa o dia a partir pedra (pelo menos é assim que o imagino).

Miúdas doentes (uns 15 dias depois ...., blá,blá,blá).

Um carro, com menos de 8 anos, a caminho de ser vendido para peças.

Em contrapartida tive o S. Gonçalinho, a Violetta aos sábados e domingos de manhã (not).

Bem vistas as coisas, está tudo mais ou menos (des)equilibrado.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Traumas de irmã mais velha

A minha avó é a irmã mais velha, de 3, tal como eu.

Em tempos de carestia cabia-lhe a cabeça da sardinha.

Nunca passei por nada semelhante e o mais próximo que vivi (mal comparado) foi calhar-me sempre o lugar do meio no carro que, para quem não sabe, é regra geral o mais incómodo.

Hoje foi ver-me nos stands de Aveiro a entrar para o banco de trás dos carros e sentar-me no lugar do meio.

Traumas de irmã mais velha. Só pode.

Às vezes ouso

Às vezes ouso
Ou penso ousar
Ser pássaro sem pouso
Voar só por voar

Mas logo recuo
Pobre em coragem
Fecho-me num amuo
Que interrompe a viagem

Às vezes imagino
Se isso é imaginar
Ser obra do destino
Nada em mim puder mudar

Sem espaço para o fracasso
No ramerrame dos dias
O futuro deixo ao acaso
Num sei lá de fantasias

Isto pode acontecer-vos

Só para avisar os pais dos meninos que faltarem às festas de aniversários das minhas filhas que ISTO pode acontecer-vos!

Só para que não digam que não sabiam. Ah.Ah.Ah.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Qué?!!!!

Era eu uma jovenzinha recém-licenciada quando, no âmbito de um protocolo entre a minha Ordem e um organismo público, me colocaram a fazer atendimento telefónico ao público.

Formação - muito pouca;  podem imaginar o stress e a "qualidade" de algumas das informações que dali sairam.

Em todo o caso foi uma escola, e respeito muito quem exerce esse tipo de funções.

Sem generalizar tenho tido algumas minhas experiências surreais no contacto telefónico com serviços públicos.

Desde a senhora que, depois de me deixar colocar a questão me responde "pois, mas já passa das 17h, já não ser possível dar-lhe resposta (sendo que segundo o site, o atendimento era até às 17h30) até à senhora que exclama, em tom tão escandalizado quanto espontâneo, "gases fluorados, qué isso"?!!! (trabalhando num organismo relacionado com o ambiente).

Algo vai mal na formação dos nossos recursos humanos (se bem que "há deles" que nem à martelada lá vão).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Preservar a fertilidade depois do cancro

Não é a 1.ª vez que falo na preservação da fertilidade depois do cancro, mas nunca é demais retomar o assunto.

Cada vez mais jovens, homens e mulheres, são diagnosticados com cancro em idade fértil e um dos possíveis efeitos secundários associados aos tratamentos é a infertilidade.

Pelo que tenho visto, em sempre os médicos se lembram de alertar para esta questão tão sensível e falar das possibilidades de preservar a fertilidade através dos meios técnicos disponíveis.

No meu caso, fui eu a questionar a médica pois por mero acaso tinha visto algo sobre o assunto, precisamente num blogue.

Há 5 anos foi-me dito que no IPO só seria possível preservar esperma e que as mulheres tinham de procurar uma alternativa fora.

Como tinha tido a Leonor há pouco mais de 15 dias, confesso que nem quis saber de mais nada mas a verdade é que o cancro (e os tratamentos a ele associados) são já demasiado devastadores para que deixemos de aproveitar uma oportunidade de salvaguardar a possibilidade de virmos a ser pais.

Daí voltar ao assunto e partilhar este video 

A quem se encontra na iminência de iniciar os tratamentos, o meu conselho é que procure informação para poder decidir.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alegrem-se, que hoje foi o dia mais triste do ano

Segundo um iluminado qualquer, hoje foi o dia mais triste do ano e o facto poderá ser comprovado através de algo tão objectivo quanto uma fórmula matemática.


Em causa estão questões como o tempo, a ansiedade pela falta de dinheiro após o Natal e o facto de se constatar que as resoluções de ano novo não estão a ser implementadas.


Perante tanta sapiência ocorre-me dizer duas coisas.


1.º - se isto é matemática a Maya já devia ter ganho um prémio Nobel na àrea.
2.º - e, bem  mais importante Alegrem-se, que hoje foi o dia mais triste do ano!

Medo do escuro

A Leonor tem medo que apareçam monstros no escuro e diz que quando está sózinha e ouve sons pensa que são eles.

Ontem tivemos mais uma  conversa para tentar desmistificar a existência dos monstros e, para a terminar, perguntei-lhe se achava que a mamã a deixava ir sózinha à casa de banho se houvesse lá monstros.

Com toda a segurança, disse-me que não mas, ainda assim, quis deixar a sua posição bem definida.

"Ainda não sei como vai ser quando for grande. Se vou ter medo, ou não. Depois vejo. Mas agora preciso de ti. Vá, vem lá comigo à casa de banho!".

domingo, 18 de janeiro de 2015

Por cá a coisa já mete a polícia e tudo

- Tita, já te disse para vires brincar comigo!
- Mas eu quero ver o Panda!
- Tita, Já te disse. Se não brincas comigo, chamo a polícia e mando-te prender!
- Está bem, eu brinco pronto. Mas primeiro senta-te aqui a ver um bocadinho do Panda.

E a Leonor lá se sentou, pensando ter sido convincente na ameaça.

Saudade é vida que não morre

Saudade é vida que não morre
Simplesmente escorre
Até se entranhar
Lá, onde nasce a capacidade de amar
O sítio onde te guardo
Até ao dia do reencontro


Tua Susaninha

sábado, 17 de janeiro de 2015

Que tipo de mãe quer ser?

Ontem tiv(emos) consulta na pediatra. Foi, literalmente, 3 em 1.

Fiquei a saber que estava na iminência de fazer uma otite, o que tem a sua graça e faz todo o sentido ser diagnosticado numa consulta de pediatria.

E cá estou, com o 2.º antibiótico em 15 dias. Pelo menos a febre já passou, o que é uma grande coisa.

Sou completamente devota desta pediatra que, além de excelente profissional, tem um 6.º sentido e sensibilidade apuradíssimos.

Andava mesmo a precisar de uma conversa sobre o comportamento da Leonor quando está comigo.

Como sempre a Dr.ª NB não podia ter  sido mais assertiva e disse para pensar que tipo de mãe quero ser. A autoritária, a permissiva, a protectora, a assim-assim (...)? E que dessa resposta vai depender tudo o resto.

Percebi perfeitamente o que me queria dizer e nem preciso muito de pensar que tipo de mãe quero ser pois sei-o há muito.

Resta-me agora conciliar essa parte com a forma de lidar com certos comportamentos da Leonor.

Tarefa difícil, a minha.

As razões (da Leonor) para abandonar a Tita

A Leonor persiste na ideia de abandonar a Tita.

Razões:

"porque eu digo-lhe para sair da casa de banho e encostar a porta e ela não encosta"

"porque às vezes eu faço de conta que lhe dou um pontapé (mas não dou) e ela bate-me"

Parece que tenho cá em casa uma irmã mais velha algo frustrada por constatar a sua falta de autoridade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Coisas que (percebi recentemente) me irritam

Palavra de honra que não sei de que cabecinha pensadora saiu a ideia de prescrever medicamentos pela substância activa.

Nunca devem ter tido gripe, em simultâneo com 2 filhas, e gerir horários, intervalos e afins. Eu sei lá qual é o princípio do Benuron ou do Brufen, só para falar dos mais básicos.

Irrita-me, pronto.

A minha avó

Vivi com a minha avó até aos 5 anos e, mais tarde, desde que acabei o curso até me casar.

Todos os os dias, quando ia às compras, perguntava-se se queria "alguma coisa da rua". E, por mais que dissesse que não, trazia-me sempre um docinho.

Sempre a conheci a cuidar da família e ajudar tudo e todos.

Agora somos nós a cuidar dela, pois a idade trouxe-lhe uma doença daquelas chatas a que se veio agora juntar uma pneumonia que a está a deixar muito debilitada.

Fiquei, por isso, comovida quando ontem lhe telefonei e, depois de falarmos sobre as maleitas de cada uma, me disse "já sabes, filha, se precisares de alguma coisa diz".

Só me apeteceu correr para casa dela e repenicar-lhe aquela cara de beijos.

 Há coisas que não mudam

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Histórias da gafaria

A noite passada foi uma animação.
Como estávamos as 3 com febre, e as pequenas choravam por mim à vez, acabámos a dormir juntas na mesma cama.
A certa altura, com a expectoração, D.ª Maria Leonor vomitou mesmo em cima da cabeça da irmã. A pequena estava tão cansada que nem deu conta.
Hoje o dia foi passado entre termómetros, xaropes e água do mar, sempre com o Canal Panda como música de fundo (devo dizer que já vomito "Os caricas e afins").
Parece-me que tenho de defumar a casa. Bolas

Boletim Clínico da família

Bisavó - pneumonia
Avó - Gripe
Avô - entorse no tornozelo
Tia - gripe
Mãe - gripe (2.º round)
Pai - tosse cavernosa (resquícios de gripe)
Leonor - amigdalite (2.º round)
Benedita - amigdalite (2.º round)

E agora vamos ali, fechar-nos numa gafaria.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Iogurte lírico

-Leonor, as crianças com febre têm de beber muitos líquidos. Vá lá, bebe a auguinha.

- E não pode ser iogurte lírico?

- Pode e até agradeço, que são 17h e ainda não comeste nada hoje.

- Mas mãe, se é lírico é bebida não é comida.

E este foi o momento em que fiquei sem argumentos.

O meu 3.º filho

Gosto deste blogue (quase) como de um filho.

Não só porque me permite fazer uma coisa que me dá imenso gozo e que é escrever (coisas mais ou menos parvas) mas porque tem gerado uma interacção entre mim e pessoas que não conheço e me contactam para partilhar experiências/desabafar sobre a doença.

Como não me canso de dizer, ganho vida sempre que sinto que a minha história dá alento a alguém. Isto porque foi na história de outras pessoas que me inspirei também. E é uma forma de dar sentido ao estúpido do cancro.

Esta semana recebi mais um desses contactos e não podia ter ficado mais feliz. Trata-se de uma jovem que engravidou após os tratamentos de quimio.

Posso imaginar os medos/angústias que sente, mas também posso assegurar que não há nada melhor e que esta nova vida que gera é uma benção.

Ai!!!! Eu e os bebés ...................

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Parecia (eu) que estava possuída pelo diabo

Quando uma amiga se cruza connosco logo de manhã, no pátio da escola, e comenta com a nossa irmã que eu "parecia que estava possuída pelo diabo", conseguimos imaginar as figurinhas que fazemos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

É só estômago mesmo

"Ai, está estão bonita. Não me diga que está ....?!!!

Não. Não estou grávida. É só estômago, como diria a outra.


domingo, 11 de janeiro de 2015

Pobres paroquianos de Canelas

Fico incomodada cada vez que ouço falar da luta dos paroquianos de Canelas.


Incomodada e com pena daquelas pessoas, para as quais a Igreja não passa de um edifício e a ida  à eucaristia de um ritual.


Provavelmente não tiveram a sorte de ter uma avó que lhes dissesse que "não vamos à Igreja atrás do padre".


Em todo, caso se é assim que vivem a sua "fé", que vão atrás do padre, mas  deixem-se de cenas tristes como as que se têm repetido domingo após domingo, nas quais acredito que nenhum católico se revê.


A linha que separa o bom senso do fundamentalismo é muito ténue, por vezes. E não é preciso ir a Paris

S. Gonçalinho, o santo que cura as verrugas da alma

Em Aveiro, neste fim de semana, comemora-se o S. Gonçalinho que, na verdade, não é santo e sim beato.


Mas isso não interessa nada ao povo de Aveiro, em especial o da beira-mar, para quem este "menino" é santo e, além de casamenteiro, curas muitas maleitas. Até as verrugas da alma (esta verdade posso comprova-la eu, este ano).


Já tinha ido à festa várias vezes, mas confesso que só este ano me apercebi da sua verdadeira profundidade e significado.


Crenças à parte, é muito bonito ver adultos que viram crianças à volta da capela a tentar apanhar umas cavacas. Ddepois há os medricas, como eu, que só gostam de ver e preferem ir comprar as cavacas, tal o medo de escavacar a testa ou os dedos.


E ir à festa com famílias e bons Amigos, então, é para além de bom.






"Nota: A festa em honra de S. Gonçalinho, realiza-se em Aveiro. O "Santo" terá nascido em 1190, perto de Guimarães, ganhando fama de santo casamenteiro quando pregava na freguesia da Aboadela do Marão onde, como bom pároco que era, queria sacramentar os casais que viviam em situação imoral.


O seu culto expandiu-se, tendo chegado a Aveiro, mais precisamente ao bairro da Beira-Mar onde lhe é atribuído o poder de curandeiro em doenças ósseas e na resolução de problemas conjugais.
Durante os dias de festa pagam-se promessas, atirando cavacas doces do cimo da capela, enquanto cá em baixo muitos as tentam apanhar.


As cavacas são doces cobertos de açúcar, e podem ser redondas e relativamente moles, ou alongadas e duras. O lançamento das cavacas terá uma origem simbólica, representando o pão atirado aos pobres pelo santo. E outra origem mais lendária que se relaciona com os cavacos, nome dado a pedaços de madeira que eram usados para serem queimados no local onde hoje é a capela e que serviam como farol. Por isso o nome cavacas e a razão de serem tão duras!"

A angústia de uma mãe antes do penálti

Encontro-me a passar por uma fase de angústia maternal.


Ontem fui levar a Leonor ao xadrez e a pequena fez uma daquelas cenas de fazer chorar as pedras da calçada. Agarrou-se às minhas pernas, a chorar, e não me deixou sair dali.


Já tinha acontecido o mesmo quando a levei à aula de piano.


Sei que a Leonor adora as aulas de piano e xadrez, nunca a pressionámos para ir, nem para estudar. E, muito importante,nunca faz destas cenas quando é o pai ou o avô a levá-la às aulas.


De modo que fiquei como o tolo no meio da ponte, sem saber se a devia arrastar dali para fora e castigá-la ou deixá-la ficar (como ela queria, apesar do choro) e assistir à aula.


Suponho que existirão muitas mais situações pela vida fora em que, como mãe, não saberei qual a atitude mais correcta.


Incomoda-me, sobretudo, o facto de existirem momentos em que não percebo se as minhas filhas estão só a fazer birra, porque sim, ou se estão a atravessar algum tipo de insegurança.


E isto angustia-me, especialmente porque o denominador comum em todas estas situações sou eu, a mãe.











sábado, 10 de janeiro de 2015

A Violetta faz milagres

Provavelmente já saberão que está para acontecer um dos factos mais relevantes de 2015.


A Violetta vai começar a ser transmitida em canal aberto (mais propriamente na SIC) aos sábados de manhã "um pouco antes das 10h30", segundo um dos anúncios.


A injecção vai ser logo de 2 epísódios seguidos. Hip, hip, urra!


E eu já pude comprovar a relevância deste fenómeno. Pela 1.ª vez na vida, a Leonor saiu da cama sózinha, sem que a burra de carga (esta que vos escreve, naturalmente) tivesse de ir lá.


E porque o dia é histórico decidi, enquanto gestora de negócios de duas colecções  das quais as meninas são testa de ferro (toda a gente sabe que quem as faz são os avós de um e outro lado), oferecer 4 cromos da Violetta, a saber: 51; 100; X6 e x33.


É aproveitar, que hoje estou louca.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A Tita é rija





Esta menina de armas surgiu nas nossas vidas quando menos esperávamos, pregando-nos um grande susto.

Passado (mas não esquecido) o susto inicial, olho todos os dias para a Tita como fonte de inspiração e, acima de tudo, força para enfrentar os embates da vida.

A Tita é rija e decidida. A Tita tem mau feitio, mas quando quer é mais doce do que ovos moles.

A Tita é a prova de que todas as vidas são um milagre.

Ser português até aos ossos

Ser português até aos ossos é, também, fazer tudo no último dia do prazo (preferencialmente na última meia hora).




E eu, com a minha orgulhosa alma lusitana, não sou excepção.


Esta semana já me estreei. Confesso que o fiz sem grande convicção. mas até tinha piada se acertasse no porta-aviões (falando em termos de batalha naval).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Jardim na corrida

Só não digo que a fase de preparação para a corrida às próximas eleições presidenciais é uma risota, porque levo a política muito a sério.


Estamos a falar de algo decisivo para o futuro de todo um país.


Ainda assim não pude deixar de sorrir quando vi um título de jornal que dizia que o Alberto João Jardim pondera candidatar-se.


E atenção que até simpatizo com o senhor, ainda que lhe reconheça os imensos excessos.


Não bastava o Santana Lopes,com o fétiche de coleccionar títulos no CV, agora até o Jardim está com ideias.


Acho que estão a ver mal o significado da  histórica estratégia "dividir para reinar", mas se calhar é só impressão minha. Provavelmente não é estratégia, é só ambição.

Estúpido, parvo, besta

És um estúpido, um parvo e uma besta.


Não se deixa uma mãe e duas filhas apeadas, logo pela fresca.


Vai-te lixar. Tu e o teu motor "afanado".

Ou é fase ou é virose

Tudo aquilo que não se consegue explicar, no comportamento de uma criança, é originado por uma fase ou virose.


Pois bem, a Tita anda na fase (ou será virose?) da violência e bate (ou ameaça) em tudo aquilo que mexe.


Ainda ontem à noite, fez questão de lembrar o pai que aquela faca que estava em cima da mesa era afiada, numa ameaça velada à vontade que tinha de lha espetar no meio da testa (se bem, que tentou refrear-se e a possével consequência que exteriorizou era mais suave - a de ficar com uma ferida na cabeça igual à que a mãe tem).


Não sei o que se passa com a cachopa, mas numa coisa tenho de lhe dar o devido mérito.


A Tita é uma defensora do rigor e verdade dos factos, tal como prova a resposta dada à pergunta "Tita, porque é que assapaste  à B.?" e que foi tão somente "Mãe, eu não lhe assapei, eu bati-lhe!!!".


Mais palavras para quê?


E agora começa o ritual de a acordar.


À semelhança dos restantes dias, peço que me desejem sorte.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Até chorei

Não me admiro (embora me tire do sério) que as pequenas passem o dia a guerrear.

Eu e as minhas irmãs (meninas bem para cima dos 25 anos) continuamos a fazê-lo.

Só não nos batemos, mas discutimos com fartura.

Hoje ao almoço não foi excepção.

Eu e a mana do meio voltámos, momentaneamente, à meninice e a coisa envolveu apagar luzes da casa de banho e mãos molhadas na cara.

Só ficou a faltar o pionés colado no interruptor (como há uns anos a parva fez).

Até chorei, mas de riso.


Mãe, és feia!Feia!!!!

Mãe, és feia!Feia!!!! Foi com este elogio que a Tita me pressenteou ontem de manhã. E ainda não tinha aberto os olhos.


A ver vamos como corre hoje.


Desejem-me sorte.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

E a vontade que tenho de deixar a árvore de Natal intocada?

A vontade que tenho de desmontar a árvore de Natal é inversamente proporcional à alegria que sinto ao fazê-la.

Grande seca.

Estou mesmo a pensar deixá-la intocada até ao próximo dia 6 de Janeiro de 2016.

Novo regime de crédito à habitação para pessoas com deficiência entrou em vigor a 1 de janeiro

Ora aqui está uma boa notícia.

No dia 1 de janeiro entraram em vigor as novas regras aplicáveis aos empréstimos bonificados à habitação para pessoas com deficiência, aprovadas pela Lei n.º 64/2014, de 26 de agosto.

Esta lei estabelece um regime autónomo para a concessão de crédito à habitação a pessoas com deficiência e prevê a aplicação de uma taxa de juro bonificada, desde que preenchidas as condições de acesso ao regime (ver questões abaixo).

O diploma não estabelece a obrigação de as instituições de crédito concederem este tipo de crédito, mas prevê o direito do cliente à conversão do seu empréstimo para o novo regime nos casos em que a aquisição do grau de incapacidade igual ou superior a 60% é posterior à celebração do contrato de crédito à habitação. Para o efeito, o cliente deve preencher as demais condições previstas na lei e tem de apresentar um requerimento à sua instituição de crédito.

Aos deficientes das forças armadas continuam a aplicar-se as condições definidas para os trabalhadores das instituições de crédito, previstas no regime constante do Decreto-Lei n.º 230/80, de 16 de julho.

1. Quem pode aceder a este regime?

Podem aceder a este regime de crédito as pessoas singulares com mais de 18 anos e um grau de incapacidade igual ou superior a 60% e que pretendam contratar um empréstimo para habitação própria permanente.

Também podem aceder a este regime de crédito as pessoas singulares que tenham adquirido um grau de incapacidade igual ou superior a 60% em momento posterior ao da contratação de um empréstimo para habitação própria permanente.

2. Que empréstimos estão abrangidos por este regime?

Os empréstimos podem destinar-se a:
  • Aquisição, ampliação, construção e realização de obras de conservação ou beneficiação de habitação própria permanente (incluindo a aquisição de garagem individual ou de lugar de parqueamento em garagem coletiva);
  • Aquisição de terreno e construção de imóvel destinado a habitação própria permanente (incluindo a construção de garagem individual);
  • Realização de obras de conservação ordinária, extraordinária ou de beneficiação em partes comuns dos edifícios destinadas ao cumprimento das normas técnicas, exigidas por lei, para melhoria da acessibilidade aos edifícios habitacionais, por parte de proprietários de frações autónomas, que constituam a sua habitação própria permanente, e cuja responsabilidade seja dos condóminos.

3. Quais os requisitos do empréstimo?

O acesso a este regime está ainda dependente do cumprimento de vários requisitos:
  • O montante mutuado não pode, em 2015, ser superior a 190.000 euros (este valor é atualizado anualmente de acordo com o índice de preços no consumidor);
  • O prazo máximo do empréstimo não pode ser superior a 50 anos;
  • O montante do empréstimo não pode ultrapassar 90% do valor de avaliação da habitação pela instituição de crédito, ou do custo das obras de conservação ordinária, extraordinária ou de beneficiação (loan-to-value);
  • O empréstimo não pode destinar-se à aquisição de imóvel propriedade de ascendentes ou descendentes do interessado;
  • Nenhum membro do agregado familiar pode possuir outro empréstimo em regime de crédito bonificado;
  • A constituição de hipoteca sobre o imóvel financiado, não podendo o mesmo ser alienado durante um período mínimo de cinco anos.
A contratação de seguro de vida por parte do mutuário deixa de ser legalmente obrigatória.

4. Qual a bonificação da taxa de juro?

Os empréstimos abrangidos por este regime de crédito beneficiam de uma bonificação na taxa de juro igual à diferença entre a taxa de referência definida pela Portaria n.º 502/2003, de 26 de junho (TRCB) e 65% da taxa de referência do Banco Central Europeu.

Se a taxa de juro contratada for inferior à TRCB, a bonificação é calculada tendo em conta a diferença entre essa taxa de juro contratada e 65% da taxa de referência do Banco Central Europeu.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Não foi mau. Foi pior.

A 1.ª manhã de escola de 2015 não foi má. Foi muito pior do que algum dia eu podia supor.


As cachopas começaram a guinchar e espernear assim que as acordei mas enquanto aTita se calou no momento em que a entreguei ao avô, a Leonor foi de rastos rua fora.


Foi uma cena deprimente, apesar de ter visto alguns sorrisos à nossa passagem (tal foi a minha figurinha).


Na escola teve de ser agarrada por uma auxiliar, para que eu conseguisse vir embora. A coisa foi ao ponto de a professora pensar que a gritaria era feita de uns dos meninos autistas.


Obviamente, fui trabalhar de rastos. Valeu o calorzinho que sentia no corpo.

39 Anos


E no dia em que o meu homem completa 39 primaveras, é altura de relembrar que já o conheci careca.

Um bocado menos rezingão, é certo, mas careca.

Parabéns velhote. Que venham muitos mais, sempre ao nosso lado.



Até vai doer .....

Depois de duas semanas mais paradas em termos de trabalho, e com muita bicheza no organismo, cheira-se que o regresso ao trabalho até vai doer.


Para já até tive de desisitir de vestir a Leonor que gritava e contorcia-se como se estivesse possuída pelo demo.


Desejem-me sorte.

domingo, 4 de janeiro de 2015

As gajas são piores do que os gajos

Depois de um dia passado entre crianças. retenho a frase de um Amigo que me deixou com um sorriso na cara (eventualmente será dos nervos) - "as gajas são piores do que os gajos, pá. Mas porque é que eu me meti nisto?!!!


Ah,ah,ah


Subscrevo

Há convites que não se recusam

Num dos últimos dias do ano recebi um convite, que me encheu de orgulho, para ser madrinha de um bebézinho que, estando ainda no útero, tem já uma grande história para contar.


Há convites que não se recusam, e responsabilidades às quais não se viram as costas, e por isso cá estou toda vaidosa e expectante.


Entretanto, hoje será dia de fazer parte da assembleia que terá a alegria de receber o Francisco no seio da Igreja.


Parabéns boneco, pelo teu baptismo e pelos papás lindos e corajosos que tens.


Ai, como eu gosto destas coisas.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Dos altos e baixos da vida

A 1.ª vez que me confontei com uma sucessão de altos e baixos da vida e a necessidade de ir em frente, ficou-me na memória.


Tinha vinte e poucos anos e fui com a minha mãe a casa de um vizinho, cuja mulher se tinha suicidado naquele mesmo dia. Estivemos lá, dissemos-lhe umas palavras de alento e voltámos para casa.


No dia seguinte, como se nada fosse, vestimo-nos de gala e fomos a um casamento.


Pouco tempo depois chegava eu, toda feliz e contente, da viagem de finalistas a S. Salvador da Baía, quando me deparo com a minha mãe à porta com um ar miserável. Tinha acabado de receber um daqueles diagnósticos daqueles que ninguém quer ouvir, que lhe roubou 2/3 do estômago.


E foram episódios como este que me foram mostrando que a vida é mesmo uma sucessão de altos e baixos e os seus ciclos não têm nada de previsível (contrariamente a alguma previsibilidade de ciclos económicos).


A aprendizagem teve o seu expoente máximo quando, em plena 1.ª gravidez, recebi o diagnóstico de linfoma após o que recebi a Leonor nos braços, fiz a quimio e fui abençoada com a vinda da Benedita, tudo num ritmo frenético que afectou, definitivamente, a minha capacidade de orientação temporal.


Destes altos e baixos da vida é impossível não retirar ensinamentos. E por muitos que eles sejam há um, mais importante, que tem de nortear a caminhada.


Amanhã será sempre outro dia.



Os lumberssexuais a mim não me convencem

Não é que interesse a alguém, mas devo dizer que os lumberssexuais a mim não me convencem.


Tirando 1 ou 2 com algum estilo, os outros não têm piadinha nenhuma.


Mas isto sou eu, que sou adepta do "less is more".


E aqui está o chamado post da treta.

Calar e agir

"O que falta, se é que falta, não é escrever ou falar, porque normalmente é o que sobra, mas calar eagir. Além do mais, o falar distrai, enquanto que o calar e agir recolhe e fortalece o espírito."


S. João da Cruz

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

"Má sorte" na origem da maioria dos cancros

"Má sorte" na origem da maioria dos cancros. Hoje deparei-me com este título de notícia ao qual nã consegui ficar indiferente.


O artigo dava conta que a maioria dos cancros tem origem numa má divisão celular que a certa altura se verifica em certas pessoas. Ou seja, e isto é aquilo que acho que se deve reter, a maioria dos cancros acontece só porque sim ou, dizendo de outra forma, independentemente dos hábitos de vida de quem vê as suas células a trabalhar feitas parvas , desordenamente.


E o que é que isto (me) interessa? Interessa e muito pois questionar a origm do cancro que nos bate à porta (a nós ou a alguém próximo) é quase inevitável.


Mais do que isso é frequente sermos "culpabilizados", de forma mais ou menos consciente, pela situação. Se não bebesses leite, se comesses menos açúcar, se fizesses mais exercício ...


Isto para não falar nas "culpas" mais óbvias de quem fuma ou bebe álcool.


E se há coisa de que um paciente não precisa é sentir-se culpado, ainda que possa ter potenciado a doença de alguma forma.


Aqui chego ao ponto pelo qual tanto me bato, a pressão que nos olocam para que tenhamos  um estilo de vida saudável e isento de perigos, algo que este estudo vem desmistificarde alguma forma.


Posto isto, chego sempre à mesma conclusão. A melhor solução é a do meio termo. Sensibilidade e bom senso.


E tudo o resto são ilusões.


Quanto ao artigo, só faria uma correção ao título pois a "Má sorte" está na origem de todos os cancros e não só da maioria. Mas acho que isso toda a gente sabe.



A Tita é feia, vamos abandoná-la!

Houve uma fase em que eu e a minha mana do meio trocávamos insultos sob a forma de quadra popular.


Agora temos a Leonor e a Benedita a seguir-nos as pisadas, mas em forma de canto à desgarrada.


Uma das canções mais recentes tinha como título "A Tita é feia, vamos abandoná-la".


Lamentavelmente, não fixei as estrofes que até tinham piada (especialmente se tivermos em conta tratarem-se de improvisos de uma ranhosa de 5 anos).


O que teve menos foi a reacção ruidosa da visada.

Não são causas, são só coisas parvas

Não vejo nada de mal no facto de se mostrarem os tornozelos.


Aliás, tendo em conta o tornozelo até pode ser um acto bem bonito.


Mas percebo que os muçulmanos não se sintam à vontade com isso e fiquem chocados com atitudes como as da Selena Gomez (seja lá quem for a menina), tal como eu fiquei desagradada com a feminista (!!!) da FEMEN que achou por bem defender uma ideia qualquer, furtando o Menino Jesus do presépio da praça de S. Pedro, exibindo as maminhas.


Talvez seja eu que tenho vistas curtas, mas acho que é daquelas coisas parvas e inúteis que só servem para desacreditar quem as faz e fortalecer as convicções daqueles que, aos olhos dos que defendem as "causas", estão errados.


E a tolerância fica sempre bem.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Os livros que tenho na mesa de cabeceira

Eis que resolvi olhar, "com olhos de ver" para a pilha de livros que tenho na mesa de cabeceira e constato o seu, chamemos-lhe, eclectismo.


- Cinderela "Um final feliz" (adaptação de autor desconhecido)
- O caso do pato afogado (Erle Stanley Gardner, sempre)
- Um salvamento heróico (Enid Blyton, sempre a par do Erle)
- De quem é o Nariz? (autor desconhecido)
- A Costa dos murmúrios (para ver se me inicio na Lídia Jorge)
- Obras completas de S. João da Cruz (recomendo a leitura de páginas abertas aleatóriamente)


Resumindo e concluindo, está na hora de arrumar os livros nas prateleiras respectivas, devolvendo os que não são meus e que facilmente se percebe quais são.


Impõe-se começar uma nova pilha.

Uma passagem de ano do além

A muito custo lá recuperei (ou quase) da gripe.

Foi mesmo a tempo de preparar a passagem de ano cá em casa (10 pessoas + 1 convidada de última hora) e de assumir a missão de tratar dos meus 3 meninos.

Tudo correu bem, tirando o facto de o papá e a Tita terem passado o ano a dormir e a arder em febre e a Leonor ter feito a passagem em prantos, numa enorme birra que vim a descobrir ser uma mistura de sono com febre.

Foi uma passagem de ano meia surreal. Valeu o facto de ter sido passada em família.

O almoço de Ano Novo será cá em casa, a 4, para ver se não infectamos mais ninguém.

O que vale é que não sou supersticiosa.

Cruzes, credo!